quinta-feira, 31 de julho de 2014

Drácula - O Vampiro da Noite

Título no Brasil: Drácula - O Vampiro da Noite
Título Original: Dracula
Ano de Produção: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: Hammer Film Productions
Direção: Terence Fisher
Roteiro: Jimmy Sangster, baseado na obra de Bram Stoker
Elenco: Peter Cushing, Christopher Lee, Michael Gough

Sinopse:
Drácula (Christopher Lee) é um misterioso conde que resolve se vingar de Jonathan Harker, um jovem que consegue sobreviver a um ataque do vampiro em seu castelo. De volta à grande cidade, Drácula pretende destruir toda a família de Harker mas antes terá que enfrentar o professor e pesquisador Van Helsing (Peter Cushing), um estudioso da existência de seres da noite como o famigerado nobre Drácula.

Comentários:
Esse filme é um verdadeiro marco do cinema de terror inglês. Foi o primeiro de Christopher Lee no papel do conde Drácula e um dos maiores sucessos de bilheteria da produtora Hammer Film Productions que iria se especializar em fitas de horror nos anos seguintes (com ótimos resultados, é bom frisar). Para quem está acostumado com os vampiros do cinema da atualidade o filme certamente trará algumas belas surpresas. O Drácula de Lee não é um ser romântico, charmoso, em busca de belas donzelas para conquistar seu amor adolescente. Pelo contrário, ele é um monstro apenas, quase sem diálogos, que ataca nas noites escuras sem qualquer sutileza. Ele está em busca de sangue e vingança e nada mais do que isso. Tudo realizado no meio de uma Londres nebulosa e sombria. Por falar nisso a direção de arte do filme é um primor, com cenários góticos e um clima sórdido muito eficiente. Peter Cushing como Van Helsing também é outro ponto positivo da produção. Em suma, um clássico absoluto que até hoje diverte e empolga. Um filme essencial na coleção de todo fã de filmes de terror.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Drácula - A História Nunca Contada

Título no Brasil: Drácula - A História Nunca Contada
Título Original: Dracula Untold
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Gary Shore
Roteiro: Matt Sazama, Burk Sharpless
Elenco: Luke Evans, Dominic Cooper, Sarah Gadon

Sinopse:
Vlad (Luke Evans) passou longos anos como escravo das tropas do sultão. Agora livre e reinando em seu feudo ele é novamente coagido a entregar mil de seus mais sadios jovens para lutar nas tropas do filho do mesmo sultão que o escravizou no passado. Até seu próprio filho deve ser enviado. Desesperado, ele começa a pensar numa forma de enfrentar os muçulmanos no campo de batalha e acha a solução em uma criatura da noite, um vampiro, que habita uma caverna numa montanha isolada da região. Para vencer o califado ele está disposto até mesmo a vender sua alma ao diabo.

Comentários:
Logo quando eu tomei contato com a ideia desse roteiro fiquei empolgado. Como se sabe o personagem Drácula foi inspirado na figura real de Vlad III, Príncipe da Valáquia, ou Vlad Tepes, o empalador. Nobre cristão que deteve os avanços das tropas muçulmanas em direção à Europa. Ele ficou historicamente célebre por causa do tratamento cruel e desumano que aplicava aos inimigos no campo de batalha. Vlad empalava os soldados que ousassem lhe enfrentar. No século XIX o escritor Bram Stoker acabou usando sua biografia como uma das fontes de inspiração para seu famoso livro, "Drácula". É justamente nessa fusão de personagem da história e da literatura que esse roteiro foi escrito. Pena que nada foi aproveitado desse rico manancial de ideias. Ao invés de contar uma história que unisse aspectos da vida real com as ideias de Stoker, o filme simplesmente optou por ser o mais comercialmente possível, fazendo todos os tipos de concessões ao chamado cinemão pipoca americano. Em vista disso se perdeu completamente seu potencial. Para piorar o ator que interpreta Drácula, Luke Evans, é fraco e sem expressão. Some-se a isso o enredo que tenta o tempo todo criar vínculos com a saga de "O Senhor dos Anéis" e você terá uma amostra de como tudo soa equivocado e desperdiçado. Pelo visto a história das origens de Drácula continuará a não ser contada, pelo menos do jeito certo que todos esperam.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Elvis Presley - FTD Burbank 68 - Parte 2

Fruto da mente de Steve Binder o NBC TV Special era inovador, brilhante e destoava completamente do que Elvis vinha apresentando naquela época. Só o fato de haver uma preocupação genuína com a qualidade do material apresentado já demonstrava um grande sinal de mudanças na carreira de Elvis. Aliado a tudo isso havia um produtor independente cuidando de tudo, ignorando os absurdos sugeridos de Tom Parker e que conseguia manter uma linha de diálogo franco e aberto com o cantor. Steve Binder, ao contrário de várias pessoas ao redor de Elvis, não procurava esconder nada e era de uma franqueza atroz para com ele. Binder deixou claro para o astro que seus filmes eram muito ruins, que as músicas das trilhas eram péssimas e que Elvis deveria se agarrar ao seu passado glorioso dos anos 50 como forma de tentar reerguer seu legado, claro tudo isso sem ignorar o fato de que deveria apresentar um novo repertório com músicas relevantes e de qualidade.

Seu propósito de dar um choque de realidade em Elvis foi tamanho que ele mesmo levou o cantor para andar ao seu lado nas ruas adjacentes ao estúdio para demonstrar a Elvis como o mundo lá fora havia mudado, como ele poderia andar tranqüilamente entre as pessoas que ninguém iria dar bola. Elvis ficou tão surpreso com a proposta que foi com Binder dar uma volta nas redondezas e lá presenciou a queda de seu popularidade. Pensando que seria rasgado pelos transeuntes ou então teria que sair correndo por um acesso de tietagem por parte de fãs, tudo o que Elvis conseguiu naquela tarde foi ser completamente ignorado pelas pessoas que simplesmente passavam por ele, sem dar a mínima para o ex-Rei do Rock. Depois dessa experiência reveladora Elvis finalmente viu sua ficha cair. Isolado durante anos Elvis ainda pensava que era o furacão dos anos 50, o super astro. Sendo que na realidade a geração flower power dos anos 60 não dava a mínima para ele e sua música ultrapassada, com suas trilhas sonoras pra lá de ruins. Os jovens estavam em outra, curtindo uma revolução cultural sem precedentes e definitivamente Elvis Presley não fazia parte daquele momento fantástico dos costumes, da música e do cinema. Elvis estava por fora, completamente.

Ao entendermos completamente o contexto histórico em que o NBC TV Special foi realizado tomamos consciência de sua importância. Foi o evento que trouxe Elvis do mundo dos mortos, como bem foi escrito na época pela imprensa. Era a volta de um mito que naquele momento nada mais era do uma lenda viva sem mais nenhuma importância para a geração que gozava de uma liberdade cultural que afinal era proveniente do trabalho que o próprio Elvis havia desenvolvido nos anos 50 ao lado dos pioneiros do Rock. Porém se havia sido o Big Bang de todo esse movimento Elvis em 1968 não passava de um grande, enorme e constrangedor buraco negro.

Esse histórico e essencial especial de TV já foi revisitado em vários lançamentos, inclusive um que será lançado ainda nesse ano prometendo ser o box definitivo sobre esse grande momento da carreira de Elvis. Porém o que torna Burbank 68 interessante é o fato de ter sido o primeiro título do selo Follow That Dream (FTD). Esse projeto que começou timidamente a dar os primeiros passos com esse CD, logo se tornou o mais completo plano de resgate da discografia de Elvis nos tempos atuais. Com títulos inéditos trazendo shows ao lado de lançamentos completos de seus álbuns oficiais, o selo FTD vem trazendo a cada ano material de primeira qualidade, deixando sempre o nome de Elvis em destaque e não deixando a chama de seu talento se apagar.

Em termos de qualidade sonora o CD deixa um pouco a desejar. Não que isso seja um defeito do título em si mas sim um problema de todo o material que foi gravado para esse especial. Talvez por ter sido um projeto feito para a TV, o especial não foi tão cuidadosamente gravado como deveria ter sido em termos de sonorização e qualidade sonora. O próprio LP oficial do programa que foi lançado na época já trazia todos esses problemas. Mas deixando de lado esses pequenos detalhes técnicos o que temos é um cantor no auge de sua forma vocal, com um timing perfeito para o programa televisivo. Além disso não podemos esquecer que o Burbank 68 é focado inteiramente nos ensaios realizados por Elvis no dia 25 de junho, o que torna o ambiente bem descontraído e informal afastando ainda mais qualquer traço de profissionalismo exarcebado que poderia supor o ouvinte antes da primeira audição. Com isso a falta de uma qualidade sonora mais rigorosa acaba casando perfeitamente com o clima dos registros em si.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Elvis Presley - Love Letters / Come What May

No meio de tantas trilhas sonoras e filmes ruins a carreira de Elvis começou a renascer discretamente no lançamento de singles, alguns desprezados pela própria RCA que não os divulgava adequadamente. Aqui surgia novamente o Elvis Presley puramente cantor, sem as amarras de Hollywood. Para os fãs o primeiro sinal de que algo bom ainda poderia surgir da carreira de Elvis pintou nas lojas em junho de 1966. Foi nesse mês que a RCA Victor lançou o single "Love Letters / Come What May", considerado por muitos o melhor single de Elvis naquele ano, pois contava com as duas ótimas músicas gravadas em maio de 1966.

Olhando para trás fica complicado mesmo entender a falta de visão das pessoas que controlavam a carreira de Elvis. Ora, se as trilhas sonoras eram ruins e os filmes verdadeiras palhaçadas, por que insistir em algo que não estava dando certo? Por outro lado quando Elvis entrava em estúdio apenas como cantor, gravando material de qualidade, tudo acabava dando certo. Por que esse lado bom de sua carreira continuava a ser ignorado?

Em maio de 1966 Elvis entrou em estúdio e fez uma bela sessão. Seis canções convencionais e inéditas foram gravadas nessa ocasião, algumas demonstrando que o talento de Elvis ainda continuava intacto e que tudo o que ele precisava mesmo naquele momento era de material com um mínimo de qualidade. "Down In The Alley", "Tomorrow Is A Long Time" (a famosa canção de Bob Bylan), Love Letters (a versão original e não a regravação que deu origem a um disco de Elvis nos anos 70), "Beyond The Reef", "Come What May" e "Fools Fall in Love" mostravam que Elvis estava vivo e respirando, mesmo que com dificuldades. Essas seis canções, se tivessem sido lançadas em um disco normal, teriam amenizado e muito a crise musical e artística da carreira de Elvis.

Mas infelizmente os executivos da RCA não souberam aproveitar. O single "Love Letters / Come What May", não contou com o mínimo de publicidade mas mesmo assim alcançou uma razoável posição entre os mais vendidos nos EUA (19º lugar) e um ótimo sexto lugar na Inglaterra! Aos poucos Elvis Presley estava finalmente renascendo das cinzas.

Pablo Aluísio. 

Prince - Sign 'o' the Times

Título no Brasil: Prince - Sign 'o' the Times
Título Original: Sign 'o' the Times
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Prince, Albert Magnoli
Roteiro: Prince, Albert Magnoli
Elenco: Prince, Sheila E., Sheena Easton

Sinopse:
Documentário Musical da Turnê internacional "Sign 'o' the Times" do cantor Prince durante os anos 1980. O registro capta o artista americano se apresentando em Minnesota e na cidade holandesa de Rotterdam na Holanda. Momentos de bastidores e palco, com a visão muito particular de Prince, aqui também creditado como diretor.

Comentários:
Já que estamos falando de documentários de artistas pop dos anos 1980 como Madonna vale lembrar desse filme que chegou a ser lançado em vídeo no Brasil. Na década de 80 Prince era ao lado de Madonna e Michael Jackson um dos mais populares cantores americanos. Como convinha a artistas daquela época ele também exagerava nas poses e nos figurinos bizarros - até sua guitarra era ao estilo vitoriano, por mais esquisito que isso possa parecer. Por baixo de todas as plumas e paetês porém se esconde um bom compositor e um artista bem interessante, que experimentou e ousou ir além de seus principais concorrentes naquele período. Como diretor de documentários Prince também procurou ser diferente, o resultado é ora intrigante, ora experimental demais. No final das contas o que se destaca mesmo é sua música, essa sim valiosa para os que desejam conhecer melhor aquela fase do pop americano. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Elvis Presley - FTD Burbank 68 - Parte 1

Elvis Presley estava acabado artisticamente em 1968. Seus discos não freqüentavam mais a lista dos mais vendidos e seus filmes já tinham passado da fase de sofrer críticas implacáveis por sua ruindade à toda prova e eram agora simplesmente ignorados, tanto pela crítica especializada quanto pelo público. Elvis em 1968 era um artista que nem mais era ouvido pelos jovens, que na realidade apenas tinham ouvido falar dele como um grande astro que fez muito sucesso na década anterior mas que já era, um nome importante no nascimento do Rock ´n´ roll mas que agora não passava de um tolo que estrelava filmes completamente ridículos que ninguém mais dava bola.

Elvis Presley estava morto e enterrado, um artista que era ouvido apenas por um seleto grupo de fãs leais que havia ficado ao seu lado, mesmo sendo massacrados ano após ano por uma sucessão de projetos patéticos que fariam vergonha até mesmo a Ed Wood. A carreira de Elvis Presley tinha virado uma piada que não tinha mais a menor graça. A pergunta que todos faziam nessa época era se o outrora aclamado Rei do Rock não passava de um projeto de marketing das gravadoras, um artista fabricado, que só fez sucesso e emplacou vários sucessos porque era um branco boa pinta que simplesmente roubara a cultura negra e a utilizou em seu favor, passando a perna na riqueza cultural afro-americana. Seria isso mesmo? Elvis Presley era uma farsa da indústria musical?

Não havia a menor dúvida que Elvis se encontrava em uma das fases mais delicadas de sua carreira. Ao trocar a música pelo cinema no começo dos anos 60 Elvis colocou seu prestígio como músico em xeque mate, virando um astro canastrão de filmes sem nenhuma importância e agora pagava o preço por ter tomado uma decisão tão equivocada como essa. O jogo finalmente havia chegado em seu final? Haveria saída para Elvis nesse tormentoso momento de sua vida profissional? A saída obviamente passava longe da tela grande dos cinemas, já que foi ali que ele entrou definitivamente em declínio profundo. Sua salvação seria certamente se utilizar de uma mídia de grande poder para lembrar a todos do imenso talento desse artista que, apesar de tudo, ainda estava lá pronto para lutar e reinvidicar seu trono. Era antes de tudo uma forma de deixar claro a todos que Elvis não havia morrido completamente, que ele apenas tinha sido afogado num pantanoso mar de projetos de quinta categoria, o lançando num injusto obscurantismo artístico. Se andava sendo ignorado nos cinemas, com bilheterias cada vez mais murchas, certamente ele não passaria despercebido na TV norte-americana, onde literalmente entraria na casa de todos para cantar (e tocar) seus grandes sucessos e mostrar que ele não estava irremediavelmente morto, que seu talento estava intocável e que seu sumiço das paradas nada mais era do que um fruto mais do que amargo da péssima administração de sua carreira ao longo dos anos.

O CD Burbank 68 captura Elvis nesse momento decisivo de sua vida e mostra os bastidores do especial que literalmente salvou seu pescoço. O especial para a TV NBC foi a tábua de salvação para o cantor que procurava desesperadamente por um projeto que não fosse descartável, tolo e infantil, como a maioria de seus filmes dos anos anteriores. Um projeto em que ele pudesse mostrar novamente ao povo americano seu talento, seu pique nos palcos, sua vontade de interpretar seus velhos sucessos ao mesmo tempo em que mostrava novas canções antenadas com os novos tempos. Uma forma de afirmar a todos que ainda estava vivo, artisticamente falando.

O Elvis que emerge desses registros é um artista extremamente carismático, talentoso e com domínio total sobre o publico. Nada poderia ser mais distante do entediado astro de produções B que literalmente passeava entre a maioria das cenas de seus filmes "linha de produção industrial" daqueles tempos. Um astro genuíno, não um produto de marketing vendido e plastificado para o gosto da acomodada classe média de Tio Sam. Um astro de verdade, não uma paródia de si mesmo. Um interprete de belas canções, não um idiota cantando para ostras e tartarugas como ele próprio gostava de brincar ao se referir aos seus anos em Hollywood. O verdadeiro Elvis Presley estava de volta!

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Quando os Brutos se Defrontam

Título no Brasil: Quando os Brutos se Defrontam
Título Original: Faccia a faccia
Ano de Produção: 1967
País: Itália, Espanha
Estúdio: Arturo González Producciones
Direção: Sergio Sollima
Roteiro: Sergio Donati
Elenco: Tomas Milian, Gian Maria Volonté, William Berger

Sinopse:
Brad Fletcher (Gian Maria Volonté) é um pacato professor de história, que dedicou toda a sua vida para estudar e ensinar,
que casualmente vem a conhecer um bandoleiro e pistoleiro que acaba chamando sua atenção. Inspirado pela vida cheia de histórias fantásticas e aventuras dele, o professor decide ele próprio seguir os passos do fora da lei, se tornando também um rei do gatilho.

Comentários:
Mais um Spaghetti Western muito bem visto pela crítica. Aqui temos o talento do subestimado ator Gian Maria Volonté. Ele interpreta esse professor inglês que sofrendo de tuberculose procura por uma região de clima mais adequado para sua doença e acaba indo parar no oeste, onde encontra todos aqueles tipos que povoavam a mitologia do western americano. Lá sua vida acaba sofrendo uma reviravolta completamente inesperada. Um crítico americano escreveu no lançamento do filme nos Estados Unidos que essa obra era uma "glorificação do lado escuro da alma humana". Eu não chegaria a tanto, mas reconheço os inegáveis méritos de um faroeste italiano que procura ser algo mais do que apenas um festival de tiroteios entre mocinhos e bandidos. Antes de encerrar a resenha é bom salientar que a trilha sonora é do mestre Ennio Morricone, o que já garante a metade da qualidade do filme como um todo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Marrocos

Título no Brasil: Marrocos
Título Original: Morocco
Ano de Produção: 1930
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Josef von Sternberg
Roteiro: Jules Furthman, Benno Vigny
Elenco: Gary Cooper, Marlene Dietrich, Adolphe Menjou

Sinopse:
Mademoiselle Amy Jolly (Marlene Dietrich) é uma cantora de cabaré que acaba se envolvendo amorosamente com um legionário americano, Tom Brown (Gary Cooper). O romance porém precisará superar vários obstáculos, entre eles o interesse de um homem rico em relação a Amy. Filme indicado a quatro Oscars nas categorias de Melhor Atriz (Marlene Dietrich), Melhor Direção (Josef von Sternberg), Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

Comentários:
Um romance épico que investe em um casal formado por Gary Cooper e Marlene Dietrich. Confesso que não achei muito boa a química entre o astro americano e a estrela alemã. Marlene Dietrich tinha um estilo que para muitos poderia ser considerado frio e esnobe. Em contrapartida Gary Cooper sempre se dava melhor interpretando o típico herói americano de bom coração. Mesmo com esse pequeno problema o filme certamente não decepciona, fruto em grande parte do brilhante trabalho do cineasta austríaco Josef von Sternberg (1894 - 1969) que foi para Hollywood por causa da guerra que devastava sua terra natal. Na capital do cinema ele foi considerado um verdadeiro mestre, trazendo a elegância do cinema europeu para a indústria americana. O resultado tenta justamente isso, uma tentativa de fazer algo mais sofisticado, sem deixar de lado o sucesso comercial de lado. 

Pablo Aluísio.

Os Violentos Vão Para O Inferno

Título no Brasil: Os Violentos Vão Para O Inferno
Título Original: Il mercenario
Ano de Produção: 1968
País: Itália, Espanha
Estúdio: Produzioni Europee Associati (PEA)
Direção: Sergio Corbucci
Roteiro: Giorgio Arlorio, Adriano Bolzoni
Elenco: Franco Nero, Jack Palance, Tony Musante

Sinopse:
Na fronteira entre Texas e México domina um poder corrupto e opressor, principalmente em relação aos mexicanos, tratados como cidadãos de segunda classe, sem quaisquer direitos. Diante dessa situação um líder revolucionário, saído do meio da classe mineradora, Paco (Tony Musante), resolve contratar um mercenário europeu violento, Sergei (Franco Nero). Para combater o levante popular um pistoleiro assassino também é contratado, o cruel Curly (Jack Palance).

Comentários:
Sergio Corbucci foi um dos mais importantes e influentes cineastas do auge do chamado Western Spaghetti. Aqui está aquele que é considerado um de seus melhores filmes. Os destaques começam logo no elenco, ótimo por sinal, liderado pelos carismáticos Franco Nero (o eterno Django) e Jack Palance (dando um tempo em Hollywood para trabalhar no cinema europeu). O roteiro é clássico, com dois personagens centrais que passam o enredo todo se provocando para finalmente acertarem contas em um duelo ao velho estilo. No meio de tudo há o contexto histórico da revolução mexicana, muito bem retratada e mostrada na película. Some-se a isso o estilo spaghetti, com todos os seus elementos mais importantes e característicos em cena e você terá uma diversão e tanto - um filme que apesar dos anos ainda não envelheceu.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Marlon Brando - O Primeiro Rebelde

James Dean entrou para a história como o grande rebelde do cinema americano, o maior de todos os tempos. Até o roqueiro Elvis Presley que viria a surgir muitos anos depois, também seria associado a um rebelde, tal como fora Dean antes dele. Todos eles tiveram grande importância dentro da chamada nascente cultura jovem americana que teve seu auge nos anos 1950. O fato real porém é que nenhum deles foi o original nesse estilo de ser.

O primeiro rebelde de Hollywood e da cultura pop foi mesmo Marlon Brando. Ele ditou uma forma de ser única, que ninguém ainda havia visto antes na capital do cinema antes de seu surgimento. O próprio Brando foi rebelde desde os primeiros anos de sua vida. Era algo natural de sua personalidade. Mesmo nas escolas por onde passou ele aprontou e muito. Odiava disciplina e seguir ordens. Fazia pouco das convenções sociais e não ligava para regras de comportamento. Agir assim naqueles anos era algo que chocava as pessoas.

A imagem do jovem rebelde, de casaco de couro, óculos escuros, andando com uma moto possante pelas madrugadas foi criada por Marlon Brando e isso não foi uma invenção de marketing dos estúdios ou algo parecido. Era o próprio jeito de ser do ator. Brando não ligava para a moda, estava sempre vestido de forma muito simples, com camisetas brancas e sua moto era praticamente sua segunda pele, companheira constante.

Ele não dava bola para eventos sociais e desdenhava prêmios como o Oscar. Para Brando a arte não era uma competição e categorias como "Melhor Filme" ou "Melhor Ator" eram absurdas pois não havia como medir que obra de arte seria melhor do que a outra. Por ser um cara tão anti convencional Brando acabou fazendo escola. O próprio James Dean era obcecado pela personalidade de Brando e esse por sua vez foi grande influência para o primeiro grande mito do rock americano, Elvis Presley.

O curioso é que Brando não tinha boa impressão de nenhum de seus "seguidores". Para Marlon o jovem James Dean apenas procura lhe imitar, ou imitar aquilo que ele achava que era o verdadeiro jeito de ser do ator. Já sobre Elvis, Brando tinha uma visão bem mais crítica. O achava sem qualquer talento como ator, apenas um cantor que era explorado pelo cinema e nada mais. Pelo visto o rebelde Brando não poupava ninguém, nem mesmo seus dois mais famosos seguidores.

Pablo Aluísio.

Duro de Matar 4.0

Título no Brasil: Duro de Matar 4.0
Título Original: Live Free or Die Hard
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Len Wiseman
Roteiro: Mark Bomback
Elenco: Bruce Willis, Justin Long, Timothy Olyphant

Sinopse:
John McClane (Bruce Willis) e um jovem hacker resolvem unir forças para combater um cyber terrorista que planeja colocar no caos completo o complexo sistema de segurança nacional localizado em Washington D.C. Quarto filme da série "Duro de Matar". Filme indicado aos prêmios da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias Melhor Filme de Ação e Melhor Ator Coadjuvante (Justin Long).

Comentários:
Quarto filme da franquia "Die Hard", bem mais turbinado com efeitos digitais de última geração e extremamente exagerado em tudo. Eu particularmente não gostei muito dessa guinada em relação aos filmes anteriores, que eram bem realizados também, mas que não perdiam muito o foco na personalidade do policial John McClane, que parecia muito mais humano do que os demais personagens de filmes de ação. Curiosamente agora ele virou um herói de action movie dos mais genéricos, sem personalidade, sem carisma, apenas um monte de músculos indestrutível, tal como acontecia nos mais rasos filmes dos anos 80. O fato de tudo girar agora apenas em torno dos efeitos e das cenas de ação mais absurdas, estraga ainda mais o resultado final. Ao sair do cinema a impressão que temos é que assistimos a um videogame e não a um filme com roteiro, atuação, direção, etc. Se for tudo apenas para isso, é bem melhor ficar em casa jogando mesmo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Desejo de Matar 2

Título no Brasil: Desejo de Matar 2
Título Original: Death Wish II
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Films
Direção: Michael Winner
Roteiro: David Engelbach, Brian Garfield
Elenco: Charles Bronson, Jill Ireland, Vincent Gardenia

Sinopse:
Cidadão comum, pacato arquiteto, não consegue superar o trauma da morte de sua família (eventos mostrados no primeiro filme da franquia). Assim acaba descobrindo que um grupo de punks esteve envolvido na morte de sua filha. Sem pensar duas vezes ele resolve se armar com pistolas de grande calibre para passar fogo em todos aqueles marginais, verdadeiras escórias da sociedade.

Comentários:
Segundo filme da saga do justiceiro Paul Kersey, que acabou se tornando o personagem mais famoso e popular da carreira do ator Charles Bronson. Como se sabe o primeiro filme causou um certo debate sobre a validade da justiça feita pelas próprias mãos. Essa sequência já não tem mais nenhuma preocupação em levantar qualquer tipo de bandeira sobre isso, se contentando em disponibilizar ao público um filme de ação bem realizado, com bem movimentadas cenas de confronto entre o arquiteto interpretado por Brando (representando a indignação do homem comum, honesto) contra os jovens punks (que estão ali para materializar tudo o que está errado dentro da sociedade corrompida por valores destrutivos). Quem acaba ganhando no final são os próprios fãs de Charles Bronson, que certamente não terão do que reclamar. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 27 de julho de 2014

Horror Em Amityville

Título no Brasil: Horror Em Amityville
Título Original: The Amityville Horror
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Andrew Douglas
Roteiro: Scott Kosar, Jay Anson
Elenco: Ryan Reynolds, Melissa George, Jimmy Bennett

Sinopse:
George e Kathy Lutz e seus três filhos resolvem se mudar para uma casa que no passado foi o local de um assassinato horrível de toda uma família. O local ficou infame depois da chacina, com fama de ser mal assombrado, mas os Lutz não acreditam nesse tipo de coisa. Com o tempo porém a casa começa a emitir estranhas vibrações, mudando inclusive o comportamento de George. O que segue depois são 28 dias de puro terror para aquela família.

Comentários:
A intenção não era apenas realizar um remake com o conhecido enredo que foi explorado exaustivamente na franquia original Amityville, mas sim tentar realizar um novo filme, independente dos demais. Se era esse o objetivo a ser alcançado só o foi em termos. Na realidade fica impossível tentar um recomeço após tantos filmes. De qualquer maneira não é de todo mal, na verdade pode ser até mesmo uma produção válida e não uma oportunidade completamente perdida de revitalizar esse mito da sombria casa onde toda aquela família foi morta naquela terrível chacina. Se a direção de arte e o roteiro são bons o mesmo não se pode dizer do elenco. Infelizmente Ryan Reynolds continua muito fraco. Em seus momentos cruciais na trama, quando tem que realmente mostrar serviço, ele falha a olhos vistos. No geral não deixa de ser um bom filme de horror, embora deixe a desejar em determinados aspectos como esse citado. Como não fez sucesso suficiente, possa ser que não haja mais produções explorando Amityville. Curiosamente a história que deu origem a tudo - com a morte da família e seus desdobramentos - ainda não foi devidamente explorada pelo cinema.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Lobo do Mar

Título no Brasil: O Lobo do Mar
Título Original: The Sea Wolf
Ano de Produção: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Jack London, Robert Rossen
Elenco: Edward G. Robinson, Ida Lupino, John Garfield

Sinopse:
'Wolf' Larsen (Edward G. Robinson) é um veterano capitão naval que precisa lidar com uma tripulação que não consegue ser tão disciplinada e organizada  quanto ele queria. O choque de opiniões e visões acaba transformando sua embarcação em um barril de pólvora prestes a explodir. Filme indicado ao Oscar na categoria Melhores Efeitos Especiais (Byron Haskin e Nathan Levinson).

Comentários:
Edward G. Robinson foi um astro improvável em Hollywood. Cara de poucos amigos ele se tornou célebre por causa dos filmes de gangsters que estrelou. Aqui ele embarca em um gênero um pouco diferente, um filme que mescla aventura e características de cinema noir que o tornam bem diferenciado em relação aos chamados "filmes de mar" daquela época. Enquanto a maioria dos grandes filmes que mostravam aventuras no oceano investiam em estórias sobre marinheiros e capitães valorosos, íntegros e heróis, "The Sea Wolf" aposta em um protagonista nada amistoso e nem charmoso, na realidade um sujeito considerado até mesmo asqueroso por todos os seus subordinados. A fita foi dirigida pelo grande mestre da sétima arte Michael Curtiz (1886 - 1962) que pouco mais de um ano depois iria dirigir sua maior obra prima, "Casablanca" com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, naquele que seria considerado um dos maiores filmes de todos os tempos.

Pablo Aluísio.

Por um Caixão Cheio de Dólares

Título no Brasil: Por um Caixão Cheio de Dólares
Título Original: Per Una Bara Piena di Dollari
Ano de Produção: 1971
País: Itália, Espanha
Estúdio: Elektra Film
Direção: Demofilo Fidani
Roteiro: Demofilo Fidani, Tonino Ricci
Elenco: Klaus Kinski, Jack Betts, Gordon Mitchell, Ray Saunders

Sinopse:
Veterano da Guerra Civil volta para casa depois de muitos anos de luta no campo de batalha. Quando chega em sua fazenda encontra toda a sua família morta e a propriedade completamente destruída. Não tarda para que, armado até os dentes, ele parta para uma vingança contra todos aqueles que cometeram aquele crime horrendo.

Comentários:
Western Spaghetti que aposta na estranha figura do ator Klaus Kinski. Com cabelos loiros longos e despenteados ao vento, cara de sociopata e olhos esbugalhados, sua figura se mostrava ideal para o estilo mais cru do faroeste italiano. Aqui o próprio diretor Demofilo Fidani usou o nome artístico de Miles Deem para assinar a produção. É um filme extremamente violento e seco. Como foi realizado no começo dos anos 70 já não havia a preocupação de amenizar as cenas mais violentas, e como o próprio cinema italiano estava passando por uma fase de realismo a coisa toda desanda logo para o festival de sangue e tripas típicas dessas produções mais hardcore. No final tudo não passa de mera desculpa para tiroteios e duelos dos mais diversos que você possa imaginar. Se você gosta de faroeste Spaghetti pode ser uma opção interessante.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Desejo de Matar 3

Título no Brasil: Desejo de Matar 3
Título Original: Death Wish 3
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Group
Direção: Michael Winner
Roteiro: Don Jakoby, Brian Garfield
Elenco: Charles Bronson, Deborah Raffin, Ed Lauter

Sinopse:
O arquiteto e justiceiro Paul Kersey (Charles Bronson) vai para Nova Iorque para vingar a morte de um amigo policial, causada por uma violenta quadrilha de bairro. Agora, armado com um poderoso equipamento bélico, ele está decidido a livrar as ruas daquela marginália infecta.

Comentários:
Terceiro e considerado o mais violento exemplar da franquia "Death Wish 3". A premissa é praticamente a mesma de todos os demais filmes da série. Alguma pessoa próxima a Kersey é assassinada e ele não encontra respostas do sistema legal em punir os criminosos. Assim resolve agir com as próprias mãos, aplicando aquilo que entende ser o mais justo possível. Nesse exemplar realizado nos anos 80, onde todos os filmes pareciam competir entre si para ser o mais violento, Bronson chega a utilizar um lançador de mísseis para detonar os bandidos!!! Como se trata mais uma produção da Cannon a sutileza certamente foi deixada de lado completamente. Já Charles Bronson continua em seu tipo habitual, personagem de poucas palavras e muita ação! Nesse exemplar da série ele mata mais gente do que em praticamente todos os dois filmes anteriores - virando literalmente um exterminador de bandidos urbanos. Ecos de uma época em que os filmes de ação dominavam as bilheterias em Hollywood.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Na Cama Com Madonna

Título no Brasil: Na Cama Com Madonna
Título Original: Madonna - Truth or Dare
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax Films
Direção: Alek Keshishian
Roteiro: Alek Keshishian, Madonna
Elenco: Madonna, Donna DeLory, Niki Harris

Sinopse:
Musical em forma de documentário que acompanha a popstar Madonna em sua turnê mundial 'Blond Ambition' durante os anos 1990. O filme capta Madonna nos palcos, nos bastidores, ensaios e toda a comoção causada por sua presença nos principais estádios por onde passou nessa sua vitoriosa excursão internacional. Filme indicado ao prêmio da National Society of Film Critics Awards na categoria de Melhor Documentário.

Comentários:
Produção que alcançou um grande sucesso em seu lançamento no começo dos anos 1990. Madonna, no auge de sua popularidade, desfila em cena, tentando mostrando como ela se comportava nessas turnês enormes e milionárias. Usando um visual em homenagem ao mito Marilyn Monroe, ela aproveita para alimentar ainda mais polêmica, fruto de seu comportamento pouco comum para popstars da época. De ameaças sofridas no Japão até uma quase prisão por 'indecência pública' no Canadá, o filme vai captando momentos ora íntimos, ora públicos da famosa cantora e dançarina. Uma das cenas ficou especialmente conhecida quando ela tira onda de Kevin Costner que vai visitá-la no camarim. Na época a cantora ainda namorava o nada simpático Warren Beatty, que aparece rapidamente numa cena de bastidores. Todo filmado em preto e branco, sem dúvida se trata de um belo trabalho que tenta trazer ao espectador a sensação de participar de algo tão dispendioso como essa turnê. Para os que gostam da artista é sem dúvida uma peça essencial.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Elvis Presley - FTD Paradise Hawaiian Style

"Feitiço Havaiano" foi um dos maiores sucessos da carreira de Elvis nos cinemas durante os anos 1960. O coronel Parker sempre achou esse filme de Elvis o "produto perfeito". Então uma seqüência (ou quase isso) seria inevitável. Assim nasceu "No Paraíso do Havaí", a tentativa de repetir todo aquele sucesso, ou seja, o coronel Parker colocou Elvis para imitar ele mesmo! A trilha, assim como o filme, é pouco animadora. Tem poucos bons momentos como "Sand Castles" (linda) e muitos péssimos como "A Dog's Life" e "House of Sand". Como o próprio material é fraco e desprovido de maior interesse a única coisa que levará o fã de Elvis a adquirir o CD é sua busca por ter uma coleção completa, já que, vamos ser bem sinceros, tudo poderia ser jogado no lixo sem maiores culpas! O interessante é que o próprio selo FTD tinha consciência que vender esse material não seria nada fácil, assim acabou lançado o CD dentro de um pequeno pacote com duas outras trilhas sonoras do mesmo período. Quem sabe dessa forma o colecionador não se animaria a comprar todos os três títulos, quem sabe...

Os takes alternativos porém trazem um pouco de interesse, pois mostra Elvis no estúdio, tendo que lidar com toda aquela porcariada, para transformar o que já era muito ruim em algo ao menos audível. E isso, meus amigos, não era algo fácil de conseguir. É nítido o desânimo de Elvis em ter que gravar essas faixas, pois além de serem havaianas eram de um má qualidade enorme. Fico imaginando o que se passava na mente dele em momentos como esse. Isso porque Elvis sempre foi o primeiro crítico de seu trabalho. Ele tinha muita cultura musical, desenvolvida desde os tempos de infância em Memphis, quando ouvia o que havia de melhor em termos de música pelo rádio. Imagine você uma pessoa como essa sendo obrigada a gravar todo esse lixo Hollywoodiano, sabendo que sua credibilidade como artista seria abalada quando esse disco chegasse no mercado. Definitivamente não foi algo fácil para uma pessoa como ele, que sabia que tudo, no final das contas, era destituído de valor cultural.

FTD Paradise, Hawaiian Style
Paradise, Hwaiian Style
Queenie Wahine's Papaya
Scratch My Back
Drums Of The Islands
Datin'
A Dog's Life
House Of Sand
Stop Where You Are
This Is My Heaven
Sand Castles
This Is My Heaven (take 4)
A Dog's Life (takes 4,5,6)
Datin' (takes 6,7,8,11,12)
This Is My Heaven (take 7)
Drums Of The Islands (takes 4,5)
Queenie Wahine's Papaya (take 5)
Stop Where You Are (take 1)
House Of Sand (take 3 plus intro)
Paradise, Hawaiian Style (takes 4,1)
Scratch My Back (take 1)
A Dog's Life (take 8)
Sand Castles (take 1)
Datin' (takes 1-4)

Pablo Aluísio.

sábado, 26 de julho de 2014

Acusados

Título no Brasil: Acusados
Título Original: The Accused
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Jonathan Kaplan
Roteiro: Tom Topor
Elenco: Kelly McGillis, Jodie Foster, Bernie Coulson

Sinopse:
Sarah Tobias (Jodie Foster) é uma jovem vítima de estupro em um bar que resolve denunciar os autores do crime, mas acaba encontrando várias barreiras, tanto legais como culturais, seja no sistema penal como também na própria sociedade que se recusa a vê-la como uma simples vítima, se tornando alvo do preconceito de todos. Filme vencedor do Oscar e do Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Jodie Foster).

Comentários:
A melhor atuação da carreira de Jodie Foster também é um dos melhores filmes sobre o estigma que acaba acompanhando as mulheres que são vítimas de estupro. Por uma dessas coisas complicadas de explicar existe dentro da sociedade todo um sistema de preconceitos e injustos estigmas que acabam penalizando muito mais as vítimas do que os autores desse crime, tanto isso é verdade que muitas mulheres preferem silenciar a ter que passar por todo um martírio legal para ver os agressores atrás das grades. Para reforçar ainda mais o clima de denúncia, o diretor francês  Jonathan Kaplan resolveu adotar um estilo seco, quase documental, mostrando de forma clara e direta os desafios que esperam a personagem corajosa de Jodie Foster. Outro destaque do elenco, tão inspirada como ela no quesito atuação, vem da talentosa atriz Kelly McGillis, que após assumir ser gay levantou a bandeira contra outro tipo de preconceito, dirigido contra os homossexuais. Assim deixamos a indicação para os que admiram o trabalho desenvolvido pela atriz e estrela Jodie Foster. Aqui ela está simplesmente magistral em seu papel. O ponto alto de toda a sua carreira.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Carta

Título no Brasil: A Carta
Título Original: The Letter
Ano de Produção: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: William Wyler
Roteiro: W. Somerset Maugham, Howard Koch
Elenco: Bette Davis, Herbert Marshall, James Stephenson

Sinopse:
Uma americana, Leslie Crosbie (Bette Davis), esposa de um administrador de uma fazenda na distante Cingapura, atira em um nativo local, afirmando ter atirado em  legítima defesa. Depois de sua morte ela é levada a julgamento. Tudo parece confirmar sua versão dos fatos, exceto uma suposta carta reveladora que é encontrada. Teria sido mesmo apenas um crime por legítima defesa? Filme indicado a sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Direção (William Wyler), Atriz (Bette Davis), Ator Coadjuvante (James Stephenson), Fotografia e Edição. 

Comentários:
"A Carta" foi baseada em uma antiga peça de sucesso que estreou na Broadway durante os anos 1920. Na década seguinte o texto ganhou sua primeira versão cinematográfica com Jeanne Eagels, que estava tão bem em cena que foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Esse é o remake dos anos 1940, já com a diva Bette Davis no papel principal. O roteiro é primoroso (injustamente não ganhou indicação ao prêmio da Academia, talvez pelo fato do filme ter tido outras sete indicações) mas revela que atrás de toda grande atuação há sempre um bom roteiro por trás. E por falar em boas atuações o filme está repleto delas, em especial a própria Davis que era ótima para esse tipo de personagem, ao qual você não consegue descobrir se é de fato uma mocinha ou uma vilã! James Stephenson, que também foi indicado ao Oscar, brilha como um advogado de defesa bem dúbio em suas intenções. O filme foi dirigido pelo mestre William Wyler (1902 - 1981), um dos maiores cineastas de todos os tempos. Com tanto Know-how essa película se torna mesmo indispensável na coleção de todo fã de cinema clássico.

Pablo Aluísio.

Cemitério Sem Cruzes

Título no Brasil: Cemitério Sem Cruzes
Título Original: Une Corde, Un Colt...
Ano de Produção: 1969
País: Itália, Espanha, França
Estúdio: Fono Roma, Les Films Copernic
Direção: Robert Hossein 
Roteiro: Dario Argento, Claude Desailly
Elenco: Michèle Mercier, Robert Hossein, Guido Lollobrigida

Sinopse:
Manuel (Robert Hossein) é um bandoleiro que vaga pelo deserto até chegar numa isolada cidadezinha do velho oeste. Lá acaba entrando em um perigoso jogo de vingança, violência e medo! Agora todos descobrirão a sua verdadeira identidade e o que ele realmente estaria fazendo por lá.

Comentários:
Mais um western spaghetti digno de nota. Na verdade temos um exercício cinematográfico bem interessante aqui, pois o filme tem poucas linhas de diálogo, sendo a maioria da trama se desenvolvendo em silêncio, com apenas o som do vento ao longe castigando as areias do deserto. No lançamento do DVD o ator e diretor Robert Hossein revelou alguns aspectos bem interessantes sobre a produção. Uma delas a que o famoso cineasta Sergio Leone teria visitado o set de filmagens e dirigido uma das cenas do filme (a do jantar com os principais personagens). Outro fato que explicou foi que na verdade o famoso Dario Argento, que está creditado como um dos roteiristas do filme, na verdade pouco ou nada contribuiu para a versão final que foi finalmente concluída. Some-se a isso o fato do faroeste ter sido dirigido não por um italiano mas sim por um francês e você certamente terá vários motivos para tentar assistir a esse curioso filme spaghetti. Fatos interessantes de bastidores certamente não faltarão.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Difícil de Matar

Título no Brasil: Difícil de Matar
Título Original: Hard to Kill
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Bruce Malmuth
Roteiro: Steven McKay
Elenco: Steven Seagal, Kelly LeBrock, William Sadler

Sinopse:
Mason Storm (Steven Seagal) é um tira durão que prefere seguir o estilo "lobo solitário", resolvendo ele mesmo todos os casos que lhe caem nas mãos. Após uma invasão em sua casa, sua mulher é assassinada por um grupo de criminosos. Mason ainda tenta impedir o crime, mas é brutalmente espancado. Após passar vários anos em coma ele finalmente retorna à vida para acertar contas com os assassinos. Todas as pistas apontam para um importante político que resolveu riscar Mason do mapa após ele encontrar provas de sua corrupção.

Comentários:
Segundo filme de Steven Seagal. Depois do sucesso de "Nico - Acima da Lei", dois anos antes, a Warner entendeu que poderia ganhar muito com Seagal, em filmes com orçamentos mais enxutos e muita ação e pancadaria, tudo para cair no gosto do público consumidor desse tipo de filme. A aposta foi certeira. Essas fitas não eram grandes sucessos de bilheteria nos cinemas mas no mercado de vídeo VHS geravam muito dinheiro pois o público mais popular sempre as procuravam para locação. "Hard to Kill" não foge muito da fórmula dos filmes de ação da década anterior (dos anos 1980) e de certa forma é até mesmo uma simplificação do estilo daqueles filmes. Mesmo assim é o produto ideal para um determinado nicho do mercado. O grande destaque do elenco vem com a presença da (ainda) bonita Kelly LeBrock. Considerada um dos símbolos sexuais daquela época ela empresta muito charme ao estilo mais violento e cru do filme.  

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Dia dos Mortos

Título no Brasil: Dia dos Mortos
Título Original: Day of the Dead
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: United Film Distribution Company
Direção: George A. Romero
Roteiro: George A. Romero
Elenco: Lori Cardille, Terry Alexander, Joseph Pilato

Sinopse:
Um grupo de sobreviventes de um mundo dizimado por uma terrível praga que transforma a todos em zumbis se refugia em um subterrâneo, enquanto um cientista tenta desesperadamente descobrir uma cura para aquela estranha e desconhecida doença. Filme premiado na categoria Melhor Maquiagem no Saturn Award (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films).

Comentários:
O grande mestre dos filmes de Zumbis foi mesmo o diretor George A. Romero. Na verdade o próprio gênero em si pode ser creditado a ele. Seu filme "A Noite dos Mortos-Vivos" de 1968 é considerado o grande clássico e o grande precursor desse tipo de filme de terror. De fato basta assistir a qualquer filme de Romero para entender que mesmo após tantos anos nada de novo ou original foi adicionado ao estilo. Na verdade ele é o grande original, praticamente o inventor dos filmes com mortos-vivos. Esse "Day of the Dead" já é uma produção de uma fase mais avançada de sua carreira. Lançado em meados dos anos 1980 o filme já conta com uma melhor produção, com mais e melhores efeitos especiais, alguns inclusive de primeira linha, embora o estilo cru tão típico dos filmes do cineasta ainda esteja lá. A premissa é conceitual, ou seja, segue de perto todos os roteiros de praticamente todos os filmes anteriores de Romero, o que para seus fãs não faz grande diferença já que era justamente isso que todos eles esperavam encontrar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

10 Curiosidades Sobre os Cavaleiros Templários

1. Os Templários formavam uma ordem de cavalheiros guerreiros sob ordens diretas do Papa no Vaticano. Sua função inicial foi garantir a segurança dos peregrinos que desejavam conhecer Jerusalém e a terra santa.

2. Dentro da hierarquia católica os Templários eram tecnicamente monges e tinham que fazer voto de pobreza e castidade como os demais membros da Igreja Católica.

3. Usavam uma túnica branca com cruzes vermelhas em seus escudos.

4. Era uma honra ser aceito dentro da Ordem que gozava de grande prestígio na Europa medieval.

5. A principal atuação da Ordem dos Templários durante a história ocorreu durante as cruzadas quando se tornaram peça chave na reconquista de Jerusalém dos muçulmanos.

6. Criaram as primeiras organizações bancárias do mundo. Inventaram o chamado de título de crédito, onde o peregrino depositava um certo valor na sede da Ordem em Roma e depois o recebia de volta em Jerusalém, poupando-o do risco de levar grandes quantias de dinheiro durante a longa viagem em direção à terra santa.

7. Em pouco tempo se tornaram poderosos e extremamente ricos, emprestando dinheiro para Reis, Rainhas e Nobres europeus. Criaram um código de ética próprio e começaram a rivalizar em poder e influência com o próprio Papa.

8. Segundo alguns historiadores os Templários foram longe em pesquisas históricas e arqueológicas na Terra Santa sobre o Cristo da história e descobriram segredos que até hoje estão bem guardados.

9. A ordem foi dissolvida em 1307 pelo Papa Clemente V. O Papa temia o imenso poder que a Ordem havia acumulado com suas atividades.

10. Muitos de seus antigos membros foram embora para regiões distantes e inóspitas como a atual Suíça. Lá deram origem ao sistema bancário do país (considerado um dos mais avançados do mundo). Para vários pesquisadores a própria bandeira da Suíça é uma alusão à ordem dos Templários pois é caracterizada por ter uma cruz branca sob um fundo vermelho, o que é o exato oposto do símbolo templário que era formado por uma cruz vermelha sob um fundo branco.

Pablo Aluísio.

Projeto Secreto - Macacos

Título no Brasil: Projeto Secreto - Macacos
Título Original: Project X
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Jonathan Kaplan
Roteiro: Lawrence Lasker, Stanley Weiser
Elenco: Matthew Broderick, Helen Hunt, William Sadler

Sinopse:
Jimmy Garrett (Matthew Broderick) é um jovem designado para cuidar de um grupo de chimpanzés que são utilizados em um programa militar secreto denominado "Project X". Sua convivência com os animais acaba criando um vínculo emocional com eles. Não demora muito e Garrett começa a pensar em uma maneira de os tirar de lá.

Comentários:
Recentemente no Brasil um grupo de ativistas pela causa dos direitos dos animais invadiu um laboratório de testes e salvou vários filhotes da raça Beagle. Esse fato, amplamente noticiado na imprensa, me lembrou imediatamente desse filme, "Projeto Secreto - Macacos". O enredo tem o mesmo objetivo, denunciar os abusos que são cometidos contra animais que são expostos a experimentos científicos. O personagem de Broderick é um sujeito que acaba se envolvendo justamente nesse tipo de situação, só que no seu caso a coisa é ainda mais barra pesada pois se trata de animais usados em testes de armas militares. Além do sempre carisma presente em Matthew Broderick, o filme ainda se destaca pela bela presença da atriz Helen Hunt e da direção segura de Jonathan Kaplan. Os animais do filme também são extremamente bem treinados, tornando a situação explorada pelo roteiro ainda mais comovente. Enfim deixo a dica caso você seja um ecologista ou não! Em ambos os casos a película certamente valerá a pena!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Batman - O Homem Morcego

Título no Brasil: Batman - O Homem Morcego
Título Original: Batman - The Movie
Ano de Produção: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Leslie H. Martinson
Roteiro: Lorenzo Semple Jr
Elenco: Adam West, Burt Ward, Lee Meriwether

Sinopse:
A Mulher-Gato, o Coringa, o Charada e o Pinguim resolvem unir forças para acabar de uma vez por todas com a dupla dinâmica, Batman e seu fiel escudeiro, o jovem Robin. Para isso roubam uma super arma, capaz de reduzir todas as pessoas à pequenas partículas de poeira! Com essa arma os vilões pretendem dominar todo o mundo!

Comentários:
Se você acha que a história do Homem Morcego nos cinemas começou com aquela versão de Tim Burton no final dos anos 1980 é bom rever seus conceitos. Muitos anos antes disso o famoso personagem dos quadrinhos criado por Bob Kane já distribuía socos e pontapés nos infames vilões pelas ruas de Gotham City! Claro que você não deve esperar desse filme o clima soturno e sombrio das versões que se tornaram grandes êxitos de bilheteria. Esse Batman aqui é bem mais pop, cheio de piadinhas e onomatopeias do tipo "Pow" e "Bang" desfilando pela tela. Na verdade tudo não passa de uma adaptação da popular série de TV estrelada por Adam West para ser exibido nos cinemas. Com a intenção de turbinar seu potencial nas bilheterias os roteiristas resolveram trazer praticamente todos os vilões conhecidos para enfrentar Batman e Robin. O excesso de vilanices acaba atrapalhando o resultado que se mostra muito congestionado. Mesmo assim vale pela diversão de ver o Batman mais camp e Kitsch da história da cultura pop! Santo exagero Batman!!!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Gringo

Título no Brasil: Gringo
Título Original: Quién sabe?
Ano de Produção: 1966
País: Itália
Estúdio: M. C. M.
Direção: Damiano Damiani
Roteiro: Salvatore Laurani, Franco Solinas
Elenco: Gian Maria Volonté, Klaus Kinski, Martine Beswick

Sinopse:
Um grupo de bandidos liderados por El Chuncho (Gian Maria Volonté) decide roubar um trem carregado de armas que está sendo enviado para revolucionários mexicanos. Para isso eles infiltram um dos bandoleiros entre os passageiros com o objetivo de ajudá-los na hora do roubo. O que não sabem é que ele é na verdade um agente do governo mexicano que está monitorando o envio das armas através da fronteira.

Comentários:
"Gringo" é considerado por muitos um dos melhores faroestes spaghettis do cinema italiano. Certamente as razões desse tipo de opinião podem ser encontradas na ficha técnica do filme. Na direção temos o famoso (ou infame, dependendo do ponto de vista) Damiano Damiani. O veterano cineasta sempre foi mais conhecido por causa de seus filmes de terror como "Amityville 2 - A Possessão" mas também ficou admirado no meio do western feito na Itália dos anos 1960 por filmes como esse e "Trinity e Seus Companheiros", sua fita mais popular no gênero. Outro ponto forte vem do elenco. Imagine unir o insano e absurdamente maluco Klaus Kinski com o jeito durão e de poucos amigos de Gian Maria Volonté, outro veterano ator que fez muito pelo cinema de sua país por longos anos. O resultado de toda essa mistura se traduz em um faroeste que acabou marcando o público por causa de suas sacadas bem boladas e violência estilizada (e também bem gratuita, para alegria dos admiradores do gênero).

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Poltergeist III

Título no Brasil: Poltergeist III
Título Original: Poltergeist III
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Gary Sherman
Roteiro: Gary Sherman, Brian Taggert
Elenco: Heather O'Rourke, Tom Skerritt, Nancy Allen

Sinopse:
A pequena Carol Anne (O'Rourke) dessa vez é enviada para morar com seus tios, uma forma de tentar livrar a jovem dos fantasmas que a atormentam. No novo lar, em um apartamento sofisticado de um grande edifício, tudo parece ter sido deixado para trás definitivamente. Mas será que a paz realmente reinará na vida de Carol Anne? Filme indicado ao Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz Coadjuvante (Zelda Rubinstein).

Comentários:
Se o segundo filme da franquia não tinha muita razão de ser, imagine a terceira parte! Infelizmente muitas séries vão ao limite simplesmente porque continuam rendendo uma margem de lucro considerada satisfatória pelos estúdios. Assim resolveram apelar, trazendo novamente a garotinha Carol Anne Freeling (O'Rourke) e os fantasmas que giram em torno dela de volta às telas. Nem preciso dizer que esse é o pior filme de todos. Se no segundo filme tínhamos um enredo que só fazia sentido em parte, aqui temos um roteiro que não faz sentido nenhum. O próprio argumento é muito fraco, tentando fazer terror em um arranha-céu de uma grande cidade americana! Existe cenário mais inadequado do que esse? Certamente não e por isso o filme tenha uma carga mínima de suspense e tensão. Tudo muito fraco e sem graça. Sinceramente não deveria nem mesmo existir para ser sincero. Em termos de "Poltergeist" ainda vale a mesma dica: assista ao primeiro e esqueça todos os demais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Jogos de Guerra

Título no Brasil: Jogos de Guerra
Título Original: WarGames
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: John Badham
Roteiro: Lawrence Lasker, Walter F. Parkes
Elenco: Matthew Broderick, Ally Sheedy, John Wood

Sinopse:
David (Matthew Broderick) é um jovem com muito talento para o mundo da informática que acaba descobrindo uma maneira de entrar no computador central do sistema de segurança do governo americano. Uma vez lá, ele percebe que se quiser poderá até mesmo dar origem a uma guerra nuclear entre União Soviética e Estados Unidos. Filme indicado aos Oscars de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Som.

Comentários:
Um clássico da guerra fria. Assim de forma bem singela poderíamos definir esse "WarGames", um filme que captou como poucos o clima de paranóia que estava no ar durante os anos do governo Reagan. Por décadas o mundo viveu o temor de presenciar uma guerra nuclear entre as duas maiores potências militares da época. Agora imagine se tudo acontecesse por causa de um adolescente, que adentrasse o sistema de defesa, e começasse uma guerra real a partir da invasão dos computadores de alta segurança do Pentágono! Afinal de contas o mundo informatizado ainda dava pequenos passos nos anos 1980. Curiosamente o evento mostrado no filme, embora seja mera ficção, quase aconteceu de fato durante uma invasão ao mesmo sistema mostrado no filme. Isso aliado a um bom roteiro e a um clima muito bem recriado garante o interesse em "WarGames" mesmo nos dias de hoje. Foi o primeiro filme de repercussão de um ainda quase adolescente Matthew Broderick que, apesar da pouca idade, já dava sinais de que se tornaria um astro nos anos que viriam. Um bom resumo de uma época que já não existe mais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Salem

Título no Brasil: Salem
Título Original: Salem
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: David Von Ancken, Alex Zakrzewski
Roteiro: Brannon Braga, Jon Harmon
Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel

Sinopse:
Na isolada e sombria Salem, os líderes da comunidade impõem uma severa moralidade baseada em preceitos religiosos para ser seguida por todos os membros. Quem não se adequar ao rígido código de comportamento corre o risco de ser queimado na fogueira, para onde são enviados todos os que se atrevem a entrar em contato com as forças do mal nas escuras florestas que cercam a cidade.

Comentários:
Tive uma boa surpresa ao assistir ao episódio piloto dessa nova série, "Salem". Como se sabe essa localidade ficou famosa na história por causa do conhecido evento histórico onde uma série de pessoas foram queimadas vivas na fogueira, após serem acusadas de bruxaria por uma jovem garota. O enredo se passa na mesma época histórica, com o lugar dominado pelo padrão moral dos puritanos, que puniam qualquer um que fosse contra suas crenças (eram protestantes fanáticos e queimavam as pessoas vivas tal como se via na inquisição na Europa). Não há o que reclamar de aspectos meramente técnicos (como figurinos, direção de arte, ambientação, reconstituição histórica, etc). O roteiro também me pareceu muito bem bolado, misturando fatos da história com realismo fantástico, isso porque as bruxas de Salem não são fruto da ignorância alheia ou do fanatismo religioso mas sim criaturas do mal, de existência concreta. No final do episódio ficamos com a sensação que vem coisa boa por aí - eis aqui uma boa aposta para acompanhar uma nova série que está chegando em sua telinha. Programe-se e se divirta!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

No Paraíso do Havaí

Título no Brasil: No Paraíso do Havaí
Título Original: Paradise, Hawaiian Style
Ano de Produção: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Michael D. Moore
Roteiro: Allan Weiss, Anthony Lawrence
Elenco: Elvis Presley, Suzanna Leigh, Donna Butterworth, James Shigeta

Sinopse:
Rick Richards (Elvis Presley) é um piloto que acaba pagando caro por ser tão mulherengo. Demitido do emprego resolve ir até o ensolarado Havaí com o plano de montar uma empresa de viagens turísticas pelas ilhas por helicópteros. Ao lado de seu sócio as coisas até começam bem mas Rick não toma jeito e se envolve novamente em muitas confusões envolvendo as garotas que se atiram aos montes em seus pés.

Comentários:
Algo deu muito errado na carreira de Elvis no cinema. Cinco anos depois de fazer sucesso com "Feitiço Havaiano" (Blue Hawaii, 1961) ele voltava ao mesmo ponto de antes, ou pior, para algo inferior. O filme é obviamente uma tentativa de reviver os bons tempos de Elvis no Havaí mas pouca coisa se salva nesse remake disfarçado. O roteiro, mais uma vez escrito por Allan Weiss, é bem ruim e nem sequer tenta disfarçar a falta de um argumento melhor para Elvis ir apresentando as canções (igualmente ruins) da trilha sonora. A produção tampouco é boa e o enredo literalmente se arrasta, com Elvis de vez em quando cantando um pouco para quebrar o tédio reinante. Curiosamente foi o primeiro filme do diretor Michael D. Moore que não conseguiu esconder sua falta de experiência. Há erros de continuidade e muitas vezes tudo cai no marasmo, fato que fica evidente no rosto de Elvis, transparecendo aborrecimento em cada momento. Pelo visto ele sabia que estava envolvido em mais um abacaxi de Hollywood, para sua tristeza e de seus fãs - que começavam a debandar em massa por causa da má qualidade de seus filmes e trilhas.

Pablo Aluísio.

Vamos Dançar?

Título no Brasil: Vamos Dançar?
Título Original: Shall We Dance
Ano de Produção: 1937
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: Mark Sandrich
Roteiro: Allan Scott, Ernest Pagano
Elenco: Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton

Sinopse:
A estrela de musicais Linda Keene (Ginger Rogers) acaba conhecendo numa viagem de navio o dançarino de ballet clássico Pete Petrov (Fred Astaire). Embora sejam profissionais de areas diferentes do mundo da dança ambos ficam intrigados com a técnica de cada um. Será que se dançassem juntos algo de bom poderia sair dessa parceria? Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original ("They Can't Take That Away from Me" de George Gershwin e Ira Gershwin).

Comentários:
Mais um lindo musical com a dupla Fred Astaire e Ginger Rogers. Embora não se dessem muito bem pessoalmente, formavam a dupla mais amada e famosa da grande era dos musicais de Hollywood. O problema é que Astaire era um perfeccionista nato e exigia simplesmente a perfeição por parte de sua partner Ginger Rogers. Isso obviamente criava uma certa tensão no relacionamento entre eles. Tanta exigência porém tinha como efeito justamente o que se vê na tela: elegância e charme em forma de dança. Além disso a trilha sonora foi composta pelos gênios George Gershwin e Ira Gershwin! Precisa falar mais alguma coisa? Durante muitos anos os estúdios RKO pertenceram ao magnata excêntrico Howard Hughes, que fazia questão que musicais assim fossem realizados. Com um verdadeiro Mecenas desse porte por trás, não é de se admirar que tantos musicais antológicos fossem realizados em série durante os anos 1930. O curioso é que mesmo após tantas décadas de sua realização, ainda não se conseguiu reproduzir a qualidade técnica de filmes como esses. Como obras cinematográficas são imortais, sem dúvida.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um Trem para Durango

Título no Brasil: Um Trem para Durango
Título Original: Un Treno Per Durango
Ano de Produção: 1968
País: Itália, Espanha
Estúdio: M.C.M., Tecisa
Direção: Mario Caiano
Roteiro: Mario Caiano, José Gutiérrez Maesso
Elenco: Anthony Steffen, Mark Damon, Enrico Maria Salerno

Sinopse:
Um grupo de bandoleiros assalta um trem e leva como refém a namorada de um dos passageiros. Sem pensar duas vezes ele, chamado simplesmente de Gringo (Anthony Steffen), resolve se unir a um amigo para ir atrás dos bandidos. A intenção é clara: libertar a amada e passar chumbo quente na marginália.

Comentários:
Mais um western Spaguetti que fez sucesso aqui no Brasil, chegando a ser lançado inclusive em fita VHS nos anos 80. O ator principal da película, Anthony Steffen, na verdade não era americano como seu nome poderia sugerir, mas sim um brasileiro, Antonio Luiz De Teffè (1929 - 2004), que chegou a fazer relativo sucesso no cinema italiano, estrelando filmes como "Um Homem Chamado Django", "Django, o Bastardo", "Uma Longa Fila de Cruzes" e "Deus Como Pai... e o Diabo como Sócio" - que pelos nomes já dá para entender que são típicos faroestes italianos da década de 1960. Esse "Un Treno Per Durango" também não nega suas origens. Com uma trama cheia de reviravoltas e um elenco não muito inspirado, consegue mesmo assim satisfazer o gosto dos admiradores desse tipo de filme, faroestes bem crus, feitos para serem consumidos em cinemas populares - que nos anos 60 existiam aos montes, inclusive no Brasil. Em suma, um retrato de uma época que já não existe mais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Contato Mortal

Título no Brasil: Contato Mortal
Título Original: Black Eagle
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Magus Productions
Direção: Eric Karson
Roteiro: Shimon Arama, Michael Gonzales
Elenco: Shô Kosugi, Jean-Claude Van Damme, Doran Clark

Sinopse:
Um agente da CIA é designado para resgatar um aparelho vital para o serviço secreto que estava em um avião militar que caiu nas águas do Mar Mediterrâneo. O problema é que os soviéticos também estão atrás do objeto que lhes será muito útil no mundo da espionagem internacional. Um duelo de artes marciais entre agentes decidirá com quem ficará o tal aparelho de espionagem.

Comentários:
Filme de artes marciais realizado bem no comecinho da carreira do ator Jean-Claude Van Damme, que na época sequer era um astro conhecido, mas apenas um bom lutador que aspirava uma chance no mundo do cinema. Aqui ele interpreta o vilão, um agente da KGB que vai lutar contra o protagonista - Shô Kosugi, lutador famoso no Japão - pela posse do tal objeto. No geral é um pequeno filme, de baixo orçamento (apenas três milhões de dólares, um pechincha no mundo do cinema americano) que serviu apenas para chamar atenção para Jean-Claude Van Damme, que começava ainda a despontar entre os fãs dos filmes de ação. Não espere nada além de boas coreografias de lutas, pois como cinema em si "Black Eagle" é bem fraco e irrelevante.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Poltergeist 2 - O Outro Lado

Título no Brasil: Poltergeist 2 - O Outro Lado
Título Original: Poltergeist II The Other Side
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Brian Gibson
Roteiro: Michael Grais, Mark Victor
Elenco: JoBeth Williams, Craig T. Nelson, Heather O'Rourke

Sinopse:
Depois dos acontecimentos terríveis do primeiro filme a família Freeling parece finalmente ter encontrado a paz, mas para sua decepção a garotinha Carol Anne Freeling (Heather O'Rourke) continua a despertar a atenção das pessoas, em especial de um grupo ligado ao mundo oculto e obscuro do mal. Filme indicado ao Oscar na categoria Melhores Efeitos Especiais. Indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Filme de Terror e Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
Sequência do grande sucesso Poltergeist. A primeira grande ausência é a do próprio Steven Spielberg, que havia dado uma significativa ajuda no primeiro filme - que é considerado um clássico dos filmes de terror até nos dias atuais. Sua produção e seu dedo aqui fazem falta. Esse segundo filme tem aspectos interessantes, mas o roteiro apenas dá voltas em torno de si mesmo, tentando levar em frente um enredo que já havia se fechado muito bem no primeiro filme. O grande destaque vai para a equipe que criou os efeitos especiais, que são realmente ótimos, justificando as várias indicações que recebeu, inclusive da Academia. A garotinha Heather O'Rourke também chama a atenção pelo talento, apesar da pouca idade. Infelizmente morreu muito cedo o que acabou elevando ainda mais o status dessa franquia entre os fãs de filmes de terror. No geral é isso, um filme tecnicamente muito bem realizado, mas com um roteiro que deixa a desejar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Jacknife

Título no Brasil: Jacknife
Título Original: Jacknife
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: David Hugh Jones
Roteiro: Stephen Metcalfe
Elenco: Robert De Niro, Kathy Baker, Ed Harris

Sinopse:
Um conflito se instala entre um veterano do Vietnã e sua irmã, que resolve se envolver romanticamente com um ex-companheiro seu, dos tempos do exército. A volta da convivência entre ambos acaba despertando velhos fantasmas do passado. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris).
 
Comentários:
Um filme de Robert De Niro que poucos se lembram hoje em dia. Uma injustiça pois gosto bastante da estética mais barra pesada dessa produção. Além disso o personagem de De Niro é um achado e tanto, ótimo para um ator com tantas possibilidades como ele. Infelizmente em termos de Brasil o filme segue sendo pouco conhecido, até mesmo para quem viveu a época de seu lançamento. Aliás o filme foi extremamente mal lançado por aqui - nada de salas de exibição, indo parar direto no mercado de fitas VHS. Um absurdo em minha forma de ver, pois gosto bastante da película que hoje em dia é bem complicada de se achar. Em entrevistas de lançamento do filme nos anos 80, De Niro explicou sua intenção em fazer esse filme. Ele queria captar a alma do chamado "Working Man", ou seja, do trabalhador comum dos Estados Unidos. Sujeitos durões, mas íntegros que tinham que lidar com as durezas da vida mesmo depois de ter servido em guerras distantes e complicadas de entender, como o próprio conflito no Vietnã. Enfim, fica a dica para redescobrir esse pequeno mas interessante momento da filmografia de Robert De Niro nos anos 80.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Ser ou Não Ser

Título no Brasil: Ser ou Não Ser
Título Original: To Be Or Not To Be
Ano de Produção: 1942
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Ernst Lubitsch
Roteiro: Melchior Lengyel, Edwin Justus Mayer
Elenco: Carole Lombard, Jack Benny, Robert Stack

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, na Polônia ocupada por tropas nazistas, uma trupe de artistas de teatro liderados por Maria Tura (Carole Lombard) e seu marido Joseph (Jack Benny) tentam levar sua arte em frente no meio do caos e da destruição. Entre tentativas de se apresentar novamente eles se envolvem nos esforços de um soldado polonês em localizar um espião alemão infiltrado. Filme indicado ao Oscar na categoria Melhor Música.

Comentários:
Último filme da atriz Carole Lombard. Ela morreria tragicamente com pouco mais de 30 anos quando o avião em que viajava bateu em uma montanha (Table Rock Mountain, em Nevada) no dia 16 de janeiro de 1942. Ela estava participando do esforço de guerra, vendendo bônus para as forças armadas, quando esse terrível acidente aconteceu. Foi uma perda enorme para o cinema da época pois ela era uma das mais populares estrelas dos estúdios. Obviamente que sua morte transformou "Ser ou Não Ser" em um grande sucesso de bilheteria, fato impulsionado pela comoção que se seguiu à notícia de seu trágico falecimento. Mesmo ignorando esses aspectos externos temos que reconhecer que se trata certamente de um bom filme, muito sofisticado, fruto do talento de direção do mestre Ernst Lubitsch, um alemão que foi para os Estados Unidos para fugir do horror nazista e lá dirigiu vários filmes importantes, alguns considerados verdadeiras obras primas. Infelizmente o cineasta também não viveria muito além disso, morrendo em 1947, no pós-guerra. Ele costumava dizer que havia sobrevivido o suficiente para ver a queda de Hitler e isso já o deixava realizado como homem e artista.

Pablo Aluísio.

Cartas na Mesa

Título no Brasil: Cartas na Mesa
Título Original: The Gambler Wore a Gun
Ano de Produção: 1961
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Edward L. Cahn
Roteiro: Orville H. Hampton, L.L. Foreman
Elenco: Jim Davis, Merry Anders, Mark Allen

Sinopse:
Case Silverthorne (Jim Davis) é um jogador veterano no velho oeste que está pensando em mudar seu estilo de vida. Quer se retirar desse mundo para tocar sua própria fazenda. Os problemas porém parecem persegui-lo. Por acaso acaba salvando a vida do xerife numa emboscada, sendo morto o pistoleiro que queria matar o homem da lei. O problema para Case é que o sujeito era justamente o dono do rancho que ele havia comprado. A venda ainda não havia sido formalizada e agora Case precisa provar que o negócio havia sido feito. Os herdeiros do rancho não aceitam a venda e o pior, querem vingar a morte de seu pai. Case agora virou o alvo!

Comentários:
Mais um western enfocando a vida dos chamados jogadores profissionais do velho oeste. Esses eram sujeitos que viviam de saloon em saloon, sempre em busca de algum jogo de cartas para levantar uma grande bolada em apostas que envolviam muito dinheiro. O lance era perigoso, qualquer sinal de trapaça era respondida com o cano fumegante de uma pistola, por isso muitos jogadores também eram pistoleiros bons de mira - fazia parte daquele estilo de vida. No roteiro desse filme temos de tudo um pouco - a emoção dos jogos de poker, os problemas com a lei e os conflitos sangrentos por causa de terra e gado. O diretor Edward L. Cahn já era um veterano quando dirigiu esse "The Gambler Wore a Gun" pois havia estreado no cinema em 1931. No total dirigiu 127 filmes, numa mistura incrível de gêneros, desde faroestes até filmes de terror e ficção. Era um verdadeiro workaholic dos estúdios. "Cartas na Mesa" é certamente um bom faroeste, nada excepcional, mas que mantém o foco da diversão e do entretenimento com eficiência.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Ataque dos Vermes Malditos

Título no Brasil: O Ataque dos Vermes Malditos
Título Original: Tremors
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Ron Underwood
Roteiro: S.S. Wilson, Brent Maddock
Elenco: Kevin Bacon, Fred Ward, Finn Carter

Sinopse:
Fortes abalos sísmicos intrigam um grupo de pesquisadores, que não sabem precisar a origem daquele fenômeno desconhecido. Valentine McKee (Kevin Bacon) procura então ir a fundo naquilo e acaba descobrindo que tudo é causado por um estranho verme gigante, mal cheiroso e voraz, que se dirige perigosamente em direção às grandes cidades. Indicado a cinco prêmios da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Filme de Ficção, Melhor Atriz Coadjuvante (Finn Carter e Reba McEntire) e Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
A ideia começou quase como uma brincadeira, uma forma de levar a estética dos filmes trash para uma produção mais bem realizada, com tudo do bom e do melhor que a moderna tecnologia poderia proporcionar - afinal de contas a computação gráfica já havia se tornado uma realidade. Esse é aquele tipo de filme chamado nos Estados Unidos de MOW, onde o que importa são as criaturas, os monstros que surgem na tela. Todo o resto, atuação, roteiro e direção, são meros coadjuvantes. O clima desértico, árido e isolado contribuem ainda mais para o bom resultado final. Kevin Bacon, quem diria, acabou fazendo um filme que nada tinha a ver com sua carreira anterior, um verdadeiro alien em sua filmografia. O ator acabou encontrando o tom certo pois em nenhum momento se leva muito à sério. Lançado de forma bastante despretensiosa, a fita fez um belo sucesso o que garantiu a produção de mais filmes, cada vez mais rasteiros e mal realizados nos anos que viriam.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guerreiro Americano

Título no Brasil: Guerreiro Americano
Título Original: American Ninja
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Group
Direção: Sam Firstenberg
Roteiro: Paul De Mielche, Avi Kleinberger
Elenco: Michael Dudikoff, Steve James, Judie Aronson

Sinopse:
Depois de viver uma vida desagregada, um juiz dá uma opção para Joe T. Armstrong (Michael Dudikoff), onde ele terá que decidir se quer ir para a prisão ou para o alistamento militar. Assim ele acaba entrando no exército americano. Perito em artes marciais Joe finalmente encontra o campo ideal para mostrar toda sua arte e destreza.

Comentários:
A produtora Cannon fez a festa dos fãs de filmes de arte marciais nos anos 80. A dupla de produtores Golan-Globus apostou na realização de filmes baratos, que fossem dirigidos para um público bem popular. Embora o sucesso nos cinemas fosse desejado o que eles queriam mesmo era o êxito comercial no mercado de vídeo onde certamente encontrariam o seu público consumidor. E foi justamente isso que aconteceu. Por aqui muitos dos filmes da Cannon foram lançados pelo selo América Vídeo, em fitas com embalagens azuis bem chamativas que fizeram muito sucesso nas locadoras espalhadas pelo país. Esse "American Ninja" fez a festa de muita gente nos 80´s, revitalizando dentro do mercado americano os chamados filmes de Ninjas, assassinos profissionais que usavam de sua perícia em artes marciais para derrotar seus inimigos. Tudo feito de forma direta, sem firulas, indo direto na veia de quem gostava desse tipo de produção. Filmado nas Filipinas, para amenizar custos, a fita acabou gerando várias sequências depois. Prato cheio para os nostálgicos dessa época. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.