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domingo, 2 de março de 2025

Louis XIV - O Rei Sol

Louis XIV - O Rei Sol
Foi sem dúvida o monarca mais marcante da história da dinastia Bourbon, que iria governar a França por quase um milênio! Amava o luxo e a riqueza, por essa razão ficou marcado para sempre na mente das pessoas como um monarca extravagante, com roupas de alto luxo, muitos babados em seus figurinos, grande perucas e sapatinhos brilhantes de cores chamativas. Esse seu jeito de se vestir levantava rumores de que era homossexual, mas nada poderia estar mais distante da realidade. Luís XIV era muito mulherengo e colecionou centenas de amantes enquanto governou. 

Também era um governante astuto e inteligente. Quando percebeu que a corte de Paris era formada basicamente por conspiradores, fofoqueiros e pessoas vis de todos os tipos, decidiu construir um enorme palácio para onde levaria toda a nobreza da França. Versalhes já existiu como casa de campo de seu pai, mas Louis XIV queria construir ali o maior palácio da Europa. Iria transferir todos os nobres para seu palácio, confinando a nobreza para assim controlar as intrigas palacianas, eliminando os inimigos da coroa. 

Também criou um rígido protocolo social que mantinha os nobres sempre presos a ele. Tudo em Versalhes era controlado, nada era natural. Todos os rituais que você possa imaginar foram criados. Os nobres assistiam ao monarca em seus momentos mais privados, como as refeições, o banho ou o momento de deitar-se. Cada nobre tinha uma função específica nesses momentos e não poderia sair da etiqueta que era controlada com extremo rigor. Agindo dessa maneira em pouco tempo o Rei estava no controle total de sua nobreza. Nada dentro daquele palácio poderia acontecer sem sua ordem. 

Mas houve o outro lado ruim de toda essa exuberância da corte. A construção do Palácio de Versalhes, o luxo, o requinte sem limites, acabou quebrando as finanças do Estado francês. Louis XIV custava muito caro. Ele tinha milhares de roupas luxuosas, cavalos, artistas em sua folha de pagamento. Foi o maior mecenas da história! Era um homem que não admitia ter limites para sua gastança. Quando criticado por estar quebrando a economia do Estado Francês, ele se saiu com a frase que iria ser lembrada para sempre: "O Estado sou eu!". 

Louis XIV teve vários problemas de saúde. Alguns por causa de suas inúmeras amantes, pois teve muitas doenças venéreas, outras por causa de doenças naturais que vieram com a idade. Teve um sério problema de gota que praticamente apodreceu uma de suas pernas. A ferida gerava um fedor insuportável e o Rei, que havia se notabilizado também por seus caríssimos perfumes, ficou bem perturbado por isso. Morreu com a França quebrada por seus exageros. Ele literalmente gastou cada centava que havia no tesouro real. Não sobrou nada para seus sucessores. Louis XV, seu herdeiro, iria passar todo o seu reinado tentando consertar isso, mas não houve jeito. As sementes da Revolução Francesa estavam plantadas. Monarquia rica demais com um povo miserável, chegando a passar fome pelas ruas de Paris. Não poderia dar em outra coisa. 

Pablo Aluísio. 

Pedro, o Grande

Pedro, o Grande
Um dos mais celebrados líderes da história russa. Pedro realmente era um grande homem, além de ser um homem grande, literalmente falando. Estima-se que tinha mais de 2 metros de altura! Embora fosse um nobre e herdeiro do trono, Pedro ganhou o carinho do povo russo por causa de seu jeito de ser. Era um sujeito extrovertido, que se misturava no meio do povão, bebia com eles, dançava em suas festas, parecia mesmo amar os seus súditos. Era muito simpático no trato social, nada ameaçador ou tirânico. Todos pareciam gostar muito dele. Festeiro, gostava de andar com artistas de circo, tanto que tinha sua própria trupe de bobos da corte formada por anões, que o acompanhavam por toda parte. Então onde chegasse, Pedro trazia sua própria festa e animação. 

Quando se tornou Czar, Pedro decidiu que iria construir uma nova capital para o império russo. Estava cansado de Moscou, uma cidade que não lhe agradava. Ele amava a bela arquitetura e achava os prédios de Moscou muito feios! Assim começou as obras de sua adorada nova capital que iria se chamar São Petersburgo! O lugar para erguer essa grande cidade não poderia ser pior. Era uma região cheia de pântanos, mas Pedro, confiante que tudo iria dar certo, tocou o projeto em frente. O resultado de suas ambições pode ser conferida até os dias atuais. É a mais européia das cidades russas, com lindos palácios que atraem até hoje milhares de turistas todos os anos. 

Pedro era um homem de ação e provou isso inúmeras vezes. Além da construção de uma nova capital ele decidiu construir uma grande armada, uma nova marinha para a Rússia. Com muitos portos congelados pelo frio, a Marinha russa sempre foi a mais desprestigiada das armas, mas Pedro queria mudar isso. Construiu uma grande indústria naval e participou ativamente da construção de grandes barcos e navios de guerra. Agindo assim deu trabalho para milhares de russos que estavam desempregados, elevando a economia do país a um grande nível de prosperidade entre a parte mais pobre do império. 

Na política externa Pedro admirava muitos os grande países europeus ocidentais, principalmente a França e Inglaterra. De certa maneira copiou a arquitetura de grandes palácios como o de Versalhes, para as novas construções de sua capital. Gostava da Inglaterra e chegou a cogitar se casar com alguma princesa da casa real britânica, mas isso acabou não acontecendo. A Suécia, por outro lado, era a grande inimiga da Rússia, e Pedro entrou em guerra com essa nação algumas vezes, mas nada muito marcante. Pedro, o Czar que queria melhorar a Rússia, a mantendo mais próxima da Europa civilizada, morreu jovem e foi aclamado pelo povo russo em seu funeral. Foi um dos mais populares líderes daquela poderosa nação. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Faraó Seti I

Faraó Seti I
Esse faraó era filho de Ramsés I e pai de Ramsés II, considerado o grande faraó da era de ouro da história do Egito Antigo. Seti herdou o nome da divindade do caos e do submundo, o que não deixou de ser algo que até hoje intriga os historiadores do mundo antigo. A teoria mais aceita é que ele nasceu em uma região do Delta do Nilo onde se venerava esse antigo Deus do Egito e por essa razão recebeu esse nome. Apesar de ser um Deus "do mal" o povo do Egito cultuava tanto os deuses bons, como por exemplo Osíris, como os maus, pois eram as duas faces de uma mesma moeda em sua mitologia religiosa. 

Seti, ao lado de seu pai Ramsés I, é considerado um dos fundadores da décima nona Dinastia. Foi um período complicado da história daquela civilização pois a nação ainda estava se recuperando de uma reforma religiosa que não deu certo. O Faraó Akhenaton havia tentado mudar a religião do Egito antigo, introduzindo a Monolatria, o monoteísmo, ou seja, apenas o Deus Sol seria adorado, sendo todos os demais deuses do panteão expulsos dos templos. Não deu certo e esse Faraó foi riscado do mapa, provavelmente sendo assassinado pela classe sacerdotal.  

Ramsés I havia ordenado que todas as imagens e estátuas de Akhenaton fossem destruídas e que as crenças nos antigos deuses voltassem aos templos do Egito. O nome de Akhenaton deveria ser apagado e os templos feitos por ele, destruídos. Seti seguiu nessa linha, mas não conseguiu destruir todas as imagens e obras do Faraó herege. Por essa razão o nome de Akhenaton e muitas de suas imagens chegaram até os nossos dias. Ele inclusive até hoje é considerado um dos faraós mais interessantes do antigo Egito.  

Seti I reinou por aproximadamente 20 anos e morreu provavelmente de causas naturais, sendo sucedido por Ramsés II, o grande. Curiosamente o famoso filho Faraó preferiu muitas vezes homenagear sua mãe, a bondosa Rainha consorte Tuia, do que seu pai morto. Pode ser um sinal que pai e filho não se davam muito bem, talvez por Seti ser um homem rigoroso demais que exigiu muito de seu filho, que um dia iria se tornar também Faraó. 

Seti I morreu e foi enterrado no Vale dos Reis. No começo do século XX sua tumba real foi descoberta e catalogada como KV17. Nada foi encontrado dentro dela, apenas a arte milenar em suas paredes. Pelo visto ela foi saqueada ainda na antiguidade, sendo seu tesouro roubado por saqueadores de tumbas reais. Já sua múmia foi encontrada em uma caverna, junto da múmia de outros reis. Pelo menos ela sobreviveu ao roubo e se encontra em exposição no Museu do Cairo. 

Pablo Aluísio. 

Imperador Romano Heliogábalo

Foi certamente um dos imperadores romanos mais depravados e dementes da história. E também um dos mais jovens. Ele subiu ao poder após os problemas de sucessão do violento Caracala. Naquele período da Roma imperial já havia uma certa anarquia na escolha dos imperadores. Acabava subindo ao trono quem tinha apoio do exército e da guarda pretoriana. No meio do caos a sucessão acabou indo parar nas mãos desse jovem. E os romanos iriam se arrepender amargamente de terem escolhido essa figura trágica e lamentável como o novo imperador.

Seu nome real era Vário Avito Bassiano e seu nome imperial de Heliogábalo veio da fixação que tinha por essa divindade oriental. Ele acreditava que Heliogábalo era o único Deus. Diante disso implantou uma violenta persequição religiosa contra cristãos e até mesmo pagãos, seguidores dos deuses romanos tradicionais. Vestindo trajes de pura seda, espalhafatosos e com jeito afeminado de ser, podia ser tão violento como qualquer outro gladiador das arenas romanas. Ele se deliciava ao ver o sofrimento das pessoas. Sua personalidade tinha traços claros de psicopatia. Ao acordar já ia perguntando aos seus auxiliares mais próximos: "Quem vamos matar hoje? Quero me divertir!"

Pedófilo, adorava a parte de sua divindade que exigia sacrifícios humanos de jovens rapazes. Ele violentava esses adolescentes romanos indefesos e depois oferecia suas vidas para o estranho Deus Sírio. Em pouco tempo todos estavam sabendo que o novo imperador era um pederasta violento e atroz.Também chocou a todos quando tomou como amante um escravo forte que havia sido gladiador. O imperador não escondia de ninguém que ele era seu amante. Publicamente trocavam gestos de carinhos e perversão. As famílias romanas ficaram horrorizadas com aquele espetáculo grotesco.

Também era sádico. Mandou matar todo romano que pudesse representar uma ameaça ao seu poder. Com o ímpeto da juventude mandou matar senadores e transformou suas esposas em prostituas. Fazia encenações grotescas, colocando mulheres nuas em desfiles de bigas de cavalos, chocando as famílias romanas mais tradicionais. Promovia orgias, como nos tempos de Calígula e depois de satisfazer suas maiores perversões sexuais mandava que feras selvagens como leões e tigres fossem soltos em cima de seus convidados. Não tinha o menor respeito pela vida humana e promovia massacres em populações que demonstrassem a menor reação contra seu governo.

Começou rapidamente a ser odiado pelo povo. Heliogábalo também tinha problemas ao seu lado. Seu irmão Alexandre Severo era bem mais admirado pelos militares. O jovem imperador assim tentou seguir os passos de Caracala, tentando matar o próprio irmão, mas sem sucesso. Conforme o tempo foi passando e todos perceberam que era um maníaco inútil, conspirações começaram a surgir de todos os lados. Acabou sendo encurralado por soldados no palácio. Sua mãe tentou defendê-lo, mas acabou tendo o mesmo destino do filho. Ambos foram decapitados. Depois seus corpos nus foram arrastados pelas ruas de Roma, com aplausos da plebe. Os patrícios também celebraram a morte daquele louco violento. Depois de serem trucidados pelas ruas, seus restos mortais foram jogados no Rio Tibre.

Com sua morte, Alexandre Severo foi celebrado e finalmente levado ao poder máximo. As estátuas de Heliogábalo foram então derrubadas e destruídas pelo povo. Foi um dos mais odiados imperadores da história de Roma. As pessoas queriam apagar sua memória. Foi considerado o pior imperador da dinastia Severo, que estava com seus dias contados. No total ficou apenas 4 anos no poder. Seu nome foi devidamente jogado na lata de lixo da história pelos romanos.

Pablo Aluísio.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln

Ele foi o 16.º Presidente dos Estados Unidos, de 1861 a 1865. Sempre lembrado pelos historiadores como um dos maiores presidentes da história daquele país. Teve origem humilde, tendo nascido em uma pequena cabana de madeira do interior do país. Seu destino era ser um lenhador, tal como havia sido seu pai, mas o jovem Lincoln tinha outros planos. Autodidata, aprendeu a ler sozinho e começou a comprar livros, sua grande paixão na juventude. Tinha ótima oratória e mais tarde se tornou advogado. Todas essas vitórias vieram de méritos pessoais próprios. Ele nunca desistiu de procurar por uma vida e um futuro melhor. 

Eleito presidente dos Estados Unidos, pelo Partido Republicano, ainda em suas origens, enfrentou uma das maiores crises da história americana: a Guerra Civil. De um lado os estados do Sul, agrários e rurais, atrasados, com economia baseada na mão de obra escrava. Esses estados sulistas queriam continuar com o sistema desumano da escravidão. Do outro lado estavam os estados do Norte, industrializados e cosmopolitas, com economia moderna, que achavam a escravidão uma mancha na nação. O confronto entre essas duas posições políticas deu origem a uma guerra sangrenta que levaria á morte mais de 600 mil homens nos campos de batalha por todo o país. 

E a morte também visitou a família de Lincoln. Seu jovem filho Willie de 11 anos morreu de tifo. A primeira-dama Mary Todd ficou completamente desolada. E assim como havia acontecido com a esposa do presidente Franklin Pierce, ela também começou a fazer sessões de espiritismo na Casa Branca para entrar em contato com o filho que havia falecido. Lincoln não acreditava em tais coisas e mandou investigar o tal médium. Mais tarde se descobriu ligações desse verdadeiro charlatão chamado Nettie Colburn com um grupo de sulistas que conspiravam sobre a morte do presidente. 

Só que o presidente tinha questões mais sérias a resolver. A Guerra Civil se prolongou por muitos anos, com um custo econômico, social e de vidas humanas enorme! Lincoln, com a ajuda do Exército da União e de grandes generais como Grant, venceu a guerra. Só que o preço foi bastante alto. Os estados do Sul ficaram devastados. As grandes fazendas de algodão foram consumidas em chamas. As grandes cidades viraram escombros. A economia sulista estava destruída completamente. O exército confederado havia lutado bravamente e a vitória da guerra foi alcançada após muitas batalhas sangrentas. 

O ressentimento confederado jamais foi superado, culminando na morte do presidente no Teatro Ford na capital da nação. Um ator chamado John Wilkes Booth era um radical extremista das causas do Sul. Ele conseguiu entrar no teatro por ser ator. Ninguém jamais desconfiaria dele. Então Booth conseguiu entrar, sem muitos problemas, no camarim presidencial, enquanto o presidente assistia a uma peça. Ele foi entrando sorrateiramente e deu um tiro por trás, na traição, na nuca de Lincoln. O presidente não morreu de forma imediata, agonizando por horas na Casa Branca. Após muita perda de sangue não resistiu e faleceu. Seu assassinato chocou os Estados Unidos e o mundo. Lincoln era bastante admirado. 

Em um primeiro momento o assassino conseguiu fugir, mas foi cercado, dias depois, em uma fazenda. Quando atirou em Lincoln ele havia pulado do camarim do presidente em direção ao palco. Nesse processo acabou quebrando sua perna, mas seguiu em frente, montando em um cavalo, sumindo noite adentro. Vários dias depois foi finalmente encontrado. Ele estava escondido dentro de um celeiro que foi incendiado pelos policiais. Quando saiu para fugir das chamas acabou sendo baleado. Os policiais afirmaram que ele resistiu à prisão e havia saído do celeiro com arma na mão, atirando para todos os lados, em direção aos homens da lei. Não houve como sobreviver pois a reação foi imediata. Ali mesmo caiu morto, após ser atingido por vários tiros. 

A morte de Lincoln marcou o fim de uma era. Foi o momento em que os Estados Unidos finalmente deram um basta na escravidão. O preconceito racial e a sociedade separada entre brancos e negros ainda resistiria por muitas décadas, principalmente nos estados do sul, mas as correntes da escravidão estavam rompidas para sempre. E coube a Lincoln essa grande tarefa. Foi sem dúvida o seu maior legado. E é justamente por essa razão que ainda hoje seu nome é celebrado nos livros de história. 

Pablo Aluísio. 

O Gladiador de Roma

O Gladiador de Roma
Os Gladiadores surgiram em uma época bem remota da história de Roma. Inicialmente a luta de gladiadores foi uma evolução natural dos rituais fúnebres de guerreiros romanos. Após o corpo ser devorado pelas chamas de uma enorme pira funerária, os presentes lutavam entre si, numa última homenagem ao falecido. Depois, com o passar dos séculos, essas lutas passaram a atrair a atenção do povo romano e o "esporte" violento que conhecemos ganhou suas características finais. 

Alguns conceitos que vemos em filmes épicos sobre Roma não são inteiramente verdadeiros. Nem todas as lutas eram de vida ou morte. Aliás essas eram exceções à regra. Treinar e formar um grande campeão da arena levava anos e não seria possível que esse tipo de lutador morresse na primeira oportunidade que pisasse na areia das grandes arenas de lutas. Bons gladiadores duravam anos e anos e eram bem tratados por seus senhores, afinal esses ganhavam fortunas com eles. Eles eram famosos, tinham fãs e seus nomes eram louvados em grafites nos muros das cidades. Eram tão populares quanto os jogadores de futebol dos dias atuais. Um atleta como esse não poderia morrer da noite para o dia. 

Sim, os gladiadores eram escravos. A maioria deles eram tirados dos exércitos que lutavam contra Roma. Os guerreiros mais altos e fortes, aqueles que tinham provado sua coragem nos campos de batalhas eram poupados pelos romanos. Escravizados, eram levados para escolas de gladiadores que geralmente pertenciam a homens muito ricos da alta elite, como senadores e até mesmo imperadores. Ironicamente, com o passar dos séculos, eles também foram recrutados para lutar no exército romano, como aconteceu com o Imperador Marco Aurélio, que levou milhares de gladiadores para lutar ao seu lado nas florestas da Germânia. 

Embora fosse uma forma de diversão bem antiga para as massas, foi Júlio César quem primeiro usou as lutas de gladiadores como propaganda política. Ele patrocinava lutas para as massas e assim ganhava grande popularidade entre o povo. Esse sistema foi copiado por praticamente todos os imperadores romanos que vieram após sua era. E houve igualmente casos bizarros, como o de Cómodo, o imperador que amava tanto essas lutas que decidiu que queria ser ele também um grande gladiador! 

Os gladiadores seguiam certos modelos que tinham sido copiados dos inimigos de Roma. Por exemplo, havia o Trácio, baseado nos guerreiros desses povos. Eles se caracterizavam por seus tipos específicos de armas, elmos e armaduras. Uns usavam redes, outros longas espadas orientais, havia ainda os que tinham elmos extremamente bem trabalhados. Cada tipo de gladiador lutava com um rival semelhante em armas, mas no final, na decisão do grande campeonato de lutas, havia confrontos entre tipos diferentes de gladiadores. O povo romano adorava esses eventos, ora teatrais, ora esportivos, ora sangrentos e sádicos. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Os Hunos

Os Hunos
Quem eram os Hunos? Povo proveniente do Leste da Europa, na região que hoje pertence ao moderno país da Hungria. Os Hunos eram bárbaros e ficaram muito conhecidos na História por causa de seu líder, Átila, Rei dos Hunos, que chegou a ficar conhecido em sua época de conquistas como "O Flagelo de Deus". Nome bem apropriado pois por onde passavam os Hunos destruíam e saqueavam tudo. Matavam os homens, os idosos e muitas vezes cometiam crimes sexuais contra as mulheres, promovendo estupros em série. Um verdadeiro horror. 

As falanges dos Hunos varreram a Europa há mais ou menos 1600 anos. Eram grupos nômades, montados, formados por guerreiros bem armados. Eles viviam em movimento, não parando em lugar nenhum. Viviam indo de cidade em cidade, de vila em vila, promovendo saques, roubos e matanças. Não tinham lugar fixo, por isso era tão complicado lutar contra eles. 

Só que no caminho dos Hunos havia o Império Romano. Esse já estava em fase de franca decadência, mas ainda tinha força suficiente para combater e derrotar bárbaros guerreiros como os Hunos. Depois de uma série de derrotas os romanos passaram a conhecer melhor as táticas de guerra dos Hunos. Eles se organizaram e a vitória romana não tardou a acontecer. 

Átila foi derrotado e retirou-se do territória romano com sua tropas. Ele morreu, provavelmente envenenado pela própria mulher com quem havia se casado. Na manhã seguinte de seu casamento seu corpo morto foi encontrado por seus generais. Até hoje não se sabe onde foi enterrado. Alguns historiadores afirmam que seu corpo foi jogado no rio Danúbio, outros que ele foi queimado numa pira funerária, como era costume entre seus inimigos, os romanos. Na Hungria ele ainda hoje é reverenciado como um dos heróis nacionais da história daquele povo europeu. 

Pablo Aluísio. 

O Primeiro Rei da Inglaterra

Quem foi o primeiro Rei da Inglaterra? Embora a monarquia seja duas vezes milenar nas ilhas britânicas, algo que remonta desde a retirada dos romanos da ilha, os historiadores concordam que o primeiro Rei da Inglaterra teria que ser o primeiro monarca que realmente unificou politicamente sobre seu comando o território que hoje os ingleses conhecem como sua nação.

Assim o título de primeiro Rei da Inglaterra vai para o monarca Anglo-Saxão Etelstano. Por centenas de anos a ilha foi disputada por Anglo-Saxões e Normandos, além de outros grupos bárbaros de menor expressão. De guerra em guerra subiram ao trono Reis anglo-Saxões e Reis normandos. O chamado Rei Etelstano, Anglo-Saxão, foi aquele que expulsou os últimos grupos invasores da Grã-Bretanha, consolidando o seu poder sob uma extensa área territorial que nos dias de hoje é conhecida como Inglaterra.

Além de expulsar os últimos bárbaros de seu Reino, ele também dominou o País de Gales (o que hoje recebe essa denominação), além de invadir a Escócia, consolidando seu poder real de forma absoluta. Esse Rei é considerado o fundador da Dinastia de Wessex que é considerada a primeira casa real da história da Inglaterra. Ele reinou até 939 e morreu sem deixar descendência. O resgate histórico desse Rei inglês é complicado porque ele reinou há mais de mil anos, cujos registros em sua maioria não sobreviveram ao tempo.

Sua dinastia foi breve, durando até 1016. No total foram Sete Reis (Edmundo I, Edredo, Eduíno, Edgar, Eduardo, o Mártir e Etelredo), que conseguiram pelo menos manter a Inglaterra unida sob uma mesma autoridade. Por fim como curiosidade alguns historiadores afirmam que é provável que o Rei Etelstano da Inglaterra tenha sido homossexual. Ao falecer com 44 anos de idade não havia se casado e nem deixado herdeiros diretos. Além disso ainda se discute bastante como teria sido sua morte. Segundo a versão mais conhecida o Rei teria sido morto no campo de batalha. Ao cair de seu cavalo durante o calor do combate um soldado das tropas inimigas teria lhe cravado uma grande espada em suas costas, colocando fim em sua vida e em seu reinado.

Pablo Aluísio.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Presidente dos Estados Unidos Ulysses Grant

Presidente dos Estados Unidos Ulysses Grant
Ele era considerado um aluno medíocre na Academia Militar de West Point. Desde jovem sempre enfrentou problemas com o alcoolismo, mas aos trancos e barrancos se formou, se tornando assim oficial do exército dos Estados Unidos. Seu primeiro posto foi o de tenente. O que mudou seu destino para sempre foi o advento da guerra civil dos Estados Unidos. Conforme o conflito avançava, ele ia subindo na carreira militar. A cada nova vitória, ganhava um posto militar de maior hierarquia. Em pouco tempos se tornou General! 

O Presidente Lincoln gostava dele. Grant cumpria as ordens e enfrentava de frente o exército confederado. Ao contrário de outros Generais da União que ficavam sempre receosos de perder alguma batalha e manchar suas reputações, Grant ia em frente, sem medo. Certa vez o Secretário de Defesa criticou Lincoln diretamente por estar dando cada vez mais poder para Grant. Lincoln não aceitou essas críticas, dizendo: "Eu sei que ele tem problemas com bebidas, mas esse homem luta! Ele luta! E vence as batalhas que precisamos que ele vença! Ele é bem melhor do que a maioria dos Generais da União!". Lincoln, muito pragmático, sabia que precisava de resultados concretos no front de guerra. Grant era o homem certo para isso. Ele não ficava adiando suas operações militares por meses e meses como certos medalhões do exército. Ele ia em frente, enfrentando a Confederação sem medo da derrota! 

O curioso é que Grant continuou bebendo como nunca durante a Guerra Civil. Não raro já estava bêbado ao meio-dia! Mesmo assim ia para o combate de peito aberto. Talvez o alcoolismo tenha lhe dado a coragem suficiente para enfrentar grandes desafios. E isso também colaborou para se tornar mais próximo de seus soldados. Eles também bebiam muito antes, durante e depois de uma grande batalha! 

Vitória após vitória nas batalhas, veio finalmente a vitória definitiva na guerra, depois de cinco longos anos de luta violenta onde milhares de americanos perderam suas vidas! A consagração de Grant como militar veio numa tarde quente quando ele recebeu diretamente das mãos do próprio general inimigo a rendição dos exércitos da Confederação. O velho General Lee era uma verdadeira lenda e o fato de Grant ter recebido sua rendição em mãos o transformou também em lenda! O povo do Sul chorou como nunca esse dia! O grande Lee, considerado invencível, admitia sua derrota e da Confederação dos estados sulistas. Era o fim da guerra civil. 

Com essa fama, Grant tentou uma carreira na política e se tornou muito bem sucedido, se elegendo presidente dos Estados Unidos após alguns anos. O povo dos Estados Unidos ainda chorava a morte de Lincoln e parecia sensato eleger o maior General da União para ocupar o posto do presidente assassinado. Grant não foi um chefe do poder executivo federal muito brilhante. O problema com as bebidas se acentuou durante seu mandato, mas em seu favor podemos também dizer que se não foi um grande presidente, tampouco fez besteira ou cometeu grandes erros na Casa Branca. Foi um presidente regular, até moderado e no final das contas cumpriu sua missão constitucional. Trouxe estabilidade política para uma nação que ainda não havia se curado as feridas da guerra. Para um homem que havia sido considerado como um medíocre na Academia Militar, Grant até que se deu muito bem em sua carreira tanto como militar, como político. 

Pablo Aluísio. 

Presidente dos Estados Unidos Franklin Pierce

Ele foi o 14º Presidente dos Estados Unidos. Foi presidente entre os anos de 1853 a 1857. Não foi um período feliz para os Estados Unidos. A questão envolvendo a escravidão parecia ser algo sem solução. Os estados do Norte queriam o fim da escravidão, mas os estados do Sul, que tinham sua economia fortemente embasada na escravidão, não aceitavam libertar a mão de obra dos escravos. Os trabalhadores que viviam e morriam nas grandes plantações de algodão eram todos escravizados. Os fazendeiros iriam lutar até o fim para manter essa situação.

Fraco de temperamento, o presidente Pierce não apenas deixou de resolver esse problema, como também o piorou, elaborando leis fracas que eram baseadas apenas na sua indecisão. Nortistas e Sulistas ficaram insatisfeitos com o presidente e sua popularidade despencou. Seu maior problema foi não ter tomado um lado, ficando sempre em cima do muro, sem decidir nada. Para muitos ele plantou as raízes da futura guerra civl que iria assolar os Estados Unidos em poucos anos.

Na questão pessoal sua situação era ainda mais complicada. Seu filho de 11 anos morreu em um terrível acidente de trem. Sua esposa, a primeira-dama Jane Appleton, não conseguiu superar o trauma da perda de seu único filho, ainda mais sendo ele uma criança. Ela se isolou em seu quarto na Casa Branca e entrou em profunda depressão. Na época se dizia que ela estava tendo crises de "melancolia" que era o termo usado para definir depressão. 

Desesperada, mandou chamar um médium para entrar em contato com a alma do filho falecido. De uma forma ou outra começou a dizer ao marido que estava conseguindo ver o garoto pelos corredores da Casa Branca, embora não conseguisse se comunicar com ele. Esse garotinho acabou se tornando um dos fantasmas mais famosos da residência dos presidentes americanos. Muitos deles, nos anos seguintes, confessariam que realmente viram um garoto com roupas antigas correndo pelos cômodos da famosa mansão presidencial. 

Mesmo com as experiências espirituais ela não conseguiu se recuperar. Morreu jovem e precocemente. Pior para o marido que também não conseguiu a reeleição. Inconformado e entregue ao alcoolismo, nunca mais superou a perda da mulher e do jovem filho, também morrendo relativamente jovem. Uma triste história de uma família que conseguiu chegar ao mais alto cargo político dos Estados Unidos, mas que uma vez lá só encontrou a infelicidade e a depressão. 

Pablo Aluísio. 

Louis XVI

Louis XVI
Ele não nasceu para ser Rei da França. Estava longe da linha de sucessão, mas seu futuro iria ser diferente. Apenas por circunstâncias do destino acabou herdando a coroa de seu avô, o Rei Louis XV. Na verdade Louis XVI havia sido um menino gordinho e um tanto apagado que brincava nos jardins do Palácio de Versalhes. Ninguém da alta nobreza prestava muita atenção nele. Era apenas mais um dos vários príncipes que corriam pelos corredores do Palácio. Não gostava do mundo da política e era muito interessado em montar relógios e engenhocas. Seu lugar preferido no Palácio era a sala de consertos dos relógios reais. Lá ele ficava horas e horas ao lado do mecânico-chefe que consertava essas peças antigas e valiosas. Ele adorava esses artefatos de tecnologia da época.

Aos 14 anos descobriu duas coisas que o deixaram muito triste. Primeiro, que seria o herdeiro do trono da França. Segundo, que teria que se casar imediatamente. A escolhida foi a arquiduquesa da Áustria, Maria Antonieta. Ela tinha luz própria, muito carisma e era louca por moda. Ele, um sujeito tímido e sem qualquer personalidade, aceitou o casamento que não foi feliz. Na verdade ele não tinha opção. A coroa escolhia com quem ele iria se casar. Sua opinião não tinha nenhum valor nesse processo. Os primeiros anos de casamento foram desastrosos. Não conseguia ter relações sexuais com a esposa pois tinha fimose e era muito tímido. Enquanto era apenas um príncipe conseguiu fugir do interesse do povo, mas quando se tornou Rei houve muitos problemas pois sua esposa, agora Rainha, não conseguia gerar um herdeiro para a coroa. 

Louis XVI também negligenciou os assuntos do Estado francês. Não se envolvia nos assuntos políticos, preferindo passar seus dias na sala de consertos de relógios de Versalhes. Com isso a França entrou em grave crise econômica e social que iria dar origem à Revolução Francesa. Não existiria vácuo de poder, já que o Rei não se posicionava sobre nada, os revolucionários tomariam o seu poder. O povo da França foi criando uma grande revolta contra a família real, principalmente por causa dos gastos excessivos de Maria Antonieta com moda e glamour em geral. Ela usava um vestido luxuoso por dia e criou penteados extravagantes, conhecidos como estilo Poof! Era o auge da frivolidade na corte francesa. Enquanto a Rainha esbanjava uma vida de muitos luxos palacianos, o povo morria de fome fora dos portões do Palácio de Versalhes. A crise econômica e social era enorme na vida real das pessoas comuns. A combinação desses fatores foi explosiva por todo o Reino!

Foi uma Revolução das mais sanguinárias. A Nobreza e o Clero da França foram condenados e guilhotinados em praça pública. Nem o Rei e a Rainha escaparam desse trágico destino. O Rei subiu ao cadafalso da guilhotina em 21 de janeiro de 1793. Na Praça da Concórdia, em Paris, ele foi executado diante de uma multidão, ora aos pulos de alegria, ora assustada com o que estava presenciando. Nunca um Rei da França havia sido executado em toda a história! Era algo inédito e de certa forma bem assustador. O Antigo Regime vinha abaixo com a cabeça do último monarca da poderosa dinastia Bourbon que havia reinado na França por mais de mil anos! Era o fim de uma era! 

Pablo Aluísio. 

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Júlio César

Júlio César
Júlio César não foi um imperador de Roma. Um erro muito comum entre pessoas que não possuem muitos conhecimentos de História antiga é afirmar que Júlio César foi o primeiro imperador de Roma. Um erro compreensível até. Afinal todos os imperadores de Roma também eram conhecidos como Césares! De fato a morte de Júlio César significou o fim de uma era em Roma. A era da República Romana. Ele subiu dentro das instituições da República para depois destruir o sistema por dentro. 

Júlio César na realidade foi um político oportunista e populista. Ele manipulava as massas contra as instituições republicanas. No fundo queria o poder absoluto, máximo, sem ter que responder a ninguém por eles. Queria de fato ser o Imperador, o primeiro Imperador. Morreu tentando, mas era tão admirado e querido pelo povo romano que sua morte destruiu todas as colunas que sustentavam a República. 

E não se engane, trocar a República pelo Sistema Imperial não foi uma decisão política sábia. Muito pelo contrário. Para bem entender isso basta lembrar dos imperadores loucos e sádicos que surgiram depois. Nomes como Nero e Calígula até hoje causam terror. Foram homens com poderes absolutos. Dementes que usaram esse poder sem freio para matar e liquidar qualquer um que fosse contra seus domínios. 

A República tinha mecanismos para deter esses senhores da morte. O Império não! Desse modo a mudança promovida por Júlio César também significou a morte de centenas de milhares de pessoas ao longo dos séculos, fossem eles romanos ou não! Atrás de sua história, Júlio César deixou um oceano de sangue humano. Ele plantou a semente da tirania em Roma. E o povo, hipnotizado, não entendeu que estava na verdade cavando seu próprio túmulo. Foi o fim de uma era de racionalismo político, sendo trocado pela violência e pelas atrocidades do Império Romano contra os demais povos antigos. 

Pablo Aluísio. 

A Dinastia Quéops

A Dinastia Quéops
Bem poderia ser uma peça de Shakespeare. Só que na verdade foi uma história de sangue e morte dentro de uma das famílias mais poderosas do mundo antigo. Quando o poderoso Faraó Quéops morreu, ele deixou uma dinastia marcada pela violência e traição em busca do poder absoluto. Quéops sempre será lembrado pela história pois ele foi o faraó que construiu a grande pirâmide de Gizé, a maior e mais famosa pirâmide do Egito Antigo. Essa, ao lado das demais, foi considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo e é a única que ainda está de pé, mesmo após milênios de sua construção. 

Quando Quéops foi finalmente sepultado em sua grande pirâmide, de onde, segundo sua religião, ele iria ressuscitar do mundo dos mortos, abriu-se a questão de sua sucessão real. Seu filho mais velho, Cauabe, deveria ser o novo faraó. Só que ele jamais iria usar a dupla coroa do alto e do baixo Egito. Acabou sendo assassinado, em circunstâncias misteriosas. Ele, segundo algumas fontes. teve sua garganta cortada, no meio da noite, por guardas palacianos. Estava se preparando para ser o novo Faraó, mas não havia entendido que dentro de seu próprio palácio havia assassinos escondidos nas sombras.  

O principal suspeito obviamente era seu irmão, Jedefré, também conhecido como Ratoises. Era claramente um usurpador do trono real, um criminoso que teria matado seu próprio irmão para se tornar o novo faraó. Não deu muito certo. A classe de sacerdotes e os militares não gostavam dele, sabiam que ele era um assassino. Em seu curto reinado esse Faraó de transição ainda conseguiria erguer sua própria pirâmide, bem menor do que a de seu pai. Posteriormente, quando Roma transformou o Egito em sua província, essa pirâmide seria destruída pelos romanos que usaram suas pedras para construir fortes para o seu exército. Roma, em geral, era muito mais pragmática. Não conseguia entender monumentos como as pirâmides, que para eles não passavam de obras inúteis, sem finalidade para o povo em geral. 

Ratoises foi morto dentro de um templo do Deus Amon. Ele levou uma grande paulada na cabeça enquanto andava no meio das grandes colunas do templo. A história se repetia. Ele foi assassinado a mando de seu irmão mais jovem, Quéfren. Esse iria ser o construtor da segunda maior pirâmide de Gizé, ficando atrás apenas da grande pirâmide de seu pai. Era seis metros menor, uma atitude de respeito para com o grande Quéops. Essa história poderia ser apenas a crônica de uma família imperial nos tempos antigos. Só que o tempo iria provar que não seria exceção. Em regimes de monarquias e tiranias, de fato o que imperou ao longo dos milênios foi a traição e a conspiração contra membros das próprias famílias reais, não raro se tornando elas mesmas palcos de grandes crimes e assassinatos. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 3 de novembro de 2024

Imperador Romano Caracala

Imperador Romano Caracala
Era o segundo filho do imperador Sétimo Severo. O irmão mais velho, Geta, era o preferido do pai. Antes de morrer o velho imperador determinou que o império seria dividido entre seus dois filhos. As legiões gostavam de Geta, que era um belo jovem, muito atlético, alto e com uma personalidade que agradava aos soldados. Era parecido com o próprio pai e era visto como um jovem educado e cortês. Caracala, por outro lado, era baixo, feio e cheio de ressentimentos. Mal seu  pai faleceu e ele começou os planos para matar o próprio irmão Geta. Acabou sendo bem sucedido. Mandou assassinos para o quarto dele e quando esse foi esfaqueado caiu na frente de sua mãe Júlia. Foi um trauma que ela nunca mais superou. 

Assim Bassiano (seu nome real) subiu ao trono com o título de Caracala, um nome inspirado no manto púrpuro que carregava em seu treja imperial. Esse seria um dos piores imperadores da história de Roma. Caracala era ressentido, cheio de ódio e perversidade. Assim que se tornou imperador começou uma política de perseguição e assassinato contra todos os seus inimigos, fossem eles reais ou imaginários. Uma de suas vítimas foi o grande jurista Papiniano, um dos maiores nomes da história do Direito Romano. Ele se recusou a defender a morte de Geta. Acabou sendo assassinado com requintes de crueldade por assassinos contratados pelo imperador. No total, estimam os historiadores, Caracala mandou executar mais de 20 mil pessoas, entre juristas, poetas, escritores, militares, senadores e pessoas do povo em geral. 

Era um assassino de massas, mas Caracala, que tinha péssima popularidade entre o povo romano, se via como o novo Alexandre, o Grande. O povo ria dessa comparação. Dizia-se nos becos da grande cidade que ele não conseguia passar de uma "imitação barata perto do verdadeiro Alexandre". A simples difusão desse tipo de ofensa era punida com morte pelo Imperador. Ele odiava em especial aqueles que o ridicularizavam. Grafites nos muros da cidade eterna porém o desafiavam. Seus opositores escreviam coisas cmo "Geta é o verdadeiro imperador" e "Feioso Caracala, assassino do irmão!". 

Enfurecido, Caracala decidiu viajar pelas províncias, deixando Roma para trás. Nunca mais retornou para a capital do império. E continuou sendo odiado por onde chegava. Ao chegar em Alexandria, a famosa cidade fundada pelo próprio Alexandre, o Grande, pensou que seria recebido como o próprio Alexandre, só que o povo o ignorou completamente. Diziam aos risos: "É esse o tal que ousa se comparar com o grande Alexandre Magno?"

Enfurecido, promoveu um massacre entre o povo de Alexandria. Foi seu último erro. Uma grande rebelião explodiu na grande cidade e Caracala se viu cercado por inimigos por todos os lados. Acabou sendo morto por um legionário de sua própria tropa. Tal como o irmão, foi morto com um punhal! Depois seu corpo foi jogado em um matagal próximo. A própria mãe dele, Júlia, respirou aliviada. Caracala, cada vez mais paranoico e violento, dizia que iria matar sua mãe ao retornar para Roma. Felizmente para o povo, isso nunca iria acontecer. 

Pablo Aluísio. 

Imperador Romano Sétimo Severo

Imperador Romano Sétimo Severo
Dois séculos depois da morte de Cristo, o Império Romano continuava sua longa jornada de decadência social, moral e política. O cargo de Imperador era descaradamente vendido pelos guardas pretorianos. Quem pagasse mais, levava o Império. Assim subiram ao poder homens ricos, mas inescrupulosos, corruptos que desejavam apenas saquear os tesouros imperiais. A situação ficou tão absurda e afrontosa que muitos governadores de provinciais se revoltaram contra essa situação. 

Entre esses governadores estava Sétimo Severo. Ele reuniu uma grande legião e marchou em direção a Roma. Após uma guerra civil bem sangrenta finalmente recebeu o apoio político e militar dos demais governadores e se tornou o novo Imperador de Roma, prometendo colocar ordem na anarquia e no caos, varrendo da cidade eterna os políticos corruptos e os militares sem honra. 

Seu primeiro ato como Imperador foi acabar com a guarda Pretoriana. Criada por Augusto, essa ordem militar se tornou um elemento nocivo para o Império. Seus membros estavam vendendo cargos públicos em troca de dinheiro e propriedades. Eles também foram responsáveis pela morte de vários imperadores no passado. Então era mesmo um elemento a ser destruído dentro do império. Vários guardas pretorianos foram presos por seus crimes e outros fugiram para não caírem presos também. 

Outra investida de Sétimo Severo foi o Senado. Havia um grupo de senadores corruptos. Doze deles em especial foram presos e condenados à morte. Depois disso o novo imperador nomeou homens de sua confiança ao Senado e entregou as forças do império para militares honrados e honestos que tinham demonstrado seu valor no campo de batalha. 

Com os políticos certos no Senado e com o controle do poderio militar, finalmente o Imperador conseguiu governar em paz. E fez um bom governo a ponto de ter grande popularidade entre o povo romano. Na política externa enfrentou uma grave rebelião de um império vizinho que dominava a região da Mesopotâmia. Sagrou-se vencedor nessa guerra e construiu um arco de triunfo em celebração a essa grande vitória. O Imperador Sétimo Severo viveu até a idade de 65 anos e morreu de gota. Não foi assassinado como havia acontecido com muitos outros Imperadores do passado. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 27 de outubro de 2024

Imperador Romano Commodus

Imperador Romano Commodus
Cômodo (do latim Commodus) era o filho do bom imperador Marco Aurélio. Dessa maneira ele sempre teve do bom e do melhor desde criança. Cresceu no luxo e na riqueza. Era o herdeiro ao maior império do mundo. Talvez por essa razão também criou todos os vícios que se possa imaginar desde muito jovem. Não gostava de estudar, de trabalhar e nem se interessava pelo Império como um todo. Queria apenas desfrutar de sua riqueza e da influência e poder do pai imperador. 

Quando Marco Aurélio morreu todos em Roma ficaram receosos. Commodus não era o homem certo para assumir o maior império do mundo. Ele era considerado um tolo, um frívolo e em muitos aspectos um imbecil. Também tinha uma personalidade muito tóxica e vil. Não tinha nenhum grande valor pessoal. Era egoísta, mesquinho e não via nenhum problema em matar as pessoas que ficavam em seu caminho. E os erros começaram logo cedo em seu governo. Logo de começo decidiu retirar as tropas romanas das fronteiras da Germânia. Ele não queria morrer naquela fronteira como havia acontecido com seu pai. 

Foi um grande erro pois com a saída das legiões romanas o Império ficou sem defesa em suas fronteiras. Não demorou muito e multidões de povos bárbaros começaram a invadir vilas romanas por todo o império. O caos havia se instalado e dessa vez esses povos indefesos não contavam mais com a proteção militar de Roma. Muitos massacres foram promovidos, milhares morreram nas mãos dos Germânicos, Vândalos e Visigodos, entre outros grupos de menor expressão. 

Enquanto seu povo era massacrado pelos bárbaros, Commodus passava o dia treinando com gladiadores pois ele era louco pelos violentos jogos de arena em Roma. Negligenciou a administração imperial e jogou tudo nas mãos de pessoas que se diziam suas amigas. O problema é que eles eram parasitas, corruptos e ex-escravos que não tinham nenhuma afeição ou elo de ligação com a nação romana. Eles apenas queriam a riqueza dos cofres públicos e nada mais. 

Com tantos roubos, o povo romano começou a passar fome, mas o imperador ignorou tudo. Mandou executar seus inimigos e acabou sendo alvo de uma grande conspiração que planejava sua morte. Inicialmente envenenaram sua comida, mas Commodus sobreviveu. Depois compraram um lutador conhecido como Narciso de que o imperador gostava muito e que gozava de sua intimidade, a ponto de frequentar seus aposentos privados. Durante o banho do imperador esse lutador o imobilizou e terminou por estrangulá-lo. Era o ano de 192 e o imperador foi assassinado com apenas 31 anos de idade. Sua morte significou o fim de sua dinastia, conhecida como Nerva-Antonina. No cinema esse imperador acabaria imortalizado no grande sucesso "Gladiador". 

Pablo Aluísio. 

domingo, 6 de outubro de 2024

Imperador Romano Marco Aurélio

Imperador Romano Marco Aurélio
Ele foi considerado pelos historiadores como um dos melhores imperadores romanos de sua era. E também era considerado um homem sábio, um filósofo, fundador de uma escola de filosofia que iria ser conhecida nos séculos que viriam como Estoicismo. E de estoico realmente tinha muito. Ele passou quase toda a sua vida de imperador nos campos de batalha, principalmente na sangrenta e violenta fronteira da Germânia, onde existiam povos bárbaros que jamais iriam se render ao poder de Roma. 

Vivendo entre seus soldados, enfrentando as durezas daquela guerra que parecia não ter mais fim, Marco Aurélio acabou escrevendo seus pensamentos e esses textos sobreviveram ao passar dos séculos, dando origem a grupos de estudo de seu estoicismo. Neles, Marco Aurélio pregava o auto controle de cada pessoa diante das inúmeras adversidades da vida, dos revezes, das derrotas. Nunca capitular, sempre levantar a cabeça e partir para a próxima batalha. Aguentar firme e com coragem os desafios impostos pela vida. 

Ele foi considerado um dos imperadores mais simples e leais da história romana. Comia a mesma comida dos legionários, ficava ao lado deles, muitas vezes dormindo no meio da lama. Era adorado por seus soldados por causa dessas atitudes. Infelizmente apenas ele era um homem estoico em sua família. E ele teve muitos problemas familiares, principalmente em relação ao seu filho e sua esposa. 

O filho, herdeiro do trono, chamado de Comodus, era um homem frívolo e muito irresponsável. Queria passar seus dias em bebedeiras e casas de prostituição. Seu sonho não era ser imperador, mas sim gladiador, por isso passava semanas dentro dos campos de luta de gladiadores. Para os romanos, aquilo era um grande escândalo. Os gladiadores em sua grande maioria eram escravos. Um herdeiro ao trono de Roma estar no meio daquela gente era considerado uma grande desonra para a família de Marco Aurélio. 

O pior aconteceu com a imperatriz, esposa de Marco Aurélio. Enquanto o marido vivia longe de Roma em operações militares, ela se tornou amante de um general romano. E quando correu um boato em Roma de que o Imperador havia sido morto na Germânia, ela tentou dar um golpe de Estado, colocando seu amante como o novo imperador. Marcou Aurélio não teve outra alternativa. Voltou para Roma, derrotou os golpistas e teve que executar a própria mulher. Foi um capítulo de sua vida que ele lamentaria até o fim de seus dias. 

Pablo Aluísio. 

Jesus e o Império Romano

Jesus e o Império Romano
Interessante tecer algumas linhas sobre esse título de "Filho de Deus". O que realmente ele significa? Para milhões de cristãos ao redor do mundo não resta dúvidas de que esse título dado a Jesus significaria que ele era exatamente isso, o filho de Deus, enviado para o mundo para morrer pelos pecados do homem. Esse fato demonstraria todo o amor que Deus sente por cada um de nós. Algo poético e muito bonito até, uma construção feita principalmente pela teologia. 

Entretanto os historiadores discordam desse ponto de vista. Filho de Deus era o título dado aos reis na antiguidade. Assim Jesus seria filho de Deus porque no final das contas ele seria o Rei dos Judeus. E isso nada tinha a ver com religião, mas sim com política. Jesus iria expulsar os romanos da Judéia e iria reinar como Rei dos Judeus. Ele, nesse aspecto, seria um revolucionário, não um homem espiritual. 

Por essa razão foi morto pelos romanos e pelas autoridades judias de seu tempo. Um camponês como Jesus jamais seria aceito como rei daquelas pessoas que em última análise estavam escravizando e explorando o povo judeu no século I. Por essa razão quando as autoridades romanas souberam que um pregador popular, um milagreiro, também estava sendo chamado de "Filho de Deus", um título exclusivo para os reis, eles selaram o destino daquele homem chamado Jesus. 

O curioso é que muitas vezes Jesus também se chamava de "Filho do Homem". Essa expressão significa "Homem comum", "Pessoa comum". Basta ler a palavra original em Aramaico, a língua que Jesus falava em sua existência. Filho do Homem era diferente de Filho de Deus. Esse último era o monarca, o Rei. Era algo que as autoridades romanas não iriam aceitar de jeito nenhum. Ao usar esse título Jesus estava desafiando o poder não apenas do Império Romano, mas também das autoridades de Jerusalém. 

E o título de Messias era ainda mais perigoso. O Messias era aquele que iria libertar o povo judeu das garras da dominação romana. Nada mais do que isso. Uma vez expulso o romano invasor ele subiria ao trono, se tornaria Rei dos Judeus, o Filho de Deus, assim escolhido para reinar durante sua vida. Nada de cordeiro de Deus, nada de título espiritual, apenas um homem que iria restaurar a independência do povo judeu. Por essa razão Jesus seria executado pelo governador romano Pilatos. Ele era considerado um Lestat, um criminoso de Estado que planejava um Golpe no Império. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 1 de setembro de 2024

Imperador Romano Décio

Imperador Romano Décio
Em junho do ano 251 uma notícia abalou o Império Romano. O imperador Caio Méssio Quinto Trajano Décio havia sido morto no campo de batalha! Ele foi atravessado por uma espada bárbara enquanto lutava contra os Godos em uma província distante. Era a primeira vez na história que um imperador romano era morto dessa maneira, lutando contra invasores Godos que tinham cruzado as fronteiras do Império, causando morte e destruição por onde passavam. Seu filho mais velho, Felipe, também havia sido morto alguns dias antes. Mesmo com a morte daquele que seria o herdeiro do trono, o Imperador não se abalou e continuou na luta, até ser ele mesmo morto em combate. No dia em que morreu, o Imperador e seus legionários foram surpreendidos ao descobrirem que o exército inimigo contava com mais de 100 mil homens, enquanto as legiões romanas tinham em suas fileiras apenas 70 mil para o combate! 

Esse fato demonstrava bem que Roma já não conseguia mais parar as invasões de povos vindos do norte da Europa, povos esses que os romanos chamavam de bárbaros, pois não falavam nenhuma língua clássica (latim ou grego) e tampouco tinham os costumes e a cultura do povo romano. Foi um choque saber que a legião comandada pelo Imperador havia sido derrotada e dizimada. Isso mostrava acima de tudo que o Império estava sem forças militares para deter esses povos que viviam além da fronteira romana. 

O Imperador Décio decidiu seguir com suas legiões para deter os Godos após pedidos de socorro alarmantes chegarem em Roma. Várias cidades e vilas romanas tinham sido saqueadas e brutalizadas por esses bárbaros. Os Godos eram saqueadores. Eles entravam dentro do Império Romano para invadir suas cidades para roubar, matar e escravizar. Não tinham a intenção de viver dentro do Império, mas apenas em saquear essas regiões. Por essa razão era complicado combater esses bárbaros que viviam em movimento, sem parar em lugar nenhum. Após saquear uma região iam para outra, para promover novos saques e crimes diversos. 

Por esses tempos o Império passava por várias crises. Há anos os romanos combatiam os Germanos em terras distantes. Já havia perdido grande parte de seu território contra povos bárbaros que viviam na Britânia (atualmente Reino Unido), na Hispânia (atual Espanha) e na Gália (atual França). Até mesmo em províncias distantes, como no Norte da África e na Judéia explodiam rebeliões cada vez mais violentas e duradouras. Parecia haver guerras por todos os lados e o exército romano já não dava mais conta de tantas invasões e conflitos. A morte do Imperador Décio só aprofundou ainda mais essa crise que parecia não ter mais fim dentro do maior império que a humanidade já havia visto em sua história. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 11 de agosto de 2024

Pilatos

Pilatos
Pilatos teria desaparecido da história se nao tivesse sido citado nos textos do Novo Testamento. O máximo de sua carreira política em Roma se deu justamente quando se tornou governador da Judéia e isso definitivamente não era um prêmio para nenhum homem público de Roma. Na realidade era praticamente uma punição. A Judéia era considerada uma província problemática pelos romanos. Situada geograficamente muito longe da capital do império, era vista pelos romanos como uma região de desertos, com povo rebelde, fanático por suas convicções religiosas e por essa razão complicado de dominar. 

Além disso Pilatos nunca se deu bem com o Imperador Tibério. Pilatos era da chamada baixa nobreza romana. Para essa classe de famílias realmente não haveria nada de muito promissor para eles em termos políticos. Ao que tudo indica Tibério o nomeou como governador da Judéia praticamente como uma punição. E definitivamente Pilatos não ficou nada feliz com essa indicação. Ainda assim foi para a Judéia onde se envolveu em inúmeros problemas. 

Logo ao chegar Pilatos mandou pintar a imagem de uma divindade romana nos escudos dos legionários. Isso foi visto pelos judeus como uma provocação pois eles não admitiam imagens de divindades pagãs. O velho problema do fanatismo religioso surgia novamente naquela província distante. Logo estourou uma violenta rebelião que Pilatos esmagou com mão de ferro. Centenas de revoltosos foram executados, das mais diferentes formas, sendo que os líderes foram pendurados em cruzes. Uma mensagem do império para todos os que desejavam seguir pelo mesmo caminho da revolta contra o poder de Roma. 

Pilatos era visto pelo povo como um homem cruel e sanguinário, por essa razão historiadores não acreditam naquela imagem dele que surge dos evangelhos. Ali ele foi retratado como um homem que lavou as mãos em relação à morte de Yeshua (o nome verdadeiro de Jesus). Para historiadores isso seria pura ficção. Pilatos não teria nenhum pudor de mandar Jesus para a cruz, uma vez que ele havia se envolvido numa confusão no templo em plena Páscoa judaica. E o fato de seus seguidores o chamarem de Messias definitivamente não ajudou em nada. O termo Messias era usado para designar os judeus que iriam expulsar o invasor romano de suas terras. Inclusive os historiadores duvidam muito que Pilatos tenha julgado Jesus ou algo do tipo. Jesus era um camponês e Pilatos nem sequer teria perdido tempo ao mandar executá-lo. Ele foi considerado um terrorista político por Roma e por essa razão foi morto na cruz, tal como aconteceu com centenas de outros homens de sua época. 

O que parece ter acontecido é que os escritores do novo testamento, que eram escribas gregos que viviam no Império Romano, tiveram receios de colocar uma péssima imagem de uma autoridade romana em seus escritos. Afinal eles também poderiam ser mortos por isso. Então criaram um Pilatos cheio de compaixão, lavando as mãos sobre a morte daquele judeu.  Nessa caso o medo deles falseou a realidade histórica, algo que muitas vezes aconteceu ao longo da história. 

Pablo Aluísio.