sexta-feira, 29 de novembro de 2013

The Commitments - Loucos Pela Fama

Título no Brasil: The Commitments - Loucos Pela Fama
Título Original: The Commitments
Ano de Produção: 1991
País: Inglaterra, Irlanda
Estúdio: Ardmore Studios, Herbert Road
Direção: Alan Parker
Roteiro: Dick Clement, Ian La Frenais, Roddy Doyle
Elenco: Robert Arkins, Michael Aherne, Angeline Ball

Sinopse: 
Jimmy Rabbitte (Robert Arkins) está na pior. Desempregado e sem vias de melhorar de vida em um futuro próximo ele resolve finalmente colocar um antigo sonho de pé, formando uma banda de soul music para arrasar nos clubes noturnos de Dublin. Para isso resolve convocar músicos experientes e outros nem tanto para formar um grupo musical chamado The Commitments. Durante os primeiros ensaios tudo parece correr muito bem, inclusive ele logo descobre que há de fato um grande som saindo daquela união. As coisas porém logo começam a sair dos trilhos quando uma guerra de egos entre os músicos começa a destruir o seu projeto internamente.

Comentários:
Alan Parker sempre foi um cineasta genial. Aqui ele retorna para o gênero musical no qual sempre se deu muito bem. O cenário é uma Irlanda católica com muitos problemas sociais. O desemprego é alto e a falta de perspectivas dos mais jovens é assustadora. No meio da dureza do dia a dia um jovem resolve formar uma banda com pessoas da cidade, dando origem aos The Commitments, um grupo formado por músicos bem talentosos mas igualmente viscerais, geniosos e complicados de se lidar. A grande sacada de Alan Parker foi ter reunido um elenco formado por músicos profissionais que nunca tinham atuado antes em suas vidas. Essa falta de experiência acaba trazendo muito para o resultado do filme pois o espectador em determinado momento começa a pensar estar realmente assistindo a um documentário tal a veracidade das atuações dos membros da banda. Some-se a isso a ampla liberdade que Parker deu a todos em cena e você logo entenderá que de fato muitos estão interpretando a si mesmos! Já a música que ouvimos é de primeira qualidade, só grandes sons e ótimas performances. Por essa razão sempre coloquei "The Commitments" entre os grandes musicais da década de 1990. Um show de musicalidade de bom gosto, acima de tudo!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A Múmia - A Tumba do Imperador Dragão

Título no Brasil: A Múmia - A Tumba do Imperador Dragão
Título Original: The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Rob Cohen
Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar
Elenco: Brendan Fraser, Jet Li, Maria Bello

Sinopse: Em busca da imortalidade o imperador do império da China antiga (Jet Li) tenta encontrar algum feitiço que o torne eterno. Os seus planos só não se concretizam porque ele trai a confiança da feiticeira que o joga em uma maldição secular. Dois mil anos depois ele retorna após ser encontrado e desenterrado pelo jovem Alex O'Connell (Luke Ford), filho do experiente aventureiro e caçador de tesouros Rick O'Connell (Brendan Fraser). Juntos tentarão deter a ameaça do renascido do mundo dos mortos que agora tenciona dominar o mundo.

Comentários:
Terceiro filme da franquia "A Múmia". Infelizmente essa série de filmes não consegue progredir, ficando sempre na mesma, ou seja, toneladas de efeitos digitais, roteiro mínimo e muita pirotecnia. O diferencial aqui se resume ao fato do filme se passar na China. Ora, não precisa ter bola de cristal para entender que isso foi uma jogada comercial de Hollywood para faturar no maior mercado consumidor do mundo, justamente o chinês, onde os filmes americanos estão entrando aos poucos. Para não dizer que não existe qualquer atrativo nessa produção temos que dizer que o argumento tem uma leve inspiração na vida real do próprio imperador da China que em sua era realmente procurou pela vida eterna.

O problema é que seus conselheiros o indicaram o mercúrio como fonte da imortalidade. Assim o vaidoso e lunático monarca começou a tomar doses do metal todos os dias. Nem precisa dizer que ele morreu louco e precocemente, fruto de sua insanidade. Como se pode perceber a história real acaba sendo mais curiosa e interessante do que a mera ficção blockbuster. Infelizmente essa aventura juvenil, tipicamente pipoca, não vai tão longe, preferindo mesmo apostar em velhos e surrados clichês e nada mais. De certa forma o que temos aqui com essa franquia é apenas um genérico de "Indiana Jones" só que sem o carisma e a qualidade do arqueólogo mais famoso do cinema. Para piorar a franquia não perdeu sua característica de ser cheia de piadinhas boboquinhas que não farão rir ninguém. Dessa forma se viu algum da série e não gostou pode dispensar essa continuação sem qualquer problema, pois não lhe fará falta alguma.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Esqueça os ídolos...

Essa recente visita desse cantor e ídolo teen Justin Bieber me fez pensar na frase que dá título a esse texto. Qual é afinal a serventia de se ter ídolos? Quando você é adolescente geralmente fica fã de algum ídolo da música ou do cinema, até penso que isso é muito natural, faz parte do desenvolvimento emocional do ser humano. A questão é que você cresce, inclusive intelectualmente, e chega na conclusão de que tudo isso não passa de uma grande bobagem. E quando me refiro a ídolos não estou resumindo isso ao mundo das artes, mas a todos os setores, afinal existem pessoas que cultivam ídolos nos esportes, na política (sim, acredite nisso!) e em vários segmentos. É tudo um grande equívoco. O fã que se deslumbra com seu ídolo perde a noção do certo e do errado, do bom senso e acaba virando um tolo na frente das demais pessoas.

Assim são tolos os fãs de Justin Bieber que não enxergam que seu ídolo está debochando deles quando cospe em cima de suas admiradoras de um hotel cinco estrelas e é igualmente tolo um partidário cego que não consegue ver a realidade da corrupção de seus ídolos políticos. Absolutamente ninguém deve se colocar numa posição de cegueira em relação a esse tipo de coisa pois ídolos são pessoas comuns, muitas vezes, para falar a verdade, nem são boas pessoas, não tem bom caráter e nem merecem que você perca seu precioso tempo com eles, os idolatrando inutilmente. Alguns são verdadeiros crápulas e sujeitos desprezíveis que não merecem absolutamente nada de você. Afinal a própria ideia de se cultivar um ídolo é uma grande besteira pois todos os seres humanos, independente de sua condição social ou poder financeiro, fama, etc estão no mesmo patamar.

Agora o caldeirão fica explosivo mesmo quando se misturam fanatismo, idolatria e obsessão. Há um filme muito interessante estrelado por Robert De Niro chamado "O Fã" que mostra bem isso. O sujeito que idolatra seu ídolo perde a noção de normalidade e fica obcecado por seu objeto de desejo. Casos extremos estão em toda parte, como no triste caso de John Lennon que foi morto por um fã obcecado e enlouquecido dos Beatles. E isso foi uma ironia trágica porque Lennon sempre lutou contra esse tipo de atitude. Não raro passava sermões em seus fãs, conscientizando-os de que ele era uma pessoa normal e que parassem de o tratar como uma espécie de divindade na Terra. Aliás esse desejo de andar nas ruas e viver como um cidadão como qualquer outro acabou sendo bem trágico para ele mesmo. Uma ironia do destino mesclada com humor negro sem graça.

Claro que já tive ídolos em minha vida. Isso como eu disse á algo normal mas hoje em dia embora goste da arte de muitos cantores, atores e artistas em geral não aponto mais absolutamente ninguém como um ídolo a se seguir. Ídolos são de barro, como diz o ditado popular. E isso é a mais pura verdade. Depois que você os conhece mais a fundo e descobre seu lado negro e menos lisonjeiro tudo se desfaz como um castelo de areias. E não se engane, isso vai acontecer com qualquer ídolo pois todos são humanos e todos são imperfeitos. Nessa semana que passou vi muitos documentários sobre o presidente JFK e pude testemunhar como os americanos o elegeram como um ídolo político simplesmente perfeito no imaginário popular. O idolatraram e o colocaram em um patamar que como escrevi em texto anterior pouco tem a ver com a realidade histórica. JFK no fundo só é perfeito na imaginação de seus admiradores.

Assim procure não cultivar ídolos. Ouça boa música, assista bons filmes, reconheça o trabalho desses artistas mas jamais os coloque em uma posição de idolatria ou divindade. Isso é uma enorme perda de seu tempo. Sempre os veja como são de verdade, seres humanos de carne e osso, cheios de defeitos, com problemas de caráter, emocional, etc. Nunca veja um defeito de seu ídolo como algo positivo pois em pouco tempo você poderá até cometer os mesmos erros em sua vida pessoal. Esqueça essa coisa de achar que um ídolo é alguém mais especial do que você mesmo. Mude sua postura. Faça isso caso contrário vão cuspir em sua cara e você, da forma mais idiota possível, vai acabar chorando emocionado achando tudo aquilo o máximo. Não passe por essa vergonha, pois se arrependerá muito depois. Descarte todos os ídolos de sua vida, assim você será bem mais feliz.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Alan Moore: "Quadrinhos são para crianças!"

Alan Moore, um dos grandes nomes da retomada do universo dos quadrinhos voltados para um público mais adulto resolveu soltar um depoimento de sinceridade em entrevista ao conceituado "The Guardian". Em sua forma de entender adultos que ainda consomem quadrinhos de super-heróis, mesmo sob o rótulo de que são "Graphic Novel" possuem algum problema emocional, são sujeitos que na verdade não querem crescer pois os personagens que idolatram foram criados para crianças até no máximo 13 anos. Depois disso o culto aos comics se torna anacrônico, absurdo, segundo Moore. Leia na íntegra o pensamento do criador de tantas obras cultuadas até nos dias de hoje:

"Eu não leio nada de super-heróis desde que terminei Watchmen. Odeio super-heróis. Acho que eles são abominações. Eles não significam mais o que costumavam significar. Eles ficavam originalmente nas mãos de escritores que ativamente expandiam a imaginação de seu público, formado por crianças de nove a 13 anos. Eles faziam isso muito bem. Hoje, os quadrinhos de super-heróis não tem nada a ver com essas crianças de nove a 13 anos. É uma audiência formada geralmente por homens, de 30, 40, 50, 60 anos. Alguém criou o conceito de graphic novel. Os leitores se agarraram a ele, interessados em uma maneira de validar seu contínuo amor pelo Lanterna Verde ou Homem-Aranha sem parecer de alguma forma emocionalmente subnormal. Eu não acho que o super-herói significa nada de bom. Acho bastante alarmante ver adultos assistindo ao filme dos Vingadores e se deliciando com conceitos e personagens criados para entreter crianças de 12 anos dos anos 1950.”

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Você Já Foi à Bahia?

Título no Brasil: Você Já Foi à Bahia?
Título Original: The Three Caballeros
Ano de Produção: 1944
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney
Direção: Norman Ferguson, Clyde Geronimi
Roteiro: Homer Brightman, Ernest Terrazas
Elenco: Aurora Miranda, Carmen Molina, Dora Luz

Sinopse: Pato Donald recebe diversos presentes em seu aniversário, entre eles uma viagem muito especial ao México e ao Brasil em companhia dos simpáticos Panchito e Zé Carioca.

Comentários:
Animação que virou um clássico dos estúdios Disney, embora não fosse essa a intenção do estúdio quando a lançou na década de 1940. Na verdade o desenho foi feito sob encomenda numa tentativa de melhorar as relações diplomáticas, comerciais e culturais entre os países da América, em especial México e Brazil (ops, Brasil). Havia uma política de boa vizinhança no ar e Disney, um gênio da animação e das relações públicas, criou dois personagens que de certa forma representavam as nações mostradas no enredo. O primeiro era Panchito, um galo mexicano, amante das touradas e das danças típicas, com seu enorme sombreiro. O segundo seria Zé Carioca (dublado pelo brasileiro José Oliveira), uma ave verde (como a floresta Amazônica) que mostrava toda a ginga latina.

Era um símbolo do que os americanos pensavam dos cariocas de uma maneira em geral, ou seja, um sujeito malandro, bom de papo, mas também com bom coração! Um personagem muito simpático que dentro do universo Disney internacional teria pouca expressão nos anos seguintes mas que em nosso país continuaria a ser muito querido por décadas e décadas - a ponto inclusive de ter sua revistinha publicada por longos anos. "The Three Caballeros" é hoje em dia considerado um cult, quem diria. Até mesmo no exterior o filme é reverenciado, principalmente pela presença do esquentado e ranzinza Pato Donald, um dos personagens mais populares da galeria Disney. Deixando toda a diplomacia e boas intenções de lado não temos como negar a simpatia irresistível dessa animação que resistiu muito bem ao tempo. Uma graça.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Viagem à Lua de Júpiter

Título no Brasil: Viagem à Lua de Júpiter
Título Original: Europa Report
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Magnolia Pictures
Direção: Sebastián Cordero
Roteiro: Philip Gelatt
Elenco: Sharlto Copley, Michael Nyqvist, Christian Camargo

Sinopse: 
Uma expedição é enviada até a distante lua de Júpiter, Europa. Aquele desconhecido e congelado mundo é considerado o mais promissor para se achar vida dentro do sistema solar uma vez que é grande a possibilidade de existência de água no estado líquido embaixo de suas enormes calotas polares. Água é certamente uma das premissas para o desenvolvimento da vida tal como conhecemos. Durante 20 meses a nave viaja pelo universo até chegar ao seu destino, que lhe espera com uma enorme surpresa para todos os tripulantes.

Comentários:
Não é de hoje que Europa chama a atenção da comunidade científica, afinal se trata de um satélite natural de Júpiter coberto de gelo e ao que tudo indica nas pesquisas com um enorme oceano subterrâneo (o único fora da Terra dentro do nosso sistema solar). O roteiro desse filme então explora como seria uma expedição para esse distante lugar. É curioso porque o filme procura manter uma postura de acordo com as descobertas da ciência até o momento. O enredo vai surgindo levemente fragmentado ao espectador, com idas e vindas no tempo da missão. Isso não é ruim e consegue manter a atenção de quem assiste da primeira à última cena. Nesse espaço de tempo o roteiro procura desenvolver todos os personagens, suas funções dentro da missão e a forma como interagem entre si. Não há atores conhecidos em cena o que ajuda ainda mais a manter o clima de autenticidade ao que acontece na estória. A produção é boa, com cenas de gravidade zero muito bem realizadas. O design da nave também não vai decepcionar a quem gosta de efeitos digitais. Seu grande atrativo é de fato a forma como tudo se desenvolve. As descobertas estão de acordo com o que supõe-se encontrar em Europa se um dia o homem conseguir chegar lá. O uso de atores reproduzindo entrevistas de cientistas da área tornam tudo ainda mais interessante. Claro que a fantasia também se mostra presente no filme mas tudo colocado de uma forma muito sutil e interessante. No final das contas é aquele tipo de película que surpreende pois não esperamos grande coisa e acabamos vendo um filme sci-fi muito curioso, bem desenvolvido e com ótimas escolhas na forma como é conduzido. Certamente vale a indicação para quem se interessa por ciência e pelas viagens espaciais - que hoje em dia parecem cada vez mais distantes, infelizmente.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Hamburger Hill

Título no Brasil: Hamburger Hill
Título Original: Hamburger Hill
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Pictures
Direção: John Irvin
Roteiro: James Carabatsos
Elenco: Anthony Barrile, Michael Boatman, Don Cheadle

Sinopse: 
Durante a guerra do Vietnã um grupo de soldados americanos fica encurralado numa colina no meio da selva mas a defendem com valentia. Depois de sofrer mais de 70% de baixas os militares são surpreendidos pelas novas ordens recebidas por seus superiores. Um espelho da insanidade de um dos conflitos mais sangrentos da história americana.

Comentários:
"Mais uma produção do ciclo do Vietnã que legou ao cinema algumas clássicos como 'Platoon', 'Nascido Para Matar' e 'Nascido em 4 de Julho', todos grandes filmes daquela época. Esse aqui é bem menos conhecido e de certa forma foi ofuscado pelos demais. O bom é que narra um fato real, uma colina onde muitos americanos morreram. Na época um soldado resumiu a situação afirmando que o inimigo havia feito 'hamburguer' com seu pelotão! O clima mais cru ajuda a apreciação do filme mas de fato não consegue ter o mesmo impacto ou a mesma qualidade dos melhores filmes dessa fase do cinema americano" (Pablo Aluísio)

"Na vida real as tropas americanas fizeram um tremendo sacrifício para tomar o Hamburguer Hill (o morro onde eles estavam virando Hamburguer, literalmente) para depois abandonar o local sem mais nem menos por ordens superiores. Os que morreram, morreram em vão... Anos depois a colina virou o símbolo da falta de direção do comando americano na guerra. Não havia foco e nem sentido em muitos dos confrontos. Um fato histórico muito marcante e interessante. Já o filme é apenas mediano mas dá para assistir sem problemas" (Júlio Abreu)

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Marcado Para a Morte

Título no Brasil: Marcado Para a Morte
Título Original: Marked for Death
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Dwight H. Little
Roteiro: Michael Grais, Mark Victor
Elenco: Steven Seagal, Joanna Pacula, Basil Wallace

Sinopse: 
Steven Seagal interpreta John Hatcher, um agente especial da agência de combate ao narcotráfico (DEA) que tem seu parceiro morto por traficantes em atuação na Colômbia. De volta aos EUA ele procura por vingança contra a morte de seu amigo policial.

Comentários:
O sucesso de "Nico" abriu as portas para uma carreira cinematográfica de Steven Seagal. Aqui ele basicamente faz um genérico de seu primeiro sucesso. O enredo se passa dentro da guerra envolvendo as agências de repressão dos Estados Unidos e o crime organizado colombiano. Na época estava muito em voga a figura de Pablo Escobar, um megatraficante que tinha um poder financeiro e de fogo que impressionava os americanos, tudo fruto de suas vendas de cocaína dentro do mercado consumidor milionário dos EUA. O curioso é que "Marcado Para a Morte" antecipou o que iria acontecer com vários filmes de Seagal nos anos seguintes. A carreira nos cinemas era modesta, com bilheterias boas mas nada excepcionais. Já no mercado de fitas VHS o estouro era certo. Seagal se tornou um campeão de locações pois seus filmes se mostravam adequados para o consumo doméstico. Revisto hoje em dia encontramos todas as características que fizeram a alegria dos fãs de action movies dos anos 80 (embora esse filme tenha sido lançado na década de 90). Cenas de tiroteios, confrontos, lutas e ação! Um entretenimento que soa nostálgico atualmente para muita gente.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu

Poltergeist - O Fenômeno

Título no Brasil: Poltergeist - O Fenômeno
Título Original: Poltergeist
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Tobe Hooper
Roteiro: Steven Spielberg, Michael Grais
Elenco: JoBeth Williams, Heather O'Rourke, Craig T. Nelson

Sinopse: 
Uma típica família americana é abalada quando sua pequena filha começa a manifestar poderes estranhos. Ela consegue abrir um meio de se comunicar com entidades paranormais que entram em contato com ela de forma violenta e incontrolável pela tela da TV. Para combater o mal eles recorrem a uma pessoa com mediunidade que lhes informa que o problema vem do local onde a casa teria sido construída, um antigo cemitério secular. "Eles estão Aqui!"

Comentários:
Esse é um dos grandes clássicos do cinema de horror americano. Na época Spielberg tinha planos de dirigir o filme, afinal o roteiro era de sua autoria mas teve que abrir mão disso por causa da agenda extremamente ocupada (o diretor estava em uma das fases mais brilhantes de sua carreira, inclusive cuidando da direção de um de seus mais lembrados filmes, "E.T. O Extraterrestre"). A direção então foi dada a Tobe Hooper de "O Massacre da Serra Elétrica" e "Pague Para Entrar, Reze Para Sair". Podemos apenas supor como teria ficado o filme sob direção de Spielberg mas não podemos negar que Hooper fez um excelente trabalho. Ele caprichou no clima, no desenvolvimento dos personagens e nas cenas de horror, todas contextualizadas e bem colocadas na trama. O sucesso foi tamanho que rendeu continuações, nenhuma porém tão boa e bem realizada como essa. Em termos de elenco o destaque vai para a garotinha Heather O'Rourke que era realmente muito talentosa. Infelizmente morreu muito cedo, sem ter a chance de fazer a transição para uma carreira adulta. Até hoje ela ainda é muito lembrada por sua atuação aqui, afinal em muitos momentos Heather contracena apenas com si mesma, em ótima performance. "Poltergeist - O Fenômeno" é certamente um dos mais bem realizados filmes de terror de todos os tempos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Apocalipse de Um Cineasta

Título no Brasil: O Apocalipse de Um Cineasta
Título Original: Hearts of Darkness: A Filmmaker's Apocalypse
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: American Zoetrope
Direção: Fax Bahr, George Hickenlooper, Eleanor Coppola 
Roteiro: Fax Bahr, George Hickenlooper
Elenco: Dennis Hopper, Martin Sheen, Marlon Brando, John Milius, Francis Ford Coppola

Sinopse: Documentário que mostra as filmagens do clássico "Apocalypse Now" uma das maiores obras primas da história da sétima arte. O enfoque se concentra no tumultuado processo de filmagens, na complicada relação entre equipe técnica e atores e na luta para se filmar em uma região de clima indomável e imprevisível.

Comentários:
Para quem é fã da sétima arte esse documentário é simplesmente imperdível. Aqui acompanhamos os complicados bastidores de filmagens de "Apocalypse Now", que segundo o próprio Francis Ford Coppola, foi a mais terrível filmagem de que participou em toda a sua carreira. Assim que chegaram nas locações o ator Martin Sheen sofreu um infarto. O outro astro do elenco, o mitológico Marlon Brando, conhecido por ser um ator impossível de se controlar, também se tornou uma fonte de dores de cabeça para Coppola. Demorou para chegar no set de filmagens e quando finalmente se instalou resolveu trazer uma série de sugestões para o roteiro do filme. Algumas foram realmente ótimas como se pode conferir no filme. Brando sugeriu a Coppola que não fizesse mau uso de seu personagem, o deixando na penumbra até o clímax. Esse por sua vez foi um monumental trabalho por parte de Marlon. Ele não usou script - pois não tinha mais paciência para memorizar falas nessa altura de sua vida. Tudo o que ouvimos e vemos na cena final é fruto de pura improvisação de sua parte, o que mostra sua genialidade, acima de tudo.

Brando, por exemplo, resolveu por conta própria raspar seu cabelo para dar uma aura de misticismo e mistério ao alto oficial americano que está perdido no meio da floresta em plena guerra do Vietnã. Francis Ford Coppola foi inteligente o suficiente para incorporar todas as sugestões, reescrevendo por inúmeras vezes o roteiro. Por falar nisso não são poucas as cenas em que Coppola surge em cena, martelando sua surrada máquina de escrever. O curioso é que presenciamos muito de improvisação, decisões tomadas no calor do momento e maleabilidade por parte de Coppola e sua equipe. Isso demonstra que até mesmo as grandes obras de arte não nascem completamente idealizadas ou organizadas. O caos também pode servir de ótimo caldeirão de criação, como muito bem podemos notar aqui ao acompanhar tudo. No geral esse documentário é uma verdadeira delícia para quem gosta de cinema pois mostra diversos gênios trabalhando juntos para dar vida a um dos maiores clássicos da sétima arte. Quer algo melhor do que isso?

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Hung

Título no Brasil: Hung
Título Original: Hung
Ano de Produção: 2009 - 2011
País: Estados Unidos
Estúdio: HBO
Direção: Colette Burson, Dmitry Lipkin
Roteiro: Colette Burson, Dmitry Lipkin
Elenco: Thomas Jane, Jane Adams e Charlie Saxton

Sinopse: 
Ray Drecker, um professor e treinador de basquetebol de uma escola secundária de classe média cuja vida está desmoronando, tenta ganhar uma renda extra de qualquer maneira. Depois de pensar em várias alternativas ele acaba descobrindo que sua única chance é virar um garoto de programa para senhoras mais velhas. Assim ele resolve então ser um gigolô nas horas vagas para pagar suas dívidas. Sua primeira cliente, uma mulher frustrada que não consegue se relacionar com os homens, acaba se tornando sua empresária no ramo, ou melhor dizendo, sua cafetina!

Comentários:
Com a crise americana o mar não está para peixe. Esse filme mostra um professor que não consegue mais viver com seu salário miserável. Para sobreviver então resolve radicalizar. A série é bem curiosa e interessante principalmente porque tem um tipo de humor que eu gosto bastante - é aquele tipo de situação engraçada que nasce do constrangimento, onde o espectador não sabe direito se ri ou chora da situação do personagem principal. No caso aqui um professor de High School completamente falido, sofrendo com o divórcio e além do mais sem casa (pois a sua pega fogo no primeiro episódio). Sem grana, corneado, falido e na rua a única coisa que lhe resta é utilizar o único talento natural que ele tem, que aliás faz muito sucesso com as mulheres! A série (que infelizmente já foi cancelada) tem certos paralelos com o sucesso "Breaking Bad". Em ambos os casos o enredo gira em torno de um professor colegial com muitos problemas financeiros. No caso de "Breaking Bad" tínhamos um professor de química que resolve entrar no tráfico de drogas pesadas. Já aqui é praticamente a mesma coisa, só que ao invés de vender drogas o professor resolve se vender, literalmente. Apesar disso o tom é bem humorado e divertido. A conclusão que chegamos ao final é a de que ser professor não é dureza apenas no Brasil mas ao que parece nos Estados Unidos também. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Roy Orbison

Muita gente conhece apenas superficialmente Roy Orbison. No Brasil poucos conseguem citar mais de uma canção dele. Na maioria das vezes vem a mente seu grande sucesso "Pretty Woman" e nada mais. Uma pena pois esse texano de Vernon, Texas, foi um grande cantor e compositor americano. Seu estilo era uma perfeita combinação de todos os ritmos que deram origem ao bravo Rock ´n´ Roll em seus anos iniciais, com enfase na country music.

Tímido, de estrutura física frágil, o que lhe caia muito bem quando interpretava introspectivas baladas românticas, Roy teve o privilégio de ter sido apontado como o "Melhor cantor do mundo" por ninguém menos do que Elvis Presley! O elogio não era exagerado pois Roy conseguia realmente vivenciar aquilo que estava cantando. Suas interpretações vindas do fundo da alma marcaram época e até hoje emocionam os fãs de seu inconfundível estilo vocal.

Foi certamente uma carreira longa, produtiva e importante. Infelizmente ele se foi muito cedo, com apenas 52 anos, enquanto levava uma vida sossegada em Madison, Tennessee. Era o dia 6 de dezembro de 1988. Para não deixar a data passar em branco resolvemos antecipar essa homenagem para esse ícone da música popular americana (e mundial). Em breve escreverei mais sobre Roy aqui, inclusive comentando seus discos que são em sua maioria excepcionais. Aguarde.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Stop-Loss - A Lei da Guerra

Título no Brasil: Stop-Loss - A Lei da Guerra
Título Original: Stop-Loss
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures, MTV Films
Direção: Kimberly Peirce
Roteiro:  Kimberly Peirce e Mark Richard
Elenco: Ryan Phillippe, Channing Tatum, Abbie Cornish, Joseph Gordon-Levitt, Timothy Olyphant

Sinopse: Um grupo de soldados americanos de volta aos Estados Unidos após servirem por longo período em conflitos no Oriente Médio se revoltam ao saberem que devem, por obrigação legal, se alistarem novamente nas forças armadas para voltar ao Iraque. Caso não o façam serão considerados desertores, podendo até mesmo serem presos por isso.

Comentários:
Esse filme é interessante porque retrata a geração americana jovem de hoje. Com a economia em crise o jovem americano que não consegue ir para a faculdade fica sem muitas opções de vida e acaba entrando nas forças armadas. Esse tipo de jovem é vulgarmente conhecido nos EUA como "lixo branco"! O exército americano hoje vive basicamente do alistamento desse pessoal. Como se sabe o serviço militar naquele país deixou se ser obrigatório por causa do que aconteceu na Guerra do Vietnã. Hoje o jovem que queira entrar nas forças armadas americanas acaba assinando um contrato de trabalho, com duração pré-fixada. O problema é que muitas vezes o exército adiciona uma pequena cláusula contratual afirmando que esses jovens precisam voltar ao serviço caso haja déficit de homens em operações militares no exterior. Esse malabarismo legal acabou ficando conhecido como "Stop-Loss". Obviamente uma forma de obrigar o soldado a voltar para às fileiras de guerra. Agora imagine você a surpresa que isso causa em muitos desses veteranos, pois a maioria deles, sem conhecimento legal, nem sabem da existência desse tipo de manobra legal. O roteiro do filme se desenvolve (muito bem) em torno dessa situação. O personagem principal não quer voltar para o front, pelo contrário, quer ficar nos Estados Unidos para tentar reconstruir sua vida mas se vê no meio de uma armadilha jurídica - caso não volte para as tropas será preso por deserção! O filme é um bom retrato do jovem americano dos dias atuais e conta com um elenco bem interessante, inclusive com a presença do ator Timothy Olyphant que depois faria muito sucesso com a série "Justified" no canal FX.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 24 de novembro de 2013

Meu Malvado Favorito 2

Título no Brasil: Meu Malvado Favorito 2
Título Original: Despicable Me 2
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, Illumination Entertainment
Direção: Pierre Coffin, Chris Renaud
Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio
Elenco: Steve Carell, Kristen Wiig, Benjamin Bratt

Sinopse: Depois de uma vida dedicada ao sonho de se tornar o maior vilão de todos os tempos o agora aposentado do mundo do crime Gru (Steve Carell) tenta levar uma vida pacata e honesta ao lado de suas três filhinhas adotivas. Sua vida porém muda repentinamente quando uma liga mundial de combate aos vilões o recruta para descobrir a identidade secreta de um novo vilão que surge tentando dominar o mundo. Ao lado de seus Minions ele tentará de todas as formas desmascarar a nova ameaça.

Comentários:
O primeiro filme foi um tremendo sucesso de bilheteria. Não é de se admirar então que tenhamos essa sequência. De fato é uma animação muito divertida, muito bem escrita e que conta com a participação muito engraçada dos Minions, que inclusive viraram febre nas redes sociais, em especial o Facebook. Curiosamente todas as vozes desses carinhas são feitas apenas por dois dubladores, que são justamente os diretores do filme! Não há como negar que a dupla é muito talentosa. Em minha forma de ver o diferencial vem do fato deles imprimirem uma visão também européia ao conceito da produção, afinal de contas são franceses. Por falar nos Minions já está em pós-produção uma animação para 2014 estrelada apenas por eles - alguém duvida que será mais um novo sucesso de bilheteria? Eu não duvido em absolutamente nada. Por fim cabe um pequeno elogio ao fato dos roteiristas terem criado uma vida sentimental para Gru, até porque os brutos... digo os vilões, também amam!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu

Entrevista com Hitman

Título no Brasil: Entrevista com Hitman
Título Original: Interview with a Hitman
Ano de Produção: 2013
País: Inglaterra
Estúdio: Scanner-Rhodes Productions
Direção: Perry Bhandal
Roteiro: Perry Bhandal
Elenco: Luke Goss, Caroline Tillette, Stephen Marcus

Sinopse: 
Viktor (Luke Goss) é um assassino profissional que aceita conceder uma longa entrevista para um jornalista inglês. Ele relembra sua entrada no mundo do crime quando era apenas um garoto, os primeiros assassinatos e o jogo sujo que impera entre os chefões da criminalidade no leste europeu e na Inglaterra. O que o repórter nem desconfia é que Hitman tem contas a acertar com ele mesmo.

Comentários:
Hitman é um personagem conhecido do mundo dos games. O assassino profissional careca que elimina todos que ousam cruzar seu caminho. Com ele contrato feito é trabalho cumprido. Assim ele se torna peça chave entre os barões do crime da Europa. O que ele nem imaginava é que acabaria se apaixonando por uma romena bonita que ele salva do estupro por um grupo de criminosos. Esse novo Hitman não é um filme ruim, pelo contrário, até apresenta uma bem bolada trama que conta as origens do personagem. Obviamente que não pode ser comparado a uma produção americana com orçamento generoso mas mesmo assim cumpre o que promete. O roteiro apresenta algumas pequenas falhas de lógica mas nada que estrague o programa. Na verdade o que temos aqui é um filme eficiente sobre assassinos profissionais e o espectador certamente já sabe de antemão o que encontrará. O roteiro é uma derivação da ideia central do filme "Entrevista com o Vampiro" (onde sai o vampiro interpretado por Brad Pitt e entra o assassino, o Hitman). Em relação a isso não há o que negar. A coisa beira o plágio mas o público deve deixar esse detalhe de lado e se divertir, acima de tudo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 23 de novembro de 2013

JFK 50 Anos

Essa semana os Estados Unidos (e o mundo) relembraram os cinquenta anos da morte do presidente americano JFK. Muitos especiais foram passados nos canais a cabo durante os últimos dias. Hoje à noite em particular assisti um muito bom chamado "Os Filmes Perdidos dos Kennedys" que reúne um acervo realmente fabuloso de imagens raras captadas da intimidade da família Kennedy, em especial dos momentos de lazer e diversão quando o clã se reunia numa casa de verão, à beira do mar. O John Kennedy que surge dessas imagens é muito diferente do mito que estamos acostumados a ver em aparições oficiais. O que pode se ver é basicamente um jovem, agindo ainda como um garoto o tempo todo. JFK nada na piscina, joga futebol, faz brincadeiras com suas irmãs e com seu irmão Bob e acima de tudo procura curtir a vida (que ele não sabia, mas seria breve e terminaria numa grande tragédia).

Eu sempre fui de opinião de que JFK só se tornou esse ícone americano por causa da forma como se deu sua morte. Politicamente sempre achei sua presidência muito fraca. Coisas como a crise dos mísseis de Cuba e as violações dos direitos civis de negros no sul dos EUA só ocorreram mesmo porque seus inimigos políticos o consideravam jovem e inexperiente demais para ser presidente da nação mais rica e poderosa do mundo.

O seu lado playboy e mulherengo, cantado em coro e verso por todos esses anos, que muitos associam como uma vantagem, vejo como um sinal de fraqueza. De certa forma Kennedy não se dava ao respeito e não agia de acordo com o cargo que ocupava. Em certo sentido nunca deixou de se comportar como um playboy inconsequente, levando sua presidência muitas vezes à beira do abismo. Seu romance com Marilyn Monroe foi uma vergonha. Quando ela cantou "Happy Birthday" em Nova Iorque foi como se houvesse uma declaração pública e notória dos casos de infidelidade do presidente. Além disso aquele namoro, que para ele nada significou, acabou levando Marilyn para uma rota suicida em sua vida.

Outro dia li um artigo afirmando que a Guerra do Vietnã jamais teria acontecido se JFK tivesse ficado vivo por mais um mandato presidencial. Não penso assim. Ele como presidente já havia ordenado o envio das primeiras tropas americanas ao sudeste asiático. Muito provavelmente teria afundado a nação naquele lamaçal tal como fizeram seus sucessores na Casa Branca. Aqui não está em dúvida a personalidade ou seus ideais mas sim a simples constatação de que independente de quem ocupasse a presidência a ordem de ir ao Vietnã seria dada. Aliás que político americano conseguiu até hoje se sobrepor ao poder da indústria de armas daquele país? Nenhum é a resposta.

Já em relação às inúmeras teorias da conspiração sobre sua morte também tenho uma visão mais conservadora e tradicional. Em minha opinião foi realmente Lee Oswald quem matou o presidente. Ele agiu sozinho, fruto de uma mente perturbada. Muitos vão pensar que isso é uma forma simplista de analisar a situação. Será mesmo? Na maioria das vezes a solução de todos os mistérios está realmente nas coisas mais simples, nos eventos mais banais. Oswald tinha ressentimentos com a liderança do país e muitas vezes afirmou ter especial ódio contra a imagem de família feliz e bem sucedido dos Kennedys. Depois de passar um tempo na União Soviética e voltar aos EUA para viver de um emprego medíocre, não é de se admirar que esse ex-marine, excelente atirador, tenha realmente perdido a noção, decidindo explodir os miolos do presidente sem medir as consequências de seus atos. Claro que o fato dele ter sido morto logo depois inflamou ainda mais os que defendiam uma ampla e complexa teoria da conspiração mas eu realmente não acredito em nada disso. Já li vários livros sobre o assunto e sempre fiquei cético em relação a tudo.

Bom, basicamente é isso. Fique de olho na programação de seus canais a cabo pois muita coisa tem sido exibida essa semana sobre o presidente. Filmes, séries, documentários e muito mais. Para quem gosta de história é realmente um prato cheio de curiosidades, imagens raras, detalhes interessantes. Eu não sou particularmente fã do presidente JFK mas é impossível negar que ele foi o símbolo de uma era que não voltará mais. Aquela nação americana, cheia de entusiasmo, alegria, otimismo, onde até o presidente era um garotão que esbanjava charme, realmente não existe mais, e isso faz, ora vejam só, 50 anos! Camelot provavelmente nunca mais se repetirá.

Pablo Aluísio.

O Que Esperar Quando Você Está Esperando

Título no Brasil: O Que Esperar Quando Você Está Esperando
Título Original: What to Expect When You're Expecting
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: Kirk Jones
Roteiro: Shauna Cross, Heather Hach
Elenco: Cameron Diaz, Elizabeth Banks, Rodrigo Santoro, Chris Rock, Ben Falcone, Dennis Quaid.

Sinopse: Cinco casais vivem o momento especial do nascimento de seus filhos. O filme enfoca como cada um enfrenta a proximidade da maternidade, as particularidades e o modo de encarar essa nova realidade. O roteiro procura mostrar como reagem as diversas pessoas nesse momento delicado em todo casamento.

Comentários:
"Bobagem, acima de tudo. Filmes sobre um grupo de casais esperando o nascimento de seus respectivos filhos provavelmente só interessará para as mulheres que estiverem grávidas (nem seus maridos vão querer ver isso, acredito). Tudo muito açucarado, bobinho ao extremo, beirando o insuportável. A tal maternidade nunca foi tão chata no cinema como aqui! Provavelmente não me enquadro no público alvo que esse filme quis atingir porque o achei simplesmente um xarope sem fim!" (Júlio Abreu).

"Fui forçado a ir pelo minha esposa que me ameaçou! Depois que a sessão terminou pensei comigo mesmo: Da próxima vez prefiro tomar veneno! Não dá, certos filmes não são feitos para o público masculino. Nosso lado viking acha aquilo tudo mortalmente sacal! Para piorar temos no elenco a Cameron Diaz que até hoje não me convenceu que é uma atriz. Ela é um só uma modelo loira com uma boca enorme! Tive pena do Dennis Quaid também... pagar um mico desses nessa altura da vida não deve ser fácil. Assim se fosse for homem e sua mulher o levar para ver isso, desconverse, finja uma dor qualquer, prefira sair de casa. Faça qualquer coisa mas dispense esse abacaxi maternal" (Erick Steve).

Pablo Aluísio.

1941 - Uma Guerra Muito Louca

Título no Brasil: 1941 - Uma Guerra Muito Louca
Título Original: 1941
Ano de Produção: 1979
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, Columbia Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Robert Zemeckis, Bob Gale
Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Treat Williams, Christopher Lee, Toshirô Mifune, John Candy, Nancy Allen

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial os habitantes da Califórnia entram em pânico quando um boato se espalha em todas as cidades. Os rumores dão conta que as cidades da costa oeste serão em breve bombardeadas por uma grande esquadrilha de aviões japoneses. Assim que a falsa notícia se espalha o caos se instala em todos os lugares por causa do iminente ataque!

Comentários:
Ontem citei o comediante John Belushi (1949 - 1982) comentando uma comédia mais recente e isso me fez recordar desse "1941 - Uma Guerra Muito Louca". Belushi como todos sabemos foi cria do programa SNL da TV americana. Lá ele criou tipos inesquecíveis e virou ídolo da juventude que morria de rir com suas performances. Isso obviamente abriu as portas do cinema americano para ele e depois do sucesso de "Clube dos Cafajestes" o comediante estrelou esse filme, considerado o mais ambicioso de sua carreira até então. Dirigido por Steven Spielberg e roteirizado por Robert Zemeckis havia grandes expectativas de que se tornaria um grande campeão de bilheteria. Infelizmente isso não aconteceu. Produção muito cara o filme não conseguiu atrair a atenção do público, mesmo parecendo estar tudo em ordem, com as peças certas. O que deu errado? Muito provavelmente o tema (comédia passada em plena II Guerra Mundial) não tenha despertado a atenção do público na época. Afinal o cinema vivia uma outra fase, com filmes de ficção e aventura dominando as atenções. Outro problema vem do próprio roteiro escrito por Zemeckis e seu colega Bob Gale (os mesmos que criariam a franquia "De Volta Para o Futuro" alguns anos depois). Tudo é desorganizado, com excesso de personagens e falta de foco. Não demora muito para o espectador ficar desorientado no meio daquele enredo sem muito pé, nem cabeça. Para piorar as piadas são fracas e a sensação de estar vendo uma comédia sem graça logo domina. Revisto hoje em dia o filme serve apenas como curiosidade. Para relembrar John Belushi e entender que nem mesmo Steven Spielberg, o mago do cinema, era imune ao fracasso.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dias Incríveis

Título no Brasil: Dias Incríveis
Título Original: Old School
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: DreamWorks
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Court Crandall, Todd Phillips
Elenco:  Luke Wilson, Vince Vaughn, Will Ferrell, Juliette Lewis, Elisha Cuthbert

Sinopse: Três amigos, trintões, resolvem voltar aos velhos dias de glória do passado e se matriculam numa universidade para viver toda a farra e festa que só os anos universitários proporcionam. Para isso acabam fundando sua própria fraternidade estudantil, o que dará origem a muitas confusões no campus.

Comentários:
Esperava bem mais, já que tinha lido alguns resenhas positivas sobre o filme. Pois bem, no fundo não passa de mais uma comédia irregular com Luke Wilson, Will Ferrell e Vince Vaughn. Aqui um grupo de trintões resolve abrir uma fraternidade universitária. O tema poderia render bem mais porém ficou tudo no mais ou menos mesmo. Esse filão de filmes de fraternidades universitárias já rendeu ótimas produções como o famoso (e sempre lembrado) "Clube dos Cafajestes" com o falecido John Belushi. Se naquela produção antiga tínhamos muito escracho e humor escatológico aqui tudo o que você vai encontrar é algo muito mais pasteurizado, com medo de ser ousado ou de mostrar algo mais picante. A comparação se mostra muito cruel para "Dias Incríveis" que não surpreende, não inova e nem impressiona. Para falar a verdade até mesmo a série "Greek" da ABC que se desenvolve no mesmo cenário das fraternidades do sistema grego é melhor do que isso. Curiosamente Vince Vaughn fez recentemente um papel levemente semelhante em "Os Estagiários" pois também interpretou um cara mais velho que se mete no meio do mundo da garotada para tentar ser aceito (aqui ele tenta ser o descolado de uma fraternidade e no outro filme era um quarentão que tentava descolar um emprego no Google). Em ambos os casos, apesar de seu carisma, temos que reconhecer que o resultado é bem mediano, indo para fraco. Alguns risinhos amarelos aqui e acolá não melhoram as coisas. Enfim, o filme passa longe de ser tão incrível quanto seu título nacional nos leva a pensar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Penthouse

Título no Brasil: Penthouse
Título Original: The Penthouse
Ano de Produção: 2010
País: Estados Unidos
Estúdio: Wingman Productions
Direção: Chris Levitus
Roteiro: Kyle Kramer, Corey Large
Elenco: Rider Strong, Corey Large, April Scott, Kaley Cuoco

Sinopse: Vencedor de um reality show resolve torrar o dinheiro ganho com o programa convidando dois amigos para participar de festas e farras com muitas garotas em seu apartamento. Nem tudo porém será tão fácil como ele pensava.

Comentários:
Essa é uma comediazinha B que saiu diretamente em DVD nos EUA. Só encarei por causa da Kaley Cuoco (a Penny de "The Big Bang Theory"). Como a sinopse falava em "Três amigos farristas morando em um apartamento cheio de garotas" pensei que a Cuoco iria ser mais ousada em cena, quem sabe até com alguma cena de nudez, poderia até acontecer, mas infelizmente nada acontece! Ela faz a comportada namorada de um deles... então nada de ousadia para ela em cena! Na verdade o filme, apesar de usar como título o nome de uma conhecida revista adulta americana e se vender com um marketing dando a entender que seria uma comédia picante (ao estilo "Porky´s" dos anos 80), se mostra mais careta e conservadora do que qualquer outra coisa. A capinha coloca toda a turma pelada numa cama, em poses bem sugestivas mas esqueça. É propaganda enganosa mesmo! Decepção é uma boa palavra para definir, afinal de contas se a intenção fosse mesmo fazer um entretenimento quadradinho então que se evitasse de usar um nome tão sugestivo. Os atores não são lá muito engraçados e nem há cenas marcantes ou memoráveis. É aquele tipo de filme que poucos minutos depois de assistir você provavelmente vai esquecer de tudo. Então se for para esquecer mesmo é melhor esquecer por antecipação e não conferir esse filminho, afinal não lhe fará a menor falta.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Hardcore - No Submundo do Sexo

Título no Brasil: Hardcore - No Submundo do Sexo
Título Original: Hardcore
Ano de Produção: 1979
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Paul Schrader
Roteiro: Paul Schrader
Elenco: George C. Scott, Peter Boyle, Season Hubley

Sinopse: Após o desaparecimento de sua filha e da morosidade da polícia em encontrar seu verdadeiro paradeiro, Jake VanDorn (George C. Scott) resolve investigar por conta própria o que teria acontecido com a garota. Suas pistas o levam até o submundo da pornografia de Nova Iorque onde encontra todos os tipos de barbaridades e perversões imagináveis. 

Comentários:
Um filme muito bom estrelado pelo ótimo George C Scott. Ele faz um pai em busca de sua filha que foi sequestrada por pessoas do submundo da pornografia em pleno anos 70. O interessante é que a produção procura mostrar como era o mundo do entretenimento adulto há 40 anos. Esqueça qualquer sinal de erotismo ou sofisticação. O que se vê são verdadeiros buracos e espeluncas espalhadas pelas ruelas da grande cidade. Nos anos 80 a prefeitura de Nova Iorque resolveu revitalizar a cidade e muitos desses locais foram fechados pela vigilância sanitária (imagine como eram sujos e desprezíveis!). Assim, esse mundo subterrâneo que já não existe mais acabou sendo captado (e imortalizado) nessa produção muito realista e hardcore (o título nesse sentido não poderia ser melhor). Como não poderia deixar de ser todos os aplausos vão para George C Scott. Ele está literalmente possesso em cena. Há uma sequência em particular que ficou famosa. Ele adentra um cinema de filmes pornôs e acaba reconhecendo sua própria filha na fita! A câmera foca diretamente em Scott, em sua reação, e seu trabalho é de fato maravilhoso. Hoje em dia esse mundo de filmes adultos nos EUA mudou radicalmente e virou uma indústria realmente. Nada comparado com o lado marginal que existia na época em que esse filme foi realizado. O saldo final é mais do que positivo. Fiquei muito satisfeito com o que assisti pois a película é realmente bem acima da média. E rever em cena o grande George C. Scott (que foi comparado inclusive a Marlon Brando em sua época) é mais do que gratificante.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Cemitério Maldito

Título no Brasil: Cemitério Maldito
Título Original: Pet Sematary
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Mary Lambert
Roteiro: Stephen King
Elenco: Dale Midkiff, Denise Crosby, Fred Gwynne

Sinopse: 
Pai de família tem que consolar seu pequeno filho após a morte do animal de estimação da família. Seguindo os passos de uma antiga lenda que afirma que todo animal enterrado em um velho cemitério de índios retorna à vida ele leva o cãozinho para lá. O problema é que o animal realmente retorna mas como um ser horrível, em decomposição. Depois disso algo inesperado volta a ocorrer com a família mas a vítima é seu próprio filho. E agora? Terá coragem de levar seu filho morto para o cemitério de animais?

Comentários:
Vem remake novo por aí. Esse aqui tive a oportunidade de assistir no cinema que inclusive hoje em dia não existe mais, virou uma loja de sapatos - que pena! Pois bem, como todos sabemos o texto é do sempre ótimo Stephen King. Como sempre ele foca em uma típica família americana do meio oeste que acaba entrando em contato com eventos fantásticos. No caso o tal Pet Cemitery (ou Cemitério de animais de estimação, muito comuns nos Estados Unidos). O ator Dale Midkiff que faz o pai de família que toma uma decisão muito errada tinha acabado de fazer Elvis Presley na versão do livro "Elvis e Eu" na TV (essa série chegou a ser exibida várias vezes no SBT). O clima do filme em si é dos melhores. King prepara bem seu suspense, criando todo um clima, familiarizando sem pressa todos os personagens para o público que está acompanhado tudo. Na época que o filme foi realizado não havia ainda efeitos digitais e tudo é baseado em maquiagem (muito bem feita por sinal) e efeitos em animatronics. Confesso que sempre gostei muito mais da primeira parte do filme, quando os acontecimentos vão sendo preparados para o terrível grand finale. Em seu lançamento houve quem criticasse por colocar uma criança como um terrível ser do mal mas Stephen King está realmente acima desse tipo de coisa. Hoje em dia "Cemitério Maldito" é um pequeno clássico da obra de King e mostra que não envelheceu. Nem era preciso remake para dizer a verdade. Prefira sempre conhecer esse original.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Breakdown - Implacável Perseguição

Título no Brasil: Breakdown - Implacável Perseguição 
Título Original: Breakdown
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Dino De Laurentiis Company, Paramount Pictures
Direção: Jonathan Mostow
Roteiro: Jonathan Mostow, Sam Montgomery
Elenco: Kurt Russell, J.T. Walsh, Kathleen Quinlan

Sinopse: 
Após seu carro quebrar no meio do deserto o casal Jeff (Kurt Russell) e Amy Taylor (Kathleen Quinlan) são socorridos por um caminhoneiro que passa. Fica decidido que Amy vai com o motorista em busca de ajuda. Ambos marcam de se encontrar em um restaurante de beira de estrada próximo. A ajuda porém demora a chegar e Jeff acaba resolvendo por si mesmo o problema mecânico de seu carro. Ao chegar no local de encontro porém não vê sua esposa e nem sinal dela. Ao encontrar o caminhoneiro esse nega que tenha dado qualquer carona para a sua mulher! E agora, o que terá acontecido de fato?

Comentários:
Um dos melhores filmes da carreira de Kurt Russell que aqui conta com um roteiro bem arquitetado e desenvolvido. " Breakdown" se mostra acima da média por causa das ótimas sequências de ação, do roteiro bem bolado e das excelentes cenas de perseguição, tudo embalado em um roteiro que certamente vai agradar os fãs do gênero. A bem da verdade Russell sempre fez filmes bacanas no gênero ação. Basta lembrar da franquia "Fuga de Nova Iorque" e "Fuga de Los Angeles" para entender bem isso. Porém como também transitou muito bem em comédias - principalmente comédias românticas ao lado de sua esposa, Goldie Hawn - nunca foi considerado um astro exclusivo desse tipo de filme. Sempre foi meio que colocado de lado por essa turma de fortões que dominou os anos 80 (Tanto isso é verdade que o ignoraram para participar do filme "Os Mercenários"). Uma pena pois sua versatilidade para outros tipos de filmes nunca o desmereceu em termos de bons filmes de ação. Temos que reconhecer que algumas dessas películas eram mais voltadas para o público infanto-juvenil como o próprio "Os Aventureiros do Bairro Proibido" mas defendo que ele tem certamente seu espaço garantido entre os grandes atores de ação do cinema americano. Esse filme aqui é um exemplo claro disso. Uma ótima aventura para Stallone nenhum colocar defeito.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Colônia

Título no Brasil: A Colônia
Título Original: The Colony
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: RLJ Entertainment
Direção: Jeff Renfroe
Roteiro: Jeff Renfroe, Svet Rouskov
Elenco:  Kevin Zegers, Laurence Fishburne, Bill Paxton, Charlotte Sullivan 

Sinopse: No futuro o planeta Terra sofre uma nova era glacial. Isso acaba eliminando 90% da humanidade. Os sobreviventes tentam levar uma vida relativamente normal em colônias - estruturas subterrâneas onde tentam manter alimentos em estoque. O grande receio é a existência de epidemias, inclusive da gripe espanhola que matou grande parte dos que sobreviveram ao inverno glacial. As coisas começam a mudar quando membros da Colônia 7 recebem pedidos de socorro da Colônia 5. Um grupo é formado e enviado para lá. O que encontram irá mudar a vida de todos para sempre.

Comentários:
O espírito é de filme B. Temos aqui mais uma visão pessimista do futuro da Terra. A humanidade busca por uma saída sem grande êxito. A trama gira em torno de um grupo de membros de uma colônia que vai até outra para atender a um chamado de socorro. Ainda bem que os roteiristas fugiram da armadilha de transformar tudo em mais um filme de zumbis comedores de cérebros. O canibalismo está lá, mas a explicação é bem outra para as barbaridades vistas em cena. A produção até que é razoavelmente bem realizada. Existem sequências realmente bem feitas como as passadas em uma ponte congelada, com várias armadilhas para os que se atrevem a tentar passar por ela. Em termos de elenco o grande chamariz vem com Laurence Fishburne que infelizmente se despede da estória cedo demais. Para quem gosta de beldades o destaque vai para a loira Charlotte Sullivan, bem conhecida dos fãs de séries já que ela é uma das estrelas de "Rookie Blue". Enfim, se você for assistir ao filme esperando por algo a mais vai se decepcionar. O roteiro perde muito em sua parte final, apelando para todos os clichês possíveis. O tema sem dúvida poderia render muito mais porém os roteiristas não ousaram. Do jeito que está tudo se resume a uma produção B de ação e ficção sem grandes novidades. Se faz seu estilo arrisque.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Despertar de um Homem

Título no Brasil: O Despertar de um Homem
Título Original: This Boy's Life                 
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Michael-Caton Jones
Roteiro:  Robert Getchell, baseado no livro de Tobias Wolff
Elenco: Robert De Niro, Ellen Barkin, Leonardo DiCaprio, Chris Cooper

Sinopse: Filme baseado em fatos reais. O enredo se passa nos anos 70. Enquanto cresce e se torna um homem o jovem Toby Wolff (Leonardo DiCaprio) presencia sua mãe Caroline (Ellen Barkin) se envolver com uma série de homens violentos, irascíveis e cafajestes. A situação se torna insustentável o que faz com que ela procure recomeçar sua vida em uma outra cidade. Lá acaba conhecendo um novo namorado, Dwight (Robert De Niro), um sujeito que parece ser um bom partido para ela. Trazendo um pouco de estabilidade em sua conturbada vida amorosa, Caroline acaba tendo que lidar com os atritos entre sua nova paixão e seu filho que não gosta do novo companheiro dela.

Comentários:
Pois é, a Rede Globo parece ter se especializada em passar bons filmes apenas nas madrugadas, quando praticamente ninguém pode assistir. Hoje, por exemplo, teremos esse bom filme sendo exibido às duas da matina! Esse aqui assisti em VHS nos anos 90. É aquele tipo de drama que procura ser o mais pé no chão possível. Nada de espetacular ou absurdo acontece - apenas retrata as dificuldades da vida de um jovem, adolescente, que vê sua mãe errando sempre na escolha de seus namorados. Tudo baseado nas memórias pessoais do escritor Tobias Wolff. Eu me recordo que o filme realmente me tocou quando o vi pela primeira vez. Embora nunca tenha passado por algo semelhante deve ser muito penoso (para não dizer traumatizante) ser criado em uma família desestruturada como a do personagem de Leonardo DiCaprio. Afinal de contas nessa idade o ser humano vai criando seus valores morais, seus padrões familiares e quando não há modelos disso por perto tudo pode ficar ainda mais desesperador. Robert De Niro está realmente inspirado pois seu papel exige uma dualidade de personalidades que ele desenvolve muito bem. Para Caroline ele é um tipo de pessoa, já para seu filho o quadro muda drasticamente. DiCaprio, anos antes de virar ídolo em "Titanic" demonstra uma maturidade em seu trabalho que realmente espanta. Afinal ele era apenas um garoto na época! Por fim a bela Ellen Barkin explode em sensualidade em seu papel, mesmo sendo uma personagem em si dramática e infeliz. Assim tente dar uma de coruja hoje à noite e faça uma forcinha para conferir pois esse "This Boy's Life" realmente vale a pena.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Lorde - Royals

Ocupando o primeiro lugar na principal parada americana (Billboard Hot 100) dessa semana temos a cantora e compositora neozelandesa Lorde. Gosto bastante de seu estilo, de sua vocalização e de seus arranjos mais bem elaborados.

Além dos mais em termos globalizados nada melhor do que conhecer sonoridades de países tão distantes e diferentes do nosso como a Nova Zelândia, uma ilha menor que fica lá na Oceania - aquele continente formado pela Austrália e ilhotas ao redor. Essa canção "Royals" foi extraída do álbum "Pure Heroine" que também se tornou um grande sucesso de vendas, chegando rapidamente ao disco de platina no mercado americano.

É o primeiro álbum dessa cantora e por isso poucos ainda a conhecem aqui no Brasil. A inclusão de uma faixa da cantora na trilha sonora do novo "Jogos Vorazes" que está estreando obviamente ajudou bastante na subida ao primeiro lugar da Billboard e a tornará mais popular. Deixando de lado o aspecto mais objetivo também gostei dessa canção ter chegado ao primeiro lugar tirando a escandalosa Miley Cyrus do topo já que entendo que vulgaridade é algo bem diferente de talento. Fazer caras e bocas eróticas além de ser muito ultrapassado só mostra mesmo que a moça está desesperada por atenção da mídia. Prefira ouvir mesmo Lorde, é uma sonoridade muito mais sofisticada e de bom gosto.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O Sucesso a Qualquer Preço

Título no Brasil: O Sucesso a Qualquer Preço
Título Original: Glengarry Glen Ross
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: James Foley
Roteiro: David Mamet
Elenco: Al Pacino, Jack Lemmon, Alec Baldwin, Alan Arkin, Ed Harris, Kevin Spacey 

Sinopse: No concorrido mundo corporativo dos Estados Unidos uma empresa visando aumentar suas vendas estipula uma disputa entre seus vendedores. Aquele que vender mais ganhará um carro clássico, o segundo um mero fagueiro e o terceiro será punido com o olho da rua, sendo demitido sem perdão. A competição acaba revelando o pior lado de todos os empregados que a partir daí só pensam em ganhar o automóvel e salvar seu precioso emprego. Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator coadjuvante para Al Pacino.

Comentários:
Um dos filmes mais subestimados da carreira de Al Pacino, o que é de se lamentar já que seu roteiro é um dos mais cínicos e irônicos que o ator já teve o prazer de trabalhar. Não me admira em nada já que estamos falando do grande David Mamet. O texto aqui é baseado em uma de suas peças de teatro o que talvez, apenas talvez, faça com que alguns espectadores torçam o nariz. Como sabemos o cinema hoje em dia é fundamentado em toneladas de efeitos digitais (a maioria deles gratuitos) e ação, o tempo todo, sem parar, como se o público fosse formado por guris com déficit de atenção. Pois bem, se você procura algo assim então é melhor ficar longe de "Glengarry Glen Ross" pois aqui temos o extremo oposto disso. Mamet se apóia na profundidade psicológica de seus personagens, de seu pequenos e grandes deslizes éticos. O cenário é o terrível mundo corporativo americano onde todo tipo de traição, puxada de tapete e jogo sujo é considerado apenas mais uma peça no tabuleiro do sucesso em grandes empresas. Al Pacino, como sempre está ótimo, mas quem rouba o show mesmo é o grande Jack Lemmon. Ele interpreta um personagem que se torna obsoleto dentro do mercado do trabalho. Sua tentativa de se tornar relevante e digno de respeito é maravilhosa. Um dos grandes trabalhos de Lemmon. Assim deixamos mais uma dica de uma pequena obra prima que infelizmente anda bem esquecida. Assista, você não se arrependerá.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Tudo Pela Vitória

Eu sou um grande fã da série "Friday Night Lights". Fiz questão de assistir do primeiro ao último episódio. Até hoje considero um dos melhores trabalhos já feitos na TV americana em todos os tempos. Exagero? Nenhum. Entendo que muitos espectadores brasileiros desistiram de FNL simplesmente porque a trama girava em torno de um esporte que até hoje é visto com reservas em nosso país: o futebol americano. Realmente na terra do futebol jogado com os pés fica mesmo complicado para o brasileiro médio criar algum vínculo ou se interessar por algo assim tão diferente. Bom, quem pensou assim infelizmente perdeu uma série realmente maravilhosa. As pessoas deveriam entender que mesmo em filmes e séries que giram em torno de esportes que não tem popularidade no Brasil existem tramas bem escritas, roteiros bem trabalhados e atuações de respeito. Essa série foi premiada com vários Emmys ao longo do tempo mas mesmo assim nunca pegou no Brasil. Só posso lamentar.

Já esse filme, "Tudo Pela Vitória", que deu origem à série que tanto elogiei, é bem decepcionante. Curiosamente só vim a assistir anos depois que tinha terminado de assistir ao seriado "Friday Night Lights". Obviamente como era fã do que via na TV pensei que o filme que começou tudo seria do mesmo nível (ou até melhor). Ledo engano. Na verdade temos aqui algo bem inferior. Achei o longa frio, distante e fraco. Só dois atores da série aparecem mas entram mudos e saem calados. Não possuem a menor importância dentro da trama. A série é sem dúvida mil vezes superior. Nem Billy Bob Thornton, um profissional de que gosto muito, conseguiu salvar tudo do marasmo. Obviamente o enredo, a estória, tem o mesmo ponto de partida: os dramas, os sonhos e as desilusões de um grupo de estudantes colegiais americanos que sonham um dia se tornarem atletas profissionais da NFL (A liga de futebol americano dos EUA, cujas inicias são também as que dão nome ao filme e à série). Senti falta dos personagens de que tanto gostava e do enredo mais bem trabalhado. Claro que por ser um filme tínhamos que dar um desconto, afinal não há como desenvolver tão bem todos os personagens como em uma série de TV mas mesmo assim achei tudo muito sofrível. Uma pena.

Título no Brasil: Tudo Pela Vitória
Título Original: Friday Night Lights
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal
Direção: Peter Berg
Roteiro:  Buzz Bissinger, David Aaron Cohen
Elenco: Billy Bob Thornton, Jay Hernandez, Derek Luke

Sinopse: Filme que deu origem à série "Friday Night Lights". Um treinador veterano tenta montar uma equipe de futebol americano para vencer o torneio de equipes colegiais. No campo todos os jogadores dão o melhor de si pois isso pode significar a contratação para jogar numa equipe universitária, onde os caminhos para o NFL (a liga profissional do esporte) ficariam abertos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Encontro Marcado

Título no Brasil: Encontro Marcado
Título Original: Meet Joe Black
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal
Direção: Martin Brest
Roteiro: Ron Osborn, Jeff Reno
Elenco: Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani

Sinopse: William Parrish (Anthony Hopkins) é um homem extremamente bem sucedido no mundo dos negócios. Magnata das comunicações ele acaba conhecendo um estranho sujeito chamado simplesmente de Joe Black. É uma figura estranha, que causa terror e curiosidade em Parrish. O tal estranho está particularmente interessado em entender a natureza humana e por isso propõe um estranho e inusitado pacto com seu anfitrião.

Comentários:
A morte sempre foi um mistério para o homem. Assim não é de se admirar que aqui ela (ou ele) ganhe carne e osso e vire um personagem de ficção. "Meet Joe Black" é justamente isso. Quando assisti ao filme pela primeira vez (no cinema) eu realmente achei o argumento muito sombrio, de complicado desenvolvimento e entendimento para o grande público. É um texto com muito simbolismo e poucas pessoas realmente perceberam as nuances do roteiro na época. Anthony Hopkins representa a futilidade e a frivolidade da vida. Dinheiro, poder, sucesso financeiro, será que isso tudo leva alguém a algum lugar? Será que traz mesmo felicidade? Brad Pitt, por outro lado, representa o grande mistério, o vácuo, o abismo. Verdade seja dita, um ator como ele, que na época estava desfrutando do auge de sua popularidade, estrelando um sucesso de bilheteria atrás do outro, ter a coragem de aceitar o papel de Joe Black é realmente algo digno de admiração. Ele não se importou com sua imagem ou nem mesmo com suas fãs adolescentes (que muito provavelmente não captaram a verdadeira mensagem do filme) e resolveu arriscar, ser ousado. Isso de certa forma já provava que ele não era apenas um galã como tantos outros. Era de fato um ator talentoso - algo que provaria nos anos seguintes. Confesso que na primeira vez que assisti a essa produção não consegui gostar muito. Certamente entendi o texto subliminar mas para um jovem aquilo não tinha tanta importância. Revendo agora pude perceber que esse é um daqueles casos em que apenas a maturidade e a experiência de vida conseguem fazer o espectador enxergar além do que é visto na tela. Em meu caso pude perceber isso muito bem. Os anos vividos fizeram com que a mensagem do roteiro ganhasse uma outra dimensão agora. Se é o seu caso reveja, certamente o filme mostrará detalhes que passaram despercebidos anteriormente.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Resgate em Alta Velocidade

Título no Brasil: Resgate em Alta Velocidade
Título Original: Getaway
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos, Bulgária
Estúdio: Warner Bros
Direção: Courtney Solomon
Roteiro: Sean Finegan, Gregg Maxwell Parker
Elenco: Ethan Hawke, Selena Gomez, Jon Voight

Sinopse: 
Brent Magna (Ethan Hawke) é um piloto de automobilismo aposentado que se vê alvo de uma chantagem. Um criminoso sequestra sua esposa e o coloca contra a parede. Ele deve pilotar um carro pelas ruas de Sofia obedecendo todas as suas instruções, caso contrário ele a matará. No fundo tudo se resume a um grande roubo de bancos, usando Magna como peça de manobra para seus planos.

Comentários:
É uma espécie de filho bastardo da franquia "Velozes e Furiosos". Toda a ação se passa com o personagem de Ethan Hawke e Selena Gomez dentro do carro possante enquanto a polícia de Sofia, na Bulgária, tenta colocar as mãos neles. Roteiro mínimo, com forte enfase mesmo em velocidade, efeitos sonoros e muitos acidentes e perseguições. Selena Gomez é aquela atriz do canal Disney que ficou conhecida por ter namorado o "cantor" Justin Bieber por um tempo. Já Ethan Hawke tenta trazer adrenalina para seu personagem mono temático. Pior se sai Jon Voight que mal aparece. Na verdade na maior parte do tempo tudo o que ouvimos é sua voz em off dando instruções para Hawke. Como não poderia deixar de ser o roteiro tem muitos furos de lógica. A intenção é mesmo através de uma edição alucinada dar ao espectador uma sucessão de sequências de carros e motos em alta velocidade se enfrentando pelas ruas da cidade. Há um grande e longo plano sequência no final onde o público fica o tempo todo vendo a perspectiva de visão do personagem de Hawke no volante. Você provavelmente vai ficar tonto ou enjoado de ver tantos carros voando pelos ares enquanto Hawke pisa fundo no acelerador. Em determinado momento ficamos até mesmo na dúvida se estamos vendo um filme ou um game de carros! Enfim, só recomendado para fanáticos de carros velozes... e é só!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Cloverfield - Monstro

Título no Brasil: Cloverfield - Monstro
Título Original: Cloverfield
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Matt Reeves
Roteiro: Drew Goddard
Elenco: Mike Vogel, Jessica Lucas, Lizzy Caplan

Sinopse:
Um grupo de jovens acaba gravando por acaso com sua câmera o surgimento de um monstro colossal em uma grande cidade americana. Tentando sobreviver ao desastre eles fazem de tudo para escapar do local enquanto vão filmando todos os acontecimentos por onde passam.

Comentários:
"A Bruxa de Blair", queiram ou não os críticos, fez escola. E criou uma nova linguagem nos filmes de terror e ficção. Nos Estados Unidos esse tipo de estética é chamada de Mockumentary. Tudo surge ao espectador como se fossem imagens captadas de forma amadora mas que registram eventos fantásticos. Esse "Cloverfield" segue essa linhagem, ou seja, tudo aparece na tela como se tivesse sido registrado por uma pessoa comum, por isso os excessos de imagens sem foco, tremidas, sem objetivo. No caso aqui temos, como foi dito muito ironicamente por um observador mais atento, um cruzamento de "Godzilla" com "A Bruxa de Blair". O resultado é bem irregular. Com orçamento muito enxuto (o filme custou meros 25 milhões de dólares rendendo quatro vezes mais apenas no mercado americano), "Cloverfield" nada mais é do que uma tentativa de trazer uma nova visão para uma ideia bem antiga. Afinal já se faziam filmes em série com monstros como esse nos anos 50. Novidade certamente não há nesse aspecto. A produção, é claro, tem seus defensores mas em minha forma de ver, além da falta de novidades, há uma sensação de ausência de direção no que vemos na tela. O filme muitas vezes cai no lugar comum, se perde com momentos sem importância e desnecessários, banais. Um roteiro melhor desenvolvido também cairia muito bem. Do jeito que está não consegue convencer aos fãs do gênero que vão perdendo o interesse gradativamente ao longo do filme. Quando o tal monstrengo finalmente resolve aparecer em close já se perdeu o interesse nele há muito tempo. Game Over.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 17 de novembro de 2013

Bernardo e Bianca (1977)

Título no Brasil: Bernardo e Bianca
Título Original: The Rescuers
Ano de Produção: 1977
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney
Direção: John Lounsbery, Wolfgang Reitherman
Roteiro: Margery Sharp, Larry Clemmons 
Elenco: Bob Newhart, Eva Gabor, Geraldine Page

Sinopse: 
Um casal de ratinhos formado por Bernardo e Bianca vive mil e uma aventuras quando resolvem solucionar o mistério do desaparecimento de uma garotinha. Suas investigações os levarão a enfrentar terríveis caçadores de tesouros e vilões da pior espécie.

Comentários:
Após a morte de Walt Disney, fundador e mentor do maior estúdio de animação da história, houve uma inegável queda na qualidade dos longas da empresa que chegaram aos cinemas. Criticados por não mais trazer o tom mágico de Disney os animadores se esforçaram por anos para reencontrarem o caminho do sucesso. Foi justamente no meio dessa grande crise que finalmente eles conseguiram um sucesso digno do nome de Disney. Foi com esse "Bernardo e Bianca" que finalmente se conseguiu aliar mais uma vez uma reação positiva tanto do público como da crítica. Roteiro bem desenvolvido aliado a personagens carismáticos, o longa logo se tornou um grande sucesso. Na época os ratinhos se transformaram em um sopro de ar fresco para os criadores do estúdio. O caminho do sucesso finalmente estava aberto novamente. Os traços dessas animações dos anos 70 são bem diferentes da técnica que vemos hoje em dia. São traços fortes, com cores pesadas até. Essa fase do qual ando assistindo alguns longas são considerados de uma fase de baixa dos estúdios, que só iria se reerguer totalmente com "A Pequena Sereia". Até dou razão a alguns críticos dessa época, pois apesar dos personagens serem carismáticos, as animações da Disney mostravam pouca inspiração e tinham ainda um visual desatualizado, antigo. "Bernardo e Bianca" ainda possui algumas dessas características mas já mostra com brilhantismo uma clara amenização em certos aspectos. É a animação que fez a Disney reerguer novamente sua cabeça com orgulho.

Júlio Abreu.

Deixa Estar

Título no Brasil: Deixa Estar
Título Original: Let It Be
Ano de Produção: 1970
País: Inglaterra
Estúdio: Apple Corps
Direção: Michael Lindsay-Hogg
Roteiro: Michael Lindsay-Hogg, The Beatles
Elenco: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr

Sinopse: 
Documentário musical que mostra o grupo britânico The Beatles durante as gravações do álbum "Let It Be". A ideia era registrar o processo de criação do mais famoso grupo de rock da história dentro dos estúdios em Londres. No final o grupo se apresenta ao vivo pela última vez em sua carreira.

Comentários:
Paul McCartney teve a ideia central desse documentário. Tudo soava muito simples. Intitulado "Get Back" o plano inicial de Paul era filmar os Beatles gravando um álbum dentro dos estúdios e depois a volta triunfal do grupo aos grandes shows ao vivo pelo mundo. O problema é que os Beatles estavam implodindo quando começaram as filmagens. Paul, George e John não conseguiam mais se entender. Brigas, discussões, desconforto, tudo acabou sendo captado de forma involuntária pelos responsáveis do filme. Depois de um começo tenso John e George decidiram que não estavam mais dispostos a realizar a tal turnê mundial que Paul queria. Isso criou um grande atrito pois seria justamente esse o clímax do documentário. Sem saída John sugeriu que todos fossem para o telhado da Apple em Londres e lá fizessem uma apresentação final com quatro ou cinco músicas para fechar o filme. Foi o que fizeram. A polícia londrina apareceu para encerrar o concerto e "Let it Be" (o novo nome dado ao documentário) afundou de uma vez. O que era para ser o registro da volta triunfal dos Beatles se transformou em um triste retrato do grupo se separando. Não deixa de ser histórico e importante para o mundo do rock mas o clima de melancolia incomoda. Mesmo assim seja você beatlemaníaco ou não o fato é que "Deixa Estar" é de fato um item indispensável em qualquer coleção. Simplesmente essencial para os amantes do rock em geral.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

sábado, 16 de novembro de 2013

Família do Bagulho

Título no Brasil: Família do Bagulho
Título Original: We're the Millers
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Rawson Marshall Thurber
Roteiro: Bob Fisher, Steve Faber
Elenco: Jason Sudeikis, Jennifer Aniston, Emma Roberts, Will Poulter

Sinopse: David Clark (Jason Sudeikis) é um traficante pé de chinelo que acaba sendo roubado por um bando de adolescentes enfurecidos. Agora, devendo uma fortuna para um chefão do crime ele teme por sua vida. O criminoso porém lhe propõe um trato: ele será perdoado se conseguir trazer um grande carregamento de maconha do México. Para despistar a polícia David então resolve recrutar uma stripper falida (Jennifer Aniston), uma garota sem teto e um vizinho de seu prédio para todos fingirem ser uma grande e feliz família americana! Obviamente isso dará origem a muitas confusões.

Comentários:
Você provavelmente pensava que nunca veria um traficante gente boa numa comédia boboca em sua vida. Pois bem, então se prepare para ver. "Família do Bagulho" é bem isso. O personagem de Jason Sudeikis é mostrado sim como um traficante de maconha mas como na sociedade americana o uso da erva tem sido cada vez mais tolerado e aceito ele consegue até mesmo ganhar a simpatia do público. Bobagens sociológicas à parte temos que reconhecer que apesar do argumento muito bobinho essa comédia consegue divertir bastante. Claro que em certo momento o espectador vai ter que engolir a mensagem subliminar de que a felicidade só existe mesmo dentro de uma típica família suburbana americana mas deixando essa bobagem de lado certamente tudo será bem divertido. O elenco está realmente muito engraçado, especialmente Jason Sudeikis que sai da caracterização de traficante mixuruca para paizão boboca com grande sucesso. Há uma cena final - ao estilo making off - muito divertida quando os atores fazem uma pegadinha em cima de Jennifer Aniston usando a musiquinha de Friends. Consegue ser mais engraçada que muitas cenas do filme. Enfim, dê uma chance a essa comédia ao estilo besteirinha. Desligar o cérebro de vez em quando também é bom e relaxante.

Pablo Aluísio.

Clube dos Cinco

Título no Brasil: Clube dos Cinco
Título Original: The Breakfast Club
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Elenco: Emilio Estevez, Judd Nelson, Molly Ringwald, Anthony Michael Hall, Ally Sheedy

Sinopse: Cinco jovens são enviados para a detenção em sua escola (um tipo de castigo por terem infringido alguma regra colegial). Presos lá, sem ter muito o que fazer, começam a conversar entre si expondo pensamentos, anseios, dramas e medos de suas vidas pessoais. Um retrato honesto e muito bem realizado pelo diretor John Hughes.

Comentários:
Já que estamos falando da turma do Brat Pack então vamos relembrar esse que é considerado um dos grandes clássicos juvenis da década de 80, "Clube dos Cinco". O grande diferencial começa com a direção do sempre ótimo John Hughes. Ele escreveu um ótimo roteiro que se aproveitava de uma situação básica (cinco jovens são enviados para a detenção de sua escola) para discutir aspectos importantes para a juventude da época, para quem estava vivendo aquele momento em suas vidas. Os cinco personagens são arquétipos comuns da vida colegial. Há o atleta (Emilio Estevez), o bad boy (Judd Nelson), o nerd (Anthony Michael Hall). a esquisita (Ally Sheedy) e a adolescente comum, até sonhadora (Molly Ringwald). Usando desses personagens em ambiente fechado Hughes conseguiu discutir os principais anseios, sonhos, medos e conflitos dos jovens da década de 80. O roteiro, como não poderia deixar de ser, é um primor mas a atuação dos atores também acrescenta muito no resultado final. Ao final da exibição de "The Breakfast Club" você chega em algumas conclusões. A primeira é a de que filmes adolescentes não precisam ser necessariamente idiotas. Em segundo que jovens são bem mais inteligentes do que se pensa, por isso não se deve subestimá-los em nenhum momento. Se nunca viu em sua vida esse filme, se é jovem demais para conhecer, corra para ver. É um dos melhores filmes já feitos sobre aquele período tão complicado da vida de todos nós, a juventude. Uma obra prima com a assinatura de John Hughes.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas

Título no Brasil: O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas
Título Original: St. Elmo's Fire
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Joel Schumacher
Elenco:  Demi Moore, Rob Lowe, Andrew McCarthy, Emilio Estevez, Judd Nelson, Ally Sheedy

Sinopse: Um grupo de jovens amigos se reúnem no "St. Elmo's Fire", um misto de bar e casa de shows onde eles trocam experiências, fazem confidências e contam suas desilusões amorosas. No centro de tudo está Billy Hicks (Rob Lowe), um jovem saxofonista que não sabe direito que rumo tomar em sua vida pessoal e sentimental.

Comentários:
Se você é jovem demais para lembrar e deseja saber quem eram os ídolos jovens do cinema na década de 80 então esse "O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas" se torna o filme ideal. Isso porque nenhum outro reuniu tantos ídolos teens como esse aqui. Todos, sem exceção, eram capas de revistas juvenis e símbolos sexuais para os adolescentes da época. A imprensa americana gostava de chamar essa turma de Brat Pack (algo como bando de fedelhos). Hoje já são todos senhores beirando os 50 anos, quem diria! A produção anda badalada porque foi relembrada nos EUA na celebração de seus 25 anos de lançamento. Uma edição especial em DVD foi lançada e o clima de nostalgia tomou conta da festa! O tempo voa meu caro! Obviamente que o grande atrativo é o elenco. Temos a Demi Moore (jovem e muito linda), o Emilio Estevez (irmão do Charlie Sheen, um bom ator que anda sumido), e o maior sex symbol da fita, o Rob Lowe (também muito jovem e com um penteado pra lá de esquisito, pagando mico em várias cenas ao tentar convencer que realmente toca sax!). É realmente uma galeria de astros adolescentes dos anos 80. A direção é do irregular Joel Schumacher que anos depois mataria o Batman. Essa porém é outra história.
 
Pablo Aluísio e Júlio Abreu.