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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

O Devorador de Almas

O Devorador de Almas 
Um casal de policiais investiga um estranho caso em uma pequena cidade. Seis crianças estão desaparecidas. Além disso uma série de estranhos assassinatos começam a ocorrer. Em um deles, um casal parece ter tido um surto psicótico, se ferindo até a morte, sem nenhuma razão aparente. E uma estranha lenda local envolvendo um demônio da floresta conhecido como "O Devorador de Almas" parece sempre estar sendo invocado nos lugares dos crimes. Sua pequena estatueta sempre está lá, perto dos corpos! Para piorar o que já era bem ruim, aquela comunidade interiorana parece esconder algo. Nem os policiais locais parecem dignos de confiança. Um clima pesado paira naquele lugar perdido. 

Um bom filme! Gostei realmente. O roteiro joga o tempo todo com a percepção do espectador. No começo parece ser mais um daqueles filmes de terror com monstros sobrenaturais. Esse aqui apresenta uma estranha figura, com enormes chifres e corpo parecido com o de troncos de árvores, afinal é um tipo de divindade demoníaca que habita as florestas da região. Mas calma, não vá tirando conclusões precipitadas. O roteiro tem muito mais a oferecer, conforme a história avança. De minha parte gostei realmente, principalmente pelo opção do roteiro em armar um enredo policial com os pés no chão. No caso aqui o realismo foi mais conveniente do que o simples fantástico sobrenatural. Por essa razão o filme ganhou muitos pontos positivos em minha visão. 

O Devorador de Almas (Le Mangeur D'âmes. França, 2025) Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury / Roteiro: Alexandre Bustillo / Elenco: Virginie Ledoyen, Paul Hamy, Sandrine Bonnaire, Francis Renaud, Malik Zidi / Sinopse: Dois policiais passam a investigar estranhos casos ocorridos no sul da França. São vários assassinatos e crianças desaparecidas. Haveria alguma ligação entre todos esses crimes?

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Leatherface

Esse foi um dos últimos trabalhos do cineasta Tobe Hooper, falecido recentemente. Ele não dirigiu o filme, apenas o produziu e deu algumas sugestões ao roteiro. A fita é uma nova tentativa de levar em frente a franquia "O Massacre da Serra Elétrica", só que ao invés de seguir contando a história da infame família assassina, o roteiro volta no tempo, para mostrar as origens de Leatherface, o mais violento e insano membro do clã. Assim somos levados até os anos 1950. A família Sawyer vive em uma pequena fazenda decadente e perdida no meio do Texas. São violentos, sádicos e mentalmente perturbados. Quando o jovem caçula faz aniversário eles levam um ladrão de porcos da região para ser torturado ao lado do bolo com velinhas. Mais alucinado do que isso impossível.

Depois passam dos limites quando matam e torturam a adolescente filha do xerife Hal Hartman (Stephen Dorff). O policial não consegue provas contra todos, mas tem uma vitória ao enviar os dois filhos mais jovens daquela família assassina ao reformatório especializado em jovens criminosos que são diagnosticados com problemas mentais. Jared, o futuro Leatherface, assim cresce nesse manicômio judiciário juvenil. Após dez anos de sua internação há uma rebelião na instituição e ele finalmente ganha a liberdade. Ele foge com outros internos, psicopatas jovens, que logo espalham terror pelas estradas e fazendas por onde passam. Para capturá-los vai novamente o xerife Hartman, só que agora ele pretende matar todos eles, sem se importar com a lei.

Como não poderia deixar de ser o filme é bem violento. Essa franquia nunca foi conhecida pela sutileza, muito pelo contrário, sempre foi sanguinária ao extremo. O problema é que o roteiro não avança muito em sua proposta original. É certo que saber o começo da vida do monstruoso  Leatherface seria algo bem interessante para os fãs de terror, mas aqui eles não conseguiram desenvolver muito esse personagem. Ele, sob supervisão médica, até consegue avanços, se torna uma pessoa melhor, até se apaixona e defende uma jovem enfermeira no reformatório, mas uma vez solto e sem medicação se torna novamente um louco feroz. A volta ao convívio com sua família (uma quadrilha de caipiras insanos) só piora tudo. O clímax acontece justamente quando ele usa pela primeira vez a serra elétrica para trucidar duas vítimas. Poderia ser uma cena de alto impacto, mas achei bem banal. Então é isso, um novo filme que tenta revitalizar uma antiga franquia, com resultados bem modestos.

Leatherface (Estados Unidos, 2017) Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury / Roteiro: Seth M. Sherwood, Tobe Hooper, Kim Henkel / Elenco: Stephen Dorff, Lili Taylor, Sam Strike, Vanessa Grasse, Sam Coleman / Sinopse: Após a morte violenta da adorável filha adolescente do xerife, o jovem Jared Sawyer (Strike) é enviado para um manicômio juvenil onde fica internado por dez anos. Após uma rebelião de internos ele consegue fugir ao lado de outros malucos violentos. Juntos, pelas estradas do Texas, causam terror e massacres sanguinários por onde passam.

Pablo Aluísio.