quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ecos do Além

Título no Brasil: Ecos do Além
Título Original: Stir of Echoes
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Artisan Entertainment
Direção: David Koepp
Roteiro: David Koepp
Elenco: Kevin Bacon, Zachary David Cope, Kathryn Erbe, Kevin Dunn, Conor O'Farrell, Lusia Strus
  
Sinopse:
Tom Witzky (Kevin Bacon) é um cara comum. Pai da família, trabalhador, ele vai levando a sua vida na normalidade. Sua vida porém muda completamente após ser hipnotizado por Isa (Illeana Douglas). O que parecia ser apenas uma brincadeira, durante uma festa de família, acaba mexendo bastante com sua mente. Pior do que isso, Tom começa a ter estranhas visões, pessoas falecidas surgem nas sombras para aterrorizar suas noites.

Comentários:
O roteiro desse filme foi baseado na novela de terror e suspense escrita por Richard Matheson. O material original é muito bom, o que talvez explique essa boa trama. Em termos gerais o filme é um thriller de suspense, que se segura bastante naquelas situações de terror envolvendo sombras e mistérios. Não há como negar que esse filme é um bom momento da filmografia do ator Kevin Bacon, em um momento em que sua carreira começava a decolar novamente. Já o diretor e roteirista David Koepp era mais especializado em filmes de ação e aventura, como "Missão: Impossível" e "Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros" cujos roteiros ele mesmo escreveu. Aqui porém ele demonstra ter talento para a direção, principalmente por saber arriscar quando isso era possível. Tudo bem que o filme decaia um pouco em seu final, isso é até normal de acontecer, o fato importante porém é que o filme conseguiu se destacar na época de seu lançamento, sendo até hoje lembrado pelas fãs de terror e suspense. No mínimo é uma boa fita do gênero.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

John Adams

Quem foi John Adams? Nascido em 30 de outubro de 1735 em Braintree, Massachusetts, esse simples homem do campo entraria para a história como o segundo presidente dos Estados Unidos da América. Considerado um dos fundadores da nação, Adams se notabilizou por seu amor ao direito e à liberdade e também por ser um homem de gestos simples e pacatos, bem ao contrário de um Thomas Jefferson, por exemplo, que era muito interessado na vida luxuosa das cortes mais ricas do velho continente. Personagem geralmente colocado à sombra de outras grandes figuras de seu tempo vemos aqui um belo retrato de sua real face nessa muito bem produzida minissérie do ótimo canal HBO. Recriação histórica perfeita não deixa de mostrar também o lado mais humano e pitoresco desse grupo de fazendeiros, pequenos profissionais liberais e proprietários rurais que cansados das altas taxas cobradas pelo império britânico resolveram abraçar ideais de liberdade e se uniram em prol do nascimento de uma nova nação, livre e dona de seu destino.

Em termos de qualidade de produção não há o que reclamar. Simplesmente maravilhosa. Até porque sendo produzida pela HBO não poderíamos esperar por algo diferente. Um dos produtores executivos inclusive é o ator Tom Hanks, que regularmente tem participado de ótimas minisséries enfocando partes da história americana. Pois bem, o mais importante de obras como essa é a constatação de que a história nem sempre é chata ou enfadonha, pelo contrário pode ser muito construtiva.  Através da história do homem que foi o segundo presidente dos EUA conhecemos as raízes do surgimento da revolução americana, seus personagens principais (Washington, Franklin e Jefferson) e como aquele país foi formado. Os demais presidentes americanos enfocados também viram um atrativo à parte. O realismo também é muito louvável, principalmente quando vemos John Adams tentando governar uma jovem nação de dentro de uma Casa Branca ainda sendo construída, com um grande lamaçal ao redor! Afinal naquele momento histórico ainda havia a busca pelo reconhecimento internacional por sua existência como país independente. E pensar que a maior potência do mundo nasceu de um bando de fazendeiros que não queriam mais pagar altos impostos ao Rei da Inglaterra. Quem diria!

John Adams (Idem, EUA, 2008) Direção: Tom Hooper / Roteiro: Michelle Ashford, David McCullough / Elenco: Paul Giamatti, Laura Linney, John Dossett / Sinopse: John Adams (Paul Giamatti) é um cidadão da colônia inglesa de Massachusetts que abraça os ideais de uma revolução em busca da independência das treze colônias britânicas na América. Ao lado de Washington, Franklin e Jefferson entre outros, ele resolve ajudar a escrever e assinar a declaração de independência dos Estados Unidos da América.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.                                                                           

Firefox - A Raposa de Fogo

Título no Brasil: Firefox - A Raposa de Fogo
Título Original: Firefox
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Alex Lasker, Wendell Wellman
Elenco: Clint Eastwood, Freddie Jones, David Huffman

Sinopse: Clint Eastwood interpreta Mitchell Gant, um piloto que recebe um missão extremamente perigosa: entrar na União Soviética em plena guerra fria para roubar um super avião dos russos. A nova arma dos soviéticos é completamente inovadora, com controles neurais jamais vistos antes, uma nova tecnologia totalmente nova para as forças armadas americanas.

Comentários:
Ao longo de uma carreira longa e produtiva o ator, diretor e produtor Clint Eastwood raras vezes decepcionou seus fãs. Aqui não seria diferente. Co-produzido por sua companhia cinematográfica Malpaso (juntamente com a Warner) e dirigido pelo próprio Clint, "Firefox - A Raposa de Fogo" é certamente um dos bons momentos da filmografia de Eastwood. O filme tem ação, aventura e suspense em doses generosas. Seu jeito durão também cai como uma luva para seu papel. Poucas palavras e muita ação. É sem dúvida um bom entretenimento com belas e bem boladas cenas de combate aéreo, apesar de compreensivelmente alguns dos efeitos soarem datados hoje em dia. Mas vale a pena. Clint como sempre mantendo o bom nível de qualidade de seus filmes.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Prenda-Me Se For Capaz

Título no Brasil: Prenda-Me Se For Capaz
Titulo Original: Catch Me If You Can
Ano de Produção: 2002
País: Estados Unidos,
Estúdio: DreamWorks SKG
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Jeff Nathanson
Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hanks, Christopher Walken, Amy Adams, Martin Sheen

Sinopse: 
Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio) resolve se passar por médico, advogado, piloto de avião comercial e tudo mais que conseguir convencer para as pessoas ao seu redor. Para isso usa sua lábia, seu conhecimento básico das profissões que finge exercer e muito carisma. Com apenas 18 anos coleciona uma série de pequenos golpes que acabam lhe trazendo muitos benefícios, inclusive acesso amplo a ambientes que lhe seriam negados caso não inventasse todas as suas lorotas. Após participar de um roubo milionário o FBI resolve seguir seus passos. É justamente isso que faz o agente Carl Hanratty (Tom Hanks) ir em seu encalço. A tentativa de capturá-lo porém não será das mais facéis.

Comentários:
É um filme leve, divertido, alto astral mesmo que o personagem seja no fundo apenas um estelionatário. Considero uma obra menor da filmografia de Spielbeg, que alterou várias coisas da história real (sim, o filme é baseado numa história real). O personagem de Tom Hanks, por exemplo, nunca existiu de fato, foi uma criação para ajudar a focar o roteiro. Já o personagem vivido pelo Di Caprio era um escroque pé de chinelo que o FBI colocou as mãos e depois foi trabalhar com a agência para capturar outros meliantes.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Eu Sou a Lenda

Título no Brasil: Eu Sou a Lenda
Título Original: I Am Legend
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Mark Protosevich, Akiva Goldsman        
Elenco: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan

Sinopse: 
Anos depois de um grande apocalipse que praticamente varreu a humanidade da face da Terra um último sobrevivente tenta se adaptar e achar a cura em um Nova Iorque desolada. O que ele não sabe é que não está sozinho no meio daquela grande cidade em ruínas.

Comentários:
"Mais uma ficção estrelada por Will Smith. Durante certo tempo ele foi o rei do verão americano, conseguindo vencer a batalha pela maior bilheteria por anos seguidos mas como tudo que sobe, desce, ele também entrou em declínio após um certo tempo. Eu Sou Uma Lenda tem uma boa premissa, ótimas cenas de impacto (as ruas vazias chamam a atenção) mas de maneira em geral se mostra abaixo das expectativas principalmente quando resolve esconder as falhas de roteiro com muitos efeitos digitais de última geração." (Pablo Aluísio)

"O filme foi tão surpreendente, que todos esperavam um final à altura e não um tão mediano. Gosto dos filmes com o Will Smith e achei que neste ele se saiu muito bem. Mesmo com um final decepcionante, eu ainda gostei muito, não só por conta do que Will conseguiu passar com sua interpretação, mas também pelo trabalho em CG dos monstros, das ruas pós-apocalíticas da cidade (tão realista) e dos animais selvagens que o personagem é forçado a conviver. Acredito que o filme mereça uma nota 8." (G. Reis)

"Nâo é de todo ruim. O terço inicial do filme é bastante interessante, a ideia do isolamento, o suspense que se cria com toda aquela situação. Achei bastante satisfatório. O filme só perde mesmo nos dois terços finais onde o diretor esquece a sutileza e se entrega aos efeitos especiais gratuitos e desnecessário. O clímax então deixa muito a desejar. No apagar das luzes é apenas um filme mediano." (Júlio Abreu)

"Esse filme tem três problemas graves: O Will Smith é um canastrão. O filme original com Charlton Heston ( The Omega Man - 1971) é muito melhor e esse diretor (Lawrence) é fraquíssimo, que vem a ser o mesmo daquele filme fraco chamado Constantine e estrelado por outro canastrão: Keanu Reeves. E ainda tem essa canastrona brasileira chamada Alice Braga, que como atriz é uma ótima repórter do canal a cabo GNT." (Telmo Jr.)

Pablo Aluísio. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Turbo

Título no Brasil: Turbo
Título Original: Turbo
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: DreamWorks
Direção: David Soren
Roteiro: Darren Lemke, Robert D. Siegel
Elenco: Ryan Reynolds, Paul Giamatti, Maya Rudolph

Sinopse: 
Turbo (Ryan Reynolds) é um caracol de jardim apaixonado por automobilismo. Ele não perde uma corrida na TV e é apaixonado pela Fórmula Indy. Seu sonho é um dia se tornar um grande piloto da categoria mas isso é obviamente praticamente impossível uma vez que ele é um simples caracol e esses bichinhos são conhecidos justamente por sua lentidão de locomoção. Mas como todo sonho merece ser perseguido um lance de sorte acaba mudando completamente seu destino.

Comentários:
Nova animação da Dreamworks que aqui investe em um personagem que até onde me lembre é completamente inédito no mundo da animação: Um caracol ou caramujo como é conhecido em certas regiões do Brasil. Considerado um animal não muito popular (para alguns seria nojento mesmo) os animadores do estúdio de Spielberg conseguiram transformar o bichinho em uma estrela de cinema! O resultado é realmente divertido, bem bolado e com excelente timing de humor. Apesar da produção milionária (custou mais de cem milhões de dólares!) o resultado nas bilheterias foi considerado apenas morno. Isso talvez se deva ao fato do enredo ser bem fora do comum. Mas isso não interessa ao espectador mirim pois de uma forma ou outra a garotada certamente vai se divertir. Pode levar seu filho para assistir sem receios.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Três Reis

Título no Brasil: Três Reis
Título Original: Three Kings
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: David O. Russell
Roteiro: David O. Russell, baseado na obra de John Ridley
Elenco: George Clooney, Mark Wahlberg, Ice Cube, Spike Jonze

Sinopse: Durante a ocupação americana no Iraque no começo da década de 1990 alguns soldados ianques acabam colocando as mãos em um suposto mapa mostrando onde está localizado um imenso tesouro roubado pelo governo ditatorial do tirano Sadam Hussein. Pensando com colocar suas mãos na riqueza os militares então resolvem partir em sua busca!

Comentários:
George Clooney ainda estava tentando consolidar sua carreira no cinema (ele era considerado na época apenas um ator de TV em essência) quando estrelou esse simpático "Três Reis". O filme passeia no tema da invasão americana ao Iraque de uma forma diferente. Sai de cena a patriotada e o ufanismo típicos desse tipo de produção e entra o humor, a picaretagem, o jeitinho de se dar bem acima de tudo. Não, não se trata de um filme brasileiro, mas sim de um roteiro honesto mostrando que a malandragem terceiro mundista não existe apenas abaixo do Equador. O resultado é dos melhores. O filme, muito bem realizado, com fotografia saturada, ajuda a elucidar bem a posição muito dúbia dos americanos naquele conflito. Levar liberdade aos povos é uma boa mas se houver alguma recompensa financeira por isso ninguém irá reclamar. Afinal a guerra também é um grande negócio. Assista e se divirta. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Nevoeiro

Título no Brasil: O Nevoeiro
Título Original: The Mist
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio:  Dimension Films
Direção: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont, baseado na obra de Stephen King             
Elenco: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Laurie Holden

Sinopse:
Uma terrível tempestade se abate sobre uma cidadezinha do Maine. No meio do caos um artista e seu pequeno filho de oito anos acabam buscando proteção dentro de um pequeno mercado. Lá percebem a chegada de um estranho nevoeiro que se alastra por todas as ruas e becos da cidade. Presos dentro do mercadinho eles precisam lidar com outros moradores que estão lá na mesma situação, entre eles um forasteiro cético e uma fanática religiosa que acredita ser o fim dos tempos como foi previsto nas sagradas escrituras! Mas afinal, qual será o segredo desse misterioso nevoeiro?

Comentários:
"Um ótimo filme de terror, talvez um dos melhores baseados na obra do Stephen King. Darabont é daqueles diretores que não pisam na bola, seu trabalho é sempre, no mínimo, muito competente. Ele consegue até extrair uma boa interpretação do quase sempre inexpressivo Thomas Jane. A maneira como os personagens dentro do mercado começam a adotar atitudes cada vez mais intransigentes e agressivas é fascinante, e perfeitamente verossímil. O final é brutal, terror absoluto. Não li o livro, mas dizem que no original não é bem assim que a coisa termina..." (L. Nogueira)

"O filme, além de ser envolvido literalmente por uma estranha névoa, é também uma mistura de terror, suspense e ação. O espectador é brindado também com doses quase letais de desesperança e amargura. O clímax do filme beira uma loucura coletiva misturada a um ar irrespirável e com cheiro forte de apocalipse, onde o ser humano consegue arrancar de suas próprias entranhas, tudo o que existe de pior e de melhor. A loucura coletiva é deferida com o consentimento das palavras de ordem e em pregações bíblicas de uma excelente atriz chamada Marcia Gay Harden. Que coloca o filme debaixo do braço e cruza a linha de chegada com dois corpos de vantagem. Nota 9" (Telmo Jr)

"Muito bom. Fanatismo religioso, desespero humano, névoa, suspense, terror e um final digno de tal filme.O Nevoeiro me surpreendeu em todos os aspectos, ritmo muito bom, historia bem postada, o exagero da tal fé humana colocada à prova e questionado, cenas memoráveis, personagens bem interpretados e bem construídos. E de novo, que belo final." (S. Campello)

"Esse filme já assisti faz um bom tempo mas me deixou impressionado. Não só por ser um bom filme, com ótimo suspense mas também pelo final, que realmente choca a quem assiste. Esse é o tipico filme que merecia ter muito mais repercussão do que teve. Seu alcance deveria ter sido bem maior. Merece." (Júlio Abreu)

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

Efeito Dominó

Título no Brasil: Efeito Dominó
Titulo Original: The Bank Job
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos, Inglaterra, Austrália
Estúdio: Lionsgate
Direção: Roger Donaldson
Roteiro: Dick Clement e Ian La Frenais
Elenco: Jason Statham, Saffron Burrows, Stephen Campbell

Sinopse:
O ano é 1971. O local é um banco localizado na Baker Street em Londres. É lá que se encontra o alvo de um bem organizado grupo de ladrões que planejam entrar no cofre da instituição através de um bem construído túnel localizado bem debaixo do principal cofre do banco. O prêmio para os criminosos é uma fortuna incalculável em dinheiro, jóias e metais preciosos. Baseado em fatos reais o filme narra todos os detalhes desse arriscado plano de roubo.

Comentários:
Se você gosta de filmes sobre roubos a bancos não pode perder essa produção muito bem realizada que tenta reconstruir todos os passos dos gatunos. Como se trata de uma história real o interesse do espectador obviamente aumenta, ainda mais quando se sabe dos bastidores do roubo, algo que na época causou perplexidade por causa do envolvimento de figurões no golpe. Em um elenco muito bom o destaque vai para Jason Statham que desde já está consagrado como o herdeiro natural de todos os astros de ação da década de 80. Mostrando que não é apenas um brutamontes, Jason ajuda a manter o interesse no filme do começo ao fim. "Efeito Dominó" prova que filmes de ação também podem ser bem inteligentes e interessantes quando se quer. Mais do que recomendado.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 26 de outubro de 2013

Refém

Título no Brasil: Refém
Título Original: Hostage
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax
Direção: Florent-Emilio Siri
Roteiro: Robert Crais, Doug Richardson
Elenco: Bruce Willis, Michelle Horn, Kevin Pollak, Ben Foster

Sinopse: Após passar por uma tragédia em sua vida profissional um policial veterano acaba indo trabalhar numa pequena cidade do interior. Pensando que agora finalmente terá uma vida tranquila até sua aposentadoria ele se vê de repente em uma nova situação aflitiva, quando uma família é feita refém de criminosos. Agora ele terá que colocar toda a sua longa experiência em prática para conduzir a tensa negociação e se possível soltar a todos sem maiores consequências para as vítimas.

Comentários: Bruce Willis certamente foi um dos grandes astros de ação de seu tempo. Ultimamente porém vários de seus novos filmes andam passando em branco, sem grande repercussão nem de público e nem de crítica. Ao que tudo indica a velha fórmula se desgastou completamente. Esse parece ser o caso desse "Hostage" que não chegou a causar nenhum impacto maior em seu lançamento. A fita, meio corriqueira, meio banal, explora algo que é cada vez mais raro nos EUA, a situação de reféns, uma vez que em todos os estados daquele país existem leis que impedem os familiares de pagarem resgates a criminosos. Em termos de elenco o destaque vai para o sempre bom Ben Foster, aqui mais uma vez marcando boa presença. Já Bruce Willis até tenta trazer alguma movimentação ao filme mas tudo em vão. "Hostage" é mesmo de fato um de seus momentos menos marcantes.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Não Somos Anjos

Título no Brasil: Não Somos Anjos
Título Original: We're No Angels
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Neil Jordan
Roteiro: David Mamet, Ranald MacDougall
Elenco: Robert De Niro, Sean Penn, Demi Moore, John C. Reilly

Sinopse: Dois condenados (Bob De Niro e Penn) fogem de uma prisão de segurança máxima e vão parar numa pequena cidadezinha às margens de cataratas que eles usaram para escapar da polícia. Na correria entram em um antigo mosteiro e começam a se passar por padres. A situação fica ainda mais complicada porque o diretor da prisão está à procura deles que não podem deixar seus disfarces de lado. A única saída acaba sendo uma procissão da Virgem Maria cujo ponto de chegada é no país vizinho, o Canadá. Se conseguirem chegar até lá estarão livres das garras da lei.

Comentários: Divertida comédia dos anos 80 que na realidade é um remake de um antigo filme com Humphrey Bogart e Peter Ustinov chamado no Brasil de "Veneno de Cobra". A premissa realmente é muito boa, pois a partir do momento em que os bandidos se fazem de padres católicos tudo fica muito divertido. Sem nenhuma noção dos dogmas e crenças da Igreja eles vão tentando sobreviver de todas as formas. Uma das cenas mais divertidas ocorre quando De Niro está no confessório e entra um policial para se confessar justamente com ele! O tira traiu a esposa e sente-se culpado por isso! Imagine a saia justa! Já na ficha técnica dois nomes se sobressaem para os cinéfilos. O primeiro é o do diretor Neil Jordan que aqui dirige uma rara comédia em sua filmografia. O segundo é a presença na equipe de roteiristas do talentoso David Mamet. Sua presença é garantia de bom texto e tiradas inteligentes.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Cry-Baby

Título no Brasil: Cry-Baby
Título Original: Cry-Baby
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Focus
Direção: John Waters
Roteiro: John Waters
Elenco: Johnny Depp, Tracy Lords, Iggy Pop, Willie Dafoe e Amy Locane

Sinopse: A cidade é Baltimore, o ano é 1954. Wade "Cry-Baby" Walker (Johnny Depp) é um "Teddy Boy" que lidera um grupo de outsiders. No bairro e na escola tem o sugestivo apelido de "Cry-Baby" justamente por causa de algo bem singular em si mesmo: ele chora apenas por um olho! Embora se faça de durão ele na verdade está apaixonado pela bela Allison Vernon-Williams (Amy Locane), uma garota rica que parece estar fora de seu alcance uma vez que seus parentes o odeiam. Afinal todos pensam que "Cry-Baby" é apenas um delinqüente juvenil sem qualquer futuro pela frente.

Comentários:
Acredito que pouquíssimas pessoas vão lembrar desse filme. A razão é simples: poucas pessoas viram "Cry-Baby" na época de seu lançamento. No comecinho da carreira o jovem Johnny Depp já colocava as asinhas de fora estrelando um filme do cineasta (e maluco de plantão) John Waters. Quem assistiu já sabe, o filme é todo fora do convencional. Tem até a ex estrela pornô Traci Lords, que foi colocada no elenco como provocação mesmo: na época várias pessoas da indústria pornô estavam sendo presas por causa dela (mas isso é uma outra história). Sinceramente não me lembro de ter visto Cry-Baby na TV. Acho inclusive que deve ser inédito até em dvd no Brasil (me corrijam se estiver enganado). É um filme raro e dificil de achar mas recomendo aos fãs do trabalho de Depp pois ele está impagável na pele de um personagem que mistura de uma vez só James Dean, Marlon Brando e Elvis Presley. Ele também canta no filme (e não é que o cara já cantava bem há mais de 20 anos!). Não é de se espantar já que ele mesmo se considera um músico frustrado que virou ator por necessidade. Enfim, para quem gosta do cinema subversivo de Waters, "Cry-Baby" é um prato cheio - de brilhantina é claro!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Duro de Matar - A Vingança

Título no Brasil: Duro de Matar - A Vingança 
Título Original: Die Hard: With a Vengeance
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: John McTiernan
Roteiro: Jonathan Hensleigh, Roderick Thorp
Elenco: Bruce Willis, Jeremy Irons, Samuel L. Jackson

Sinopse: 
Surge um novo terrorista, Simon Gruber (Jeremy Irons) que ameaça explodir dezenas de escolas de Nova Iorque caso não coloque as mãos no policial John McClane (Bruce Willis). Acontece que Simon é irmão de um criminoso que foi morto justamente por McClane (na trama do primeiro "Duro de Matar") e agora quer vingança. O que os policiais de Nova Iorque não sabem é que ele na realidade arma um grande golpe para desviar as atenções da autoridades. Enquanto elas correm para salvar as crianças ele rouba bilhões de dólares do banco central da cidade.

Comentários: Terceiro filme da franquia "Die Hard". A franquia não era mais do interesse de Willis e por isso a Fox teve que pagar um cachê recorde para o ator voltar para mais um filme de ação na pele do indestrutível John McClane. Aqui há dois bons aspectos a se considerar. O primeiro é a grandiosidade da produção. Há cenas realmente bem realizadas como a explosão de uma bomba no metrô de Nova Iorque. Outro ponto muito positivo é o elenco de apoio. Tanto Jeremy Irons (que interpreta um terrorista psicopata e frio) como Samuel L. Jackson (que faz um tira obcecado com racismo) estão muito bem em seus respectivos personagens. No saldo final é um filme de ação escapista, muito bem realizado, que consegue divertir bastante o espectador e os fãs da série.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Halloween O Início

Título no Brasil: Halloween O Início
Título Original: Halloween
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie baseado no filme de John Carpenter
Elenco: Malcolm McDowell, Scout Taylor-Compton, Tyler Mane e Rob Zombie

Sinopse: 
A infância de Michael Myers (Daeg Faerch) não é nada fácil. Zombado por colegas de escola, humilhado por familiares, ele acaba extravasando sua raiva de uma maneira completamente violenta e sem limites. Usando uma máscara de palhaço ele começa a maltratar e torturar pequenos animais. Isso se torna a gênese de um futuro serial killer completamente sedento por sangue e violência insana.

Comentários:
"Halloween O Início" é aquele tipo de filme que você facilmente conclui que é bem desnecessário. Até porque o original já é um clássico e suas várias sequências só serviram para provar que a fórmula já está mais do que desgastada. Aqui o suspense e o clima são deixados de lado sem muita cerimônia. O que era medo sutil no primeiro filme vira puro exagero. O psicopata assume ares de super-herói, com poderes absurdamente atribuídos a ele. Em determinados momentos chega a atravessar paredes sem muito esforço. O que sobra é um produto muito chulo, com uso exagerado de palavrões e cenas sem qualquer noção. Seria bem melhor que deixassem o pobre Michael Myers em paz, afinal ele já havia sido imortalizado na obra de John Carpenter. Não era necessário voltar para esse filme inútil.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os Três Mosqueteiros

Título no Brasil: Os Três Mosqueteiros
Título Original: The Three Musketeers
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney Pictures
Direção: Stephen Herek
Roteiro: David Loughery
Elenco: Charlie Sheen, Kiefer Sutherland, Chris O'Donnell, Tim Curry, Oliver Platt

Sinopse: D'Artagnan (Chris O'Donnell) é um jovem do interior que sonha um dia se tornar um verdadeiro mosqueteiro do reino. No caminho para Paris ele acaba se encontrando com mosqueteiros de verdade, Aramis (Charlie Sheen), Athos (Kiefer Sutherland) e Porthos (Oliver Platt). Juntos resolvem se unir para combater o terrível e astuto cardeal Richelieu (Tim Curry) que pretende colocar as mãos na coroa francesa de uma vez por todas.

Comentários: Uma nova versão bem mais pop do livro de Alexandre Dumas. Obviamente que muitos aspectos do texto original foram solenemente ignorados, preferindo o filme se concentrar mais em ação, aventura e divertimento ligeiro. De bom mesmo temos o ritmo mais acelerado e ausência de cenas mais aborrecidas. É um produto feito visando realmente agradar o público mais jovem, sem qualquer pretensão de ser historicamente fiel ao que lemos no livro de Dumas. O elenco reúne algumas estrelas jovens dos anos 90 como Charlie Sheen, Kiefer Sutherland e Chris O'Donnell. Todos figurinhas corriqueiras em revistas para adolescentes da época. Assim o resultado final não chega a ser aborrecido e nem ruim. Os figurinos são bem coloridos e o clima geral é de pura diversão apenas, tudo como convém ao padrão Disney de qualidade. Se é isso que você está procurando então aproveite bem.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Mar Aberto

Título no Brasil: Mar Aberto
Título Original: Open Water
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: Chris Kentis
Roteiro: Chris Kentis
Elenco: Blanchard Ryan, Daniel Travis, Saul Stein, Estelle Lau

Sinopse: 
Baseado em fatos reais o filme mostra uma excursão de turistas nas Bahamas que querem ter a oportunidade de mergulhar entre tubarões brancos da região. Esses animais são considerados uma das espécies mais agressivas que existem. O programa consiste em fazer pequenos mergulhos, no total de 20 pessoas. O problema é que por um erro grosseiro os instrutores acabam esquecendo do casal em alto mar e voltam para o porto. Sozinhos no meio do oceano os dois jovens tentarão sobreviver de todas as formas enquanto o resgate não vem ao seu socorro. Não será nada fácil pois o local está infestado de tubarões famintos.

Comentários:
"Mar Aberto" é um filme interessante que consegue trazer novidades para esse saturado sub-gênero dos filmes de terror com tubarões. O grande diferencial aqui é o fato de sabermos que tudo o que se vê na tela aconteceu de fato, o que torna a produção muito mais curiosa. Praticamente todo o enredo se passa com o casal em alto mar, à deriva, esperando que alguém note a sua falta. O tempo nesse caso é o grande inimigo pois os tubarões começam lentamente a cercar eles. Imagine a sensação de desespero que vem do fato de se estar perdido no meio do oceano, tentando sobreviver enquanto um enorme grupo de tubarões está literalmente cercando você para o ataque final. É justamente nisso que o filme consiste. É uma história realmente enervante, não recomendado para pessoas impressionáveis demais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Guerreiro Gengis Khan

Título no Brasil: O Guerreiro Gengis Khan
Titulo Original: Mongol
Ano de Produção: 2007
País: Rússia, Alemanha, Cazaquistão
Estúdio: CTB Film Company / Kinofabrika
Direção: Sergey Bodrov
Roteiro: Arif Aliyev, Sergey Bodrov
Elenco: Tadanobu Asano, Amadu Mamadakov, Khulan Chuluun

Sinopse: 
O filme narra a história real do temido guerreiro Gengis Khan (1162 - 1227). Após mudanças climáticas terríveis na Mongólia, com seca e fome assolando toda a região, Khan um líder tribal forma um magnífico exército de cavaleiros e arqueiros para invadir o império chinês e todas as cidades que encontravam pelo caminho. Usando do terror, do massacre e da subjugação completa de seus inimigos, Gengis Khan conseguiu conquistar uma das mais vastas regiões do planeta. Um conquistador sanguinário cujo nome até hoje aterroriza os povos que ele massacrou ao longo de suas campanhas.

Comentários:
Tive uma bela surpresa hoje ao assistir o filme O Guerreiro Gengis Khan, produção russa, alemã e mongol dirigida por Sergei Bodrov. Fazia muito tempo que queria assistir mas por uma razão ou outra sempre deixava para depois. O filme é muito bem dirigido e conta com ótima fotografia. Não foi à toa que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. É de fato uma produção de encher os olhos e resgata um dos personagens históricos mais genocidas que se tem notícia. Estima-se que Khan tenha levado à morte mais pessoas do que Hitler e Napoleão juntos. Ele incentivava seus homens a pilhar, roubar, massacrar (homens, mulheres, idosos e até crianças), além de estuprar em série as mulheres de seus inimigos. Era um líder brutal e sanguinário ao extremo. O filme tenta capturar com grande êxito sua personalidade. O resultado final é excelente. Recomendo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Lado a Lado

Título no Brasil: Lado a Lado
Titulo Original: Stepmom
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Sony Pictures
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Gigi Levangie, Jessie Nelson
Elenco: Julia Roberts, Susan Sarandon, Ed Harris, Jena Malone

Sinopse: 
Filhos de pais divorciados sentem muitas dificuldades em aceitar a nova namorada de seu pai, a jovem fotógrafa Isabel Kelly (Julia Roberts). Torcendo para que seus pais voltem a morar juntos eles começam a hostilizar a nova madrasta, algo que a mãe deles incentiva também. Isabel porém está disposta a ganhar a confiança dos meninos mas logo perceberá que isso não vai ser nada fácil para todos os envolvidos nesse drama familiar.

Comentários:
Quem diria que Chris Columbus já dirigiu um dia um drama como esse? A produção tenta discutir a nova realidade de muitas famílias americanas. Como o número de divórcios nos Estados Unidos (e no mundo) só faz aumentar todos os anos surgem a cada dia esse novo tipo de entidade familiar, onde as crianças precisam conviver bem com os novos companheiros de seus pais e mães. O relacionamento, como era de se esperar, nem sempre é harmonioso nesse tipo de situação. "Lado a Lado" é um bom drama, com roteiro bem escrito mas peca em certos momentos por ter receio de se aprofundar nesse tipo de questão familiar. Fica óbvio ao espectador que o diretor tem medo de exagerar nas tintas, o que muitas vezes esvazia a mensagem que o roteiro tenta passar. Mesmo assim é uma boa pedida para quem está vivendo ou já viveu nesse tipo de relação familiar. Certamente não é fácil passar por isso, principalmente se ainda é jovem demais para entender o que se passa com seu pai e sua mãe. De qualquer maneira sempre é possível transformar tudo em uma boa convivência harmoniosa como mostra o argumento do filme. Assista para entender.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Desejo de Matar

Título no Brasil: Desejo de Matar
Titulo Original: Death Wish
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio:  Dino De Laurentiis Company, Paramount Pictures
Direção: Michael Winner
Roteiro:  Brian Garfield, Wendell Mayes
Elenco: Charles Bronson, Vincent Gardenia

Sinopse: 
Paul Kersey (Charles Bronson) vê sua vida desmoronar após sua família sofrer um ataque de um grupo de criminosos insanos. Eles violentam e agridem sua jovem filha e mata sem piedade sua esposa. Após esse ato bárbaro Kersey se convence que a única forma de um cidadão se defender adequadamente desses bandidos é se armar até os dentes para responder fogo com fogo.

Comentários:
Charles Bronson passou anos de sua carreira fazendo personagens secundários. Nunca havia conquistado o status de grande astro e campeão de bilheteria até estrelar esse violento drama policial que explorava a indignação da população com o aumento da criminalidade nas grandes cidades. Sua mensagem bem clara caiu imediatamente no gosto do público e "Desejo de Matar" se tornou um grande campeão de bilheteria. Esse foi de certa forma o filme definitivo de Bronson que teria a partir daí seguido por uma linha de filmes mais violentos e com muita pancadaria. De certa forma Bronson foi um pioneiro do tipo de cinema de ação que iria imperar na década seguinte, os anos 80.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Volta dos Mortos Vivos

Título no Brasil: A Volta dos Mortos Vivos
Título Original: The Return of the Living Dead
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Hemdale Film, Fox Films
Direção: Dan O'Bannon
Roteiro: Dan O'Bannon, Rudy Ricci
Elenco: Clu Gulager, James Karen, Miguel A. Núñez Jr., Don Calfa Thom

Sinopse: 
Por simples acaso empregados de uma empresa de drogas medicinais acabam encontrando nos porões da empresa um conjunto de barris de propriedade das forças armadas americanas. Apesar de estarem lacradas e com avisos de contaminação os funcionários acabam liberando o gás dos compartimentos na atmosfera. A estranha fumaça gasosa acaba chegando em um cemitério próximo, fazendo com que todos os mortos se levantem de suas tumbas!

Comentários:
Hoje em dia filmes sobre zumbis são rotineiros. Quase toda semana temos um título novo. Na década de 80 não era bem assim. Havia a referência óbvia dos filmes de George Romero e só. Então causou certo impacto esse "The Return of the Living Dead" quando chegou aos cinemas. O grande diferencial era o humor. Ao contrário dos antigos filmes sobre o tema esse aqui usava muitas cenas de puro sarcasmo com os mortos-vivos que voltavam de suas sepulturas. Nada é levado muito à sério e talvez por isso o filme tenha ganho tantos fãs quando foi lançado. Bem humorado (mas sem deixar as cenas sangrentas de lado) "A Volta dos Mortos-Vivos" foi um grande sucesso, chegando inclusive a ganhar várias continuações, nenhuma delas tão bom quanto essa.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Loucuras de Verão

Título no Brasil: Loucuras de Verão
Título Original: American Graffitti
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio:  Universal Pictures
Direção: George Lucas
Roteiro: George Lucas, Gloria Katz, Willard Huyck
Elenco: Richard Dreyfuss, Ron Howard, Paul Le Mat, Harrison Ford

Sinopse: Dois amigos se despedem da vida de colégio durante uma noite qualquer de 1962. Em breve eles irão para a universidade, entrando em uma nova fase de suas vidas. Para passar o tempo eles decidem andar de carro pela noite, dando voltas pelas redondezas, onde encontram amigos, paqueras e também rivais. Um retrato descompromissado e nostálgico da juventude americana dos anos 60.

Comentários:
O primeiro grande sucesso comercial da carreira de George Lucas. Produzido por Coppola esse foi um dos primeiros filmes a olhar com clima de nostalgia e carinho para a década de 1960 (que acabara de terminar). Com uma trilha sonora maravilhosa composta apenas de grandes clássicos do rock 'n' roll essa película é uma das mais lembradas quando se fala em filmes sobre adolescentes. Além de ter sido um marco na carreira de Lucas, "American Graffitti" também impulsionou a carreira do jovem e praticamente novato Harrison Ford que iria estrelar alguns dos filmes de maior bilheteria dos anos que viriam, como as franquias "Guerra nas Estrelas" e "Indiana Jones". Aqui seu papel é até sem importância mas isso não o impediu de se destacar no filme. Roteiro simples (o enredo se passa apenas em uma noite) mas muito eficaz e nostálgico, a produção é considerada até hoje um dos melhores filmes sobre jovens da história do cinema americano. Imperdível.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Trainspotting - Sem Limites

Título no Brasil: Trainspotting - Sem Limites
Titulo Original: Trainspotting
Ano de Produção: 1996
País: Inglaterra
Estúdio: Channel Four Films
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Irvine Welsh, John Hodge
Elenco: Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller

Sinopse: Um mergulho lisérgico e alucinado no cenário de usuários de drogas na cidade de Edinburgh. Mostra o cotidiano alucinado de um grupo de jovens europeus sem grandes perspectivas em suas vidas. Para escapar do tédio e da violência do dia a dia eles resolvem experimentar diferentes tipos de drogas pesadas. O filme é um retrato da visão fora de realidade dessas pessoas.

Comentários:
Foi bastante comentado esse excelente filme do cineasta Danny Boyle. Na época de seu lançamento foram criadas duas visões diferentes sobre a proposta do filme. A primeira afirmava que era claramente uma apologia ao mundo das drogas. A segunda defendia a tese oposta que dizia que na realidade se trata de uma denúncia, utilizando uma linguagem revolucionária. De uma forma ou outra uma coisa é certa: o filme marcou bastante o cinema dos anos 90. Uma das cenas mais lembradas é a sequência em que um bebê entra nas viagens alucinógenas do protagonista. Sob efeitos de drogas ele começa a ter alucinações com a criança que inclusive chega a subir pelas paredes! Essa produção lançou a carreira do ator Ewan McGregor que a partir daí iria se tornar um grande astro em Hollywood. Produção mais do que recomendada.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Mexicana

Título no Brasil: A Mexicana
Titulo Original: The Mexican
Ano de Produção: 2001
País: Estados Unidos
Estúdio: Dreamworks Pictures
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: J.H. Wyman
Elenco: Brad Pitt, Julia Roberts, James Gandolfini, J.K. Simmons, Bob Balaban.

Sinopse: 
Um criminoso tem que ir ao México em busca de uma pistola rara e de grande valor para entregar ao seu chefe ao mesmo tempo em que tem que lidar com sua esposa que quer de todas as formas que ele abandone o mundo do crime de uma vez por todas.

Comentários:
Não curti nem um pouco. Vi no cinema e saí insatisfeito. Pitt e Roberts não convencem e não mostram paixão nenhuma na dela. Sobra para o James Gandolfini tentar salvar o filme mas em vão. Ele não é santo milagreiro. A mistura de filme de ação com romance não combinou muito bem. Há claras falhas de ritmo, além de uma duração que soa muito excessiva, talvez pelo fato do enredo ser bem enfadonho.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa

Título no Brasil: Jornada nas Estrelas IV - A Volta para Casa
Titulo Original: Star Trek IV: The Voyage Home
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Leonard Nimoy
Roteiro: Steve Meerson, Peter Krikes, Harve Bennett, baseados nos personagens criados por Gene Roddenberry
Elenco:  William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, George Takei.

Sinopse: 
Uma força alienígena desconhecida que vaga pelo espaço sideral durante o século XXIII chega até o planeta Terra. Diante do caos a federação dos planetas resolve enviar a U.S.S. Enterprise para o passado, em San Francisco no ano de 1986 para investigar as raízes do problema. Ao que tudo indica há uma estreita relação entre as baleias (no futuro extintas) e as forças do universo que chegam até o nosso mundo.

Comentários:
Certamente um dos melhores filmes da série Star Trek original.  Além do bom humor o filme tem uma mensagem ecológica muito bem desenvolvida e inteligente. Dizem que os bons filmes dessa franquia sempre são os de número par (II, IV e VI) e os ruins os de número impar (I, III e V). Faz até sentido se formos comparar os filmes. O que vale porém no final das contas é a bonita mensagem ecológica envolvendo as baleias e sua preservação. Pouco depois a pesca das baleias foi proibida em várias partes do mundo, coroando ainda mais os méritos dessa produção.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Contos Proibidos do Marquês de Sade

Seu nome deu origem ao termo "Sadismo" (Prática sexual que consiste em obter prazer com a dor e o sofrimento de outra pessoa; prazer experimentado com o sofrimento alheio; crueldade extrema) Como se pode perceber o famoso (ou seria infame?) Marquês de Sade entrou para a história. Obviamente ele se tornou um personagem histórico entrando pelas portas dos fundos mas mesmo assim não é de se ignorar sua fama. O filme começa mostrando o outrora vaidoso nobre em seus últimos dias, completamente insano (provavelmente por ter contraído sífilis) e em duelo com um médico da instituição onde está internado. Assim como Casanova, o decadente marquês se notabilizou por tentar difundir na Europa uma nova forma de se praticar e obter prazer com o sexo. Geralmente misturando violência, tortura e sexo, o famigerado Sade acabou colecionando inúmeros inimigos em sua vida. Seus últimos dias foram completamente inglórios.

O maior destaque desse "Contos Proibidos do Marquês de Sade" é o ator australiano Geoffrey Rush. Ele está perfeito no papel, embora como é de se esperar de um personagem morto há tantos anos, não haja fontes seguras sobre como era ou como agia o verdadeiro Sade. Tudo o que Rush teve acesso foram os próprios escritos deixados pelo personagem. A partir deles ele então começou a construir o seu perfil. O trabalho é realmente primoroso e merece todos os elogios. Sua companheira de cena também está muito bem. Kate Winslet interpreta Madeleine 'Maddy' LeClerc e sempre que surge em cena impressiona o espectador. Como se isso fosse pouco o filme ainda apresenta um excelente elenco de apoio com nomes como Joaquin Phoenix e Michael Caine. O filme foi recebido com certas reservas mas atribuo isso ao conteúdo do material, afinal Sade não foi bem visto nem quando era vivo e nem muito menos agora, morto e retratado nessa produção. Mesmo assim esse é um filme que merece ser visto pois de fato é um ótimo retrato desse personagem realmente controverso da história.

Contos Proibidos do Marquês de Sade (Quills, EUA, 2000) Direção: Philip Kaufman / Roteiro: Doug Wright / Elenco: Geoffrey Rush, Kate Winslet, Joaquin Phoenix / Sinopse: Cinebiografia do infame Marquês de Sade, nobre europeu que ganhou notoriedade por causa de sua vida escandalosa e de seus livros considerados obscenos para a época.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Eleanor Rigby / Yellow Submarine

Ótimo single dos Beatles lançado em agosto de 1966. As duas músicas fizeram parte dos trabalhos do álbum Revolver. Como se sabe esse disco foi bastante revolucionário na sonoridade do grupo inglês pois eles procuravam romper com as amarras da música comercial jovem. De repente os Beatles procuraram por novos caminhos, com canções mais trabalhadas, arranjos complexos e letras com temas mais significativos e importantes. "Eleanor Rigby" é um exemplo disso. Paul McCartney e George Martin escreveram um lindo arranjo de cordas para a música. Não parecia em nada com uma faixa de um grupo de rock.

Era uma clara ruptura e das mais talentosas. A letra também fugia do velho estigma do "Ela ama você" e abraçava um tema mais soturno, triste até, mostrando o fim da vida das pessoas mais solitárias. Na verdade em "Eleanor Rigby" Paul narra o enterro da personagem que dá nome à música. Em seu último adeus ninguém apareceu - afirmava o talentoso Beatle. O curioso é que por muitos anos Paul afirmou que Eleanor jamais existiu, que era uma personagem puramente ficcional. Há alguns anos porém o túmulo de uma Eleanor Rigby foi encontrada em um cemitério inglês, trazendo de volta a velha polêmica se tudo era algo de ficção ou se aconteceu de verdade.

Outro aspecto muito interessante é que muitos anos depois John Lennon afirmou em entrevistas que a canção havia sido uma composição feita face a face. Paul discordou completamente da afirmação, dizendo que na verdade a contribuição de John na canção não chegou nem a uma linha de melodia sequer. Paul explicou: "Penso que John (cuja memória podia ser extremamente falha) tomou os créditos, em uma de suas últimas entrevistas, por muitas das letras, mas na minha memória 'Eleanor Rigby' foi uma 'Lennon-McCartney' clássica na qual a contribuição de John foi virtualmente nula".

Para o ouvinte de longa data não resta muitas dúvidas pois "Eleanor Rigby" é de fato uma composição que soa 100% de Paul McCartney. Já para o lado B o grupo trouxe uma faixa muito simpática, com claras tendências psicodélicas, mas com teor infantil, a conhecida " Yellow Submarine". Como em todos os discos dos Beatles eles faziam uma música para ser cantada por Ringo Starr, essa foi o presente de Paul e John para ele durante os trabalhos do disco "Revolver". Enfim, esse é um single maravilhoso, que consegue até hoje tocar nossa alma de uma forma completamente singular. Trabalho de gênios certamente.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Parkland

Grata surpresa. Assim posso definir esse Parkland. Talvez hoje em dia o assunto sobre a morte do presidente americano JFK esteja um tanto saturada mas pensando bem ainda há como tocar no assunto no cinema de uma maneira original. É o caso dessa produção de Tom Hanks. Aqui ele explora um lado pouco visto da morte do líder americano. Ao invés de ficar discutindo por horas sobre as possíveis teorias da conspiração que levaram Kennedy a ser assassinado em Dallas naquela manhã de 1963 o filme opta por revelar os bastidores da tragédia. Assim toda a trama se desenvolve em apenas 3 dias! Acompanhamos o desembargue do presidente na cidade (inclusive com uso de várias imagens reais), o almoço que lhe foi oferecido pelos políticos da região e depois o seu desfile em carro aberto pelas ruas de Dallas. Nesse ponto o primeiro aspecto curioso do roteiro: somos apresentados a Abraham Zapruder (Paul Giamatti), um cidadão comum que decide filmar a passagem de Kennedy pelas ruas. Tudo seria apenas mais uma filmagem banal se não fosse por um detalhe: foi exatamente enquanto filmava o presidente passando que ele foi alvejado pelos tiros disparados da sacada do depósito de livros por Lee Oswald.

A partir daí somos transportados para o meio do caos. O presidente é levado imediatamente para o hospital mais próximo onde os médicos, completamente surpresos, tentam salvar sua vida. Cada segundo é mostrado na tela, cada momento, cada tentativa de ressuscitamento. Detalhes que não foram vistos em filme nenhum aqui ganham ares de destaque, revelando o lado mais humano da dor pela perda do presidente. São cenas recriadas com exatidão impressionante e que deixam o espectador completamente fisgado pelos acontecimentos. Certamente o ineditismo do ponto de vista fez toda a diferença nessa produção. Para quem gosta de conhecer os grandes acontecimentos históricos em mínimos detalhes (como esse que vos escreve) certamente vai adorar Parkland. Aliás parabéns a Tom Hanks pelo belíssimo trabalho de produtor. Tudo soa muito bem realizado - a reconstituição histórica é perfeita e o elenco inteiro está acima da média. São eventos tão surpreendentes que fica complicado até mesmo acreditar que eles realmente aconteceram. Enfim, Parkland é uma aula de história que não se aprende na escola. Nota dez com louvor.

Parkland (Idem, EUA, 2013) Direção: Peter Landesman / Roteiro: Peter Landesman, baseado no livro de Vincent Bugliosi / Elenco: Paul Giamatti, Billy Bob Thornton, Tom Welling, Zac Efron, Colin Hanks / Sinopse: O filme Parkland mostra os bastidores da tragédia do assassinato do presidente JFK em 1963. Após sofrer os tiros o líder americano é enviado para o hospital Parkland em Dallas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Temporada de Caça

Até onde me lembre não recordo de ter visto nenhuma parceria de Robert De Niro e John Travolta. Bom, antes tarde do que nunca já que eles estão juntos aqui nesse "Temporada de Caça". Na trama Bob De Niro interpreta um velho coronel do exército americano que está aposentado. Tentando esquecer os horrores que viu em anos e anos de guerra pelo mundo ele compra uma cabana isolada no meio de uma floresta. É lá que ele passa seus dias, ouvindo seus antigos discos de vinil de Johnny Cash e eventualmente fazendo expedições pela mata ao seu redor. Na maioria das vezes adentra a floresta apenas para fotografar os majestosos alces da região em seu habitat natural. Sua tranquilidade acaba quando encontra um desconhecido no meio de uma estrada isolada. Esse é o personagem de John Travolta, que interpreta um sérvio cristão que conhece bem o coronel americano. Ele conseguiu sobreviver a uma linha de execução comandada pelo velho militar na Guerra da Bósnia. Após conseguir informações confidenciais ele viaja até os Estados Unidos para literalmente caçar o personagem de De Niro no meio da floresta, tal como se estivesse em busca de um animal selvagem. Um acerto de contas pelo qual ele esperou por muitos anos.

"Temporada de Caça" até começa muito bem. É realmente interessante a proposta do filme em colocar dois veteranos de guerra no meio da floresta para se enfrentarem no meio do ambiente selvagem. Isso aliás proporciona lindas tomadas de toda a região, resultando em uma maravilhosa fotografia.  O problema é que a partir do momento em que as cartas são colocadas na mesa tudo o que sobra é uma série de lutas sangrentas entre os dois personagens. E nessa luta de vida ou morte vale tudo: facadas, tiros, flechadas e tudo o mais que estiver nas mãos deles. Claro que numa verdadeira tour de fource dessa magnitude não faltaria as velhas táticas de tortura de ambas as partes. Aliás é bom salientar que os dois guerreiros não fazem feio nem para Rambo e seu arsenal de sobrevivência. Em umas das sequências o Coronel feito por De Niro leva uma flechada na perna mas não se intimida e passa várias cenas tirando e colocando pedaços de metal dentro da ferida - uma clara violência gratuita que nada acrescenta no saldo final. Muitos espectadores talvez venham a se decepcionar com o desfecho de tudo mas sinceramente o clímax (ou anticlímax, dependendo do ponto de vista) foi uma das coisas que me agradaram nesse "Temporada de Caça". Sua mensagem final acaba sendo mais interessante do que o desfile de violência que permeia toda a estória. Só isso já vale a recomendação do filme!

Temporada de Caça (Killing Season, EUA, 2013) Direção: Mark Steven Johnson / Roteiro: Evan Daugherty / Elenco: Robert De Niro, John Travolta, Milo Ventimiglia / Sinopse: Dois veteranos da Guerra da Bósnia se enfrentam pela última vez numa floresta isolada dos EUA. Uma luta de vida e morte definirá quem sairá vivo daquele meio hostil.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Dracula - The Dark Prince

A lenda de Drácula não parece ter fim. Realmente o personagem parece mesmo imortal. Vai ano e vem ano e sempre novos filmes são lançados. Agora temos mais essa produção que procura trazer novos elementos ao famoso conde. Infelizmente os resultados são bem decepcionantes. No começo até alimentamos alguma esperança já que o filme abre com uma bonita e interessante animação contando as origens de Drácula. Ele é um nobre cristão que no século XIV luta contra as invasões dos povos pagãos do império Turco Otomano. Após vencer o exército inimigo em um campo de batalha coberto de sangue e morte, Drácula retorna ao seu castelo para saber com grande desespero que o amor de sua vida, Elizabeth, está morta! Revoltado contra Deus ele amaldiçoa seu próprio Senhor. Jogado nas forças das trevas se torna um vampiro, um ser imortal que vagará pelos séculos afora corroído internamente pela dor da perda de sua amada. Como se pode perceber não há maiores novidades nesse "Dracula - The Dark Prince" que aliás não apresenta uma boa produção. Todo o cenário, castelos, ambientes, são meros efeitos digitais, alguns mal realizados e artificiais demais para serem levados à sério.

A única novidade na trama é a presença de um cajado mágico e simbólico que teria pertencido ao próprio Caim (o personagem da Bíblia que matou seu irmão Abel). Pois bem, a tal arma é a única capaz de destruir a existência do famoso ser da noite Drácula. Outro ponto que chama a atenção é a presença do veterano Jon Voight como Van Helsing. Infelizmente muito pouco aproveitado em um filme que falha bastante no quesito elenco. Por falar nisso o ator que interpreta Drácula, Luke Roberts, é bastante inexpressivo. Com longos cabelos loiros ele simplesmente não consegue convencer como o mais famoso vampiro da literatura e do cinema. Cheio de caras e bocas está mais parecido com Warlock (lembra desse demônio loiro da época do VHS?) do que com o próprio Vlad. Há uma tentativa de seguir os passos de "Anjos da Noite" mas no final das contas tudo afunda em um filme que obviamente não faz jus ao eterno conde criado por Bram Stoker. Melhor mesmo rever o filme de Francis Ford Coppola, aquele sim definitivo sobre esse personagem.

Dracula - The Dark Prince (Idem, EUA, 2013) Direção: Pearry Reginald Teo / Roteiro:  Nicole Jones-Dion, Steven Paul / Elenco: Luke Roberts, Jon Voight, Kelly Wenham / Sinopse: Drácula, o famoso conde vampiro precisa colocar as mãos no cajado de Caim pois ele poderá destruir sua existência sobre a Terra.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Alta Velocidade

Certamente um dos piores filmes de Stallone. Na época o ator não conseguia emplacar nenhum sucesso significativo em sua carreira, assim acabou escrevendo mais uma estória ambientada no mundo dos esportes, mais precisamente da fórmula Indy. O resultado é bem decepcionante. Seu personagem se chama Joe Tanto, um piloto veterano que sofreu um sério acidente no passado mas que agora tenta recuperar o gosto pelo esporte servindo de mestre e mentor para um novato nas pistas. Stallone tenta de todas as formas injetar ação nesse roteiro muito confuso e sem foco. Ao invés de se concentrar nas vitórias e derrotas nas pistas (o que obviamente era de se esperar nesse tipo de produção) o ator injetou absurdas cenas sem nenhum sentido como o famoso "pega" pelas ruas da cidade! Imagine um carro de fórmula Indy à toda velocidade pelas avenidas e vias públicas de sua cidade! Só a tentativa de colocar alguma adrenalina em um filme tão chatinho consegue justificar cenas tão gratuitas como essa.

O curioso de tudo é que durante o lançamento do filme Stallone afirmou a jornalistas brasileiros que tinha a intenção quando escreveu o roteiro de dar um personagem para o campeão brasileiro Ayrton Senna fazer sua estréia em Hollywood mas que com sua morte resolveu reescrever grande parte do material, tornando tudo muito mais fantasioso, para tentar emplacar um sucesso com o público jovem que ia aos cinemas naquela época. Ao que tudo indica o primeiro esboço era mais pé no chão e realista. Que pena que Stallone tenha mudado de ideia pois sinceramente o tom desse "Alta Velocidade" definitivamente não agradou a ninguém, nem a crítica que malhou impiedosamente e nem o público que deixou as salas de cinemas vazias e depois deixou a fita pegando poeira nas locadoras, sem dó e nem piedade. Pelo resultado do que vemos aqui isso tudo foi mais do que merecido.

Alta Velocidade (Driven, EUA, 2001) Direção: Renny Harlin / Roteiro: Sylvester Stallone, Jan Skrentny, Neal Tabachnick / Elenco: Sylvester Stallone, Kip Pardue, Til Schweiger, Burt Reynolds / Sinopse: Corredor veterano das pistas de Fórmula Indy precisa ensinar a jovem novato e ousado os segredos de um campeão nas pistas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 20 de outubro de 2013

Mulan

Durante a invasão do império Mongol sobre a China o imperador (interpretado / dublado pelo sempre ótimo Pat Morita) decreta que cada família chinesa deverá fornecer ao menos um homem para as fileiras do exército imperial. Para uma família em especial a decisão é particularmente trágica. Composta apenas por um pai velho e doente e sua filha a decisão tomada pelo imperador significa o envio do patriarca idoso ao campo de batalha, onde provavelmente não sobreviverá. Para evitar que isso aconteça a jovem Mulan decide se passar por homem para ir ao campo de batalha. Com a proteção dos espíritos dos ancestrais e um dragão (feito pelo comediante Eddie Murphy) a jovem Mulan segue para cumprir sua missão de ir para a guerra e sobreviver em meio ao ambiente violento e hostil. Responda rápido: qual é o maior mercado consumidor de todo o planeta? Se você pensou na China com sua população de mais de um bilhão de habitantes acertou. "Mulan" nada mais é do que uma tentativa da Disney em entrar nesse imenso mercado comercial.

Na época de seu lançamento muito se comentou sobre o fato de que essa animação "Mulan" foi concebida e criada justamente para isso, para faturar no mercado consumidor da China, o que de certa forma deu certo já que a partir desse filme as produções americanas começaram a ser lançadas no circuito comercial daquele país. Já sobre a animação em si não há o que criticar. De fato mais uma vez a Disney mostra porque é sem dúvida o maior estúdio de cinema do setor de animações. Tudo é realizado com um primor técnico simplesmente impossível de se igualar. Isso fica mais do que claro em uma das melhores cenas já realizadas quando parte dos exércitos imperiais vão surgindo no horizonte. Embora "Mulan" seja feita na técnica tradicional dos desenhos animados a Disney usou vasto recurso tecnológico digital para dar um realismo fantástico nas cenas. E para completar o que já era excepcional o filme ainda traz uma das mais inspiradas trilhas sonoras do estúdio. "Mulan" é uma pequena obra prima com a marca Disney.

Mulan (idem, EUA, 1998) Direção: Tony Bancroft, Barry Cook / Roteiro: Robert D. San Souci, Rita Hsiao / Elenco: Ming-Na Wen, Eddie Murphy, BD Wong, Pat Morita / Sinopse: Jovem chinesa rouba a armadura e as armas de seu pai, um velho doente, para ir para a guerra contra as forças do império Mongol em seu lugar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Toy Story of Terror

Bem divertido esse pequeno curta que foi exibido na TV americana durante o dia das bruxas. A intenção dos produtores foi trazer a carismática trupe de brinquedos para um programa especial, feito especialmente para a telinha. Aqui os conhecidos  Woody (Tom Hanks),  Buzz Lightyear (Tim Allen) e Jessie (Joan Cusack) surgem assistindo um filme clássico de Drácula numa pequena TV ligada no porta malas do carro de seu dono. É uma noite chuvosa e eles acabam parando em um motel de beira de estrada (com pinta de Bates Motel de "Psicose"). Instalados no quarto resolvem fazer um pequeno passeio pelas redondezas, o que dará origem a várias confusões, inclusive com inúmeras referências aos grandes clássicos de terror da história do cinema.

Tudo muito divertido, bem realizado (como convém à parceria Disney / Pixar) que certamente agradará a todas as crianças, sejam menores ou marmanjos que cresceram assistindo aos filmes Toy Story no cinema durante todos esses anos. Por fim um aspecto merece ser citado: toda a equipe técnica dos filmes originais, inclusive os dubladores (como Tom Hanks, etc) estão de volta nesse curta "Toy Story of Terror". Foi uma forma de reunir os antigos colegas de trabalho, resultando disso uma bela homenagem a esses personagens que tantas alegrias trouxeram no mundo da sétima arte. Vale a pena conferir, afinal curtas também são bem interessantes, quando bem realizados.

Toy Story of Terror (idem, EUA, 2013) Direção: Angus MacLane / Roteiro: John Lasseter, Andrew Stanton / Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack / Sinopse: A turma de "Toy Story" se envolve em várias confusões nesse curta especial de Halloween.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Sid e Nancy - O Amor Mata

Produção baseada em fatos reais o drama musical "Sid e Nancy" resgata os últimos momentos de vida do ídolo punk Sid Vicious, baixista da banda ícone do movimento  Sex Pistols. Ao lado de sua namorada Nancy Spungen ele foi ao fundo do poço no mundo das drogas. O punk nasceu como resposta ao rock progressivo na Inglaterra. Na época se difundiu a ideia de que o progressivo havia deixado de lado o verdadeiro espírito do rock ao abraçar músicas complexas, com melodias extremamente estruturadas e complicadas. Para os punks o rock deveria ser simplesmente visceral, com poucos acordes e muito barulho. A atitude era mais importante do que a riqueza musical. Afinal que jovem pobre e iletrado da classe trabalhadora inglesa conseguiria tocar alguma música do Pink Floyd em sua guitarra surrada? Para isso era necessário anos e anos de estudo e prática, algo que era impensável para os jovens punks que queriam mesmo era formar uma banda da noite para o dia, explodindo nas paradas. Assim os punks se voltaram para os primeiros rocks dos anos 50 que eram simples, diretos e tinham bastante atitude rebelde. O punk nasceu justamente dessa nova forma de ver a música jovem. Quanto mais revoltado melhor, mesmo que as bandas tivessem apenas conhecimentos rudimentares de seus instrumentos.

"Sid e Nancy - O Amor Mata" mostra claramente como era radicais os primeiros punks. Radicais não apenas no aspecto musical mas na vida também. E nisso entrava o vício em drogas pesadas. Os punks como o retratado Sid Vicious simplesmente não tinham limites em seu consumo de drogas. Sid, cujo sobrenome era bem adequado, não passava de um pobre dependente químico mas naqueles loucos anos do surgimento do punk isso era também visto como algo positivo pelos jovens que seguiam o movimento até que ele extrapolou totalmente sua própria civilidade. O destaque desse filme certamente vai para a inspirada atuação de Gary Oldman. Acredito que hoje em dia todos os cinéfilos reconheçam o grande talento de Oldman. Infelizmente ele não tem tido grandes oportunidades como no começo de sua carreira mas mesmo assim se destaca onde atua, até mesmo em personagens coadjuvantes. Assim para quem gosta de seu trabalho o filme fica mais do que recomendado pois ele consegue literalmente sumir na pele de Sid Vicious, o trágico músico que sucumbiu completamente na tragédia das drogas pesadas.

Sid e Nancy - O Amor Mata (Sid and Nancy, Inglaterra, 1986) Direção: Alex Cox / Roteiro: Alex Cox, Abbe Wool / Elenco: Gary Oldman, Chloe Webb, David Hayman, Debbie Bishop / Sinopse: Sid Vicious, baixista da banda punk inglesa "The Sex Pistols" , entra fundo no mundo das drogas pesadas ao mesmo tempo em que leva seu romance com Nancy Spungen ao limite. Sua viagem alucinada trará trágicas consequências para o casal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 19 de outubro de 2013

Aeon Flux

Adaptação do famoso anime, "Aeon Flux" tem sua trama passada 4 séculos no futuro. A humanidade passa por um de seus piores períodos históricos pois uma epidemia de uma doença desconhecida arrasou com grande parte de população (que também estava fora de controle, consumindo rapidamente os recursos naturais do planeta). Nesse mundo desolado e caótico uma cidade chamada Bregna consegue se manter isolada. Usando como lema a pura razão sua comunidade é administrada não por políticos mas por cientistas. Nesse mundo dividido Charlize Theron interpreta uma agente rebelde conhecida pelo codinome de Aeon Flux. Indicada para cumprir uma importante missão (matar o líder de Bregna) a agente acaba tomando conhecimento de segredos que a farão questionar sua própria ideologia e maneira de ser. "Aeon Flux" foi uma produção cara, apoiada em extensa campanha de marketing mas mesmo assim não fez sucesso, sendo considerado um fracasso em Hollywood.

O que deu errado? Para alguns o filme tinha um público muito restrito, principalmente formado por quem já conhecia esse universo. Para piorar muitos fãs do anime reclamaram afirmando que essa produção era pouco fiel ao material original. Isso aliás sempre acontece em adaptações de quadrinhos e outros produtos da cultura pop. A verdade porém é bem mais simples. Charlize Theron surge em cena mais uma vez com sua beleza espetacular mas o filme em si é frio, maniqueísta e pouco carismático. Mais parece um videogame turbinado. O espectador é levado a assistir por causa da presença de Charlize mas acaba se decepcionando. Claro que "Aeon Flux" é muito bem feito do ponto de vista técnico. Em seu lançamento muito se comentou sobre as inovações digitais presentes em cada cena mas isso definitivamente é pouco já que uma obra cinematográfica deve oferecer mais do que um simples game. Assim fora a deusa Charlize Theron pouca coisa chama a atenção, o que é comprovado após o fim do filme pois poucos minutos depois de o assistir você provavelmente esquecerá sobre tudo o que acabou de ver.

Aeon Flux (Idem, EUA, 2005) Direção: Karyn Kusama / Roteiro: Karyn Kusama / Elenco: Charlize Theron, Marton Csokas, Jonny Lee Miller, Sophie Okonedo / Sinopse: Em uma Terra 400 anos no futuro uma agente rebelde é designada para matar o líder de uma grande cidade isolada do resto do mundo. Antes de cumprir sua missão ela acaba tomando conhecimento de informações que mudarão seu modo de pensar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Entre Irmãos

Remake de um filme da Dinamarca que inclusive seguiu as regras do movimento Dogma, chamado “Brødre" com roteiro e direção de Susanne Bier. O enredo é praticamente o mesmo, com pequenas variações e mudanças (a personagem de Natalie Portman no original tinha mais importância, por exemplo). Aqui acompanhamos os efeitos causados em uma família americana quando um dos irmãos (interpretado por Tobey Maguire, o ex-Homem-Aranha) é dado como desaparecido em combate na guerra do Afeganistão. Para trás ele deixa uma jovem viúva (Portman) e filhos. O problema é que seu irmão (Jake Gyllenhaal) acaba se envolvendo com ela, o que dará origem a um grande conflito emocional pois depois Tobey é resgatado e volta para os Estados Unidos, encontrando a delicada situação, com seu irmão dando em cima de sua esposa! "Entre Irmãos" foi dirigido pelo cineasta Jim Sheridan que foi acusado pela crítica de ter realizado um filme frio e impessoal demais. De fato Sheridan parece ter deixado sua fase mais inspirada para trás pois atualmente tem realmente asssinado filmes que não causam mais impacto, nem entre a crítica e nem entre o público.

Fato que se confirmou nesse "Brothers" que fracassou nas bilheterias americanas (pelo visto o povo de lá já está tão cansado e farto de guerras que não quer mais nem saber de ver filmes com essa temática). De minha parte tenho uma visão um pouco menos ácida sobre essa produção. A verdade é que esse filme não é ruim, muito longe disso, mas a crítica de uma maneira em geral caiu de porrada em cima (principalmente nos EUA). Atribuo toda essa má vontade ao trio central de atores. Como eles são figurinhas fáceis em blockbusters ultimamente quando tentaram fazer algo com mais conteúdo tiveram que sofrer uma avalanche de críticas pesadas. Depois de assistir não pude deixar de constatar que muitas delas são simplesmente injustas e revanchistas. O filme vale a pena ser descoberto e por mais incrível que isso possa parecer todo o elenco está bem, principalmente Jake Gyllenhaal, Natalie Portman e Tobey Maguire. Por isso recomendo sem receios.

Entre Irmãos (Brothers, EUA, 2009) Direção: Jim Sheridan / Roteiro: Jim Sheridan, baseado no filme original dirigido por Susanne Bier / Elenco: Jake Gyllenhaal, Natalie Portman, Tobey Maguire e Sam Shepard / Sinopse: Após ser dado como morto a viúva de um militar acaba se envolvendo com o irmão dele. O problema é que ele está vivo e volta para os Estados Unidos criando um sério problema emocional com todos os envolvidos nesse complicado triângulo amoroso.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.         

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Sweeney Todd (Johnny Depp) é um barbeiro que vive numa Londres escura e nebulosa. Julgado e preso injustamente pelo juiz Turpin (Alan Rickman) ele decide se vingar de todos os que lhe fizeram mal. Assim que cumpre sua pena ele toma a decisão de reabrir sua velha barbearia mas com algumas mudanças! Primeiro transforma sua cadeira de barbeiro em um grande alçapão para onde são enviados todos aqueles que merecem uma punição em sua visão. Para completar a morbidez a senhorita Lovett (Helena Bonham Carter) decide se unir a ele. Cozinheira de mão cheia ela logo cria uma grande freguesia apenas com o raro e delicado sabor de suas guloseimas. O que ninguém desconfia é que um ingrediente muito inusitado é adicionado nas receitas, dando-lhes um sabor simplesmente único para suas comidas. Pode parecer surreal mas "Sweeney Todd" foi baseado em fatos reais ocorridos na Inglaterra durante a era vitoriana. Os eventos foram considerados tão chocantes que acabaram dando origem a livros e peças teatrais, além de um musical na Broadway que por sua vez acabou sendo a principal fonte para a elaboração do roteiro desse filme. Aqui o cineasta Tim Burton lida pela primeira vez em sua carreira com um musical completo, com várias músicas e arranjos, em uma verdadeira ópera dark. O resultado final passa longe de ser um dos trabalhos mais rotineiros e comuns do diretor.

Gostei bastante do filme. Primeiro porque gosto de musicais e segundo porque como sempre a direção de arte dos filmes de Tim Burton é uma verdadeira pintura. O filme me impressionou tão positivamente que cheguei inclusive a fazer uma pequena pesquisa pessoal sobre o tal de Sweeney Todd, que para quem não sabe, existiu realmente. Em sua época ele ganhou uma notoriedade tão grande quanto o próprio Jack, o Estripador. Se fosse qualificar esse filme o chamaria de musical gótico de humor negro, uma definição que certamente você não encontrará todos os dias por aí. Curiosamente grande parte do público não gostou do resultado final justamente por sua estrutura tipicamente de musicais da Broadway. Será que se fosse um filme convencional seria melhor avaliado? Acredito que sim, embora tudo no final das contas seja um erro de avaliação de quem pensava encontrar algo diferente na tela. A produção tem méritos inegáveis como a maravilhosa direção de arte, a riqueza dos figurinos e a fotografia, belamente sombria e sinistra. E para as fãs de Johnny Depp temos aqui uma de suas caracterizações mais impressionantes (em ótimo trabalho de maquiagem e transformação). Enfim, "Sweeney Todd" é um filme 100% Tim Burton, com tudo de bom e ruim que isso significa.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, EUA, Inglaterra, 2007) Direção: Tim Burton / Roteiro: John Logan, baseado no musical de Hugh Wheeler / Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman / Sinopse: Sweeney Todd (Johnny Depp) é um barbeiro numa Londres escura e nebulosa. Julgado e preso injustamente pelo juiz Turpin (Alan Rickman) ele decide se vingar de todos os que lhe fizeram mal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Parenthood

A TV americana nunca deixa de focar séries e seriados no cotidiano de famílias, dos mais variados tipos. O curioso é que esse tipo de programa acaba virando uma espécie de retrato das mudanças por que passam essa instituição nos EUA e no mundo. Se nos anos 50 havia aqueles núcleos familiares bem quadrados (pai, mãe e filhinhos adoráveis) agora o rumo muda de foco. A filha é mãe solteira, abandonada pelo marido, que diga-se de passagem tem problemas com drogas. O outro filho, apesar de ser um bom profissional, está desempregado por causa da crise na economia americana. O mais jovem é fruto da geração hippie, gosta de música e de vez em quando fuma um baseado com a companheira, que é negra e tem um filho afro dele. Esse tipo de retrato familiar se fosse levado à TV americana dos anos 50 seria encarado com espanto, por ser escandaloso demais. Mas no mundo em que vivemos tudo é encarado com doce naturalidade, ainda bem pois os tempos são outros.

Por isso acho que essa é uma série bem interessante. Aliás venho acompanhando já há algum tempo. Dito isso é bom esclarecer que "Parenthood" é mais indicada ao público feminino por causa da estrutura de seus episódios. De uma maneira em geral o programa tem muito de uma série mais velha da Warner chamada "Gilmour Girls". Inclusive a atriz Lauren Graham estrelou ambos. Os roteiros aqui porém são mais trabalhados uma vez que o número de personagens é bem mais amplo. O elenco é muito bom a direção soa muito inspirada pois nunca deixa a coisa desandar para o dramalhão chato, pelo contrário o bom humor, mesmo diante dos dramas da vida, sempre se faz presente. É uma produção do diretor Ron Howard que imprime sua marca registrada no seriado. Além disso tem um trilha sonora muito evocativa puxada por Dylan e sua ótima canção "Forever Young". Quem ainda não conhece vale assistir!

Parenthood (Idem, EUA, 2010 - 2013) Criado e Produzido por Ron Howard e Brian Grazer / Elenco: Peter Krause, Lauren Graham e Dax Shepard / Sinopse: "Parenhood" mostra os desafios, os dramas e as lutas de uma família tipicamente americana tentando se manter unida e forte no meio das mudanças comportamentais e morais da sociedade atual.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Spice World - O Mundo das Spice Girls

O universo pop é o mundo da música feito de algodão doce, das harmonias chicletes e dos discos descartáveis. Poucos são os artistas que escapam do "use e jogue fora" nesse estilo. Os anos passam mas a fórmula continua a mesma. Um empresário esperto junta um grupo de garotos e forma uma boy band. Depois que eles atingem os 20 anos são descartados pois já estão velhos demais. Foi assim com Menudo, Backstreet Boys e mais uma centena de bandas farofas do mesmo naipe. O curioso é que na Inglaterra resolveram formar não uma banda de garotos com cara de meninas mas sim uma banda de garotas mesmo! Nasceu assim esse "fenômeno" pop chamado "Spice Girls"! Hoje em dia elas já são senhoras, algumas inclusive ficaram fora do padrão com a idade (Tentaram inclusive vários retornos mas sem sucesso). Atualmente o sonho acabou para elas mas no passado elas foram muito bem sucedidas comercialmente. Elas venderam tantos CDs em seu auge que os produtores de cinema resolveram até mesmo produzir um filme com as moças. Imagine você que coisa mais sem noção! Claro que as Spice Girls não sabiam atuar mas fechavam os olhinhos e davam beijinhos para a tela! Afinal quem disse que algum artista da música pop precisou mesmo atuar em algum filme que fez ao longo de todos esses anos?

O clima do filme tenta copiar o estilo dos antigos filmes dos Beatles, ou seja, muito nonsense inglês misturado com músicas bacanas na linha fast food. Não há propriamente um roteiro mas sim uma sucessão de sequências musicais onde elas cantam, dançam, "atuam" (perdão Sir Lawrence Olivier pelo uso da palavra!) e fazem caretas fofinhas o tempo todo. O conteúdo é o mesmo de uma bolha de sabão colorida! Claro que se você tiver mais de dezesseis anos de idade vai achar tudo uma tolice sem cabimento. E é isso mesmo, o filme é um chicletão colorido, vazio, mas que os adolescentes da época adoraram a ponto da produção fazer bonito nas bilheterias. No fundo é um grande videoclip das meninas. Elas próprias são simples caricaturas de garotas. Tem a fofinha (Baby Space), a esportista (Mel C), a afro (Mel B), a bonitona (Geri Halliwell) e a fashionista (Victoria).  Para não dizer que nada se salva temos que dar o braço a torcer e dizer que algumas baladas das Spice Girls eram até bonitas, com harmonias pegajosas (grudou no ouvido, não sai mais). Curiosamente depois de dois anos do sucesso desse filme elas já não eram mais nada. Foram descartadas, jogadas na lata de lixo da cultura dos anos 90 como convém a esse linha de artista. Assim se você estiver curioso em saber qual vai ser o futuro de cantores pop como Justin Bieber (que também tem cara de menina) então basta dar uma olhada nesse filme para sentir como nesse mundo pop tudo é passageiro e fugaz, feito bolha de sabão.

Spice World - O Mundo das Spice Girls (Spice World, Inglaterra, 1998 ) Direção: Bob Spiers / Roteiro : Kim Fuller e Jamie Curtis / Elenco: Melanie Chisholm, Victoria Beckham, Melanie Brown, Emma Bunton, Geri Halliwell / Sinopse:  As Spice Girls precisam salvar o mundo de um vilão muito malvado. Para isso cantam e dançam. Como é lindo o mundo pop da música!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Margot e o Casamento

Relacionamento entre irmãs nem sempre é um mar de rosas. O roteiro desse filme mostra exatamente esse aspecto. Nas vésperas do casamento de sua irmã, Pauline (Jennifer Jason Leigh), a complexa Margot (Nicole Kidman) começa a plantar dúvidas na cabeça de sua mana sobre sua escolha. Seria mesmo aquele homem o perfeito para sua vida? Para complicar ainda mais o noivo é um sujeito sem emprego e aparentemente sem muito futuro, um artista que ainda não se encontrou na vida interpretado pelo ator Jack Black (em papel não cômico, fugindo das características que sempre marcaram sua filmografia). As palavras de Margot acabam indo fundo na alma da irmã a jogando numa situação muito conflituosa e psicologicamente desgastante.

"Margot e o Casamento" não é aquele tipo de produção que se indique a todos os tipos de público. O clima muitas vezes é melancólico, sufocante e sua dramaturgia não vai agradar a todo mundo pois em determinado momento evita por soluções facéis demais. Nicole Kidman continua linda mas o filme não engrena. A sensação que se tem muitas vezes no transcorrer da trama é a de que algo interessante vai acontecer mais cedo ou mais tarde mas a verdade pura e simples é que nada de muito relevante acontece. É um roteiro ao estilo "chove mas não molha". Por outro lado os defensores da película acreditam que o roteiro inconclusivo é um reflexo da própria vida real. Esse tipo de texto até pode dramaturgicamente deixar a desejar, mas no final das contas ganha em credibilidade. Na dúvida arrisque, afinal a proposta do filme pode vir a lhe agradar.

Margot e o Casamento (Margot at the Wedding, EUA, 2007) Direção: Noah Baumbach / Roteiro: Noah Baumbach / Elenco: Nicole Kidman, Jennifer Jason Leigh, Jack Black / Sinopse: O filme mostra a complicada relação entre duas irmãs muito diferentes nas vésperas do casamento de uma delas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The White Queen

A rotatividade das séries está tão alta que mal começamos a assistir uma nova série e ela é logo cancelada. Foi o que aconteceu com essa série do canal BBC, "The White Queen". A priori o tema já tinha me interessado de cara. Gosto de filmes e séries históricas que mostram personagens da história. Mesmo que os roteiros não sejam historicamente corretos e muito romanceados, como aconteceu com "The Tudors" e "The Borgias" eu corro atrás para conferir. Assim "The White Queen" logo me chamou a atenção. A série foca no improvável romance entre o rei Edward IV (Max Irons) e a plebeia Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson). Edward era um rei jovem ainda lutando por sua coroa contra outro rei, Henry. A disputa daria origem a uma das mais famosas guerras da história da Inglaterra, a Guerra das duas rosas que durou de 1455 a 1485. Edward defendia a dinastia York contra Henry que representava os Lancasters. Os combatentes do primeiro eram identificados por rosas brancas e os do segundo por rosas vermelhas colocados em suas lapelas. Mais britânico do que isso impossível.

"The White Queen" não tem uma produção tão bem realizada como a que vemos em séries como "The Tudors" ou "The Borgias" mas sua linha histórica e seu roteiro mantém a atenção do espectador. O programa foi fruto de uma parceria entre a BBC e o canal americano Starz que se notabilizou pela ótima série "Spartacus". Infelizmente os números de audiência não foram animadores, nem nos EUA e nem na Inglaterra. Como os dois países vivem uma crise econômica sem precedentes não há mais uma chance de sobrevida para seriados que não conquistam o público logo na primeira temporada. Assim logo são cancelados. Uma pena, havia muito potencial nessa história, muitas intrigas palacianas a se desenvolver como convém aos regimes baseados em monarquias absolutistas. Mesmo com seu cancelamento deixo a indicação dos dez episódios produzidos pois tudo resulta em um bom entretenimento. Só podemos nos lamentar do fato de que em épocas de vacas magras nem os reis e rainhas sobrevivem aos cortes de orçamento.

The White Queen (Idem, EUA, Inglaterra, 2013) Direção: Colin Teague, James Kent, Jamie Payne / Roteiro: Malcolm Campbell, Emma Frost / Elenco: Aneurin Barnard, Rebecca Ferguson, Amanda Hale / Sinopse: A série da BBC "The White Queen" conta o romance vivido entre o monarca Edward IV (Max Irons) e a plebeia Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson) durante a Guerra das Duas Rosas.

Episódio comentado:

The White Queen 1.09 - The Princes in the Tower
Esse é o penúltimo episódio dessa ótima série que ao meu ver foi cancelada cedo demais. Bom, sou completamente suspeito para elogiar pelo simples motivo de que gosto muito de séries de época - e se forem sobre a monarquia inglesa melhor ainda! Sou um fã assumido de "The Tudors" que marcou época em minha opinião. Claro que grande parte do enredo é romanceado e nem tudo aconteceu tal como mostrado, mas esse tipo de coisa faz parte da busca por recursos de dramaticidade e não tira os méritos desse tipo de obra. "The White Queen" é interessante porque mostra o surgimento da dinastia Tudor (cujo maior representante foi Henrique VIII, cujo reinado acompanhamos justamente em "The Tudors"). Após a morte do Rei Edward, seus herdeiros são presos na torre de Londres. O usurpador passa a ser Richard, seu irmão. Conspiradores então se unem para o tirar do trono, ao mesmo tempo em que se tenta trazer Henry Tudor (avô de Henrique VIII) ao poder. A crueldade da história vem do fato de que os filhos de Edward (que estavam aprisionados na infame torre) foram mortos a sangue frio. Bem, isso é próprio desse sistema, e é o que mais vemos na história  das monarquias da Europa. Quando há poder e fortuna em jogo isso é o que geralmente acontece: aspirantes ao trono se matam entre si, irmãos matam irmãos, tios degolam sobrinhos, tudo para saber quem subirá ao topo do reino. Na vida real serve para mostrar a sordidez humana mas no mundo da ficção, não há como negar, é um prato cheio para quem gosta de diversão com o sabor da história. / The White Queen 1.09 - The Princes in the Tower (Estados Unidos, 2013) Direção: Colin Teague / Roteiro: Emma Frost, Philippa Gregory / Elenco: Aneurin Barnard, Ashley Charles, Faye Marsay.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.