segunda-feira, 31 de março de 2014

A Múmia

Título no Brasil: A Múmia
Título Original: The Mummy
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Stephen Sommers
Roteiro: Stephen Sommers, Lloyd Fonvielle
Elenco: Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah

Sinopse:
Egito, 1923. Um grupo de pesquisadores e arqueólogos descobrem uma tumba que estava há mais de três mil anos enterrada sob as areias escaldantes do deserto. O que eles não sabem é que sarcófago guarda a múmia de Imhotep, um sacerdote amaldiçoado do Egito que deseja ganhar a vida novamente.

Comentários:
O primeiro filme era charmoso, um clássico dos anos 1930 que conquistava pelas boas ideias e direção de arte inspirada. Pois bem, o tempo passa, os filmes de Indiana Jones se tornam enormes sucessos de bilheteria e então o que era para ser o remake de um filme de terror virou um caldeirão de misturas, onde se tenta realizar uma aventura com o sabor de Indiana Jones e seres sobrenaturais, tudo amparado em uma overdose de efeitos digitais de última geração. E para completar o que já era bem equivocado ainda inventaram de escalar o ator fanfarrão Brendan Fraser para liderar o elenco. O resultado? Uma panqueca indigesta que certamente não agradou aos fãs de terror e nem muito menos os fãs veteranos do Dr. Indy. No geral o que temos aqui é uma tentativa de ganhar o público apenas pela proliferação de efeitos especiais e nada mais. O roteiro, atuação e argumento se tornam meros coadjuvantes. O pior é saber que a coisa toda, pois mais picareta que seja, conseguiu gerar uma bilheteria e tanto a ponto inclusive de dar origem a novos filmes! Todos aliás seguindo a mesma receita requentada. Durma-se com um barulho desses.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Piranha 3D

Título no Brasil: Piranha 3D
Título Original: Piranha 3D
Ano de Produção: 2010
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Pete Goldfinger, Josh Stolberg
Elenco: Elisabeth Shue, Jerry O'Connell, Richard Dreyfuss

Sinopse:
O lago Victoria é um centro de férias e esportes aquáticos, muito apreciado por jovens em busca de muito sol e diversão. O que eles não contavam é que um tremor de terra liberasse um grupo de vorazes piranhas pré-históricas que voltam para devorar a moçada em busca apenas de namoricos, praia e amor. Salvem suas vidas!

Comentários:
Remake de "Piranha", um primo pobre de "Tubarão" que tentou pegar carona no grande sucesso de Steven Spielberg. Se o primeiro filme, o original, já não era grande coisa, imagine esse! Na verdade o que salva tudo mesmo é a própria atitude dos produtores que resolveram abraçar a galhofa e a auto paródia para tornar tudo ainda mais divertido. O argumento por si só já parece uma piada de besteirol, vamos convir. Em termos de elenco duas participações chamam a atenção do cinéfilo. O primeiro é a presença de Richard Dreyfuss que nos anos 1970 se notabilizou justamente por estar no filme "Tubarão". Provavelmente como agora é um veterano deve estar com problemas financeiros e anda topando tudo. A outra presença ilustre é a da atriz Elisabeth Shue que parece ter vindo diretamente dos anos 80. Ela, para quem não sabe, ficou muitos anos em dúvida entre se formar na prestigiada universidade de Harvard ou assumir sua carreira cinematográfica de vez. Bom, se depender desse "Piranha 3D" era melhor ela ter ficado em Harvard mesmo!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Hora do Pesadelo 2

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo Parte 2 - A Vingança de Freddy
Título Original: A Nightmare on Elm Street Part 2 - Freddy's Revenge
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Jack Sholder
Roteiro: David Chaskin, Wes Craven
Elenco: Robert Englund, Mark Patton, Kim Myers

Sinopse:
Freddy Krueger (Robert Englund), o assassino da rua Elm está de volta aos pesadelos dos adolescentes para continuar sua saga de mortes e violência. Seu alvo agora é um jovem que é raptado em seus sonhos pelo homicida lunático. 1,2... o Freddy está atrás de você, 3,4... tranque a porta do quarto, 5,6... mantenha o crucifixo ao seu lado, 7,8... é melhor ficar acordado, 9,10... nunca mais durma!

Comentários:
O primeiro "A Hora do Pesadelo" não foi um sucesso espetacular de bilheteria mas acabou encontrando uma verdadeira legião de fãs quando foi lançado em VHS. Em pouco tempo virou uma fita cultuada pelos admiradores do gênero e assim o estúdio percebeu que tinha um filão em mãos. Não tardou muito para que essa continuação fosse filmada. A primeira grande ausência que se nota aqui é a de Wes Craven que entrou em atrito com os produtores e não quis dirigir a sequência (embora tenha sido creditado no roteiro). Em seu lugar entrou Jack Sholder de "Noite de Pânico". De qualquer maneira para os fãs o que importava mesmo era o retorno do personagem Freddy Krueger que seria novamente interpretado pelo ator Robert Englund. "A Nightmare on Elm Street Part 2" não consegue ser um grande filme. Parte de sua trama é uma mera derivação do que se viu no primeiro filme e tirando uma ou outra cena mais bem bolada o que vemos é mais do mesmo. Seu grande mérito foi mesmo ter levado a franquia em frente, mostrando para a New Line que Krueger tinha potencial comercial. Com isso mais filmes do assassino Freddy Krueger ganhariam as telas e as locadoras nos anos que viriam.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Terror nas Trevas

Título no Brasil: Terror nas Trevas
Título Original: ...E tu vivrai nel terrore! L'aldilà
Ano de Produção: 1981
País: Itália
Estúdio: Fulvia Film
Direção: Lucio Fulci
Roteiro: Dardano Sacchetti
Elenco: Catriona MacColl, David Warbeck, Cinzia Monreale

Sinopse:
Uma pequena hospedaria na Lousianna na verdade esconde um terrível segredo. O lugar é um dos sete portões do inferno, por onde passarão todos os condenados às profundezas das trevas que retornarão à terra para lutar em um último combate definitivo no dia do juízo final. Ao abrir esse portão a herdeira do local mal sabe o que está na verdade acontecendo.

Comentários:
Essa produção é também conhecida como "A Casa do Além". Se trata de mais um bom momento do cinema de terror da Itália que curiosamente situa suas tramas nos Estados Unidos - tal como acontecia no western spaghetti quando os filmes traziam tramas passadas no oeste americano. O filme mais parece um delírio ou loucura, em clima de pesadelo. O diretor não se preocupa em desenvolver nenhum personagem mais a fundo e ao invés disso transforma tudo em um grande banho de sangue sem maiores nexos na trama. Quem está mais acostumado com filmes de terror Made in USA irá certamente estranhar um pouco a diferença de estilo e desenvolvimento. O resultado é violento mas também bem feito já que em termos de maquiagem e efeitos sonoros a coisa funciona muito bem. Na época de seu lançamento em VHS nos Estados Unidos o filme sofreu fortes cortes o que acabou lhe deixando com uma duração ridícula de apenas 65 minutos, por essa razão quando procurar uma versão do filme para assistir vá atrás da original italiana e não da americana que foi mutilada.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The Beatles - Strawberry Fields Forever / Penny Lane

Até hoje reconhecido como um dos melhores singles da carreira dos Beatles. Duas faixas nostálgicas que procuravam recordar a eles o começo de suas vidas, a infância e os bons tempos em Liverpool. Em entrevistas durante os anos 70 o próprio John Lennon explicou como as canções foram escritas. "Strawberry Fields Forever" começou a ganhar forma quando o próprio Lennon resolveu aproveitar esse nome, que era de um hospital do exército da salvação perto de sua casa, para sua próxima música. Ele trabalhou nos versos enquanto estava sozinho na Espanha participando de um filme, um projeto que não envolvia os demais Beatles. Como o próprio Lennon salientou "Strawberry Fields Forever" foi escrita ao longo de um extenso período de tempo, muito trabalhada em seu texto e melodia. Não é de se admirar que tenha se tornado uma verdadeira obra prima. No estúdio então ela ganhou muito mais riqueza musical. O produtor George Martin resolveu experimentar, usando instrumentos e sonoridades novas, inéditas no mundo do rock. Provavelmente seja, como bem Lennon salientou, uma de suas melhores canções.

Já o lado B do single trazia outra obra prima dos Beatles, "Penny Lane". Se "Strawberry Fields Forever" era filha da genialidade de John Lennon, "Penny Lane" era uma amostra do talento de Paul McCartney para escrever grandes músicas. Paul aqui resolveu compor uma letra bem mais direta e simples, como se fosse um passeio de ônibus até sua casa, onde ele vai recordando dos aspectos cotidianos e singulares de sua querida cidade, durante seus anos de infância e adolescência. Some-se a isso um arranjo primoroso, com muitos metais e sons de instrumentos que também nunca tinham entrado antes nos discos dos Beatles. Quando o single chegou nas lojas em fevereiro de 1967 a crítica mais uma vez foi unânime em qualificar as faixas como mais um grande trabalho musical do grupo inglês. Não era para menos. Para celebrar a boa receptividade os Beatles resolveram gravar dois pequenos vídeos onde apresentavam as músicas. Naquela época a ideia do videoclip ainda não era padrão dentro da indústria fonográfica mas os Beatles já sentiam uma necessidade de ampliar a forma de divulgação de suas gravações. Assim os pequenos filmes foram feitos e mais uma vez revolucionaram. O clip psicodélico de "Strawberry Fields Forever" é até hoje um marco. Assim não há muito mais a dizer, apenas que esse single é de fato uma obra de arte dos Beatles!

Strawberry Fields Forever (Lennon / McCartney) - Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / Living is easy with eyes closed / Misunderstanding all you see / It's getting hard to be someone / But it all works out / It doesn't matter much to me / Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / No one I think is in my tree / I mean, it must be high or low / That is, you can't, you know, tune in / But it's all right / That is, I think it's not too bad / Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / Always, no sometimes, think it's me / But you know I know when it's a dream / I think I know I mean a yes / But it's all wrong / That is I think I disagree / Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / Strawberry Fields forever / Strawberry Fields forever.

Penny Lane (Lennon / McCartney) - Penny Lane there is a barber showing photographs / Of every head he's had the pleasure to have known / And all the people that come and go / Stop and say hello / On the corner is a banker with a motorcar / The little children laugh at him behind his back / And the banker never wears a mac / In the pouring rain... / Very strange / Penny Lane is in my ears and in my eyes / There beneath the blue suburban skies / I sit, and meanwhile back / In Penny Lane there is a fireman with an hourglass / And in his pocket is a portrait of the Queen / He likes to keep his fire engine clean / It's a clean machine / Very strange / Penny Lane is in my ears and in my eyes / Four of fish and finger pies / In summer, meanwhile back / Behind the shelter in the middle of a roundabout / A pretty nurse is selling poppies from a tray / And though she feels as if she's in a play / She is anyway / Penny Lane the barber shaves another customer / We see the banker sitting waiting for a trim / Then the fireman rushes in / From the pouring rain... / Very strange / Penny Lane is in my ears and in my eyes / There beneath the blue suburban skies / I sit, and meanwhile back / Penny Lane is in my ears and in my eyes / There beneath the blue suburban skies... / Penny Lane.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

sábado, 29 de março de 2014

A Bússola de Ouro

Título no Brasil: A Bússola de Ouro
Título Original: The Golden Compass
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Chris Weitz
Roteiro: Chris Weitz, baseado na obra de Philip Pullman
Elenco: Nicole Kidman, Daniel Craig, Dakota Blue Richards

Sinopse:
A garotinha Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards) é uma órfã que descobre a existência de uma nova substância desconhecida da ciência e dos mestres de sabedoria de seu mundo. Em busca de respostas ela viaja para Londres e entra em contato com uma nova realidade mágica ao seu redor.

Comentários:
Embora muitos não parem para pensar sobre isso o fato é que cinema também é um negócio. Os investidores investem fortunas esperando ter um retorno espetacular de volta. Esse "A Bússola de Ouro" nasceu como um projeto ousado, que prometia se tornar uma nova franquia ao estilo "O Senhor dos Anéis" e "Harry Potter". Os produtores investiram 180 milhões de dólares na realização do filme (uma fortuna!) esperando um big hit, um enorme sucesso de bilheteria mas... o público desprezou o filme assim que chegou nas salas de cinema. O prejuízo foi enorme e praticamente levou a New Line Cinema à falência. A companhia só não fechou as portas porque rapidamente investiu numa série de remakes de filmes de terror famosos dos anos 80 para sobreviver ao tsunami financeiro. Em minha opinião foi um fracasso comercial injusto pois "The Golden Compass" tem uma produção muito bonita, de encher os olhos, com excelente elenco (Nicole Kidman está deslumbrante) e uma boa direção, que conseguiu adaptar muito bem a obra de Philip Pullman para o cinema (alguns arriscam a dizer que o filme consegue ser mesmo até superior ao livro). Assim o que era para ser o primeiro de uma longa franquia acabou ficando pelo meio do caminho. Os estúdios não querem nem ouvir falar em continuações desse filme hoje em dia. Uma pena porque tudo ficou pela metade, sem conclusão. O filme é bem feito e sinceramente não entendo porque ele não caiu no gosto do público. Tinha tudo para dar certo. Vai entender o que as pessoas querem... Eles deveriam agora tentar continuar o enredo em forma de animação - sairia mais barato e talvez criasse um grupo de fãs... quem sabe um dia...

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Elvis 1964 - Carrossel de espiritualidade

Em rara entrevista após o lançamento de Roustabout (Carrossel de Emoções) Elvis defendeu seus filmes e sua carreira no cinema: "Intelectuais me dizem que tenho que progredir como ator, tomar desafios e tudo o mais. Eu gostaria de progredir, mas aprendi a não ir além dos meus limites. Talvez um dia eu faça um filme de arte ou algo parecido, mas não agora. Já fiz onze filmes e todos deram dinheiro e foram bem nas bilheterias. Eu seria um tolo se mudasse o rumo da minha carreira". Anos depois ele se arrependeria dessas declarações...

Em fevereiro de 1964 a A RCA lançou o single "Kissin Cousins / It Hurts Me". A música "Kissin Cousins" foi lançada para promover o filme "Com Caipira não se Brinca". Já "It Hurts Me" de autoria da dupla Byers e Daniels acabou se tornando mais uma de suas belas canções que foram pessimamente lançadas pela RCA sem promoção alguma. Sabe aquela música que só não fez sucesso porque foi lançada na época errada e da forma errada? Pois esse é o caso dessa belíssima balada que foi gravada em 1964, na última sessão sem ser de trilhas até maio de 1966. Qualidades artísticas não lhe faltavam mas seu lançamento foi completamente equivocado. Lançada no auge da Beatlemania, renegada ao obscuro lado B de um single sem importância, acabou afundando na lista dos mais vendidos da Billboard. Alcançou apenas o 29º lugar nas paradas. Uma pena, pois Elvis a canta com convicção e possui ótima letra. A versão do especial de 1968 é igualmente boa. O segredo dessa música é que ela conseguiu ser bonita sem ser piegas.

Embora seus discos estivessem derrapando nas paradas de sucessos, o próprio Elvis não parecia muito interessado com o que estava acontecendo. Por essa época ele começou a freqüentar uma academia espiritualista em Pasadena (Califórnia), fundada em 1952 por Paramahansa Yogananda, o autor de "Autobigrafia de um Yogue". Esse "Shangrilá" ficava no topo de uma montanha, onde havia um hotel, e pelos gramados mulheres caminhavam vestidas com sáris coloridos. Existia também um jardim para meditação, que Elvis imediatamente duplicou em Graceland. No sopé da montanha havia uma cidadezinha totalmente cercada, onde ficavam os alojamentos dos irmãos e irmãs que viviam em celibato, em perpétua meditação. Quando soube que essa área lhe era proibida, Elvis não resistiu ao impulso de se declarar um celibatário e conhecer o misterioso lugar.

Nessa montanha ele conheceu uma moça que se dizia chamar Daya Mata e que era uma das discípulas de Paramahansa. No primeiro encontro que teve com ela Elvis pediu que lhe ensinasse os segredos da Kriya Yoga, o último degrau da escala de auto realização. Daya Mata lhe aconselhou humildade, paciência e perseverança. Em troca Elvis ofereceu dinheiro, que ela aceitou agradecida em nome da fundação espiritualista.

Mas nem toda a espiritualidade foi capaz de fazer com que Elvis controlasse seu terrível temperamento. Até mesmo quando acabava de sair de uma sessão com Daya Mata, Elvis era capaz de atos de irracional violência. Uma vez ele estava voltando para casa e passou por um posto de gasolina na encosta da montanha, onde dois empregados estavam boxeando de brincadeira. Elvis ordenou que sua limusine entrasse no posto e, abrindo sua janela, fez um discurso para os brigões, dizendo a eles que deviam abraçar o amor e não a hostilidade. Assim que o carro arrancou, um dos sujeitos lhe fez o clássico sinal de "vá se f*", isto é, o dedo médio erguido com a mão fechada. Instantaneamente o carro brecou, Elvis desceu, aproximou-se do primeiro empregado e lhe aplicou um golpe de Karatê que o jogou longe. Em seguida sacou seu revólver 38 do coldre sob o braço e estava pronto para atirar no segundo sujeito, quando Hamburguer James chegou correndo e gritando: "Me dá essa arma!". Automaticamente, Elvis virou-se e entregou o revólver ao seu valete real. Num segundo, todos estavam de volta ao carro, que saiu em disparada.


sexta-feira, 28 de março de 2014

88 minutos

Título no Brasil: 88 minutos
Título Original: 88 Minutes
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Millennium Films, Randall Emmett
Direção: Jon Avnet
Roteiro: Gary Scott Thompson
Elenco: Al Pacino, Alicia Witt, Ben McKenzie

Sinopse:
Jack Gramm (Al Pacino) é um renomado psicanalista de casos forenses envolvendo criminosos infames e serial killers. Trabalhando como consultor do FBI ele consegue desvendar inúmeros casos misteriosos. Sua vida porém começa a correr risco quando ele próprio se torna alvo de ameaças de morte. Esse certamente será o caso da vida de Gramm pois ele terá que descobrir quem seria o autor das ameaças para salvar a sua própria vida.

Comentários:
É a tal coisa, se fosse um filme policial qualquer certamente seria uma boa fita mas pelos nomes envolvidos o gostinho de decepção fica no ar. Até porque não é todo dia que temos produções policiais estreladas pelo grande Al Pacino. Assim logo que um filme como esse é anunciado a tendência natural do cinéfilo é elevar suas expectativas ao máximo. Em pouco tempo vem na mente clássicos como "Serpico" e outros trabalhos geniais do ator.  Agora imagine a decepção ao chegar no cinema e conferir um policial apenas ok, com ares de rotina e enredo lá não muito inspirado. Aliás um dos pontos fracos da produção vem justamente da atuação de seu principal astro (Pasmem, senhoras e senhores!). Isso mesmo, Pacino não está bem. Ele soa cansado, desmotivado, passando uma carga de marasmo incrível ao espectador. Nada empolgado, sua atuação é uma das mais fracas da carreira. Como se isso não fosse ruim o bastante o roteiro muitas vezes cai no lugar comum e o clima de tédio invade a tela. Essa coisa de ter 88 minutos para desvendar a identidade do assassino é muito clichê. Eu não sei o que se passa na cabeça de executivos de estúdio que conseguem contratar esse tipo de ator e não conseguem fazer algo nem ao menos acima da média. Sob esse ponto de vista não há para onde correr, "88 Minutos" é de fato uma enorme decepção.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Hannibal

Título no Brasil: Hannibal
Título Original: Hannibal
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC, AXN
Direção: Vários
Roteiro: Bryan Fuller (criador da série)
Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Laurence Fishburne, Caroline Dhavernas

Sinopse: 
Um novo serial killer começa a matar jovens numa grande cidade americana. Para solucionar o caso o agente do FBI Jack Crawford(Laurence Fishburne) resolve recrutar dois especialistas para prender o criminoso. O primeiro é Will Graham (Hugh Dancy) cuja especialidade é desvendar crimes investigando os locais onde eles foram cometidos. O segundo é o famoso doutor Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) cuja missão é traçar perfis psicológicos precisos sobre os psicopatas procurados pelo FBI.

Comentários:
Assim como aconteceu com Norman Bates na série "Bates Motel" aqui também temos a chegada na televisão de um famoso personagem psicopata do cinema. Hannibal Lecter, imortalizado por Anthony Hopkins em filmes como "O Silêncio dos Inocentes", está agora nessa série "Hannibal" do canal NBC. O episódio piloto já mostra claramente os rumos que teremos nos episódios seguintes. Lecter se une ao FBI para desvendar crimes envolvendo assassinos seriais. Jovens garotas de cabelos negros, da mesma faixa etária, começam a surgir assassinadas em estranhos rituais. Para desvendar o que pensa e como age o assassino um agente do FBI resolve trazer Lecter e outro investigador (bem perturbado aliás, com um "sexto sentido" para recriar cenas de crimes) para as investigações. A trama se passa antes de se descobrir que o próprio Lecter é um psicopata que gosta de comer carne humana. Na estória que acompanhamos ele ainda é apenas um prestigiado professor universitário. O mesmo se passa com o colega que também passa a ajudar na solução dos crimes. Há cenas violentas e tudo o mais que se espera de um material como esse mas o charme e o aspecto mais doentio de Hannibal Lecter não estão tão bem apurados nessa nova série. Isso é até muito fácil de entender uma vez que nenhum ator conseguirá atingir o mesmo patamar que Anthony Hopkins nesse papel. A comparação é simplesmente brutal sob esse ponto de vista. Mesmo assim vale a pena acompanhar. Não chega a ser melhor do que "Bates Motel" mas tem potencial. Vamos ver se a série decola mesmo daqui pra frente.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Love, Marilyn

Título no Brasil: Love, Marilyn
Título Original: Love, Marilyn
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos, França
Estúdio: StudioCanal
Direção: Liz Garbus
Roteiro: Truman Capote, Liz Garbus
Elenco: F. Murray Abraham, Glenn Close, Elizabeth Banks, Adrien Brody, Ellen Burstyn, Viola Davis, Ben Foster, Lindsay Lohan

Sinopse:
Celebridades de hoje em dia interpretam textos e fragmentos de memórias escritos por pessoas que conheceram Marilyn Monroe, assim como seu recém-descoberto diário pessoal, além de cartas e registros deixados pela atriz. De todas as estrelas da história de Hollywood, ninguém tinha uma mistura mais potente de glamour e tragédia do que Marilyn Monroe. Através de leituras realizadas de seus documentos pessoais, este filme explora a vida e pensamentos íntimos desta grande estrela nesse filme seminal. Seus registros dão uma pista de como ela, com determinação e audácia, conseguiu se transformar na grande estrela de Hollywood. Além disso, através de leituras e entrevistas com seus colegas e conhecidos da época tenta-se revelar e entender os mecanismos que a levaram até sua morte prematura em 1962.

Comentários:
Embora tenha sido realizado em 2012 para celebrar os 50 anos da morte de Marilyn Monroe esse "Love, Marilyn" é um projeto antigo. Ele nasceu originalmente através do grande escritor Truman Capote. Ele queria que atores e atrizes famosas da época interpretassem frases e textos escritos por Marilyn em um documentário para celebrar um ano de sua morte. A ideia inicialmente contou com o apoio e simpatia de astros como Rock Hudson e Richard Widmark mas não foi em frente por questões legais e contratuais. Não havia como reunir tantas estrelas - como as que Capote desejava - em apenas um filme naqueles tempos. A maioria delas tinham assinado contratos de exclusividade que as impediam de participar de um filme como esse. Foi então necessário surgir outra data importante para que o projeto fosse finalmente finalizado. A boa notícia é que contamos agora com um grande time de astros em cena. Talentos como F. Murray Abraham e Glenn Close se unem a celebridades como Lindsay Lohan para darem vozes aos antigos pensamentos e devaneios da falecida atriz. O resultado é excelente. Assim Marilyn Monroe segue sendo celebrada como um dos maiores mitos da história de Hollywood. Pode-se até mesmo contestar esse seu status dentro da mitologia do cinema americano, mas não se pode negar sua influência duradora. 50 anos depois de sua morte Marilyn ainda vive!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

quarta-feira, 26 de março de 2014

O Retrato de Dorian Gray

Título no Brasil: O Retrato de Dorian Gray
Título Original: Dorian Gray
Ano de Produção: 2009
País: Reino Unido
Estúdio: Ealing Studios, Alliance Films
Direção: Oliver Parker
Roteiro: Toby Finlay, baseado na obra de Oscar Wilde
Elenco: Ben Barnes, Colin Firth, Rebecca Hall

Sinopse:
Dorian Gray é um homem moralmente corrupto. Apesar dos anos passados ele sempre surge com a mesma aparência jovial. Na verdade Gray esconde um grande segredo em sua vida. Escondido nas sombras de seus aposentos se encontra um quadro amaldiçoado que envelhece em seu lugar. Nele suas falhas de caráter, sua honra imersa em podridão e seus deslizes morais emergem na pintura que o retrata.

Comentários:
Remakes, remakes, para onde você olhar eles estarão lá. Acredito que as pessoas hoje tenham desenvolvido uma falsa noção de que tudo que é antigo deve ser refeito. Provavelmente não suportam mais assistir filmes em preto e branco ou que sejam marcados pelo tempo. Some-se a isso a falta de novas ideias e você terá o caldeirão onde essas refilmagens são cozinhadas e servidas à mesa como algo novo. Pena que o sabor de algo requentado não tenha como disfarçar. Assim chegamos a esse "Dorian Gray", mais uma adaptação modernosa do clássico texto de Oscar Wilde. No começo não queria conferir mas acabei vendo por desencargo de consciência. No começo até achei interessante, com aquela bonita direção de arte, figurinos luxuosos e tudo mais. Infelizmente era uma mera ilusão. Assim que o filme enveredou pelo abuso de efeitos digitais a coisa toda desandou. Para tornar tudo ainda mais ruim entregaram o complexo Dorian Gray a um ator medíocre chamado Ben Barnes! Sua atuação beira o constrangimento completo. No final tudo o que sobraram foram meros lampejos da obra imortal de Wilde. Só podemos lamentar o resultado nessa hora opaca.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Ronin

Título no Brasil: Ronin
Título Original: Ronin
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos, França
Estúdio: United Artists
Direção: John Frankenheimer
Roteiro: J.D. Zeik
Elenco: Robert De Niro, Jean Reno, Natascha McElhone

Sinopse:
Usando uma denominação medieval, Ronin, que significa Samurai desonrado, sem mestre e sem valores, os novos "Ronins" da nossa época são mercenários dispostos a executar qualquer tipo de serviço em troca de dinheiro e pagamentos vultuosos. Assim Dierdre resolve contratar um grupo formado apenas por Ronins modernos. Sua missão é recuperar uma mala que contém importantes dispositivos que estão sendo negociados com os russos. 

Comentários:
Boa película, que mistura elementos de filmes de ação, espionagem e tramas criminais. É um thriller acima da média que conta com a assinatura do grande cineasta John Frankenheimer. O elenco reúne dois ícones, Robert De Niro e Jean Reno, pela primeira e única vez trabalhando juntos. A produção é muito boa, rodada em belas locações francesas e contando com cenas espetaculares de perseguições, carros e caminhões voando pelos ares e tudo mais que os fãs de action movies procuram. O curioso é que Frankenheimer tentou agradar a dois tipos de públicos diversos, os que gostam de muitos tiros e explosões e os que procuram apenas por tramas de espionagens bem arquitetadas. Robert De Niro deixa a sofisticação de lado e aparece atirando com bazucas modernas, mandando tudo para o inferno. Talvez por literalmente atirar para todos os lados o filme não tenha sido tão bem, comercialmente falando. Mesmo assim vale ter uma segunda chance.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Retrato de Dorian Gray (1945)

Título no Brasil: O Retrato de Dorian Gray
Título Original: The Picture of Dorian Gray
Ano de Produção: 1945
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Albert Lewin
Roteiro: Albert Lewin, baseado na obra de Oscar Wilde
Elenco: George Sanders, Hurd Hatfield, Donna Reed

Sinopse:
Dorian Gray é um homem moralmente corrupto. Os anos passam e sua beleza e juventude continuam a ser mantidas. Um retrato seu que ele mantém para si, escondido de olhos alheios, guarda seus segredos - à medida que os anos vão passando, o retrato vai exibindo sua feiúra interior. Aos poucos, porém, suspeitas começam a acontecer com relação a seu comportamento e vitalidade.

Comentários:
Baseado na obra clássica de Oscar Wilde. Sempre foi um dos meus livros preferidos, na realidade uma metáfora sobre o envelhecimento e a perda da beleza e do frescor da juventude. Sou fã incondicional do Oscar Wilde, principalmente das frases espirituosas que dizia. Esse livro dele que deu origem ao filme causou um rebuliço geral quando foi publicado na época. A crítica o chamou de violento, demente, herege e tudo o mais. Oscar levou tudo com fina ironia, até porque ele gostava mesmo de chocar as pessoas da era vitoriana. Oscar Wilde era um devasso que sabia muito bem utilizar a publicidade dos meios de comunicação em seu favor. Era gênio. Nesse livro escreveu: "A única maneira de libertar-se de uma tentação é entregar-se a ela. Resista, e sua alma adoecerá de desejo das coisas que ela a si mesma se proibiu, com o desejo daquilo que suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilícito". Recentemente lançaram uma nova versão, com boa produção, mas não foi muito do meu agrado. Esse analisado aqui já é consagrado e deve ser conhecido pelas novas gerações de cinéfilos.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

O Império Romano

Título no Brasil: O Império Romano
Título Original: Empire
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: ABC
Direção: Greg Yaitanes, John Gray e Kim Manners
Roteiro: Touchstone Television
Elenco: Vincent Regan, Santiago Cabrera, Emily Blunt, James Frain, Jonathan Cake

Sinopse: 
O ano é 44 A.C. (antes de Cristo). Júlio César, general e político romano, retorna de uma campanha militar vitoriosa na província romana da Hispânia (atual Espanha) após destruir forças rebeldes contra Roma na região. O êxito lhe dá grande prestígio e poder dentro do senado. Ele almeja o poder máximo, passando inclusive por cima dos ideais republicanos, o que lhe traz imediatamente a oposição de setores importantes, liderados por Brutus e Cassius. Ao seu lado porém ele conta com o apoio de outro general vitorioso, Marco Antônio. O jogo de xadrez dentro das instituições de poder de Roma acaba criando uma situação potencialmente explosiva. 

Comentários:
Minissérie de quatro capítulos (com quatro horas de duração) que foi compilado na forma de longa-metragem com três horas de duração. Chegou a ser exibido no SBT. Esse tipo de situação de uma forma em geral me deixa meio desanimado pois geralmente quando isso acontece o filme fica totalmente truncado. Aqui pelo menos os editores foram bem sucedidos pois não há essa sensação de que tudo foi unido sem maiores critérios. O resultado final é interessante, bem produzido (embora seja um produto televisivo teve um orçamento generoso de 50 milhões de dólares) e competente. O enredo é dos mais conhecidos, envolvendo parte da história de Júlio César e a guerra política que se forma ao seu redor quando retorna de uma campanha militar bem sucedida. Em termos de história essa narração parece mesmo ser imortal, sendo sempre enfocada em diversas produções na TV e no cinema. Para quem gosta de produtos épicos, mostrando um dos momentos mais significativos da história antiga e de Roma em particular, é um prato cheio.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 25 de março de 2014

A Marca da Pantera

Título no Brasil: A Marca da Pantera
Título Original: Cat People
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Pictures, Universal Pictures
Direção: Paul Schrader
Roteiro: DeWitt Bodeen, Alan Ormsby
Elenco: Nastassja Kinski, Malcolm McDowell, John Heard

Sinopse:
Nos primórdios da humanidade, seres humanos em rituais pagãos acabaram sacrificando mulheres a deuses leopardos e panteras. Desse encontro surgiu uma nova espécie sobre a face da terra, que ao longo dos séculos conseguiu viver nas sombras. Séculos depois surge em Nova Iorque a bela e sensual Irena Gallier (Nastassja Kinski) que tem um grande segredo a guardar sobre seus ancestrais.

Comentários:
Comentando o filme anterior pude perceber que no elenco de "Revolução" também tínhamos a presença da bela Nastassja Kinski. Para quem não viveu os anos 80 é bom lembrar que essa atriz foi uma das maiores sex symbols daquela década. Dona de uma beleza estonteante, com impressionantes lábios carnudos, a Nastassja provava também que Darwin estava errado pois um sujeito tão horroroso e bizarro como Klaus Kinski jamais poderia ser o pai de uma mulher tão maravilhosa como ela! Brincadeiras á parte, temos aqui um dos filmes mais conhecidos dela. Foi justamente com esse "Cat People" que Nastassja Kinski atingiu o auge de sua popularidade. Como não poderia deixar de ser o filme usava e abusava de seus generosos dotes estéticos. Obviamente muita gente virou fã da produção justamente pelas generosas cenas de nudez da Kinski mas mesmo olhando sob um ponto de vista puramente cinematográfico é de se reconhecer que se trata de uma fita muito charmosa e intrigante com seu roteiro diferente, bastante exótico. E para melhorar ainda mais tem a presença do sempre marcante Malcolm McDowell, que assim como o espectador, fica babando toda vez que a linda e sensual Nastassja surge em cena! Haja coração!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Abismo do Medo

Título no Brasil: Abismo do Medo
Título Original: The Descent
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: Lions Gate Films
Direção: Neil Marshall
Roteiro: Neil Marshall
Elenco: Shauna Macdonald, Natalie Mendoza, Alex Reid

Sinopse:
Jovens, bonitas e gostosonas, seis garotas sofrem um acidente e resolvem fazer algo bem diferente. Adeptas de esportes radicais elas decidem explorar uma caverna enorme e supostamente sem fim localizada naquela região remota mas ficam presas. Agora terão que sobreviver para continuarem vivas de qualquer jeito. Só não contavam com o fato de não estarem sozinhas naquele ambiente hostil e desconhecido.

Comentários:
Assisti em um cinema poeira que tinha perto da minha casa (e que não existe mais infelizmente). Sabe que não achei tão desprezível assim? Claro que é do tipo MOW (Monster of Week) mas o suspense que rola na primeira parte do filme até prende nossa atenção. O diretor Neil Marshall que depois faria "Juízo Final" e "Centurião", além de dirigir episódios da série de grande sucesso "Game of Thrones", consegue mesmo prender a atenção do espectador que fica esperando descobrir do que aquilo tudo se trata. Claro que muitos vão se decepcionar depois com o desfecho (ou a falta dele) na estória mas isso é o de menos quando já se conseguiu levar um suspense em bom tom por pelo menos 60 minutos. Todo o elenco é formado por garotas ao estilo p&b (peitos e bundas), por isso não vá esperando nada nesse aspecto. Estão lá só para gritarem e serem trucidadas, nada mais. A lamentar apenas que depois virou uma franquia, com uma continuação pra lá de ruim...

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Vikings

Título no Brasil: Vikings
Título Original: Vikings
Ano de Produção: 2013
País: Canadá, Irlanda
Estúdio: World 2000 Entertainment, Take 5 Productions
Direção: Vários
Roteiro: Michael Hirst
Elenco: Travis Fimmel, Katheryn Winnick, Clive Standen

Sinopse: 
Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) vive numa comunidade Viking na Escandinávia, no norte gelado da Europa medieval. Como fazendeiro e navegador ele defende a ideia de que os barcos Vikings devem rumar em direção ao oeste onde há grandes cidades e riquezas a conquistar, locais perfeitos para as guerras e saques dos povos do norte. Seu pensamento inovador porém desperta a ira do senhor feudal da região, o corrupto Earl Haraldson (Gabriel Byrne), que defende que as expedições marinhas devem rumar para o leste, onde existem terras conhecidas pelos navegadores do clã. O confronto de pensamento logo se torna inevitável.

Comentários:
Série em dez episódios que foi exibida com grande sucesso pelo canal The History Channel nos Estados Unidos e no Brasil. A proposta é ensinar história de um jeito menos chato do que na escola. Assim o enredo se utiliza de personagens de ficção para mostrar aspectos reais da civilização Viking em seus primórdios. Um exemplo é o próprio Ragnar Lothbrok. Ele pensa além e deseja ir em viagens rumo ao oeste, em busca de terras desconhecidas. Para isso conta com a ajuda de um irmão e de um construtor de navios meio maluco, misto de engenheiro e mago, chamado  Floki (Gustaf Skarsgård). Assim juntos eles acabam criando a nau que se tornaria famosa nos mares. Um navio com design moderno, muito rápido (próprio para guerras e fugas), com poucas velas e muita agilidade. Logo no episódio piloto eles conseguem tornar realidade essa embarcação inovadora e ganham os mares em busca de riquezas e ouro. Claro que a série faz concessões em busca de um maior divertimento. Existem até mesmo cenas de realismo fantástico, como quando após uma sangrenta batalha um dos deuses nórdicos surge em visão para  Ragnar. Mais parecendo um anjo da morte negro ele sai recolhendo as almas dos mortos no conflito. No geral é uma série bem realizada que prende nossa atenção. Bom para criar gosto pela história verdadeira nos mais jovens.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Revolução

Título no Brasil: Revolução
Título Original: Revolution
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Hugh Hudson
Roteiro: Robert Dillon
Elenco: Al Pacino, Donald Sutherland, Nastassja Kinski

Sinopse:
Um caçador e homem do campo de Nova Iorque se torna um participante relutante na Revolução Americana depois que seu filho Ned é convocado para o Exército revolucionário. Juntos tentarão sobreviver aos horrores daquela guerra sangrenta e violenta. Filme indicado ao "prêmio" Framboesa de Ouro nas categorias de Pior Filme, Pior Ator (Al Pacino), Pior Diretor (Hugh Hudson) e Pior Trilha Sonora Original.

Comentários:
Foi um dos maiores fracassos comerciais da história do cinema americano. O desastre foi tão absoluto que conseguiu queimar o nome do grande Al Pacino dentro da indústria. De repente os produtores fugiam à simples menção de que Pacino poderia vir a estrelar um de seus projetos. Para se ter uma ideia do estrago o ator ficaria quatro longos anos sem realizar nenhum outro filme em Hollywood, apenas absorvendo a derrota de "Revolução". O pior de toda essa história é que se o filme fosse ao menos bom poderíamos sair em defesa de Al Pacino e do cineasta Hugh Hudson mas a verdade é que o fracasso foi merecido mesmo pois "Revolução" é de fato realmente muito ruim! O roteiro não tem uma linha narrativa precisa, tudo vai acontecendo de forma confusa e sem nexo. Pacino está perdido em cena, sem achar a essência de seu personagem, que ora age heroicamente, ora de forma covarde e cruel. Como se isso não fosse ruim o bastante o espectador ainda tem que encarar a péssima ideia do diretor Hugh Hudson em filmar tudo com a câmera na mão, correndo junto dos atores nas cenas de batalhas e conflitos. Poucos serão os espectadores que não sairão com tontura de uma experiência tão ruim como essa! Enfim, vale como curiosidade apenas pois como filme em si tudo é muito desastroso e péssimo. Fuja para longe dessa revolução que não deu certo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Chicago PD

Título no Brasil: Chicago PD
Título Original: Chicago PD
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC
Direção: Vários
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas, Matt Olmstead, Dick Wolf
Elenco: Jason Beghe, Jesse Lee Soffer, Don Kress, Andre Bellos

Sinopse: 
Após ser preso por corrupção, chantagem e desvios éticos em sua carreira o policial Hank Voight (Jason Beghe) retorna à ativa. Ele sai do departamento de homícidios para assumir a chefia do setor de inteligência da polícia de Chicago onde começa a liderar um grupo de jovens policiais no combate ao tráfico de drogas na grande cidade.

Comentários:
Em alguns episódios de "Chicago Fire" um dos bombeiros caía no jogo sujo de um tira corrupto, o dirty cop Hank Voight (Jason Beghe). No final de sua participação lá, sua trama corrupta finalmente era descoberta, e ele acabava sendo preso por isso. Pois bem, esse personagem, apesar de ser um vilão sem ética, acabou chamando a atenção dos espectadores e percebendo isso a NBC resolveu produzir uma série só para ele. Isso é o que os americanos chamam de Spin-off, quando uma série popular dá origem a outra. Em minha opinião ainda era cedo para "Chicago Fire" dar origem a outro seriado mas pelos bons índices de audiência conquistados a diretoria da NBC resolveu apostar alto. Logo no primeiro episódio o sargento Voight retorna triunfante. Ele consegue sair da prisão e mais do que isso, ganha uma promoção, se tornando chefe da inteligência do departamento de polícia de Chicago (pensou que só no Brasil os corruptos progrediam na vida pública?). Ele se torna o líder de um grupo de jovens policiais que investigam uma rede de tráfico comandado por um traficante latino conhecido como "Pulpo". Para Voight isso é fichinha pois ele não é um tira que segue a cartilha da academia policial ao pé da letra. Gostei do episódio piloto, esse é o tipo de série que tem potencial para crescer. O único porém que salientaria é o elenco dos jovens policiais. As garotas e os rapazes mais se parecem com modelos do que com policiais mas mesmo assim penso que vale a pena dar o benefício da dúvida. A série está começando agora então se você estiver com vontade de acompanhar algum seriado policial americano esse é o momento certo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ela

Título no Brasil: Ela
Título Original: Her
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros, Sony Pictures
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson

Sinopse:
Theodore (Joaquin Phoenix) tem uma vida das mais aborrecidas. Ele trabalha em um emprego chato onde escreve todos os dias cartas de pessoas que não querem escrever nada. Para piorar está solitário após se separar de sua esposa que está pedindo o divorcio. Um clima de melancolia e até depressão ronda sua existência. Trabalhando com computadores o dia todo ele se interessa por um novo programa, um sistema operacional de inteligência artificial que promete fazer companhia e trocar ideias com seu dono. Para sua completa surpresa o tal sistema operacional é muito mais do que ele esperava. Auto intitulado Samantha ela interage com ele, lhe dá dicas do dia a dia, organiza sua vida online e superando todas as suas expectativas começa a desenvolver um relacionamento em nível pessoal que vai muito além da simples amizade.

Comentários:
"Ela" é uma crônica dos dias atuais quando a tecnologia acaba virando uma muleta emocional para pessoas solitárias ou com problemas de relacionamento. Spike Jonze trata desse tema com sensibilidade mas como todos sabemos ele não é um cineasta para todos os públicos. Seus filmes estão cheios de ideias que para muitas pessoas são bizarras e estranhas demais para curtirem. Esse aqui é um pouco mais palatável do que os anteriores mas o sentimento de estar vendo algo bem surreal se mantém o tempo todo. O roteiro premiado com o Oscar de Spike Jonze tem sido louvado por ser muito original e criativo mas será mesmo? Computadores com personalidade não são novidade no mundo do cinema. Assim que o filme começou e Samantha deu inicio ao seu "relacionamento" com Theodore me lembrei imediatamente de HAL 9000, o computador de inteligência artificial de "2001 Uma Odisséia no Espaço". Tudo bem que o enfoque aqui é outro, mais centrado em relações humanas, mas no fundo ambos os roteiros são bem semelhantes.

Mesmo assim temos que reconhecer que é um filme por demais interessante, valorizado enormemente pela atuação inspirada de Joaquin Phoenix. Perceba que na maioria das cenas ele está praticamente sozinho, atuando apenas com uma voz. Esse tipo de trabalho como ator exige um nível de absorção e concentração no papel que realmente impressiona. Idem para a atriz Scarlett Johansson que interpreta Samantha. Ela tem uma voz ao mesmo tempo meiga, quase adolescente mas também astuta. Sua atuação é outro ponto muito impressionante do filme. De uma forma em geral gostei de muitas coisas. A direção de arte por exemplo recria um mundo onde Theodore vive que é tão asséptico e sem personalidade como ele próprio. O cineasta mostra ao fundo uma cidade americana sufocante, poluída, imersa em tecnologia mas também em profunda solidão. Isso foi algo que me chamou bastante a atenção. Talvez a única critica mais severa que faria a Spike Jonze seria sobre a duração do filme. Mais de duas horas me pareceu um pouco demais. Pelo contexto, tudo poderia ter um pouco mais de agilidade pois não há como negar que certas situações vão se repetindo ao longo da trama e isso deixa o filme um pouco cansativo a partir de determinado ponto. Outro aspecto que pode incomodar um pouco é a obsessão do roteiro com sexo virtual pois a relação entre homem e máquina poderia se desenvolver em um nível mais intelectual, vamos colocar desse modo. Dito isso quero deixar claro que, apesar dos deslizes, ainda tiro o meu chapéu para "Ela", um filme realmente tão emotivo e inteligente como a própria Samantha!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Sunshine - Alerta Solar

Título no Brasil: Sunshine - Alerta Solar
Título Original: Sunshine
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Fox Searchlight
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Alex Garland
Elenco: Cillian Murphy, Rose Byrne, Chris Evans

Sinopse:
O Sol, como estrela, está chegando ao fim de sua existência cósmica. Isso cria uma situação de completo desespero na Terra pois sem a presença do astro a vida em nosso pequeno planeta se torna simplesmente impossível. Após o envio de uma expedição rumo ao Sol e seu misterioso desaparecimento uma nova equipe é enviada para entender o que de fato aconteceu. A missão porém terá consequências trágicas.

Comentários:
Apesar de ter sofrido inúmeras críticas em seu lançamento gosto bastante dessa boa ficção, "Sunshine - Alerta Solar". Há um clima de desesperança e agonia no ar com a proximidade do fim que me fisgou completamente. O mais interessante é que o roteiro, muito bem escrito, analisa uma situação que acontecerá de fato com o Sol daqui alguns milhões de anos. Como toda estrela do universo um dia ele entrará em um estado chamado Nova, em um processo da natureza onde destruirá tudo por perto - inclusive o nosso frágil planeta Terra. Esse é um fato já amplamente previsto por cientistas de todas as áreas, então o filme mostra realmente de fato o futuro sinistro de toda a humanidade. Além disso é um filme bem diferenciado da carreira do cineasta Danny Boyle, a única ficção científica que dirigiu no cinema até hoje. O resultado se mostra tão bom que ele deveria enveredar mais nesse estilo de filme. Por fim vale também ressaltar a presença de um elenco muito bom, com vários atores que são importantes dentro do universo Sci-fi como Cillian Murphy (o Scarecrow de "Batman - O Cavaleiro das Trevas") e  Chris Evans (que interpreta atualmente o Capitão América na franquia de grande sucesso comercial). Um filme que enfim merece ser redescoberto.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 23 de março de 2014

47 Ronins

Título no Brasil: 47 Ronins
Título Original: 47 Ronin
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Carl Rinsch
Roteiro: Chris Morgan, Hossein Amini
Elenco: Keanu Reeves, Hiroyuki Sanada, Ko Shibasaki

Sinopse:
Kai (Keanu Reeves) é filho de um marinheiro inglês e por isso é abandonado pela própria mãe em uma floresta remota no Japão em sua era feudal. Segundo a lenda acaba sendo criado por demônios mas depois consegue escapar e vai parar em um feudo dominado por Lord Asano (Min Tanaka). Muitos anos depois ele se torna um servo do feudo e assumirá posição de destaque na luta contra o tirânico Lord Kira (Tadanobu Asano). Kira domina com mão de ferro o feudo onde Kai cresceu e desposa a bela Mika (Ko Shibasaki) que ama o íntegro mestiço. Para piorar rebaixa todos os samurais da região que viram simples Ronins, guerreiros caídos em desgraça, sem honra, sem mestre e abandonados à própria sorte. Ao lado desses valorosos guerreiros ele lutará contra a tirania que agora domina seu antigo lar.

Comentários:
As expectativas não eram das melhores. Um filme com o tema de artes marciais estrelado pelo decadente Keanu Reeves e tudo mais. Porém é aquele tipo de produção que acaba surpreendendo. O fato é que "47 Ronins" é muito bem realizado, tanto do ponto de vista técnico como de roteiro. Sim, o texto pode até não apresentar maiores novidades mas é redondinho, bem conduzido e satisfaz plenamente os que desejam encontrar uma boa película com muita aventura, fantasia e cenas de lutas marciais. A direção de arte e figurinos são primorosos. Os efeitos digitais são excepcionalmente bons e utilizam como matéria prima o próprio folclore oriental. Há dragões, trogloditas, demônios e até mesmo um animal proveniente diretamente das antigas lendas populares japoneses, um monstro de seis olhos que é muito bem realizado. Keanu Reeves continua com sua falta de expressividade mas aqui seu jeito de ser acaba combinando com o personagem, um mestiço que é discriminado por isso e por essa razão adota sempre uma postura de superveniência e subordinação. Por fim é importante salientar que nem todos irão gostar plenamente do final do filme. Credito isso ao fato de que, como somos ocidentais, temos uma outra mentalidade sobre os acontecimentos. Os valores de honra e dignidade no oriente são bem diversas da que temos, por isso haverá certo estranhamento no desfecho de tudo. Isso porém não tira em nada os méritos do filme que, como já deixei claro, realmente surpreenderá positivamente o espectador.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Clube dos Monstros

Título no Brasil: O Clube dos Monstros
Título Original: The Monster Club
Ano de Produção: 1981
País: Inglaterra
Estúdio: Chips Productions, Sword & Sorcery
Direção: Roy Ward Baker
Roteiro: Edward Abraham, Valerie Abraham
Elenco: Vincent Price, John Carradine, Donald Pleasence

Sinopse:
Um cavalheiro inglês de origem nobre decide patrocinar uma reunião de grandes mentes do terror. Ele pretende que o encontro se torne uma sessão onde os convidados contem as melhores estórias de terror. Eramus (Vincent Price) então começa a contar três contos sinistros e macabros.

Comentários:
Curioso filme de horror com o mestre Vincent Price. Aqui os produtores tentaram fazer uma mesclagem com o estilo dos clássicos filmes de terror - como o uso de pequenos contos ao longo da narrativa - aliada a algo que pudesse chamar a atenção do público mais jovem, com uso de música moderna, rock pesado, em vários segmentos. A mistura, apesar de bem intencionada, não consegue convencer. Além disso a tentativa de muitas vezes em ser engraçadinho quase leva tudo a perder. A produção é precária, com figurinos e maquiagem que não convencem muito. O que sobra de bom mesmo é o imbatível carisma do bom elenco. Além de Price, a fita ainda traz os ótimos John Carradine e Donald Pleasence. No roteiro três contos interessantes, no primeiro acompanhamos o surgimento de um terrível criatura que possui um poder sobrenatural, no segundo as aventuras de um pai de família que precisa esconder o fato de que é também um vampiro e no último a vida de uma misteriosa cidadezinha que procura esconder um terrível mal em sua história. No final das contas não chega a ser um clássico mas mantém seu charme nostálgico.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 22 de março de 2014

Carruagens de Fogo

Título no Brasil: Carruagens de Fogo
Título Original: Chariots of Fire
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Hugh Hudson
Roteiro: Colin Welland
Elenco: Ben Cross, Ian Holm, John Gielgud, Brad Davis, Ian Charleson, Nicholas Farrell

Sinopse:
A história, contada em flashback, mostra dois jovens velocistas britânicos que competem por fama e reconhecimento nos Jogos Olímpicos de 1924. Eric Liddell (Ian Charleson) é um missionário escocês devoto, que se dedica aos esportes para agradar ao seu Deus. Já Harold Abrahams (Ben Cross) procura ser aceito dentro da sociedade inglesa mais tradicional uma vez que suas origens judaicas o impede de ser bem recebido em certos setores da esnobe alta sociedade de Cambridge. Filme baseado em fatos reais.

Comentários:
Apesar de consagrado na Academia, onde foi indicado a sete Oscars, vencendo em quatro categorias (Melhor Filme, Roteiro, Figurino e Trilha Sonora), o filme nunca conseguiu se tornar uma unanimidade perante o público. Todos os ingredientes para um grande filme parecem estar presentes mas o cineasta Hugh Hudson não conseguiu imprimir um bom ritmo à película que sofre de vários problemas no desenvolvimento de seu enredo. Aliás essa sempre foi uma crítica presente em praticamente todos os filmes do diretor. Hudson parece vacilante em vários momentos, sem saber direito que rumo tomar, algo que se tornaria um grave problema em um de seus filmes seguintes, o mega fracasso "Revolução" com Al Pacino, que praticamente enterraria suas pretensões de dirigir filmes de grandes orçamentos ao longo do resto de sua carreira (nenhum estúdio tinha mais coragem de arriscar verdadeiras fortunas em filmes assinados pelo diretor). De qualquer forma alguns aspectos salvam "Chariots of Fire" do esquecimento, o mais forte deles a inesquecível trilha sonora de Vangelis, até hoje presente em quaisquer daquelas coletâneas do tipo "Os maiores sucessos do cinema" e similares. No geral é um bom filme, com história edificante e inspiradora, embora tenha passado longe de se tornar uma verdadeira obra prima merecedora de todos os Oscars que venceu.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Hannibal - A Origem do Mal

Título no Brasil: Hannibal - A Origem do Mal
Título Original: Hannibal Rising
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Dino De Laurentiis Company
Direção: Peter Webber
Roteiro: Thomas Harris
Elenco: Gaspard Ulliel, Rhys Ifans, Li Gong

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial a família Lecter tenta sobreviver ao horror das mortes e atrocidades nazistas. Morando em uma região na Ucrânia todos os membros ficam expostos ao holocausto imposto pelas forças de ocupação do exército alemão. Um dos sobreviventes do massacre é Hannibal Lecter (Gaspard Ulliel) que consegue escapar para a França onde pretende reconstruir sua vida. Já adulto finalmente decide se vingar de todos aqueles que barbarizaram sua família no maior conflito armado da história.

Comentários:
De uns anos pra cá Hollywood descobriu um novo filão. A ideia é muito simples, pega-se franquias já esgotadas, que comercialmente não teriam mais o que render e recomeça-se tudo do zero, geralmente contando as origens dos personagens famosos. Um exemplo perfeito disso vemos aqui em "Hannibal Rising", onde o espectador é convidado a conhecer as origens do canibalismo e psicopatia do serial killer Hannibal Lecter (em fraca interpretação do ator Gaspard Ulliel). O filme obviamente não pode ser comparado a nenhum outro da franquia original. É uma produção até modesta com pretensões contidas. Foi filmado na bonita República Tcheca o que lhe dá pelo menos uma bonita fotografia pois o leste europeu de fato é esteticamente muito belo. O problema é que tudo é mal desenvolvido. As explicações sobre o que teria levado Lecter a ser o que é não são bem trabalhadas, criando uma sensação de que o roteiro está o tempo todo forçando uma barra daquelas. Já em termos de terror e suspense a produção também não convence muito, se tornando na maioria das vezes enfadonha e decepcionante. Mesmo com tantos pontos negativos a fita poderá servir ao menos como curiosidade para quem se tornou fã do infame personagem imortalizado nas telas pelo genial Anthony Hopkins.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Anaconda - Rastro de Sangue

Título no Brasil: Anaconda - Rastro de Sangue
Título Original: Anacondas 4: Trail of Blood
Ano de Produção: 2009
País: Estados Unidos, Romênia
Estúdio: Stage 6 Films, Hollywood Media Bridge
Direção: Don E. FauntLeRoy
Roteiro: David C. Olson
Elenco: Crystal Allen, Linden Ashby, Danny Midwinter

Sinopse:
Em busca da cura de uma doença genética, pesquisadores resolvem implantar modificações em cobras gigantes da Amazônia brasileira. Com o uso de orquídeas selvagens as cobras criam uma nova capacidade de se auto regenerar. Assim quando são cortadas ao meio dão origem a dois animais independentes, sedentos de sangue de suas presas.

Comentários:
Algumas coisas nesse universo Sci-fi me deixam admirado. Uma delas é a proliferação de sequências de franquias que parecem nunca morrer. Uma das mais surpreendentes é o caso dessa "Anaconda". O primeiro filme, que até tinha uma produção bem realizada, com elenco conhecido, foi pessimamente recebido pela crítica. A ideia de uma cobra brasileira gigante realmente não era das melhores e mais originais. A despeito de tudo isso a franquia foi em frente a ponto de estarmos aqui falando de "Anaconda 4" - sim isso mesmo, "Anaconda - Rastro de Sangue" é o quarto filme sobre a famigerada cobra da Amazônia. O curioso é que em certos momentos esse trash sobre monstros se torna até divertido por causa dos absurdos de certas situações. Nada que vá abalar o cineasta Don E. FauntLeRoy, que inclusive dirigiu "Anaconda 3". Esse aqui não conseguiu espaço nos cinemas sendo lançado diretamente no mercado de DVD europeu e em canais a cabo nos Estados Unidos. Também pudera, lançar "Anaconda 4" nas salas de exibição seria mais tenebroso do que nadar ao lado da famigerada cobra de 20 metros!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Eclipse Mortal

Título no Brasil: Eclipse Mortal
Título Original: Pitch Black
Ano de Produção: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Polygram Filmed Entertainment, Interscope Communications
Direção: David Twohy
Roteiro: Jim Wheat, Ken Wheat
Elenco: Vin Diesel, Radha Mitchell, Cole Hauser

Sinopse:
Durante uma expedição espacial uma pane faz com que a nave caia em um planeta desconhecido e hostil. Os tripulantes não fazem ideia de onde estão e precisam fazer um reconhecimento do local. O que irão descobrir naquelas paisagens Inóspitas é algo que jamais esperariam encontrar em qualquer lugar do universo conhecido.

Comentários:
"Eclipse Mortal" foi lançado sem muito alarde em 2000. A crítica não deu muita bola para uma fita de ação e ficção estrelada pelo brucutu Vin Diesel. Apesar da má vontade o filme aos poucos foi ganhando admiradores por causa de certos aspectos muito bem imaginativos de seu roteiro, que conseguia fugir dos padrões do que estava sendo feito na época. Curiosamente a fita acabou ganhando após todos esses anos um certo status cult, reforçada inclusive pelas duas boas continuações que se seguiram, "A Batalha de Riddick" e "Riddick 3". O personagem Richard B. Riddick interpretado por Vin Diesel acabou ganhando todo um universo próprio, em roteiros realmente bem interessantes. Outro fato que chama a atenção é que todos os filmes da franquia foram dirigidos pelo mesmo diretor, David Twohy, fruto da amizade que ele tem por Vin Diesel. Isso é bem raro em temos de Hollywood pois geralmente franquias de sucesso são entregues a cineastas mais comerciais ou mais experientes. Melhor para os fãs pois trouxe uma unidade a todas as produções da série. Assim deixamos essa boa dica para hoje, que tal conferir (ou rever) esse primeiro filme da saga? Certamente é uma boa opção de entretenimento para o sábado.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Atividade Paranormal

Título no Brasil: Atividade Paranormal
Título Original: Paranormal Activity
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs

Sinopse:
Um jovem casal formado pelos apaixonados Micah (Micah Sloat) e Katie (Katie Featherston) se mudam para uma casa. No começo parece ser o lar de seus sonhos mas depois começam a surgir estranhos fenômenos paranormais inexplicáveis. Para deixar tudo registrado eles começam a filmar tudo o que acontece na noite escura - e isso ficará registrado para que o público também possa conferir. Tenha bons sustos. 

Comentários:
Há quem odeie e há quem adore essa franquia "Paranormal Activity". Na verdade esses filmes provam que nem sempre o mais importante é a qualidade do filme em si mas sim como se vende ele. Eu me recordo perfeitamente quando esse primeiro filme chegou nos cinemas. O marketing foi extremamente bem bolado - com ares de pura enganação mas tudo bem. Assim como aconteceu em "A Bruxa de Blair" aqui também foi feito todo um trabalho de divulgação na net criando nas pessoas a expectativa de que iriam ver algo real. Depois tiveram a brilhante ideia de filmarem o público completamente aterrorizado assistindo ao filme. Ora, todos sabemos que tudo não passa de mais um mockumentary muito bem vendido para o público menos informado sobre filmes de terror. Não há muito o que comentar no final das contas - quem já assistiu a algum "Paranormal Activity" já sabe muito bem do que se trata. Não sou particularmente fã desse estilo mas tampouco o acho absolutamente horrível - coisas piores estreiam todos os anos nos cinemas. Assim se você ainda não viu nenhum (coisa bem complicada de acontecer) arrisque esse primeiro. Quem sabe vá gostar. Já se viu algum outro da franquia e detestou, bom, melhor passar longe desse pois na verdade quem viu um, viu praticamente todos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um Século em 43 Minutos

Título no Brasil: Um Século em 43 Minutos
Título Original: Time After Time
Ano de Produção: 1979
País: Estados Unidos
Estúdio: Orion Pictures, Warner Bros
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Karl Alexander, Steve Hayes
Elenco: Malcolm McDowell, Mary Steenburgen, David Warner

Sinopse:
HG Wells (Malcolm McDowell) é um grande escritor e inventor que descobre que seu grande achado cientifico, a máquina do tempo, foi usada por ninguém menos do que o mais famoso psicopata e serial killer da história, Jack, o Estripador. O assassino em série vai parar no século 20 e cabe a Wells o trazer de volta ao seu tempo.

Comentários:
Depois de trabalhar em Calígula o ator Malcolm McDowell estrelou essa outra pequena jóia do cinema dos anos 70. "Time After Time" é uma bela homenagem ao grande escritor e visionário H.G. Wells (1866 - 1946). É a tal coisa, Wells foi tão imaginativo em seus escritos, tão maravilhosamente criativo, que como não era de se espantar surgiram inúmeras teorias sobre como ele teria descoberto tantos eventos e inventos que só surgiriam décadas depois de sua morte. Uma das teses mais bizarras era a de que ele conseguiu viajar no tempo. Obviamente se trata de uma deliciosa bobagem mas porque não transformar isso em um filme? Assim o próprio Malcolm McDowell deu vida a H.G. Wells. O roteiro é muito simpático e a direção de arte me deixou bastante satisfeito com o bom gosto. Claro que não recomendaria uma produção dessas para os jovens que vão aos cinemas hoje em dia pelo simples fato de que o que se vê aqui é a mais pura imaginação escapista, muitas vezes beirando a inocência. Não tem efeitos especiais digitais, como é óbvio, e nem pancadaria. É uma ficção bem mais sutil, que brinca o tempo todo com a imaginação do espectador. Pena que tem sido cada vez mais raro encontrar o filme hoje em dia pois faz parte da massa falida da Orion Pictures. Vamos torcer para que seja lançado um dia em DVD no Brasil.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Calígula

Título no Brasil: Calígula
Título Original: Caligola
Ano de Produção: 1979
País: Estados Unidos, Itália
Estúdio: Penthouse Films International
Direção: Tinto Brass, Bob Guccione
Roteiro: Gore Vidal
Elenco: Malcolm McDowell, Peter O'Toole, Helen Mirren

Sinopse:
Filme que enfoca a história do imperador romano Calígula (12 d.C - 41 d.C). Após a morte de Tiberius (Peter O'Toole), seu tio, ele sobe ao poder máximo em Roma. Desde o começo seu desequilíbrio emocional e psicológico se mostra evidente. Dado a orgias extravagantes e assassinatos em série ele resolve testar todos os limites de seu poder absoluto, chegando ao ponto de nomear seu próprio cavalo como senador romano. Aos poucos suas loucuras o levam a um beco sem saída, com várias tramas para sua eliminação rondando seu poder imperial.

Comentários:
Esse é um daqueles filmes que até hoje me despertam a mesma pergunta: Por que deu errado? Uma história das mais interessantes, roteirizada pelo grande Gore Vidal, com um excelente elenco - incluindo os monstros da atuação Malcolm McDowell, Peter O'Toole e Helen Mirren - e um diretor de prestígio e mesmo assim as coisas desandaram de uma forma impressionante. Muitos apontam como culpado o produtor, dono do império adulto Penthouse, que inseriu cenas de sexo explícito no filme. Não penso que o problema de "Calígula" seja esse, na verdade isso fazia parte do dia a dia de todos aqueles imperadores depravados. O problema é estrutural pois o filme é mal editado, mal desenvolvido e para piorar com sérios problemas de direção (quem diria...). Malcolm McDowell defende bem sua atuação, até porque ele está na verdade soberbo em cena. Basta ver os antigos bustos do imperador louco de Roma para perceber a semelhança entre eles. Aquele olhar marcante, praticamente reptiliano é recriado com perfeição por Malcolm. O mesmo se pode dizer de Peter O'Toole como Tiberius, que era pedófilo, frívolo e maníaco. Seu olhar doentio, pálido e com gestos trêmulos mostra o grande ator que ele foi. Pena que o filme não se resume ao quesito atuação. Mesmo assim essa é uma produção que deve ser indicada aos fãs da sétima arte. Certamente os problemas são muitos, mas o filme acaba marcando, tanto de um ponto de vista positivo como negativo. Afinal de contas qualquer produção que enfoque o insano Caligula será sempre no mínimo interessante...

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Rapaz Solitário

Título no Brasil: Rapaz Solitário
Título Original: The Lonely Guy
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Arthur Hiller
Roteiro: Bruce Jay Friedman, Neil Simon
Elenco: Steve Martin, Charles Grodin, Judith Ivey

Sinopse:
Quando o tímido Larry Hubbard (Martin) encontra sua namorada na cama com outro homem, ele é forçado a começar uma nova vida como solteiro. Mas como que ele não consegue suportar ficar sozinho ele tenta cortejar a bela Iris, que não é, contudo, interessada nele. Larry começa então a escrever um livro sobre sua experiência como um homem solitário, que torna-se inesperadamente um best-seller da noite para o dia!

Comentários:
Eu falei pouco do Steve Martin até hoje aqui no blog, o que foi um erro de minha parte pois ele sempre foi um comediante genial. É verdade que de uns tempos pra cá a qualidade de seus filmes decaiu bastante mas isso não tira o mérito de seu talento como humorista e showman. A melhor fase do Martin aconteceu justamente nos anos 80 quando ele estrelou uma série de comédias muito criativas e divertidas. Conheci Martin não no cinema daquela época mas sim através de suas fitas que eram lançadas no mercado de VHS. Sempre que havia algo novo dele levava para casa para conferir. Raramente me decepcionava ou não gostava do filme. Martin era realmente um diferencial. Esse "Rapaz Solitário" considero simplesmente genial. Esse é um daqueles filmes que foram injustamente subestimados e acabaram sendo esquecidos. O humor aqui nasce da melancolia da situação em que vive o personagem de Steve Martin que apresenta as dificuldades pelos quais passa um homem solitário nos dias atuais. Tem um roteiro muito bem escrito, tocante mesmo, e consegue arrancar lágrimas e risos na mesma proporção. Também com a assinatura de Neil Simon no texto não poderia ser diferente. "The Lonely Guy" é realmente uma pequena obra prima.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Philomena

Título no Brasil: Philomena
Título Original: Philomena
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: The Weinstein Company
Direção: Stephen Frears
Roteiro: Steve Coogan, Jeff Pope
Elenco: Judi Dench, Steve Coogan, Sophie Kennedy Clark

Sinopse:
Quando jovem, Philomena (Judi Dench) acaba engravidando de um homem em um caso casual. Grávida e prestes a se tornar mãe solteira, sua família com medo e vergonha do escândalo resolve levar a garota para um convento católico onde ela acaba tendo seu filho. Sem possibilidades financeiras e emocionais de cuidar da criança resolve colocar ele para adoção. Um casal americano assim adota o garotinho e o leva para os Estados Unidos. Cinquenta anos depois Philomena decide que quer encontrar seu filho. Para isso pede ajuda a um escritor inglês, Martin Sixsmith (Steve Coogan), que fará de tudo para encontrá-lo. Filme indicado aos Oscars de Melhor Filme, Roteiro Original e Melhor Atriz (Judi Dench).

Comentários:
Certamente é um bom filme e não restam dúvidas que mereceu todos os prêmios e indicações. Há algumas escolhas bem interessantes, sendo uma delas a opção por realizar um filme curto já que o enredo assim se torna bem mais dinâmico. Isso só vem a provar que não é necessário realizar filmes longos demais, com quase três horas, para serem bons. Tudo pode ser contado com eficiência e sem perda de tempo - o que talvez melhor justifique a indicação para o Oscar de Melhor roteiro original. A história, baseada em fatos reais, é muito humana e rica em reflexões. A Igreja Católica pode parecer a grande vilã de tudo o que aconteceu mas essa seria uma visão simplista demais sobre os eventos mostrados no filme. Não se pode esquecer que a própria Philomena resolveu dar seu filho para doação e como ela própria deixou claro em uma das cenas não houve qualquer coação nesse sentido por parte da Igreja. O sigilo em questão de doação é até hoje um dos paradigmas desse instituto jurídico, então não há também como culpar a Igreja por ter mantido em segredo o paradeiro de seu filho nos Estados Unidos.

Dito isso a produção poderá levar os mais desavisados a qualificar as atitudes das freiras como algo horrível e até mesmo diabólico mas não existe razão de ser para tal pensamento. Fazia parte daquele contexto histórico e no final das contas o rapaz adotado teve uma vida familiar estruturada em sua nova família americana, algo que provavelmente não teria se tivesse ficado na Irlanda. A direção procura mostrar os eventos com imparcialidade e felizmente não toma o rumo de atacar a Igreja Católica de forma gratuita. Pelo bom gosto dessa decisão o próprio Papa Francisco recebeu a verdadeira Philomena no Vaticano recentemente. Em termos de elenco a atriz Judi Dench reina absoluta. Sua personagem tem um grande coração, fez escolhas erradas no passado mas assume todas as suas atitudes com coragem. No fundo é uma pessoa bem simples mas que tenta fazer as pazes com seu filho cujo paradeiro tenta descobrir. Assim no saldo final temos uma produção sensível, eficiente e humana, três qualidades que a cada dia se tornam cada vez mais raras dentro do cinema atual.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 18 de março de 2014

Corridas de Automóveis para Meninos

Título no Brasil: Corridas de Automóveis para Meninos
Título Original: Kid Auto Races at Venice
Ano de Produção: 1914
País: Estados Unidos
Estúdio: Keystone Film Company
Direção: Henry Lehrman
Roteiro: Henry Lehrman, Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Henry Lehrman

Sinopse:
Um cameraman tenta filmar uma corrida de garotos em Venice mas acaba tendo que lidar com um espectador inconveniente (Chaplin) que tenta a todo custo ser filmado nas imagens. Fingindo estar passeando ou de bobeira ele coloca todo o trabalho do câmera a perder! Primeira aparicão de Charles Chaplin no cinema americano.

Comentários:
Primeiro filme do genial Charles Chaplin (1889–1977). Na época ele era apenas um inglês na Califórnia tentando entender as manhas da nascente indústria cinematográfica americana que nascia. Assim em seu primeiro dia de trabalho ele foi desafiado pelo diretor Henry Lehrman a dar senso de humor a uma corrida que estava sendo realizada com pequenos carros pilotados pela garotada. Charles Chaplin então teve uma ideia original e que já mostrava sinais da genialidade que iria desenvolver nos anos seguintes. O que seria mais inconveniente do que um sujeito sem noção que, querendo aparecer para as câmeras a todo custo, surgia a todo momento no meio da filmagem da corrida, atrapalhando todo o trabalho do câmera? E foi justamente com essa ideia simples - mas muito engraçada - que Chaplin surgiu pela primeira vez nas telas. O curta tem pouco mais de dez minutos mas as risadas são garantidas. Chaplin também já demonstra um pouco do figurino que iria lhe transformar em um dos maiores mitos da sétima arte. O terno desajeitado, fora de seu número certo, e uma inconveniência divertida que nascia até mesmo de uma ingenuidade já antecipava o que veríamos no imortal Carlitos. Esse filme está celebrando cem anos de idade agora em 2014. Uma boa pedida para quem quiser conferir Chaplin pela primeira vez nos cinemas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Chamas da Vingança

Título no Brasil: Chamas da Vingança
Título Original: Man on Fire
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Fox 2000 Pictures, Regency Enterprises
Direção: Tony Scott
Roteiro: A.J. Quinnell, Brian Helgeland
Elenco: Denzel Washington, Christopher Walken, Dakota Fanning

Sinopse:
Joyhn W. Creasy (Denzel Washington) é um veterano que aceita trabalhar para uma família rica na Cidade do México. A cidade, dominada pelo crime organizado, tem altos índices de assassinatos e sequestros. Para milionários ou estrangeiros ricos a situação se torna bem pior pois automaticamente viram alvos da criminalidade. Creasy então é designado para garantir a segurança da jovem Pinta Balleto (Dakota Fanning). Logo ambos criam uma amizade sincera que é interrompida brutalmente quando Pinta é violentamente sequestrada por criminosos. Agora Creasy terá que achar seu cativeiro, libertá-la e punir os sequestradores de forma exemplar.

Comentários:
"Chamas da Vingança" mostra a situação do México atualmente. O país está virando praticamente um narcoestado, dominado por grupos de criminosos poderosos e com influência em todos os setores, inclusive na alta esfera política. Assim o diretor Tony Scott achou o cenário ideal para desenvolver esse eficiente filme de ação que só não alcança maiores patamares por causa de sua decisão em realizar uma produção pipoca voltada para o puro entretenimento. Scott, que morreu tragicamente em agosto de 2012, ao cair (ou pular) de uma ponte, sempre procurou fazer um cinema bem menos pretensioso do que seu irmão Ridley Scott. Ele não procurava realizar exercícios estilísticos ou algo do tipo mas bons e movimentados filmes de ação para as massas. Esse aqui não foge muito disso e se apóia bastante no sempre presente carisma de Denzel Washington. Ator e diretor se deram tão bem que voltariam a trabalhar juntos em "Déjà Vu" e "Incontrolável", que se tornaria o último filme da carreira do cineasta. Assim, apesar de certos clichês, "Man on Fire" é certamente uma boa pedida para os fãs do estilo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Jornada nas Estrelas V - A Última Fronteira

Título no Brasil: Jornada nas Estrelas V - A Última Fronteira
Título Original: Star Trek V The Final Frontier
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: William Shatner
Roteiro: Gene Roddenberry, William Shatner
Elenco: William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, James Doohan, Walter Koenig, Nichelle Nichols, George Takei, Laurence Luckinbill

Sinopse:
Após a Enterprise passar por reparos a tripulação do Capitão Kirk (William Shatner) é convocada para uma nova missão. Vários diplomatas de planetas da confederação caíram em mãos de um líder rebelde vulcano chamado Sybok (Laurence Luckinbill). Ele tem laços de parentesco com Spock (Leonard Nimoy), o que faz a missão ganhar traços pessoais jamais imaginados por ele. Na realidade Sybok almeja ir até os confins da galáxia onde pretende encontrar a origem do universo, o ponto zero da criação onde tudo começou. 

Comentários:
Dirigido e roteirizado pelo ator William Shatner, o quinto filme da tripulação original da Enterprise marcou a despedida dos atores da série de TV do cinema. O que era para ser uma grande despedida porém se tornou um aborrecimento e tanto. O filme foi mal recebido pela crítica (de forma justa aliás) e o público não prestigiou. Na realidade Shatner, cego por seu ego descomunal, escreveu um enredo sem pegada, sem a dramaticidade necessária. Talvez com ciúmes de Leonard Nimoy que fez um ótimo trabalho no filme anterior, Shatner acabou trocando as mãos pelos pés e realizou um dos mais fracos filmes da série. Tudo soa muito enfadonho e chato. Para piorar Shatner escreveu cenas piegas e bobocas como por exemplo colocar os tripulantes em volta de uma fogueira no meio da noite para relembrar os velhos tempos. Santa bobagem, Batman! Os efeitos especiais também não enchem os olhos e mostram um certo desleixo por parte da Paramount em realizar uma produção melhor e mais bem cuidada. É aquele tipo de filme que deixa um gosto de decepção no ar, mesmo com as melhores expectativas possíveis. Assim o quinto filme só serviu mesmo para decepcionar os fãs. Era melhor que a turma da velha Enterprise se despedisse no filme anterior porque esse aqui obviamente não fez jus ao legado de todos eles.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Bad Ass - Acima da Lei

Título no Brasil: Bad Ass - Acima da Lei
Título Original: Bad Ass
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos
Estúdio: Amber Lamps, Silver Nitrate
Direção: Craig Moss
Roteiro: Craig Moss, Elliot Tishman
Elenco: Danny Trejo, Charles S. Dutton, Ron Perlman

Sinopse:
Frank Vega (Danny Trejo) volta da sangrenta Guerra do Vietnã mas não encontra mais espaço dentro da sociedade americana. Desempregado e sem um relacionamento sério, ele tenta viver dentro do possível. Isso muda quando um incidente com um ônibus o torna um herói. Vega porém não quer reconhecimento mas apenas uma oportunidade. Quando seu melhor amigo é morto de forma covarde ele resolve ir atrás dos assassinos diante da falta de vontade da polícia em solucionar o crime. 

Comentários:
Tirando as devidas proporções o ator Danny Trejo está ocupando o nicho que um dia pertenceu a Charles Bronson. Com um rosto que parece uma rocha dinamitada (definição que Bronson um dia usou para si mesmo), Trejo tem realizado filmes que são pura ação e pancadaria. Esse aqui obviamente não foge à regra. O próprio título original - Bad Ass - já entrega tudo, pois seu personagem é justamente isso, um sujeito durão que não leva desaforos para casa. Curiosamente aqui ele trabalha ao lado de outro ator que faz o estilo "troglodita com bom coração", o carismático Ron Perlman (para quem não está ligando o nome à pessoa, o próprio Hellboy). Eles inclusive trabalham juntos na série "Sons of Anarchy" onde Trejo interpreta um agente do DEA disfarçado e Perlman um ex-presidente dos Sons em queda. Assim "Bad Ass - Acima da Lei" traz muita pancadaria, porrada, cenas de ação e tiroteios. É o que eu chamo de filme de ação stricto sensu, por isso não vá assistir esperando por um grande roteiro e atuações shakesperianas. Aqui é soco na cara e nada mais. Divertido, se você souber o que vai encontrar pela frente. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.