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domingo, 8 de agosto de 2021

Meninos de Deus

Esse filme é ótimo e injustamente subestimado. O filme conta a história de um grupo de jovens colegiais, estudantes em uma escola católica tradicional. Um deles tem fixação por quadrinhos e desenhos. Então ele vai transformando em desenho as experiências que vive, as pessoas que conhece, os amores típicos da adolescência, etc. E isso abre margem para o filme apresentar uma série de pequenas animações, muito bem realizadas por sinal, que só existem mesmo na mente do garoto. Algo que dá uma dinâmica própria ao filme, misturando um ótimo gancho narrativo com pitadas de bom humor e ironia.

O elenco é outro ponto de interesse para assistir ao filme. Uma das freiras da escola é interpretada por Jodie Foster! Imagine você, logo ela, uma atuante ativista dos direitos da comunidade LGBT. Ela inclusive usa de sua personagem para tirar alguns casquinhas da mente de pessoas afundadas na religião, os que as tornam preconceituosas e sem humor nenhum na vida. Jodie inclusive participou do filme também como produtora executiva. Outro destaque vem do ator Emile Hirsch. Quando fez o filme era praticamente um garoto, mas já demonstrava muito talento, algo que iria se confirmar nos anos que viriam. Enfim, deixo a dica desse filme. Para quem já foi aluno em uma dessas tradicionais escolas católicas (como é o meu caso, inclusive) haverá muito com que se identificar.

Meninos de Deus (The Dangerous Lives of Altar Boys, Estados Unidos, 2002) Direção: Peter Care / Roteiro: Jeff Stockwell, Michael Petroni, baseados em livro escrito por Chris Fuhrman / Elenco: Emile Hirsch, Jodie Foster, Kieran Culkin, Jena Malone / Sinopse: Um grupo de colegiais de uma tradicional escola católica vivem as alegrias e emoções típicamente de sua idade.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Never Grow Old

O imigrante irlandês Patrick Tate (Emile Hirsch) vive com sua família em um pequeno rancho numa cidadezinha do velho oeste. O lugar é dominado por um pastor evangélico que impõe uma rígida disciplina aos moradores, sendo proibido o consumo de álcool. Não há saloons abertos. Também não há prostituição. Tudo de acordo com a moralidade cristã. Isso muda quando o caçador de recompensas e pistoleiro Dutch Albert (John Cusack) chega no lugar. Ele está atrás de um assassino foragido. Liderando um bando de criminosos, ele decide se apoderar de um dos estabelecimentos comerciais do lugar e abre ali um saloon. Quebra as regras de moralidade sem a menor cerimônia.

Como Dutch é um sujeito violento, com fama de psicopata, ninguém ousa enfrentá-lo. Em pouco tempo retorna a prostituição na cidade, assim como o consumo de bebidas e os jogos de cartas, que quase sempre acabam com um dos jogadores baleado ou morto. O irlandês Tate trabalha também como agente funerário e vai levando sua vida, até que um dos capangas de Dutch decide mexer com sua mulher no rancho. A partir daí vem o confronto pois Tate precisa se posicionar, abrindo uma caixa de Pandora de violência e mortes na cidade.

Gostei bastante desse western. Há um clima sombrio, soturno que permeia o filme do começo ao fim. As cenas são bem escuras, geralmente iluminadas apenas por tochas. Tudo para combinar com a tensão que desce sobre aquela comunidade com a presença pecaminosa do vilão Dutch. O grande destaque do elenco vem com John Cusack. Ele está perfeito como o vilão. Um sujeito com fala mansa, típica de psicopatas, como se estivesse na véspera de cometer algum crime, alguma atrocidade. È um faroeste que me surpreendeu em diversos níveis. Meu veredito não poderia ser outro: É um filmão!

Never Grow Old (Estados Unidos, 2019) Direção: Ivan Kavanagh / Roteiro: Ivan Kavanagh / Elenco: Stars: Emile Hirsch, John Cusack, Déborah François, Molly McCann / Sinopse: Pequena e pacata cidade do velho oeste é abalada com a chegada de um pistoleiro e caçador de recompensas conhecido como Dutch, o Holandês. E ele parece disposto a trazer violência e morte para aquele vilarejo, antes devoto com a moralidade cristã.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

A Viúva Chinesa

Título no Brasil: A Viúva Chinesa
Título Original: In Harm´s Way
Ano de Produção: 2017
País: Estados Unidos, China
Estúdio: Roc Pictures
Direção: Bille August
Roteiro: Greg Latter
Elenco: Emile Hirsch, Yifei Liu, Fangcong Li, Lambert Houston, Cary Woodworth, Gallen Lo

Sinopse:
Durante a II Guerra Mundial um avião militar americano cai em um território chinês ocupado por tropas japonesas após bombardear Tóquio. O piloto americano Jack (Emile Hirsch) sobrevive e é ajudado por uma jovem viúva chinesa chamada Ying (Yifei Liu) e sua pequena filha.

Comentários:
Esse filme mescla fatos históricos reais com personagens de pura ficção. De fato muitos militares americanos da força aérea caíram na China após atacar a capital dos japoneses, porém os personagens mostrados no filme, do jovem piloto e da chinesa são meramente ficcionais. O que não importa no final das contas porque a história contada é bem interessante e vai interessar tanto a quem gosta de filmes de guerra como também quem procura por romances impossíveis. Como é uma produção bem globalizada, financiada por estúdios de cinema dos Estados Unidos e da China, com um diretor dinamarquês, o sempre correto Bille August, o filme apresenta um bem escrito roteiro e uma boa escolha de elenco multinacional. A atriz chinesa Yifei Liu se destaca pela beleza delicada e pelo talento dramático. O americano Emile Hirsch é nosso velho conhecido. Embora ainda seja jovem já tem um excelente currículo de bons (e alguns excelentes) filmes para exibir. Enfim, um bom filme que me agradou bastante, com todos os elementos bem enquadrados dentro da história que almeja contar. Vale a pena conhecer e assistir.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Era Uma Vez em... Hollywood

Quando eu soube que o novo filme de Quentin Tarantino iria ter como tema o assassinato da atriz Sharon Tate naquele trágico crime envolvendo membros da seita de Charles Manson, fiquei completamente desanimado. Não acredito que coisas assim devem ser resgatados do passado pelo cinema. Algumas histórias são tão horríveis que os mortos devem ser deixados em paz. Porém o que não levei em conta é que Tarantino não deve ser subestimado. Ele realmente nunca faria um filme banal sobre aquilo tudo que aconteceu. Ele encontraria uma maneira original de explorar esse tema tão espinhoso. E eis que fui surpreendido completamente por esse filme quando o assisti. De fato é algo muito bem desenvolvido. Em seu roteiro Tarantino misturou pessoas reais, que existiram mesmo, com personagens puramente de ficção. E criativo como ele é, não poderia dar em outra coisa. Os personagens de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt são referências da cultura pop. Uma miscelânea de tipos que eram bem comuns na Hollywood dos anos 60. O ator de seriados de faroeste interpretado por DiCaprio é uma ótima criação. Com ecos de Clint Eastwood e outros atores de segundo escalão da época, ele retrata bem aquele tipo de ator que nunca conseguiu se tornar um astro em Hollywood. Vivendo de seriados popularescos, o que lhe sobra em determinado momento é ir para Roma filmar faroestes do tipo Western Spaghetti. Produções B, bem ruins e mal feitas.

Brad Pitt é o dublê desempregado que mora em um trailer. Para sobreviver ele se torna uma espécie de assistente pessoal e "faz-tudo" para o ator decadente de DiCaprio. As melhores cenas do filme inclusive estão com ele. Na visita ao rancho onde a "família Manson" vivia e no clímax final que é puro nonsense criativo. Margot Robbie está um pouco em segundo plano, apesar de interpretar Sharon Tate. Isso foi consequência do próprio roteiro que vai girando ao largo, na periferia dos acontecimentos. E sua Sharon é bem retratada no roteiro. Uma mocinha bonita, mas meio cabeça de vento, que passava o dia ouvindo música. Não tinha mesmo muita coisa na cabeça. Era uma starlet dos anos 60, nada mais.

Por fim tenho que tecer breves comentários sobre o final do filme, mas isso sem entregar nenhuma surpresa, que afinal de contas é o grande trunfo desse novo Tarantino. Conforme o filme foi se desenvolvendo eu fui gostando de praticamente tudo. Dos personagens, da ambientação anos 60, de tudo. Acontece que na meia hora final chega o momento da verdade. Eu não queria ver de novo a matança de Sharon Tate e seus amigos. Aí Tarantino foi mesmo um mestre. Saiu completamente do lugar comum, criou sua própria realidade paralela. Genial. Não é à toa que o filme é quase uma fábula, um faz de conta. A realidade foi tão trágica... por que não ir por outro caminho? Ao fazer isso Tarantino acabou criando uma pequena obra-prima. Palmas para ele.

Era Uma Vez em... Hollywood (Once Upon a Time... in Hollywood, Estados Unidos, Inglaterra, China, 2019) Direção: Quentin Tarantino / Roteiro: Quentin Tarantino / Elenco: Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch, Al Pacino, Dakota Fanning, Timothy Olyphant, Bruce Dern, Luke Perry / Sinopse: Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de segundo escalão em Hollywood. Decadente, ele aceita ir para Roma filmar filmes de western spaghetti. Cliff Booth (Brad Pitt) é um dublê desempregado que trabalha para Dalton como seu assistente pessoal. Eles não sabem, mas vão fazer parte de um dos eventos mais trágicos da história de Hollywood... ou quase isso!

Pablo Aluísio. 

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A Autópsia

Título no Brasil: A Autópsia
Título Original: The Autopsy of Jane Doe
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: IM Global, Impostor Pictures
Direção: André Øvredal
Roteiro: Ian B. Goldberg, Richard Naing
Elenco: Brian Cox, Emile Hirsch, Ophelia Lovibond

Sinopse:
Um corpo de uma mulher chega no setor de necropsia onde trabalha Tommy (Brian Cox) e seu filho Austin (Emile Hirsch). O cadáver estava enterrado no porão de uma casa. Não há informações sobre quem teria sido aquela pessoa. Por isso ela é denominada de Jane Doe. Após sua chegada ao morgue começam uma série de estranhos eventos, alguns de origem sobrenatural.

Comentários:
Filmes como esse sempre terão apelo junto aos fãs de filmes de terror. A trama é bem simples. Temos um corpo, um legista e seu filho, uma sala de necropsia e uma tempestade que se forma lá fora. Conforme o legista vai examinando o corpo da mulher ele vai descobrindo coisas estranhas, como escritos feitos na parte interna de sua pele. Parece bruxaria e ocultismo, aliás só parece não, é de fato isso mesmo, magia negra, coisa da pesada. O filme investe no suspense e na tensão. Lá pela terça parte final perde um pouco de impacto, porque vão se tornando óbvias demais as soluções tiradas da cartola pelo roteiro, mas em nenhum momento ficamos com a sensação ruim de estarmos perdendo tempo. Pelo contrário. Tudo é bem construído e apesar do desfecho, digamos, convencional e comerciai, ainda vale a pena conhecer esse pequeno filme de terror que conseguiu um feito e tanto aqui em nosso país, ser lançado nos cinemas, no circuito comercial. Isso sem fazer parte de nenhuma franquia de terror mais conhecida. Nada mal para um corpo sem nome e sem identificação.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Eu Sou Heath Ledger

Esse documentário procura fugir dos padrões. Obviamente há aquele formato mais ou menos padrão, mostrando depoimentos que pessoas que conviveram com o ator, intercaladas com imagens do passado. Desfilam pela tela familiares, amigos, colegas de profissão, etc. O diferencial é a presença de cenas amadoras feitas pelo próprio Heath Ledger, que tinha muitas câmeras, na realidade colecionava elas. Material de primeira para qualquer documentarista que se preze. Antes de mais nada também é bom salientar que é um documentário chapa branca, oficial, ou seja, nada de ruim sobre ele vai aparecer na tela. Na verdade há uma certa "canonização" em torno de Ledger, algo comum de acontecer nesse tipo de produção. Assim o problema de Heath Ledger com as drogas passa longe de aparecer na tela. Tudo é sutilmente varrido para debaixo dos panos. Seu complicado casamento e divórcio com Michelle Williams também é mostrado de forma muito camuflada. Por falar nela a ex-esposa do ator não está entre as pessoas que falam sobre ele no filme. Nem ela e nem a filha. Outra falta marcante é a do ator Jake Gyllenhaal. Grande amigo de Heath, padrinho de sua filha, ele também não dá as caras no documentário.

No fim o que sobra de bom são as diversas cenas amadoras feitas pelo próprio ator (como já citei) e cenas mostrando os bastidores de seus principais filmes. Já o verdadeiro Heath Ledger, o da vida real, aquele que morreu precocemente aos 28 anos de idade por causa de uma overdose de drogas, esse mais parece uma miragem distante. Vale para fãs incondicionais do ator, até por aspectos poucos conhecidos de sua vida profissional (ele também dirigia clips musicais e produzia álbuns). Já para quem quiser conhecer a fundo sua biografia, bem, esses não terão nada para ver. É um produto feito para glorificar Heath Ledger como astro de Hollywood, não para conhecer a fundo sua perssonalidade.

Eu Sou Heath Ledger (I Am Heath Ledger, Estados Unidos, 2017) Direção: Adrian Buitenhuis, Derik Murray / Roteiro: Hart Snider / Elenco: Heath Ledger, Naomi Watts, Ben Harper, Ang Lee, Emile Hirsch, Kim Ledger, / Sinopse: Se trata de um documentário realizado para relembrar os dez anos da morte do ator Heath Ledger . Através de depoimentos pessoais, imagens amadoras feitas pelo próprio ator e cenas inéditas e raras, aspectos de sua vida pessoal e profissional são resgatados.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Autópsia

Está chegando nesse fim de semana nos cinemas brasileiros esse terror chamado "A Autópsia". Tudo se passa praticamente em um único ambiente: um necrotério. É lá que trabalham pai e filho, Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin (Emile Hirsch). Eles realizam autópsias em corpos que chegam todos os dias. Em um dia chuvoso dá entrada no lugar o corpo de uma jovem garota. Sua localização intrigou os policiais, pois ela parecia enterrada há muito tempo no porão de uma velha casa. Apesar disso ter acontecido há muitos anos o cadáver de Jane Doe (nome dado a pessoas do sexo feminino cuja identidade não se sabe ao certo), está praticamente intacto. Nenhum sinal de decomposição. Ela está em ótimo estado. Então ela é levada para a sala de autópsia e começam os trabalhos. Descobre-se que ela tem estranhas marcas por baixo da pele, como símbolos de bruxaria e misticismo. Não demora muito e coisas inesperadas começam a acontecer.

Esse filme "The Autopsy of Jane Doe" mostra bem que em um mesmo filme você pode encontrar boas situações de suspense lado a lado com bobagens gratuitas e desnecessárias. O filme é dividido em três atos. Nos dois primeiros tudo soa muito bem, com ótimo aproveitamento do suspense dentro do necrotério. Uma tempestade está chegando e tudo vai ficando cada vez mais mórbido e sombrio. O problema é que os roteiristas erraram muito na conclusão do filme, em sua terça parte final. O que era intrigante, assustador, acaba virando rotina, nada muito diferente do que você já está acostumado a ver em outros filmes de terror como esse. Assim esse é mais um caso típico daqueles filmes que começam muito bem, mas que depois derrapam feio quando tentam concluir sua trama.

A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe, Estados Unidos, 2016) Direção: André Øvredal / Roteiro: Ian B. Goldberg, Richard Naing/ Elenco: Brian Cox, Emile Hirsch, Ophelia Lovibond / Sinopse: Corpo de uma garota desconhecida chega em um necrotério onde trabalham pai e filho. Não demora muito e estranhos acontecimentos começam a surgir. A jovem morta parece ter poderes sobrenaturais, desconhecidos da ciência médica.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Autópsia

Tudo se passa dentro de um necrotério. É lá que trabalham o médico legista Dr. Tommy Tilden (Brian Cox) e seu filho Austin (Emile Hirsch). A rotina de trabalho diário se resume a realizar várias autópsias, principalmente em corpos trazidos pelo xerife da cidade. A principal função é descobrir a causa mortis daquelas pessoas. Alguns foram brutalmente assassinados, outros cometeram suicídio, etc. Assim a primeira parte do filme mostra trechos de autópsias nesses cadáveres. Quem não tiver estômago forte certamente largará o filme em seus minutos iniciais. Tudo vai relativamente calmo até que chega um novo corpo no necrotério. É de uma jovem sem identificação. Assim ela logo recebe o rótulo de Jane Doe (uma expressão em inglês para designar justamente pessoas do sexo feminino sem identidade confirmada). Jane foi encontrada parcialmente enterrada no porão de uma casa onde ocorreu uma grande chacina. Todos os moradores foram encontrados mortos. A origem da moça é desconhecida, assim como a causa de sua morte. Caberá ao Dr. Tilden e seu filho investigar o que teria acontecido.

Logo nos primeiros procedimentos de autópsia eles descobrem que ela não tem qualquer marca de violência externa em seu corpo, porém quando abrem o cadáver descobrem algo interessante, pois seus órgãos internos foram mutilados e destruídos - mas como isso seria possível sem qualquer sinal de corte, ferimento ou dilaceração? Do ponto de vista científico pouca coisa faz sentido! O que eles não sabem é que Jane Doe sequer pertence ao nosso tempo. Bem, falar demais poderia estragar as surpresas do roteiro, então quanto menos se explicar o enredo, melhor. Eu gostei desse filme. É bem sabido que filmes de terror andam sem muita originalidade e criatividade. O gênero de uma maneira em geral anda saturado. Esse "The Autopsy of Jane Doe" possui algumas situações que fogem do lugar comum, do puro clichê. O espectador mais atento, por exemplo, vai logo perceber que tudo o que se vê na tela pode ser apenas um aspecto subjetivo da visão dos protagonistas, o que lança um véu de fumaça sobre os reais acontecimentos. Achei isso um aspecto bastante positivo do roteiro. Além disso há uma tendência a valorizar bastante o suspense, algo que gera pontos a favor do filme. Assim pela criatividade, pela originalidade de se tentar algo novo o filme certamente vale a pena. Basta captar todas as mensagens subliminares de seu roteiro sui generis.

A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe, Estados Unidos, 2016) Direção: André Øvredal / Roteiro: Ian B. Goldberg, Richard Naing / Elenco: Emile Hirsch, Brian Cox, Olwen Catherine Kelly, Ophelia Lovibond / Sinopse: O cadáver de uma jovem sem identificação chega ao necrotério para se submeter a uma autópsia. Inicialmente os sinais encontrados não fazem muito sentido do ponto de vista científico. O pior porém está apenas por acontecer, quando eventos sinistros e sombrios começam a se manifestar naquele lugar lúgubre.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Na Natureza Selvagem

Título no Brasil: Na Natureza Selvagem
Título Original: Into the Wild
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Vantage
Direção: Sean Penn
Roteiro: Sean Penn, Jon Krakauer
Elenco: Emile Hirsch, Vince Vaughn, William Hurt, Marcia Gay Harden, Catherine Keener
  
Sinopse:
O personagem principal Chris McCandless (Emile Hirsch) é um jovem que após terminar o ensino médio resolve ganhar o mundo. Pega estrada e sai pelos Estados Unidos desfrutando de uma liberdade sem limites. Seu sonho é ir para o Alasca viver de forma completamente livre na natureza selvagem. No caminho até lá ele conhece pessoas, faz amizades e se apaixona. Filme baseado em uma história real. Filme vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Música (Eddie Vedder). Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Edição e Melhor Ator Coadjuvante (Hal Holbrook).

Comentários:
Grande filme, um dos melhores que assisti nos últimos anos. O livro no qual o roteiro foi baseado, escrito por Jon Krakauer, foi baseado em fatos reais (embora inicialmente o espectador acabe duvidando disso, já que a história é bem incomum realmente). Chris McCandless tinha ideias bem próprias sobre a vida e o mundo. Não se sabe até hoje qual foi a razão que o fez sair pelos Estados Unidos em busca de aventuras, mas o fato é que ele foi. Sua parada final seria o Alasca, região do qual ele tinha uma visão bem especial - na verdade um pouco fora da realidade também, utópica mesmo. O fato é que ele registrou tudo em fotos e em um pequeno diário onde contou parte de sua saga de auto descobrimento. Não irei antecipar nada em termos de desfecho, mesmo sendo um filme já com mais de sete anos de seu lançamento. O que posso dizer é que Sean Penn fez um trabalho maravilhoso, sólido e muito bem desenvolvido. O final, embora trágico, veio de certa maneira coroar uma visão de vida muito singular desse rapaz americano que ousou romper com as convenções sociais em busca da sua felicidade. Por sua coragem mereceu um filme tão fantástico como esse. Obra prima.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 17 de março de 2015

Alpha Dog

Jesse James Hollywood era um traficante extremamente bem sucedido de Los Angeles que para cobrar uma dívida de um cliente problemático resolveu seqüestrar seu irmão mais jovem, um garoto de apenas 15 anos de idade. Após uma série de eventos infelizes o criminoso acabou matando o garoto. Esse crime chocou os Estados Unidos pela crueldade e violência extrema. Procurado pelo FBI (ele foi um dos mais jovens criminosos na lista dos mais procurados da agência federal americana) Jesse James Hollywood resolveu fugir para um país com fama de impunidade e conhecido pelo tratamento leve e penas ridículas para bandidos de seu quilate, isso mesmo, o nosso querido Brasil. Foi aqui em nossa nação que finalmente o FBI colocou as mãos em Jesse. Ele havia se casado com uma brasileira e estava tentando conseguir a cidadania do país tropical onde impera o Samba, o Carnaval e o futebol. A história real terrível acabou inspirando Hollywood (a indústria, não o criminoso) a contar esses fatos. Nasceu assim “Alpha Dog” que trocando o nome dos personagens envolvidos se propõe a contar essa terrível tragédia.

O personagem principal aqui vira Johnny Truelove (Emile Hirsch). O enredo é praticamente o mesmo da história real. O resultado é cru, deprimente mas também muito impressionante e revelador para o espectador. O elenco de apoio é todo bom e se dá ao luxo de ostentar antigos astros do passado como Bruce Willis e Sharon Stone como meros coadjuvantes. Até mesmo o cantor pop Justin Timberlake se sai muito bem como um dos membros inconseqüentes da quadrilha de Truelove. Como a história se passa na década de 1990 a trilha sonora é recheada de hits do rap americano da época (um festival de músicas intragáveis). Também mostra a vida de luxos e riquezas dos traficantes naqueles anos. O próprio Truelove vive em uma bela casa, cercado de garotas bonitas, numa eterna festa regada a muitas drogas pesadas e bebidas que são consumidas em grandes quantidades por jovens da classe alta, ricos e perdidos que enriquecem cada vez mais Truelove e seu grupo de criminosos. Não poderia encerrar a resenha sem elogiar o ator Ben Foster. Considero sua atuação aqui como uma das mais viscerais que já vi em filmes recentes. Ele interpreta um viciado que deve um valor substancial ao traficante Truelove que para forçá-lo a pagar a dívida seqüestra e depois mata seu irmão adolescente. Gostei bastante do filme por mostrar a realidade de uma juventude vazia e sem objetivos, encharcada de drogas e criminalidade. Um triste retrato dos jovens americanos, os mesmos que um dia herdarão a mais poderosa nação do planeta! Que Deus nos proteja desses ignóbeis!

Alpha Dog (Alpha Dog, Estados Unidos, 2006) Direção: Nick Cassavetes / Roteiro: Nick Cassavetes / Elenco: Emile Hirsch, Justin Timberlake, Anton Yelchin, Shawn Hatosy, Ben Foster, Sharon Stone, Dominique Swain, Fernando Vargas, Paul Johansson, Olivia Wilde, Lukas Haas, Bruce Willis, Courteney Cox, Amanda Seyfried / Sinopse: Jovem traficante bem sucedido com clientela de filhos da classe alta de Hollywood acaba cometendo um crime bárbaro contra o irmão adolescente de um cliente problemático. O fato o leva a ser um dos mais jovens criminosos a integrar a lista dos dez mais procurados do FBI.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Vida em Motéis

Depois da morte da mãe, os irmãos Flannigans ganham o mundo. Apesar de serem bem jovens, eles resolvem ir embora com medo de irem parar em algum orfanato. Para isso resolvem pular em um trem em movimento, como fazem os andarilhos americanos. No momento em que Jerry Lee (Stephen Dorff) tenta subir no vagão porém ele cai e acaba perdendo sua perna, esmagada nos trilhos. Os anos passam e os irmãos sentem como é duro ganhar a vida como eles, sem ninguém que os ajude. Vivendo de empregos medíocres, indo de motel barato em motel barato nas beiras de estrada, eles tentam levar a vida em frente, mas isso definitivamente não é fácil, muito pelo contrário, os caminhos tortuosos são muitos e uma noite, após atropelar por acidente um garoto numa noite de nevada, Jerry decide que sua hora chegou. Engatilha sua arma e... será que terminará sua vida de forma tão cruel e melancólica? A única coisa que parece lhe prender nessa vida cheia de dramas e dificuldades é mesmo a presença sempre constante de seu irmão, Frank Lee (Emile Hirsch), um jovem sonhador, que sempre lhe conta incríveis estórias envolvendo muita imaginação, em uma verdadeira fuga da dura realidade da vida. Para Frank o maior desafio é mesmo esquecer Annie James (Dakota Fanning), a problemática filha de um prostituta que ele ainda parece amar.

Gostei bastante desse pequeno, mas muito humano "The Motel Life". O roteiro é realmente muito bem escrito, mostrando a vida de dois irmãos abandonados à própria sorte. Pobres e sem destino, eles vão tentando sobreviver um dia de cada vez. Frank Lee tem uma imaginação e tanto e Jerry Lee tem bastante talento com desenhos. Essa característica dos irmãos abre margem à excelentes animações que vão se sucedendo ao longo da estória. Enquanto Frank vai contando os enredos, Jerry os imagina em seu traço de desenho. Há um constante clima de melancolia e tristeza que vai acompanhando os personagens em suas andanças rumo a lugar nenhum. Em termos gerais é um filme triste, sobre pessoas que estão à margem da sociedade, sem esperanças e sem perspectivas maiores de um dia melhorar de vida. Mesmo assim vale muito a pena. A dupla central de atores é ótima. Há muito tempo que Emile Hirsch se destaca na ala mais jovem de Hollywood, estrelando filmes ótimos como, por exemplo, "Na Natureza Selvagem". Seu papel aqui é muito emocional pois ele ama uma garota tão problemática quanto ele mesmo. Já Stephen Dorff é outra grata surpresa. Quem não se lembra de sua marcante interpretação do "quinto Beatle" Stuart Sutcliffe em "Backbeat - Os 5 Rapazes de Liverpool"? Pois é, depois de alguns anos meio sumido ele volta finalmente a um bom personagem nessa bela fita, onde tem alguns dos melhores diálogos do roteiro para declamar. Assim deixo a preciosa dica desse filme que certamente vai agradar a um tipo de público mais sensível e sentimental.

A Vida em Motéis (The Motel Life, Estados Unidos, 2012) Direção: Alan Polsky, Gabe Polsky / Roteiro: Micah Fitzerman-Blue, Noah Harpster / Elenco: Emile Hirsch, Stephen Dorff, Kris Kristofferson, Dakota Fanning / Sinopse: Dois irmãos tentam viver nos Estados Unidos após a morte de sua mãe com câncer. Vivendo de pequenos empregos, morando em motéis baratos, eles tentam se agarrar a algum fio de esperança em suas sacrificadas existências. Filme indicado ao prêmio do Chicago International Film Festival.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Show de Vizinha

Tudo o que Matthew Kidman (Emile Hirsch) deseja é se formar no high school e ganhar uma bolsa de estudos em Georgetown, uma das universidades mais tradicionais dos EUA. Afinal ele sempre foi um cara certinho que nunca deu um passo em falso em sua vida. Sua vida porém começa a mudar quando Danielle (Elisha Cuthbert) se muda para a casa ao lado. Ela é uma linda jovem, loira, muito sensual, representando tudo que um colegial sonharia em conquistar. Depois de um primeiro encontro meio desastrado Matthew consegue finalmente conhecer Danielle melhor e como era de se esperar acaba se apaixonando por ela. Mas como nem tudo são flores o colegial acaba descobrindo que a garota de seus sonhos é na realidade uma atriz pornô. Filmes adolescentes picantes sempre existiram no cinema americano, afinal é uma tradição mas aqui você não vai encontrar nada parecido com os “clássicos” do gênero como “Porky´s” ou “O Último Americano Virgem”.

Tudo é muito mais suave, embora existam cenas de nudez moderada. Na verdade se formos analisar bem esse roteiro chegaremos facilmente na conclusão de que é realmente uma comédia romântica das mais rotineiras, mesmo que a personagem principal seja uma profissional do cinema adulto. Assim credito ao belo casal central o principal motivo de se assistir a esse “Show de Vizinha”. Emile Hirsch é um ator talentoso, basta lembrar do ótimo “Na Natureza Selvagem”. Ainda é um jovem e provavelmente vai realizar muita coisa boa ainda em sua carreira embora tenha dado alguns passos em falso (como o fracasso “Speed Racer”). Já Elisha Cuthbert é uma das atrizes mais lindas já surgidas nas telas nos últimos anos. Ela alterna aparições em séries de TV e filmes para o cinema e ainda não conseguiu virar uma estrela mas diante de sua beleza clássica isso definitivamente vira um mero detalhe. No final das contas temos, como já escrevi, uma produção simpática, diria até descartável, mas que diverte proporcionando um ou dois sorrisos mais sinceros.

Show de Vizinha (The Girl Next Door, Estados Unidos, 2004) Direção: Luke Greenfield / Roteiro: David Wagner, Brent Goldberg / Elenco: Emile Hirsch, Elisha Cuthbert, Timothy Olyphant / Sinopse: Jovem adolescente collegial se apaixona pela nova vizinha, uma gatinha loira e sensual que na realidade é uma atriz pornô.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Na Natureza Selvagem

Eu achei esse filme genial e não foi tanto por questões técnicas ou da direção de Sean Penn. Achei genial por causa de seu argumento baseado numa história real incrível de um jovem que resolveu sair pelos EUA afora, conhecendo outros lugares, cidades, pessoas, tudo por livre e espontânea vontade. Quem nunca quis jogar tudo para o alto e sair em uma aventura dessas na vida? Acho que todos nós. O filme é basicamente sobre isso, sobre liberdade, sobre se libertar das coisas que nos aprisionam como dinheiro, bens materiais, responsabilidades, pressões, para simplesmente viver, sair por aí, sem planos, só a vontade de ser feliz e livre. Talvez um dos poucos filmes que realmente daria nota máxima nos últimos anos pois a maioria do que se produz atualmente é bem comercial e medíocre e não nos faz refletir sobre nada na vida. Esse faz. É o tipo de filme que fica conosco por muito tempo após o assistir.

Como eu já citei o filme é baseado numa história real. O jovem  Chris McCandless (Emile Hirsch) resolve, após se formar no High School, tomar uma decisão crucial em sua vida. Enquanto seus amigos pensam em ir para a faculdade para se formarem e depois arranjarem um belo emprego, Chris não almeja nada disso. O que ele realmente deseja no fundo de sua alma é viver sua liberdade em plenitude, ganhar o mundo, sair por aí em busca de aventuras, conhecer novos lugares, novas pessoas. Indo de um lugar ao outro de carona, vivendo de pequenos empregos por onde passa, Chris sai atravessando os EUA praticamente de costa a costa. Aos que vai conhecendo pelo meio do caminho diz que seu objetivo final é ir para o Alaska, viver nas montanhas, isolado do mundo e de todos, voltando ao estado natural do ser humano. Afinal ele era jovem, desimpedido, descompromissado e dono de seu próprio destino. O filme é lindamente conduzido. Como Chris está sempre em movimento vamos conhecendo a América ao seu lado. Uma rica fotografia tenta capturar a essência daquele país continental. Sua ousadia e audácia fizeram de Chris um ídolo para muitos jovens que até hoje cultuam sua memória pela net. Infelizmente não temos aqui um final feliz. Não ousaria contar nada mas os momentos finais são realmente marcantes. Muitos vão de forma hipócrita afirmar que ele foi apenas um sonhador ingênuo. Bom, isso não é bem uma ofensa já que as maiores conquistas da humanidade nasceram de pessoas como Chris, que tiveram a coragem de serem diferentes, de fugir do convencional. Eu acredito que sua vida é uma bela lição para todos nós. Uma produção que marca realmente. Uma Obra prima.

Na Natureza Selvagem (Into the wild, Estados Unidos, 2007) Direção: Sean Penn / Roteiro: Sean Penn baseado no livro de  Jon Krakauer / Elenco: Emile Hirsch, Vince Vaughn, Catherine Keener,  William Hurt,  Kristen Stewart / Sinopse: Jovem recém formado no colegial decide jogar tudo para o alto para cair na estrada. Ele deseja partir em uma aventura inesquecível, atravessando os EUA de carona, almejando ir para o distante e isolado Alaska onde deseja começar uma nova vida, baseada na simplicidade e longe do materialismo da sociedade atual. Vencedor do prêmio Globo de Ouro na categoria "Melhor Canção" (Guaranteed).

Pablo Aluísio.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Killer Joe - Matador de Aluguel

A primeira coisa que chama atenção nessa adaptação para o cinema da peça teatral de Tracy Letts é a direção do cineasta William Friedkin, o mesmo do clássico "O Exorcista". Afastado do cinema há seis anos ele agora retorna com essa curiosa crônica sobre uma família completamente desestruturada que resolve contratar os serviços do assassino profissional Joe Cooper (Matthew McConaughey). Chris (Emile Hirsch), o filho mais velho, está cheio de dívidas, devendo a apostadores e bandidos de todos os tipos. Para pagar e escapar vivo ele contrata "Killer" Joe para matar sua própria mãe pois essa tem uma apólice de seguros no valor de 50 mil dólares. Para convencer o assassino a realizar o serviço sem o pagamento adiantado ele coloca sua própria irmã, Dottie (Juno Temple) como "garantia"! Ela é uma garota inocente que não tem muita consciência da crueldade de toda a situação. Como se pode perceber a trama é sórdida, cruel, mas o filme tenta de alguma forma suavizar as coisas. Não chega a assumir um tom cômico mas em contrapartida não carrega nas tintas. A família enfocada pelo roteiro é formada por brancos pobres do Texas. Pessoas que vivem em trailers, sem qualquer tipo de estrutura. Os pais são divorciados, o filho vive de pequenos golpes e todos sobrevivem à margem da lei. É o que os americanos chamam de "White Trash", uma denominação pejorativa para essa camada social.

O elenco traz o bom ator Emile Hirsch, do ótimo "Na Natureza Selvagem". Embora tenha tido um começo promissor o enorme fracasso comercial de "Speed Racer" quase acabou com a carreira do rapaz. Agora ele tenta um retorno, voltando para os pequenos filmes, de linha mais independente, que alavancaram sua vida profissional em seu começo. Matthew McConaughey também se destaca como o personagem principal, Killer Joe, um típico caipira red neck do Texas que é muito eficiente em seu "trabalho". Ele é policial mas nas horas vagas aceita encomendas de assassinatos. É curioso que muito da peça teatral esteja na estrutura do filme, principalmente em sua cena final quando praticamente todos os personagens se encontram para um acerto de contas definitivo. Diálogos bem estruturados e reviravoltas na trama mantém o interesse mas confesso que esperava um pouco mais do resultado final por causa da presença de William Friedkin. Ele não brilha tanto em sua direção, mantendo-se discreto o tempo todo, sem grandes arroubos de criatividade. De certa forma peca por omissão. Apesar disso no saldo final "Killer Joe" se destaca por causa de sua trama bem construída e pelo bom desempenho de seu elenco. Por essas razões vale a indicação.

Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe, Estados Unidos, 2012) Direção: William Friedkin / Roteiro:  Tracy Letts baseada em sua própria peça, "Killer Joe" / Elenco: Matthew McConaughey, Juno Temple, Emile Hirsch,  Thomas Haden Church,  Gina Gershon / Sinopse: Para saldar suas dívidas com apostadores e bandidos da região um jovem contrata os serviços profissionais de um assassino para matar sua própria mãe pois ela tem um seguro de vida no valor de 50 mil dólares. Com o dinheiro pretende pagar a todos mas as coisas não saem exatamente como ele planejava.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Speed Racer

Alguns filmes tinham tudo para dar certo! Orçamento milionário, elenco excelente, efeitos digitais dos mais modernos mas... curiosamente acabam virando literalmente um desastre. Esse é o caso desse Speed Racer, uma produção que foi muito aguardada e que todos tinham esperanças que seria uma ótima releitura do famoso personagem que fez a alegria dos mais jovens durante as décadas de 60 e  70. Infelizmente logo as esperanças se transformaram em desapontamento e decepção. É uma pena, Speed Racer é um dos personagens de cultura pop mais cativantes que existem. Criado por Tatsuo Yoshida, Speed Racer foi inspirado nos filmes de corrida estrelados por Elvis Presley na década de 60. A animação original chamada  Mach Go Go Go foi um enorme sucesso no Brasil e fazia a alegria da garotada da época. Todos os ingredientes já estavam na animação original: muita aventura, carros fantásticos (entre eles o inesquecível Mach 5) e uma galeria de excelentes personagens que gravitavam em torno de Speed. O problema é que os irmãos Wachowski (de Matrix) fizeram uma tremenda lambança nessa adaptação para o cinema.

O que era simples foi estragado pelo exagero visual dos diretores. Ao invés de filmar ótimas sequências de corrida com carros reais em pistas de verdade os cineastas optaram por realizar um delírio digital com jeito de videogame que acabou desagradando a todo mundo, dos antigos fãs da charmosa animação aos mais jovens que não curtiram o resultado. Ao custo de 120 milhões de dólares o filme não conseguiu recuperar seus custos de produção, mesmo com o uso massacrante de marketing pesado do estúdio. Até os excelentes Emile Hirsch e Susan Sarandon surgem perdidos em seus respectivos personagens. Pouca coisa se salva nessa produção muito equivocada para falar a verdade. O roteiro, muito mal escrito, consegue ser pior do que muitos dos episódios televisivos de Speed. Até o charme da relação entre Speed e o Corredor X se perde completamente. Enfim, um desastre que provavelmente matou o personagem nos cinemas por um longo tempo. Uma pena, o velho Speed certamente merecia algo muito melhor do que isso!

Speed Racer (Speed Racer, Estados Unidos, 2008) Direção: Andy Wachowski, Lana Wachowski / Roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski baseado nos personagens criados por Tatsuo Yoshida / Elenco: Emile Hirsch, Nicholas Elia, Susan Sarandon, John Goodman, Christina Ricci, Matthew Fox / Sinopse: Speed Racer (Emile Hirsch) é um piloto de corridas que se envolverá em grandes aventuras ao lado de seus amigos, familiares e o misterioso Corredor X (Matthew Fox).

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Aconteceu em Woodstock

Elliot Tiber (Demetri Martin) é filho do dono de um pequeno hotel localizado perto de uma fazenda chamada Woodstock. Ele tem a idéia de usar o local para organizar um festival de rock. Mal sabia que estava prestes a fazer parte de um dos maiores festivais de rock da história. O filme é muito bom. Tem um bom elenco e um roteiro bem desenvolvido. Os coadjuvantes são destaques e a reconstituição de época foi perfeita (as cenas com a multidão de hippies foi realmente muito bem executada, principalmente para quem já assistiu o documentário original do festival). Bem no clima dos anos 60 acompanhamos como o maior festival de música da história nasceu quase que por acaso, sem pretensão. O que seria um festival de fundo de quintal (literalmente) acabou virando um dos maiores eventos que se tem notícia! Embora seja um filme bom existem alguns reparos. 

O roteiro é focado quase que completamente nos bastidores do festival - assim o festival em si, as apresentações e as músicas não aparecem (provavelmente por causa do alto custo dos direitos autorais). Existe um erro histórico ao tocar uma música dos Doors na trilha (o grupo de Jim Morrison não foi aceito no festival por causa dos problemas de Morrison com a lei na época). Assim ficou deslocado e de mal gosto tocar logo a música do grupo que foi esnobado pelos organizadores do festival. A cena de viagem de LSD dentro da Kombi foi bem feita, porém ficou a sensação ruim de que havia uma apologia ao uso de drogas ali. De qualquer maneira o filme vale a pena sim. Não é completo ou perfeito mas serve muito bem ao objetivo de mostrar os personagens que fizeram Woodstock.  

Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, Estados Unidos, 2009) Direção: Ang Lee / Roteiro: James Schamus / Elenco: Demetri Martin, Liev Schreiber, Emile Hirsch, Jeffrey Dean Morgan / Sinopse: Elliot Tiber (Demetri Martin) é filho do dono de um pequeno hotel localizado perto de uma fazenda chamada Woodstock. Ele tem a idéia de usar o local para organizar um festival de rock. Mal sabia que estava prestes a fazer parte de um dos maiores festivais de rock da história.  

Pablo Aluísio.