segunda-feira, 31 de março de 2014

Elvis Presley - Welcome Home Elvis! - Parte 2

Elvis Presley - Welcome Home Elvis! - Parte 2 - A TV americana nos anos 60 era voltada para a classe média suburbana daquele país. Eram os únicos que podiam comprar uma Televisão, que naquela época ainda era um luxo ao alcance de apenas uma pequena parcela da população. Assim o importante era o entretenimento, acima de tudo. Elvis e Sinatra no palco apenas fizeram aquilo que era a média do que era exibido na época. Antes de Elvis aparecer na TV na parte final do programa a trupe de Sinatra se esbaldou com a audiência extra que sua presença trouxe e apresentou vários números musicais. Juntos, Frank Sinatra, Nancy Sinatra, Joey Bishop e Sammy Davis saúdaram o retorno de Elvis com a música It’s Nice To Go Travelling. Sinatra cantou seus grandes sucessos Witchcraft e Gone With The Wind e Sammy Davis interpretou There’s A Boat That’s Leaving Soon For New York. Fora isso não poderia faltar os diversos números cômicos tão característicos do chamado Rat Pack. Agora imaginem esse tipo de coisa sendo assistida por fãs que se consideravam órfãos do Rock da época! Não deve ter sido nada fácil. Talvez por isso criou-se tão fortemente na consciência coletiva a idéia de que Elvis simplesmente virou as costas para o Rock.

Quem estava assistindo o programa esperando encontrar o jovem selvagem interpretando Ready Teddy com fúria, como aconteceu nos programas dos anos 50, realmente tomou um susto quando Elvis cantou suas novas músicas. Stuck On You era uma boa canção, com uma levada extremamente agradável, bem ao estilo pop e Fame and Fortune tinha uma vocalização que não ficaria estranha na voz até mesmo de um Sinatra. Eram músicas interessantes mas não era aquilo que se esperava de um "messias redentor" que estava voltando para resgatar o Rock das trevas. A tal "dinamite" como bem afirmou a Billboard não explodiu como todos esperavam. Era o Novo Elvis, concebido por Parker certamente. De qualquer forma para o Coronel naquela altura o que importava não era a opinião dos jovens fãs de Elvis, pois esses já estavam devidamente conquistados na visão dele. A intenção do empresário de Elvis era clara nesse sentido. O que importava mesmo era a opinião dos mais velhos que assistiram ao encontro, Elvis deveria ser consumido não apenas pelos roqueiros de outrora, mas também por seus pais, tios e avôs. Se essa era a real intenção de Parker então ele conseguiu completo êxito. Financeiramente a forma de ver a situação por Parker era completamente correta.

Ora, se Elvis era um produto que só interessava a uma parcela da população (os jovens) então era dever de Parker como homem de negócios vender Elvis também para a outra parcela da população (os mais velhos). Levantar dólares era sua função, então se os mais velhos também começassem a consumir os discos e filmes de Elvis, ótimo! Porém existe também o outro lado da questão. Ideologicamente, para quem vê o Rock como algo mais do que um gênero musical, mas também um estilo de vida, contestador e revolucionário por natureza, a estratégia de Parker foi simplesmente desastrosa. Para esses não há perdão, Elvis simplesmente não quis mais saber de se envolver com Rock´n´roll e pulou fora para ser recebido de braços abertos pela ala mais conservadora da sociedade norte-americana. Foi acima de tudo um traidor do movimento, no apagar das luzes. Embora convincente em certos momentos, essa é uma forma simplista de entender o contexto histórico em que tudo aconteceu. É certo que Elvis explodiu com a primeira geração de roqueiros mas mesmo dentro de seus discos nos anos 50 podemos perceber que o Rock era apenas uma face de sua linguagem musical. No final a tão comentada "virada" em sua carreira no começo dos anos 60 nada mais seria do que apenas a continuidade do que ele sempre fez, porém vista sob uma nova ótica. Obviamente que nos anos que viriam Elvis se tornaria apenas um cantor contratado dos estúdios de gravação e de cinema, sem controle sobre o material que lhe era imposto, principalmente na pior fase de suas futuras trilhas sonoras, porém em 1960 isso ainda não era algo definitivo, embora se mostrasse presente. Assim aquele encontro com Sinatra acabou se tornando um sinal dos tempos que estavam por vir, com Elvis perdendo gradativamente sua liberdade artística em prol do sucesso fácil e de rápido consumo, lição aliás já devidamente aprendida e seguida ao pé da letra pelo próprio Ol' Blue Eyes. A América e Elvis finalmente perdiam a inocência.

Ficha Técnica: Welcome Home Elvis! Local de gravação: Fountainbleau Hotel, Miami / Data de gravação: 26 de março de 1960 / Data de exibição: 12 de maio de 1960 / Direção musical e arranjos: Nelson Riddle / Produção: Sammy Cahn & James Van Heusen para a Hobart Productions / Direção: Richard Dunlap / Convidados: Elvis Presley, Nancy Sinatra, Joey Bishop, Sammy Davis Jr. Peter Lawford & The Tom Hansen Dancers / Músicas: 1. It’s Nice To Go Travelling-Frank Sinatra, Nancy Sinatra, Joey Bishop, Sammy Davis, Tom Hansen Dancers. Timex introduction sequence 2. It’s Nice To Go Travelling (reprise)-Elvis Presley Joey Bishop/Frank Sinatra comedy routine 3. Witchcraft-Frank Sinatra Frank Sinatra introduces Sammy Davis 4. There’s A Boat That’s Leaving Soon For New York-Sammy Davis Frank Sinatra introduces oriental dance routine from The Tom Hansen Dancers Joey Bishop/Frank Sinatra/Sammy Davis comedy routine 5. Gone With The Wind-Frank Sinatra Joey Bishop introduces Tom Hansen Dancers routine Frank Sinatra introduces Sammy Davis Jr Impersonation routine, with Peter Lawford, Joey Bishop and Frank Sinatra, includes All The Way performed by Sammy as Tony Bennett, Louis Armstrong and Dean Martin. 6. Fame & Fortune-Elvis Presley 7. Stuck On You-Elvis Presley 8. Witchcraft/Love Me Tender Medley Duet-Frank Sinatra & Elvis Presley 9. You Make Me Feel So Young-Frank Sinatra & Nancy Sinatra - Nancy Sinatra Dance Routine 10. It’s Nice To Go Travelling -Frank Sinatra.

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - Welcome Home Elvis!

Elvis Presley - Welcome Home Elvis!
Quando Elvis voltou do serviço militar no começo de 1960 havia uma enorma ansiedade sobre os rumos que sua carreira iria tomar. Também pudera. Quando Elvis foi convocado pelo exército americano ele estava no auge de sua popularidade como roqueiro. Embora os fatos não tivessem ligação entre si o que aconteceu durante seu período militar aumentou ainda mais o sentimento de ausência por parte de seus jovens fãs. Os demais roqueiros da década de 1950 sofreram uma série de tragédias pessoais, problemas com a lei e decadência artística que literalmente jogou o nascente Rock´n´Roll no chão. Haveria saída? Para a juventude desamparada só havia uma salvação para o gênero, a volta triunfal de seu grande Rei, Elvis. Mas seria essa a questão mesmo? Estaria Presley realmente interessado na ressurreição do antes bravo Rock´n´Roll ou estaria ele pronto para partir para outros caminhos musicais? Essas eram perguntas que todos faziam durante aqueles primeiros meses da década de 1960. A realidade mostrou-se bem mais interessante do que muitos supunham. A priori Elvis não abandonou literalmente o barco do Rock e virou suas costas a ele como muitos já escreveram. Seu primeiro disco após a volta à carreira civil demonstra isso. Elvis Is Back! era uma aula de musicalidade, Blues, Pop e Rock em doses generosas.

Claro que seu som sofreu modificações, Elvis deixou o som mais cru e simples de seus primeiros discos e investiu em novos arranjos mais consistentes e harmônicos. Não era um ato de simplesmente virar as costas para o Rock mas sim procurar novos rumos musicais. As primeiras sessões que realizou em Nashville demonstram bem isso. Ecletismo talvez fosse a palavra mais adequada para esse novo caminho musical que Elvis iria percorrer. Outro acontecimento marcante era o fato de Elvis começar a se interessar em canções que lhe trouxessem mais respeito como cantor. Músicas como It´s Now Or Never foram incorporadas aos discos justamente por essa razão, sua aproximação com a sonoridade de grandes ícones do passado como Mario Lanza, que Elvis tanto admirava, era o sinal mais claro de suas reais intenções e pretensões. Outro aspecto a se considerar foi a gravação de um programa de TV ao lado do cantor Frank Sinatra. Elvis e o Coronel poderiam ter fechado um contrato para se apresentar em qualquer canal ou programa que quisessem porém quando Sinatra fez uma oferta irrecusável para que Elvis retornasse a TV justamente em seu programa televisivo o Coronel não pensou duas vezes. Mas afinal qual era o real interesse de Parker com colocar Elvis e Sinatra lado a lado cantando para a nação americana em horário nobre? Simples, o Coronel queria mostrar para a família norte-americana o novo Elvis!

Recém saído do serviço militar com ficha impecável, rigorosamente bem vestido e se portando da melhor forma possível e de quebra se apresentando ao lado de Frank Sinatra, o maior ídolo dos pais de seus jovens fãs dos anos 50. Tom Parker armou muito bem e conseguiu inverter completamente aquela imagem de "jovem selvagem, roqueiro alucinado" que os mais velhos tinham concebido de Elvis nos anos anteriores. A metamorfose estava completa. Até mesmo comentários desabonadores de Sinatra em relação ao rock e a seus artistas foram esquecidos pelo próprio quando contratou a preço de ouro o passe de Elvis por uma noite. Frank Sinatra era um homem de opinião certamente, mas também naquela altura já era um ambicioso homem de negócios dentro do show business ianque. Como seu programa vinha declinando de audiência a cada mês ele resolveu apostar alto e trazer Elvis, que era naquele momento o assunto mais comentado na mídia mundial. Infelizmente o futuro demonstraria que artisticamente o programa em si seria muito abaixo das espectativas de um encontro dos dois maiores cantores do século XX.

Infelizmente o lado publicitário do evento suplantou em muito o aspecto meramente artístico que um encontro desses poderia proporcionar. Elvis e Sinatra apenas apresentaram um dueto fraco, cheio de brincadeiras entre ambos, e que trouxe pouco para a carreira desses fantásticos artistas. Nada de muito relevante foi feito e por isso a crítica especializada tenha sido tão dura quanto à qualidade do especial. A Billboard, por exemplo, criticou a pobreza da produção e até os modos de Elvis durante o especial: "A dinamite tão esperada foi subestimada e colocada de maneira por demais polida. Tivemos a impressão que Presley tem muito a aprender para conseguir interpretar no estilo de um Sinatra, de um Joey Bishop e especialmente de um Sammy Davis Jr. Este simplesmente estraçalhou o show. Elvis tem o hábito que causa a impressão de nunca estar tranquilo. Não admite que alguém cante seus números. Na verdade ele necessita de um trato para aprender a falar e se comportar". Os jornais de um modo geral demonstraram desapontamento com o resultado final do programa. Elvis se limitou a apresentar seu novo single Stuck On You, seguido de seu lado B, Fame and Fortune, e como encerramento um dueto muito abaixo do esperado com a dobradinha Witchcraft / Love Me Tender ao lado de Sinatra. Muito pouco para o que poderia se esperar de um evento tão importante como esse. Mas será que o programa realmente foi tão ruim assim?

Pablo Aluísio.

O Cão dos Baskervilles

Título no Brasil: O Cão dos Baskervilles
Título Original: The Hound of the Baskervilles
Ano de Produção: 1959
País: Inglaterra
Estúdio: Hammer Film Productions
Direção: Terence Fisher
Roteiro: Peter Bryan, baseado na obra de Arthur Conan Doyle
Elenco: Peter Cushing, André Morell, Christopher Lee

Sinopse:
Retornando à mansão de sua família depois que seu pai morre em circunstâncias misteriosas, Sir Henry Baskerville é confrontado com o mistério do cão sobrenatural que supostamente anseia por vingança contra a família Baskerville. Em noites escuras a lenda surge nos horizontes montanhosos e sinistros da região. O famoso detetive Sherlock Holmes e seu assistente Dr. Watson são então trazidos para investigar o mistério que ronda o lugar.

Comentários:
Uma das melhores adaptações de Sherlock Holmes para o cinema. O imortal personagem que nasceu nas linhas escritas por Arthur Conan Doyle recebeu um tratamento de gala da inspirada produtora de filmes de terror Hammer da Inglaterra. O curioso é que "The Hound of the Baskervilles" traz em seu elenco a mesma dupla que fazia tanto sucesso nos filmes de Drácula, na mesma empresa. Lee como o conde vampiro e Cushing como o intrépido caçador Van Helsing. Já aqui temos Peter Cushing no papel de Sherlock e Christopher Lee, o eterno Drácula, dando vida ao nobre Sir Henry Baskerville. Na verdade você pode perguntar a qualquer leitor dos livros de Sherlock sobre quem foi o ator que melhor personificou o personagem nas telas. Muitos lembrarão de Basil Rathbone mas a verdade é que certamente em algum momento o nome de Peter Cushing também virá à tona. O verdadeiro Sherlock não é aquele brutamontes que vemos na nova franquia, que é em essência uma bobagem, mas sim um herói intelectual que solucionava os casos a partir de um singular faro para investigações. Cushing está perfeito sob esse ponto de vista. A direção de arte também é um ponto positivo, transformando tudo em um belo momento da sétima arte. Em suma, eis aqui um clássico para não se deixar em branco. Grande momento do detetive mais famoso do mundo no cinema.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Múmia

Título no Brasil: A Múmia
Título Original: The Mummy
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Stephen Sommers
Roteiro: Stephen Sommers, Lloyd Fonvielle
Elenco: Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah

Sinopse:
Egito, 1923. Um grupo de pesquisadores e arqueólogos descobrem uma tumba que estava há mais de três mil anos enterrada sob as areias escaldantes do deserto. O que eles não sabem é que sarcófago guarda a múmia de Imhotep, um sacerdote amaldiçoado do Egito que deseja ganhar a vida novamente.

Comentários:
O primeiro filme era charmoso, um clássico dos anos 1930 que conquistava pelas boas ideias e direção de arte inspirada. Pois bem, o tempo passa, os filmes de Indiana Jones se tornam enormes sucessos de bilheteria e então o que era para ser o remake de um filme de terror virou um caldeirão de misturas, onde se tenta realizar uma aventura com o sabor de Indiana Jones e seres sobrenaturais, tudo amparado em uma overdose de efeitos digitais de última geração. E para completar o que já era bem equivocado ainda inventaram de escalar o ator fanfarrão Brendan Fraser para liderar o elenco. O resultado? Uma panqueca indigesta que certamente não agradou aos fãs de terror e nem muito menos os fãs veteranos do Dr. Indy. No geral o que temos aqui é uma tentativa de ganhar o público apenas pela proliferação de efeitos especiais e nada mais. O roteiro, atuação e argumento se tornam meros coadjuvantes. O pior é saber que a coisa toda, pois mais picareta que seja, conseguiu gerar uma bilheteria e tanto a ponto inclusive de dar origem a novos filmes! Todos aliás seguindo a mesma receita requentada. Durma-se com um barulho desses.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Piranha 3D

Título no Brasil: Piranha 3D
Título Original: Piranha 3D
Ano de Produção: 2010
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Pete Goldfinger, Josh Stolberg
Elenco: Elisabeth Shue, Jerry O'Connell, Richard Dreyfuss

Sinopse:
O lago Victoria é um centro de férias e esportes aquáticos, muito apreciado por jovens em busca de muito sol e diversão. O que eles não contavam é que um tremor de terra liberasse um grupo de vorazes piranhas pré-históricas que voltam para devorar a moçada em busca apenas de namoricos, praia e amor. Salvem suas vidas!

Comentários:
Remake de "Piranha", um primo pobre de "Tubarão" que tentou pegar carona no grande sucesso de Steven Spielberg. Se o primeiro filme, o original, já não era grande coisa, imagine esse! Na verdade o que salva tudo mesmo é a própria atitude dos produtores que resolveram abraçar a galhofa e a auto paródia para tornar tudo ainda mais divertido. O argumento por si só já parece uma piada de besteirol, vamos convir. Em termos de elenco duas participações chamam a atenção do cinéfilo. O primeiro é a presença de Richard Dreyfuss que nos anos 1970 se notabilizou justamente por estar no filme "Tubarão". Provavelmente como agora é um veterano deve estar com problemas financeiros e anda topando tudo. A outra presença ilustre é a da atriz Elisabeth Shue que parece ter vindo diretamente dos anos 80. Ela, para quem não sabe, ficou muitos anos em dúvida entre se formar na prestigiada universidade de Harvard ou assumir sua carreira cinematográfica de vez. Bom, se depender desse "Piranha 3D" era melhor ela ter ficado em Harvard mesmo!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Hora do Pesadelo 2

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo Parte 2 - A Vingança de Freddy
Título Original: A Nightmare on Elm Street Part 2 - Freddy's Revenge
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Jack Sholder
Roteiro: David Chaskin, Wes Craven
Elenco: Robert Englund, Mark Patton, Kim Myers

Sinopse:
Freddy Krueger (Robert Englund), o assassino da rua Elm está de volta aos pesadelos dos adolescentes para continuar sua saga de mortes e violência. Seu alvo agora é um jovem que é raptado em seus sonhos pelo homicida lunático. 1,2... o Freddy está atrás de você, 3,4... tranque a porta do quarto, 5,6... mantenha o crucifixo ao seu lado, 7,8... é melhor ficar acordado, 9,10... nunca mais durma!

Comentários:
O primeiro "A Hora do Pesadelo" não foi um sucesso espetacular de bilheteria mas acabou encontrando uma verdadeira legião de fãs quando foi lançado em VHS. Em pouco tempo virou uma fita cultuada pelos admiradores do gênero e assim o estúdio percebeu que tinha um filão em mãos. Não tardou muito para que essa continuação fosse filmada. A primeira grande ausência que se nota aqui é a de Wes Craven que entrou em atrito com os produtores e não quis dirigir a sequência (embora tenha sido creditado no roteiro). Em seu lugar entrou Jack Sholder de "Noite de Pânico". De qualquer maneira para os fãs o que importava mesmo era o retorno do personagem Freddy Krueger que seria novamente interpretado pelo ator Robert Englund. "A Nightmare on Elm Street Part 2" não consegue ser um grande filme. Parte de sua trama é uma mera derivação do que se viu no primeiro filme e tirando uma ou outra cena mais bem bolada o que vemos é mais do mesmo. Seu grande mérito foi mesmo ter levado a franquia em frente, mostrando para a New Line que Krueger tinha potencial comercial. Com isso mais filmes do assassino Freddy Krueger ganhariam as telas e as locadoras nos anos que viriam.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Terror nas Trevas

Título no Brasil: Terror nas Trevas
Título Original: ...E tu vivrai nel terrore! L'aldilà
Ano de Produção: 1981
País: Itália
Estúdio: Fulvia Film
Direção: Lucio Fulci
Roteiro: Dardano Sacchetti
Elenco: Catriona MacColl, David Warbeck, Cinzia Monreale

Sinopse:
Uma pequena hospedaria na Lousianna na verdade esconde um terrível segredo. O lugar é um dos sete portões do inferno, por onde passarão todos os condenados às profundezas das trevas que retornarão à terra para lutar em um último combate definitivo no dia do juízo final. Ao abrir esse portão a herdeira do local mal sabe o que está na verdade acontecendo.

Comentários:
Essa produção é também conhecida como "A Casa do Além". Se trata de mais um bom momento do cinema de terror da Itália que curiosamente situa suas tramas nos Estados Unidos - tal como acontecia no western spaghetti quando os filmes traziam tramas passadas no oeste americano. O filme mais parece um delírio ou loucura, em clima de pesadelo. O diretor não se preocupa em desenvolver nenhum personagem mais a fundo e ao invés disso transforma tudo em um grande banho de sangue sem maiores nexos na trama. Quem está mais acostumado com filmes de terror Made in USA irá certamente estranhar um pouco a diferença de estilo e desenvolvimento. O resultado é violento mas também bem feito já que em termos de maquiagem e efeitos sonoros a coisa funciona muito bem. Na época de seu lançamento em VHS nos Estados Unidos o filme sofreu fortes cortes o que acabou lhe deixando com uma duração ridícula de apenas 65 minutos, por essa razão quando procurar uma versão do filme para assistir vá atrás da original italiana e não da americana que foi mutilada.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The Beatles - Strawberry Fields Forever / Penny Lane

Até hoje reconhecido como um dos melhores singles da carreira dos Beatles. Duas faixas nostálgicas que procuravam recordar a eles o começo de suas vidas, a infância e os bons tempos em Liverpool. Em entrevistas durante os anos 70 o próprio John Lennon explicou como as canções foram escritas. "Strawberry Fields Forever" começou a ganhar forma quando o próprio Lennon resolveu aproveitar esse nome, que era de um hospital do exército da salvação perto de sua casa, para sua próxima música. Ele trabalhou nos versos enquanto estava sozinho na Espanha participando de um filme, um projeto que não envolvia os demais Beatles. Como o próprio Lennon salientou "Strawberry Fields Forever" foi escrita ao longo de um extenso período de tempo, muito trabalhada em seu texto e melodia. Não é de se admirar que tenha se tornado uma verdadeira obra prima. No estúdio então ela ganhou muito mais riqueza musical. O produtor George Martin resolveu experimentar, usando instrumentos e sonoridades novas, inéditas no mundo do rock. Provavelmente seja, como bem Lennon salientou, uma de suas melhores canções.

Já o lado B do single trazia outra obra prima dos Beatles, "Penny Lane". Se "Strawberry Fields Forever" era filha da genialidade de John Lennon, "Penny Lane" era uma amostra do talento de Paul McCartney para escrever grandes músicas. Paul aqui resolveu compor uma letra bem mais direta e simples, como se fosse um passeio de ônibus até sua casa, onde ele vai recordando dos aspectos cotidianos e singulares de sua querida cidade, durante seus anos de infância e adolescência. Some-se a isso um arranjo primoroso, com muitos metais e sons de instrumentos que também nunca tinham entrado antes nos discos dos Beatles. Quando o single chegou nas lojas em fevereiro de 1967 a crítica mais uma vez foi unânime em qualificar as faixas como mais um grande trabalho musical do grupo inglês. Não era para menos. Para celebrar a boa receptividade os Beatles resolveram gravar dois pequenos vídeos onde apresentavam as músicas. Naquela época a ideia do videoclip ainda não era padrão dentro da indústria fonográfica mas os Beatles já sentiam uma necessidade de ampliar a forma de divulgação de suas gravações. Assim os pequenos filmes foram feitos e mais uma vez revolucionaram. O clip psicodélico de "Strawberry Fields Forever" é até hoje um marco. Assim não há muito mais a dizer, apenas que esse single é de fato uma obra de arte dos Beatles!

Strawberry Fields Forever (Lennon / McCartney) - Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / Living is easy with eyes closed / Misunderstanding all you see / It's getting hard to be someone / But it all works out / It doesn't matter much to me / Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / No one I think is in my tree / I mean, it must be high or low / That is, you can't, you know, tune in / But it's all right / That is, I think it's not too bad / Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / Always, no sometimes, think it's me / But you know I know when it's a dream / I think I know I mean a yes / But it's all wrong / That is I think I disagree / Let me take you down / 'Cause I'm going to Strawberry Fields / Nothing is real / And nothing to get hung about / Strawberry Fields forever / Strawberry Fields forever / Strawberry Fields forever.

Penny Lane (Lennon / McCartney) - Penny Lane there is a barber showing photographs / Of every head he's had the pleasure to have known / And all the people that come and go / Stop and say hello / On the corner is a banker with a motorcar / The little children laugh at him behind his back / And the banker never wears a mac / In the pouring rain... / Very strange / Penny Lane is in my ears and in my eyes / There beneath the blue suburban skies / I sit, and meanwhile back / In Penny Lane there is a fireman with an hourglass / And in his pocket is a portrait of the Queen / He likes to keep his fire engine clean / It's a clean machine / Very strange / Penny Lane is in my ears and in my eyes / Four of fish and finger pies / In summer, meanwhile back / Behind the shelter in the middle of a roundabout / A pretty nurse is selling poppies from a tray / And though she feels as if she's in a play / She is anyway / Penny Lane the barber shaves another customer / We see the banker sitting waiting for a trim / Then the fireman rushes in / From the pouring rain... / Very strange / Penny Lane is in my ears and in my eyes / There beneath the blue suburban skies / I sit, and meanwhile back / Penny Lane is in my ears and in my eyes / There beneath the blue suburban skies... / Penny Lane.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

sábado, 29 de março de 2014

A Bússola de Ouro

Título no Brasil: A Bússola de Ouro
Título Original: The Golden Compass
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Chris Weitz
Roteiro: Chris Weitz, baseado na obra de Philip Pullman
Elenco: Nicole Kidman, Daniel Craig, Dakota Blue Richards

Sinopse:
A garotinha Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards) é uma órfã que descobre a existência de uma nova substância desconhecida da ciência e dos mestres de sabedoria de seu mundo. Em busca de respostas ela viaja para Londres e entra em contato com uma nova realidade mágica ao seu redor.

Comentários:
Embora muitos não parem para pensar sobre isso o fato é que cinema também é um negócio. Os investidores investem fortunas esperando ter um retorno espetacular de volta. Esse "A Bússola de Ouro" nasceu como um projeto ousado, que prometia se tornar uma nova franquia ao estilo "O Senhor dos Anéis" e "Harry Potter". Os produtores investiram 180 milhões de dólares na realização do filme (uma fortuna!) esperando um big hit, um enorme sucesso de bilheteria mas... o público desprezou o filme assim que chegou nas salas de cinema. O prejuízo foi enorme e praticamente levou a New Line Cinema à falência. A companhia só não fechou as portas porque rapidamente investiu numa série de remakes de filmes de terror famosos dos anos 80 para sobreviver ao tsunami financeiro. Em minha opinião foi um fracasso comercial injusto pois "The Golden Compass" tem uma produção muito bonita, de encher os olhos, com excelente elenco (Nicole Kidman está deslumbrante) e uma boa direção, que conseguiu adaptar muito bem a obra de Philip Pullman para o cinema (alguns arriscam a dizer que o filme consegue ser mesmo até superior ao livro). Assim o que era para ser o primeiro de uma longa franquia acabou ficando pelo meio do caminho. Os estúdios não querem nem ouvir falar em continuações desse filme hoje em dia. Uma pena porque tudo ficou pela metade, sem conclusão. O filme é bem feito e sinceramente não entendo porque ele não caiu no gosto do público. Tinha tudo para dar certo. Vai entender o que as pessoas querem... Eles deveriam agora tentar continuar o enredo em forma de animação - sairia mais barato e talvez criasse um grupo de fãs... quem sabe um dia...

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Queen - The Works

Nunca fui um fã de carteirinha do Queen. Obviamente conhecia várias de suas canções que não paravam de tocar nas rádios e apreciava o talento do cantor Freddie Mercury. Aliás o Mercury era ao mesmo tempo o fator que me atraía a ouvir os álbuns do grupo (por causa de seu grande poder como vocalista) e também o que me deixava a uma certa distância da banda (na vida pessoal e na forma como se comportava Mercury me parecia excessivo, transloucado e pouco elegante). Mesmo assim não há como deixar de reconhecer que foi um dos melhores grupos de rock / pop da história. Algumas coisas do Queen hoje em dia podem soar extremamente bregas e ultra kitsch como a trilha sonora de "Flash Gordon" mas ao mesmo tempo alguns de seus trabalhos soam incrivelmente atuais e bem arranjados. "The Works" nunca foi considerado uma obra prima dentro da discografia do Queen mas em minha opinião segue ainda sendo o meu disco preferido. 

Logo de cara o lançamento do disco foi acompanhado de dois ótimos videoclips. É interessante lembrar que naquela época os clipes estavam na ordem do dia. Era populares e extremamente importantes para a divulgação de um novo disco no mercado. Pois bem, aqui temos dois que marcaram época. O primeiro era da canção "Radio Ga Ga" (que também foi a música de trabalho e primeiro single extraído do álbum). O clip homenageava o grande clássico "Metrópolis" de Fritz Lang. Para um cinéfilo não haveria nada mais interessante do que aquilo. A própria música parecia também bem sui generis, com um arranjo bem singular dentro da obra do grupo. Realmente especial. O outro videoclip que também se tornou bem famoso foi o da canção "I Want to Break Free" onde os membros da banda apareciam travestidos de donas de casas atarefadas com os seus serviços domésticos. Freddie Mercury adorou a caracterização, até porque não era muito segredo para ninguém a sua verdadeira opção sexual de orientação gay. Enfim, um trabalho acima da média, com ótima seleção musical. Se você estiver em busca de ter apenas um disco do Queen em sua coleção eu certamente recomendaria esse. 

Queen - The Works (1984)
Radio Ga Ga
Tear It Up
It's a Hard Life
Man on the Prowl 
Machines (Or 'Back to Humans')
I Want to Break Free
Keep Passing the Open Windows
Hammer to Fall
Is This the World We Created...?

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de março de 2014

88 minutos

Título no Brasil: 88 minutos
Título Original: 88 Minutes
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Millennium Films, Randall Emmett
Direção: Jon Avnet
Roteiro: Gary Scott Thompson
Elenco: Al Pacino, Alicia Witt, Ben McKenzie

Sinopse:
Jack Gramm (Al Pacino) é um renomado psicanalista de casos forenses envolvendo criminosos infames e serial killers. Trabalhando como consultor do FBI ele consegue desvendar inúmeros casos misteriosos. Sua vida porém começa a correr risco quando ele próprio se torna alvo de ameaças de morte. Esse certamente será o caso da vida de Gramm pois ele terá que descobrir quem seria o autor das ameaças para salvar a sua própria vida.

Comentários:
É a tal coisa, se fosse um filme policial qualquer certamente seria uma boa fita mas pelos nomes envolvidos o gostinho de decepção fica no ar. Até porque não é todo dia que temos produções policiais estreladas pelo grande Al Pacino. Assim logo que um filme como esse é anunciado a tendência natural do cinéfilo é elevar suas expectativas ao máximo. Em pouco tempo vem na mente clássicos como "Serpico" e outros trabalhos geniais do ator.  Agora imagine a decepção ao chegar no cinema e conferir um policial apenas ok, com ares de rotina e enredo lá não muito inspirado. Aliás um dos pontos fracos da produção vem justamente da atuação de seu principal astro (Pasmem, senhoras e senhores!). Isso mesmo, Pacino não está bem. Ele soa cansado, desmotivado, passando uma carga de marasmo incrível ao espectador. Nada empolgado, sua atuação é uma das mais fracas da carreira. Como se isso não fosse ruim o bastante o roteiro muitas vezes cai no lugar comum e o clima de tédio invade a tela. Essa coisa de ter 88 minutos para desvendar a identidade do assassino é muito clichê. Eu não sei o que se passa na cabeça de executivos de estúdio que conseguem contratar esse tipo de ator e não conseguem fazer algo nem ao menos acima da média. Sob esse ponto de vista não há para onde correr, "88 Minutos" é de fato uma enorme decepção.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

007 Contra a Chantagem Atômica

Título no Brasil: 007 Contra a Chantagem Atômica
Título Original: Thunderball
Ano de Produção: 1965
País: Inglaterra
Estúdio: Eon Productions, MGM
Direção: Terence Young
Roteiro: Richard Maibaum, John Hopkins
Elenco: Sean Connery, Claudine Auger, Adolfo Celi

Sinopse:
A Spectre consegue colocar as mãos em duas bombas atômicas roubadas de um avião da OTAN. Com elas em seu poder jogam a ameaça em cima de Inglaterra e Estados Unidos: Ou as nações lhe pagam o valor de 100 milhões de libras esterlinas em diamantes ou a Spectre jogará as duas armas nucleares em duas das maiores cidades dos países. Para recuperar os artefatos roubados o agente James Bond é enviado até as distantes ilhas de Nassau. A missão se revelará uma das mais perigosas da carreira do famoso espião.

Comentários:
É o quarto filme de James Bond com Sean Connery. Em termos de qualidade fica abaixo de "Moscou Contra 007" e "007 Contra Goldfinger" mas bem acima de "O Satânico Dr. No" e "007 - Os Diamantes São Eternos" (O pior filme de Bond com Connery no personagem). Se fosse possível resumir essa produção em apenas uma frase poderíamos dizer que se trata da aventura submarina de James Bond. São várias as tomadas usadas nesse estilo e como sabemos não é fácil dar agilidade a esse tipo de cena. Mesmo assim são bem realizadas e mantém o bom padrão técnico do filme. Praticamente todo o enredo se passa em Nassau, região conhecida por suas belas praias e mares de água azul. Quem assistiu certamente se lembra da piscina com tubarões, algo que ficou bem marcado dentro da franquia. E como sempre acontecia em filmes de Bond dessa época também há diálogos bem espirituosos mostrando aspectos da personalidade do agente mais famoso do cinema. Num deles Bond analisando o rifle de um inimigo pergunta: "Isso é uma arma para mulheres?". Seu interlocutor responde: "Sim, você entende de armas?" ao que Bond tira de letra: "Não, mas entendo de mulheres". Em outro momento divertido uma agente pergunta porque Bond sempre dorme com várias mulheres em suas missões. A resposta de James: "Faço tudo pela Inglaterra!". Entre as geringonças mostradas podemos citar um dispositivo de vôo (que foi usado na abertura das Olimpíadas de Los Angeles anos depois) e uma caneta explosiva, ou seja, nada que saia da rotina das aventuras do agente no cinema. No geral tem boa trama, é bem movimentado e com ótimas sequências de ação. Um bom Bond certamente.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Destino Violento

Título no Brasil: Destino Violento
Título Original: The Parson and the Outlaw
Ano de Produção: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Oliver Drake
Roteiro: Oliver Drake, John Mantley
Elenco: Anthony Dexter, Sonny Tufts, Marie Windsor

Sinopse:
Para fugir de se passado violento e de sua fama de pistoleiro, Billy the Kid (Anthony Dexter) resolve recomeçar sua vida numa pequena cidade distante do velho oeste. Lá encontra o mesmo clima de opressão em que sempre viveu. A cidade é dominada por um rico comerciante e veterano da guerra civil, o coronel Morgan (Robert Lowery) que mantém todos com mão de ferro. Seu principal opositor na cidade é o pregador Jericho Jones (Charles 'Buddy' Rogers), velho conhecido de Billy. Depois da morte covarde dele, finalmente Billy The Kid resolve combater os malfeitores da região mas antes precisa se livrar da perseguição do xerife Pat Garrett, (Bob Duncan) que está em seu encalço, o perseguindo desde o condado de Lincoln.

Comentários:
O famoso Billy The Kid (1859 - 1881) se revelou uma fonte inesgotável para o cinema americano. Centenas de filmes de faroeste foram feitos em torno de sua fama de rápido no gatilho. Infelizmente poucos retrataram o personagem com fidelidade histórica. Na imensa maioria das vezes tudo o que vemos são versões romanceadas de sua vida. Esse western B da Columbia não poderia ser diferente. Os roteiristas aqui resolveram dar um verdadeiro nó nos acontecimentos reais, criando toda um enredo de pura ficção, embora usando do nome de pessoas que realmente existiram como o próprio Billy e o xerife e ex-pistoleiro Pat Garrett. Como se trata de uma produção a ser lançada nas matinês não há maiores preocupações com qualidade de roteiro ou boas atuações. É um bangue-bangue de origem e isso significa que o espectador certamente terá muita ação e duelos mas nada muito além disso. Também vamos convir que filmes assim nunca tiveram a pretensão de se tornarem obras primas do cinema, pelo contrário, o importante era realmente divertir o público. O ator que interpreta Billy The Kid, Anthony Dexter, nunca chegou a se tornar um astro do gênero no cinema mas anos depois encontrou um bom veículo em séries de TV como "Rawhide", "Bat Masterson" e "Chaparral"

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Hannibal

Título no Brasil: Hannibal
Título Original: Hannibal
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC, AXN
Direção: Vários
Roteiro: Bryan Fuller (criador da série)
Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Laurence Fishburne, Caroline Dhavernas

Sinopse: 
Um novo serial killer começa a matar jovens numa grande cidade americana. Para solucionar o caso o agente do FBI Jack Crawford(Laurence Fishburne) resolve recrutar dois especialistas para prender o criminoso. O primeiro é Will Graham (Hugh Dancy) cuja especialidade é desvendar crimes investigando os locais onde eles foram cometidos. O segundo é o famoso doutor Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) cuja missão é traçar perfis psicológicos precisos sobre os psicopatas procurados pelo FBI.

Comentários:
Assim como aconteceu com Norman Bates na série "Bates Motel" aqui também temos a chegada na televisão de um famoso personagem psicopata do cinema. Hannibal Lecter, imortalizado por Anthony Hopkins em filmes como "O Silêncio dos Inocentes", está agora nessa série "Hannibal" do canal NBC. O episódio piloto já mostra claramente os rumos que teremos nos episódios seguintes. Lecter se une ao FBI para desvendar crimes envolvendo assassinos seriais. Jovens garotas de cabelos negros, da mesma faixa etária, começam a surgir assassinadas em estranhos rituais. Para desvendar o que pensa e como age o assassino um agente do FBI resolve trazer Lecter e outro investigador (bem perturbado aliás, com um "sexto sentido" para recriar cenas de crimes) para as investigações. A trama se passa antes de se descobrir que o próprio Lecter é um psicopata que gosta de comer carne humana. Na estória que acompanhamos ele ainda é apenas um prestigiado professor universitário. O mesmo se passa com o colega que também passa a ajudar na solução dos crimes. Há cenas violentas e tudo o mais que se espera de um material como esse mas o charme e o aspecto mais doentio de Hannibal Lecter não estão tão bem apurados nessa nova série. Isso é até muito fácil de entender uma vez que nenhum ator conseguirá atingir o mesmo patamar que Anthony Hopkins nesse papel. A comparação é simplesmente brutal sob esse ponto de vista. Mesmo assim vale a pena acompanhar. Não chega a ser melhor do que "Bates Motel" mas tem potencial. Vamos ver se a série decola mesmo daqui pra frente.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Love, Marilyn

Título no Brasil: Love, Marilyn
Título Original: Love, Marilyn
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos, França
Estúdio: StudioCanal
Direção: Liz Garbus
Roteiro: Truman Capote, Liz Garbus
Elenco: F. Murray Abraham, Glenn Close, Elizabeth Banks, Adrien Brody, Ellen Burstyn, Viola Davis, Ben Foster, Lindsay Lohan

Sinopse:
Celebridades de hoje em dia interpretam textos e fragmentos de memórias escritos por pessoas que conheceram Marilyn Monroe, assim como seu recém-descoberto diário pessoal, além de cartas e registros deixados pela atriz. De todas as estrelas da história de Hollywood, ninguém tinha uma mistura mais potente de glamour e tragédia do que Marilyn Monroe. Através de leituras realizadas de seus documentos pessoais, este filme explora a vida e pensamentos íntimos desta grande estrela nesse filme seminal. Seus registros dão uma pista de como ela, com determinação e audácia, conseguiu se transformar na grande estrela de Hollywood. Além disso, através de leituras e entrevistas com seus colegas e conhecidos da época tenta-se revelar e entender os mecanismos que a levaram até sua morte prematura em 1962.

Comentários:
Embora tenha sido realizado em 2012 para celebrar os 50 anos da morte de Marilyn Monroe esse "Love, Marilyn" é um projeto antigo. Ele nasceu originalmente através do grande escritor Truman Capote. Ele queria que atores e atrizes famosas da época interpretassem frases e textos escritos por Marilyn em um documentário para celebrar um ano de sua morte. A ideia inicialmente contou com o apoio e simpatia de astros como Rock Hudson e Richard Widmark mas não foi em frente por questões legais e contratuais. Não havia como reunir tantas estrelas - como as que Capote desejava - em apenas um filme naqueles tempos. A maioria delas tinham assinado contratos de exclusividade que as impediam de participar de um filme como esse. Foi então necessário surgir outra data importante para que o projeto fosse finalmente finalizado. A boa notícia é que contamos agora com um grande time de astros em cena. Talentos como F. Murray Abraham e Glenn Close se unem a celebridades como Lindsay Lohan para darem vozes aos antigos pensamentos e devaneios da falecida atriz. O resultado é excelente. Assim Marilyn Monroe segue sendo celebrada como um dos maiores mitos da história de Hollywood. Pode-se até mesmo contestar esse seu status dentro da mitologia do cinema americano, mas não se pode negar sua influência duradora. 50 anos depois de sua morte Marilyn ainda vive!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

quarta-feira, 26 de março de 2014

O Retrato de Dorian Gray

Título no Brasil: O Retrato de Dorian Gray
Título Original: Dorian Gray
Ano de Produção: 2009
País: Reino Unido
Estúdio: Ealing Studios, Alliance Films
Direção: Oliver Parker
Roteiro: Toby Finlay, baseado na obra de Oscar Wilde
Elenco: Ben Barnes, Colin Firth, Rebecca Hall

Sinopse:
Dorian Gray é um homem moralmente corrupto. Apesar dos anos passados ele sempre surge com a mesma aparência jovial. Na verdade Gray esconde um grande segredo em sua vida. Escondido nas sombras de seus aposentos se encontra um quadro amaldiçoado que envelhece em seu lugar. Nele suas falhas de caráter, sua honra imersa em podridão e seus deslizes morais emergem na pintura que o retrata.

Comentários:
Remakes, remakes, para onde você olhar eles estarão lá. Acredito que as pessoas hoje tenham desenvolvido uma falsa noção de que tudo que é antigo deve ser refeito. Provavelmente não suportam mais assistir filmes em preto e branco ou que sejam marcados pelo tempo. Some-se a isso a falta de novas ideias e você terá o caldeirão onde essas refilmagens são cozinhadas e servidas à mesa como algo novo. Pena que o sabor de algo requentado não tenha como disfarçar. Assim chegamos a esse "Dorian Gray", mais uma adaptação modernosa do clássico texto de Oscar Wilde. No começo não queria conferir mas acabei vendo por desencargo de consciência. No começo até achei interessante, com aquela bonita direção de arte, figurinos luxuosos e tudo mais. Infelizmente era uma mera ilusão. Assim que o filme enveredou pelo abuso de efeitos digitais a coisa toda desandou. Para tornar tudo ainda mais ruim entregaram o complexo Dorian Gray a um ator medíocre chamado Ben Barnes! Sua atuação beira o constrangimento completo. No final tudo o que sobraram foram meros lampejos da obra imortal de Wilde. Só podemos lamentar o resultado nessa hora opaca.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Ronin

Título no Brasil: Ronin
Título Original: Ronin
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos, França
Estúdio: United Artists
Direção: John Frankenheimer
Roteiro: J.D. Zeik
Elenco: Robert De Niro, Jean Reno, Natascha McElhone

Sinopse:
Usando uma denominação medieval, Ronin, que significa Samurai desonrado, sem mestre e sem valores, os novos "Ronins" da nossa época são mercenários dispostos a executar qualquer tipo de serviço em troca de dinheiro e pagamentos vultuosos. Assim Dierdre resolve contratar um grupo formado apenas por Ronins modernos. Sua missão é recuperar uma mala que contém importantes dispositivos que estão sendo negociados com os russos. 

Comentários:
Boa película, que mistura elementos de filmes de ação, espionagem e tramas criminais. É um thriller acima da média que conta com a assinatura do grande cineasta John Frankenheimer. O elenco reúne dois ícones, Robert De Niro e Jean Reno, pela primeira e única vez trabalhando juntos. A produção é muito boa, rodada em belas locações francesas e contando com cenas espetaculares de perseguições, carros e caminhões voando pelos ares e tudo mais que os fãs de action movies procuram. O curioso é que Frankenheimer tentou agradar a dois tipos de públicos diversos, os que gostam de muitos tiros e explosões e os que procuram apenas por tramas de espionagens bem arquitetadas. Robert De Niro deixa a sofisticação de lado e aparece atirando com bazucas modernas, mandando tudo para o inferno. Talvez por literalmente atirar para todos os lados o filme não tenha sido tão bem, comercialmente falando. Mesmo assim vale ter uma segunda chance.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Retrato de Dorian Gray (1945)

Título no Brasil: O Retrato de Dorian Gray
Título Original: The Picture of Dorian Gray
Ano de Produção: 1945
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Albert Lewin
Roteiro: Albert Lewin, baseado na obra de Oscar Wilde
Elenco: George Sanders, Hurd Hatfield, Donna Reed

Sinopse:
Dorian Gray é um homem moralmente corrupto. Os anos passam e sua beleza e juventude continuam a ser mantidas. Um retrato seu que ele mantém para si, escondido de olhos alheios, guarda seus segredos - à medida que os anos vão passando, o retrato vai exibindo sua feiúra interior. Aos poucos, porém, suspeitas começam a acontecer com relação a seu comportamento e vitalidade.

Comentários:
Baseado na obra clássica de Oscar Wilde. Sempre foi um dos meus livros preferidos, na realidade uma metáfora sobre o envelhecimento e a perda da beleza e do frescor da juventude. Sou fã incondicional do Oscar Wilde, principalmente das frases espirituosas que dizia. Esse livro dele que deu origem ao filme causou um rebuliço geral quando foi publicado na época. A crítica o chamou de violento, demente, herege e tudo o mais. Oscar levou tudo com fina ironia, até porque ele gostava mesmo de chocar as pessoas da era vitoriana. Oscar Wilde era um devasso que sabia muito bem utilizar a publicidade dos meios de comunicação em seu favor. Era gênio. Nesse livro escreveu: "A única maneira de libertar-se de uma tentação é entregar-se a ela. Resista, e sua alma adoecerá de desejo das coisas que ela a si mesma se proibiu, com o desejo daquilo que suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilícito". Recentemente lançaram uma nova versão, com boa produção, mas não foi muito do meu agrado. Esse analisado aqui já é consagrado e deve ser conhecido pelas novas gerações de cinéfilos.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

O Império Romano

Título no Brasil: O Império Romano
Título Original: Empire
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: ABC
Direção: Greg Yaitanes, John Gray e Kim Manners
Roteiro: Touchstone Television
Elenco: Vincent Regan, Santiago Cabrera, Emily Blunt, James Frain, Jonathan Cake

Sinopse: 
O ano é 44 A.C. (antes de Cristo). Júlio César, general e político romano, retorna de uma campanha militar vitoriosa na província romana da Hispânia (atual Espanha) após destruir forças rebeldes contra Roma na região. O êxito lhe dá grande prestígio e poder dentro do senado. Ele almeja o poder máximo, passando inclusive por cima dos ideais republicanos, o que lhe traz imediatamente a oposição de setores importantes, liderados por Brutus e Cassius. Ao seu lado porém ele conta com o apoio de outro general vitorioso, Marco Antônio. O jogo de xadrez dentro das instituições de poder de Roma acaba criando uma situação potencialmente explosiva. 

Comentários:
Minissérie de quatro capítulos (com quatro horas de duração) que foi compilado na forma de longa-metragem com três horas de duração. Chegou a ser exibido no SBT. Esse tipo de situação de uma forma em geral me deixa meio desanimado pois geralmente quando isso acontece o filme fica totalmente truncado. Aqui pelo menos os editores foram bem sucedidos pois não há essa sensação de que tudo foi unido sem maiores critérios. O resultado final é interessante, bem produzido (embora seja um produto televisivo teve um orçamento generoso de 50 milhões de dólares) e competente. O enredo é dos mais conhecidos, envolvendo parte da história de Júlio César e a guerra política que se forma ao seu redor quando retorna de uma campanha militar bem sucedida. Em termos de história essa narração parece mesmo ser imortal, sendo sempre enfocada em diversas produções na TV e no cinema. Para quem gosta de produtos épicos, mostrando um dos momentos mais significativos da história antiga e de Roma em particular, é um prato cheio.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 25 de março de 2014

A Marca da Pantera

Título no Brasil: A Marca da Pantera
Título Original: Cat People
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Pictures, Universal Pictures
Direção: Paul Schrader
Roteiro: DeWitt Bodeen, Alan Ormsby
Elenco: Nastassja Kinski, Malcolm McDowell, John Heard

Sinopse:
Nos primórdios da humanidade, seres humanos em rituais pagãos acabaram sacrificando mulheres a deuses leopardos e panteras. Desse encontro surgiu uma nova espécie sobre a face da terra, que ao longo dos séculos conseguiu viver nas sombras. Séculos depois surge em Nova Iorque a bela e sensual Irena Gallier (Nastassja Kinski) que tem um grande segredo a guardar sobre seus ancestrais.

Comentários:
Comentando o filme anterior pude perceber que no elenco de "Revolução" também tínhamos a presença da bela Nastassja Kinski. Para quem não viveu os anos 80 é bom lembrar que essa atriz foi uma das maiores sex symbols daquela década. Dona de uma beleza estonteante, com impressionantes lábios carnudos, a Nastassja provava também que Darwin estava errado pois um sujeito tão horroroso e bizarro como Klaus Kinski jamais poderia ser o pai de uma mulher tão maravilhosa como ela! Brincadeiras á parte, temos aqui um dos filmes mais conhecidos dela. Foi justamente com esse "Cat People" que Nastassja Kinski atingiu o auge de sua popularidade. Como não poderia deixar de ser o filme usava e abusava de seus generosos dotes estéticos. Obviamente muita gente virou fã da produção justamente pelas generosas cenas de nudez da Kinski mas mesmo olhando sob um ponto de vista puramente cinematográfico é de se reconhecer que se trata de uma fita muito charmosa e intrigante com seu roteiro diferente, bastante exótico. E para melhorar ainda mais tem a presença do sempre marcante Malcolm McDowell, que assim como o espectador, fica babando toda vez que a linda e sensual Nastassja surge em cena! Haja coração!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Meus Braços Te Esperam

Título no Brasil: Meus Braços Te Esperam
Título Original: On Moonlight Bay
Ano de Produção: 1951
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Roy Del Ruth
Roteiro: Jack Rose, Melville Shavelson
Elenco: Doris Day, Gordon MacRae, Jack Smith

Sinopse:
A família Winfield se muda para uma nova casa em uma pequena cidade em Indiana. Então a jovem Marjorie Winfield (Doris Day) começa um romance com William Sherman (Gordon MacRae), seu novo vizinho que vive do outro lado da rua. Marjorie tem de aprender a dançar e agir como uma jovem e respeitada dama da sociedade. Infelizmente, William Sherman tem ideias não convencionais para a época (o enredo se passa na Primeira Guerra Mundial, embora o conflito não desempenhe nenhum papel importante para a maior parte do filme). Suas idéias diferentes, por exemplo, não incluem acreditar no casamento ou no valor do dinheiro, o que provoca um atrito imediato com o pai de Marjorie, que é o vice-presidente do banco local.

Comentários:
Em determinado momento de sua carreira a atriz Doris Day foi apelidada de "A Virgem Profissional", isso porque interpretava geralmente mocinhas doces e ingênuas nas telas. Esse tipo de rótulo porém escondia um grande talento. Doris Day não era apenas a jovem loira e virgem em busca do príncipe encantado em romances açucarados mas também uma cantora maravilhosa, dona de uma das vozes mais bonitas da música americana. Esse simpático e muito charmoso "On Moonlight Bay" traz um pouco do melhor de Day. Certamente sua personagem é mais uma no estilo "virgem intocada" mas a despeito disso o filme é um ótimo musical, com excelente repertório, onde Doris Day dá uma amostra de seu grande talento vocal. A estorinha é leve, com pitadas de comédia e romance, o que ajuda ainda mais a passar o tempo. Em tempos cínicos e violentos como os que vivemos algo assim tão bem intencionado pode soar como inocente e frívolo mas deixe esse tipo de opinião ranzinza e preconceituosa de lado e curta mais esse belo momento da carreira da primeira e única Doris Day.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Amanhecer na Fronteira

Título no Brasil: Amanhecer na Fronteira
Título Original: Dawn on the Great Divide
Ano de Produção: 1942
País: Estados Unidos
Estúdio: Monogram Pictures
Direção: Howard Bretherton
Roteiro: Adele Buffington, James Oliver Curwood
Elenco: Buck Jones, Mona Barrie, Raymond Hatton

Sinopse:
Buck Roberts (Buck Jones) lidera uma caravana pelo meio do deserto que leva suprimentos para os trabalhadores da construção de uma estrada de ferro da região. No meio do caminho Buck e seus homens são surpreendidos por um ataque Navajo mas algo parece estranho com aqueles nativos. Na realidade são foras-da-lei disfarçados de guerreiros para desestabilizar o avanço da nova estrada férrea que avança rumo ao oeste selvagem.

Comentários:
Último filme da carreira do ator Buck Jones (1891 - 1942). Ele foi um dos mais conhecidos astros de filmes de oeste B do cinema americano. O interessante é que antes de entrar no ramo da atuação Buck exerceu realmente a profissão de cowboy. Nascido em Indiana e criado nas reservas do Oklahoma ele já atravessava aqueles territórios a cavalo muito antes de pensar em entrar na sétima arte. Seus filmes viraram sinônimo de matinês lotadas em cinemas do interior por todo o país. Com seu jeitão rude e valente mas íntegro e honesto, Buck acabou caindo no gosto da garotada que não perdia um só de seus faroestes rápidos e movimentados. No total estrelou quase 170 filmes! Agora em 2014 os fãs de western nos Estados Unidos estão celebrando o centenário de seu primeiro filme, "Life on the 101 Ranch, Bliss Oklahoma" lançado em 1914. Já nesse "Dawn on the Great Divide", que marcou sua despedida das telas, os fãs do eterno cowboy terão uma amostra de seu estilo. Foi sem dúvida uma honrosa despedida para um dos atores mais queridos da mitologia do faroeste americano.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.


Abismo do Medo

Título no Brasil: Abismo do Medo
Título Original: The Descent
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: Lions Gate Films
Direção: Neil Marshall
Roteiro: Neil Marshall
Elenco: Shauna Macdonald, Natalie Mendoza, Alex Reid

Sinopse:
Jovens, bonitas e gostosonas, seis garotas sofrem um acidente e resolvem fazer algo bem diferente. Adeptas de esportes radicais elas decidem explorar uma caverna enorme e supostamente sem fim localizada naquela região remota mas ficam presas. Agora terão que sobreviver para continuarem vivas de qualquer jeito. Só não contavam com o fato de não estarem sozinhas naquele ambiente hostil e desconhecido.

Comentários:
Assisti em um cinema poeira que tinha perto da minha casa (e que não existe mais infelizmente). Sabe que não achei tão desprezível assim? Claro que é do tipo MOW (Monster of Week) mas o suspense que rola na primeira parte do filme até prende nossa atenção. O diretor Neil Marshall que depois faria "Juízo Final" e "Centurião", além de dirigir episódios da série de grande sucesso "Game of Thrones", consegue mesmo prender a atenção do espectador que fica esperando descobrir do que aquilo tudo se trata. Claro que muitos vão se decepcionar depois com o desfecho (ou a falta dele) na estória mas isso é o de menos quando já se conseguiu levar um suspense em bom tom por pelo menos 60 minutos. Todo o elenco é formado por garotas ao estilo p&b (peitos e bundas), por isso não vá esperando nada nesse aspecto. Estão lá só para gritarem e serem trucidadas, nada mais. A lamentar apenas que depois virou uma franquia, com uma continuação pra lá de ruim...

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Vikings

Título no Brasil: Vikings
Título Original: Vikings
Ano de Produção: 2013
País: Canadá, Irlanda
Estúdio: World 2000 Entertainment, Take 5 Productions
Direção: Vários
Roteiro: Michael Hirst
Elenco: Travis Fimmel, Katheryn Winnick, Clive Standen

Sinopse: 
Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) vive numa comunidade Viking na Escandinávia, no norte gelado da Europa medieval. Como fazendeiro e navegador ele defende a ideia de que os barcos Vikings devem rumar em direção ao oeste onde há grandes cidades e riquezas a conquistar, locais perfeitos para as guerras e saques dos povos do norte. Seu pensamento inovador porém desperta a ira do senhor feudal da região, o corrupto Earl Haraldson (Gabriel Byrne), que defende que as expedições marinhas devem rumar para o leste, onde existem terras conhecidas pelos navegadores do clã. O confronto de pensamento logo se torna inevitável.

Comentários:
Série em dez episódios que foi exibida com grande sucesso pelo canal The History Channel nos Estados Unidos e no Brasil. A proposta é ensinar história de um jeito menos chato do que na escola. Assim o enredo se utiliza de personagens de ficção para mostrar aspectos reais da civilização Viking em seus primórdios. Um exemplo é o próprio Ragnar Lothbrok. Ele pensa além e deseja ir em viagens rumo ao oeste, em busca de terras desconhecidas. Para isso conta com a ajuda de um irmão e de um construtor de navios meio maluco, misto de engenheiro e mago, chamado  Floki (Gustaf Skarsgård). Assim juntos eles acabam criando a nau que se tornaria famosa nos mares. Um navio com design moderno, muito rápido (próprio para guerras e fugas), com poucas velas e muita agilidade. Logo no episódio piloto eles conseguem tornar realidade essa embarcação inovadora e ganham os mares em busca de riquezas e ouro. Claro que a série faz concessões em busca de um maior divertimento. Existem até mesmo cenas de realismo fantástico, como quando após uma sangrenta batalha um dos deuses nórdicos surge em visão para  Ragnar. Mais parecendo um anjo da morte negro ele sai recolhendo as almas dos mortos no conflito. No geral é uma série bem realizada que prende nossa atenção. Bom para criar gosto pela história verdadeira nos mais jovens.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Revolução

Título no Brasil: Revolução
Título Original: Revolution
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Hugh Hudson
Roteiro: Robert Dillon
Elenco: Al Pacino, Donald Sutherland, Nastassja Kinski

Sinopse:
Um caçador e homem do campo de Nova Iorque se torna um participante relutante na Revolução Americana depois que seu filho Ned é convocado para o Exército revolucionário. Juntos tentarão sobreviver aos horrores daquela guerra sangrenta e violenta. Filme indicado ao "prêmio" Framboesa de Ouro nas categorias de Pior Filme, Pior Ator (Al Pacino), Pior Diretor (Hugh Hudson) e Pior Trilha Sonora Original.

Comentários:
Foi um dos maiores fracassos comerciais da história do cinema americano. O desastre foi tão absoluto que conseguiu queimar o nome do grande Al Pacino dentro da indústria. De repente os produtores fugiam à simples menção de que Pacino poderia vir a estrelar um de seus projetos. Para se ter uma ideia do estrago o ator ficaria quatro longos anos sem realizar nenhum outro filme em Hollywood, apenas absorvendo a derrota de "Revolução". O pior de toda essa história é que se o filme fosse ao menos bom poderíamos sair em defesa de Al Pacino e do cineasta Hugh Hudson mas a verdade é que o fracasso foi merecido mesmo pois "Revolução" é de fato realmente muito ruim! O roteiro não tem uma linha narrativa precisa, tudo vai acontecendo de forma confusa e sem nexo. Pacino está perdido em cena, sem achar a essência de seu personagem, que ora age heroicamente, ora de forma covarde e cruel. Como se isso não fosse ruim o bastante o espectador ainda tem que encarar a péssima ideia do diretor Hugh Hudson em filmar tudo com a câmera na mão, correndo junto dos atores nas cenas de batalhas e conflitos. Poucos serão os espectadores que não sairão com tontura de uma experiência tão ruim como essa! Enfim, vale como curiosidade apenas pois como filme em si tudo é muito desastroso e péssimo. Fuja para longe dessa revolução que não deu certo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Chicago PD

Título no Brasil: Chicago PD
Título Original: Chicago PD
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC
Direção: Vários
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas, Matt Olmstead, Dick Wolf
Elenco: Jason Beghe, Jesse Lee Soffer, Don Kress, Andre Bellos

Sinopse: 
Após ser preso por corrupção, chantagem e desvios éticos em sua carreira o policial Hank Voight (Jason Beghe) retorna à ativa. Ele sai do departamento de homícidios para assumir a chefia do setor de inteligência da polícia de Chicago onde começa a liderar um grupo de jovens policiais no combate ao tráfico de drogas na grande cidade.

Comentários:
Em alguns episódios de "Chicago Fire" um dos bombeiros caía no jogo sujo de um tira corrupto, o dirty cop Hank Voight (Jason Beghe). No final de sua participação lá, sua trama corrupta finalmente era descoberta, e ele acabava sendo preso por isso. Pois bem, esse personagem, apesar de ser um vilão sem ética, acabou chamando a atenção dos espectadores e percebendo isso a NBC resolveu produzir uma série só para ele. Isso é o que os americanos chamam de Spin-off, quando uma série popular dá origem a outra. Em minha opinião ainda era cedo para "Chicago Fire" dar origem a outro seriado mas pelos bons índices de audiência conquistados a diretoria da NBC resolveu apostar alto. Logo no primeiro episódio o sargento Voight retorna triunfante. Ele consegue sair da prisão e mais do que isso, ganha uma promoção, se tornando chefe da inteligência do departamento de polícia de Chicago (pensou que só no Brasil os corruptos progrediam na vida pública?). Ele se torna o líder de um grupo de jovens policiais que investigam uma rede de tráfico comandado por um traficante latino conhecido como "Pulpo". Para Voight isso é fichinha pois ele não é um tira que segue a cartilha da academia policial ao pé da letra. Gostei do episódio piloto, esse é o tipo de série que tem potencial para crescer. O único porém que salientaria é o elenco dos jovens policiais. As garotas e os rapazes mais se parecem com modelos do que com policiais mas mesmo assim penso que vale a pena dar o benefício da dúvida. A série está começando agora então se você estiver com vontade de acompanhar algum seriado policial americano esse é o momento certo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

10 Curiosidades sobre os Beatles que você não sabia!

10 Curiosidades sobre os Beatles que você não sabia!

1. Brian Epstein, o empresário do grupo, nutria uma paixão homossexual secreta por John Lennon

2. Pete Best foi despedido por John Lennon pois os demais membros do conjunto não tiveram coragem de dizer a ele que estava fora dos Beatles

3. John Lennon queria que Yoko Ono fosse oficializada como a quinta Beatle. Paul, George e Ringo não aceitaram de jeito nenhum.

4. No começo da carreira eles se apresentaram em bares de strip tease na Alemanha, numa época em que George Harrison ainda era menor de idade, com apenas 17 anos.

5. Ringo deixou o grupo durante as gravações do Álbum Branco, cansado das críticas dos outros membros da banda. Ele estava prestes a declarar à imprensa que iria abandonar o conjunto definitivamente quando recebeu a visita inesperada de Lennon em sua casa que conseguiu convencer o baterista a ficar nos Beatles por mais algum tempo.

6. Lennon considerou despedir George Harrison para contratar Eric Clapton como guitarrista dos Beatles em 1968. Paul McCartney não aceitou a sugestão.

7. Harrison queria gravar um disco apenas com músicas indianas religiosas mas o resto do grupo não curtiu sua ideia que foi abandonada.

8. Paul McCartney queria que os Beatles voltassem para uma grande turnê nos Estados Unidos em 1970. Inicialmente os membros da banda gostaram da ideia mas depois desistiram completamente.

9. O nome Wings que Paul usaria em seu primeiro grupo após o fim dos Beatles foi uma sugestão de Ringo.

10. Em meados dos anos 70 John Lennon qualificou todos os primeiros discos dos Beatles como "porcarias".

Pablo Aluísio e Erick Steve.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ela

Título no Brasil: Ela
Título Original: Her
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros, Sony Pictures
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson

Sinopse:
Theodore (Joaquin Phoenix) tem uma vida das mais aborrecidas. Ele trabalha em um emprego chato onde escreve todos os dias cartas de pessoas que não querem escrever nada. Para piorar está solitário após se separar de sua esposa que está pedindo o divorcio. Um clima de melancolia e até depressão ronda sua existência. Trabalhando com computadores o dia todo ele se interessa por um novo programa, um sistema operacional de inteligência artificial que promete fazer companhia e trocar ideias com seu dono. Para sua completa surpresa o tal sistema operacional é muito mais do que ele esperava. Auto intitulado Samantha ela interage com ele, lhe dá dicas do dia a dia, organiza sua vida online e superando todas as suas expectativas começa a desenvolver um relacionamento em nível pessoal que vai muito além da simples amizade.

Comentários:
"Ela" é uma crônica dos dias atuais quando a tecnologia acaba virando uma muleta emocional para pessoas solitárias ou com problemas de relacionamento. Spike Jonze trata desse tema com sensibilidade mas como todos sabemos ele não é um cineasta para todos os públicos. Seus filmes estão cheios de ideias que para muitas pessoas são bizarras e estranhas demais para curtirem. Esse aqui é um pouco mais palatável do que os anteriores mas o sentimento de estar vendo algo bem surreal se mantém o tempo todo. O roteiro premiado com o Oscar de Spike Jonze tem sido louvado por ser muito original e criativo mas será mesmo? Computadores com personalidade não são novidade no mundo do cinema. Assim que o filme começou e Samantha deu inicio ao seu "relacionamento" com Theodore me lembrei imediatamente de HAL 9000, o computador de inteligência artificial de "2001 Uma Odisséia no Espaço". Tudo bem que o enfoque aqui é outro, mais centrado em relações humanas, mas no fundo ambos os roteiros são bem semelhantes.

Mesmo assim temos que reconhecer que é um filme por demais interessante, valorizado enormemente pela atuação inspirada de Joaquin Phoenix. Perceba que na maioria das cenas ele está praticamente sozinho, atuando apenas com uma voz. Esse tipo de trabalho como ator exige um nível de absorção e concentração no papel que realmente impressiona. Idem para a atriz Scarlett Johansson que interpreta Samantha. Ela tem uma voz ao mesmo tempo meiga, quase adolescente mas também astuta. Sua atuação é outro ponto muito impressionante do filme. De uma forma em geral gostei de muitas coisas. A direção de arte por exemplo recria um mundo onde Theodore vive que é tão asséptico e sem personalidade como ele próprio. O cineasta mostra ao fundo uma cidade americana sufocante, poluída, imersa em tecnologia mas também em profunda solidão. Isso foi algo que me chamou bastante a atenção. Talvez a única critica mais severa que faria a Spike Jonze seria sobre a duração do filme. Mais de duas horas me pareceu um pouco demais. Pelo contexto, tudo poderia ter um pouco mais de agilidade pois não há como negar que certas situações vão se repetindo ao longo da trama e isso deixa o filme um pouco cansativo a partir de determinado ponto. Outro aspecto que pode incomodar um pouco é a obsessão do roteiro com sexo virtual pois a relação entre homem e máquina poderia se desenvolver em um nível mais intelectual, vamos colocar desse modo. Dito isso quero deixar claro que, apesar dos deslizes, ainda tiro o meu chapéu para "Ela", um filme realmente tão emotivo e inteligente como a própria Samantha!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Grande Motim

Título no Brasil: O Grande Motim
Título Original: Mutiny on the Bounty
Ano de Produção: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Lewis Milestone, Carol Reed
Roteiro: Charles Lederer, baseado no livro de Charles Nordhoff
Elenco: Marlon Brando, Trevor Howard, Richard Harris

Sinopse:
O navio HMS Bounty ruma em direção aos mares do sul em uma viagem de exploração e reconhecimento do Tahiti e ilhas daquela região, tudo para defender os interesses da coroa britânica. No caminho os tripulantes começam a se indispor com o tratamento rude, diria até tirânico, do comandante Bligh (Trevor Howard). Na volta da expedição, sob o comando do primeiro tenente Fletcher Christian (Marlon Brando), os membros da tripulação resolvem levantar um motim contra o capitão da embarcação.

Comentários:
Marlon Brando relembrou esse filme em sua autobiografia "Canções Que Minha Mãe Me Ensinou". Ele contou que na época o estúdio lhe ofereceu a possibilidade de fazer dois filmes. O primeiro seria o clássico "Lawrence da Arábia" e o segundo esse remake de um antigo filme de 1935 com Clark Gable. Curiosamente Brando se decidiu por "Mutiny on the Bounty" simplesmente porque ele seria filmado na Polinésia Francesa, um lugar maravilhoso no Pacífico que o ator gostaria de conhecer desde os tempos de escola. Brando ouvira dizer que David Lean demorava muito para fazer seus filmes e que isso iria lhe custar muito tempo e trabalho no meio do deserto, um lugar que ele não tinha a menor intenção de conhecer. Assim rejeitou a oportunidade de estrelar aquele que se tornaria um dos maiores clássicos do cinema, "Lawrence da Arábia". Entre "secar no deserto como uma planta sem água" (como ele mesmo escreveu em seu livro) ou ir se divertir nas paradisíacas ilhas dos mares do sul, Brando optou pela segunda opção. Tão encantado ficou que anos depois compraria uma ilha particular na região, a bonita e distante Tetiaroa.

Pois bem, já voltando ao filme em si temos que admitir que se trata de uma aventura realmente saborosa. As filmagens foram complicadas, com estouro de orçamento, prazo e divergências entre diretor e estúdio, o que levou inclusive o cineasta Lewis Milestone a ser demitido no meio das filmagens. Além disso o clima irregular das ilhas prejudicou as locações e os cenários. A MGM então resolveu jogar a culpa pelos atrasos em cima do próprio Marlon Brando que estava preferindo ir nadar com as lindas figurantes locais do que trabalhar duro. Quando o filme finalmente foi lançado, depois de vários adiamentos, recebeu criticas negativas e não fez o sucesso esperado. Revendo hoje em dia só podemos nos admirar por ter tido uma recepção tão ruim. Com linda fotografia e belo desenvolvimento do enredo é complicado entender tanta má vontade em seu lançamento. Talvez tenha sido uma retaliação da imprensa contra Marlon Brando e seu temperamento complicado. O espectador porém deve deixar esse tipo de coisa de lado. Ignore tudo isso e assista pois sem dúvida é um belo filme.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Um Homem Chamado Cavalo

Título no Brasil: Um Homem Chamado Cavalo
Título Original: A Man Called Horse
Ano de Produção: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures, Columbia Pictures
Direção: Elliot Silverstein
Roteiro: Jack DeWitt, Dorothy M. Johnson
Elenco: Richard Harris, Judith Anderson, Jean Gascon

Sinopse:
John Morgan (Richard Harris) é um nobre inglês que entediado com a vida de riqueza e luxo que leva na Inglaterra resolve viajar até o oeste americano em busca de aves exóticas para caçar. Numa dessas suas excursões por regiões remotas ele e seu pequeno grupo de apoio acabam sendo atacados por guerreiros nativos que, após assassinar seus assistentes, o leva cativo para sua tribo. Lá será tratado como um mero animal, um cavalo, sem direitos e com muitos deveres, como trabalhar duro e sofrer punições sempre que desobedecer as ordens impostas. Assim tudo que ele planeja e pensa é uma forma de escapar de seus algozes mas conforme o tempo passa ele aos poucos começa a se inserir dentro daquela comunidade nativa, revelando um lado completamente desconhecidos dos índios que o mantém como prisioneiro.

Comentários:
Muito citado, muito lembrado pelos fãs de Western, "A Man Called Horse" realmente é um grande filme. Não apenas por sua proposta ousada e diferente - mostrando em primeiro plano a vida dos nativos americanos - mas também pelo roteiro que consegue ser ao mesmo tempo muito instrutivo e realista. Filmes sobre índios americanos geralmente sofrem por abraçarem certas ideias impregnadas de ideologias e preconceitos bobos. Por exemplo, ou os indígenas são retratados usando daquela visão simplória e romântica do "bom selvagem de coração puro" ou então se explora o lado oposto, quando são mostrados como selvagens sanguinários e cruéis. "Um Homem Chamado Cavalo" não adota nenhuma dessas posturas. Certamente os índios mostrados aqui são violentos, torturadores e sádicos mas também possuem grandes valores de honra e proteção para com seus familiares. Um etnia que tenta sobreviver aos novos tempos. O personagem interpretado por Richard Harris é um exemplo por demais interessante de um homem civilizado colocado em choque cultural com aquele modo de vida primitivo. O interessante é que ao final ele descobre que há muito mais a se desvendar no seio daquele povo do que ele pensava dentro de sua mentalidade dita civilizada. O filme até hoje chama a atenção por cenas realmente marcantes como o momento em que John Morgan (Richard Harris) é alçado pela própria pele em um brutal ritual para provar sua bravura, ou nas diversas situações aflitivas quando é tratado apenas como um animal - sendo que na visão do homem branco europeu o nativo americano é que se assemelhava a um animal selvagem, solto nas pradarias. Em suma, grande momento do cinema americano que até hoje é relembrado com respeito e admiração. Nada mais justo em vista da extrema qualidade apresentada pela película.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Sob o Sol do Arizona

Título no Brasil: Sob o Sol do Arizona
Título Original: Neath the Arizona Skies
Ano de Produção: 1934
País: Estados Unidos
Estúdio: Paul Malvern Productions
Direção: Harry L. Fraser
Roteiro: Burl R. Tuttle
Elenco: John Wayne, Sheila Terry, Shirley Jean Rickert

Sinopse:
Chris Morrell (John Wayne) é um cowboy durão que de repente se vê na  incumbência de cuidar de uma garotinha mestiça que se encontra abandonada. Chris tem esperanças de encontrar seu pai, que dizem viver nas montanhas, mas enquanto isso não acontece tem que deixar a menina a salvo de malfeitores que descobrem que ela é na verdade a herdeira não reconhecida de uma rica mulher branca que morreu na região.

Comentários:
Uma produção rodada ainda na primeira fase da carreira do mito John Wayne. Apesar de bastante jovem o ator já mostrava seu grande carisma, numa caracterização que se tornaria típica em sua carreira nos anos que viriam, a do durão de bom coração. Aqui Wayne tem o desafio de contracenar com uma simpática - e muito talentosa - atriz mirim. Muitos anos depois Wayne citaria o filme como uma prova de que ele havia atuado ao lado de uma criança e mesmo assim ainda conseguia chamar a atenção do público para si. Em tempos de Shirley Temple era realmente uma façanha e tanto. Apesar de ser um bangue-bangue bem na média do que era produzido em massa pelos estúdios naquela época, o filme ainda consegue crescer bastante em seu terço final quando um clima de suspense e tensão se impõe na história. Em suma, uma bela pedida para conferir o grande Wayne no alvorecer de sua maravilhosa carreira.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Adeus, Amor

Título no Brasil: Adeus, Amor
Título Original: Bye Bye Birdie
Ano de Produção: 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: George Sidney
Roteiro: Michael Stewart, Irving Brecher
Elenco: Dick Van Dyke, Ann-Margret, Janet Leigh

Sinopse:
Um cantor de rock famoso vai até uma cidadezinha perdida no Ohio para gravar seu programa de despedida antes de ir servir o exército americano. Lá é feito um concurso para escolher a fã número 1 dele que ganhará o direito de beijar seu grande ídolo.

Comentários:
Um musical simpático, bem humorado e com uma inédita postura de sátira besteirol, algo que era bem raro no começo dos anos 60. Para o cinema em geral o filme revelou a linda Ann-Margret que chamou tanto a atenção do público que o diretor George Sidney a levou para contracenar com Elvis Presley em "Amor a Toda Velocidade". Aliás nada mais conveniente pois Ann-Margret foi chamada por um cronista de Nova Iorque como a "Elvis de saias". Curiosamente um dos satirizados dentro do enredo é o próprio Elvis pois o personagem chave da estória é um roqueiro famoso que vai servir o exército deixando suas fãs apavoradas e desesperadas! A produção é apenas mediana, há algumas coisas que não funcionam muito bem como ver Dick Van Dyke rebolando numa horrível roupa prateada que mais parece ter saído do guarda roupa de figurinos de "Perdidos no Espaço". De qualquer maneira aproveite a festa e caso tenha vivido aqueles anos distantes sinta muita saudade!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Sunshine - Alerta Solar

Título no Brasil: Sunshine - Alerta Solar
Título Original: Sunshine
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Fox Searchlight
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Alex Garland
Elenco: Cillian Murphy, Rose Byrne, Chris Evans

Sinopse:
O Sol, como estrela, está chegando ao fim de sua existência cósmica. Isso cria uma situação de completo desespero na Terra pois sem a presença do astro a vida em nosso pequeno planeta se torna simplesmente impossível. Após o envio de uma expedição rumo ao Sol e seu misterioso desaparecimento uma nova equipe é enviada para entender o que de fato aconteceu. A missão porém terá consequências trágicas.

Comentários:
Apesar de ter sofrido inúmeras críticas em seu lançamento gosto bastante dessa boa ficção, "Sunshine - Alerta Solar". Há um clima de desesperança e agonia no ar com a proximidade do fim que me fisgou completamente. O mais interessante é que o roteiro, muito bem escrito, analisa uma situação que acontecerá de fato com o Sol daqui alguns milhões de anos. Como toda estrela do universo um dia ele entrará em um estado chamado Nova, em um processo da natureza onde destruirá tudo por perto - inclusive o nosso frágil planeta Terra. Esse é um fato já amplamente previsto por cientistas de todas as áreas, então o filme mostra realmente de fato o futuro sinistro de toda a humanidade. Além disso é um filme bem diferenciado da carreira do cineasta Danny Boyle, a única ficção científica que dirigiu no cinema até hoje. O resultado se mostra tão bom que ele deveria enveredar mais nesse estilo de filme. Por fim vale também ressaltar a presença de um elenco muito bom, com vários atores que são importantes dentro do universo Sci-fi como Cillian Murphy (o Scarecrow de "Batman - O Cavaleiro das Trevas") e  Chris Evans (que interpreta atualmente o Capitão América na franquia de grande sucesso comercial). Um filme que enfim merece ser redescoberto.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.