sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os Rifles da Desforra

Após o fim da guerra civil americana as atenções do exército americano se desviaram para o Oeste selvagem. Na fronteira da colonização estava em curso um terrível massacre promovido por tribos indígenas hostis que destruíam as propriedades e matavam os colonos brancos que se aventurassem por essas regiões inóspitas. A situação era particularmente desastrosa no território do Arizona onde comunidades inteiras estavam sendo vitimas de massacres promovidos por Apaches liderados pelo sanguinário Chefe Cochise (Michael Keep). Para manter esses colonos em segurança o governo americano enviou tropas ao local, entre elas um pequeno pelotão liderado pelo Capitão Coburn (Audie Murphy). Sua principal função consistia em retirar os colonos das áreas mais perigosas para levá-los até o forte de Apache Wills, onde ficariam até que a cavalaria americana destruísse os inimigos Apaches que se escondiam nas montanhas. Uma guerra estava em curso e os civis tinham que ser protegidos.

Assim começa esse excelente “Os Rifles da Desforra”, western que passou um pouco despercebido apesar de suas inegáveis qualidades cinematográficas. Foi o penúltimo filme da carreira de Audie Murphy, o que não deixa de ser uma pena já que é de fato um faroeste de ótimo nível. Seu personagem, o Capitão Coburn, por exemplo, não é um típico herói da cavalaria como já vimos em vários filmes antes, muito pelo contrário, é um sujeito duro e que não conta com a total simpatia de seus comandados. Esses também são retratos bem interessantes das tropas americanas naquele período histórico pois muitos deles lutaram ao lado dos confederados durante a guerra civil mas depois tiveram que usar a “casaca azul” da cavalaria para terem suas penas reduzidas, ou seja, não eram soldados por convicção mas por necessidade. Lealdade e honra certamente não estavam em seus planos como podemos ver depois nos acontecimentos do filme. Curiosamente o roteiro explora maravilhosamente bem esse conflito interno personificado dentro das tropas na figura do cabo Bodine (Kenneth Tobey), um ex-confederado que não tem qualquer respeito pelos ditos ianques. Em suma, “Os Rifles da Desforra” é de fato um belo retrato de um aspecto até bem pouco conhecido da história do velho oeste. Ótimo western que merece ser redescoberto pelos fãs.
 
 
Os Rifles da Desforra (40 Guns to Apache Pass, EUA,1967) Direção: William Witney / Roteiro: Willard W. Willingham, Mary Willingham / Elenco: Audie Murphy, Michael Burns, Kenneth Tobey / Sinopse: Durante as guerras indígenas no hostil território do Arizona um jovem capitão após proteger civis inocentes de ataques Apaches é enviado numa perigosa missão de recebimento de uma carga com 40 rifles de repetição do exército americano. Sua viagem será cercada de desafios uma vez que a região é infestada por grupos guerreiros Apaches.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Robert Mitchum


O ator Robert Mitchum em foto promocional para o clássico do western "El Dorado". Bem humorado costumava brincar sobre seus filmes e suas atuações ao dizer: "Eu usei a mesma roupa e o mesmo dialogo durante seis anos. Só trocava o título do filme e a mocinha" Uma frase divertida mais pouco condizente com a realidade pois ao longo de uma produtiva carreira Mitchum estrelou alguns dos maiores clássicos do cinema americano, incluindo muitos westerns.

Pablo Aluísio.

Greta Garbo


Greta Garbo, uma das maiores estrelas da história de Hollywood. Depois de uma sucessão de enormes sucessos de bilheteria ela decidiu, ainda no auge, abandonar tudo e se refugiar em uma vida comum e isolada, bem longa da imprensa. Isso só aumentou ainda mais seu mito pois os mistérios que rondavam sua vida pessoal despertavam a curiosidade e a imaginação de todos os seus admiradores. Espirituosa explicou suas escolhas ao dizer: "Eu nunca disse 'Quero ficar sozinha'. Eu disse 'Quero que me deixem sozinha'. Aí está toda a diferença. Há muitas coisas em seu coração que você nunca deve contar a ninguém. Seria baratear o seu íntimo sair espalhando-as por aí."

Control

Título no Brasil: Control
Título Original: Control
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Weinstein Company
Direção: Anton Corbijn
Roteiro: Matt Greenhalgh, baseado no livro de Deborah Curtis
Elenco: Sam Riley, Samantha Morton, Craig Parkinson, Joe Anderson

Sinopse: 
Cinebiografia do conturbado músico e compositor Ian Curtis, líder da banda Joy Division. Jovem sem grandes perspectivas na vida ele resolve levar em frente um velho sonho de montar um grupo de rock diferente, que apostasse em suas próprias letras, bem soturnas e fora do comum. Dentro do emergente cenário punk de uma Londres obscura ele acaba se tornando uma figura de proa de um movimento musical que se alastraria pelos quatro cantos do mundo.

Comentários:
Muitas pessoas no Brasil adoram o Legião Urbana e seu idioma musical único e ignoram completamente de onde veio aquele estilo. Ora, basta uma rápida lida em qualquer biografia do cantor e compositor Renato Russo para entender que uma de suas maiores influências veio do grupo de punk rock Joy Division e seu cantor sui generis Ian Curtis. Sua vida porém era mais problemática e complicada do que suas próprias letras. Ian cultivava um pessimismo latente e tinha uma visão sombria e sem esperanças do mundo ao seu redor, proveniente de algum problema mental que ele possuía e que nunca foi diagnosticado corretamente a tempo. Constantemente anestesiado e deprimido para o mundo, Ian só conseguia sentir algum tipo de satisfação pessoal com sua barulhenta e furiosa música. O roteiro desse excelente filme biográfico foi escrito baseado nas memórias da esposa de Curtis, Deborah Curtis, que resolveu expor aspectos pessoais do marido e seus constantes problemas de relacionamento e sociabilidade. Colocando em termos simples podemos dizer que o Ian Curtis era um sujeito bem esquisito, mais ainda do que sua música. O filme também é bem depressivo, frio e muitas vezes distante, tal como se fosse um documentário. Esse tipo de linguagem porém se adequou muito bem ao próprio Ian Curtis e sua personalidade. Se o homem era torturado o músico certamente marcou época principalmente para quem era jovem naqueles anos pioneiros. Seu estilo influenciou muita gente e hoje é reconhecido pelos principais especialistas como um marco no surgimento do Punk. O final é barra pesada e certamente deixará muitas perguntas no ar, o que é mais um ponto positivo para a produção em si. Não deixe de assistir, seja você fã ou não do Joy Division.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ouro para os Imperadores

Título no Brasil: Ouro para os Imperadores
Título Original: Oro per i Cesari
Ano de Produção: 1963
País: Itália, França
Estúdio: Adelphia Compagnia Cinematografica
Direção: André De Toth, Sabatino Ciuffini, Riccardo Freda
Roteiro: Arnold Perl, baseado na obra de Florence A. Seward
Elenco: Jeffrey Hunter, Mylène Demongeot, Ron Randell

Sinopse: 
Lacer (Jeffrey Hunter) é um escravo na Roma Antiga que com grande talento para construções (exercendo o que hoje em dia seria uma função de arquiteto) acaba ganhando a confiança de seu senhor, o governador da província da Gália. Em vista disso é enviado para uma perigosa missão de reconhecimento em terras ocupadas por bárbaros celtas. Ele deverá ir até lá para descobrir se os rumores de que a região é rica em ouro são verdadeiros ou não.

Comentários:
Nos anos 1960 o cinema italiano viveu sua fase de ouro em termos de popularidade. Os filmes eram campeões de bilheteria e o êxito comercial dessas películas ajudou na criação de uma verdadeira indústria de cinema italiana. Isso acabou abrindo as portas inclusive para a contratação de atores americanos, como foi o caso de Jeffrey Hunter que foi até a Europa para estrelar esse épico ao estilo “Espadas & Sandálias”. O roteiro investe mesmo nas lutas e na aventura, com pequenas pitadas de romance envolvendo o galã americano. A produção é surpreendentemente boa, a ponto de pensarmos se tratar de um filme feito nos Estados Unidos. A única diferença mais perceptível vem no roteiro pois ele foi escrito claramente visando atender a um tipo de público mais popularesco, como os que lotavam as matinês em cinemas populares - algo que também se repetia no Brasil. Assim não faltam lutas de espadas, gladiadores musculosos e muitas cenas espetaculares de ação. De certa forma pode ser considerado até mesmo uma releitura ou uma tentativa de realizar um "Spartacus" Made in Italy. Mesmo assim diverte ainda hoje. Para quem gosta de épicos passados na Roma Antiga é certamente uma boa pedida.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Roubo no Rancho

Título no Brasil: Roubo no Rancho
Título Original: Pistol Harvest
Ano de Produção: 1951
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: Lesley Selander
Roteiro: Norman Houston
Elenco: Tim Holt, Joan Dixon, Robert Clarke

Sinopse: 
O sonho do cowboy Tim (Tim Holt) é se casar com a bela Felice Moran (Joan Dixon), indo morar em um bonito rancho que há anos ele sonha comprar. Para isso terá que superar as vilanices de Terry Moran (Edward Hearn), um mal-intencionado rancheiro da região que também deseja comprar a propriedade dos sonhos de Tim, além de ter uma queda nada correspondida por Felice que ele a todo custo tenta conquistar.

Comentários:
Faroeste B da RKO que investe no carisma do ator Tim Holt, tudo embalado em um roteiro dos mais simples, com um enredo bem clichê, que fazia a festa da gurizada que lotava as matinês dos cinemas nos anos 1950. A fita é tão curtinha que mais parece um média metragem. De fato tem pouco mais de 60 minutos e quando menos esperamos ela acaba. Na época a RKO já passava por inúmeros problemas financeiros (o estúdio iria à falência alguns anos depois) e por isso produzia fitas de western em ritmo industrial como essa que geralmente eram exibidas em sessão dupla nas matinês (por essa razão é que eram tão curtinhas). O ator Tim Holt (1919–1973) que hoje em dia anda bem esquecido era extremamente popular por essa época. Ele chegou à fama ainda bastante jovem, o que criou uma identificação com seu público que acabava se vendo também na tela. Muitas de suas produções são perfeitos exemplos do faroeste juvenil que fez a alegria de muitas crianças nos anos 1940 e 50. Um retrato de uma época que já não mais existe. Se você deseja conhecer como eram as produções dessa era esse "Roubo no Rancho" é uma ótima opção.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Grande Massacre

Título no Brasil: O Grande Massacre
Título Original: The Great Sioux Massacre
Ano de Produção: 1965
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Sidney Salkow
Roteiro: Marvin A. Gluck, Sidney Salkow
Elenco: Joseph Cotten, Darren McGavin, Philip Carey

Sinopse:
O General George Armstrong Custer (Philip Carey) é designado para a fronteira como comandante da Sétima Cavalaria do exército americano para concretizar a missão de pacificar as tribos indígenas Sioux da região. Chegando lá adota uma postura de superioridade, arrogância e intolerância para com as reivindicações dos índios, o que acaba despertando a ira de todos os caciques. O confronto final se dá em Little Big Horn quando as tropas de Custer são cercadas por centenas e centenas de guerreiros liderados por Touro Sentado.

Comentários:
Começa um certo revisionismo dentro do cinema americano sobre o real papel exercido pelo general George Armstrong Custer e a sétima cavalaria nas chamadas guerras Indígenas. Para entender bem isso basta prestar atenção na época em que esse filme foi produzido, meados dos anos 1960, quando os americanos ficaram mais críticos em relação a vários grandes nomes de sua história. Nesse filme o general não é mais apresentado como um herói sem máculas, como era comum em filmes antigos, estrelados por galãs como Errol Flynn. Aqui o militar americano surge como um sujeito de moral duvidosa, de caráter dúbio em relação ao tratamento que dispensava aos membros da nação Sioux. Claro que ainda não temos um completo realismo em cena mas o filme mostra claramente o caminho que produções futuras iriam tomar sobre esse espinhoso tema. Como não poderia deixar de ser os acontecimentos ocorridos na batalha de Little Big Horn - quando a cavalaria foi massacrada pelos índios liderados por Touro Sentado - ganham destaque. Sem dúvida é uma obra bem corajosa para a época, um western socialmente consciente que merece ser redescoberto.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Sob o Céu da China

Título no Brasil: Sob o Céu da China
Título Original: China Sky
Ano de Produção: 1945
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: Ray Enright
Roteiro: Brenda Weisberg, Joseph Hoffman, baseados na obra de Pearl S. Buck
Elenco: Randolph Scott, Ruth Warrick, Ellen Drew

Sinopse: Dr. Gray Thompson (Randolph Scott) e a Dra. Sara Durand (Ruth Warrick) são médicos missionários em um hospital na China. Seu trabalho consiste em ajudar a população carente da região. Os tempos porém são conturbados e eles precisam retornar para os Estados Unidos após a invasão japonesa na China. Gray e Sara acabam se apaixonando na cidade chinesa mas o romance não se concretiza. De volta ao seu país o Dr Gray resolve se casar com a bela Louise mas seu coração continua dividido pois ele ainda ama secretamente a doce Sarah.

Comentários:
Mais um interessante filme de Randolph Scott fora do gênero western. Aqui ele interpreta um médico missionário que vai até uma cidade muito pobre e miserável da China para ajudar a população local. Seu trabalho de caridade e ajuda ao próximo é interrompido com a chegada das brutais tropas japonesas. Randolph Scott está perfeito na pele do Dr. Gray Thompson, um homem cheio de boas intenções que é traído por seus sentimentos pois não consegue se decidir completamente com quem ficar, pois parece amar duas mulheres maravilhosas na mesma proporção. O roteiro consegue mesclar muito bem aventura, romance e guerra. As tropas japonesas que tentam invadir a China são retratadas da pior forma possível, o que chegou a chocar o público americano na época. Não se pode esquecer que apesar dos americanos estarem em guerra com o Japão na ocasião, as atrocidades japonesas contra a população civil chinesa ainda eram pouco conhecidas do grande público na América. Como era impossível filmar algo na China naqueles tempos conturbados a RKO usou bastante da técnica conhecida como back projection nessa película. O resultado não deixa de ser muito bom, considerando as limitações técnicas daqueles tempos. Enfim, mais um bom exemplar da série "Randolph Scott deixa o velho oeste e vai à guerra"

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The Beatles - Help!

Título no Brasil: Help!
Título Original: Help!
Ano de Produção: 1965
País: Inglaterra
Estúdio: Walter Shenson Films, Subafilms
Direção: Richard Lester
Roteiro: Marc Behm, Charles Wood
Elenco: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr, John Bluthal 

Sinopse: 
Uma seita religiosa precisa recuperar um anel cerimonial que está nos dedos de Ringo Starr dos Beatles. Para colocar as mãos na valiosa jóia os membros sacerdotais não medirão esforços, indo atrás de Ringo e dos demais Beatles.

Comentários:
O segundo filme dos Beatles não tem o mesmo brilho de "A Hard Day´s Night" que era tão imaginativo quanto divertido. Para falar a verdade esse "Help!" como filme em si deixa muito a desejar. Não há propriamente um enredo a se contar, existe esse roteiro que muitas vezes parece ter sido escrito para algum desenho animado dos anos 60 e nada mais. O que salva esse musical é certamente as canções dos Beatles apresentadas ao longo da estorinha boba e muitas vezes sem graça nenhuma. A cada 15 ou 20 minutos os Beatles surgem fazendo o que sabiam melhor, cantando e tocando para acordar o público, cansado de tantas bobagens. O enredo em si investe no besteirol, com um humor tão tipicamente britânico. Em muitos momentos me recordei dos filmes do Monty Python mas a comparação não é muito justa pois "Help!" fica muito distante do talento da trupe de comediantes ingleses. O próprio Paul McCartney reconheceu anos depois que o filme realmente não era lá essas coisas, tanto que disse que os próprios Beatles, vendo que tudo não passaria de um abacaxi, começaram a dar sugestões descabidas no roteiro (como irem até as Bahamas, por exemplo). Por fim cabe a observação de que como atores os Beatles realmente eram ótimos músicos, pois em momento algum conseguem passar o mínimo de talento para a atuação. Nem Ringo (que queria se tornar ator profissional) consegue convencer. O trabalho dos quatro pode ser definido como completamente amadorístico. Em suma, melhor ver mesmo um resumo dos momentos em que os Beatles tocam nesse filme, já que vê-los atuar aqui é realmente de amargar. Noventa minutos que passam muito devagar de tão fraco que o filme é.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Último Matador

Título no Brasil: O Último Matador
Título Original: The Law vs. Billy the Kid
Ano de Produção: 1954
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: William Castle
Roteiro: Janet Stevenson, Philip Stevenson
Elenco: Scott Brady, Betta St. John, James Griffith

Sinopse: 
O filme narra as aventuras do lendário pistoleiro e fora da lei William Henry Bonney mais conhecido como "Billy the Kid"! Ele é um jovem cowboy que se torna amigo de Pat Garrett, um caçador de recompensas. Billy tem um passado de confrontos violentos mas Pat acredita que ele ainda pode trilhar um bom caminho. Para isso lhe ajuda a arranjar um emprego com o bondoso rancheiro John Tunstall. Após esse ser morto por um grupo de bandidos e facínoras, Billy decide se vingar de todos eles. Pat Garrett, agora um homem da lei, terá que ir atrás de seu grande amigo, Billy, para seu grande desprazer pessoal.

Comentários:
Para quem acha que William Castle só se destacou mesmo em filmes de terror como "A Casa dos Maus Espíritos" (1959), "Força Diabólica" (1959) ou "13 Fantasmas" (1960), eis aqui um faroeste dirigido por ele. O interessante é que Castle queria Vincent Price para o papel do xerife Pat Garrett mas problemas de saúde o afastaram de última hora das filmagens. James Griffith então tomou o seu lugar. "The Law vs. Billy the Kid" (em tradução literal, "A Lei versus Billy the Kid") investe novamente na lenda do famoso pistoleiro garoto. Obviamente que você não deve assistir a esse filme procurando por veracidade histórica. O Billy the Kid que vemos aqui é aquele mesmo saído das estorinhas fantasiosas da literatura barata que moldaram sua lenda no velho oeste. Tudo é tão romanceado que Billy em pouco se parece com o criminoso que foi na vida real. Ela aqui surge na verdade como um dândi romântico, vítima de um triste realidade que o deixa sem escolhas, tendo que entrar mesmo no mundo do crime. Uma tremenda bobagem do ponto de vista histórico. Deixando isso de lado posso dizer que esse faroeste B da Columbia (o mais pobre dos grandes estúdios de Hollywood) ainda consegue servir como diversão de matinê. A fita é ágil e não perde tempo com amenidades e embora tenha sido realizada com orçamento modesto consegue agradar e divertir. Até mesmo Scott Brady, que já tinha passado da idade certa para interpretar Billy, consegue convencer em seu papel, quem diria. Assim fica mais essa  recomendação para os fãs de faroestes mais antigos pois "The Law vs. Billy the Kid" é pura diversão saudosista.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Cinderela

Título no Brasil: Cinderela
Título Original: Cinderella
Ano de Produção: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney
Direção: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson
Roteiro: Charles Perrault, Bill Peet
Elenco: Ilene Woods, James MacDonald, Eleanor Audley

Sinopse: Era uma vez uma linda garota chamada Cinderela. Após a morte de seu pai ela passa a ser criada cruelmente por sua madastra. Ela e suas filhas maldosas a exploram, fazendo com que todos os afazeres domésticos sejam feitas apenas por Cinderela. A gata gata borralheira vê sua sorte mudar quando o rei decide dar um grande baile para todas as jovens solteiras do reino. Ele quer que seu filho, o príncipe, se case para dar continuidade à sua linhagem real. Cinderela porém não tem dinheiro para comprar um vestido bonito e caro. Sua fada madrinha porém dará um jeito. Ela assim se torna radiante e linda, mas terá que voltar para casa antes da meia noite pois será nessa hora que o encanto desaparecerá. 

Comentários:
Um dos grandes clássicos de animação dos estúdios Disney. É um conto de fadas clássico, com príncipes dos sonhos, jovens lindas e maravilhosas e madrastas cruéis e desalmadas. Um dos pontos que temos que chamar a atenção é que "Cinderela" foi produzido com Disney indo todos os dias supervisionar os trabalhos. Ele era um perfeccionista, que dava atenção ao menores detalhes. Tanto cuidado se vê na tela. A animação ainda hoje é um primor de técnica e bom gosto. Não é à toa que se tornou um dos trabalhos preferidos do próprio Disney que considerava a obra uma das mais perfeitas de seu estúdio, uma animação que reunia tudo aquilo que ele desejava, com a magia que anos depois se tornaria a marca registrada do império Disney. Para se ter uma ideia do cuidado técnico que Disney imprimiu aqui, ele enviou um grupo de animadores à Europa para que eles conhecessem in loco a arquitetura dos castelos medievais da Alemanha e Áustria. Esse contato direto trouxe um visual exuberante para os cenários onde a estorinha de Cinderela se passa. O próprio castelo do príncipe é um exemplo disso. Tão perfeito ficou que anos depois Disney fez questão de mandar construir um idêntico para seu novo parque temático, a Disneylândia. Assim não há mais o que dizer, "Cinderela" é um primor de qualidade técnica e artística, aliada a uma linda história de conto de fadas. Walt Disney em sua mais pura essência.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

American Horror Story - Asylum

Título no Brasil: American Horror Story - Asylum
Título Original: American Horror Story - Asylum
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox Television
Direção: Vários
Roteiro: Brad Falchuk, Ryan Murphy (criadores da série)
Elenco: Jessica Lange, Joseph Fiennes, Zachary Quinto, James Cromwell, Sarah Paulson

Sinopse: 
"American Horror Story - Asylum" se passa em 1964. Numa instituição para doentes mentais que cometeram crimes violentos, a irmã Jude (Jessica Lange) tenta manter a ordem e a organização. Para lá é enviado o terrível psicopata conhecido como "face sangrenta" que supostamente teria matado várias mulheres. Ele porém alega que foi abduzido por extraterrestres e que na verdade seria inocente de todas as acusações. Qual seria a verdade por trás dos crimes?

Comentários:
"American Horror Story" veio resgatar algo que andava esquecido dentro da TV americana, os seriados de terror. Esse "Asylum" é a segunda temporada da série. Como se sabe a primeira temporada foi muito bem sucedida, ao mostrar os terríveis acontecimentos que rondavam uma velha casa mal assombrada. O roteiro era muito bem escrito e a série ganhou imediatamente uma grande legião de fãs, além de reconhecimento da crítica, o que lhe valeu vários prêmios importantes. "Asylum" conta com vários atores da primeira temporada (com destaque para a sempre ótima e talentosa Jessica Lange) mas parte de uma nova premissa. O enredo agora se passa em uma instituição para doentes mentais perigosos mantida pela Igreja Católica. Na direção temos a austera Irmã Jude (Jessica Lange) que precisa manter o local sob perfeitas condições. Ela ganhou o cargo por causa da confiança que o Monsenhor Timothy Howard (Joseph Fiennes) depositou sobre ela. Na verdade se trata mesmo de um  manicômio judiciário. Quem já visitou um lugar desses na vida real sabe o quão terrível eles são. Agora imagine uma instituição como essa, para onde são enviados psicopatas e criminosos violentos de todos os tipos, sendo administrado por freirinhas. É de dar arrepios mesmo. Some-se a isso ainda doutores envolvidos em misteriosas experiências e você terá um cenário ideal para mais uma temporada bem sucedida.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Homem Mais Procurado do Mundo

Título no Brasil: O Homem Mais Procurado do Mundo
Título Original: Seal Team Six: The Raid on Osama Bin Laden
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos
Estúdio: Voltage Pictures, Weinstein Company
Direção: John Stockwell
Roteiro: Kendall Lampkin
Elenco: Cam Gigandet, Jenny Gabrielle, Anson Mount

Sinopse: 
Após dez anos de investigações a agência de inteligência dos Estados Unidos (CIA) consegue localizar um suposto local onde o infame terrorista internacional Osama Bin Laden estaria escondido. Uma casa grande na fronteira entre Afeganistão e Paquistão. A CIA pretende invadir o local com um grupo de militares especializados do Navy Seal mas o presidente fica um pouco relutante em dar a ordem. Depois da colheita de mais provas de que Bin Laden está realmente na casa, finalmente a ordem de invasão é dada, dando origem a uma complexa missão de localização e eliminação do criminoso líder da Al-Qaeda.

Comentários:
"O Homem Mais Procurado do Mundo" foi produzido no calor dos acontecimentos quando os Estados Unidos ainda celebravam a morte do terrorista Osama Bin Laden. Talvez a pressa em aproveitar o momento tenha prejudicado o resultado final. Há várias falhas no roteiro, principalmente no que diz respeito aos fatos reais. Pequenos e grandes detalhes estão errados e aspectos da missão não foram bem retratados. Até mesmo no equipamento da equipe Navy Seal podemos notar problemas de  verossimilhança. O que de fato aconteceu é que o roteiro foi escrito sem se saber direito o que de fato aconteceu na captura de Bin Laden. Assim o roteirista não teve outra alternativa a não ser inserir pura ficção nas lacunas dos fatos, que afinal de contas eram desconhecidos. Os personagens centrais dentro da CIA também são pouco desenvolvidos. O curioso é que em certos momentos notamos uma certa preocupação dos realizadores desse filme de imprimir um tom quase documental, dando um estilo um pouco truncado a esse telefilme. Também não podemos deixar de fazer uma pequena comparação com "A Hora Mais Escura" que praticamente conta o mesmo enredo, só que com melhores resultados. Se você já viu essa produção poderá dispensar perfeitamente esse "O Homem Mais Procurado do Mundo" que não tem a mesma qualidade técnica daquele.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Roy Rogers e Trigger!


Roy Rogers e seu famoso cavalo Palomino Trigger no pique de sua glória. O animal seria tão querido e estimado por Rogers que esse o teria empalhado após sua morte como uma homenagem ao seu trabalho ao lado do cowboy da sétima arte em tantos e tantos faroestes que fizeram a alegria da garotada da época. Por longos anos Trigger foi exposto em vários museus e feiras por todos os Estados Unidos. Depois ficou em exposição por longos anos no Roy Rogers and Dale Evans Museum em Branson, Missouri, até esse ser fechado em 2009. Em 2010 o animal empalhado foi colocado à venda pela prestigiada Christie’s, sendo vendido em leilão a um colecionador particular por U$385,000. Uma relíquia dos anos mais românticos do western americano.

Parabéns, Paul Newman!


Se estivesse vivo Paul Newman estaria fazendo mais um aniversário hoje. Nascido em 26 de janeiro de 1925 na pequena cidade de Shaker Heights, no Ohio, Newman foi um dos maiores astros da história do cinema americano, estrelando ao longo de uma longa carreira alguns dos grandes clássicos da sétima arte. Ao contrário de outros ícones de sua época conseguiu sobreviver e desfrutar de uma longa e produtiva vida. Bem humorado resumia tudo no seguinte pensamento: "Não se pode ser tão velho como eu, sem acordar todas as manhãs com um belo sorriso no rosto. Afinal de contas consegui sobreviver a todo o fumo, todos os carros e a todos os filmes da minha carreira“. Grande Paul Newman, deixamos aqui nossa homenagem e nossos parabéns!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

McQuade, o Lobo Solitário

Título no Brasil: McQuade, o Lobo Solitário
Título Original: Lone Wolf McQuade
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: Orion Pictures
Direção: Steve Carver
Roteiro: B.J. Nelson, H. Kaye Dyal
Elenco: Chuck Norris, David Carradine, Barbara Carrera

Sinopse: 
J.J. McQuade (Chuck Norris) é um Texas Ranger diferente, que não procura seguir exatamente as regras! É um sujeito que prefere agir sozinho o que acaba lhe dando a alcunha de "Lobo Solitário". Em busca de armas automáticas militares roubadas ele acaba descobrindo uma perigosa rede de traficantes de drogas. Abrindo mão de seu modo de trabalhar e investigar sozinho acaba se unindo a um agente do FBI para colocar as mãos nos criminosos.

Comentários:
Filmado em El Paso, Texas, "McQuade" foi escrito para ser inicialmente estrelado pelo ator e cantor country Kris Kristofferson que desistiu do papel poucas semanas antes do começo das filmagens, preferindo sair em mais uma turnê com sua banda. Assim a Orion acabou escalando Chuck Norris em cima da hora, o que não deixa de ser uma grande ironia do destino pois o personagem acabou sendo uma das marcas registradas do ator (tanto que em "Os Mercenários 2" Norris é chamado de "O Lobo Solitário"). De uma forma ou outra acabou se tornando um dos mais populares filmes de Norris. Uma tentativa de unir resquícios do western spaghetti com os filmes de lutas marciais populares na década de 1970. David Carradine também está no elenco. Anos depois ele afirmaria numa entrevista, de forma bem divertida, que teria feito a cena final de luta com Chuck Norris sem dublês - o que foi confirmado pelos produtores na época - e tinha sobrevivido para contar a história! Uma clara piada com a fama de imbatível de Norris. Curiosamente quando Norris resolveu trocar o cinema pela TV na década de 1990 ele acabou estrelando o seriado  "Walker, Texas Ranger", que para muitos seria quase uma cópia literal do enredo desse filme. De fato ao se comparar o filme à série ficamos com a impressão que "Walker" nada mais é do que um produto reciclado do original. Afinal, em ambos os casos Norris é um Texas Ranger especializado em chutar traseiros na fronteira entre México e Estados Unidos. Para os fãs isso não importa pois para eles não poderia haver nada melhor e mais divertido do que isso.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Volcano - A Fúria

Título no Brasil: Volcano - A Fúria
Título Original: Volcano
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Mick Jackson
Roteiro: Jerome Armstrong, Billy Ray
Elenco: Tommy Lee Jones, Anne Heche, Gaby Hoffmann, Don Cheadle

Sinopse: 
Para surpresa de todos os cientistas americanos um vulcão completamente desconhecido da ciência surge bem no meio da cidade de Los Angeles. Não tarda para que entre em erupção causando grande caos e desespero em todos os habitantes da grande metrópole californiana. 

Comentários:
Hollywood tem dessas coisas, algumas vezes dois filmes em dois estúdios diferentes são produzidos e lançados ao mesmo tempo. Foi o que aconteceu com esse "Volcano" e "Inferno de Dante". Dois filmes sobre desastres naturais causados por vulcões. No fundo não passam de remakes inspirados nos filmes catástrofes dos anos 70. Dos dois o que prefiro mais certamente é "Inferno de Dante" (embora nenhum deles seja lá grande coisa). "Volcano" é bem menos preocupado em dar ao espectador o mínimo de verossimilhança pois o que se quer mesmo é usar a tecnologia de efeitos digitais (nos anos 90 uma grande novidade) ao limite. Assim o filme não passa de uma sucessão de cenas absurdas com carros, ruas, pessoas e avenidas sendo devoradas pela lava do vulcão em Los Angeles. Em um roteiro tão pífio tudo o que sobra para Tommy Lee Jones fazer em cena e sair correndo de lá e pra cá para salvar algumas pessoas enquanto a cidade é literalmente engolida pelas chamas incandescentes. Em suma, "Volcano" nada mais é hoje em dia do que uma bobagem que envelheceu muito mal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu

Moça com Brinco de Pérola

Título no Brasil: Moça com Brinco de Pérola
Título Original: Girl with a Pearl Earring
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Peter Webber
Roteiro: Olivia Hetreed, baseado no romance de Tracy Chevalier
Elenco: Colin Firth, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson, Cillian Murphy, Judy Parfitt

Sinopse: 
O romance mescla história real com mera ficção. Um dos quadros mais famosos do pintor Johannes Vermeer (aqui interpretado por Colin Firth) foi justamente "Moça com Brinco de Pérola". Aqui temos a narração dos fatos que deram origem ao quadro. A jovem Griet (Scarlett Johansson) acaba servindo de modelo para a pintura após ir trabalhar como empregada doméstica na casa do artista, se tornando assim imortalizada através da arte de seu patrão.

Comentários:
Com enredo criativo e excelente direção de arte esse filme "Moça com Brinco de Pérola" surpreende pelo bom gosto. Eu sempre gostei de filmes históricos como esse e por essa razão a produção me agradou bastante. Tudo muito refinado e fino (tanto o roteiro quanto a direção do filme). Uma das primeiras coisas que chamam a atenção é a clara semelhança entre a atriz Scarlett Johansson e a garota que foi pintada por Johannes Vermeer. Ótima escolha de elenco. No mais, embora tome várias liberdades históricas com os acontecimentos reais o filme agrada e conquista o espectador pelo próprio romance envolvente que vai tomando conta dos personagens. Colin Firth segue com sua típica caracterização de conquistador relutante, o que para muitas mulheres é puro charme. Ótimo elenco de apoio - como por exemplo a sempre marcante presença de Tom Wilkinson - completam o quadro de uma produção que realmente vale muito a pena, principalmente para quem estiver em busca de um bom drama com bastante romance histórico.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Brooklyn Nine-Nine

Título no Brasil: Brooklyn Nine-Nine
Título Original: Brooklyn Nine-Nine
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: NBC
Direção: Vários
Roteiro: Daniel J. Goor, Michael Schur
Elenco: Andy Samberg, Stephanie Beatriz, Terry Crews

Sinopse:
Brooklyn Nine-Nine é o apelido que os tiras dão ao departamento de polícia do bairro do Brooklyn em Nova Iorque. No meio de crimes sem noção - como a de um sujeito especializado em roubar pizzas - os policiais vão desfilando seu repertório de piadas e bom humor.

Comentários:
Essa nova sitcom virou a queridinha da crítica americana. O estilo é completamente besteirol, com tiras do departamento de polícia do Brooklyn fazendo todo tipo de palhaçadas. A comédia se apóia no ator e comediante Andy Samberg que é muito popular nos Estados Unidos por causa de suas atuações no programa Saturday Night Live. Sinceramente a série é pra lá de bobinha. No episódio piloto, por exemplo, temos um festival de gags rápidas e ligeiras, beirando o absurdo completo, o que me lembrou imediatamente do divertido "Scrubs" só que sem o mesmo efeito. O problema é que não simpatizo muito com a cara de palerma de Andy Samberg que faz um esforço enorme para ser muito engraçado. Na minha opinião ele não é nada hilário. Seu tipo de humor muitas vezes é por demais específico e só faz maior sentido para os judeus nova-iorquinos. Para os brasileiros muitas das piadas não encontram um trocadilho engraçado em nosso idioma. Até quando tenta ser politicamente incorreto (como no caso do chefe do departamento que é negro e gay) a coisa não funciona muito bem. No geral não vi absolutamente nada demais e não consegui entender mesmo porque uma série tão tolinha levou o Globo de Ouro de melhor série na categoria comédia. Será mais algum tipo de piada interna que não conseguimos entender completamente?

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Grande Dragão Branco

Título no Brasil: O Grande Dragão Branco
Título Original: Bloodsport
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon International
Direção: Newt Arnold
Roteiro: Mel Friedman, Christopher Cosby
Elenco: Jean-Claude Van Damme, Donald Gibb, Leah Ayres, Norman Burton

Sinopse: 
"Kumite" é um torneio de artes marciais clandestino e ilegal que segue as regras de vida e morte dos antigos gladiadores romanos. O vencedor será aquele que liquidar seu adversário. Frank Dux (Van Damme) é um soldado americano que decide entrar na competição por um motivo pessoal. Sua vida porém não será nada fácil pois uma jornalista investigativa também está à procura do tão falado torneio secreto. Ela pretende entrar nos bastidores de tudo para depois denunciar a realização das lutas para a polícia.

Comentários:
Um dos filmes que transformaram o ator Jean-Claude Van Damme em ídolo dos fãs de filmes de ação. "O Grande Dragão Branco" foi lançado pela produtora Cannon e logo se tornou um campeão de popularidade, inclusive no Brasil onde foi exibido por meses a fio nos cinemas. Depois o sucesso se repetiu quando finalmente chegou nas locadoras pela Paris Filmes. Curiosamente a estória que vemos no filme foi baseada em fatos reais, em aspectos da vida do lutador Frank W. Dux que se tornou um dos grandes campeões das décadas de 1970 e 80. Obviamente que o verdadeiro Dux em nada se parecia com Van Damme no tatame. Aqui o ator belga procurou desenvolver suas próprias técnicas, algumas bem diferentes, que fizeram a festa dos admiradores de seu estilo único. Depois do sucesso dessa produção Jean-Claude Van Damme virou o maior astro da produtora Cannon, superando até mesmo Chuck Norris em salários e prestigio. Não era para menos, ele tinha agilidade, era jovem e carismático. Enfim, queiram ou não, temos aqui um verdadeiro marco no cinema de ação dos anos 80.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Elvis Presley - FTD Dixieland Delight!

Elvis Presley - FTD Dixieland Delight!
Em 1975 Elvis realizou uma série de concertos no Von Braun Civic Center em Huntsville, Alabama. Nesse local Elvis se apresentou em dois shows diários, uma matinê às 2:30hs da tarde e outro concerto noturno às 20:30hs. Essa série de concertos está ultimamente muito em voga pois sua passagem por essa cidade foi bem documentada em áudio, levando os selos de bootlegs a realmente aproveitar o material em diversos lançamentos. Praticamente cada show de Elvis realizado nessa cidade possui título próprio, senão vejamos, dos concertos realizados no dia 31 de maio temos o bootleg A Wild Weekend in Huntsville vol.01 e o CD Across The Country vol.02; do dia 1º de junho A Wild Weekend in Huntsville vol.02 e Adios Huntsville, fora o fato de que o próprio selo FTD já lançou grande parte dos shows no Southern Nights (um tipo de coletanea dessa passagem de Elvis nessa cidade do Alabama).

Dessa maneira poucos previam que o selo iria voltar novamente a esses shows, o tema parecia esgotado, principalmente após a farra promovida pelos bootlegs. Para surpresa geral porém eis que Ernst Jorgensen resolve colocar no mercado um CD duplo com a suposta apresentação na íntegra das apresentações feitas no dia 31 de maio e 2 de junho de 1975. A palavra "suposta" realmente não foi usada em vão, pois os concertos não estão completos, faltando a parte inicial, da abertura e geralmente da primeira e segunda canções apresentadas por Elvis. Isso se deve ao fato de que muitas vezes as aberturas dos shows de Elvis não eram gravadas.

FTD Dixieland Delight - 1. Love Me 2. If You Love Me (Let Me Know) 3. Love Me Tender 4. All Shook Up 5. Teddy Bear - Don't Be Cruel 6. The Wonder Of You 7. Burning Love 8. Introductions 9. Trouble (incomplete) 10. T-R-O-U-B-L-E 11. Hawaiian Wedding Song 12. Let Me Be There 13. An American Trilogy 14. Funny How Time Slips Away 15. Blue Suede Shoes 16. For The Good Times 17. Little Darlin' 18. Can't Help Falling In Love The Bonus Songs: (May 31, 1975, Evening Show) 19. Johnny B. Goode 20. Hound Dog 21. I'm Leavin' Disc 2: (June 1, 1975, Evening Show) 1. Love Me 2. If You Love Me (Let Me Know) 3. Love Me Tender 4. All Shook Up 5. Teddy Bear - Don't Be Cruel 6. The Wonder Of You 7. Burning Love (incomplete) 8. Polk Salad Annie 9. Introductions 10. I Can't Stop Loving You 11. T-R-O-U-B-L-E 12. I'll Remember You 13. Let Me Be There 14. Why Me Lord 15. An American Trilogy 16. Funny How Time Slips Away 17. Little Darlin' 18. Can't Help Falling In Love The Bonus Songs: (June 1, 1975, Matinee Show) 19. I Got A Woman - Amen 20. Release Me 21. Heartbreak Hotel 22. How Great Thou Art.

Pablo Aluísio.

Norah Jones - Foreverly by Billie Joe + Norah

Todos sabem que sou fã número 1 da cantora Norah Jones. Aqui no blog mesmo fiz pequenas resenhas de praticamente toda a sua discografia. Quando esse projeto foi anunciado achei simplesmente genial, afinal de contas seria uma releitura dos maiores sucessos da ótima dupla Everly Brothers, de quem também sou admirador. As expectativas, como pode se ver eram as melhores possíveis. Norah Jones faria dupla no CD com o vocalista (e enfezadinho) cantor Billie Joe Armstrong do Green Day. Até gosto dessa banda, cheguei a ouvir bastante seu álbum "American Idiot" feito em "homenagem" ao presidente americano George W. Bush. Sim, o álbum prometia muito mesmo mas...

Logo nas primeiras audições ficou aquele gostinho de decepção. Não me entendam mal, o álbum é muito bem produzido, lindamente interpretado por Norah e Billie mas seu grande mal é que todas as gravações são absurdamente fiéis aos registros originais dos Everly Brothers. Não há qualquer inovação. Se fosse um filme seria um remake cena a cena, sem um pingo de ousadia e originalidade. Nem uma linha a mais ou a menos. Os arranjos são completamente iguais às gravações dos Everlys Brothers, sem tirar nem colocar nenhum instrumento. Não era bem isso que eu esperava encontrar.

Para quem tem vários CDs da dupla dos anos 50 o som das faixas desse álbum vai soar completamente sem novidades. Esperava algo mais pulsante, mais marcante, inovador acima de tudo. Respeito demais à obra original às vezes atrapalha quando se fala em música. Até a vocalização soa completamente idêntica. Norah faz a segunda voz para Billie Joe Armstrong se transformar em um verdadeiro cover dos Everlys. Na minha opinião o que faltou mesmo foi a presença de um produtor autoral nos estúdios, uma pessoa que dissesse para esses grandes músicos algo do tipo: "Ok, são belas músicas, mas vamos dar a nossa interpretação delas"! Como o CD foi produzida pela própria dupla Norah e Billie, isso não aconteceu. Eles foram lá e fizeram seus covers. É pouco, muito pouco.

Título Original: Foreverly by Billie Joe + Norah
Cantores: Billie Joe Armstrong, Norah Jones
Ano de Produção: 2013
Data de Lançamento: Novembro de 2013
Gênero: Folk, Country
Produção: Billie Joe Armstrong, Norah Jones
Gravadora: Reprise Records

Faixas: Roving Gambler / Long Time Gone / Lightning Express / Silver Haired Daddy of Mine / Down in the Willow Garden / Who's Gonna Shoe Your Pretty Little Feet? / Oh So Many Years / Barbara Allen / Rockin' Alone (In an Old Rockin' Chair) / I'm Here to Get My Baby Out of Jail / Kentucky / Put My Little Shoes Away

Pablo Aluísio.

Dentro da Noite

Título no Brasil: Dentro da Noite
Título Original: They Drive By Night
Ano de Produção: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: Jerry Wald, Richard Macaulay
Elenco: George Raft, Ann Sheridan, Ida Lupino, Humphrey Bogart

Sinopse: Raft, Bogart e Hale são motoristas de caminhão que carregam frutas e legumes para supermercados da cidade. Enquanto Raft envolve-se com a mulher (Lupino) do patrão, Bogart e Hale envolvem-se numa trama perigosa.

Comentários:
Um show de interpretação de Ida Lupino... Nas décadas de 30, 40 e 50 Hollywood fazia esse tipo de filme aos borbotões. Nesse em especial e com o ótimo Raoul Walsh na direção, a história gira em torno da vida de um grupo de caminhoneiros, seus dramas, o perigo das estradas, as noites viradas sem dormir e suas dívidas com os caminhões e com as cargas. George Raft e Humphrey Bogart são dois irmãos caminhoneiros que trabalham para um patrão déspota e desonesto. Paralelamente os dois também lutam para acabar de pagar o caminhão em que trabalham. No entanto a virada na vida dos dois estava próxima. Raft, por acaso, reencontra um velho amigo caminhoneiro que se transformara num rico empresário. O problema é que a mulher do empresário (Lupino) foi seu grande amor no passado. E depois de reencontrar o seu ex-grande amor, Lupino não vai deixar escapa-lo, nem que para isso ela tenha que dar um fim em seu casamento de fachada. Nota 8

Telmo Jr.

Crepúsculo de uma Raça

Título no Brasil: Crepúsculo de uma Raça
Título Original: Cheyenne Autumn
Ano de Produção: 1964
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: John Ford
Roteiro: Mari Sandoz, James R. Webb
Elenco: Richard Widmark, Carroll Baker, Karl Malden, Sal Mineo, Edward G. Robinson, Ricardo Montalban, Arthur Kennedy, Gilbert Roland, James Stewart, Patrick Wayne, Dolores del Rio, Elizabeth Allen, Harry Carey Jr.

Sinopse:
Em 1878, o governo decide deixar de doar os suprimentos e alimentos necessários para a sobrevivência da nação indígena Cheyenne, levando centenas de milhares de índios a saírem da reserva em Oklahoma até o Wyoming, local onde sempre viveram. Thomas Archer, Capitão da Cavalaria, recebe a tormentosa missão de vigiar e conter os anseios de guerra dos índios mas durante esse processo de convivência durante o percurso, passa a nutrir um grande respeito pelos nativos americanos.

Comentários:
Não é um filme perfeito mesmo, soa mais longo do que deveria e tem um meio com praticamente outras histórias, com tom de humor e uma participação de James Stewart como Wyatt Earp que não contribui muito. De qualquer maneira, além da competência de costume de Ford e das belas imagens, torna-se emblemático por ter sido feito no final da carreira do diretor, que tenta fazer sua reparação no tratamento sempre negativo dado aos índios nos faroestes, inclusive nos de sua filmografia. (Ricardo Martins)

Belo e último faroeste do mestre do gênero John Ford. Não é dos melhores trabalhos do diretor. Talvez seja o com as melhores intenções mas o resultado não fica à altura de seus filmes anteriores. Ainda assim, traz belíssimas imagens, com o famoso Monument Valley filmado mais uma vez com maestria. Há uma longa sequência de alivio cômico com James Stewart que pode soar esquisita dentro de um filme que até então era considerado sério, mas o diretor sempre colocou pitadas de humor em seus filmes (ou quase sempre). Talvez aqui tenha ficado mais estranho do que o habitual. De qualquer forma considero um filme importante dentro da filmografia do diretor pelo aspecto redentor para com os índios. O título em português aliás é bem mais bonito do que o original. (Alexandre Silva)

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Corvetas em Ação

Título no Brasil: Corvetas em Ação
Título Original: Corvette K-225
Ano de Produção: 1943
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Richard Rosson, Howard Hawks
Roteiro: John Rhodes Sturdy
Elenco: Randolph Scott, James Brown, Ella Raines

Sinopse: O comandante 'Mac' MacClain (Randolph Scott) perde uma de suas embarcações após o ataque de um submarino alemão. Muitos de seus homens são mortos mas ele sobrevive. De volta à terra ele aguarda o comando de seus superiores para assumir outro navio de guerra. Nesse meio tempo acaba conhecendo a bela Joyce Cartwright (Ella Raines), irmã de um de seus oficiais mortos em batalha. Seu breve romance porém logo tem que ser interrompido pois o oficial é designado para assumir o comando de um nova corveta, a Donnacona. Ao conhecer sua nova tripulação acaba tendo uma surpresa e tanto pois outro irmão de Joyce se encontra novamente em sua equipe, um jovem rapaz recém saído da academia militar!

Comentários:
Durante a Segunda Grande Guerra vários filmes foram feitos visando ajudar no esforço de guerra. Essas produções tinham duas características básicas: um tom bem patriótico, visando aumentar o moral das tropas americanas no exterior e roteiros mais simples que tinham como objetivo valorizar o militar que estivesse lutando no front da guerra. Os filmes inclusive eram passados para as tropas para elevar seu senso de honra e patriotismo. "Corvetas em Ação" segue por essa linha. Ele foi realizado em plena guerra, com a ajuda das forças armadas americanas, no caso aqui da Marinha. O ator Randolph Scott, especializado em faroestes, deixou o coldre e a espora de lado para vestir um elegante uniforme de gala da forças navais. Seu personagem, o comandante MacClain, é o símbolo máximo da honradez do marinheiro dos Estados Unidos. Íntegro, honesto e confiável, ele passava a mensagem subliminar para os soldados de que seus oficiais estavam acima do bem e do mal. Homens a quem se deveria obedecer sem medo ou receio. Esse bom filme de guerra foi dirigido pelo talentoso cineasta Howard Hawks, sempre valorizando eletrizantes cenas de combate ao lado de doces momentos de galanteio de Scott para com a bonita Ella Raines. Sua fórmula como sempre era muito bem executada e funcionava muito bem, como vemos aqui. Em suma, um bom entretenimento até hoje, mesmo sendo bem ufanista e idealizada.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Álbum de Família

Título no Brasil: Álbum de Família
Título Original: August Osage County
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Weinstein Company
Direção: John Wells
Roteiro: Tracy Letts
Elenco: Meryl Streep, Dermot Mulroney, Julia Roberts, Ewan McGregor, Chris Cooper, Juliette Lewis, Julianne Nicholson, Abigail Breslin

Sinopse: 
Baseado na peça de Tracy Letts (que também assina o roteiro) o filme "Álbum de Família" conta em seu enredo os fatos que acontecem quando a família Weston se reúne na casa de sua mãe, Violet Weston (Meryl Streep), após a morte de seu marido. As três filhas estão lá para consolar sua mãe mas as coisas logo saem do controle. Farpas e grandes doses de veneno logo são jogados em plena mesa do jantar. O texto original foi premiado com o Pullitzer e o Tony no ano de seu lançamento.

Comentários:
É incrível como Meryl Streep consegue se superar a cada novo filme. Quando você pensa que ela já chegou ao topo da arte de interpretar ela surge com algo a mais em sua nova produção nas telas. Nesse filme aqui a atriz tem a oportunidade de dar vida a uma de suas melhores personagens, a matriarca Violet Weston. Ela tem problemas com drogas prescritas (toma diariamente um verdadeiro coquetel de pílulas) que aliada ao seu terrível temperamento dá origem a uma pessoa que se comporta como uma verdadeira víbora, desfilando veneno para todos os lados. Como não poderia deixar de ser seu alvo se materializa principalmente em seus parentes. Karen (Juliette Lewis) é fútil e sem juízo, sempre trocando de maridos. Agora ela surge com um novo noivo, um sujeito mais velho, que parece ter ligações com atividades ilícitas. Ivy (Julianne Nicholson) é tímida e oprimida. Solteirona ela se torna vítima das piadas maldosas da mãe. Na surdina porém mantém um relacionamento com seu primo, algo que nunca poderá se concretizar por causa de um complicado segredo de família. A única filha que tem força suficiente para enfrentar a mãe Violet é Barbara (Julia Roberts, em bela atuação). Seus problemas no casamento porém logo minam sua vontade de enfrentar Violet de forma frontal.

"Álbum de Família" foi inspirado nas próprias experiências pessoais da autora da peça. A personagem Violet foi criada a partir de sua tia, uma matrona muito maldosa e ferina, que sempre atacava a todos quando a família finalmente se reunia em datas festivas. Como toda família temos um palco ideal para muitas brigas e conflitos internos. O clima é sufocante e inóspito e tudo parece prestes a explodir quando todos os parentes resolvem novamente se reunir. O cenário é o estado americano do Oklahoma, um lugar distante e muito quente, localizado no meio oeste do país. A região acabou forjando pessoas muito duras no trato social. A Violet de Meryl Streep (que é o grande personagem do filme) é fruto desse meio. Uma pessoa má em essência, com muita maldade para jogar em todos os membros de sua família. Certamente para quem já passou uma saia justa numa reunião familiar a identificação será imediata, até porque ao que tudo indica todas as famílias são muito parecidas em si e esse texto foi brilhante ao capturar o pior aspecto de todas elas. É um filme apoiado em grandes diálogos e grandes atuações. A peça original tem mais de três horas de duração mas o diretor John Wells conseguiu colocar tudo muito bem em pouco mais de duas horas de filme, sem perdas significativas. O resultado sem dúvida é uma grande e bela obra cinematográfica. Não deixe de assistir pois é seguramente desde já um dos melhores filmes do ano.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Elvis e o Cover


Bom, há algum tempo atrás me pediram que mostrasse uma foto de Elvis Presley com um de seus covers tirada nos portões da casa de Elvis na Califórnia. Sabia que tinha a foto em meus arquivos mas não encontrava até que finalmente hoje as localizei. Inicialmente as divulguei no meu perfil no Facebook e como houve grande interesse dos internautas e fãs de Elvis por elas as trago agora  também aqui para nosso blog. O nome do cover ao lado de Elvis no portão é Larry Blong. As fotos datam de 1972. Espero que gostem. Um grande abraço, Pablo Aluísio.


Phantom - O Submarino Fantasma

Título no Brasil: Phantom - O Submarino Fantasma
Título Original: Phantom
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: RCR Media Group, Trilogy Entertainment Group
Direção: Todd Robinson
Roteiro: Todd Robinson
Elenco: Ed Harris, David Duchovny, Lance Henriksen, Julian Adams

Sinopse: 
Após chegar de uma missão de 72 dias em alto-mar o capitão de submarinos nucleares da União Soviética, Dmitri Zubov (Ed Harris), recebe uma nova missão. Ele deverá comandar um antigo submarino russo em direção ao mar aberto para testes com um novo dispositivo que torna os navios e embarcações da marinha soviética invisíveis aos radares e sonares da esquadra americana. Para isso ele deverá levar o submarino para o mais próximo possível de navios da armada americana e sair de lá sem ser notado pelos militares inimigos. Para assegurar que a missão seja cumprida sem desvios dois agentes da KGB (um deles interpretado por David Duchovny de "Arquivo X") sobem à borda. A missão porém não sairá como foi previamente planejada.

Comentários:
Mais uma interessante trama passada na época da guerra fria mostrando os conflitos e jogos de poder envolvendo a tripulação de um submarino da esquadra vermelha da União Soviética. A primeira referência que vem em nossas mentes é "Caçada ao Outubro Vermelho" pois tal como lá temos também uma embarcação de guerra que perde o controle, levando tudo a uma situação limite envolvendo Estados Unidos e União Soviética que ficam à beira de uma guerra nuclear. O personagem de Ed Harris (sempre bem em cena) tem vários problemas pessoais. Ele sofre de epilepsia e para controlar isso exagera na bebida, causando transtornos dentro do submarino. Filho de um herói de guerra não consegue ficar à altura de seu pai, criando assim uma grande crise existencial dentro de si. Para piorar tem que lidar com um agente da KGB (David Duchovny) cuja presença entre os tripulantes nunca fica muito bem clara. Ele está lá supostamente para comandar os testes em uma arma secreta de inteligência mas parece haver algo mais. Apesar da boa trama temos que admitir que "Phantom" não é tão bem produzido quanto os outros filmes de submarinos que estamos acostumados a ver no cinema. Com um orçamento mais restrito ele aposta alto nas reviravoltas do enredo e no elenco (que é acima da média). Há tensão, ação e suspense em boas doses. Um filme relativamente curto (pouco mais de 90 minutos) que no final das contas acaba agradando, principalmente por causa do carisma de Ed Harris e da boa estória que conta.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Aposta Máxima

Título no Brasil: Aposta Máxima
Título Original: Runner Runner
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Brad Furman
Roteiro: Brian Koppelman, David Levien
Elenco: Ben Affleck, Justin Timberlake, Gemma Arterton, Anthony Mackie

Sinopse: 
Richie Furst (Justin Timberlake) é um aluno da prestigiada universidade de Princeton que, precisando de dinheiro para pagar as mensalidades de seu curso, começa a agenciar apostas entre alunos e professores. Suas atividades chegam ao conhecimento da reitoria da instituição que lhe dá uma escolha: ou encerra as apostas ou então será expulso. Em um ato de desespero resolve então fazer uma última grande aposta em um site de jogos online mas acaba perdendo tudo que tem. Intrigado, desconfia que foi roubado e parte para a Costa Rica onde o site é gerenciado pelo americano Ivan Block (Ben Affleck) que está sob a mira do FBI. Sem perceber Richie acaba entrando numa rede envolvendo fraudes online, desvio e lavagem de dinheiro e crimes financeiros de toda ordem.

Comentários:
Esse "Aposta Máxima" se propõe a revelar um pouco dos bastidores das grandes jogatinas feitas por sites da internet. O personagem de Ben Affleck é um ex-corredor de Wall Street que decide abrir um site de jogos, onde cifras milionárias chegam de todos os lugares do mundo. Para evitar ter problemas com o FBI ele instala o QG de suas operações na ilha de Costa Rica e para continuar levando seus negócios em frente monta um grande esquema de corrupção envolvendo as autoridades locais. Já o Richie de Justin Timberlake (em boa atuação) é um aluno de Princeton que atrás de recuperar a grana que lhe foi roubada pelo site acaba se deslumbrando com a vida de poder, mulheres e riquezas que Ivan Block (Affleck) desfruta. Ao invés de denunciar as falcatruas de Block acaba se aliando a ele, indo trabalhar no site de jogos. O problema é que tudo não passa de uma grande operação fraudulenta que se apropria do dinheiro dos apostadores ao redor do mundo. O roteiro assim vai explorando os pequenos e grandes golpes envolvendo jogos online. Affleck traz um toque de psicopatia para seu personagem, um sujeito que sempre parece ser bacana e boa praça, mas que no fundo é extremamente calculista ao usar todas as pessoas ao seu redor. Não é um filme excepcional mas consegue manter o interesse o tempo todo por causa da boa trama que se dispõe a contar. Justin Timberlake, quem diria, segura bem as pontas. Outro ponto positivo é a direção de Brad Furman (o mesmo de "O Poder e a Lei") que nunca deixa o filme cair no marasmo ou no lugar comum. Vale certamente ser conhecido.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Kojak

Título no Brasil: Kojak
Título Original: Kojak
Ano de Produção: 1973 - 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal TV
Direção: Vários
Roteiro: Abby Mann (criador da série)
Elenco: Telly Savalas, Dan Frazer, Kevin Dobson

Sinopse: 
O tenente Theo Kojak (Telly Savalas) trabalha no departamento de polícia de uma das maiores cidades dos Estados Unidos. Seu cotidiano é duro, pois tem que enfrentar toda a escória da sociedade. Para isso não se importa de usar métodos pouco convencionais. Grande sucesso popular da TV americana durante os anos 1970.

Comentários:
Se estivesse vivo o ator Telly Savalas (1922 - 1994) estaria fazendo aniversário hoje! Embora tenha tido uma carreira longa e produtiva em Hollywood (com mais de 120 filmes no currículo), Savalas se notabilizou mesmo com essa série policial dos anos 70 chamada "Kojak". O seriado ficou tão popular e famoso (inclusive no Brasil) que Savalas nunca mais se livrou do personagem, chegando ao ponto inclusive de muitos nem mais usarem seu nome real mas sim Kojak para se referir ao ator. O policial careca e durão, sempre com um pirulito na boca, entrou definitivamente na galeria dos tiras imortais da cultura pop. E qual foi o segredo de tamanho êxito comercial? Simples, na década de 70 a TV americana procurou seguir os passos do que estava acontecendo no cinema. Em Hollywood os filmes procuravam por mais realismo, mostrando o mundo como ele realmente era, sem qualquer tipo de amenização ou romantização da realidade. "Kojak" seguia por essa linha. O policial vivia nas ruas infestadas de criminosos, prostitutas, cafetões, escroques e pilantras de toda ordem. As grandes cidades americanas surgiam nas telas sem qualquer tipo de cortina, mostrando a crueldade que imperava nos guetos e ruas mal iluminadas. Esse realismo cru acabou transformando "Kojak" numa febre, o que inspiraria centenas de séries depois dela - inclusive até nos dias atuais conseguimos sentir essa influência viva na TV americana. Assim deixamos a sugestão para você, que gosta de seriados americanos, conhecer uma das séries mais importantes da televisão dos anos 70. Certamente você não se arrependerá.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Título no Brasil: Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Título Original: Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief
Ano de Produção: 2010
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Craig Titley, baseado no livro de Rick Riordan
Elenco: Logan Lerman, Sean Bean, Pierce Brosnan, Uma Thurman

Sinopse: 
O jovem Percy Jackson (Logan Lerman) aparenta ser um adolescente comum, igual a todos os outros. Sua verdadeira natureza porém é bem diversa. Ele na realidade é um semideus, filho de uma mortal com o deus Poseidon. Tentando lidar com essa nova realidade ele precisa agora se defender daqueles que o acusam de ter roubado uma das armas mais poderosas da mitologia, o raio de Zeus! Para provar que é inocente ele então parte para uma grande aventura, jamais imaginada por um garoto como ele!

Comentários:
Com o sucesso de franquias como "Harry Potter" e "O Senhor dos Anéis" era de se esperar que outras adaptações de livros populares para o público infanto-juvenil viessem à tona. A aposta dos estúdios Fox então recaiu sobre esse personagem Percy Jackson. Com um orçamento de quase 100 milhões de dólares na produção as expectativas comerciais eram as melhores possíveis mas os resultados foram bem mornos. Em termos de qualidade também não há comparação com as séries de filmes que levaram a Fox a investir tanto aqui. Na verdade as tramas envolvendo Percy Jackson são bem derivativas, sem maiores novidades. Nem o talento do cineasta Chris Columbus para esse tipo de filme fez diferença. Na minha opinião o que atrapalhou mesmo foi o material original que deu origem ao filme. Nem sempre livros de fantasia são adequados para o cinema pois o que funciona na literatura nem sempre funciona na tela. Esse personagem é um exemplo. Ele não tem o carisma de um Harry Potter e nem muito menos a profundidade da saga de J. R. R. Tolkien! É apenas uma aventura fantasiosa com um excelente elenco de apoio mas com um ator bem sem graça no papel principal. O que sobra no final das contas é puro tédio. Talvez agrade a certa parcela do público na faixa dos 14 anos. Já para os adultos o bocejo no final da exibição será inevitável.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Melhor Casa Suspeita do Texas

Título no Brasil: A Melhor Casa Suspeita do Texas
Título Original: The Best Little Whorehouse in Texas
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, RKO Pictures
Direção: Colin Higgins
Roteiro: Larry L. King, Peter Masterson
Elenco: Burt Reynolds, Dolly Parton, Dom DeLuise

Sinopse: Por 150 anos um simpático bordel, o "Rancho das galinhas", funcionou tranquilamente nos arredores da pequena cidadezinha de  Lanville, no Texas. De propriedade de Mona Stangley (Dolly Parton), que inclusive tem um caso com o xerife local (Burt Reynolds), as coisas caminhavam muito bem para ela e suas garotas. A convivência pacífica entre o estabelecimento e os moradores da cidade porém é colocada abaixo por um apresentador de TV moralista,  Melvin P. (Dom DeLuise), que lidera uma campanha para fechar o rancho em nome dos mais "altos valores morais"!

Comentários:
"A Melhor Casa Suspeita do Texas" é uma adaptação para o cinema da famosa peça teatral. Com muita música, cenas cômicas e bom humor o enredo logo cativa o espectador. A famosa cantora country e atriz Dolly Parton é um dos grandes atrativos do filme, pois empresta sua bonita voz para as várias canções da trilha sonora. Burt Reynolds, naquela época no auge da carreira, traz seu conhecido carisma para o papel do xerife machão que não leva desaforos para casa. Fechando o trio principal do elenco temos um afetado (e hilário) Dom DeLuise, que na TV posa de defensor dos bons costumes, mas que na vida privada tem segredos a esconder. Todos estão muito bem em seus respectivos personagens, que são, em última análise, caricaturas divertidas de tipos bem conhecidos da sociedade Texana da época.

Assistindo a essa produção do começo dos anos 1980 não pude deixar de pensar em como seria complicado fazer um filme como esse nos dias atuais. Afinal de contas em tempos tão politicamente corretos não seria nada fácil vender um filme simpático e bem humorado que retratasse uma autêntica "Whorehouse" americana, tudo feito até com leveza, sem culpas e remorsos. Certamente iriam aparecer os famosos patrulheiros de costumes e coisas do tipo para aporrinhar os produtores (tal como aparece no enredo do filme). Ainda bem que nos anos 80 as coisas eram bem diferentes, o que é um alívio para o espectador, pois aqui temos uma divertida comédia musical, ambientada no bom e velho Texas, com muito humor e diálogos picantes e engraçados. Uma bem humorada história envolvendo apresentadores de TVs oportunistas, xerifes durões, políticos corruptos (como sempre) e simpáticas moças que vivem numa casa pra lá de suspeita. Assista e tenha uma boa diversão!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Marinheiro do Rei

Título no Brasil: Marinheiro do Rei
Título Original: Single-Handed / Sailor of The King
Ano de Produção: 1953
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Twentieth Century-Fox
Direção: Roy Boulting
Roteiro: Valentine Davies, baseado no livro de C.S. Forester 
Elenco: Jeffrey Hunter, Michael Rennie, Wendy Hiller

Sinopse: Três navios de guerra da marinha real inglesa se encontram no Atlântico Norte protegendo embarcações de carga durante a Segunda Guerra Mundial quando o comandante da esquadra é informado que na região se encontra um importante cruzador alemão. Para destruí-lo ele envia então dois encouraçados de sua frota. O combate travado se revela mais complicado do que se esperava. Mesmo avariado durante a batalha naval o navio alemão consegue destruir um dos navios ingleses. Um dos sobreviventes acaba sendo resgatado pelos alemães, o especialista em comunicações Andrew 'Canada' Brown (Jeffrey Hunter), que agora fará de tudo para sabotar os planos da marinha nazista.

Comentários:
Produção que homenageia a bravura e a coragem dos marinheiros ingleses na Segunda Guerra Mundial. Esses são representados por um homem em especial, Andrew Brown (Jeffrey Hunter), que começa uma série de sabotagens contra um cruzador alemão que após sofrer com a explosão de um torpedo em seu casco precisa se esconder nas famosas ilhas Galápagos (aquelas mesmas em que Darwin realizou suas pesquisas que anos depois daria origem ao seu famoso livro "A Origem das Espécies" de 1851) para reparos. "Marinheiro do Rei" aposta na aventura e em boas cenas de batalha naval. A marinha inglesa contribuiu ativamente com o filme, disponibilizando três navios de guerra de sua esquadra para a produção (um deles assumiu o papel do navio alemão, o Essen, uma alegoria na verdade com o famoso "Bismarck" que foi afundado pelos ingleses no mesmo conflito). O personagem de Jeffrey Hunter acaba virando uma espécie de "exército de um homem só" o que traz muita ação e movimentação para o filme.

O curioso é que o enredo começa quase como um romance, quando o oficial britânico interpretado por Michael Rennie (o mesmo ator de "O Dia Em Que a Terra Parou") conhece e se enamora por uma linda garota em uma viagem de trem. Eles se apaixonam e tencionam se casar mas o estouro da guerra o faz se afastar dela, nunca mais a encontrando novamente. Ele depois exerceria a função de comandante da frota de navios britânicos que entra em batalha com o navio alemão - que é na verdade a linha narrativa principal do roteiro. Essa parte inicial poderia ser cortada sem nenhum problema mas os roteiristas certamente a usaram para trazer alguma profundidade psicológica aos personagens. De qualquer maneira o que vale mesmo são as cenas de guerra - todas muito bem realizadas. Fica assim a dica dessa boa produção que procura resgatar o valor dos marinheiros ingleses durante a maior guerra que o mundo já viu.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Gilda



Foto promocional da atriz Rita Hayworth no papel de Gilda Mundson Farrell do clássico "Gilda" de 1946, dirigido por Charles Vidor, que contava ainda em seu elenco com os atores Glenn Ford e George Macready. A produção é até hoje considerada uma das melhores da era de ouro do cinema americano. O personagem marcaria para sempre a carreira de Rita Hayworth que anos depois diria: "Todos os homens que conheci dormiram com Gilda e acordaram comigo". 

Charro!



Foto promocional do filme "Charro", estrelado por Elvis Presley para a National General Pictures em 1969. O astro da música procurava por novos caminhos em sua carreira cinematográfica e no meio da moda do Western Spaghetti resolveu encarnar um bandoleiro durão e bom de tiro. O faroeste foi dirigido e roteirizado por Charles Marquis Warren e ficou conhecido por ter sido o único filme com o famoso cantor em que ele aparecia de barba por fazer.