quinta-feira, 30 de abril de 2009

Elvis Presley - Verdades e Mentiras

Durante os anos da carreira de Elvis e após sua morte surgiram nos meios de comunicação e entre as pessoas, diversos boatos e histórias falsas sobre Elvis. Algumas delas tomaram tamanha proporção que acabaram se transformando em "pseudo verdades" entre o senso comum de todos. Algumas são absolutamente absurdas, outras mais sofisticadas, e por isso mesmo, mais levadas em consideração. Outros boatos surgiram de histórias verdadeiras, mas que com o tempo, foram distorcidas. Através deste artigo vamos esclarecer alguns aspectos obscuros ou mal contados sobre a história de Elvis. Todos foram embasados em farto material bibliográfico, e por essa razão podem ser tomados como os mais verossímeis, ou seja, a verdade, ou o mais próximo dela a que se pode chegar.

O que matou Elvis?
Esta é uma das questões mais controvertidas. A causa oficial foi a de que Elvis sofreu um ataque do coração no dia 16 de agosto de 1977. Uma das ideias mais difundidas foi a de que Elvis sofreu uma overdose de drogas. Outros, liderados pelo autor Albert Goldman, afirmam que Elvis se matou. Um nova corrente, que não merece o menor crédito, afirma que Elvis foi assassinado por agentes do FBI. De todas as versões a mais aceita hoje é a primeira. Elvis sofreu realmente uma parada cardíaca. Para embasar essa hipótese temos muitos argumentos: Elvis vinha de uma família com histórico de problemas cardíacos (seu pai e sua mãe morreram do coração), some-se a isso o fato de Elvis levar uma vida nada saudável, pois ele era sedentário, tinha péssimos hábitos alimentares, estava muito acima do peso, tinha pressão alta e levava uma vida altamente estressante. Não é algo incomum um homem de mais de 40 anos, com peso acima do normal, sofrer um ataque cardíaco e morrer, principalmente nos EUA, onde esta é uma das causas que mais matam naquele país, e no mundo. Elvis não sofreu uma overdose de drogas. Apesar de tomar muitos remédios, Elvis era um profundo conhecedor de tais substâncias. Segundo Joe Esposito, Elvis foi a pessoa, não formada em Medicina, que mais conhecia remédios que ele tinha visto. Geralmente lia livros médicos, apenas por diversão. Uma de suas leituras pessoais favoritas era um guia médico com todos as pílulas existentes no mercado. Então na pior das hipóteses, mesmo que ele estivesse abusando de drogas, não cometeria um erro que colocaria sua vida em perigo a não ser que ele realmente quisesse cometer tal ato de forma deliberada. Embasado nessa versão, a de que Elvis não tomaria uma overdose de drogas acidental, foi que surgiu uma corrente encabeçada pelo autor Albert Goldman, de que Elvis havia se suicidado. Em seu livro "Elvis", Goldman afirma que Elvis estava apavorado em se apresentar ao vivo mais uma vez em frente ao seu público, principalmente depois da publicação do livro "Elvis, what happened?". Além disso Elvis estava profundamente infeliz e deprimido com tudo o que havia ocorrido em sua vida. Goldman afirma que Elvis tentou se suicidar em 1967, quando foi pressionado pelo coronel Parker para se casar com Priscilla. Dez anos depois, Elvis tentaria novamente se suicidar, mas desta vez teria conseguido êxito. Essa versão apresenta dois aspectos que a tornam inverossímil. Primeiro: o estado de espírito de Elvis. Inicialmente Elvis ficou bastante abalado com a publicação do livro de West Hebbler, mas depois de um tempo resolveu reagir. Organizou planos para seu casamento, começou a fazer exercícios físicos para perder peso e ensaiar mais as músicas, para não esquecê-las no palco, ou seja, Elvis estava reagindo e não se entregando, que seria caso desejasse se matar. A suposta tentativa de suicídio de 1967 também nunca foi provada. Elvis teve dúvidas em relação ao seu casamento com Priscilla, mas nunca chegou ao ponto extremo de tentar acabar com sua própria vida. Outro problema dessa versão é a credibilidade do autor. Albert Goldman, apesar de escrever um bom livro sobre Elvis, era muito chegado a um sensacionalismo barato. Chegou ao ponto de escrever um livro sobre John Lennon dizendo que ele era homossexual. Goldman então mancha sua própria reputação como autor sério. Não se deve levar muito a sério suas teorias.

Elvis está vivo?
Dificilmente. Elvis teria que montar uma estrutura de acobertamento simplesmente fantástica para simular sua própria morte. Muitas pessoas teriam que ser envolvidas, após tantos anos alguém já teria falado algo, alguma coisa teria vazado. Para os defensores dessa teoria, Elvis teria sido ajudado pelo FBI e pela CIA (realmente Elvis era agente do FBI no final de sua vida). Mas o principal problema da teoria da conspiração sobre a morte de Elvis é que até hoje eles não deram uma boa razão para essa suposta fuga de Elvis. Por que ele simularia sua morte? Qual o motivo? Todos os que foram apresentados até hoje (ligações com a Máfia, cansaço de ser Elvis etc) são extremamente falhos e infantis. Talvez o principal argumento contra essa teoria seja aquela defendida por alguns admiradores: simplesmente Elvis não faria isso, pois ele amava seus fãs. Essa argumento me parece realmente imbatível.

Elvis estava morrendo de câncer?
Segundo pessoas próximas a Elvis, sim. Ginger Alden, última namorada de Elvis, e Al Strada, membro da máfia de Memphis, são algumas das pessoas que revelaram o segredo do suposto "câncer" de Elvis após sua morte. Segundo eles, se Elvis não tivesse morrido em 1977, provavelmente ele teria apenas uma ano, no máximo dois de vida. Ele teria sido diagnosticado com um dos mais ofensivos tipos de câncer: o ósseo. Tudo foi escondido para não chocar seus fãs. Em decorrência disso, Elvis tomava uma grande quantidade de remédios fortes, o que aumentava muito seu peso e o deixava inchado. Isso justificaria o abuso de drogas no final de sua vida! Enquanto muitos associam sua aparência final com abuso de drogas, a mais pura verdade, segundo esses depoimentos, era a de que Elvis estava lutando por sua própria vida. Esta fato também justifica algumas atitudes de Elvis no palco. No final de sua vida, Elvis frequentemente esquecia as letras das músicas, contava piadas sem graça e ficava um pouco perdido durante os shows. Alguns dos remédios que tomava atingiam sua coordenação motora, criavam confusão mental e dificultavam seu senso de direção. Uma vez chegou ao ponto de quase desmaiar durante uma de suas apresentações. Outra vez foi flagrado ao microfone balbuciando: "Às vezes me dói tanto..." / Nota: Em que se baseia a informação de que Elvis estaria com câncer? Essa informação foi baseada em depoimentos de pessoas próximas a Elvis em seus últimos momentos. Entre aquelas que afirmaram ter ouvido do próprio Elvis que ele estaria sofrendo dessa doença está Ginger Alden, última namorada do cantor. A veracidade dessa informação fica ligada então a veracidade do que foi dito por essas pessoas, sempre deixando claro que em muitas ocasiões elas próprias se contradisseram. O que se deve deixar claro é que esse suposto câncer de Elvis não foi a doença que o levou a morte! Oficialmente nada há que comprove essa suposição. Fica a critério de cada um acreditar ou não na palavra daqueles que afirmam que Elvis foi realmente diagnosticado com esse mal. Talvez o livro do Dr. Nick traga alguma informação relevante para elucidar essa questão. Enquanto não se esclarece a questão de uma vez por todas só nos resta esperar por maiores esclarecimentos.

Elvis estava falido?
Elvis não estava falido ao morrer. Ele deixou uma fortuna de cerca de 5 milhões dólares para sua filha. Mas essa quantia era muito pequena para quem foi o maior vendedor de discos da história. E afinal, para onde foi essa grana toda? A resposta é simples: Elvis foi um dos maiores gastadores de todos os tempos, ele simplesmente gastou quase tudo o que ganhou na sua carreira. Ele dava carros como quem distribui balinhas. Calcula-se que Elvis tenha dado algo em torno de 120 veículos ao longo de sua vida, alguns para gente completamente desconhecida. Se tornou clássica a história em que ele deu um Cadillac zero KM a uma senhora que simplesmente passava pela rua e elogiou o carro dele. "Gostou? tome, é seu!" teria dito Elvis. Além de carros, Elvis presenteava as pessoas com casas, roupas, motos, cavalos e até armas. Toda garota que passasse a noite com ele ganhava na manhã seguinte uma pistola banhada a ouro. Em resposta às pessoas que criticavam seu comportamento, Elvis dizia que não iria levar sua fortuna com ele ao morrer, e que queria partilhar tudo o que conseguira com as pessoas que amava. Espiritualista, Elvis se impressionou com textos da Bíblia que diziam: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus". Seu pai, Vernon Presley, um notório pão duro, sofreu muito com os presentes do filho. Para ele, Elvis sempre tinha a mesma resposta: "Deixa pra lá daddy, isso é só dinheiro".

Como Elvis era fisicamente?
Elvis era loiro de olhos azuis. Tinha 1.82m de altura, calçava 40 e durante grande parte de sua vida pesou 76 Kg. Durante sua juventude, de tanto usar brilhantina, a tonalidade natural de seu cabelo foi escurecendo. Elvis gostou da nova cor e aos 17 anos resolveu pintar seu cabelo de preto de uma vez. Já famoso começou a usar lentes de contato para mudar a cor de seus olhos; às vezes usava lentes verdes, mas gostava mesmo das lentes que mudavam a cor de seus olhos para castanho. Todas os membros da família de Elvis, por parte de pai, tinham este mesmo biotipo. Embora mantivesse seu peso durante quase toda sua vida, nos últimos seis anos Elvis havia perdido o controle sobre ele, ganhando algo em torno de 30 Kg. Morreu pesando 126. / Nota: Existe muita polêmica sobre qual seria a verdadeira altura de Elvis. Poucos autores trataram sobre o tema com maior profundidade. A informação de que Elvis teria 1.74 está em um artigo publicado pelo autor Albert Goldman que coletou a informação ao entrevistar um dos ex-membros da máfia de Memphis. Este teria lhe confidenciado que Elvis usava elevações em seu sapato para aumentar sua altura. Alguns documentos que circulam na internet afirmam que Elvis teria 1.81 ou 1.83. O problema deles é sua veracidade. Alguns os consideram como autênticos enquanto outros afirmam que os verdadeiros documentos nunca foram liberados pelo governo americano (são ditos como supostos documentos oficias do exército americano). Lamar Fike e Rick Stanley, por sua vez, se contradizem e afirmam que Elvis teria na realidade 1.78 ou 1.80 respectivamente. Fotos de Elvis ao lado de atrizes parece confirmar que medidas acima de 1.85 são exageradas. Mesmo assim encontraremos aqueles que defendem improváveis 1.87 ou 1,90 de altura para Elvis! Enfim, isso é só uma amostra da polêmica e da falta de precisão que rodeia o assunto.

Qual era o tipo de garota ideal para Elvis?
Embora se relacionasse tanto com loiras, ruivas e morenas, Elvis tinha um tipo de padrão de beleza feminina que lhe atraía mais. A garota ideal para Elvis tinha que ter o cabelo escuro, olhos azuis ou claros, 1.60 a 1.65m de altura, educada, bem vestida e um pouco retraída. Garotas tímidas eram especialmente atraentes para Elvis. Três coisa eram imperdoáveis em uma mulher para Elvis: beber, fumar ou falar palavrão. Elvis também insistia que todas as garotas que saíssem com ele estivessem limpas. Toda mulher que fosse passar a noite com ele tinha que tomar um banho antes de ir para a cama. As áreas de interesse erótico para Elvis eram o bumbum e as coxas. E tinha um fetiche especial: Elvis gostava que as garotas, no momento em que tirassem a roupa, estivessem usando calcinhas brancas. No mais, gostava de mulheres bem produzidas, que soubessem se vestir e se maquiar com elegância e que tivessem uma boa postura. Elvis reparava nos mínimos detalhes, se uma garota estivesse com as unhas mal feitas, por exemplo, ele lhes chamaria a atenção por este detalhe. Não se sabe o número de amantes em sua vida, mas os períodos em que mais teve casos amorosos foi no começo de sua carreira, nos anos 50, e durante seus anos em Las Vegas. Elvis achava que o casamento limitava muito a liberdade de um homem e durante seus anos com Priscilla foi bastante infiel a ela. Sobre casamentos, Elvis disse: "Eu não nasci para o casamento. Eu sou diferente"

Como Elvis se divertia?
Elvis adorava ir ao cinema. Sem dúvida era um cinéfilo, fazendo questão de assistir muitos filmes, sempre indo conferir as novidades de Hollywood. De todos os tipos de entretenimento, o cinema era o seu preferido. Quando estava servindo o exército americano, Elvis deixava de acompanhar seus amigos de farda, que preferiam ir beber ou jogar sinuca, para ir ao cinema local. Outra diversão preferida era andar de patins durante o inverno. Elvis alugava um local de patinação em Memphis, reunia seus amigos e todos iam se divertir juntos. Elvis também gostava de parques de diversões e de andar a cavalo ao lado de Priscilla. Nunca foi um membro da vida social em Hollywood, nem frequentava suas festas. Alta sociedade não era uma coisa que atraía Elvis. O que ele gostava mesmo era de ficar com sua namorada e seus amigos em ambientes mais informais, onde ele podia se divertir tranquilamente, sem pressão.

Por que Elvis nunca se apresentou fora dos Estados Unidos?
Artista de fama internacional, Elvis nunca se apresentou fora dos EUA (exceto no Canadá nos anos 50). O motivo é simplesmente absurdo: seu empresário, o coronel Parker, era um imigrante ilegal e caso tivesse que deixar o país seria simplesmente preso! E por que Elvis não o despediu? Grande artista, Elvis era um inocente no mundo dos negócios. Auxiliado por seu pai, que sabia ainda menos do que ele, Elvis se viu envolvido pelo esperto Coronel, que passou a controlar os rumos de sua vida financeira. Calcula-se que mais de 60% da fortuna de Elvis tenha ido parar nas mãos do coronel. Nos anos 70 Elvis chegou a despedir o coronel, mas depois que ele lhe mostrou o que devia pela quebra de contrato, Elvis voltou atrás e o readmitiu. Elvis queria conhecer outros públicos e países, mas sempre era barrado pelo desonesto empresário. Ficou conhecida a história de um agente japonês que veio aos EUA para contratar Elvis. O coronel pediu 50 milhões de dólares pela turnê, justamente para que o empresário nipônico desistisse da proposta. Mas ele acabou aceitando! Atendeu todas as exigências de Parker, por mais absurdas que elas fossem. Finalmente o coronel dispensou o empresário japonês afirmando que Elvis não poderia ir ao Japão porque ele tinha agenda lotada. Elvis nunca soube desse fato!

Elvis realmente tocou com os Beatles em 1965?
Segundo John Lennon sim, mas Paul, George e Ringo afirmam que nunca tocaram com Elvis. No especial de TV "The Beatles Anthology", Paul, George e Ringo contestam a história de Lennon, e afirmam que apenas conversaram com Elvis e jogaram um pouco de bilhar. Elvis nunca comentou nada sobre seu encontro com os Beatles, mas Lennon sustentou até o final de sua vida que tocou realmente com Elvis e realizou um dos sonhos de sua vida. As demais pessoas que estavam no encontro não confirmam a jam session. Parece que realmente Elvis e os Beatles nunca tocaram juntos, infelizmente.

Elvis era um viciado em drogas?
Antes de mais nada deve-se separar e entender o termo "drugs" em inglês. Esta palavra se refere também a remédios e não só a tóxicos como cocaína, heroína, maconha, etc. Infelizmente muitos jornalistas brasileiros não ficaram atentos a esse detalhe de tradução e simplesmente o traduziam como drogas, o que levou muitas pessoas a pensarem que Elvis utilizava "drogas" em sua vida. Elvis nunca utilizou ou se viciou em drogas como essas. Nunca utilizou qualquer tipo de "entorpecente recreativo", como muitas pessoas pensam. O problema químico de Elvis era outro. O principal problema de Elvis era com remédios. Esse problema se agravou quando ele foi servir o exército na Alemanha Ocidental. Um oficial médico receitou para ele alguns estimulantes, para que ele conseguisse suportar os exercícios táticos no rigoroso inverno alemão. Depois, de volta aos EUA, Elvis começou a tomar pílulas para conseguir dormir e vários outros tipos de drogas diversas. Com o tempo, conforme o organismo de Elvis ia ficando imune a esses remédios, as dosagens foram se tornando maiores. Isso se transformou numa verdadeira roleta russa química, porque os riscos de se aumentar as dosagens eram enormes. Depois, nos anos 70, Elvis começou a ter sérios problemas de saúde, muitos deles ocasionados pelo uso abusivo de remédios, e aí o número de drogas receitadas aumentou, ao ponto de Elvis não conseguir mais controlar os coquetéis de "drugs" a que era exposto. Sempre surgia um novo problema e assim Elvis de repente se viu tomando uma grande quantidade de substâncias diferentes a cada dia. Entre os remédios que Elvis tomava estavam Codeína (analgésico para aliviar dores), Quaalude (pílulas para dormir), Demerol (sedativo), Valium (tranqüilizante). Nos anos 80 seu médico particular foi acusado de receitar doses excessivas e abusivas de drogas em troca de favores financeiros.

Realmente tentaram roubar o corpo de Elvis após sua morte?
Sim. Um grupo de três homens realmente elaborou um plano para roubar o corpo de Elvis de sua sepultura original e pedir resgate. Amigos de Elvis do FBI descobriram o plano e prenderam todos os envolvidos. Isso já havia acontecido antes com outro monstro do cinema: Charles Chaplin. Alarmada, a família de Elvis pediu autorização às autoridades de Memphis para levar o corpo de Elvis para Graceland, onde teria mais segurança. Ele havia sido enterrado originalmente no cemitério Forest Hill em Memphis. Foi por essa razão que Elvis foi transportado para o jardim da meditação, nos fundos de Graceland, para o seu lugar de repouso eterno.

O que aconteceu com a última namorada de Elvis, Ginger Alden?
Depois da morte de Elvis ela tentou uma carreira de modelo, conseguindo algum sucesso. Se tornou modelo da Wella (tintas para cabelo). Nos anos 80, sem dinheiro, tentou processar a família Presley, alegando que Elvis a tinha pedido em casamento e que deveria ser ressarcida de seu "prejuízo". A batalha judicial durou anos, mas finalmente o espólio de Elvis ganhou a ação. Na tentativa final de ganhar algum dinheiro com o nome de Elvis ela passou a acompanhar alguns "clones de Elvis" em troca de cachê. Triste fim.

É verdade que Elvis não gostava de tomar banho?
Não é verdade. Esse boato foi inventado por Red West. Vale salientar que Red foi despedido por Elvis no final de sua vida, e como represália o ex guarda costas começou a espalhar várias mentiras sobre Elvis. Muitas pessoas que viveram com Elvis ou trabalharam para ele, afirmam o contrário, que Elvis tomava de dois a três banhos por dia e dava muita importância à sua higiene pessoal. Várias namoradas e empregados de Graceland confirmam esse aspecto da vida pessoal de Elvis. O próprio Red West, sem querer, se contradiz em seu livro, ao falar que todas as suítes em que Elvis se hospedava deveriam ter um estoque extra de sabonetes e toalhas.

Elvis dormia o dia todo?
Sim. Elvis dormia durante todo o dia e acordava apenas às 19:00hs. Então ele tomava um pequeno lanche, e lá pelas 22:00hs ia cuidar de seus negócios, ir ao estúdio ou então se preparar para os shows. Geralmente pelas 2:00hs da manhã Elvis fazia outra refeição e só ia se deitar para dormir lá pelas 8:00hs do dia seguinte. Elvis sofria de insônia aguda e por isso tinha muita dificuldade em dormir. Para conseguir adormecer Elvis tomava pílulas, mas às vezes, quando estava muito estressado ou deprimido, ele não conseguia dormir de jeito nenhum, nem mesmo medicado, e passava dias em claro. Claro que isso foi um dos fatores que acabaram com sua saúde.

A famosa foto que mostra Elvis no caixão é verdadeira?
Não. A foto é uma grosseira montagem que alguns jornais publicaram na época para ganhar algum dinheiro em cima da morte de Elvis. Um dos primos de Elvis tentou tirar uma foto verdadeira, embolsando alguns milhares de dólares, mas a foto queimou, por causa da iluminação no local. Para não perder o dinheiro das vendas, alguns tabloides publicaram a montagem, afirmando que ela tinha sido tirado pelo primo de Elvis. Mas tudo não passou de uma armação grosseira, que leva algumas pessoas, ainda nos dias de hoje, a acreditar em sua veracidade. Ela foi declarada oficialmente falsa em 1978, quando os Presleys ganharam na justiça um processo contra alguns desses jornais da imprensa marrom. Ainda se pode encontrá-la hoje na internet, mas sua credibilidade é zero.

Elvis era um radical de direita?
Não. Elvis nunca se posicionou publicamente sobre suas inclinações políticas. Encontrou-se com Nixon (que era republicano) e com Carter (que era democrata), mas nunca disse em que partido votava. Mas uma coisa é certa: Elvis era um patriota. Dava nomes patrióticos às suas jumpsuits (American Eagle, Bicentennial, Eagle etc..) e sempre comemorava muito o dia 4 de julho, dia da independência dos EUA. Apesar de ter servido o exército em 1958, Elvis nunca divulgou publicamente sua posição sobre a Guerra do Vietnã. Perguntado, Elvis respondia que era simplesmente um artista e que não queria desapontar seus fãs, caso eles estivessem contra ou a favor da guerra.

É verdade que Elvis não gostava de seus apelidos?
Sim, é verdade. Nunca gostou de ser chamado de "Elvis, the Pelvis", "The Hillibilly Cat" e nem muito menos gostava do título de "Rei do Rock". Sobre esse último aliás, Elvis teria afirmado em uma revista americana que "O único rei que reconheço é Jesus Cristo". Mas embora não gostasse de seus apelidos, Elvis gostava de apelidar os outros: chamava sua avó, Minnie Mae Presley, de "Dodger", sua mãe e Priscilla de "Sattnin" (um nome carinhoso) e um de seus primos mais próximos de "cabeça de batata". Para a Máfia de Memphis então era uma festa: tinha o "orelha de porco", "tetão", "orca", "Hamburguer James" (sua única função era comprar hambúrgueres para Elvis) e "orelha de abano" (esse era o apelido de seu guitarrista Scotty Moore).

Deborah Desirée é realmente a outra filha de Elvis?
Provavelmente não. Deborah foi muito visada pela mídia americana, principalmente porque tinha várias provas a seu favor: fotos de sua mãe com Elvis em Graceland, cartas de amor e até o suposto fato de que Elvis se encontrava com sua mãe Lucy até o final de sua vida. Os dois se conheceram em 1957 e foi amor à primeira vista, mas havia um problema para o romance entre ambos se concretizar: Lucy era casada com um homem mais velho! Segundo Lucy, ela ficou grávida de Elvis em 1961, após se encontrar com ele várias vezes ao longo dos anos. Lucy era um morena de olhos azuis muito bonita (esse era o tipo de mulher preferida de Elvis) e segundo ela mantiveram seu romance por muitos anos, chegando Elvis inclusive a bancar as despesas de sua suposta filha. Mas ficam as dúvidas: Por que ela só apareceu e divulgou tudo após a morte de Elvis? Por que ninguém da Máfia de Memphis conhecia Lucy? e o mais importante: Por que ela não entrou com uma ação de reconhecimento de paternidade antes de Elvis morrer? Para divulgar sua estória Lucy e a filha Deborah publicaram o livro "Are You Lonesome Tonigh?" nos anos 80.

O ator Jason Priestley é o filho bastardo de Elvis?
Definitivamente não. Para quem não está ligando o nome à pessoa, Jason Priestley é o ator que interpretou o personagem Brandon Walsh no seriado "Beverly Hills

Elvis sentia a presença de seu irmão Jesse Garon?
Segundo várias pessoas que conviveram com Elvis, ele não só sentia a presença de seu irmão morto Jesse Garon, como também conversava com ele às vezes. Um das primeiras coisas que Elvis aprendeu de sua mãe na infância, era que ele tinha um irmãozinho que havia se tornado um anjo de Deus e que iria acompanhá-lo e ajudá-lo durante toda sua vida. Um fato se tornou notório entre os membros da Máfia de Memphis: Uma noite, durante uma reunião de amigos, Elvis subitamente parou a conversa e para espanto de todos, se dirigiu aos jardins de Graceland. Joe Esposito perguntou a Elvis: "Ei Elvis! Aonde você vai?". Elvis respondeu: "Tenho que ir. Meu irmão quer falar comigo". E foi, para o jardim no meio da escuridão, onde ficou por cerca de meia hora conversando com uma entidade! Ninguém sabe o que realmente aconteceu.

O que aconteceu aos pertences pessoais de Elvis?
Simplesmente sumiram. Os objetos mais pessoais de Elvis, sua Bíblia, seus livros preferidos, algumas de suas roupas e documentos simplesmente desapareceram de Graceland após sua morte. Quem primeiro deu falta das coisas de Elvis foi Priscilla no dia de seu funeral. Ao longo dos anos, esses objetos nunca apareceram. Para evitar novos desaparecimentos ou furtos, Priscilla resolveu contratar uma empresa especial que catalogou todos os itens da vida de Elvis, suas guitarras, seus violões, jumpsuits etc, e os organizou em um grande depósito em Memphis. O endereço deste local é mantido em segredo, pois hoje ele guarda o bem mais precioso da família Presley: a memória de toda a carreira de Elvis.

O que era a Máfia de Memphis?
Calma, Elvis não estava envolvido com o crime organizado. A "Máfia de Memphis" era o apelido que Elvis dava para a sua turma de amigos, muitos deles de infância. Geralmente eram 10, 12 caras que acompanhavam Elvis para todos os lugares, na maioria das vezes funcionando como guarda costas. Mas eram muito mais do que isso, eram considerados por Elvis como seus "verdadeiros amigos e irmãos". O núcleo central era formado pelos irmãos Red e Sonny West, Joe Esposito, Lamar Fike e Charlie Hodge. Mas essa amizade teria um triste final em 1976. Influenciado por seu pai, Elvis resolveu despedir todos eles, principalmente por ter sido processado por pessoas que haviam sido agredidas por seus "capangas". Os caras deram o troco para Elvis depois, assinando milionários contratos para revelar as histórias e os "podres" de Elvis. Foi assim que nasceu o livro "Elvis, what happened?", que contava tudo sobre Elvis. Livro sensacionalista ao extremo, mostrava um Elvis diferente do que o público conhecia: um drogado, maníaco sexual, mulherengo extremado e narcisista supremo. Claro que no meio de tudo isso havia muitas mentiras e histórias não verdadeiras, mas para a mídia da época foi uma festa. Elvis tentou se recuperar e formou uma nova "Máfia de Memphis", desta vez com os filhos de sua madrasta e policiais amigos dele. Segundo um autor: "Elvis agora não tinha mais ao seu lado irmãos em armas, e sim garotos e policiais de aluguel". Apesar de tudo o que aconteceu, a Máfia de Memphis foi sinônimo do estilo de vida de Elvis por mais de 20 anos. E John Lennon resumiu tudo com uma frase muito inteligente: "Um rei sempre acaba sendo morto por seus vassalos".

O que ocorreu no camarim de Elvis, antes de seu último show em Las Vegas?
Elvis mandou chamar um pastor. Com sua Bíblia na mão, Elvis perguntou ao missionário John L. Rubbard (para alguns autores, o pastor era Rex Humbard): "É certo que Cristo virá logo?" e começou a chorar. Depois ambos se ajoelharam e Elvis começou a orar fervorosamente exclamando "Me perdoe meu Deus, não posso continuar..." Anos depois o pastor afirmou que Elvis teve uma premonição de que algo grandioso estava para acontecer. Esse seria o último show de Elvis em Las Vegas, meses depois ele seria encontrado morto em Graceland, no dia 16 de agosto de 1977.

Pablo Aluísio - Janeiro de 2004.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Elvis Presley - Os Compositores de Elvis Presley

Os Compositores de Elvis - Durante a carreira de Elvis Presley um número enorme de compositores, músicos, maestros, arranjadores, argumentistas e artistas contribuíram com seus talentos para que esta fosse a história de maior sucesso da música mundial. Atrás de Elvis sempre estava um time de especialistas musicais, tomando os devidos cuidados para que tudo saísse de forma perfeita. Muitas destas pessoas nunca foram reconhecidas, como por exemplo o compositor Arthur "big boy" Grudup, que escreveu a primeira canção que Elvis gravou, "That's All Right (mama)". "Big Boy" morreu pobre e esquecido, mas não totalmente, pois hoje ele está sendo lembrado nestas palavras, através da Internet, um meio de comunicação que ele jamais imaginou que um dia iria existir. Outros escritores de canções foram reconhecidos em vida como os maravilhosos Jerry Leiber e Mike Stoller (leia sobre os dois no artigo "O Legado de Leiber e Stoller"). De qualquer forma esta é uma homenagem a estes grandes nomes da música que tiveram muito a ver com todo o brilhantismo da carreira de Elvis Presley, heróis anônimos, que com seus talentos musicais ficaram imortalizados na voz de um Rei. Este artigo sobre os compositores de Elvis é dedicado à memória de Arthur "big boy" Grudup, que jamais será esquecido.

Otis Blackwell - Cantor, pianista e compositor negro nascido no Brooklin na cidade de Nova Iorque em 1931. Autor de "Don't be Cruel", "All Shook Up", "Fever" (com o pseudônimo de John Davenport), "One Broken Heart for Sale" e "Return to Sender". Blackwell desde jovem era fã de ídolos da música country como Tex Ritter, adorava também R&B e cantores como Chuck Willis. Em 1952 resolveu se inscrever como calouro em um programa de show de talentos no Apollo Theater. Para surpresa de todos e do próprio Otis, venceu o concurso. Mas o mais importante deste evento foi conhecer pessoalmente o compositor Doc Pomus, que o incentivou a escrever suas próprias canções. Assim em 1953, a sua primeira música foi gravada: "Daddy Rollin' Stone". No Natal de 1955, em sérias dificuldades financeiras, Otis vendeu um lote de 6 músicas, por apenas 150 dólares, para uma editora musical. Eventualmente as músicas foram parar nas mãos de Steve Sholes, o produtor de Elvis, que mostrou as canções para o cantor. Ele adorou "Don't be Cruel" e "All Shook Up" e resolveu gravá-las. Resultado: milhões de discos foram vendidos e de uma hora para outra o nome de Otis Blackwell se tornou mundialmente famoso. Assim ele começou a compor para outros artistas como Jerry Lee Lewis (Breathless e Great Balls Of Fire) e Dee Clark (Hey Little Girl e Just Keep It). Consagrado como compositor (chegou a compor mais de 1000 canções), Blackwell resolveu retomar sua carreira como cantor em 1976. Começou a trabalhar também com artistas como Stevie Wonder. Seus maiores sucessos como interprete foram os discos "These Are My Songs" e "Singin' The Blues". Em 1977 após a morte de Elvis, Blackwell o homenageou com a canção "The No. 1 King Of Rock'n'Roll". Em 1994 vários artistas se reuniram para homenagear o legado de Otis Blackwell no album "Brace Yourself!".

Doc Pomus & Mort Schuman - Uma das duplas de compositores mais importantes da História do Rock americano, só superados talvez por Leiber & Stoller. Escreveram juntos mais de 500 canções entre 1958 e 1965. Doc Pomus (nome verdadeiro: Jerome Felder) nasceu no Brooklin em Nova Iorque no ano de 1925. Acometido de paralisia infantil Pomus teve que lutar desde muito cedo para vencer na vida como músico. Ainda jovem começou a tocar Sax em clubes noturnos do Greenwich Village. Na metade dos anos 50 começa a escrever canções e investe na carreira de compositor. O sucesso chega com "Boogie Woogie Country Girl" cantada por Big Joe Turner, "Lonely Avenue" com Ray Charles e "Youngblood" com o grupo The Coasters. Mort Schuman estudou música no New York Conservatory e começou a tocar piano em várias gravações de R&B. Em uma dessas sessões conheceu Doc e juntos formaram uma dupla para compor canções. No primeiro ano juntos emplacam grandes sucessos: "Turn Me Loose", "I'm Tiger", ambas cantadas por Fabian; "Teenager in Love" e "Hushabye" cantadas pelo grupo Dion and the Belmonts e "Go, Jimmy, Go." que lançava o cantor Jimmy Clanton. Em 1960 chegam ao primeiro lugar nas paradas com "Save the Last Dance for Me", cantado pelo grupo The Drifters. Com o sucesso consolidado a dupla é contratada para escrever músicas para Elvis, que voltava do exército naquele ano. Surgem assim grandes hits cantados pelo Rei do Rock e escrita por eles: "Surrender", "Little Sister", "Suspicion", "(Marie's the Name) His Latest Flame" e "Viva Las Vegas". Em 1964 Schuman resolve ir morar na Inglaterra e compor com outros escritores. Era o fim da dupla. Doc Pomus, por sua vez tenta retomar sua carreira, mas seus problemas de saúde se agravam. Somente nos anos 70 volta a compor para B.B.King, Bob Dylan, Lou Reed, John Hiatt e Roseanne Cash. Em 1991 (há muito afastado da música por causa de sérios problemas de saúde), Doc Pomus morre de câncer em Nova Iorque. O reconhecimento veio em 1992 quando ele finalmente entrou no Rock'n'Roll Hall da fama.

Bill Monroe - Músico pioneiro, é conhecido nos Estados Unidos como o pai do Bluegrass. O próprio Bill se auto denominava "um fazendeiro com um bandolim e uma voz de tenor". Ele e seu conjunto de Bluegrass ajudaram e influenciaram profundamente o Western Swing e o honky-tonk (variações da música rural americana). Bill Monroe nasceu em Rosine, Kentucky no ano de 1911. Em 1934 juntou-se ao seu irmão, Charlie Monroe, e juntos começaram a tocar em Estados do Sul como a Carolina. Dois anos depois firmaram um contrato com uma subsidiária da RCA, a Bluebird label. Em 1938 se separa de seu irmão e forma sua própria banda, Bill Monroe & His Bluegrass Boys e começam a se apresentar no Grand Ol' Opry. Depois do fim da banda em 1945, Monroe continua em carreira solo, se apresentando em vários festivais de Country Music. Em 1954, Elvis Presley grava seu primeiro single com uma canção de Monroe no Lado B "Blue Moon of Kentucky". Monroe cruzou o caminho de outro mito, Hank Williams, e se imortalizou entrando para o Country Hall da fama nos anos 70 e no Rock and Roll Hall da fama em 1997. Foi também homenageado no álbum "Bill Monroe and Friends", lançado em 1985 contando com grandes nomes da música country como Johnny Cash, Willie Nelson e Emmylou Harris. Bill Monroe morreu no dia 9 de setembro de 1996 em Springfield, Tennessee.

Don Robertson - Músico desde os 14 anos, Don Robertson se notabilizou pelas lindas canções românticas que escreveu para Elvis Presley. A carreira profissional de Robertson começou quando ele foi tentar a sorte em Los Angeles em 1945. Começou como pianista de bares e aos poucos foi conseguindo melhores contratos, em bares mais sofisticados. Em 1953, Don foi levado por um amigo ao escritório da poderosa editora musical Hill and Range. É contratado e passa a compor canções sob encomenda. Em 1954, Don conseguiu que uma de suas canções se tornasse sucesso na voz de Eddie Arnold. A música era "I Really Don't Want to Know" e consolidou a carreira de compositor de Robertson. Em 1956 Elvis Presley gravou uma canção de Robertson em seu disco de estreia, "I'm Counting on You". Além do sucesso do disco de Elvis, outras músicas escritas por Robertson começam a estourar nas paradas: "Hummingbird" e "The Happy Whistler". No mesmo ano, Robertson funda sua própria editora musical, a "Birchwood Music Company". Em 1959 Don gravou seu próprio disco e estoura nas paradas com a canção "Please Help Me I'm Falling". Em 1961 Robertson conhece Elvis Presley e se tornam amigos, levando o Rei do Rock a gravar diversas canções escritas por Don como "Anything That's Part of You", "There's Always Me", "No More", "I'm Yours" e "Love me Tonight". Don Robertson fazia o tipo boa pinta e fazia grande sucesso com as garotas, sempre compondo sobre casos amorosos em canções românticas que caíram como uma luva para a voz de Elvis. Em 1964 Don Robertson chegou finalmente ao primeiro lugar nas paradas com a canção "Ringo". Robertson continuou sua carreira ao longo dos anos. Ele morreu em março de 2015.

Carl Perkins - Um dos maiores nomes do Rock mundial. Carl Perkins foi o autor de "Blue Suede Shoes", um dos maiores sucessos da carreira de Elvis. Carl Perkins nasceu em Lake County, uma cidadezinha perdida no Tennessee. Com 13 anos de idade se inscreveu em um concurso de talentos com a canção "Movie Magg". Na metade dos anos 50, Carl foi até a cidade de Memphis tentar uma vida melhor. Lá conheceu Sam Phillips, dono da pequena gravadora Sun Records. Sam, que era um descobridor de talentos nato, pois tinha descoberto Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Roy Orbison, resolveu dar uma chance a Perkins. Assim foi gravado e lançado em 1956 o single "Blue Suede Shoes", que foi o primeiro a vender mais de um milhão de cópias dentro da Sun. Neste meio tempo Elvis apaixonou-se pela música e resolveu lança-la. O sucesso foi estrondoso e a canção foi escolhida para abrir o primeiro disco de sua carreira. Perkins estava no auge, mas o destino lhe reservava um momento trágico. Carl Perkins sofreu um sério acidente automobilístico, que quase lhe custo a vida e praticamente o impediu de seguir adiante em sua carreira como cantor. Em 1963 os Beatles gravaram cinco canções de Perkins ("Matchbox", "Honey Don't", "Everybody's Trying To Be My Baby" entre outras) e o reergueram novamente. Perkins parte então, junto com Chuck Berry, para uma série de shows na Inglaterra, sucesso que o faz voltar às paradas. Nos anos seguintes Perkins iria conciliar sua carreira de cantor com compositor, tendo inclusive trabalhado com Johnny Cash. Em 1978 Perkins funda seu próprio selo, "Suede" e lança um disco que faz um grande sucesso, ""Ol' Blue Suede's Back". Em 1982, um de seus maiores fãs, Paul McCartney o convida para participar do disco "Tug of War", no qual ele canta junto de Paul a canção "Get It". Devidamente reconhecido e homenageado, Carl Perkins entra para Rock'n'Roll Hall da fama em 1987. Afastado da música, a não ser em participações especiais nos trabalhos de outros artistas, Carl Perkins morre em Jackson, Tennessee em 1998.

Ben Weisman & Fred Wise - A dupla que escreveu mais de 50 músicas para a carreira de Elvis. Muitas destas canções foram escritas para os filmes de Elvis. Ben Weisman nasceu em Providence, Rhode Island, em Novembro de 1921. Aos 21 anos se mandou para Nova Iorque atrás de oportunidades. No começo trabalhou em bares menores na quinta avenida até conseguir um emprego na rede de TV CBS. Lá conheceu pessoas influentes e começou a escrever temas para os programas de TV. Perry Como se tornou seu amigo e começou a gravar algumas de suas músicas como "A Still Small Voice", "Especially For The Young" e "It All Seems To Fall Into Line". Aconselhado por um produtor de cinema, Weisman foi para Hollywood em 1955. Lá fez parceria com outro músico de estúdio, Fred Wise e juntos começaram a escrever canções para filmes. Fred Wise nasceu em Nova Iorque no ano de 1915. Antes de se unir a Ben, conseguiu chegar ao primeiro lugar nas paradas com a canção "A ~ You're Adorable", também gravada por Perry Como. No final dos anos 50 foram contratados pelo produtor Hal Wallis para escrever as canções dos filmes de Elvis. Esta parceria foi rompida em 1966 com a morte de Wise. Weisman continuou escrevendo canções para Elvis com outros parceiros como Hal Blair e Aaron Schroeder. Ben Weisman morreu em 2007.

Joe South - Radialista, escritor e guitarrista nascido em Atlanta no ano de 1940, Joe South exerceu quase todas as profissões ligadas ao mundo da música. Com 11 anos já estava envolvido em transmissões de rádio pelo interior da Georgia, South sempre procurou estar perto do mundo da música country, que ele tanto amava. Depois de tocar durante mais de 10 anos como músico de estúdio, Joe conseguiu que um grupo country desconhecido, The Tams, gravasse uma de suas canções, intitulada "Untie Me". O mais incrível foi que esta música acabou chegando ao primeiro lugar na parada country. Em 1968 Joe realiza um de seus sonhos e grava seu primeiro trabalho como cantor, o disco "Introspect". No ano seguinte a cantora Lynn Anderson grava "Rose Garden", que se torna a sua segunda música a chegar no topo da parada country. Em 1970 Elvis Presley grava a sua primeira música de autoria de Joe South, "Walk a Mile in My Shoes". Joe South continuou sua carreira e em 1999 entrou para o Georgia's Music Hall of Fame.

Hank Williams - Considerado um dos pais da música country e folk dos Estados Unidos, Hank Williams já ultrapassou o status de grande cantor e compositor para se tornar um mito da canção norte americana. Sua influência foi vasta atingindo tanto o blues como o nascente Rock'n'Roll dos anos 50. Hank Williams nasceu em Mount Olive, Alabama, em 1923. Assim como Elvis, aprendeu a cantar nos cultos protestantes de domingo, sua música mãe também foi o Gospel. Aos 16 anos formou sua primeira banda, a lendária Drifting Cowboys e começou a se apresentar nas rádios locais. Em 1946 foi para Nashville, a capital mundial da música country. Lá seu talento chamou atenção e Hank estourou com as músicas "Move It On Over," e "Lovesick Blues". Começou a se apresentar no Grand Ol' Opry e se tornou um nome nacional, um ídolo de costa a costa dos EUA. Se imortalizou a partir daí chegando 36 vezes no Top Ten da parada musical (este recorde seria batido justamente por Elvis, anos depois). Mas o sucesso acabou fazendo muito mal a Hank, sem grande preparo para tamanho sucesso, Williams começou a se envolver com drogas e bebidas, morrendo prematuramente aos 29 anos, no banco de trás de seu cadillac, após um de seus shows. Em 1961 Hank Williams foi o primeiro eleito a integrar o Country Music Hall of Fame, o que demonstra o tamanho de seu sucesso. Elvis Presley gravaria canções de Hank em sua carreira como "Your Cheatin' Heart" e "I'm So Lonesome I Could Cry".

Ivory Joe Hunter - Uma das mais longas e produtivas carreiras musicais dos EUA. Ivory Joe Hunter se destacou como compositor, cantor e pianista. Ele nasceu em Kirbyville, Texas no ano de 1914. Filho de uma cantora gospel e de um guitarrista a música sempre fez parte de sua vida, desde os primeiros anos. Em 1933 Hunter fez sua primeira gravação e nos anos 40 se tornou DJ em uma pequena emissora de rádio em Beaumont, Texas. Sempre envolvido no mundo da música, Hunter conseguiu seu primeiro sucesso regional, a canção " Blues At Sunrise". No começo dos anos 40, Hunter resolveu se mudar para a costa leste e tentar alavancar sua carreira. Conseguiu entrar para a banda de Duke Ellington e escreveu dois sucessos nacionais: "I Quit My Pretty Mama" e "Guess Who". Nos anos 50 a consagração: várias canções se tornam sucessos como "I Almost Lost My Mind" (primeiro lugar na parada R&B) e "I Need You So" que levam o músico a assinar com uma grande companhia, a Atlantis Records. Durante o tempo que esteve nesta gravadora, só surgiram sucessos como "Since I Met You Baby", "Empty Arms" e "City Lights". No começo dos anos 60 retoma sua carreira de cantor country e começa a se apresentar no Grand Old Opry. Elvis Presley o descobriu no inicio de sua carreira gravando canções como "My wish Came True" e "Ain't That Loving You Baby". Nos anos 70 Elvis continuaria a gravar músicas de Ivory Joe Hunter como "It's Still Here" e "I Will be True" (ambas lançadas no LP "Elvis" de 1973). Ivory Joe Hunter morreu de câncer em 1974, em Memphis no Tennessee.

Dennis Linde - Cantor, músico e compositor texano, Dennis Linde escreveu um dos maiores sucessos da carreira de Elvis Presley, a música "Burning Love". Dennis sentiu que se realmente quisesse fazer sucesso no mundo da música tinha que deixar o Texas e ir para Nashville no Tennessee, e foi o que fez. Antes passou uma temporada em New Orleans, para ouvir e aprender com os músicos locais. Em Nashville, Dennis Linde se tornou músico de estúdio, tocando em várias gravações de outros artistas. Nos estúdios da cidade, Dennis começou a mostrar suas composições aos músicos locais e conseguiu que alguns o gravassem, sem contudo despertar grande repercussão. A grande virada aconteceu em 1972, quando Elvis resolveu gravar uma das canções escritas por Linde, a música "Burning Love", lançada em single ainda naquele ano. Sucesso total e tocando em todas as emissoras, Dennis Linde finalmente conseguiu se firmar como escritor de canções. A partir daí se enturmou na entourage de Elvis e começou a tocar guitarra e baixo em algumas das gravações do cantor em estúdio. Ao lado de Mark James, Joe South, Tony Joe White e Mickey Newsbury formou o principal time de compositores da carreira de Elvis nos anos 70. Outros grandes nomes também gravaram canções de Dennis Linde como Tom Jones e Garth Brooks.

Mac Davis - Compositor e músico nascido em Lubbock, Texas. Davis nasceu na mesma cidade em que Elvis prestou serviço militar no final dos anos 50. Acompanhou toda a agitação ao redor da presença do cantor e resolveu também se tornar músico. Filho de classe média, Mac Davis se apaixonou pelo Blues de Muddy Waters e Howlin Wolf. Começou a escrever canções e conseguiu emprego como músico de estúdio no American Studios em Memphis, Tennessee. Foi lá que conheceu Felton Jarvis, o produtor de Elvis, e mostrou algumas de suas canções. E foi com as gravações de "In The Ghetto", "Memories" e "Don’t Cry Daddy", todas gravadas por Elvis Presley que Mac Davis estourou mundialmente. A partir daí a carreira do compositor deslanchou, com vários sucessos como "Something’s Burnin’", "The Lonesomest Lonesome", "Stop And Smell The Roses" e tantas outras. O último grande sucesso de Mac foi lançado em 1982 com a música "You’re My Bestest Friend". Com o sucesso de seu show para a TV (The Mac Davis Show) o compositor ganhou o prêmio de "Entertainer of the Year award" da Academy of Country Music.

Don Gibson - Donald Eugene Gibson nasceu em Shelby, Carolina do Norte no ano de 1928. Aos 20 anos formou sua própria banda, chamada "Sons of the Soil". Chama a atenção da Mercury Records que resolve gravar um single com o grupo. O disco com "Why Am I So Lonely?" não faz o menor sucesso. Em 1950 vai para a RCA levado por um amigo, desta vez vai como compositor contratado. Passa uma temporada nesta gravadora e resolve novamente mudar de rumo indo para a Columbia. Nesta grava seu primeiro grande sucesso, "Sweet Dreams". Em 1957 volta novamente para a RCA Victor e escreve a grande canção de sua carreira: "I Can't Stop Loving You". Esta música se tornou uma das mais conhecidas do universo country americano sendo gravada por diversos cantores: Kitty Wells (1958), Don Gibson (1958), Elvis Presley, Ray Charles, Conway Twitty (1972), Sammi Smith (1977), Mary K. Miller (1978). Depois disso Gibson não fez mais nada de significativo, se retirando aos poucos do mundo da música para se dedicar a sua fazenda em Knoxville, onde vive até os dias de hoje.

Jerry Chestnut - Compositor, argumentista e violonista nascido em Loyall, Kentucky no ano de 1931. Jerry tinha como sonho de infância seguir os passos de seu ídolo maior: Hank Williams. Ao assistir um show de Hank no Kentucky decidiu que iria dedicar sua vida à música country. Em 1958 fez o caminho de milhares de outros aspirantes ao estrelado e foi em direção à Nashville tentar a sorte. Durante aproximadamente 9 anos fez de tudo para se manter na capital da country music, até que em 1967 consegue seu primeiro sucesso como compositor: a canção "A Dime At a Time" interpretada pelo cantor Del Reeves. No ano seguinte o "matador" Jerry Lee Lewis grava uma das músicas de Jerry chamada "Another Place Another Time" e chega ao primeiro lugar nas paradas. Esta canção foi um marco na carreira de Chesnut, que recebe uma indicação ao prêmio Grammy. Com o sucesso Jerry assina com uma grande companhia, a United Artists Records. Nos anos 70 Elvis Presley grava "T-R-O-U-B-L-E", carro chefe de seu disco "Elvis Today", que contava ainda com outra canção escrita por Chestnut: "Woman Without Love". Um ano antes Elvis já tinha lançado em single "It's Midnight", um dos trabalhos mais intimistas de Jerry. Chestnut teve vários de suas canções gravadas por outros artistas como Elvis Costello, Tom Jones, Dolly Pardon, Loretta Lynn, Johnny Cash e Travis Tritt.

Leon Payne - Músico por excelência, Leon Payne dominava vários instrumentos: guitarra. piano. orgão, trombone e bateria. Nascido em Alba, Texas, no ano de 1917, Leon sempre quis ser músico. Começou sua carreira no rádio, em uma pequena cidade do Texas chamada Palestine. Em 1938 entra na banda Bob Wills and the Texas Playboys e parte em excursão pelos Estados rurais do Sul dos EUA. No final dos anos 40 entra em outro grupo, Jack Rhodes and His Rhythm Boys, e finalmente no ano seguinte monta a sua própria banda country, The Lone Star Buddies. Com esse grupo começa a se apresentar em templos country como o Louisiana Hayride. Nos anos seguintes assina com a editora Hill and Range e estoura nas paradas com grandes sucessos como "You've Still Got a Place in My Heart", "Blue Side of Lonesome", "More Than Anything Else in the World" e "They'll Never Take Her Love From Me", esta última gravada por Hank Williams. Elvis gravou o maior sucesso de Payne, a música "I Love You Because" e nos anos 70 gravaria ainda "Fools Rush In". Leon Payne morreu em 1969.

Chuck Berry - Um dos verdadeiros pais do Rock'n'Roll. Charles Edward Anderson Berry nasceu em St. Louis, no ano de 1926. Pobre e negro, a única alternativa para Berry era abraçar a música, principalmente porque nasceu no berço do jazz americano. Em 1952 formou o grupo "Chuck Berry Combo" e começou a se apresentar em inferninhos de St. Louis. Em 1955 encontra a lenda do Blues Muddy Waters, que lhe arranja um teste na Chess Records. Chuck é contratado e passa a se apresentar ao vivo, principalmente no teatro Paramount. Em 1956, Chuck Berry lança seu primeiro grande sucesso, a canção "Maybellene". A partir daí Chuck estoura junto com o surgimento do Rock e se torna ao lado de Elvis e Little Richard os maiores nomes do movimento. Durante este período Berry lança suas maiores obras musicais: "Roll Over Beethoven", "Johnny B. Goode", "Sweet Little Sixteen", "School Day", "Memphis, Tennessee", "Surfin USA", "Back in the USA", "Brown Eyed Handsome Man" e tantas outras. Tamanho foi o sucesso alcançado por Chuck Berry que ele só foi superado por Elvis no topo das paradas. No final dos anos 50 Chuck é preso e acusado por "tráfico de escravas brancas", pois ele mantinha prostitutas em seu bordel em St. Louis. É solto no começo dos anos 60, mas infelizmente a esta altura sua carreira estava praticamente arruinada. Tenta voltar ao cenário musical, mas agora o Rock é embalado por outros ídolos como os Beatles e os Rolling Stones. Nos anos 60 lança apenas um trabalho de qualidade, o disco "Rock It". Nos anos 70 Elvis grava uma música de Berry, "Promised Land" que se torna um grande sucesso. Ao longo de sua carreira Elvis gravou uma dezena de faixas de Berry. Em 1987, Chuck Berry foi justamente homenageado no filme "Hail! Hail! Rock 'N Roll" com a participação de grandes nomes do Rock mundial.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Elvis Presley - Elvis em números - charts, prêmios, dados e estatísticas!

Números não mentem. Agora que chegamos ao final da análise da discografia oficial de Elvis que tal darmos um passeio sobre os principais números de sua carreira musical? Aqui vai alguns dados sobre a passagem de Elvis Presley na indústria cultural:

Os álbuns mais vendidos da carreira de Elvis foram, pela ordem: 1) Blue Hawaii, 2) Elvis Presley, 3) Loving You, 4) G.I. Blues, 5) Elvis, 6)Elvis Christmas Album, 7) Something For Everybody, 8)Roustabout, 9) Aloha From Hawaii, 10) King Creole, 11) Elvis Is Back, 12) Elvis Golden Records, 13) Girls, Girls, Girls, 14) Elvis Golden Records vol.3, 15) Fun In Acapulco, 16) Moody Blue, 17) Pot Luck, 18) It Happened At The World's Fair, 19) Elvis in Concert, 20) Kissin Cousins, 21) Girl Happy, 22) Harum Scarum, 23) Elvis TV Special, 24) Elvis For Everyone, 25) Elvis as Recorded At Madison Square Garden, 26) Elvis Country, 27) From Memphis To Vegas, From Vegas To Memphis, 28) On Stage, 29) From Elvis in Memphis, 30) His Hand in Mine.

"Elvis 30#1 Hits" é o disco mais vendido de Elvis Presley na história, com mais de 9 milhões de cópias. Ele não está na lista acima por ter sido lançado após a morte de Elvis. A lista anterior só se refere aos discos lançados oficialmente durante a vida de Elvis.

♫ Artista solo de maior sucesso da história da música mundial, segundo o Livro Guiness dos recordes, Elvis teve 49 de seus singles classificados entre os 20 mais vendidos da história da parada oficial da revista Billboard, sendo que 38 de seus álbuns se tornaram também classificados entre os mais vendidos da indústria fonográfica americana. Nove de seus álbuns chegaram ao primeiro lugar nos EUA e na Inglaterra seis deles conseguiram alcançar tal posição. Nos EUA 15 de seus EPs (compactos duplos) conseguiram se classificar entre os 20 mais vendidos. Estima-se que no total tenha vendido mais de um bilhão de cópias, sendo 116 milhões apenas de singles e discos dentro dos Estados Unidos. Esse número infelizmente não pode ser confirmado com absoluta certeza, muitos dados se perderam ao longo dos anos, outros deixaram de ser levantados e por isso só restam estimativas inconclusivas.

♫ Nos Estados Unidos Elvis esteve presente em mais de 2.980 listas semanais dos discos e singles mais vendidos. Elvis está na lista dos mais vendidos da revista Billboard há mais de 51 anos ininterruptos. Nunca, em nenhuma época durante esse período, a revista publicou uma lista dos mais vendidos sem o nome de Elvis Presley constar nela, seja de um disco, single, box ou qualquer outro produto do cantor. Elvis só é superado em longevidade por Bing Crosby, que está na lista há quase 60 anos.

♫ A Recording Industry Association of America anunciou neste mês (julho de 2005) a lista dos 100 artistas que mais venderam discos no mercado americano em todos os tempos. Os Beatles ficaram no topo da compilação, com 168 milhões de álbuns vendidos. Elvis Presley ficou em segundo, com 116 milhões, e o Led Zeppelin em terceiro, com 107 milhões. Entre as mulheres, a campeã é Barbra Streissand, com 70 milhões de unidades vendidas. Entre os nomes mais contemporâneos, alguns destaques são Tupac Shakur (em 39º lugar, com 36 milhões), Britney Spears (em 51º, com 31 milhões) e Eminem (em 71º, com 25 milhões).

♫ Em novembro de 1955, Elvis foi contratado pela RCA e seu empresário já era o Coronel Tom Parker. Elvis custou 35 mil dólares, a maior quantia já paga a um artista solo, até então. Estima-se que a RCA tenha ganho mais de 500 milhões de dólares em lucros com as vendas de seus produtos. Quando morreu o cantor deixou apenas US$ 1 milhão de dólares em sua conta corrente e seus bens, que contabilizados, somavam apenas US$ 5 milhões de dólares no total.

As dez maiores bilheterias de Elvis no cinema foram, pela ordem: 1) Viva Las Vegas, 2) Blue Hawaii, 3) Love Me Tender, 4) G.I. Blues, 5) Jailhouse Rock, 6) Loving You, 7) Girls, Girls, Girls, 8) Tickle Me, 9) Roustabout, 10) Girl Happy. Nos anos 70 Elvis voltaria aos cinemas em dois documentários que mostravam seus shows, em Las Vegas (That's The Way It Is) e pelas demais cidades do país (Elvis On Tour). Todos os 32 filmes de Elvis foram lançados nos cinemas brasileiros em sua época.

♫ Elvis esteve por nove vezes na lista dos dez atores mais bem pagos de Hollywood. Sua melhor posição foi um terceiro lugar em 1957, logo atrás de John Wayne e Rock Hudson. A última vez que seu nome constou entre os dez mais foi em 1967, onde ficou em décimo lugar, atrás de Sean Connery. Seu salário médio em um filme nos anos 60 era de 750 mil a 850 mil dólares (incluído seus ganhos com as vendas das respectivas trilhas sonoras).

O primeiro compacto que Elvis gravou, quando saiu do exército foi "Stuck On You" de um lado e "Fame And Fortune" de outro. O compacto foi muito bem nas paradas, chegando ao primeiro lugar. Seu single de maior sucesso nos anos 60 foi "It's Now Or Never" que vendeu nove milhões de cópias, sendo agraciado com platina. Quando relançado em 2005 o single novamente voltou ao primeiro lugar entre os mais vendidos na Grã Bretanha.

O single mais vendido de toda a carreira de Elvis foi "Hound Dog / Don't Be Cruel", premiado triplamente com platina. O último single de Elvis a receber disco de platina foi "Burning Love / It's A matter Of Time" em 1972. Já entre os álbuns, a trilha sonora "Blue Hawaii" ganhou cinco discos de platina em 1961. O último disco platinado do cantor foi "Moody Blue" em 1977, onde foi duplamente agraciado com o prêmio.

♫ O Primeiro disco de ouro veio com seu álbum de estreia, "Elvis Presley", e o último com "From Elvis Presley Boulevard" em 1976. Entre seus EPs (compactos duplos) o maior sucesso veio com a trilha de "Jailhouse Rock", lançada em 1957. O EP foi triplamente premiado com platina.

"l Forget lo Remember To Forget" foi o primeiro grande sucesso nacional de Elvis. Em 1955, ele chegou em primeiro lugar nas listas de música country e foi eleito "O Mais Promissor artista country do país", pela revista Billboard. O ultimo single lançado com Elvis em vida foi "Way Down / Pledging My Love" que chegou ao Top 20 da Billboard e que recebeu disco de ouro por suas vendas.

♫ Os álbuns de Elvis que estiveram, por um ano ou mais na classificação do "Top Ten" (As Dez Mais) do mercado fonográfico americano foram: "G. I. Blues" (111 semanas) "Blue Hawaii" (79 semanas), "Elvis Is Back" (56 semanas) e "Aloha From Hawaii, Via Satélite" (52 semanas).

♫ O disco mais vendido da carreira de Elvis na Inglaterra foi "Elvis 40 Greatest Hits", que chegou nas lojas britânicas em outubro de 1974. Tamanho foi seu sucesso que a gravadora Som Livre o relançou no Brasil um ano depois.

♫ Durante os anos 60 Elvis lançou 15 trilhas sonoras, sendo a mais vendida "Blue Hawaii". Dessas 15 trilhas, 10 chegaram ao Top 10 e três delas chegaram ao primeiro lugar (Blue Hawaii, G.I.Blues e Roustabout).

♫ O ano de 1970 parece ter sido o mais produtivo para a carreira de Elvis Presley, pelo menos para o lançamento de álbuns, no total foram sete: "Let's Be Friends", "On Stage", "Almost in Love", "Elvis Christmas Album" "Elvis ln Person At The lnternational Hotel, Las Vegas","Worldwide 50 GoId Awards Hits, volume 1", "Back In Memphis" e "That's The Way lt Is".

"Heartbreak Hotel" foi uma das primeiras canções de Elvis pela RCA, com bom resultado no trabalho de estúdio de gravação. Os autores eram Mae Axton e Tommy Burden. A letra nasceu de um recorte de jornal falando do suicídio de um homem que tinha escrito num bilhete: I Walk The Lone Street" e "I Stunned Me". O single foi premiado com disco de platina, o primeiro da carreira de Elvis.

Prêmios e Homenagens:

Discos de Ouro: 68 - Álbuns, Singles, Ep's.
♫Discos de Platina: 50 - Álbuns, Singles, Ep's.
♫Discos de Multi-Platina: 32 - Álbuns, Singles, Ep's.
♫Total de 150 nos EUA (Dados oficiais da RIAA - Rercording Industry Association Of América 2005).

Prêmios Grammy:
♫1967 - Melhor Performance de Música Sacra - "How Great Thou Art" - Gospel
♫1972 - Melhor Interpretação Inspirativa "He Touched Me" - Gospel
♫1974 - Melhor Interpretação Inspirativa "How Great Thou Art" -"Elvis as Recorded Live on Stage in Memphis"

Músicas no Hall da Fama do Grammy:
♫Hound Dog (1988)
♫Heartbreak Hotel (1995)
♫That's All Right Mama (1998)
♫Suspicious Minds (1999)
♫Don't Be Cruel (2002)

Diversos:
Globo de Ouro de melhor documentário em 1972 por "Elvis On Tour" (Elvis Triunfal, no Brasil)
♫Uma das 10 pessoas mais importantes da América em 1970 pela Câmara Júnior de Comércio dos Estados Unidos.
♫Prêmio por mérito (Conjunto da Obra) concedido pelo Grammy
♫Prêmio Bing Crosby em 1971.
♫Prêmio por Mérito (Conjunto da Obra) concedido pela American Music Awards em 1987.
♫Prêmio W. C. Handy da Fundação do Blues de Memphis reconhecendo sua importância no Blues em 1984.
♫Prêmio concedido pela Academia de Música Country em 1984.
♫O filme Jailhouse Rock foi incluído no Registro Nacional de Filmes dos EUA em 2004.
♫Prêmio "Las Vegas Entertainment" como a maior estrela musical masculina em votação realizada em 1977.
♫Cinturão de ouro "World's Championship Attendance Record" em 69 por quebrar todos os recordes de público em Las Vegas.
♫ Artista póstumo que mais fatura (1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005)
♫ Eleito a segunda melhor voz de todos os tempos, atrás apenas de Frank Sinatra.
♫ Eleito o "Artista do Século" em 2000.
♫ Artista que mais vezes chegou ao topo da parada britânica de singles.
♫ Artista solo de maior sucesso da história da música mundial - Guiness Book of Records.
♫ Eleito um dos dez maiores americanos da história em votação popular do Discovery Channel / AOL (2005).

O único artista a integrar as cinco "Galerias da Fama" da Música:
♫Hall of Fame Rock'n'Roll (1986)
♫Hall of Fame Rockabilly (1997)
♫Hall of Fame Country (1998)
♫Hall of Fame Gospel (2001)
♫Hall of Fame Música Britânica (2004)

Elvis Presley Charts:

Estados Unidos - Músicas Número Um:
♫ Blue Moon of Kentucky - Memphis Country & Western Billboard - 1954
♫I Forgot To Remember To Forget - Memphis Country e Country (Nacional) Billboard - 1955
♫Heartbreak Hotel - Pop, Country Billboard - Cashbox Pop - 1956
♫I Want You, I Need You, I Love You - Pop(Best Sellers), Country, R&B, Billboard - 1956
♫Hound Dog - Pop, R&B Sales, Country Billboard - Cashbox Pop - 1956
♫Don't Be Cruel - Pop, R&B Sales, Country Billboard - Cashbox Pop - 1956
♫Love Me Tender - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1956
♫Too Much - Pop(Best Sellers e Jukebox) Billboard - Cashbox Pop - 1957
♫All Shook Up - Pop, R&B Sales e Radio, Country Billboard - Cashbox Pop - 1957
♫Teddy Bear - Pop, R&B Sales, Country Billboard - Cashbox Pop - 1957
♫Jailhouse Rock - Pop, R&B Sales e Radio, Country Billboard - Cashbox Pop - 1957
♫Don't - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1958
♫Wear My Ring Around Your Neck - R&B Radio Billboard - Cashbox Country - 1958
♫Hard Headed Woman - Pop(Best Sellers, Disc Jockey) Billboard - 1958
♫A Big Hunk O' Love - Pop Billboard - 1959
♫Stuck On You - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1960
♫It's Now Or Never - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1960
♫Are You Lonesome Tonight? - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1960
♫Surrender - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1961
♫Can't Help Falling In Love - Easy Listening Billboard - 1962
♫Good Luck Charm - Pop Billboard - Cashbox Pop - 1962
♫Return To Sender - Cashbox Pop - 1962
♫Blue Christmas - Christmas Billboard - 1964
♫Crying In The Chapel - Easy Listening Billboard - 1965
♫Easy Question - Easy Listening Billboard - 1965
♫I'm Yours - Easy Listening Billboard - 1965
♫How Great Thou Art - Bubbling Under The Hot 100 Billboard - 1969
♫In The Ghetto - Cashbox Pop - Record World - 1969
♫Suspicious Minds - Pop Billboard - Cashbox Pop - Record World - 1969
♫The Wonder Of You - Easy Listening Billboard - 1970
♫You Don't Have To Say You Love Me - Easy Listening Billboard - 1970
♫Burning Love - Cashbox Pop - 1972
♫My Boy - Easy Listening Billboard - 1975
♫Moody Blue - Cashbox Country - 1977
♫Moody Blue - Country Billboard - 1977
♫Way Down - Country Billboard - Cashbox Country - 1977
♫Pledging My Love - Cashbox Country - 1977
♫My Way - Cashbox Country - 1977
♫Guitar Man - Country Billboard - Cashbox Country - 1981
♫A Little Less Conversation - Sales Billboard - 2002
♫Rubberneckin' - Sales Billboard - 2003

Estados Unidos - Discos (LP, CD, EP) Número Um
♫ Elvis Presley - Billboard Pop - Cashbox Pop - 1956
♫Elvis - Billboard Pop - Cashbox Pop - 1956
♫Elvis Vol. 1 - EP - Billboard - 1956
♫Loving You - Billboard Pop - 1957
♫Loving You Vol.1 - EP - Billboard - 1957
♫Jailhouse Rock - EP - Billboard Pop - 1957
♫Elvis Sings Christmas Songs - EP - 1957
♫Elvis Christmas Álbum - Billboard - Cashbox Pop - 1957
♫King Creole Vol. 1 E 2 - EP - Billboard - 1958
♫A Touch Of Gold Vol. 1 - EP - Billboard - 1959
♫G.I.Blues - Billboard Pop - Cashbox Mono e Stéreo - 1960
♫Something For Everybody - Billboard Pop - Cashbox Mono - 1961
♫Blue Havaií - Billboard Pop - Cashbox Mono - 1961
♫Roustabout - Billboard Pop - 1965
♫Elvis Sings The Wonderfull World Of Christmas - Christmas Billboard - 1972/73
♫Aloha From Havaií - Billboard Pop - Cashbox Pop, Country - Record World - 1973
♫Legendary Performer Vol. 1 - Country Billboard - Cashbox Country - 1974
♫Good Times - Cashbox Country - 1974
♫Live On Stage In Memphis - Cashbox Country - 1974
♫Promised Land - Country Billboard - Cashbox Country - 1975
♫The Sun Sessions - Cashbox Country - 1976
♫From Elvis Presley Boulevard - Country Billboard - Cashbox Country - 1976
♫Moody Blue - Country Billboard - Cashbox Country - 1977
♫Elvis In Concert - Country Billboard - Cashbox Country - 1977
♫Elvis 30 Number One Hits - Billboard 200 - Billboard Country - 2002
♫Elvis 2nd to none - Billboard 200 - Dance - Sales - 2003

Inglaterra - Músicas Número Um
♫All Shook Up - NME, Record Mirror - 1957
♫Party - Melody Maker - 1957
♫Jailhouse Rock - NME, Rercord Mirror - 1958
♫One Night - NME, Record Mirror - 1958
♫I Go Stung - NME, Record Mirror - 1958
♫A Fool Such As I - NME, Record Mirror - 1959
♫I Need Your Love Tonight - NME, Recrod Mirror - 1959
♫Stuck On You - Disc, Melody Maker - 1960
♫A Mess Of Blues - Melody Maker - 1960
♫The Girl Of My Best Friend - Melody Maker - 1960
♫It's Now Or Never - Record Retailers, NME, Record Mirror - 1960
♫Are You Lonesome Tonight? - Record Retailers, NME, Record Mirror - 1960
♫Wooden Heart - Record Retailers, NME, Record Mirror - 1961
♫Surrender - Record Retailers, NME, Record Mirror - 1961
♫Wild In The Country - NME - 1961
♫His Latest Flame - Record Retailers, NME, Record Mirror - 1961
♫Little Sister - Record Retailers, NME, Record Mirror - 1961
♫Rock A Hula Baby - Record Retailers - 1962
♫Can't Help Falling In Love - Record Retailers - 1962
♫Good Luck Charm - Record Retailers, NME - 1962
♫She's Not You - Record Retailers, NME - 1962
♫Return To Sender - Record Retailers, NME - 1962
♫Devil In Disguise - Record Retailers - 1963
♫Crying In The Chapel - Record Retailers, NME - 1965
♫In The Ghetto - NME - 1969
♫The Wonder Of You - Record Retailers, NME - 1970
♫Way Down - Record Retailers, NME - 1977
♫A Little Less Conversation - Record Retailers - 2002

Inglaterra - Discos (LP, CD, EP) Número Um
♫ Elvis Presley (Rock'N Roll) - Record Mirror - 1956
♫Loving You - Record Mirror - 1957
♫King Creole - Record Mirror - 1958
♫Strictly Elvis - EP - 1960
♫Elvis Is Back - Guinness - 1960
♫G.I. Blues - Guinness - 1960
♫Blue Havaií - Guinness, NME - 1961
♫Follow That Dream - EP - 1962
♫Kid Galahad - EP - 1962
♫Pot Luck - Guinness, NME - 1962
♫Easy Come, Easy Go - EP - 1967
♫Elvis Sings Flaming Star - NME - 1969
♫From Elvis In Memphis - Guinness - 1969
♫Elvis 40 Greatest Hits - Guinness - 1977
♫Moody Blue - NME - 1977
♫Elvis 30 Number One Hits - 2002

Outros Países - Músicas Número Um
♫ Love Me Tender - Canadá(Pre Chum Chart) - 1956
♫Heartbreak Hotel - Canadá(Pre Chum Chart) - 1956 - Itália - 1957
♫Hound Dog - Canadá(Pre Chum Chart) - 1956 - Itália - 1957
♫Tutti Frutti - Itália - 1957
♫All Shook Up - Canadá, Itália - 1957
♫Teddy Bear - Canadá - 1957
♫Jailhouse Rock - Canadá, África do Sul - 1957
♫Don't - Canadá, África do Sul - 1958
♫I Beg Of You - Canadá - 1958
♫Wear My Ring Around Your Neck - Canadá - 1958
♫King Creole - Suécia - 1958
♫Hard Headed Woman - Canadá - 1958
♫One Night - Canadá - 1958
♫I Got Stung - Canadá - 1958
♫A Fool Such As I - Austrália(NS Wales), Canadá, África do Sul - 1959
♫I Need Your Love Tonight - Canadá - 1959
♫A Big Hunk O' Love - Canadá - 1959
♫My Wish Came True - Canadá - 1959
♫Stuck On You - Canadá, Itália - 1960
♫Fame And Fortune - Canadá - 1960
♫A Mess Of Blues - Canadá - 1960
♫It's Now Or Never - Austrália(NS Wales), Noruega, Bélgica, Canadá,
♫África do Sul, Suécia, Suiça, Áustria, Espanha - 1960
♫Are You Lonesome Tonight - Austrália(NS Wales), Bélgica, Canadá,
♫África do Sul - 1960
♫I Gotta Know - Canadá - 1960
♫Wooden Heart - Austrália(NS Wales), Áustria, Bélgica, Holanda, África do Sul - 1960
♫Surrender - Austrália (NS Wales), Bélgica, Canadá, Suécia, África do Sul - 1961
♫Lonely Man - Canadá - 1961
♫Little Sister - Bélgica, Canadá - 1961
♫His Latest Flame - Austrália (Vic), Canadá - 1961
♫Can't Help Falling in Love - Austrália (NS Wales), África do Sul - 1961
♫No More - Itália - 1962
♫Good Luck Charm - Austrália (NS Wales), África do Sul, Suécia, Canadá, Noruega - 1962
♫Anything That's Part Of You - Canadá - 1962
♫She's Not You - Irlanda, Noruega - 1962
♫King Of The Whole Wide World - Noruega - 1962
♫Return To Sender - Canadá, Irlanda, Suécia, Noruega, Espanha - 1962
♫Kiss Me Quick - Brasil - 1963
♫Devil In Disguise - Canadá, França, Noruega, Holanda, Irlanda,
♫Bélgica, Suécia - 1963
♫Joshua Fit The Battle - Suécia - 1963
♫Bossa Nova Baby - Bélgica - 1963
♫Viva Las Vegas - Austrália(Vic) - 1964
♫Ask Me - Austrália (NS Wales) - 1964
♫Aint That Loving You Baby - Austrália (NS Wales), África do Sul - 1964
♫Do The Clam - Japão, Malásia, Cingapura - 1965
♫Summer Kisses, Winter Tears - Taiwan - 1965
♫Crying In The Chapel - Austrália (NS Wales, Vic), Canadá, Irlanda,
♫África do Sul, Noruega, Israel, Hong Kong, Espanha - 1965
♫Easy Question - Indonésia - 1965
♫Animal Instinct - Tailândia - 1966
♫The Love Machine - India - 1967
♫A Little Less Conversation - Cingapura - 1968
♫Edge Of Reality - Austrália (Vic, Melbourne) - 1968
♫In The Ghetto - Austrália (Vic), Bélgica, Alemanha, Irlanda, Suécia,
♫Nova Zelândia, Noruega, Espanha, India - 1969
♫Suspicious Minds - Canadá, Bélgica, África do Sul, Nova Zelândia,
♫Austrália - 1969
♫The Wonder Of You - Austrália (Vic), Irlanda - 1970
♫You Don't Have To Say You Love Me - França - 1971
♫Sylvia - Brasil - 1972
♫Promised Land - Malásia - 1975
♫Way Down - Irlanda - 1977
♫A Little Less Conversation - Canadá, Holanda, Irlanda, Noruega, Dinamarca, Suécia, Portugal, Hong Kong, Austrália, Hungria, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Croácia, Estônia, Eslovênia, Chile, Cingapura, Suiça, China, República Tcheca, Malásia, México, Espanha -
♫2002 Rubberneckin - Croácia, Austrália (Dance Chart)- 2003

Números Finais da Discografia Oficial Americana (até 1977):
72 álbuns lançados
100 singles lançados (compactos simples)
29 Eps Lançados (compactos duplos)

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Elvis Presley - Os Discos de Elvis!

Anos 50: Elvis Rocker! - A discografia de Elvis é grande e complexa. Cada período apresenta características bem distintas. De maneira a simplificar o estudo e a analise dos discos do cantor eles podem ser divididos em três grandes fases. A primeira corresponde aos anos iniciais e pode ser subdividido entre a fase que Elvis gravou na Sun Records (1954 / 1955) e seus primeiros discos na RCA até ele ir servir o exército (1956/ 1958). Na fase Sun, Elvis apresenta um repertório mais restrito ao tipo de música bem regional, do sul dos EUA. Aqui estão os cincos singles que Elvis gravou na gravadora de Sam Phillips. Depois que foi para a RCA em 1956, Elvis entrou num leque maior de opções musicais. Agora ele não era mais o cantor country restrito aos estados do Tennessee e do Mississipi.

Nos anos 50, com o cabelo cheio de brilhantina, gole da camisa pra cima, olhar de deboche e desafio, terno folgadão e cara de baby face, Elvis chegava para criar todo uma revolução na careta América do pós guerra dos anos Eisenhower. Elvis Presley surgiu logo no período em que o Presidente americano era um general medalhão, herói da 2ª Guerra Mundial. O Elvis Rocker chegou para romper as estruturas e chacoalhar a morosa música da época. Elvis era visto como um incentivador da delinquência juvenil, um perigo para os valores da geração Wasp (White, Anglo Saxon and Protestant). A gravadora RCA queria lançá-lo em nível nacional e assim seus discos se tornaram mais comerciais para se adequar aos novos tempos. A exceção a esta regra é justamente o primeiro LP de sua carreira, chamado "Elvis Presley", que pode ser considerado um disco de transição, sendo que várias faixas dele foram gravados na Sun, o que de certa forma muda a partir de "Elvis", seu segundo disco, onde o caminho a seguir fica bem definido.

Elvis agora é um produto. Ele seria lançado principalmente como roqueiro e esta foi a imagem escolhida e aclamada pelo público. Este é a fase de maior sucesso. Elvis na flor da idade incendiou toda uma geração e foi o ídolo da geração rockbilly, transviada e órfão do eterno rebelde James Dean. Mas, apesar de todo o marketing, a própria personalidade de Elvis começa a despontar ainda nesta fase mais rocker, principalmente quando ele resolve gravar canções do estilo gospel no compacto duplo "Peace in the Valley". Aqui está, sem sombra de dúvida, o verdadeiro Elvis, louco por baladas e músicas religiosas. Nos anos 50 também surgem os primeiros discos em que se reúnem os singles da carreira de Elvis como por exemplo "Elvis Golden Records", "For LP Fans Only" e "A Date With Elvis" Na primeira fase de Elvis também começa a surgir as suas trilhas sonoras. As primeiras como "Jailhouse Rock", "Love me Tender" , "Loving You" e "King Creole" são clássicos absolutos. A primeira fase termina como começa: de forma brilhante!

Anos 60: Starring Elvis Presley! - A Segunda grande fase da carreira de Elvis começa em 1960 e começa muito bem com os discos "Elvis Is Back" e "His Hand in Mine", um especial de TV com Frank Sinatra e os singles de grande sucesso como "It's Now or Never" e "Are You Lonesome Tonight?". Elvis muda de produtor (sai Steve Sholes e entra Chet Atkins) e glamoriza seus arranjos. Apesar do cantor lançar discos de qualidade como "Something for Everybody" e "Pot Luck", algo começa a dar errado, os discos começam a mostrar sinais de desgaste. Elvis começa a gravar trilhas em ritmo industrial, uma atrás da outra, três por ano, muitas vezes gravadas às pressas para atender as exigências do mercado. Elvis Presley vende muito e a RCA exige cada vez mais. A qualidade é deixada de lado para a quantidade.

No meio de toda a correria ainda é possível destacar alguns poucos momentos interessantes, nas trilhas sonoras se salvam uma ou outra canção digna de ser ouvida, principalmente nas trilhas de "Roustabout", "G.I.Blues" e "Blue Hawaii" mas é muito pouco para quem sustentava a coroa de Rei do Rock'n'Roll. Elvis tinha consciência de tudo isso e começa a perder a paciência com este tipo de pressão, mas na prática não faz nada, fica cada vez mais preso aos contratos que assinou e começa a entrar numa sucessão de filmes de baixa qualidade. Sua carreira começa a entrar em parafuso. O público prestigia, mas começa a perder a paciência com tantos discos ruins, Elvis é superado pelos Beatles, Rolling Stones e por grupos psicodélicos como The Doors.

Em 1964 Elvis gravou aquele que seria talvez o único trabalho de consistência deste período, a trilha de "Viva Las Vegas"; em compensação os trabalhos ruins são em maior número: "Kissin Cousins", "Harum Scarum" e "Paradise, Hawaiian Style" provavelmente nunca passariam no crivo de Sam Phillips. Em 1967 no meio do pântano de trabalhos inconsistentes Elvis lança um disco que vem reafirmar todo o seu talento, o disco gospel "How Great Thou Art" e ganha seu primeiro prêmio Grammy, justamente na pior fase de sua carreira musical, novamente a canção religiosa faz emergir o verdadeiro Elvis. Porém, infelizmente esta segunda fase acaba de forma melancólica com as péssimas trilhas "Speedway" e "Clambake", meros enlatados dos estúdios de cinema.

Anos 70: Elvis on the Road! - Em 1968 começa a terceira fase da carreira de Elvis. Ele faz o especial de TV para a NBC e volta a tocar junto de seus velhos companheiros. O cantor muda novamente de produtor e Felton Jarvis assume a produção de seus discos. Talvez o maior mérito de Jarvis tenha sido deixar Elvis em paz para ele gravar as músicas que quisesse. O sucesso do NBC TV Special faz o rei do rock voltar, em 1969, aos estúdios de Memphis onde ele grava um trabalho que literalmente salvou sua carreira. Estas músicas foram reunidas nos melhores discos da terceira fase de sua carreira : "From Elvis in Memphis" e "From Memphis to Vegas / From Vegas to Memphis".

Elvis monta uma nova banda, com orquestra e acompanhamento vocal completo e volta aos shows ao vivo e às paradas de sucesso. Seus discos começam a trazer os shows do cantor em Las Vegas como "On Stage" e "That's the Way It Is" ou os seus shows em turnês como "Madison Square Garden" e "On Stage in Memphis". Além de todo este pique para cruzar os Estados Unidos de costa a costa Elvis ainda arranja tempo de gravar belos trabalhos de estúdio como "Elvis Country" e "Elvis Now". O Rei do Rock em sua segunda chance caiu de corpo e alma na estrada. Voltou ao seio de seu público e conquistou novamente a todos com o seu enorme talento. Em 1973 Elvis se apresenta ao vivo via satélite para o mundo no show "Aloha From Hawaii", seu último grande momento antes da queda final.

O Elvis dos anos setenta, em pouco lembra o rocker dos anos 50. Elvis começa a cantar um repertório mais romântico, intimista e às vezes até mesmo deprimido. Começa a usar uma coleção de trajes com pedras preciosas e transforma muitos de seus shows em adorações coletivas. Seu lado místico se acentua e Elvis se torna um Deus azteca no palco. Este aspecto religioso e esotérico se reflete na sua música. Seus discos são intercalados com muito country e muitas vezes até mesmo com gospel. Apesar de gravar outro disco gospel "He Touched Me", Elvis sempre achava uma maneira de colocar mais uma canção religiosa em seus discos "não temáticos".

Elvis não segue tendências musicais nos anos 70, seu estilo se torna bastante peculiar, enquanto o rock entra fundo no progressivo com Pink Floyd e outras bandas do gênero, Elvis sequer toma conhecimento deste movimento e prefere seguir gravando as canções de sua preferência musical. Seu público continua fiel a ele, sempre lotando seus shows, mas a partir de 1974 Elvis começa a apresentar os primeiros sinais de seu declínio físico e emocional.

Ofegante, obviamente drogado, Elvis erra as letras e o acompanhamento, cancela shows e começa a aparecer nos meios de imprensa mais por suas atitudes "excêntricas' do que por sua música. O rei começa a morrer artisticamente. Apesar de tudo são desta época bons trabalhos como "Elvis Today" e "Promised Land". Finalmente em 1977, seu debilitado organismo diz basta e Elvis é encontrado morto. Seus últimos discos não são muito relevantes artisticamente falando e perdem muito em comparação a trabalhos de outros artistas do mesmo período, sem falar se o compararmos até mesmo aos outros discos da própria carreira de Elvis. "Moody Blue" é uma colcha de retalhos que traz instantâneos do talento de Elvis em seus momentos finais e "Elvis in Concert", que registra seus últimos shows, é só um documentário triste do fim do Rei do Rock.

Enfim, a discografia de Elvis é igual a ele: fantástico e muitas vezes decepcionante, fenomenal e banal, memorável e esquecível, feroz e cansado, verdadeiro e tremendamente falso. Elvis foi todos ao mesmo tempo e seus discos também o foram. O retrato do homem perfeitamente traduzido em seu trabalho.

Pablo Aluísio.

domingo, 26 de abril de 2009

Elvis Presley - The Final Curtain CD 6

Finalmente chegamos no sexto e último CD dessa coleção "The Final Curtain". Como não poderia deixar de ser aqui temos o último show realizado por Elvis Presley no dia 26 de junho de 1977 na cidade de Indianapolis. Muito já foi dito dessa apresentação. Autores que muito provavelmente jamais o ouviram já disseram abobrinhas como a que ele teria sido fenomenal ou então seu extremo oposto, que teria sido medíocre, com Elvis tropeçando no palco, parando a apresentação para cair no chão logo após, nos bastidores, entre outras inúmeras bobagens. Os jornalistas brasileiros realmente nunca primaram muito pela verdade histórica preferindo o simples sensacionalismo para impressionar os seus leitores. Deixando tudo isso de lado o fato real é que o último concerto de Elvis nem foi excepcional e nem tampouco medíocre. Foi apenas bom, correto e pra falar a verdade um pouco melhor do que seus últimos shows (ele é bem superior do que aquele que foi realizado em Madison, dois dias antes, por exemplo). Há momentos realmente inspirados como "Bridge Over Troubled Water" onde Elvis se esforça para cantar tudo de forma impecável e há momentos fracos, principalmente em seus antigos hits, o que aliás acontecia com habitualidade durante os anos 70.

Como se trata do último show da turnê, Elvis procura se despedir de uma boa maneira. Não há grandes deslizes e nem muitos momentos brilhantes. Segundo alguns autores e biógrafos Elvis chegou muito mal na cidade, alguns afirmando inclusive que ele realmente estava muito doente nesse dia. Se é fato ou não é complicado afirmar qualquer coisa hoje com certeza, o que podemos porém dizer é que ouvindo o show não percebemos nenhum tipo de desconforto por parte do cantor, que parece inclusive muito bem humorado, brincando com seus músicos de palco. Se ele realmente estava mal de saúde soube perfeitamente esconder isso do público ou então estamos na presença de mais uma daquelas histórias que sempre foram carregadas nas tintas. Outro fato chama a atenção: o show teve uma duração maior do que seus costumeiros concertos por essa época. Algo que de certa forma desmente um possível mal estar por parte dele, pois se isso fosse verdade ele simplesmente teria encerrado tudo mais cedo (como fez em Madison). Não foi o que aconteceu. O show é tranquilo, transcorre sem atropelos, nada fora do normal acontece. Depois de se despedir do público Elvis foi imediatamente para seu avião particular Lisa Marie e de lá rumou em direção à Memphis. Essa foi a única coisa mais fora da rotina que aconteceu mas não significa que algo de errado estava acontecendo com ele naquele momento.

Em termos de qualidade sonora não temos muitas novidades. O show em Indianapolis sempre surgiu para os fãs em qualidade Audience, alguns com pouca ou uma mínima qualidade de gravação. Em troca da possibilidade de ouvirmos Elvis Presley em seu último show fomos obrigados a engolir muitos CD desprezíveis nesse quesito. Só para lembrar alguns títulos: Adios - The Final Performance (o primeiro CD com Indianapolis e o mais conhecido também), The Last Show, The Last Farewell, The Last Live Session e The Final Farewell. Nenhum deles satisfazendo qualquer critério de qualidade sonora. Há muitos anos há um boato de que existe um tape em soundboard desse último show. Para alguns esses tapes estariam nas mãos da família de um antigo engenheiro de som que trabalhou para Elvis. Para outros o registro estaria nas mãos de colecionadores europeus e por aí vai. O fato é que o boato tem mais ou menos uns 30 anos e até agora nada surgiu o que nos leva a conclusão de que se trata apenas de uma lenda urbana (que eu gostaria muito que fosse verdade). De qualquer forma, enquanto não surge, ficamos presos a essas gravações que apesar de serem ruins como são nos trazem os últimos momentos do Rei do Rock no local onde ele realmente reinava, o palco.

Elvis Presley - The Final Curtain CD 6
01. Also Sprach Zarathustra
02. See See Rider
03. I Got A Woman/Amen
04. Love Me
05. Fairytale
06. You Gave Me A Mountain
07. Jailhouse Rock
08. O Sole Mio / It's Now Or Never
09. Little Sister
10. Teddy Bear/Don't Be Cruel
11. Release Me
12. I Can't Stop Loving You
13. Bridge Over Troubled Water
14. Introductions
15. Early Morning Rain
16. What'd I Say
17. Johnny B. Goode
18. Introductions Continued
19. I Really Don't Want To Know
20. Introductions Conclusion
21. Hurt
22. Hound Dog
23. Special Thanks By Elvis
24. Can't Help Falling In Love
25. Closing Vamp

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de abril de 2009

Elvis Presley - The Final Curtain CD 5

O quinto CD da coleção The Final Curtain traz um soundboard inédito do show realizado por Elvis na cidade de Madison no dia 24 de junho de 1977. Esse foi o antepenúltimo concerto da vida de Elvis. Isso por si só já chama a atenção. Depois dessa apresentação Presley só pisaria no palco mais duas vezes (sendo que seu último show seria realizado apenas dois dias depois). Por essa razão estamos aqui tratando de um concerto de fim de turnê, com tudo o que de ruim isso possa significar. Cansaço, exaustão, tédio, desinteresse, tudo isso pode abater um artista de 42 anos de idade com muito tempo de estrada. E infelizmente é justamente isso que acontece. Elvis parece não ter mais pique. Soa cansado, entediado, muitas vezes sem a menor vontade de proporcionar aos presentes uma boa apresentação. O velho problema da dispersão ataca o cantor em vários momentos. Ele começa a contar piadas, a falar com seus membros de grupo, a ironizar certos trechos de algumas canções e no meio disso tudo se esquece de cantar corretamente (o que afinal era justamente o que todos esperavam dele).

Embora seja material inédito o consenso geral entre os fãs foi a constatação da má performance do cantor em Madison. Mas não é só. Não podemos esquecer que a qualidade sonora do concerto também deixa muito a desejar. O som soa abafado, distante, parece que a banda está a milhas de distância de Elvis. Os solos de guitarra mais parecem ecos perdidos no fundo de um poço, por exemplo. O show em si é muito curto (embora esteja incompleto) mostrando que Elvis tinha consciência de sua má atuação o que fez encurtar tudo para ir embora logo. Já conhecia a apresentação de Madison pelo péssimo CD Audience "One Night" por isso não me surpreendi muito. Aliás é importante falar que muitos audiences, apesar de suas conhecidas más qualidades sonoras podem muitas vezes, por trazer a energia do público, fazer com que certos shows pareçam ser melhores do que realmente são. É o caso de Madison. O Audience passava a impressão que o show não havia sido tão mal. Depois de ouvir esse novo soundboard finalmente caímos na real de um concerto realmente fraco feito por parte de Presley.

Nessa altura do texto você pode se perguntar: Mas existe algo de bom nesse show de Madison? A resposta é sim. No meio de músicas massacradas pelo cantor (como uma das piores versões que já ouvi de "Jailhouse Rock" e um medley de "Teddy Bear / Don´t Be Cruel" de dar vergonha alheia) Elvis solta pequeninas faíscas de seu grande talento. Isso acontece em poucos momentos, é verdade, mas estão lá. A singela versão de "Earl Morning Rain", por exemplo, me agrada. Essa música tem aquele tipo de melodia que nos cativa. Pena que o som está realmente péssimo! Bem melhor está "I Really Don´t Want To Know" que é a única interpretação acima da média feita por Elvis nessa noite, embora seja tão curtinha que faça pouca diferença no saldo final. De resto muita mediocridade, inclusive duas versões cantadas em solo por Sherril Nielsen (Danny Boy entre elas). Não consigo entender, logo em "Danny Boy" uma das mais belas gravações feitas por Elvis em estúdio ele simplesmente se ausenta e deixa para Nielsen apresentar. Enfim, em conclusão posso dizer que todo e qualquer soundboard inédito é muito bem vindo mesmo que deixe a desejar em termos de performance. Historicamente é válido, apesar dos pesares.

Elvis Presley - The Final Curtain CD 5
01. See See Rider
02. I Got A Woman/Amen
03. Love Me
04. If You Love Me (Let Me Know)
05. You Gave Me A Mountain
06. Jailhouse Rock
07. O Sole Mio/It's Now Or Never
08. One Night
09. Teddy Bear/Don't Be Cruel
10. And I Love You So
11. Danny Boy (S. Nielsen)
12. Walk With Me (S. Nielsen)
13. Love Me Tender
14. Introductions
15. Early Morning Rain
16. What'd I Say
17. Johnny B. Goode
18. Introductions Continued
19. I Really Don't Want To Know
20. Introductions Conclusion
21. Hound Dog
22. Introduction of Vernon Presley
23. Can't Help Falling In Love
24. Closing Vamp

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Elvis Presley - The Final Curtain CD 4

Chegamos ao quarto CD da coleção The Final Curtain. Aqui temos uma boa e uma má notícia. A boa é que podemos finalmente ouvir material realmente inédito com o show gravado em Saginaw no dia 2 de maio de 1977. Muitos (inclusive esse que escreve) só conheciam o concerto pelo sofrível bootleg audience "Springtime in Saginaw". Assim podemos ouvir finalmente em soundboard essa mesma apresentação. Não é um som de qualidade superior, diria até que deixa muito a desejar mas mesmo assim é válido o lançamento. Pena que a performance de Elvis esteja pouco inspirada. Essa é a má notícia. Além do set list de rotina Elvis não leva adiante algumas canções que poderiam se transformar em preciosos momentos (como Trouble de King Creole que ele apenas "brinca" de cantar). Que pena pois uma versão completa do clássico Trouble viria bem a calhar em um momento como esse. Infelizmente tudo fica apenas na vontade. Aliás a cidade de Saginaw é bem conhecida pelos fãs de Elvis uma vez que foi aqui que ele também se apresentou para os trabalhos de parte do especial "Elvis in Concert". Pelo jeito apesar de fraca performance o público gostou o que fez ele retornar depois.

No mais nada de muito relevante acontece durante a apresentação. Elvis surge aqui nesse registro pouco concentrado, disperso, soltando piadinhas em demasia e desinteressado. Para quem gosta de imprevistos e curiosidades que aconteciam no shows de Elvis Presley nos anos 70 há uma falha técnica no microfone do cantor bem no comecinho de "Polk Salad Annie". Como sempre fazia nessas ocasiões Elvis brinca muito com o fato, tira onda e depois reinicia a música (lembra o mesmo problema que surgiu em Las Vegas durante as filmagens de "That´s The Way It Is"). A lamentar apenas que pouco se captou da reação de Elvis no momento da falha do microfone. Como há pouca captação do som ambiente também ficamos momentaneamente em um silêncio incômodo, como se simplesmente a faixa tivesse acabado sem mais nem menos. Para falar a verdade o concerto em si vai acontecendo meio que ao acaso. Elvis parece um pouco fora de tom, deixando passar vários trechos de canções ao perder sua deixa. Uma situação um pouco desanimadora. Vale pelo resgate e pouco além disso.

Para completar o CD os produtores colocaram algumas canções avulsas de quatro concertos diferentes de Elvis realizados em Toledo (23 de abril), Duluth (29 de abril) e Chicago (1 e 2 de maio). Nenhuma novidade nessas faixas. O show de Toledo, por exemplo, já está há bastante tempo disponível no CD 2 do bootleg "Goodbye Memphis", já o concerto de Duluth pode ser conferido no CD "A Day in Duluth". A faixa "My Way" creditada como gravada em Chicago na realidade foi apresentada por Elvis em Toledo, o que demonstra um deslize por parte de quem organizou as canções. Além do mais está mal situada ao lado de outra versão de "My Way" supostamente também gravada na mesma cidade. Como eu já escrevi ao me referir ao outro CD dessa coleção não aprecio mesmo esse sistema de jogar momentos avulsos, misturando músicas de concertos diferentes, num tremendo balaio de gatos. Tudo soa desorganizado, jogado ao acaso. Seria bem melhor que colocassem dois concertos por CD (já que os shows de Elvis também eram curtos em duração). Dessa forma seria bem melhor no quesito organização. Enfim, se fosse definir sinteticamente esse quarto CD da coleção diria que ele é rotineiro, apesar de trazer algum material inédito.

Elvis Presley - The Final Curtain CD 4
01. That's All Right
02. Trouble
03. I Got A Woman/Amen
04. Love Me
05. Happy Birthday To You
06. Hound Dog
07. Trying To Get To You
08. Jailhouse Rock
09. My Way
10. Little Sister
11. Teddy Bear/Don't Be Cruel
12. Help Me
13. O Sole Mio/It's Now Or Never
14. Love Me Tender
15. Why Me Lord
16. Polk Salad Annie/Microphone Change Over
17. Polk Salad Annie
18. Mystery Train/Tiger Man
19. Can't Help Falling In Love
20. Polk Salad Annie
21. Big Boss Man
22. Bridge Over Troubled Water
23. My Way
24. Fairytale
25. My Way

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Elvis Presley - The Final Curtain CD 3

Infelizmente o CD 3 da coleção "The Final Curtain" nada traz de inédito. Basicamente o material é retirado de dois bootlegs bem conhecidos dos fãs de Elvis: "Coming On Strong" (que trazia o show do dia 16 de fevereiro de 1977 em Montgomery) e "Moody Blue and Other Great Performances" (que trazia o concerto realizado no dia 21 de fevereiro de 1977 em Charlotte, uma cidade da Carolina do Norte). Para quem nunca adquiriu esse material antes pode ser bem interessante conhecer essas apresentações que trazem pequenas novidades no set list habitual de Elvis nos anos 70. No show em Montgomery, por exemplo, temos uma muito rara "Where No Stands Alone" do álbum "How Great Thou Art". A canção é executada sobriamente, com basicamente Elvis em capela, acompanhando suavemente por piano e o grupo vocal. De certa forma destoa da versão do estúdio que é naturalmente grandiosa em seus arranjos. Como se trata de uma música religiosa Elvis mantém a concentração e a interpreta corretamente, muito inspirado.

A versão de "Unchained Melody" nesse mesmo concerto também é um ponto alto. Crua, sem os artifícios da versão de estúdio que conhecemos do álbum oficial Moody Blue a música revela uma interpretação natural, sem firulas mas também extremamente inspirada. Curiosa a inclusão dessa canção nos shows de Elvis em 1977, uma vez que de maneira geral Elvis vinha seguindo uma seleção musical em suas apresentações que não trazia novidades. Parecia até que ele não queria mais suar tanto a camisa. Felizmente isso caiu por terra pela inclusão de canções como essa que exigiam bem mais dele, tanto do ponto de interpretação vocal como instrumental, uma vez que ele fazia questão de tocar a música ao piano.

Do show seguinte, Charlotte, a grande novidade é a apresentação ao vivo de "Moody Blue". A música gravada em Graceland tinha boa melodia, letra e era uma bela novidade no repertório do cantor. Além disso tinha uma pegada bem anos 70 o que a tornava potencialmente candidata a virar hit nas rádios, coisa que vinha faltando a Elvis ultimamente. Assim em um raro esforço em mostrar novidades no palco Elvis a apresentou aqui nesse concerto. A execução mostra vacilos tanto por parte de Elvis como da banda, o que é normal em se tratando de uma música nova, grande novidade para eles que vinham numa espécie de controle remoto, cantando e tocando quase sempre as mesmas músicas. O fato porém é que mesmo com esses pequenos problemas "Moody Blue" é uma preciosidade para os fãs do cantor, uma vez que não se sabe bem o porquê Elvis literalmente abandonou a música nos shows seguintes. Como é rara seu valor é maior. O resto do material é de rotina. Em termos de performance ele não está particularmente brilhante mas também fica muito longe do medíocre. No final das contas esses registros afastam de certa forma a visão melodramática de um Elvis caindo no palco em seus últimos concertos, coisa que definitivamente não é verdade. Ele estava lá, trabalhando de forma digna, na média, com pequenos espasmos de brilhantismo, o que é normal para todo e qualquer artista de sua idade.

Elvis Presley - The Final Curtain CD 3
01. You Gave Me A Mountain
02. O Sole Mio/It's Now Or Never
03. Little Sister
04. Teddy Bear/Don't Be Cruel
05. My Way
06. Polk Salad Annie
07. Hurt
08. Hound Dog
09. Elvis Talks/Striptease
10. Where No One Stands Alone
11. Unchained Melody
12. Can't Help Falling In Love/Closing Vamp
13. Are You Lonesome Tonight
14. Reconsider Baby
15. Love Me
16. Moody Blue
17. You Gave Me A Mountain
18. Jailhouse Rock
19. O Sole Mio/It's Now Or Never
20. Little Sister
21. Teddy Bear/Don’t Be Cruel
22. My Way
23. Release Me
24. Hurt
25. Why Me Lord

Pablo Aluísio.