quarta-feira, 31 de julho de 2013

E Se Fosse Verdade...

As comédias românticas andam saturadas ultimamente. Embora tenham um público cativo, formado obviamente por mulheres, o fato é que não é fácil lançar tantos filmes todos os anos sem a fórmula se desgastar. Assim não soa como novidade o argumento desse "E Se Fosse Verdade...", mais uma comédia romântica... sobrenatural! Isso mesmo que você leu. O enredo aqui explora a paixão que nasce entre um homem e uma fantasma, uma mulher controladora e obsessiva que já está do outro lado da vida. Aliás essa última frase já mata a charada. Quem lembrou de "Ghost" acertou em cheio. A diferença é que em "Ghost" o amor nasceu quando ambos eram vivos e aqui o sentimento nasce quando ela já está morta! Esse "E Se Fosse Verdade..." tive a oportunidade de ver no cinema na data de seu lançamento. Não havia muitos bons filmes em cartaz então resolvi arriscar. Apesar da boa vontade não me pareceu grande coisa realmente.

O único atrativo talvez venha do esforçado elenco. Mark Ruffalo (O Hulk mas ator de bons outros filmes também), certamente consegue manter o público feminino acordado e interessado. Já Reese Witherspoon deveria repensar sua carreira. O tempo de interpretar garotinhas apaixonadas certamente já passou. Ainda mais agora que ela tem se envolvido em vários problemas pessoais (recentemente foi presa por dirigir embriagada, ficou com raiva e ofendeu os policiais, indo diretamente em cana por desacato). Sua carreira já está estagnada  há anos e a falta de um sucesso de bilheteria talvez prove que o momento é de partir para outra para evitar virar uma nova Meg Ryan. Enfim é isso. Comédia romântica espiritual que não decola, nem empolga. Ideal para passar na Sessão da Tarde (coisa aliás que vai acontecer hoje!). Se quiser arriscar (como eu fiz no cinema), boa sorte!

E Se Fosse Verdade... (Just Like Heaven, EUA, 2005) Direção: Mark Waters / Roteiro: Peter Tolan, Leslie Dixon / Elenco: Reese Witherspoon, Mark Ruffalo, Donal Logue / Sinopse: David Abbott (Mark Ruffalo) aluga um apartamento em San Francisco e acaba descobrindo que o local parece ser assombrado por uma garota morta, Elizabeth Martinson (Reese Witherspoon)!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Febre de juventude

Não importa se você não viveu aquela época (muito provavelmente não viveu mesmo pois lá se vão mais de 50 anos!) pois certamente vai acabar gostando desse filme muito simpático que mostra o alvoroço que foi a chegada da chamada Beatlemania nos Estados Unidos. A cultura jovem de massa, do histerismo e dos gritinhos, certamente já tinha nascido nos anos 50 com Elvis Presley mas foi mesmo nos anos 60 que houve de verdade uma verdadeira febre de juventude entre a rapaziada que adorava rock ´n´ roll. O catalisador desse movimento foi esse quarteto criado em Liverpool por garotos da classe trabalhadora da cidade. John, Paul, George e Ringo viraram ícones, ídolos e mudaram a música para sempre! O filme porém não mostra os membros da banda e suas apresentações mas sim a reação que acontecia ao redor nos jovens que iam assistir os concertos e sonhavam em um dia encontrar pela frente esses grandes talentos. Essa aliás foi uma das grandes boas ideias do filme pois o espectador é transportado para dentro daquela época, interagindo com os personagens, seus cabelos, suas roupas e seu estilo de vida. Obviamente que muitas das situações soam engraçadas por si só, como por exemplo um dos caras do grupo que compra uma ridícula peruca beatle, mas isso tudo no final das contas acaba fazendo parte da (grande) diversão que é o filme em si.

Aliás o tom é facilmente captado pelo próprio nome original do filme, "I Want Hold Your Hand", uma das músicas mais significativas da explosão do grupo nas paradas americanas, quando em sua primeira excursão pelos Estados Unidos causaram um enorme furor de música e diversão. Por falar em diversão esse foi um projeto muito pessoal do diretor Robert Zemeckis que usou muito de suas próprias lembranças de juventude para recriar o clima que viveu na Nova Iorque de 1964, quando os Beatles por lá passaram. O roteiro foi escrito a quatro mãos com Bob Gale, outro grande fã do grupo britânico. Para completar o trio o aclamado diretor Steven Spielberg resolveu produzir o filme de tão encantado que ficou o enredo. Aliás pense rápido: que outro grande sucesso do cinema esse mesmo trio iria fazer na década seguinte, marcando para sempre o cinema de diversão de Hollywood? Se pensou em "De Volta Para o Futuro" acertou!. Foram eles mesmos que voltando a trabalhar juntos em meados dos anos 80 iriam concretizar umas das trilogias mais bem sucedidas da história de Hollywood. Aqui em "Febre da Juventude" eles parecem ter tido a mesma intenção - voltar no tempo para viver em uma época mágica da história. Aproveite e conheça o filme e tenha a mesma sensação (e o melhor de tudo sem precisar de uma máquina do tempo para isso!).

Febre da Juventude (Wanna Hold Your Hand, EUA,1978) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: Bob Gale, Robert Zemeckis / Elenco: Nancy Allen, Bobby Di Cicco, Marc McClure / Sinopse: Grupo de jovens americanos faz de tudo para chegar perto de seus ídolos, os Beatles, em sua primeira excursão pelos Estados Unidos.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mama

Finalmente um filme de terror da safra mais recente que realmente fica acima da média. Logo no começo da trama um pai desesperado entra em casa e leva suas duas pequenas filhas para o carro. Ele havia acabado de cometer um crime em sua empresa e decide buscar suas duas garotinhas antes que a polícia chegue. Dirigindo a esmo, no meio da neve, emocionalmente perturbado, logo perde o controle do veículo que derrapa e sai da pista, indo parar no meio de uma floresta sombria. Depois de verificar se as crianças estão bem ele sai novamente sem destino, no meio da floresta, até encontrar uma velha cabana abandonada, uma pequena choupana com ares de estar abandonada há muito tempo. E nesse momento que as coisas começam a se complicar pois o local parece ser assombrado por uma entidade sobrenatural que não parece estar nada contente com sua presença. Porém em relação às crianças desenvolve um ar maternal, numa relação complicada de entender ou explicar. Logo passa a ser chamada pelas meninas de “Mama”.

Esse filme tem vários méritos mas o principal é apostar no suspense ao invés do terror explicito, gore. Tudo vai acontecendo aos poucos. As duas garotas voltam para a civilização cinco anos depois, ao serem encontradas por seu tio, mas começam a apresentar um comportamento errático, andando como animais da floresta, sem condições de suportar qualquer contato físico com outro ser humano. O roteiro mostra a complicada adaptação das meninas enquanto eventos inexplicáveis começam a acontecer na casa de seu tio para onde elas são levadas. As duas jovens atrizes dão show de talento, principalmente a mais jovem que se comporta de maneira selvagem. O diretor Andres Muschietti conseguiu realizar uma obra que realmente agrada aos fãs de filmes de terror da velha escola. Apesar de ser apenas produtor não há como negar que sentimos a mão de Guilhermo Del Toro em diversas partes da película, em especial na caprichada direção de arte. Enfim fica a recomendação desse “Mama”, um terror atual com sabor dos antigos filmes do gênero. Muito bom.

Mama (Mama, Canadá, Espanha, 2013) Direção: Andres Muschietti / Roteiro: Neil Cross, Andres Muschietti, Barbara Muschietti / Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Daniel Kash, Julia Chantrey / Sinopse: Duas garotinhas acabam ficando por cinco anos perdidas no meio de uma floresta sombria sendo salvas por uma entidade sobrenatural ao qual chamam de “Mama”! Após serem resgatadas elas voltam para a civilização mas com uma inesperada e sinistra companhia!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

The Beatles - Meet The Beatles!

Parece o "With The Beatles" mas definitivamente não é! É um outro disco, o segundo álbum oficial dos Beatles nos Estados Unidos. Também foi o primeiro dos Beatles em  um grande selo na América. Como eu expliquei antes no texto sobre o primeiro álbum dos Beatles na discografia americana, o passe do grupo foi adquirido pela pequena Vee-Jay que deteve por dois anos o direito de lançar todas as músicas do conjunto em solo americano. Só depois que a Vee-Jay foi comprada e fechada pela poderosa Capitol é que definitivamente começou a chamada Beatlemania naquele país - e indo na onda da correnteza, no restante do mundo. "Meet The Beatles!" foi um sucesso espetacular de vendas porque chegou nas lojas no exato momento em que os Beatles invadiam todos os lares americanos se apresentando no Ed Sullivan Show para milhões de telespectadores. O impacto foi incrível, superando a maior audiência do programa que havia sido batida pela apresentação de Elvis Presley nos anos 50. O problema é que havia anos que Elvis não aparecia na TV, completamente exilado em Hollywood e assim os cabeludos ingleses tomaram a nação de assalto para si.

Se formos usar a discografia inglesa como exemplo vamos perceber que a seleção musical de "Meet The Beatles!" é na verdade uma coletânea de singles, compactos duplos e álbuns diversos dentro da discografia original do grupo. Há decisões maravilhosas de repertório como por exemplo abrir o disco com a fenomenal e empolgante "I Want To Hold Your Hand" sendo seguida pela não menos vibrante "I Saw Her Standing There" (do disco inglês "Please Please Me"). A primeira inclusive, considerada uma das melhores gravações da carreira dos Beatles, só havia sido lançada na Inglaterra em single e sua inclusão no disco americano serviu para divulgar ainda mais o som do grupo nos Estados Unidos. Há várias faixas extraídas do "With The Beatles" mas no geral a seleção agrada, com destaque para a linda "This Boy" que sempre achei muito mal aproveitada na discografia inglesa. Esse é o disco que a jovem fã que gritava pelos Beatles nos shows pela América tinha em casa. Foi com ele que os americanos se renderam àqueles quatro ingleses de Liverpool. Por ser tão significativo o álbum foi eleito pela revista Rolling Stone como um dos mais importantes da história do rock. Curiosamente é um disco 100% americano, praticamente inexistente nas demais discografias do resto do mundo. No Brasil, por exemplo, foi lançado o famoso "Beatlemania" que também copiava essa capa - mas isso é uma outra história que trataremos por aqui em breve. Até lá!

The Beatles - Meet The Beatles! (1964)
 I Want To Hold Your Hand
I Saw Her Standing There
This Boy
It Won't Be Long
All I've Got To Do
All My Loving
Don't Bother Me
Little Child
Till There Was You
Hold Me Tight
I Wanna Be Your Man
Not A Second Time

Pablo Aluísio e Erick Steve.

domingo, 28 de julho de 2013

Aliens vs Predator - Requiem

Se você estiver interessado em conhecer como morrem as franquias basta assistir a filmes como esse. Veja que quando uma franquia comercial de sucesso em Hollywood começa a derrapar nas bilheterias (e isso senhoras e senhores acontece com todas as séries cinematográficas) o que sobra é esse tipo de produção. A receita desse tipo de bolo indigesto não tem segredo: no título usa-se como isca o nome das franquias moribundas. Basta lembrar de "Jason vs Freddy" e esse "Aliens vs Predador". Muitos podem dizer que esse tipo de produto nasceu no mundo dos quadrinhos. De fato isso é uma verdade. Mas até mesmo no mundo dos comics isso significa decadência comercial e artística. Quando as revistinhas começavam a não vender mais como antes os editores de quadrinhos colocavam o Batman para trocar socos com o Superman na DC Comics ou o Homem-Aranha saindo no braço com o Homem de Ferro na Marvel. É um engodo em essência, uma forma de resgatar personagens decadentes do limbo, do fracasso.

E assim chegamos a "Aliens vs Predador". Eu fico realmente entristecido em ver essas franquias entrarem em seu cemitério cinematográfico aqui, já que ambas as séries trouxeram muitas alegrias para os fãs de filmes Sci-Fi. Aliens sempre foi mais relevante do ponto de vista artístico, principalmente por causa do marcante primeiro filme, "Alien - O Oitavo Passageiro" assinado pelo brilhante e talentoso Ridley Scott. Idem para sua continuação "Aliens - O Resgate" dirigido pelo cultuada James Cameron. Até mesmo a terceira parte da franquia tinha seus méritos. Já o Predador entrou em declínio mais rapidamente. Depois de um marcante filme de ação nos anos 80 a série ainda teve um pequeno fôlego com sua continuação Predador 2 mas depois disso de fato foi ladeira abaixo. Dito isso não sobra muito o que comentar sobre esse filme "Aliens vs Predador". É uma bobagem, tendo no elenco um grupo de atores desconhecidos e sem talento, que no final das contas só estão lá para morrerem de uma forma industrial, muitas vezes sem qualquer empolgação. Diversão fast food da pior espécie. Nem como produto trash funciona. Era mesmo melhor que esses dois monstros tivessem morte mais digna nas salas de cinema. "Aliens vs Predador" é a pior das tumbas cinematográficas.

Aliens vs. Predador 2 (AVPR: Aliens vs Predator - Requiem, EUA, 2007) Direção: Colin Strause, Greg Strause / Roteiro: Shane Salerno, Dan O'Bannon / Elenco: Steven Pasquale, Reiko Aylesworth, John Ortiz / Sinopse: Aliens e Predadores se enfrentam numa pequena cidade americana.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

O Santo

Nesse amplo universo de super-heróis de quadrinhos existe toda uma galeria de personagens secundários que obviamente nunca chegaram nos mesmos patamares de sucesso dos mais famosos como Batman ou Superman. Um desses heróis de segundo escalão é justamente esse “O Santo”. O auge de popularidade desse misto de detetive e herói de aventura ocorreu na TV, durante a década de 1960. Nessa série o Santo era interpretado por Roger Moore, antes de virar o mais bem sucedido sucessor de Sean Connery no papel de James Bond, 007. Foi de certa forma até mesmo um treinamento e aprendizado para anos depois assumir o famoso agente inglês criado por Ian Fleming. Como o sucesso de bilheteria do Batman o estúdio Paramount resolveu investir nesse personagem, obviamente pensando em ter mais um grande sucesso de bilheteria nas mãos. Esse herói aliás tinha certo ponto de contato com o próprio Batman. Ele não tinha poderes naturais, apenas usava de inteligência e astúcia para vencer seus inimigos. Na verdade seu grande trunfo era o poder de se passar por outras pessoas, usando inúmeros disfarces.

A Paramount investiu quase 70 milhões nessa produção, gastou bastante em um marketing agressivo e contratou o ator Val Kilmer para interpretar o personagem principal. Como não poderia deixar de ser contratou os melhores profissionais, o que resultou em uma bonita direção de arte e locações inéditas para o cinema americano até então, como a própria praça vermelha em Moscou (que após o fim da União Soviética abriu suas portas para as produções americanas). Tudo pelo visto caminhava muito bem mas o público simplesmente não se interessou pelo filme, deixando as salas de exibição completamente vazias. Muito provavelmente os jovens (a grande massa que frequenta cinemas) simplesmente desconhecia o personagem, uma vez que apenas os mais velhos que tinham assistido a série na década de 60 ainda se lembravam do Santo. Some-se a isso a interpretação pouco empenhada de Kilmer e você realmente terá um resultado final muito morno, sem pique e garra para de fato ser um verdadeiro sucesso comercial e de crítica. O filme, como já foi dito, tem excelentes locações e uma bonita fotografia mas não tem carisma, o que ajudou a afundar a obra como um todo.

O Santo (The Saint, EUA, 1997) Direção: Phillip Noyce / Roteiro: Jonathan Hensleigh, baseado nos personagens criados por Leslie Charteris / Elenco: Val Kilmer, Elisabeth Shue, Rade Serbedzija / Sinopse: O Santo (Val Kilmer) é um personagem que usa de inteligência e astúcia para vencer seus inimigos. Aqui ele se envolve numa disputa por uma importante fórmula criada por uma cientista russa.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

O Inventor da Mocidade

O Dr. Barnaby Fulton (Cary Grant) é o químico chefe do departamento de pesquisas de uma grande empresa. Sempre com o pensamento voltado para suas descobertas ele mal consegue pensar no dia a dia de sua vida. Sua esposa, a compreensiva Edwina (Ginger Rogers), tem que ter muita paciência com seu marido que parece estar sempre com o pensamento no mundo da Lua. Um dos sonhos de Barnaby é descobrir a fórmula que retarde o envelhecimento natural das pessoas. Até que um dia ele chega lá. Ao tomar a nova poção (que na realidade foi feita ao acaso por um chipanzé do centro de pesquisa) ele começa a ter reações adversas, inclusive se comportando como um inconseqüente e leviano adolescente, chegando inclusive a levar a bela senhorita Laurel (Marilyn Monroe), secretária do presidente da companhia, para um passeio em alta velocidade no carrão recém comprado por impulso! E agora, como o renomado doutor voltará ao normal? Começa assim essa simpática comédia “O Inventor da Mocidade”, dirigida pelo talentoso e reverenciado cineasta Howard Hawks. O ator Cary Grant desfila seu talento natural para as comédias de costumes (bem populares na época) mas de certa forma acaba sendo ofuscado por duas atrizes que se tornaram, cada um ao seu estilo, grandes nomes da história do cinema.

A que mais chama a atenção é obviamente Marilyn Monroe, linda, bastante jovem e em um papel bem coadjuvante mas já desfilando muita graça, carisma e simpatia com sua presença em cena. O outro destaque é a presença no elenco de Ginger Rogers, a eterna parceira de Fred Astaire. Ela se notabilizou pelas ótimas coreografias ao lado do colega em vários musicais clássicos de sucesso mas aqui exerce basicamente seu talento humorístico (embora dê alguns passinhos em uma cena de dança para agradar aos seus fãs). No geral “O Inventor da Mocidade” não é uma comédia tão marcante mas mantém o interesse e tem cenas realmente divertidas e engraçadas, principalmente quando o casal principal se torna ainda mais jovem, virando pequenas crianças travessas. Procure assistir.

O Inventor da Mocidade (Monkey Business, EUA, 1952) Direção: Howard Hawks / Roteiro: Ben Hecht, Charles Lederer / Elenco: Cary Grant, Ginger Rogers, Charles Coburn, Marilyn Monroe / Sinopse: Um renomado cientista inventa uma fórmula que rejuvenesce os mais velhos. Tentando verificar a eficácia da nova poção o próprio doutor resolve tomar algumas doses o que dará origem a várias confusões pois ele começa a se comportar como um adolescente inconseqüente.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

sábado, 27 de julho de 2013

Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma

Provavelmente tenha sido o filme mais esperado da história recente do cinema americano. Não é para menos, pois era a volta do universo Star Wars que tanto sucesso fez com a trilogia original. George Lucas agora tinha que lidar com uma nova realidade, a da Internet, onde fãs extremamente bem organizados acompanharam cada passo que o diretor deu nessa nova produção. O roteiro voltava no tempo para contar o começo da vida de Anakin Skywalker que iria com os anos se transformar no terrível Darth Vader. Para quem não sabe ele era um verdadeiro cavaleiro Jedi que acabou indo para o lado negro da força. Lida assim a ideia realmente soava ótima já que todo mundo queria saber como um Jedi tão poderoso teria se perdido no meio do caminho. O problema é que George Lucas, muito provavelmente encantado com as novas possibilidades tecnológicas do cinema, esqueceu de escrever uma boa trama, se concentrando apenas nos avanços digitais à sua disposição.

Esse é o problema central de “Episódio 1”. Tecnicamente o filme é perfeito, com excelentes tomadas virtuais. O problema é que um bom filme não é feito apenas de pixel. Tem que ter um bom roteiro também, coisa que o filme deixa muito a desejar. No meio de uma enfadonha trama política discutindo taxas! (veja que coisa mais chata) o enredo vai aos trancos e barrancos mostrando a infância do pouco carismático garoto Anakin (interpretado por um ator mirim completamente inexpressivo, Jake Lloyd). Para piorar o que já vinha bem ruim George Lucas resolveu criar um personagem totalmente sem graça, idiota, chato além da conta, chamado Jar Jar Binks, que virou um símbolo de tudo o que estava errado nessa nova trilogia de Star Wars. Com andar e jeito de jamaicano o tal Jar Jar era um balde de água fria para quem esperava encontrar uma nova obra prima e não um filme pra lá de boboca feito para passar em cinemas no pior estilo pipoca descartável. O saldo final? Uma enorme bilheteria (já era esperado) acompanhada de um mar de reclamações dos fãs de Star Wars. Tantas foram as criticas que George Lucas teve que reconhecer as falhas, prometendo caprichar mais no Episódio II. Jar Jar nunca mais... pelo menos era o que os fãs esperavam.

Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (Star Wars: Episode I - The Phantom Menace, EUA,1999) Direção: George Lucas / Roteiro: George Lucas / Elenco: Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid / Sinopse: Episódio I narra as origens de Anakin Skywalker, jovem de um planeta distante que com os anos se tornaria o terrível vilão Darth Vader.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Náufrago

A ideia partiu do próprio ator Tom Hanks. Certo dia ele imaginou o que aconteceria com um homem moderno que fosse abandonado no meio da natureza, tendo que se virar apenas com os recursos naturais para sobreviver. Assim Hanks pensou em um executivo da famosa empresa FedEx que após sofrer um acidente acaba indo parar numa ilha deserta, perdida no meio do Oceano. Sem ninguém por perto, tendo que lutar por sua sobrevivência o náufrago começa a tentar manter sua saúde e sanidade. Sem ter com quem conversar chega ao ponto de transformar uma bola de vôlei em seu “amigo” e companheiro Wilson (o nome da fábrica onde a mesma foi produzida). Quem comprou mesmo a ideia de Hanks, que inicialmente era muito simples e primitiva foi o diretor Robert Zemeckis, da série “De Volta Para o Futuro”. Ele achou genial esse argumento em que um homem civilizado, que vive no meio de um sistema capitalista consumista, teria que viver como seus antigos antepassados primitivos. Um choque cultural sem precedentes.

Para recriar o clima de primitivismo o diretor e o ator decidiram que o filme teria o menos possível de trilha sonora (apenas o som do ambiente seria utilizado como som incidental) e quase nada de diálogos (afinal Hanks passaria praticamente o filme inteiro sozinho em cena). O resultado final se mostrou muito bom, muito atraente e diferente. O clima de isolamento foi acentuado pelas decisões tomadas por Hanks e Zemeckis. Ao mesmo tempo o espectador também se sente completamente atraído pela beleza natural do lugar onde o filme foi realizado (no Pacífico Sul existem realmente ilhas que mais parecem a versão do paraíso na Terra como vemos aqui em Fiji). Some-se a isso a boa atuação de Tom Hanks (que entre outras coisas teve que passar por um regime brutal para chegar no peso ideal de alguém perdido no meio do nada) e você terá uma película realmente diferenciada, que ao mesmo tempo funciona como ótimo entretenimento.

O Náufrago (Cast Away, EUA, 2000) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: William Broyles Jr, Tom Hanks (não creditado) / Elenco: Tom Hanks, Paul Sanchez, Lari White / Sinopse: Um executivo após um acidente acaba indo parar numa ilha isolada do Pacífico Sul onde terá que lutar por sua sobrevivência.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Círculo de Fogo

Após várias operações de sucesso pela Europa, inclusive a invasão e ocupação da França pelas tropas de Hitler, não parecia haver mais barreiras para o avanço do nazismo. Hitler, completamente alucinado e empolgado pelos sucessos militares de suas forças armadas, então deu inicio ao pior plano de ataque da história: a invasão da Rússia! Foi a maior operação de guerra da história e o maior desastre que se tem noticia. Naquela ocasião a Rússia era governada com mão de ferro por outro ditador sanguinário, Stálin, que não iria permitir que algo assim acontecesse. Inicialmente os alemães enfrentaram a fome, o frio e os retrocessos típicos de uma invasão mal conduzida, mal planejada e impossível de ser bem sucedida. Quando chegaram nos portões de Stalingrado deu-se o grande massacre. Cercados por todos os lados as tropas do exército vermelho lutou bravamente para expulsar o invasor nazista. Lembrado até hoje como uma das maiores batalhas da história esse filme tenta reconstruir aquela resistência heroica.

Esse projeto nasceu inicialmente pelas mãos de Sergio Leone que tencionava realizar aquele que seria o maior filme de guerra produzido na Europa. Infelizmente ele morreu antes de ver o começo das filmagens. Com sua morte o projeto foi arquivado por longos anos sendo resgatado do esquecimento pelo corajoso cineasta Jean-Jacques Annaud. “Círculo de Fogo” foi a produção europeia mais cara da história. O financiamento veio de quatro nações diferentes mas infelizmente o roteiro foi em grande parte fracionado,  focado apenas na disputa psicológica que é travado por Vassili Zaitsev (Jude Law), exímio atirador de elite do exército vermelho e o Major König  (Ed Harris), oficial alemão do Reich. De certa forma esse verdadeiro duelo é uma metáfora do que aconteceu em toda a batalha. Há cenas extremamente bem realizadas – como a luta nos portões da cidade – e momentos de tensão e suspense. Provavelmente seria um filme bem diferente se fosse dirigido pelo grande Sergio Leone mas mesmo assim mantém o interesse e o impacto. No final das contas vale principalmente por relembrar uma das maiores carnificinas da Segunda Guerra Mundial.

Círculo de Fogo (Enemy at the Gates, EUA, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, 2001) Direção: Jean-Jacques Annaud / Roteiro: Jean-Jacques Annaud, Alain Godard / Elenco: Jude Law, Ed Harris, Rachel Weisz, Joseph Fiennes,  Bob Hoskins,  Ron Perlman / Sinopse: O filme recria o cerco e a batalha travado em Stanligrado durante a II Guerra Mundial.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Com a Corda no Pescoço

Henry Lloyd Moon (Jack Nicholson) é um renegado confederado que após o fim da guerra civil forma um bando de criminosos como ele para roubar bancos e cavalos nas localidades mais distantes do velho oeste americano. Após uma perseguição sem tréguas por homens da lei ele tenta chegar ao Rio Grande onde espera chegar ao México, se livrando assim das mãos do xerife. Ele porém não tem muita sorte e seu cavalo desmaia de exaustão. Preso e levado de volta para a cidade, Moon finalmente é julgado e condenado a morte por enforcamento (a pena padrão para ladrões de cavalos naquela época). Sua única chance de não ser enforcado é ser escolhido por alguma mulher da região como marido. Há em vigor uma lei da guerra civil que livraria os condenados à forca caso alguma senhorita o escolhesse para se casar. A justificativa dessa norma legal era simples: como muitos homens tinham morrido na guerra o número de mulheres solteiras e solitárias era muito grande e todo homem era alvo de disputa mesmo se estivesse condenado a morrer no laço da forca. Assim o casamento livraria o criminoso de ser pendurado até a morte!

Assim no último minuto, já no cadafalso, a senhorita Julia Tate (Mary Steenburgen) então decide escolher Moon para ser seu marido, o livrando da morte! A sorte parece finalmente ter sorrido para ele mas na realidade mal sabe o ex condenado no que estaria se metendo! Começa assim esse divertido “Com a Corda no Pescoço”, filme estrelado e dirigido por Jack Nicholson. Embora seja passado no velho oeste o roteiro deixa claro desde o começo que o tom da produção será leve, divertido, se apoiando muito mais no relacionamento do estranho casal do que em qualquer outra coisa. É quase uma comédia de costumes. Nicholson novamente se sai muito bem. Seu personagem é um bandido sem eira nem beira, barbudo e maltrapilho, que vaga em busca de algum oportunidade. Ele parece mais um renegado sem futuro do que qualquer outra coisa. Já a atriz Mary Steenburgen está uma graça como uma mulher que resolve se casar com “aquilo” para no fundo ter apenas um empregado de graça em seu rancho e na mina onde sonha encontrar finalmente ouro depois de muitos anos de busca. O elenco de apoio é acima da média, com destaque para as presenças de Christopher Lloyd (o cientista Dr. Brown da série "De Volta para o Futuro") e John Belushi (comediante do "Saturday Night Live" que havia brilhado em "Clube dos Cafajestes" nesse mesmo ano). Enfim, eis um western com tempero de muito humor, que não deve ser levado à sério, pois é pura e simples diversão pipoca (coisa que aliás funciona muito bem).


Com a Corda no Pescoço (Goin' South, EUA, 1978) Direção: Jack Nicholson / Roteiro: John Herman Shaner, Al Ramrus / Elenco: Jack Nicholson, Mary Steenburgen, Christopher Lloyd, John Belushi / Sinopse: Moon (Nicholson), ladrão de bancos e cavalos, é salvo no último minuto da forca ao ser escolhido pela senhorita Tate (Steenburgen) como seu marido. A união trará muitas confusões. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Mary Steenburgen).

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Invencível

Kirk Douglas tem uma das filmografia mais longas e produtivas da história de Hollywood. São 92 filmes, onde o ator ao longo de 5 décadas mostrou todo o seu talento, indo do drama à comédia, dos filmes de guerra aos westerns. Tudo realizado com grande talento e empenho profissional. Um de seus grandes filmes foi esse "O Invencível" de 1949. Aqui Kirk Douglas interpreta Midge, um sujeito de origem humilde que começa a subir na carreira de lutador de boxe. Conforme cresce e se torna uma figura importante no mundo esportivo ele começa a esquecer todos aqueles que lhe ajudaram nessa longa caminhada. Abandona a mulher que fez tudo por ele e começa a ignorar parentes e amigos dos duros anos da pobreza. Como se vê é um personagem complicado de se interpretar uma vez que na verdade se trata de um sujeito de caráter duvidoso, que acaba se deslumbrando com a sua própria fama e sucesso.

Para muitos especialistas na biografia de Kirk Douglas esse foi um dos filmes definitivos de sua carreira pois o alçou para o estrelado. Não é para menos pois Kirk está completamente à vontade no papel do inescrupuloso Midge, uma pessoa que fica embriagada com seu próprio sucesso. O filme tem um clima noir dos mais marcantes, com belo uso da fotografia preto e branco, obviamente inspirado no cinema expressionista. As cenas de lutas são extremamente bem editadas (o que valeu o Oscar de melhor montagem para o filme naquele ano). A atriz  Marilyn Maxwell (grande amiga pessoal de outro astro da época, Rock Hudson) está perfeita no papel de Grace. Curiosamente o filme teria problemas anos depois no auge da chamada "Caça às Bruxas" pois o roteiro foi considerado o símbolo perfeito do sentimento subversivo que havia assolado o cinema americano daqueles anos. O roteirista Carl Foreman acabou sendo acusado de ser comunista e entrou para a lista negra. Bobagem paranoica, "O Invencível" é um perfeito retrato das mudanças de um homem que não conseguiu mais separar seu sucesso profissional de sua vida pessoal. Não se trata de uma ode à ideologia socialista. Assim fica a recomendação para os fãs do cinema noir da década de 1940, pois "Champion" é sem dúvida uma grande obra cinematográfica.


O Invencível (Champion, EUA, 1949) Direção: Mark Robson / Roteiro: Carl Foreman, Ring Lardner / Elenco: Kirk Douglas, Marilyn Maxwell, Arthur Kennedy / Sinopse: Boxeador (Douglas) começa a colecionar vitórias nos ringues ao mesmo tempo em que começa a esquecer todos aqueles que o ajudaram a subir na carreira. O destino porém lhe reservará uma grande lição de vida.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tucker - Um Homem e seu Sonho

Uma das obras mais nostálgicas da filmografia de Francis Ford Coppola. A ideia nasceu do próprio cineasta que, colecionador de carros, resolveu contar a história desse empresário ousado que teve a coragem de desafiar as grandes corporações automobilísticas ao criar um carro diferente, muito inovador e avançado para a época, o Tucker Torpedo. Assim Coppola investiu seu personagem de um certo heroísmo, ao colocar o empreendedor como alguém que desafiou todo um monopólio poderoso dentro da indústria para realizar o seu sonho. “Tucker” foi uma produção cara, bancada pelo próprio Francis Ford Coppola, que através de seu estúdio, Zoetrope, captou recursos e levou em frente seu projeto. O grande impulso acabou vindo depois da Lucasfilm, de George Lucas, que também investiu bastante na produção. O próprio desafio de colocar o carro original em cena se revelou complicado. Poucos carros Tucker sobreviveram, sendo que Coppola teve que contar com o apoio de um grupo de colecionadores americanos que cederam gentilmente suas preciosidades sobre quatro rodas para serem usadas no filme.

Como foi um filme feito com muito capricho e carinho por parte de Coppola, logo vemos isso na tela. Tecnicamente o filme é muito bem realizado, muito bem fotografado, com ótimas tomadas de cena e reconstituição histórica primorosa. Jeff Bridges defende muito bem o papel principal dando o entusiasmo e a paixão que o personagem exige. Embora o resultado final tenha se mostrado bem realizado o filme não escapou das criticas na época de seu lançamento. A principal foi a de que Coppola teria romantizado demais o próprio Preston Tucker, em um processo que anos depois se repetiria de certa forma com o industrial Oskar Schindler no famoso filme de Spielberg. Pessoalmente não vejo isso como uma falha ou um demérito, alguns ajustes sempre são feitos para que o filme seja mais interessante do ponto de vista dramático, algo que se repete aqui. Assim deixamos a dica de “Tucker – Um Homem e seu Sonho”, um filme que retrata a visão e os sonhos de um industrial americano que ousou inovar no selvagem mundo dos negócios do capitalismo americano.

Tucker - Um Homem E Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream, EUA, 1988) Direção: Francis Ford Coppola / Roteiro: Arnold Schulman, David Seidler / Elenco: Jeff Bridges, Joan Allen, Martin Landau / Sinopse: Cinebiografia do industrial Tucker que no pós guerra resolveu criar um carro revolucionário que ia contra os interesses da grande indústria automobilística dos EUA.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Fomos Heróis

O auge dos filmes sobre a Guerra do Vietnã aconteceu na década de 80. Grandes clássicos modernos como “Nascido Para Matar” e “Platoon” foram feitos nessa época. A intenção era tentar olhar de frente para essa embaraçosa intervenção americana em um país asiático pobre e distante onde milhares de americanos foram mortos de forma gratuita. Esses filmes sobre o Vietnã se tornaram verdadeiras catarses para a alma da nação, que a partir deles começou a compreender melhor todos os eventos que levaram o país para a pior derrota militar e política de sua história. Depois do boom dos filmes sobre o Vietnã houve um período bem longo em que não se realizou mais produções passadas naquele conflito. Talvez por isso houve uma grande surpresa quando Mel Gibson anunciou esse “Fomos Heróis”, um roteiro que voltava para as selvas do Vietnã mais uma vez. Um projeto equivocado para muitos pois essa já era uma página virada na história do cinema americano.

Mas afinal de contas o que levou Gibson a produzir mais esse filme que parecia tão fora de moda e de época? Foi a forma encontrada por Mel Gibson para criticar o governo americano em suas novas investidas e intervenções armadas pelo mundo afora. Era como se Mel tentasse relembrar a todos novamente que o Vietnã era não apenas uma guerra perdida mas um exemplo para que o erro não fosse cometido mais uma vez no futuro. A trama por si só já mostrava bem isso. Gibson aqui interpreta o Tenente Coronel Hal Moore. A história (baseada em fatos reais) se passa em 1965 quando os americanos ainda não tinham plena consciência do atoleiro em que estavam prestes a afundar. O oficial interpretado por Gibson é um militar americano que não tem a menor ideia do buraco em que está prestes a afundar – junto aos seus homens. Muito provavelmente por causa de seu tema em tom de critica contra a política externa dos EUA o filme não fez o menor sucesso. Com orçamento de 75 milhões de dólares o filme mal conseguiu render 20 milhões nas bilheterias americanas provando duas coisas: o público estava cansado do tema do Vietnã e não queriam mesmo receber uma verdadeira “lição de moral” de um ator como Mel Gibson. Mesmo assim fica a dica, pois o filme além de ser historicamente interessante, ainda é uma boa fita de guerra.

Fomos Heróis (We Were Soldiers, EUA, 2002) Direção: Randall Wallace / Roteiro: Harold G. Moore, Joseph L. Galloway / Elenco: Mel Gibson, Madeleine Stowe, Greg Kinnear / Sinopse: Grupo do exército Americano comandado pelo Tenente Coronel Hal Moore (Mel Gibson) acaba entrando em uma verdadeira cilada bem no inicio da Guerra do Vietnã.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Troco

As pessoas podem criticar Mel Gibson em muitas coisas mas não podem chamar o ator de covarde. Ao longo da carreira Gibson procurou sempre ir para caminhos impensáveis para um astro como ele. Como cineasta isso ficou bem claro por algumas decisões ousadas que tomou, se saindo muito bem na maioria das escolhas (como usar o idioma Aramaico na reconstituição histórica em filme da paixão de Jesus Cristo). Como ator Gibson ficou muito preso à imagem que construiu em inúmeras franquias de sucesso, com destaque para “Mad Max” e “Máquina Mortífera”. Após tentar seguir por outras linhas o ator se envolveu em filmes com ar alternativo (“O Ano em que Vivemos em Perigo”) e até em adaptações de Shakespeare (“Hamlet” no qual contra todas as previsões acabou se saindo muito bem). Depois de mais um filme da franquia Máquina Mortífera (o de número 4), Gibson se envolveu nesse “O Troco”, um filme bem violento, seco, de ação, mas que procurava trazer uma proposta diferente.

O enredo explora os descaminhos que podem ocorrer no mundo do crime. Gibson interpreta Porter (apenas Porter sem qualquer sobrenome), um criminoso que é traído e quase morto por seu próprio parceiro de roubos. Ao lado de uma garota de programa, Rosie (Maria Bello), ele parte para a desforra contra aqueles que desejaram sua morte. Embora não tenha sido dirigido por Gibson, foi sua produtora, a Icon Entertainment International, quem bancou a produção de 50 milhões de dólares. Foi um erro já que Gibson deveria ter assumido a direção desde o inicio pois assim evitaria que tivesse tantas brigas no set com Brian Helgeland, que assinou o filme.  A certa altura o próprio Gibson, após uma violenta discussão com Brian, o demitiu, mesmo com o filme ainda incompleto. A partir daí ele próprio assumiu a direção mas no final não creditou o trabalho a si mesmo, deixando apenas Helgeland figurando como o diretor do filme nos créditos finais (afinal ele tinha dirigido pelo menos dois terços da película). Mesmo com tantos problemas o resultado ficou muito bom. A fotografia saturada, o clima de sordidez e o texto frio combinaram muito bem com o argumento do filme, mostrando que no mundo do crime de fato não existe lealdade ou fidelidade.

O Troco (Payback, EUA, 1999) Direção: Brian Helgeland, Mel Gibson (não creditado) / Roteiro: Brian Helgeland, baseado no livro de Donald E. Westlake / Elenco: Mel Gibson, Gregg Henry, Maria Bello / Sinopse: Após ser traído por seu comparsa e sua amante, um criminoso (Gibson) decide dar o troco ao antigo companheiro do mundo do crime.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The Beatles - Introducing... The Beatles

Quando os Beatles ainda era um grupo desconhecido nos EUA a pequenina gravadora Vee-Jay comprou todos os direitos de comercialização de suas músicas para o mercado americano. A negociação foi feita com Dick James, o dono da Northern Songs, a editora das canções escritas pela dupla Lennon e McCartney. O interessante é que a Vee-Jay comprou o passe dos Beatles para os Estados Unidos sem ter nem ao menos idéia do que eles iriam se transformar nos anos seguintes. Afinal aqueles garotos de Liverpool eram notórios desconhecidos dos americanos quando essa transação comercial foi realizada. Depois que os Beatles viraram um fenômeno de vendas a gigante Capitol quis de todas as formas comprar os direitos do quarteto para comercialização de seus álbuns na América mas a Vee-Jay se recusou a vender. Para finalmente ter o acesso à discografia dos Beatles a Capitol então teve que comprar a própria Vee-Jay, fechar a gravadora, para só assim lançar os discos do conjunto! Uma decisão radical, mas necessária. Antes porém que a Vee-Jay fosse engolida pela poderosa Capitol ela lançou esse primeiro disco dos Beatles nos Estados Unidos.

Chamado simplesmente de “Introducing... The Beatles” (Apresentando... os Beatles) o disco chegou nas lojas americanas pela primeira vez em setembro de 1962. Os Beatles eram devidamente apresentados como “O grupo vocal número 1 da Inglaterra”! Como a Vee-Jay era um selo muito modesto e sem maiores recursos a primeira prensagem do vinil só conseguiu chegar inicialmente nos grandes centros do país como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago. Nos primeiros meses poucas foram as cópias vendidas, sendo que apenas após o estouro da Beatlemania é que o disco realmente despontou nas paradas (gerando mais duas reedições, uma em 1963 e outra em 1964). A seleção musical é praticamente idêntica ao do álbum inglês “Please, Please Me” mas com pequenas mudanças nas próprias canções (a introdução de "I Saw Her Standing There" é diferente, por exemplo). Nas reedições do disco a Vee-Jay fez alterações na ordem e na seleção das canções ("Ask Me Why" e "Please Please Me" só foram adicionadas na seleção musical na segunda prensagem do disco, mostrando bem a bagunça do selo). Mesmo assim, de uma forma ou outra, foi com esse vinil, modesto, simples, mal distribuído, que os americanos começaram a ouvir os Beatles, dando origem a uma invasão britânica nas paradas que duraria até o final do quarteto em 1970.

Introducing... The Beatles (1962)
I Saw Her Standing There
Misery
Anna (Go to Him)
Chains
Boys
Love Me Do
P.S. I Love You
Baby It's You
Do You Want to Know a Secret
A Taste of Honey
There's a Place
Twist and Shout

Pablo Aluísio e Erick Steve.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Infidelidade

Se você ainda tem alguma dúvida do moralismo que impera na sociedade americana que tal ver (ou rever) esse “Infidelidade”? Como se sabe os EUA foram criados por uma primeira leva de imigrantes formada basicamente por puritanos calvinistas que fugiam da perseguição religiosa na Europa e foram parar no novo mundo com a convicção de começar tudo de novo. Pois bem, nem os séculos apagaram essa mentalidade. É o que podemos notar ao assistir filmes como esse “Infidelidade”. Na trama acompanhamos o desmoronamento de um casamento. O casal é formado por Connie (Diane Lane) e Edward (Richard Gere) um casal tipicamente nova-iorquino que mora no subúrbio. Após um encontro meramente casual com um charmoso francês, Connie se sente bastante atraída por seu estilo, elegância e modo de ser. Seu casamento com Edward já caiu na mais chata monotonia e banalidade e a oportunidade de começar uma nova vida amorosa lhe parece bastante tentadora.

Logo se torna amante do charmoso estrangeiro, traindo seu marido sempre que possível. Desconfiado então Edward contrata um detetive para seguir os passos de Connie, atitude que revelará para ele toda a verdade. “Infidelidade” é um retrato dos novos tempos. A mulher infeliz no casamento já não aceita o papel de submissão a que sempre foi imposta por séculos de machismo e idéias ultrapassadas. Uma vez atraída por outro homem nem pensa muito, partindo para outra, afinal amar é viver. Obviamente que o roteiro de “Infidelidade” está imerso no mais puro puritanismo ianque mas se o espectador desprezar esse enfoque vai acabar se interessando bastante pelos rumos da estória. O filme usa e abusa de uma fotografia em tons de cores sensuais, que combina muito bem com o clima de sedução que impera em muitas das cenas. Quem acaba brilhando no elenco é a atriz Diane Lane que após a maturidade parece viver uma nova e bela fase na carreira. Já Richard Gere se contenta em mais um interpretação no controle remoto, embora se torne no final das contas adequado ao enredo. Então é isso, “Infidelidade” é um filme interessante que toca em um tema bastante polêmico. Vale a pena conhecer.

Infidelidade (Unfaithful, EUA, 2002) Direção: Adrian Lyne / Roteiro: Claude Chabrol, Alvin Sargent / Elenco: Diane Lane, Erik Per Sullivan, Richard Gere / Sinopse: Esposa decide trair o marido com um charmoso francês que conhecer por acaso após um encontro casual na rua. Refilmagem americana do filme "La Femme infidèle".

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Estrela de Fogo

Assim que os letreiros finais de “Flaming Star” sobem o fã de Elvis se pergunta por que o saudoso astro não realizou mais filmes desse nível nos longos anos em que ficou tentando emplacar em uma carreira de ator sério em Hollywood? De fato, “Estrela de Fogo” é sem dúvida um ótimo western! E isso independe completamente do fato do filme ser estrelado por um cantor de rock ou não (além do mais não há rocks na trilha sonora mas apenas country ao estilo “Made in Hollywood”). O ótimo cineasta Don Siegel conseguiu o que desde “King Creole” parecia difícil: tirar uma maravilhosa atuação de Elvis em cena. Ele interpreta um jovem mestiço, filho de pai branco e mãe índia, que de repente se vê no meio do fogo cruzado entre as raças. Afinal qual partido tomar? Ficar ao lado dos brancos e renegar a tradição dos nativos americanos ou ficar ao lado dos índios e esquecer que em suas veias também corre o sangue do colonizador europeu? O roteiro é obviamente uma crítica aos problemas raciais que os Estados Unidos enfrentavam naquela época. Com a luta pelos direitos civis o personagem interpretado por Elvis retratava a América mestiça, nascido e construída na base da união de raças – o que afinal de contas seria a força da alma da nação americana.

Há excelentes cenas no filme, além da presença de uma fotografia arrojada, belamente enquadrada no Cinemascope da época. Elvis obviamente está no filme para atuar, sua única cena musical é rápida e fugaz. Um mero deleite para fãs mais exaltadas. No resto da trama tudo gira em torno da complicada situação em que se encontra o personagem de Presley. Ao seu lado surge a própria “Jeannie” Bárbara Eden, muito bonita e simpática em cena. Infelizmente para os planos de Elvis em virar um ator sério em Hollywood o filme “Flaming Star” não foi o sucesso esperado. Rendeu bem menos do que “G.I. Blues”. As fãs de Elvis o queriam em filmes açucarados, com muito romance e roteiros de fantasia. “Estrela de Fogo” era em última analise um filme feito para o público masculino fã de faroestes, tendo pouca coisa a ver com a imensa parcela do público de Elvis naqueles tempos – que era formada mesmo pelas fãs mais leais ao seu eterno ídolo. Isso porém não arranha em nada o saldo final em termos artísticos pois “Estrela de Fogo” é certamente um dos melhores trabalhos feitos pelo Rei do Rock em sua fase Hollywoodiana. Um perfeito retrato do bom ator que ele poderia ter sido caso lhe tivessem dado melhores oportunidades. Se ainda não viu não deixe de conferir, sendo você fã ou não de Elvis Presley.


Estrela de Fogo (Flaming Star, EUA, 1960) Direção: Don Siegel / Roteiro: Clair Huffaker, Nunnally Johnson / Elenco: Elvis Presley, Barbara Eden, Steve Forrest / Sinopse: Pacer Burton (Elvis Presley) é um jovem mestiço que fica no meio do fogo cruzado entre brancos e índios no velho oeste americano.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

James Dean & Vampira

Uma das histórias mais curiosas da carreira do ator James Dean foi sua aproximação com Vampira (nome artístico de Maila Nurmi). Para se destacar em Hollywood na década de 1950 era necessário se criar toda uma personagem em torno de si, assim provavelmente algum produtor iria se interessar. Maila, uma atriz desempregada, assumiu o papel de Vampira por sugestão do marido. Havia uma série de filmes de terror e ficção sendo realizados por pequenos e grandes estúdios e assumir uma caracterização ao estilo de Vampira viria bem a calhar para ser escalada nesses filmes. Obviamente que era tudo um jogo de cena, um ato de marketing para angariar papéis. Maila ia caracterizada como Vampira aonde quer que fosse e foi assim que chamou a atenção do novato James Dean. O ator gostava muito de freqüentar um café que ficava na esquina da Sunset Boulevard em Hollywood. E foi lá que topou pela primeira vez com Vampira.

Dean que gostava de agir e se vestir de forma pouco convencional levou um tremendo susto ao ver aquela mulher alta, toda vestida de preto, fortemente maquiada e caracterizada. Sem pensar duas vezes foi até ela puxar assunto. Ao que tudo indica Dean não matou a charada logo de cara e ficou convencido que Maila fosse devota de alguma seita satânica ou algo do gênero. No bate papo James Dean foi logo avisando que estava “em busca de forças demoníacas”, pois queria conhecer a fundo alguma seita satânica. Vampira obviamente achou sua abordagem muito estranha pois não sabia se ele estava tirando uma onda dela ou se falava sério. Era normal para Dean agir assim, de forma esquisita e pouco comum. De uma forma ou outra o assunto fluiu muito bem e em pouco tempo ambos estavam se considerando grandes amigos. “Ele tinha as mesmas neuroses que eu” – explicou anos depois a atriz. Dean também mostrou muito interesse no universo de filmes de terror, principalmente os estrelados por Boris Karloff, ator que adorava, mas sabia que essa não era bem sua praia – “A Warner nunca me deixaria fazer um filme desses”, explicou.

Ao longo de meses a aproximação de Dean e Vampira evoluiu para um breve flerte casual. Era um caso amoroso do tipo “chove não molha”. Dean se aproximava, ficavam juntos alguns dias e depois o ator desaparecia por semanas, sem dar notícia. Vampira lembra que Dean passava por problemas emocionais na época. “Ele estava apaixonado por Píer Angeli mas a mãe da garota não gostava dele. Dean também não colaborava muito para ser aceito pois continuava o mesmo, sem se passar de bom moço”! Após várias idas e vindas finalmente Dean rompeu com Vampira pela imprensa. Foi uma completa surpresa para ela. Usando da coluna de fofocas de Hedda Hooper ele declarou que Vampira “não passava de uma farsa!”. A atriz também não deixou barato dizendo que James Dean “ficava com qualquer um” (uma óbvia referência ao seu bissexualismo). Segundo Vampira, Dean participou de uma animada festa gay em Malibu na noite anterior à sua morte em um acidente de carro. O ator também seria conhecido em certos redutos gays como “o cinzeiro humano” pois gostava que seus amantes apagassem seus cigarros em seu braço! Resta saber se esse tipo de afirmação era apenas um ato de vingança ou um fato real. Quem pode saber a verdade?! De qualquer modo uma coisa é certa: poucas vezes se viu na história de Hollywood um casal tão incomum quanto James Dean e Vampira, eles eram certamente excêntricos e bizarros e combinavam perfeitamente em sua esquisitice!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

domingo, 21 de julho de 2013

Dallas

“Dallas” é um fenômeno da história da TV americana. Exibida inicialmente em 1978 a série durou até 1991 totalizando incríveis 14 temporadas em sua primeira fase. O sucesso foi tão grande que chegou a ser exibida por anos na Rede Globo nas noites de domingo. No ano passado a Warner resolveu trazer de novo todos aqueles carismáticos personagens que todos aprenderam a gostar durante todos os anos. Claro que os anos pesaram para todos os atores, principalmente para Larry Hagman que brilhou como J.R. Ewing por anos. Até Patrick Duffy que interpretava seu irmão mais jovem Bobby deixou bem claro a passagem do tempo. Assim para manter a chama acessa os produtores decidiram fazer uma espécie de transição investindo dessa vez nos filhos de J.R. e Bobby, afinal de contas na primeira fase eles eram apenas garotos e agora teriam que assumir todas as responsabilidades da empresa Ewing. A primeira temporada dessa nova “Dallas” fez sucesso suficiente para que a Warner resolvesse produzir uma segunda temporada mas infelizmente um fato lamentável aconteceu.

O ator Larry Hagman morreu inesperadamente exatamente durante o lançamento da segunda temporada da série nos EUA. Hagman foi um ator muito popular da TV americana se destacando não apenas por “Dallas” mas também por outro seriado de muito sucesso na década de 60, a comédia “Jeannie é um Gênio” ao lado da talentosa atriz Bárbara Eden. Na verdade quem assistiu aos novos episódios de “Dallas” em 2012 de certa forma levou um susto com o aspecto abatido de Larry em cena. Por anos ele abusou muito da bebida e isso se mostrava muito nítido em sua dificuldade em atuar nesses novos episódios. Mesmo assim sempre se mostrou digno mas infelizmente sua hora chegou e assim o eterno J.R. deu adeus ao público, saindo de cena exatamente interpretando o personagem símbolo de toda a sua carreira. Eu não vou deixar de recomendar o novo “Dallas”. Certamente a novo programa não tem o charme das décadas de 70 e 80 mas mesmo assim mantém um nível bem interessante, que faz com que o espectador siga em frente, se interessando em assistir ao próximo episódio.

Dallas (Idem, EUA, 1978 – 1991 / 2012 – 2013) Criado por Cynthia Cidre, David Jacobs / Elenco: Larry Hagman, Patrick Duffy, Jordana Brewster, Josh Henderson, Jesse Metcalfe / Sinopse: A série “Dallas” conta a estória dos Ewings, rica família dona de fazendas e poços de petróleo na cidade de Dallas no Texas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

Superman – O Homem de Aço (Crítica 2)

Vou repetir agora o que venho dizendo há tempos: eu tenho pena dessa garotada de hoje que gosta e frequenta cinema. Ontem fui assistir, acompanhado da minha querida filha, ao tão badalado "Superman". Ops!... desculpem a minha falha... o Superman da minha época virou: "Homem de Aço". Bastaram dez minutos de filme para eu virar para minha filha e perguntar se nós tínhamos comprado ingressos para o filme certo. Com todo respeito mas aquela zorra total que se desenhava na tela não era a história do Superman que aprendi a gostar desde a minha época de guri. Afora os extraordinários efeitos especiais, que estão a cada dia mais impressionantes, o filme é uma viagem lisérgica com um borbardeio multicolorido de tons magníficos, sustentado por uma poluição sonora de fazer inveja aos ensurdecedores acordes do Iron Maiden. Depois de sobreviver as cenas caleidoscópicas do planeta Krypton - um planeta sorumbático, barulhento e recheado de insetos e naves gigantes, além, é claro, da semi-canastrice do Russel Crowe, somos enviados de sopetão, diretamente para alto-mar onde o Superman, já adulto, está sem camisa e todo atrapalhado tentando salvar a tripulação de um cargueiro em chamas.

Depois dessa cena, o diretor Zack Snyder enfia os pés pelas mãos, e começa a abusar de cenas desconexas, sem nenhuma lógica e com uma overdose desse recurso maldito chamado, "flashback" - que para mim, já deveria estar morto e enterrado. O filme é uma zona completa. Jor-El (Russel Crowe) o pai kryptoniano de Kal-El (Henry Cavill - Superman) é de fazer inveja a qualquer Centro Espírita, pois aparece mais depois de morto do que quando estava vivo. A repórter Louis Lane (Amy Adams) que na minha época de garoto era uma repórter do Planeta Diário, normal e recatada, quase rouba o papel de Superman, pois é ela quem negocia com o FBI, com as Forças Armadas e ainda ajuda o Homem de Aço a enfrentar o Kryptoniano e estranhíssimo, General Zod e sua turma de mulheres bonitas. Zod, interpretado pelo ator americano Michael Shannon que é uma mistura de Billy Idol com Supla. Das cenas feéricas do planeta Krypton à barulheira ensurdecedora juntamente com os flashbacks insuportáveis e inúteis, aumentam ainda mais a minha angústia, a medida em que o filme vai se desenrolando. De repente eu me faço mil perguntas: Meu Deus!!!!... cadê o Superman da minha época de criança ???... Por que eu estou usando esses óculos de 3D ridículos que não acrescentam e nem melhoram o filme em nada ??... Por que tantas naves espaciais de todos os tipos e tamanhos ??...Cadê o Marlon Brando como Jor-El ??...Cadê o eterno Glenn Ford como o pai terráqueo do Superman ?? ...Cadê, ainda, o super-ator inglês Terence Stamp, na pele do General Zod ?? ...Cadê o Cristopher Reeve ?? o maior e mais carismático de todos os Super-Homens ??... Fim do filme. Minha água mineral acabou, meu saco de amendoim também. Caminho célere para o meu carro com minha filha, com saudades daquele Superman que usava a cueca vermelha por cima do uniforme azul-claro e que aprendi a amar quando era garoto. Saudades de um tempo e de um cinema que não voltarão mais. Nota 5.

Superman - O Homem de Aço (Man of Steel, EUA, 2013) Direção: Zack Snyder / Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan, baseados nos personagens criados por Jerry Siegel & Joe Shuster / Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Diane Lane, Russell Crowe, Kevin Costner, Laurence Fishburne / Sinopse: O filme narra as origens do super-herói Superman.

Telmo Vilela Jr.

O Juiz

O personagem Juiz Dredd nasceu na década de 70 no mundo dos quadrinhos ingleses numa edição da cultuada revista "2000 AD". Criado por John Wagner e Carlos Ezquerra, Dredd exercia várias funções numa só: era policial de rua, juiz, júri e executor. O tema era violento mas também bastante imaginativo. Aos poucos os métodos do juiz justiceiro dos quadrinhos foi ganhando cada vez mais leitores ao ponto dele finalmente ter seu próprio título mensal, primeiro na Inglaterra e depois nos Estados Unidos. Com o sucesso de adaptações dos personagens da Marvel e DC Comics no cinema os estúdios partiram em busca de novos heróis para a produção de filmes que chamassem a atenção do público jovem nas bilheterias. Assim nasceu esse “O Juiz” que trazia no papel principal o ator Sylvester Stallone. Ele incorpora o próprio Dredd, um misto de vingador e justiceiro numa mega metrópole do futuro, Mega City One. O clima é pessimista – como sempre o futuro é retratado como um caos de violência e desrespeito à lei.

Uma das coisas que mais chamaram atenção na época em que o filme foi lançado foi sua direção de arte que pretendia trazer para as telas de cinema os figurinos e o mundo dos quadrinhos. Como sabemos nem sempre isso é muito fácil, até mesmo por causa do excesso de cores que são utilizados nas revistas em quadrinhos, algo que nem sempre surte o efeito desejado nos filmes. Por essa razão talvez o filme tenha envelhecido tão mal. Certamente é algo que foi considerado fiel nos anos 90 mas que revisto hoje em dia não funciona mais a contento. Stallone também parece bem inadequado para o papel. Alguns diálogos ditos por ele em cena não passa qualquer credibilidade. A produção também não enche os olhos, adotando um visual que hoje vai soar muito brega para o público mais jovem. O público adulto de Sly, fã de filmes de ação, também torceu o nariz já que esse mundo de adaptações de quadrinhos nunca foi sua praia. Assim “O Juiz” não conseguiu ser um sucesso. Hoje tudo acaba soando como um produto que foi ultrapassado pelo tempo. Prefira ver o novo filme do Juiz Dredd que apesar da produção mais modesta adotou um estilo mais próximo das estórias violentas dos gibis.

O Juiz (Judge Dredd, EUA, 1995) Direção: Danny Cannon / Roteiro: William Wisher Jr, Steven E. de Souza, baseado nos personagens criados por John Wagner e Carlos Ezquerra / Elenco: Sylvester Stallone, Armand Assante, Rob Schneider / Sinopse: No mundo brutal e violento do futuro o Juiz Dredd (Stallone) impõe lei e ordem nas ruas de uma megacidade super povoada, lotada de criminosos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Indiana Jones e a Última Cruzada

Considerado por muitos como o melhor filme da série Indiana Jones no cinema. Era para ser a última produção com o personagem, fechando uma trilogia vitoriosa mas Spielberg e Lucas inventaram de realizar um péssimo quarto filme que merece ser esquecido, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”. Mas deixemos esse fiasco de lado. Agora vamos nos concentrar nesse belo momento de Indiana no cinema. O filme tinha várias inovações sendo a mais celebrada a presença mais do que especial de Sean Connery no elenco. O ator vinha em um momento especial na carreira, estrelando grandes sucessos comerciais, além do reconhecimento da crítica e da Academia que o premiou com o Oscar de Melhor ator coadjuvante pelo excelente “Os Intocáveis”. O convite para fazer parte da série Indiana Jones partiu no jantar de entrega do Globo de Ouro. Spielberg e Lucas compartilharam a mesma mesa que Connery e lá mesmo tiveram a feliz idéia de o tornar o pai de Jones (muito embora Sean Connery não tivesse idade para ser pai de Harrison Ford, uma vez que apenas nove anos separava um do outro).

Isso foi deixado de lado e assim Sean Connery se tornou o professor Henry Jones, pai de Indiana, que agora reencontrava o filho na busca de uma das peças arqueológicas mais cobiçadas da história, o chamado Santo Graal, o cálice usado por Jesus Cristo na última ceia. O artefato estava há muitos séculos desaparecido, sendo a última citação de sua existência escrita como parte da história dos lendários cavaleiros templários, que dominaram Jerusalém durante as cruzadas. Rezava a lenda que aquele que tomasse do cálice ganharia a vida eterna. Como se sabe a mitologia em torno do Graal, das cruzadas e dos cavaleiros templários é extremamente rica o que trouxe um material fantástico para Lucas e os demais roteiristas que de fato fizeram um excelente trabalho. Pontuando tudo ainda havia o complicado relacionamento entre pai e filho (que rendeu ótimas e divertidas cenas). De quebra o filme ainda trazia uma ótima seqüência com o jovem Indiana Jones (interpretado pelo saudoso astro River Phoenix). Revisto hoje em dia o filme não envelheceu, continua tão charmoso como na época de seu lançamento e mostra que aventuras bem escritas resistem muito bem ao tempo, tal como o próprio Santo Graal.

Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, EUA, 1989) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Jeffrey Boam, George Lucas / Elenco:  Harrison Ford, Sean Connery, Denholm Elliott, River Phoenix / Sinopse: Indiana Jones (Harrison Ford) e seu pai Henry Jones (Sean Connery) partem em busca do chamado Santo Graal, o mitológico cálice sagrado que teria sido usado por Jesus Cristo na última ceia.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 20 de julho de 2013

O Retorno de Jedi

Terceira e última aventura da franquia original “Star Wars”. Todos os personagens estavam de volta para alegria dos fãs. É curioso como esses primeiros filmes conseguem superar e muito os mais recentes da segunda trilogia. Há um clima de nostalgia e saudosismo que foram soterrados por toneladas de efeitos digitais das produções mais novas. No começo desse ano George Lucas vendeu todos os direitos autorais de “Star Wars” para os estúdios Disney que promete para muito breve novos filmes. Lucas está definitivamente aposentado, casou recentemente com uma bonita afro-americana e resolveu pendurar o sabre de luz para sempre. Mas deixemos ele na praia, curtindo sua aposentadoria, para voltarmos aos filmes que realizou sobre esse universo tão amado pelos amantes da sétima arte. Para a realização do filme Lucas novamente passou a direção para outro cineasta. Sábia decisão, uma vez que ele, para falar a verdade, nunca se deu muito bem na direção de atores. É um artista criativo, de bastidores, e não de ir para o campo lidar com atores e demais membros da equipe de filmagem.

O diretor de “O Retorno de Jedi” foi Richard Marquand (que dirigiu entre outros o clássico “O Buraco da Agulha”). Aqui Lucas dá seqüência as aventuras de Luke Skywalker, Darth Vader, Princesa Leia, Han Solo e todos os demais personagens da mitologia. Curiosamente também investiu bastante nos “ursinhos” Ewoks, figuras que mais pareciam brinquedos de pelúcia, decisão que não agradou a todos os fãs da franquia. De qualquer maneira é sem dúvida um roteiro extremamente bem trabalhado, com ótimas seqüências de ação (como a perseguição no meio da floresta) e um ótimo clímax para a complicada relação entre Luke e seu pai, o vilão e ícone Vader. Como não poderia deixar de ser o filme fez bastante sucesso de público entrando naquela ocasião na seleta lista das dez maiores bilheterias da história do cinema americano. Apesar do clima de desfecho e fim a saga foi em frente, mas não nas telas de cinema. As aventuras de Luke e cia foram brilhantemente desenvolvidos em livros bem escritos e bem idealizados (material que certamente será usado agora pela Disney). No cinema George Lucas retomaria Star Wars anos depois mas para contar a história de Darth Vader em seus anos de infância e juventude, voltando para os primórdios da saga da família de Luke Skywalker, mas isso é definitivamente assunto para uma outra oportunidade.

O Retorno de Jedi (Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi, EUA, 1983) Direção: Richard Marquand / Roteiro: Lawrence Kasdan, George Lucas / Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Frank Oz, David Prowse, Alec Guinness / Sinopse: Luke Skywalker (Mark Hamill) segue com sua luta contra as forças do Império. Depois de ser treinado pelo mestre Yoda (Oz) ele parte para o confronto final contra o vilão Darth Vader (Prowse) na nova Estrela da Morte.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

As Coisas Impossíveis do Amor

Drama familiar muito bem dirigido por Don Roos, mostrando os desafios e os anseios de um casal nova-iorquino em seu dia a dia. A esposa é a jovem advogada Emilia Greenleaf (Natalie Portman) e o marido é o também advogado Jack (Scott Cohen). Ambos se conheceram no escritório de advocacia onde trabalhavam. Ela assim que o viu pela primeira vez ficou interessada nele mas havia um sério problema a contornar: ele era casado com a médica Carolyn (Lisa Kudrow de "Friends") e tinha um pequeno filho de seis anos. Além da diferença de idade (ela é bem mais jovem que seu marido) há um drama profundo em sua relação. Após ficar grávida, Emilia acabou perdendo sua bebê com poucas semanas de vida. Ela se culpa por isso pois tem a sensação que a sufocou acidentalmente enquanto a amamentava – pegou no sono com a criança ainda em seu colo. Deprimida e desesperada ela tenta superar esse traumático evento enquanto vê lentamente seu precoce casamento desmoronar diante da crise emocional pela qual passa.

O roteiro é interessante porque explora muito bem a figura da chamada “segunda esposa”. Emilia nunca é levada à sério por ser a jovem segunda esposa do marido, geralmente sendo considerada uma biscate e destruidora de lares pelas demais amigas de Jack. Além disso tem que construir algum tipo de relacionamento com o filho de seu marido do primeiro casamento, um garotinho esperto e inteligente demais para sua idade. Já a primeira esposa, traída e abandonada, é muito bem retratada pela atriz Lisa Kudrow. Além da natural indignação por ter sido trocada por uma garota mais jovem ela ainda adota uma atitude de perfeita antipatia por sua presença – o que convenhamos é mais do que natural. As brigas se sucedem e o garoto vai ficando no meio de um fogo cruzado de acusações e ofensas entre pai, mãe e madrasta. Mas não precisa se preocupar pois tudo é mostrado com muito talento e sensibilidade. O filme merece ser conhecido por mostrar um novo paradigma familiar que vem se tornando cada vez mais comum, ainda mais nos dias de hoje onde o número de divórcios aumenta a cada dia. Já para as mulheres que estão na posição da personagem de Natalie Portman então o filme se torna ainda mais do que recomendado. 

As Coisas Impossíveis do Amor (Love and Other Impossible Pursuits, EUA, 2009) Direção: Don Roos / Roteiro: Don Roos, baseado na novela de Ayelet Waldman / Elenco: Natalie Portman, Scott Cohen, Lisa Kudrow, Charlie Tahan / Sinopse: Emilia (Natalie Portman) é a segunda esposa de um advogado de Nova Iorque. Além de nunca ser levada à sério por ser muito mais jovem que seu marido ainda tem que lidar com o filho do primeiro casamento dele e o drama de ter perdido sua única filha com poucas semanas de vida.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The Beatles - Discografia Americana Parte 2

11. "YESTERDAY" ...AND TODAY (1966)
1. Drive My Car {McCartney/Lennon} (2:30) / 2. I'm Only Sleeping {Lennon} (3:01) / 3. Nowhere Man {Lennon} (2:45) / 4. Dr. Robert {Lennon/McCartney} (2:15) / 5. Yesterday {McCartney} (2:08) / 6. Act Naturally {Johnny Russell/Vonie Morrison} (2:33) / 7. And Your Bird Can Sing {Lennon} (2:01) / 8. If I Needed Someone {Harrison} (2:24) / 9. We Can Work It Out {McCartney/Lennon} (2:15) / 10. What Goes On {Lennon/McCartney/Starkey} (2:51) / 11. Day Tripper {Lennon/McCartney} (2:50)

12. REVOLVER (1966)
1. Taxman {Harrison/Lennon} (2:39) / 2. Eleanor Rigby {McCartney/Lennon} (2:08) / 3. Love You Too {Harrison} (3:01) / 4. Here, There And Everywhere {McCartney} (2:26) / 5. Yellow Submarine {McCartney/Lennon} (2:41) / 6. She Said She Said {Lennon} (2:37) / 7. Good Day Sunshine {McCartney} (2:10) / 8. For No One {McCartney} (2:02) / 9. I Want To Tell You {Harrison} (2:30) / 10. Got To Get You Into My Life {McCartney} (2:31) / 11. Tomorrow Never Knows {Lennon} (2:57) /

13. SGT. PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND (1967)
01. Sgt.Pepper's Lonely Hearts Club Band / 02.A Little Help from My Friends / 03. Lucy in the sky with Diamonds / 04. Getting Better / 05. Fixing a Hole / 06. She's Leaving Home / 07. Being For the Benefit of mr.Kite / 08. Within You Without You / 09. When I'm Sixty Four / 10. Lovely Rita / 11. Good Morning Good Morning / 12. Sgt.Pepper's Lonely Hearts Club Band / 13. A Day in the Life

14. MAGICAL MYSTERY TOUR (1967)
01. Magical Mystery Tour / 02. The Fool On The Hill / 03. Flying / 04. Blue Jay Way / 05. Your Mother Should Now / 06. I Am The Walrus / 07. Hello Goodbye / 08. Strawberry Fields Forever / 09. Penny Lane / 10. Baby You're a Rich Man / 11. All You Need Is Love

15. THE BEATLES (White Album) (1968)
01. Back in the U.S.S.R. / 02. Dear Prudence / 03. Glass Onion / 04. Ob-la-di Ob-la-da / 05. Wild Honey Pie / 06. The Continuing of the Bungalow Bill / 07. While My Guitar Gently Weeps / 08. Happiness Is a Warm Gun / 09. Martha My Dear / 10. I'm So Tired / 11. Blackbird / 12. Piggies / 13. Don't Pass me By / 14. Why Don't We Do It In The Road? / 15. I Will / 16. Julia / 17. Birthday / 18. Yer Blues / 19. Mother Nature's Song / 20. Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey / 21. Sexy Sadie / 22. Helter Skelter / 23. Long Long Long / 24. Revolution 1 / 25. Honey Pie / 26. Savoy Truffle / 27. Cry Baby Cry / 28. Revolution 9 / 29. Good Night

16. YELLOW SUBMARINE (Original Soundtrack Album) (1969)
01. Yellow Submarine / 02. Only a Northern Song / 03. All Together Now / 04. Hey Bulldog / 05. It`s All Too Much / 06. All You Need Is Love / 07. Pepperland / 08. Sea Of Time / 09. Sea Of Holes / 10. Sea Of Monsters / 11. March Of Meanies / 12. Pepperland Laid Waste / 13. Yellow Submarine In Pepperland

17. ABBEY ROAD (1969)
Come Together / Something / Maxwell`s Silver Hammer / Oh! Darling /Octopus`s Garden / I Want You (She `s So Heavy) / Here Comes The Sun / Because / You Never Give Me Your Money / Sun King / Mean Mr.Mustard / Polythene Pam / She Came in Through The Bathroom Window / Golden Slumbers / Carry That Weight / The End / Her Majesty

18. HEY JUDE (1970)
1. Can't Buy Me Love {McCartney/Lennon} (2:15) / 2. I Should Have Known Better {Lennon} (2:45) / 3. Paperback Writer {McCartney/Lennon} (2:19) / 4. Rain {Lennon} (3:02) / 5. Lady Madonna {McCartney} (2:18) / 6. Revolution {Lennon} (3:24) / 7. Hey Jude {McCartney} (7:09) / 8. Old Brown Shoe {Harrison} (3:18) / 9. Don't Let Me Down {Lennon} (3:35) / 10. The Ballad Of John And Yoko {Lennon} (3:00) /

19. THE BEATLES - CIRCA 1960 - IN THE BEGINNING (1970)
1. Ain't She Sweet {Milton Ager/Jack Yellen} (2:10) / 2. Cry For A Shadow {Harrison/Lennon} (2:22) / 3. Let's Dance [performed by Tony Sheridan and The Beat Brothers] (2:32) / 4. My Bonnie {traditional, arranged by Tony Sheridan} (2:06) / 5. Take Out Some Insurance On Me, Baby {Charles Singleton/Waldenese Hall} / 6. What'd I Say [performed by Tony Sheridan and The Beat Brothers] (2:37) / 7. Sweet Georgia Brown {Ben Bernie/Maceo Pinkard/Kenneth Casey} (2:03) / 8. The Saints (When The Saints Go Marching In) {traditional, / 9. Ruby Baby [performed by Tony Sheridan and The Beat Brothers] (2:48) / 10. Why {Tony Sheridan/Bill Crompton} (2:55) / 11. Nobody's Child {traditional, arranged by Tony Sheridan} (3:52) / 12. Ya Ya [performed by Tony Sheridan and The Beat Brothers] (2:48) /

20. LET IT BE (Original Soundtrack Album) (1970)
1. Two Of Us {McCartney} (3:37) / 2. I Dig A Pony {Lennon} (3:54) / 3. Across The Universe {Lennon} (3:49) / 4. I Me Mine {Harrison} (2:26) / 5. Dig It {Lennon/McCartney/Harrison/Starkey} (0:50) / 6. Let It Be {McCartney} (4:03) / 7. Maggie Mae {public domain} (0:41) / 8. I've Got A Feeling {Lennon/McCartney} (3:38) / 9. One After 909 {Lennon} (2:55) / 10. The Long And Winding Road {McCartney} (3:38) / 11. For You Blue {Harrison} (2:33) / 12. Get Back {McCartney} (3:07)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Eragon

Eragon (Ed Speleers) é um garoto do campo que descobre uma estranha pedra que emite uma luz azul. Na realidade trata-se de um ovo de dragão, ser mitológico que lutou em eras remotas. De posse desse poder o jovem aventureiro inicia uma jornada na qual ele se tornará o único capaz de deter o avanço das forças do mal. Em tempos de “O Senhor dos Anéis” esse filme “Eragon” se tornou mais uma adaptação de um livro de fantasia para os cinemas. A obra original escrita pelo precoce autor Christopher Paolini caiu nas graças do público jovem, o que obviamente despertou a atenção dos produtores em Hollywood. Claro que ninguém pode comparar um livro assim com o clássico escrito por J. R. R. Tolkien mas as temáticas são bem semelhantes. São livros de fantasia, influenciados pelos mesmos temas que fizeram a obra de Tolkien tão famosa.

O curioso é que a Fox acreditou bastante nesse “Eragon”, disponibilizando recursos de produção acima dos 100 milhões de dólares (um orçamento mais do que generoso vamos convir). Também se investiu bastante em marketing para tornar o personagem mais conhecido. Todos estavam apostando em um grande sucesso de bilheteria mas isso não aconteceu. O resultado comercial foi apenas mediano e o filme mal conseguiu recuperar seu investimento, enterrando qualquer pretensão de transformar a estória em uma nova franquia. Tirando o aspecto comercial de lado até que “Eragon” não é tão ruim, pelo contrário, tem seus bons momentos. Talvez o problema seja o fato de ser um produto bem infanto-juvenil, o que deve ter afastado o público alvo que o estúdio queria atingir. De uma forma ou outra como mera diversão sem compromisso até que o filme funciona, caso você não seja muito exigente.

Eragon (Idem, EUA, Inglaterra, Hungria, 2006) Direção: Stefen Fangmeier / Roteiro: Peter Buchman, baseado no livro Eragon de Christopher Paolini / Elenco: Ed Speleers, Jeremy Irons, Sienna Guillory / Sinopse: Eragon é um jovem simples do campo que descobre um ovo de dragão ao qual irá usar contra as terríveis forças do mal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

O Último Desafio

Alegrai-vos fãs dos filmes de ação. Arnold Schwarzenegger está de volta! Depois de esporádicas aparições na série “Os Mercenários”, o ator austríaco, ícone da década de 80, volta com força total. Como todos sabem Schwarzenegger tinha se afastado do mundo do cinema para se dedicar a uma bem sucedida carreira política. Depois do fim de seu mandato como governador da Califórnia e diante da impossibilidade de concorrer à Casa Branca por ser um americano naturalizado (apenas americanos natos podem se tornar presidente naquele país) ele resolveu deixar a política de lado, decidindo voltar ao cinema definitivamente. A boa noticia é que sua volta se dá em um bom filme, realmente divertido, que não vai decepcionar aos fãs de sua filmografia. Aqui Arnold Schwarzenegger interpreta o xerife Ray Owens. Após longos anos na polícia de Los Angeles, no Departamento de Narcóticos, ele decide trilhar um caminho mais calmo e sossegado se tornando o homem da lei de uma sonolenta e pacata cidadezinha na fronteira do México com os Estados Unidos. Como nada acontece de muito grave no local o xerife é assessorado por apenas três auxiliares. A maioria da população já é idosa e a cidade proporciona o clima de sossego ideal para uma aposentadoria tranquila.

As coisas começam a mudar quando um perigoso chefão de um cartel mexicano consegue escapar numa fuga espetacular do FBI que o escoltava para o corredor da morte. Rico e poderoso ele consegue despistar os federais e ruma em um carro possante para a fronteira dos Estados Unidos com o México. O problema é que bem no meio do caminho está justamente a pequena cidadezinha onde o personagem de Arnold Schwarzenegger é o xerife. Já deu para imaginar o que vem por aí não é mesmo? Determinado a impedir que o fugitivo passe para o lado mexicano Schwarzenegger e seu grupo pegam a estrada, no objetivo de capturar o foragido. Para os fãs de filmes como “Comando Para Matar” ou “Jogo Bruto” não haverá do que reclamar, “O Último Desafio” é bem movimentado, com excelentes cenas de ação e principalmente perseguições alucinadas pelas estradas poeirentas do deserto americano. Outro ponto a favor dessa produção é que ela em vários momentos resolve homenagear a mitologia dos filmes de western, afinal Arnold Schwarzenegger é um xerife da fronteira, tema sempre presente e recorrente em diversos faroestes antigos. Some-se a isso o excelente elenco de apoio (Forest Whitaker como o agente líder do FBI, Johnny Knoxville como um caipira biruta, colecionador de armas de guerra, Rodrigo Santoro como o único preso da cadeia local e Eduardo Noriega como o chefão fugitivo) e você terá um ótimo produto em mãos. “O Ùltimo Desafio” é divertido, movimentado, bem realizado, com doses certas de bom humor e cenas de ação de boa adrenalina. Um filme que vai deixar muito fã do velho e bom Schwarzenegger gratificado.

O Último Desafio (The Last Stand, EUA, 2013) Direção: Jee-woon Kim / Roteiro: Andrew Knauer / Elenco: Arnold Schwarzenegger, Forest Whitaker, Eduardo Noriega, Johnny Knoxville, Rodrigo Santoro,  Harry Dean Stanton, Luis Guzmán, Genesis Rodriguez / Sinopse: Xerife de uma pequena e pacata cidadezinha na fronteira dos Estados Unidos com o México se vê na incumbência de prender um foragido extremamente perigoso que conta com o apoio de seu poderoso e rico cartel de drogas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Julgamento de Nuremberg

Após o fim da Segunda Guerra Mundial todos aqueles que de alguma forma colaboraram com o regime nazista de Adolf Hitler foram julgados na cidade de Nuremberg. Infelizmente os principais líderes nazistas conseguiram escapar dessa corte internacional se suicidando antes (Himmler, por exemplo, foi capturado mas se matou com cianureto em sua cela antes que pudesse enfrentar seu julgamento). Na verdade histórica não houve apenas um julgamento em Nuremberg mas vários, com muitos réus dos mais diversos setores da Alemanha nazista. Esse filme se concentra no julgamento de membros do poder judiciário (juizes em sua maioria) e promotores públicos que não apenas colaboraram com o nazismo como chancelaram leis e decretos do Reich completamente absurdos (como os que previam pena de morte para arianos que se envolvessem com não-arianos ou que traziam normas sobre esterilização dos indesejados ao regime como comunistas, doentes mentais, e membros de etnias consideradas inferiores pela doutrina nazista). No banco de réus se encontra justamente um dos maiores juristas do direito alemão, Dr. Ernst Janning (Burt Lancaster), homem culto, amante das artes e um autor e magistrado consagrado que a despeito de sua vasta cultura jurídica e humanista não hesitou em colaborar diretamente com os ideais de Hitler, inclusive enviando milhares de inocentes para campos de concentração do Terceiro Reich.

O roteiro do filme é primoroso, mostrando essa enorme contradição em que intelectuais e homens da mais fina cultura se tornavam meros instrumentos de morte para a máquina de extermínio nazista. O argumento também ousa perguntar até onde teria ido a responsabilidade do povo alemão como um todo pelos terríveis crimes de guerra promovidos pelos homens de Hitler. Isso é bem exemplificado pelos próprios réus no processo. Embora ocupassem altos cargos dentro do Reich todos negaram de forma incisiva que jamais souberam do que se passava dentro dos muros dos campos de extermínio. O juiz americano Dan Haywood, indicado para julgar esses criminosos de guerra, é magnificamente interpretado por Spencer Tracy. Seu personagem é um sujeito provinciano do interior dos EUA, que fica chocado com a extrema brutalidade que toma conhecimento durante os depoimentos de testemunhas. Não menos talentosos em cena estão Richard Widmark como o promotor, membro das forças armadas americanas e Maximilian Schell, interpretando o advogado de defesa. Elenco fabuloso que conta ainda com grandes atores dando vida às testemunhas do caso (com destaque para  Montgomery Clift como uma das vítimas da política nazista de pureza racial). O filme exige um certo comprometimento do espectador uma vez que sua duração ultrapassa as três horas, mas quem se propor a assistir a “O Julgamento de Nuremberg” será muito bem recompensado pois certamente se trata de uma obra prima da história do cinema.


O Julgamento de Nuremberg (Judgment at Nuremberg, EUA, 1961) Direção: Stanley Kramer / Roteiro: Abby Mann / Elenco: Spencer Tracy, Burt Lancaster, Richard Widmark, Maximilian Schell, Montgomery Clift, Judy Garland, William Shatner, Marlene Dietrich / Sinopse: O filme narra os acontecimentos que ocorreram durante um dos mais famosos julgamentos realizados na cidade de Nuremberg após o fim da Segunda Guerra. No banco dos réus juízes e promotores alemães que colaboraram com a política nazista de extermínio e esterilização de raças consideradas inferiores.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Jack Reacher – O Último Tiro

Um atirador de elite se posiciona em cima de um prédio de uma grande cidade americana. Seu alvo são pessoas comuns, que estão apenas andando despreocupadamente. Em pouco tempo começa a matança. Essa é a cena inicial de “Jack Reacher – O Último Tiro” o novo filme de ação estrelado por Tom Cruise. Ele interpreta um veterano do exército que após deixar o serviço militar decide sair pelo mundo, sem deixar grandes rastros atrás de si. Ele não é um procurado ou um criminoso mas apenas um ex-soldado que entende já ter feito muito nas campanhas de que participou. Seu nome surge quando o departamento de polícia finalmente encontra o franco atirador. Sem dizer uma única palavra ele apenas rabisca em um papel: “Encontrem Jack Reacher!”. Mas afinal qual seria a ligação do ex-militar condecorado com o terrível atentado? Revelar mais seria temerário. O que posso adiantar é que esse filme, apesar de ser tecnicamente uma fita de ação, tem muito mais a revelar ao espectador do que inicialmente se espera.

De fato a complexa trama vai se revelando aos poucos, com as peças se encaixando gradualmente. O filme alia um roteiro inteligente, bem estruturado, com algumas seqüências de ação muito bem realizadas, o que não causa tanta surpresa uma vez que Cruise já tem muita experiência nesse tipo de produção (basta lembrar de seus sucessos na franquia “Missão Impossível”). Existem algumas reviravoltas na estória mas nada inverossímil demais ou que force a barra. No geral o filme agrada, embora os fãs de filmes de ação possam achar certas partes meio cansativas ou paradas. Isso acontece porque realmente há toda uma situação a ser desvendada e isso exige tempo. O filme é longo – mais do que o habitual – mas se o espectador tiver interesse no que ocorre na tela não se sentirá entediado. Em termos de ação destaco a boa cena de perseguição pelas ruas da cidade, com Cruise pilotando um carro envenenado e o confronto final, na pedreira, que conta com Robert Duvall, ator veterano que não participa muito do filme mas que ajuda a compor o quadro final do clímax. Em suma é isso. “Jack Reacher” pode até virar uma nova franquia na carreira de Cruise – isso se fizer sucesso e ele ainda tiver idade para encarar esse tipo de fita, é claro. No geral está recomendado.
   
Jack Reacher – O Último Tiro (Jack Reacher, EUA, 2012) Direção: Christopher McQuarrie / Elenco:  Tom Cruise, Rosamund Pike, Robert Duvall, Jai Courtney, Richard Jenkins, Werner Herzog / Sinopse: Após um terrível atentado onde pessoas inocentes são mortas por um atirador de elite o nome de Jack Reacher, um veterano condecorado surge nas investigações. Teria ele algo a ver com a matança?

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.