quarta-feira, 30 de julho de 2014

Prince - Sign 'o' the Times

Título no Brasil: Prince - Sign 'o' the Times
Título Original: Sign 'o' the Times
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Prince, Albert Magnoli
Roteiro: Prince, Albert Magnoli
Elenco: Prince, Sheila E., Sheena Easton

Sinopse:
Documentário Musical da Turnê internacional "Sign 'o' the Times" do cantor Prince durante os anos 1980. O registro capta o artista americano se apresentando em Minnesota e na cidade holandesa de Rotterdam na Holanda. Momentos de bastidores e palco, com a visão muito particular de Prince, aqui também creditado como diretor.

Comentários:
Já que estamos falando de documentários de artistas pop dos anos 1980 como Madonna vale lembrar desse filme que chegou a ser lançado em vídeo no Brasil. Na década de 80 Prince era ao lado de Madonna e Michael Jackson um dos mais populares cantores americanos. Como convinha a artistas daquela época ele também exagerava nas poses e nos figurinos bizarros - até sua guitarra era ao estilo vitoriano, por mais esquisito que isso possa parecer. Por baixo de todas as plumas e paetês porém se esconde um bom compositor e um artista bem interessante, que experimentou e ousou ir além de seus principais concorrentes naquele período. Como diretor de documentários Prince também procurou ser diferente, o resultado é ora intrigante, ora experimental demais. No final das contas o que se destaca mesmo é sua música, essa sim valiosa para os que desejam conhecer melhor aquela fase do pop americano. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Duro de Matar 4.0

Título no Brasil: Duro de Matar 4.0
Título Original: Live Free or Die Hard
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Len Wiseman
Roteiro: Mark Bomback
Elenco: Bruce Willis, Justin Long, Timothy Olyphant

Sinopse:
John McClane (Bruce Willis) e um jovem hacker resolvem unir forças para combater um cyber terrorista que planeja colocar no caos completo o complexo sistema de segurança nacional localizado em Washington D.C. Quarto filme da série "Duro de Matar". Filme indicado aos prêmios da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias Melhor Filme de Ação e Melhor Ator Coadjuvante (Justin Long).

Comentários:
Quarto filme da franquia "Die Hard", bem mais turbinado com efeitos digitais de última geração e extremamente exagerado em tudo. Eu particularmente não gostei muito dessa guinada em relação aos filmes anteriores, que eram bem realizados também, mas que não perdiam muito o foco na personalidade do policial John McClane, que parecia muito mais humano do que os demais personagens de filmes de ação. Curiosamente agora ele virou um herói de action movie dos mais genéricos, sem personalidade, sem carisma, apenas um monte de músculos indestrutível, tal como acontecia nos mais rasos filmes dos anos 80. O fato de tudo girar agora apenas em torno dos efeitos e das cenas de ação mais absurdas, estraga ainda mais o resultado final. Ao sair do cinema a impressão que temos é que assistimos a um videogame e não a um filme com roteiro, atuação, direção, etc. Se for tudo apenas para isso, é bem melhor ficar em casa jogando mesmo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Desejo de Matar 2

Título no Brasil: Desejo de Matar 2
Título Original: Death Wish II
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Films
Direção: Michael Winner
Roteiro: David Engelbach, Brian Garfield
Elenco: Charles Bronson, Jill Ireland, Vincent Gardenia

Sinopse:
Cidadão comum, pacato arquiteto, não consegue superar o trauma da morte de sua família (eventos mostrados no primeiro filme da franquia). Assim acaba descobrindo que um grupo de punks esteve envolvido na morte de sua filha. Sem pensar duas vezes ele resolve se armar com pistolas de grande calibre para passar fogo em todos aqueles marginais, verdadeiras escórias da sociedade.

Comentários:
Segundo filme da saga do justiceiro Paul Kersey, que acabou se tornando o personagem mais famoso e popular da carreira do ator Charles Bronson. Como se sabe o primeiro filme causou um certo debate sobre a validade da justiça feita pelas próprias mãos. Essa sequência já não tem mais nenhuma preocupação em levantar qualquer tipo de bandeira sobre isso, se contentando em disponibilizar ao público um filme de ação bem realizado, com bem movimentadas cenas de confronto entre o arquiteto interpretado por Brando (representando a indignação do homem comum, honesto) contra os jovens punks (que estão ali para materializar tudo o que está errado dentro da sociedade corrompida por valores destrutivos). Quem acaba ganhando no final são os próprios fãs de Charles Bronson, que certamente não terão do que reclamar. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 27 de julho de 2014

Horror Em Amityville

Título no Brasil: Horror Em Amityville
Título Original: The Amityville Horror
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Andrew Douglas
Roteiro: Scott Kosar, Jay Anson
Elenco: Ryan Reynolds, Melissa George, Jimmy Bennett

Sinopse:
George e Kathy Lutz e seus três filhos resolvem se mudar para uma casa que no passado foi o local de um assassinato horrível de toda uma família. O local ficou infame depois da chacina, com fama de ser mal assombrado, mas os Lutz não acreditam nesse tipo de coisa. Com o tempo porém a casa começa a emitir estranhas vibrações, mudando inclusive o comportamento de George. O que segue depois são 28 dias de puro terror para aquela família.

Comentários:
A intenção não era apenas realizar um remake com o conhecido enredo que foi explorado exaustivamente na franquia original Amityville, mas sim tentar realizar um novo filme, independente dos demais. Se era esse o objetivo a ser alcançado só o foi em termos. Na realidade fica impossível tentar um recomeço após tantos filmes. De qualquer maneira não é de todo mal, na verdade pode ser até mesmo uma produção válida e não uma oportunidade completamente perdida de revitalizar esse mito da sombria casa onde toda aquela família foi morta naquela terrível chacina. Se a direção de arte e o roteiro são bons o mesmo não se pode dizer do elenco. Infelizmente Ryan Reynolds continua muito fraco. Em seus momentos cruciais na trama, quando tem que realmente mostrar serviço, ele falha a olhos vistos. No geral não deixa de ser um bom filme de horror, embora deixe a desejar em determinados aspectos como esse citado. Como não fez sucesso suficiente, possa ser que não haja mais produções explorando Amityville. Curiosamente a história que deu origem a tudo - com a morte da família e seus desdobramentos - ainda não foi devidamente explorada pelo cinema.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Desejo de Matar 3

Título no Brasil: Desejo de Matar 3
Título Original: Death Wish 3
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Group
Direção: Michael Winner
Roteiro: Don Jakoby, Brian Garfield
Elenco: Charles Bronson, Deborah Raffin, Ed Lauter

Sinopse:
O arquiteto e justiceiro Paul Kersey (Charles Bronson) vai para Nova Iorque para vingar a morte de um amigo policial, causada por uma violenta quadrilha de bairro. Agora, armado com um poderoso equipamento bélico, ele está decidido a livrar as ruas daquela marginália infecta.

Comentários:
Terceiro e considerado o mais violento exemplar da franquia "Death Wish 3". A premissa é praticamente a mesma de todos os demais filmes da série. Alguma pessoa próxima a Kersey é assassinada e ele não encontra respostas do sistema legal em punir os criminosos. Assim resolve agir com as próprias mãos, aplicando aquilo que entende ser o mais justo possível. Nesse exemplar realizado nos anos 80, onde todos os filmes pareciam competir entre si para ser o mais violento, Bronson chega a utilizar um lançador de mísseis para detonar os bandidos!!! Como se trata mais uma produção da Cannon a sutileza certamente foi deixada de lado completamente. Já Charles Bronson continua em seu tipo habitual, personagem de poucas palavras e muita ação! Nesse exemplar da série ele mata mais gente do que em praticamente todos os dois filmes anteriores - virando literalmente um exterminador de bandidos urbanos. Ecos de uma época em que os filmes de ação dominavam as bilheterias em Hollywood.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Na Cama Com Madonna

Título no Brasil: Na Cama Com Madonna
Título Original: Madonna - Truth or Dare
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax Films
Direção: Alek Keshishian
Roteiro: Alek Keshishian, Madonna
Elenco: Madonna, Donna DeLory, Niki Harris

Sinopse:
Musical em forma de documentário que acompanha a popstar Madonna em sua turnê mundial 'Blond Ambition' durante os anos 1990. O filme capta Madonna nos palcos, nos bastidores, ensaios e toda a comoção causada por sua presença nos principais estádios por onde passou nessa sua vitoriosa excursão internacional. Filme indicado ao prêmio da National Society of Film Critics Awards na categoria de Melhor Documentário.

Comentários:
Produção que alcançou um grande sucesso em seu lançamento no começo dos anos 1990. Madonna, no auge de sua popularidade, desfila em cena, tentando mostrando como ela se comportava nessas turnês enormes e milionárias. Usando um visual em homenagem ao mito Marilyn Monroe, ela aproveita para alimentar ainda mais polêmica, fruto de seu comportamento pouco comum para popstars da época. De ameaças sofridas no Japão até uma quase prisão por 'indecência pública' no Canadá, o filme vai captando momentos ora íntimos, ora públicos da famosa cantora e dançarina. Uma das cenas ficou especialmente conhecida quando ela tira onda de Kevin Costner que vai visitá-la no camarim. Na época a cantora ainda namorava o nada simpático Warren Beatty, que aparece rapidamente numa cena de bastidores. Todo filmado em preto e branco, sem dúvida se trata de um belo trabalho que tenta trazer ao espectador a sensação de participar de algo tão dispendioso como essa turnê. Para os que gostam da artista é sem dúvida uma peça essencial.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 26 de julho de 2014

Acusados

Título no Brasil: Acusados
Título Original: The Accused
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Jonathan Kaplan
Roteiro: Tom Topor
Elenco: Kelly McGillis, Jodie Foster, Bernie Coulson

Sinopse:
Sarah Tobias (Jodie Foster) é uma jovem vítima de estupro em um bar que resolve denunciar os autores do crime, mas acaba encontrando várias barreiras, tanto legais como culturais, seja no sistema penal como também na própria sociedade que se recusa a vê-la como uma simples vítima, se tornando alvo do preconceito de todos. Filme vencedor do Oscar e do Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Jodie Foster).

Comentários:
A melhor atuação da carreira de Jodie Foster também é um dos melhores filmes sobre o estigma que acaba acompanhando as mulheres que são vítimas de estupro. Por uma dessas coisas complicadas de explicar existe dentro da sociedade todo um sistema de preconceitos e injustos estigmas que acabam penalizando muito mais as vítimas do que os autores desse crime, tanto isso é verdade que muitas mulheres preferem silenciar a ter que passar por todo um martírio legal para ver os agressores atrás das grades. Para reforçar ainda mais o clima de denúncia, o diretor francês  Jonathan Kaplan resolveu adotar um estilo seco, quase documental, mostrando de forma clara e direta os desafios que esperam a personagem corajosa de Jodie Foster. Outro destaque do elenco, tão inspirada como ela no quesito atuação, vem da talentosa atriz Kelly McGillis, que após assumir ser gay levantou a bandeira contra outro tipo de preconceito, dirigido contra os homossexuais. Assim deixamos a indicação para os que admiram o trabalho desenvolvido pela atriz e estrela Jodie Foster. Aqui ela está simplesmente magistral em seu papel. O ponto alto de toda a sua carreira.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Difícil de Matar

Título no Brasil: Difícil de Matar
Título Original: Hard to Kill
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Bruce Malmuth
Roteiro: Steven McKay
Elenco: Steven Seagal, Kelly LeBrock, William Sadler

Sinopse:
Mason Storm (Steven Seagal) é um tira durão que prefere seguir o estilo "lobo solitário", resolvendo ele mesmo todos os casos que lhe caem nas mãos. Após uma invasão em sua casa, sua mulher é assassinada por um grupo de criminosos. Mason ainda tenta impedir o crime, mas é brutalmente espancado. Após passar vários anos em coma ele finalmente retorna à vida para acertar contas com os assassinos. Todas as pistas apontam para um importante político que resolveu riscar Mason do mapa após ele encontrar provas de sua corrupção.

Comentários:
Segundo filme de Steven Seagal. Depois do sucesso de "Nico - Acima da Lei", dois anos antes, a Warner entendeu que poderia ganhar muito com Seagal, em filmes com orçamentos mais enxutos e muita ação e pancadaria, tudo para cair no gosto do público consumidor desse tipo de filme. A aposta foi certeira. Essas fitas não eram grandes sucessos de bilheteria nos cinemas mas no mercado de vídeo VHS geravam muito dinheiro pois o público mais popular sempre as procuravam para locação. "Hard to Kill" não foge muito da fórmula dos filmes de ação da década anterior (dos anos 1980) e de certa forma é até mesmo uma simplificação do estilo daqueles filmes. Mesmo assim é o produto ideal para um determinado nicho do mercado. O grande destaque do elenco vem com a presença da (ainda) bonita Kelly LeBrock. Considerada um dos símbolos sexuais daquela época ela empresta muito charme ao estilo mais violento e cru do filme.  

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Dia dos Mortos

Título no Brasil: Dia dos Mortos
Título Original: Day of the Dead
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: United Film Distribution Company
Direção: George A. Romero
Roteiro: George A. Romero
Elenco: Lori Cardille, Terry Alexander, Joseph Pilato

Sinopse:
Um grupo de sobreviventes de um mundo dizimado por uma terrível praga que transforma a todos em zumbis se refugia em um subterrâneo, enquanto um cientista tenta desesperadamente descobrir uma cura para aquela estranha e desconhecida doença. Filme premiado na categoria Melhor Maquiagem no Saturn Award (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films).

Comentários:
O grande mestre dos filmes de Zumbis foi mesmo o diretor George A. Romero. Na verdade o próprio gênero em si pode ser creditado a ele. Seu filme "A Noite dos Mortos-Vivos" de 1968 é considerado o grande clássico e o grande precursor desse tipo de filme de terror. De fato basta assistir a qualquer filme de Romero para entender que mesmo após tantos anos nada de novo ou original foi adicionado ao estilo. Na verdade ele é o grande original, praticamente o inventor dos filmes com mortos-vivos. Esse "Day of the Dead" já é uma produção de uma fase mais avançada de sua carreira. Lançado em meados dos anos 1980 o filme já conta com uma melhor produção, com mais e melhores efeitos especiais, alguns inclusive de primeira linha, embora o estilo cru tão típico dos filmes do cineasta ainda esteja lá. A premissa é conceitual, ou seja, segue de perto todos os roteiros de praticamente todos os filmes anteriores de Romero, o que para seus fãs não faz grande diferença já que era justamente isso que todos eles esperavam encontrar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Projeto Secreto - Macacos

Título no Brasil: Projeto Secreto - Macacos
Título Original: Project X
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Jonathan Kaplan
Roteiro: Lawrence Lasker, Stanley Weiser
Elenco: Matthew Broderick, Helen Hunt, William Sadler

Sinopse:
Jimmy Garrett (Matthew Broderick) é um jovem designado para cuidar de um grupo de chimpanzés que são utilizados em um programa militar secreto denominado "Project X". Sua convivência com os animais acaba criando um vínculo emocional com eles. Não demora muito e Garrett começa a pensar em uma maneira de os tirar de lá.

Comentários:
Recentemente no Brasil um grupo de ativistas pela causa dos direitos dos animais invadiu um laboratório de testes e salvou vários filhotes da raça Beagle. Esse fato, amplamente noticiado na imprensa, me lembrou imediatamente desse filme, "Projeto Secreto - Macacos". O enredo tem o mesmo objetivo, denunciar os abusos que são cometidos contra animais que são expostos a experimentos científicos. O personagem de Broderick é um sujeito que acaba se envolvendo justamente nesse tipo de situação, só que no seu caso a coisa é ainda mais barra pesada pois se trata de animais usados em testes de armas militares. Além do sempre carisma presente em Matthew Broderick, o filme ainda se destaca pela bela presença da atriz Helen Hunt e da direção segura de Jonathan Kaplan. Os animais do filme também são extremamente bem treinados, tornando a situação explorada pelo roteiro ainda mais comovente. Enfim deixo a dica caso você seja um ecologista ou não! Em ambos os casos a película certamente valerá a pena!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Poltergeist III

Título no Brasil: Poltergeist III
Título Original: Poltergeist III
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Gary Sherman
Roteiro: Gary Sherman, Brian Taggert
Elenco: Heather O'Rourke, Tom Skerritt, Nancy Allen

Sinopse:
A pequena Carol Anne (O'Rourke) dessa vez é enviada para morar com seus tios, uma forma de tentar livrar a jovem dos fantasmas que a atormentam. No novo lar, em um apartamento sofisticado de um grande edifício, tudo parece ter sido deixado para trás definitivamente. Mas será que a paz realmente reinará na vida de Carol Anne? Filme indicado ao Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz Coadjuvante (Zelda Rubinstein).

Comentários:
Se o segundo filme da franquia não tinha muita razão de ser, imagine a terceira parte! Infelizmente muitas séries vão ao limite simplesmente porque continuam rendendo uma margem de lucro considerada satisfatória pelos estúdios. Assim resolveram apelar, trazendo novamente a garotinha Carol Anne Freeling (O'Rourke) e os fantasmas que giram em torno dela de volta às telas. Nem preciso dizer que esse é o pior filme de todos. Se no segundo filme tínhamos um enredo que só fazia sentido em parte, aqui temos um roteiro que não faz sentido nenhum. O próprio argumento é muito fraco, tentando fazer terror em um arranha-céu de uma grande cidade americana! Existe cenário mais inadequado do que esse? Certamente não e por isso o filme tenha uma carga mínima de suspense e tensão. Tudo muito fraco e sem graça. Sinceramente não deveria nem mesmo existir para ser sincero. Em termos de "Poltergeist" ainda vale a mesma dica: assista ao primeiro e esqueça todos os demais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Jogos de Guerra

Título no Brasil: Jogos de Guerra
Título Original: WarGames
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: John Badham
Roteiro: Lawrence Lasker, Walter F. Parkes
Elenco: Matthew Broderick, Ally Sheedy, John Wood

Sinopse:
David (Matthew Broderick) é um jovem com muito talento para o mundo da informática que acaba descobrindo uma maneira de entrar no computador central do sistema de segurança do governo americano. Uma vez lá, ele percebe que se quiser poderá até mesmo dar origem a uma guerra nuclear entre União Soviética e Estados Unidos. Filme indicado aos Oscars de Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Som.

Comentários:
Um clássico da guerra fria. Assim de forma bem singela poderíamos definir esse "WarGames", um filme que captou como poucos o clima de paranóia que estava no ar durante os anos do governo Reagan. Por décadas o mundo viveu o temor de presenciar uma guerra nuclear entre as duas maiores potências militares da época. Agora imagine se tudo acontecesse por causa de um adolescente, que adentrasse o sistema de defesa, e começasse uma guerra real a partir da invasão dos computadores de alta segurança do Pentágono! Afinal de contas o mundo informatizado ainda dava pequenos passos nos anos 1980. Curiosamente o evento mostrado no filme, embora seja mera ficção, quase aconteceu de fato durante uma invasão ao mesmo sistema mostrado no filme. Isso aliado a um bom roteiro e a um clima muito bem recriado garante o interesse em "WarGames" mesmo nos dias de hoje. Foi o primeiro filme de repercussão de um ainda quase adolescente Matthew Broderick que, apesar da pouca idade, já dava sinais de que se tornaria um astro nos anos que viriam. Um bom resumo de uma época que já não existe mais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Salem

Título no Brasil: Salem
Título Original: Salem
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: David Von Ancken, Alex Zakrzewski
Roteiro: Brannon Braga, Jon Harmon
Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel

Sinopse:
Na isolada e sombria Salem, os líderes da comunidade impõem uma severa moralidade baseada em preceitos religiosos para ser seguida por todos os membros. Quem não se adequar ao rígido código de comportamento corre o risco de ser queimado na fogueira, para onde são enviados todos os que se atrevem a entrar em contato com as forças do mal nas escuras florestas que cercam a cidade.

Comentários:
Tive uma boa surpresa ao assistir ao episódio piloto dessa nova série, "Salem". Como se sabe essa localidade ficou famosa na história por causa do conhecido evento histórico onde uma série de pessoas foram queimadas vivas na fogueira, após serem acusadas de bruxaria por uma jovem garota. O enredo se passa na mesma época histórica, com o lugar dominado pelo padrão moral dos puritanos, que puniam qualquer um que fosse contra suas crenças (eram protestantes fanáticos e queimavam as pessoas vivas tal como se via na inquisição na Europa). Não há o que reclamar de aspectos meramente técnicos (como figurinos, direção de arte, ambientação, reconstituição histórica, etc). O roteiro também me pareceu muito bem bolado, misturando fatos da história com realismo fantástico, isso porque as bruxas de Salem não são fruto da ignorância alheia ou do fanatismo religioso mas sim criaturas do mal, de existência concreta. No final do episódio ficamos com a sensação que vem coisa boa por aí - eis aqui uma boa aposta para acompanhar uma nova série que está chegando em sua telinha. Programe-se e se divirta!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Stray Cats


Stray Cats
Se você acha que o Rockabilly morreu nos anos 1950 aqui está uma prova que o estilo ainda conseguiu seguir em frente. O Stray Cats foi um grupo formado no final dos anos 1970 que tinha a interessante proposta de reviver um jeito antigo de fazer rock ´n´ roll. Formado por Brian Stzer, Lee Rocker e Slim Jim Phantom, eles fizeram ótimos álbuns nos anos 1980. Uma prova que o Rockabilly ainda estava vivo!

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - Ouro de Tolo

Elvis Presley - Ouro de Tolo
Ouro de Tolo - Com 40 anos de idade, Elvis Presley tinha conseguido ganhar milhões de dólares - e estava duro! O motivo é simples: ele era o mais impulsivo consumidor de todos os tempos. Suas extravagâncias tornaram-se lendárias. Uma noite em Memphis, ele comprou 14 cadillacs e, quando uma velha senhora negra vinha passando pela calçada, deu de presente a ela um dos carros mais luxuosos. A sua súbita mania de comprar aviões (depois de passar a vida inteira com medo de voar) fez dele o proprietário de uma frota de quatro aviões a jato. A disposição de instalar seus camaradas em casas novas, impulso que se estendeu a Linda Thompson, que além de ganhar uma casa só para ela, ainda ganhou uma para os pais e outra para o irmão. Esse jeito de gastar dinheiro, apenas permitido a um xeque do petróleo, só poderia mesmo deixar Elvis Presley a um passo da pobreza! Mas ele não foi sempre assim.

Quando jovem Elvis era tão pão duro quanto seu pai Vernon. Mais tarde, no início dos anos 60, Elvis ficou tão impressionado com textos religiosos do tipo "será muito mais difícil para um homem rico entrar no reino dos céus do que um camelo passar pelo buraco de uma agulha" e praticamente começou a jogar dinheiro fora nos seus anos finais. Considere esses atos de desvario. No 8º aniversário de Lisa Marie em 1976, Elvis estava recebendo em Graceland dois de seus amigos policiais preferidos: o detetive Ron Pietrafeso e o capitão Jerry Kennedy, ambos da polícia de Denver, Colorado. À noitinha, Elvis começou a falar sobre um incrível sanduíche que havia saboreado em um restaurante de Denver. A delícia era feita com pão francês, geléia, pasta de amendoim e bacon e custava 50 dólares, o que era o motivo de seu nome: Fool's Gold (ouro de tolo). Enquanto Elvis falava, um dos caras ficou com água na boca e disse: "Rapaz, como eu gostaria de um desses agora!". Imediatamente uma luzinha piscou na mente de Elvis e ele não vacilou. Qualquer que fosse o desejo que se fizesse no palácio do Rei do Rock, ele seria atendido: "Então vamos lá comer um!" - ordenou Elvis.

Num piscar de olhos, 19 pessoas estavam à bordo do Lisa Marie voando para o Colorado. Pelo telefone do avião foram encomendados 22 suculentos sanduíches (três para a tripulação), uma caixa de champanhe e uma de água mineral. À 1:40h da madrugada, quando o Lisa Marie aterrissou no aeroporto de Denver, o dono do restaurante levou a comida a bordo e todos degustaram os sanduíches, em seguida o avião decolou de volta a Memphis, a 3000 Km de distância. De acordo com o piloto Milo High, esses 22 sanduíches mais os custos operacionais de colocar a aeronave no ar custaram ao Rei uma quantia superior a 100 mil dólares. O alto custo financeiro desse simples capricho e impulso de Elvis foi gasto em menos de três horas! Conseguir seu quinhão do tesouro real tornou-se um das maiores preocupações na corte do Rei moribundo. Um dos que se deram bem foi o médico particular de Elvis, Dr George Nichopoulos. Primeiro o médico ganhou a tradicional casa nova no valor de 350 mil dólares.

Depois o Dr Nichopoulos se juntou a um grupo de médicos para construírem um centro clínico no valor de 5.5 milhões de dólares e de novo ele foi buscar ajuda financeira em seu principal cliente. A grana não era muito importante para os caras da máfia de Memphis no começo. Elvis nunca pagava um salário de verdade, mas isso realmente não importava quando se era jovem, solteiro, despreocupado e se ficava circulando com o chefe em carros luxuosos e curtindo uma festa todas as noites, onde havia pelo menos dez garotas para cada um deles. Mas, quando os caras se casaram e tiveram filhos, as coisas mudaram e os salários passaram dos ridículos 35 dólares mensais em 1960 para 170 dólares semanais em 1970 e em 1976, 350 dólares por semana. Dessa forma Elvis estava desembolsando pessoalmente, todos os meses, cerca de 30 mil dólares apenas para manter sua guarda pessoal, sua entourage. Mas mesmo assim isso ainda era muito pouco para um serviço de dedicação exclusiva e que envolvia até mesmo risco de vida. Tá legal, de vez em quando Elvis jogava um carro luxuoso na mão de cada um deles, mas os caras eram obrigados a vendê-los porque, com o salário que ganhavam, não era possível sustentar um Cadillac ou uma Mercedes.

E se algum deles caísse mesmo na graça do chefe poderia conseguir uma casa nova ou então todas as suas contas pagas. Existiam ainda as gratificações natalinas e um abono no final de cada excursão, mas os valores deles dependiam muito de quem os determinavam: se fosse Elvis, cada um dos caras recebia uns 5 mil dólares, mas se fosse Vernon (que odiava os caras da máfia) cada um ganharia apenas um salário semanal e olhe lá. Um dos grandes problemas dos caras era o desgaste de seus casamentos. Nenhum escapou do divórcio. Todas as esposas sabiam muito bem que, durante as excursões, seus maridos aprontavam o diabo. "Esposas não vão nas excursões", essa lei imposta por Elvis admitia apenas uma interpretação: Elvis ainda levava uma vida de solteiro mulherengo e os caras tinham que fazer o mesmo. As esposas odiavam esse esquema e o homem que o criou: Elvis Presley. E os caras ficavam entre dois fogos, como um cabo de guerra entre seu patrão e suas esposas. Também o que mais poderia se esperar? As esposas dos caras da máfia de Memphis eram todas ex showgirls, bailarinas e atrizes, e é claro que não eram do tipo que ficavam sentadas em casa, escutando todos aqueles boatos sobre as farras orgiasticas que seus maridos se metiam junto com Elvis Presley.

Contato Mortal

Título no Brasil: Contato Mortal
Título Original: Black Eagle
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Magus Productions
Direção: Eric Karson
Roteiro: Shimon Arama, Michael Gonzales
Elenco: Shô Kosugi, Jean-Claude Van Damme, Doran Clark

Sinopse:
Um agente da CIA é designado para resgatar um aparelho vital para o serviço secreto que estava em um avião militar que caiu nas águas do Mar Mediterrâneo. O problema é que os soviéticos também estão atrás do objeto que lhes será muito útil no mundo da espionagem internacional. Um duelo de artes marciais entre agentes decidirá com quem ficará o tal aparelho de espionagem.

Comentários:
Filme de artes marciais realizado bem no comecinho da carreira do ator Jean-Claude Van Damme, que na época sequer era um astro conhecido, mas apenas um bom lutador que aspirava uma chance no mundo do cinema. Aqui ele interpreta o vilão, um agente da KGB que vai lutar contra o protagonista - Shô Kosugi, lutador famoso no Japão - pela posse do tal objeto. No geral é um pequeno filme, de baixo orçamento (apenas três milhões de dólares, um pechincha no mundo do cinema americano) que serviu apenas para chamar atenção para Jean-Claude Van Damme, que começava ainda a despontar entre os fãs dos filmes de ação. Não espere nada além de boas coreografias de lutas, pois como cinema em si "Black Eagle" é bem fraco e irrelevante.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Poltergeist 2 - O Outro Lado

Título no Brasil: Poltergeist 2 - O Outro Lado
Título Original: Poltergeist II The Other Side
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: MGM
Direção: Brian Gibson
Roteiro: Michael Grais, Mark Victor
Elenco: JoBeth Williams, Craig T. Nelson, Heather O'Rourke

Sinopse:
Depois dos acontecimentos terríveis do primeiro filme a família Freeling parece finalmente ter encontrado a paz, mas para sua decepção a garotinha Carol Anne Freeling (Heather O'Rourke) continua a despertar a atenção das pessoas, em especial de um grupo ligado ao mundo oculto e obscuro do mal. Filme indicado ao Oscar na categoria Melhores Efeitos Especiais. Indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Filme de Terror e Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
Sequência do grande sucesso Poltergeist. A primeira grande ausência é a do próprio Steven Spielberg, que havia dado uma significativa ajuda no primeiro filme - que é considerado um clássico dos filmes de terror até nos dias atuais. Sua produção e seu dedo aqui fazem falta. Esse segundo filme tem aspectos interessantes, mas o roteiro apenas dá voltas em torno de si mesmo, tentando levar em frente um enredo que já havia se fechado muito bem no primeiro filme. O grande destaque vai para a equipe que criou os efeitos especiais, que são realmente ótimos, justificando as várias indicações que recebeu, inclusive da Academia. A garotinha Heather O'Rourke também chama a atenção pelo talento, apesar da pouca idade. Infelizmente morreu muito cedo o que acabou elevando ainda mais o status dessa franquia entre os fãs de filmes de terror. No geral é isso, um filme tecnicamente muito bem realizado, mas com um roteiro que deixa a desejar.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Jacknife

Título no Brasil: Jacknife
Título Original: Jacknife
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: David Hugh Jones
Roteiro: Stephen Metcalfe
Elenco: Robert De Niro, Kathy Baker, Ed Harris

Sinopse:
Um conflito se instala entre um veterano do Vietnã e sua irmã, que resolve se envolver romanticamente com um ex-companheiro seu, dos tempos do exército. A volta da convivência entre ambos acaba despertando velhos fantasmas do passado. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris).
 
Comentários:
Um filme de Robert De Niro que poucos se lembram hoje em dia. Uma injustiça pois gosto bastante da estética mais barra pesada dessa produção. Além disso o personagem de De Niro é um achado e tanto, ótimo para um ator com tantas possibilidades como ele. Infelizmente em termos de Brasil o filme segue sendo pouco conhecido, até mesmo para quem viveu a época de seu lançamento. Aliás o filme foi extremamente mal lançado por aqui - nada de salas de exibição, indo parar direto no mercado de fitas VHS. Um absurdo em minha forma de ver, pois gosto bastante da película que hoje em dia é bem complicada de se achar. Em entrevistas de lançamento do filme nos anos 80, De Niro explicou sua intenção em fazer esse filme. Ele queria captar a alma do chamado "Working Man", ou seja, do trabalhador comum dos Estados Unidos. Sujeitos durões, mas íntegros que tinham que lidar com as durezas da vida mesmo depois de ter servido em guerras distantes e complicadas de entender, como o próprio conflito no Vietnã. Enfim, fica a dica para redescobrir esse pequeno mas interessante momento da filmografia de Robert De Niro nos anos 80.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Ataque dos Vermes Malditos

Título no Brasil: O Ataque dos Vermes Malditos
Título Original: Tremors
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Ron Underwood
Roteiro: S.S. Wilson, Brent Maddock
Elenco: Kevin Bacon, Fred Ward, Finn Carter

Sinopse:
Fortes abalos sísmicos intrigam um grupo de pesquisadores, que não sabem precisar a origem daquele fenômeno desconhecido. Valentine McKee (Kevin Bacon) procura então ir a fundo naquilo e acaba descobrindo que tudo é causado por um estranho verme gigante, mal cheiroso e voraz, que se dirige perigosamente em direção às grandes cidades. Indicado a cinco prêmios da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Filme de Ficção, Melhor Atriz Coadjuvante (Finn Carter e Reba McEntire) e Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
A ideia começou quase como uma brincadeira, uma forma de levar a estética dos filmes trash para uma produção mais bem realizada, com tudo do bom e do melhor que a moderna tecnologia poderia proporcionar - afinal de contas a computação gráfica já havia se tornado uma realidade. Esse é aquele tipo de filme chamado nos Estados Unidos de MOW, onde o que importa são as criaturas, os monstros que surgem na tela. Todo o resto, atuação, roteiro e direção, são meros coadjuvantes. O clima desértico, árido e isolado contribuem ainda mais para o bom resultado final. Kevin Bacon, quem diria, acabou fazendo um filme que nada tinha a ver com sua carreira anterior, um verdadeiro alien em sua filmografia. O ator acabou encontrando o tom certo pois em nenhum momento se leva muito à sério. Lançado de forma bastante despretensiosa, a fita fez um belo sucesso o que garantiu a produção de mais filmes, cada vez mais rasteiros e mal realizados nos anos que viriam.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guerreiro Americano

Título no Brasil: Guerreiro Americano
Título Original: American Ninja
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Group
Direção: Sam Firstenberg
Roteiro: Paul De Mielche, Avi Kleinberger
Elenco: Michael Dudikoff, Steve James, Judie Aronson

Sinopse:
Depois de viver uma vida desagregada, um juiz dá uma opção para Joe T. Armstrong (Michael Dudikoff), onde ele terá que decidir se quer ir para a prisão ou para o alistamento militar. Assim ele acaba entrando no exército americano. Perito em artes marciais Joe finalmente encontra o campo ideal para mostrar toda sua arte e destreza.

Comentários:
A produtora Cannon fez a festa dos fãs de filmes de arte marciais nos anos 80. A dupla de produtores Golan-Globus apostou na realização de filmes baratos, que fossem dirigidos para um público bem popular. Embora o sucesso nos cinemas fosse desejado o que eles queriam mesmo era o êxito comercial no mercado de vídeo onde certamente encontrariam o seu público consumidor. E foi justamente isso que aconteceu. Por aqui muitos dos filmes da Cannon foram lançados pelo selo América Vídeo, em fitas com embalagens azuis bem chamativas que fizeram muito sucesso nas locadoras espalhadas pelo país. Esse "American Ninja" fez a festa de muita gente nos 80´s, revitalizando dentro do mercado americano os chamados filmes de Ninjas, assassinos profissionais que usavam de sua perícia em artes marciais para derrotar seus inimigos. Tudo feito de forma direta, sem firulas, indo direto na veia de quem gostava desse tipo de produção. Filmado nas Filipinas, para amenizar custos, a fita acabou gerando várias sequências depois. Prato cheio para os nostálgicos dessa época. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar

Título no Brasil: Anjos da Vida - Mais Bravos que o Mar
Título Original: The Guardian
Ano de Produção: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Andrew Davis
Roteiro: Ron L. Brinkerhoff
Elenco: Kevin Costner, Ashton Kutcher, Sela Ward

Sinopse:
Ben Randall (Kevin Costner) é um veterano da equipe de resgate da Guarda Costeira americana que é transferido para uma base de treinamento após a morte de um membro de sua equipe. A nova vida na academia não lhe agrada muito, mas ordens são ordens e devem ser cumpridas. Lá ele começa a lidar com novos recrutas, entre eles o arrogante e confiante jovem aspirante Jake Fischer (Ashton Kutcher), que terá muito a aprender com a sua experiência.

Comentários:
Um filme bastante razoável que foi prejudicado por causa da presença do "mala sem alça" Ashton Kutcher que não acrescenta em absolutamente nada no quesito atuação. É a tal coisa, Costner, já envelhecido, não era mais garantia de farta bilheteria - fato inclusive que foi mais do que confirmado por causa de alguns fracassos comerciais de que tinha participado. Assim o jeito foi a Touchstone Pictures escalar o astro jovem da TV Ashton Kutcher (de "That´s 70´s Show", um sitcom debilóide sobre jovens maconheiros nos anos 70), numa tentativa de usá-lo como chamariz para o público mais jovem. Não deu muito certo. Lembro bem que na sessão em que fui ver o filme havia muito mais adultos, certamente fãs de Kevin Costner em seus bons tempos. Nada de adolescentes bobões de lado (graças ao bom Deus!). Por falar nisso ainda bem que não foram ao cinema pois o filme se propõe a divertir, mas também trazer um pouco mais de densidade em sua carga dramática. As cenas são muito bem editadas, com ótimo timing nos diversos resgates que vão ocorrendo no desenrolar da trama. Considero uma película muito bem realizada do ponto de vista técnico. No geral é um bom filme, mas que não marcou muito e hoje já está quase completamente esquecido.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Desejo de Matar 4 - Operação Crackdown

Título no Brasil: Desejo de Matar 4 - Operação Crackdown
Título Original: Death Wish 4 - The Crackdown
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Group
Direção: J. Lee Thompson
Roteiro: Brian Garfield, Gail Morgan Hickman
Elenco: Charles Bronson, Kay Lenz, John P. Ryan

Sinopse:
Depois de vingar a morte de entes queridos nos filmes anteriores tudo o que Paul Kersey (Charles Bronson) deseja é reconstruir sua vida e viver em paz. Ele conhece uma mulher interessante e começa um bom relacionamento com ela, mas infelizmente a criminalidade não dá tréguas. A filha de sua namorada se torna vítima de uma gangue de traficantes de crack. Sem outra opção Kersey resolve voltar às ruas para limpar a escória da sociedade.

Comentários:
Quarto e penúltimo filme da violenta franquia "Death Wish". Aqui Charles Bronson resolveu voltar ao papel após uma proposta irrecusável da Cannon, que havia adquirido os direitos de filmagem de várias franquias de sucesso do passado como "Superman" e é claro, "Desejo de Matar". A parceria foi muito bem sucedida fazendo inclusive Bronson a estrelar outras fitas da produtora. Aqui nada de muito original, aliás todos os filmes da série "Desejo de Matar" são variações apenas do primeiro filme. Nada de muito inovador, a não ser a idade de Bronson que começava a se tornar um problema para as cenas mais agitadas. Mesmo assim o ator conseguiu manter seu carisma à prova de falhas. O filme segue de perto a linha das produções de ação dos anos 80, assim se você curte esse estilo certamente não ficará decepcionado. Afinal de contas Bronson sempre foi um ídolo supremo dos fãs de action movies.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Adoradores do Diabo

Título no Brasil: Adoradores do Diabo
Título Original: The Believers
Ano de Produção: 1987
País: Estados Unidos
Estúdio: Orion Pictures
Direção: John Schlesinger
Roteiro: Mark Frost, Nicholas Conde
Elenco: Martin Sheen, Helen Shaver, Harley Cross

Sinopse:
Após a morte supostamente acidental de uma mulher numa cozinha, um médico de Nova Iorque descobre que ela estaria envolvida em uma rede de membros que se reúnem numa seita satânica nos porões da cidade. São fanáticos que promovem sacrificios humanos com crianças. Para seu desespero também acaba descobrindo que seu filho é um dos alvos. Agora terá que lutar para salvar a criança das mãos dos membros dessa sanguinária seita do diabo.

Comentários:
Um bom filme de terror que causou certa sensação em seu lançamento por tratar de um problema que só tem crescido nos últimos anos: a proliferação de seitas que se envolvem em magia negra, matando crianças em sacrifícios terríveis dirigidos para seus supostos deuses do inferno. O roteiro investe numa situação mais intelectual e procura evitar apelar o tempo todo para absurdos sensacionalistas. Quem acaba se saindo muito bem em cena é o veterano ator Martin Sheen, que empresta todo o seu talento dramático para tornar ainda mais verdadeira a agonia pela qual seu personagem passa. Sempre fui um admirador da obra do cineasta inglês John Schlesinger que no passado dirigiu várias obras primas como por exemplo "Perdidos na Noite" e "Maratona da Morte". Sua sensibilidade cinematográfica apurada acaba trazendo grande força a esse filme que lida com um assunto tão complicado. Vale a indicação para os fãs de filmes de horror que sejam mais intrigantes.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Arn - O Fim da Jornada

Título no Brasil: Arn - O Fim da Jornada
Título Original:  Arn - Riket Vid Vägens Slut
Ano de Produção: 2008
País: Suécia, Dinamarca, Alemanha
Estúdio: AMC Pictures, Arion Communications
Direção: Peter Flinth
Roteiro: Jan Guillou, Hans Gunnarsson
Elenco: Joakim Nätterqvist, Sofia Helin, Stellan Skarsgård

Sinopse:
Após anos de luta na Terra Santa o cavaleiro templário Arn (Joakim Nätterqvist) só deseja voltar para sua terra natal, no norte da Europa. Seu maior sonho é se casar com o amor de sua juventude, ter filhos e aproveitar o resto de sua vida em paz. Sua dispensa porém parece cada vez mais longe, pois sua ordem agora é liderada por um nobre arrogante e sem experiência do campo de batalha. Após os templários serem encurralados pelas forças de Saladino, Arn presencia todo o seu grupo ser dizimado. Por um milagre consegue sobreviver ao terrível combate e finalmente recebe a autorização para voltar, dando início à sua jornada final.

Comentários:
Sequência de "Arn: O Cavaleiro Templário" de 2007. Como aprecio bastante história, principalmente na era das grandes cruzadas, sempre gostei dos filmes enfocando as lutas de Arn Magnusson, o personagem retratado nos livros de autoria do sueco Jan Guillou. O interessante é que Arn não foi apenas um personagem meramente ficcional, mas sim um cavaleiro real, cujo neto acabou fundando o Reino da Suécia. Assim temos enfocado nesses filmes um verdadeiro herói daquela nação. O filme, assim como o primeiro, é extremamente bem produzido. Não pense que deixa a desejar em nada em relação aos filmes americanos. As cenas de batalha, a fotografia e a reconstituição de época são perfeitas. "Arn - Riket Vid Vägens Slut" só não é superior ao primeiro porque a segunda parte do filme se concentra na volta de Arn à sua terra, onde acaba tendo que lidar com um outro tipo de guerra, envolvendo reinos rivais em disputa pelo trono real supremo do norte da Europa. Dinamarqueses, Noruegueses e Suecos, todos em pé de guerra, lutam para impor sua própria dominação. Mesmo esse conflito sendo muito bem recriado, ainda prefiro as batalhas do Templários no meio do deserto do Oriente Médio. Mas essa é uma questão menor no final das contas. Assista a saga de "Arn" e veja como é bem realizado e produzido o cinema sueco da atualidade.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Frozen - Uma Aventura Congelante

Título no Brasil: Frozen - Uma Aventura Congelante
Título Original: Frozen
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney Pictures
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Roteiro: Jennifer Lee
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff

Sinopse:
Era uma vez um reino chamado Arendelle, onde viviam duas pequenas princesas. A mais velha delas nasceu com um estranho dom, o de transformar tudo o que toca em gelo. Após um acidente causado involuntariamente em sua irmã, ela resolve se tornar uma reclusa no castelo de seu pai, o monarca daquele lindo reino. Quando seus pais morrem em uma tempestade no mar, Elsa precisa assumir o trono como a nova Rainha. Sua volta ao seio de seu povo porém lhe trará inúmeros problemas por causa de seu grande segredo oculto. Vencedor do Oscar nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original (Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez). Também vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Animação.

Comentários:
Nova animação dos estúdios Disney que fez um tremendo sucesso de bilheteria ao redor do mundo. Não é para menos, afinal de contas a Disney volta finalmente ao universo que a consagrou, a das princesas, príncipes e reinos encantados. A estória foi inspirada no conto "The Snow Queen" de Hans Christian Andersen, o que já garante de antemão um belo conto de fadas como fonte. Some-se a isso a excelente produção, que tira ótimo proveito das formas geométricas do gelo e você terá uma animação realmente marcante. Todos os personagens, como sempre, são muito bem trabalhados em suas personalidades e a estorinha flui de forma espontânea e livre. A ótima direção de arte procura recriar figurinos e ambientação das antigas monarquias Prussianas e austríacas, com destaque para a era dos Habsburgos, o que se torna um belo diferencial em relação a outras animações semelhantes. As princesas são bem tradicionais dentro do universo Disney, com destaque para a classe de Elsa e o espírito livre de Anna (que é a verdadeira protagonista da estorinha). O boneco de gelo Olaf funciona muito bem como alívio cômico, embora seja bem mais inocente do que o habitual para esse tipo de personagem. Ele é apenas a cereja do bolo de um mundo animado muito rico em detalhes, seguindo o padrão de qualidade Disney dos bons tempos! Como se trata também de um musical, o espectador ainda leva de brinde ótimas canções escritas originalmente para o filme (e que foram amplamente premiadas, inclusive com o Oscar). Assim não há como as crianças (e os pais também) não gostarem de todo aquele clima mágico que se vê na tela. Em suma, "Frozen" é uma animação cativante que nos faz acreditar de novo em belas estórias que terminam com todos vivendo felizes para sempre.

Pablo Aluísio e Thaís Albuquerque.

John Lennon - Imagine / It's So Hard

O single mais vendido da carreira solo de John Lennon. Não é para menos. "Imagine" é o seu hino pessoal definitivo, a canção que o marcaria para sempre - e isso levando-se em conta inclusive sua obra ao lado dos Beatles. O grande diferencial foi sua letra propondo um mundo utópico, sem guerras, sem fronteiras, sem religiões e nem ideologias, mas em paz! A melodia também era extremamente bem composta, toda escrita em piano. Curiosamente Lennon a compôs assim, bem simples, crua até, mas muito bonita.

O produtor Phil Spector ainda quis convencer Lennon a adicionar orquestração de fundo na canção pois a achava com "jeito de demo" mas Lennon depois de pensar muito desistiu de mexer em sua simplicidade cativante. Acertou em cheio. A música, composta no grande piano de cauda branca de John, nasceu tal como foi gravada e foi justamente nisso que residiu sua beleza à prova de críticas.

E por falar em crítica é de se admirar que "Imagine" foi bem malhada quando chegou nas lojas. As resenhas negativas não atacavam seu arranjo e nem muito menos sua linda harmonia, mas sim a ideologia por trás da letra. Para muitos Lennon nada mais era do que um subversivo propondo soluções perigosas e até infantis para os problemas do mundo. O curioso é que não houve consenso sobre qual seria a verdadeira ideologia por trás daqueles versos. Era uma música anarquista? Socialista? Pagã? As hipóteses eram as mais variadas possíveis e isso intrigou Lennon profundamente pois ele queria escrever suas canções da forma mais direta possível, sem arroubos obscuros à la Bob Dylan - que ele tinha deixado para trás desde o fim dos Beatles.

Causava estranheza a ele o fato das pessoas não conseguirem captar a verdadeira mensagem por trás da canção. Para o governo americano porém "Imagine" trazia uma perigosa mensagem para a juventude. O presidente Nixon o colocou em sua lista negra e Lennon passaria a ser investigado e acompanhado por agentes do FBI. Tempos obscuros viriam para o cantor... e pensar que tudo começou com essa simples mensagem pacifista do bem intencionado John Lennon naqueles momentos turbulentos pelo qual o mundo passava.

Pablo Aluísio.

 

domingo, 20 de julho de 2014

Rush - No Limite da Emoção

Título no Brasil: Rush - No Limite da Emoção
Título Original: Rush
Ano de Produção: 2013
País: Inglaterra, Alemanha
Estúdio:  Imagine Entertainment
Direção: Ron Howard
Roteiro: Peter Morgan
Elenco: Daniel Brühl, Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara 

Sinopse:
O enredo narra a histórica rivalidade entre dois famosos pilotos de Fórmula 1, o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl) e o britânico James Hunt (Chris Hemsworth). Lauda, considerado um piloto frio, calculista e muito sério na busca de seus objetivos, precisa superar seu maior rival, Hunt, um bon vivant, mulherengo, ousado e arrojado, tanto dentro como fora das pistas. Do duelo entre esses dois campeões nasceu uma amizade marcada pela competição nas pistas ao redor do mundo e pela admiração mútua. Filme indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Ator Coadjuvante (Daniel Brühl). Vencedor do BAFTA Awards na categoria Melhor Edição.

Comentários:
Gostei bastante de "Rush", um caso raro de filme sobre o circo da Fórmula 1 que é realmente bom e não apela para bobagens - como aquele terrível filme com Stallone. O fato de ter sido inspirado em uma história real certamente ajuda na beleza da produção, nos lances dramáticos dessa briga entre dois grandes e históricos astros da Fórmula 1, dois esportistas que eram completamente diferentes entre si. A única semelhança era a incrível vontade de vencer o campeonato mundial. O filme me soou particularmente próximo porque cheguei a acompanhar parte da carreira de Niki Lauda. Impossível não reparar em sua incrível força de vontade, mesmo após sofrer um terrível acidente em que ficou literalmente dentro de um carro em chamas na pista. Mesmo com várias partes do corpo com queimaduras graves e o rosto desfigurado, ainda teve a garra de voltar às pistas para disputar até o fim o marcante campeonato de 1976. É justamente durante essa competição, que ficou marcada na história pela acirrada disputa ponto a ponto, que o enredo se desenvolve. O filme tem ótima edição de imagens e prefere apostar mais nas competições em si do que exagerar no melodrama do acidente de Lauda - o que fez muito bem. O saldo final é de fato acima da média, uma produção que nos faz lembrar dos bons e velhos tempos da Fórmula 1.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

A Face do Mal

Título no Brasil: A Face do Mal
Título Original: Haunt
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: QED International, Revolver Pictures
Direção: Mac Carter
Roteiro: Andrew Barrer
Elenco: Jacki Weaver, Liana Liberato, Harrison Gilbertson

Sinopse:
Como a própria narração do filme explica, se trata de uma história de fantasmas e como toda história de fantasma tudo começa com uma grande e velha casa isolada. Lá ocorreu uma tragédia no passado, onde praticamente toda uma família foi morta, restante apenas a mãe, aterrorizada. Anos depois o lugar é colocado à venda. Uma nova família se decide então mudar para o casarão, o que definitivamente não será uma boa ideia.

Comentários:
O roteiro me lembrou imediatamente da franquia "Amityville". Pense, é praticamente o mesmo argumento - família sofre uma tragédia numa velha casa amaldiçoada, nova família se muda para lá e o terror recomeça. É algo que anda saturado em filmes de terror, para falar a verdade. A nota positiva é que realmente tentaram fazer um filme com esse estilo mais antigo, da velha escola. Essa escolha acaba se revelando a melhor coisa da produção. A estética e a fotografia também se destacam, dando origem a alguns bons (embora poucos) sustos verdadeiros. Como casas velhas fazem muitos ruídos (naturais e sobrenaturais) os roteiristas aproveitaram bastante esses elementos para dar arrepios no público. Só não gosto muito dessa coisa de deixar a cena em completo silêncio para depois tudo explodir em um som ensurdecedor, até porque isso não é susto real, vindo do suspense do filme, mas susto pelo susto, que pode acontecer com qualquer um, a todo momento. Já para o público mais adolescente há ainda espaço para um namorico entre dois jovens, um deles o rapaz que acaba de se mudar para aquela casa mal assombrada e uma jovem que tem problemas com seu pai e mora ali por perto. Ah, e antes que me esqueça os fãs de monstros também vão curtir pois o design das criaturas é bem feita. No geral fica um pouquinho acima da média do que se tem feito no estilo nos últimos tempos, mas só um pouquinho mesmo. De qualquer maneira ainda vale a locação ou o ingresso caso você esteja a fim de levar uns sustinhos de noite.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Bad Ass 2

Título no Brasil: Bad Ass 2
Título Original: Bad Ass 2 - Bad Asses
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Craig Moss
Roteiro: Craig Moss
Elenco: Danny Trejo, Danny Glover, Andrew Divoff

Sinopse:
Três anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Frank Vega (Danny Trejo) segue levando sua vida em frente. Ele trabalha como treinador em uma academia de boxe e aposta todas as suas fichas em um jovem garoto, muito promissor no esporte. Não demora muito e Vega o transforma em seu pupilo. Os sonhos de um futuro melhor para ele porém acabam quando é encurralado à noite por uma quadrilha de traficantes. Esfaqueado, é deixado para morrer agonizante no meio da rua. Frank Vega fica desolado com a covardia do crime e resolve ir atrás dos bandidos para um acerto de contas final.

Comentários:
Bom, se você gostou do primeiro "Bad Ass" muito provavelmente gostará desse aqui também. O mesmo vale se odiou o original - nesse caso obviamente fique o mais longe possível. Essa sequência foi lançada diretamente para o mercado de venda direta ao consumidor americano. O orçamento é enxuto (meros cinco milhões de dólares) e o roteiro formulaico. De certa forma se apóia completamente no carisma de Danny Trejo, que está aos poucos ocupando o vácuo deixado por astros de filmes de ação do passado, como se fosse um novo Charles Bronson, só que em uma versão latina. Ao seu lado temos ainda a boa participação de Danny Glover, aqui interpretando um dono de loja 24 horas que apesar da idade se revela um sujeito durão, bom de briga e de taco (sim, ele usa tacos de hockey para derrubar seus adversários). Curiosamente sobrou até para os nossos queridos hermanos pois a gangue de traficantes é na verdade um grupo que trabalha no consulado argentino em Los Angeles... quem diria! Em suma, um action movie com muita pancadaria, roteiro simples e diversão. Se as porradas de Danny Trejo lhe divertem, nem pense duas vezes e vá fundo hombre!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 19 de julho de 2014

Jogos Patrióticos

Título no Brasil: Jogos Patrióticos
Título Original: Patriot Games
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: W. Peter Iliff
Elenco: Harrison Ford, Sean Bean, Anne Archer

Sinopse:
Jack Ryan (Harrison Ford) acaba se envolvendo em uma complicada rede de complôs, envolvendo membros revolucionários irlandeses que planejam cometer o maior atentado terrorista da história do Reino Unido. Indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria Melhor lançamento em DVD.

Comentários:
O personagem Jack Ryan foi criado pelo autor Tom Clancy, que resolveu adaptar alguns aspectos das fantasiosas estórias de James Bond para o mundo atual, onde sai o charmoso agente inglês e entra um agente americano envolvido em inúmeras tramas envolvendo a CIA. Ryan assim vive em um mundo bem mais pé no chão que Bond, mas mesmo tentando ser o mais realista possível ainda enfrenta grandes desafios, geralmente salvando o mundo no fim de mais um dia duro de trabalho. Como já tive a oportunidade de escrever antes, esse é um dos melhores filmes com Jack Ryan. Até mesmo Harrison Ford está bem no papel (ele voltaria a encarnar o personagem novamente em "Perigo Real e Imediato" dois anos depois). Há um ótimo enredo, uma trama muito bem bolada e ótimas cenas de suspense e ação. Mostra que o gênero filme de espionagem não morreu com o fim da guerra fria na virada dos anos 80 para os 90. O diretor australiano Phillip Noyce também conseguiu unir inteligência com movimentação de uma forma que anda cada vez mais rara em Hollywood.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Acima de Qualquer Suspeita

Título no Brasil: Acima de Qualquer Suspeita
Título Original: Presumed Innocent
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Alan J. Pakula
Roteiro: Frank Pierson
Elenco: Harrison Ford, Raul Julia, Greta Scacchi

Sinopse:
Quando a assistente de promotoria Carolyn Polhemus (Greta Scacchi) é violentamente assassinada, o promotor Rusty Sabich (Harrison Ford) é designado para solucionar o caso. O problema é que Rusty tinha um caso extra-conjugal com ela e isso pode se tornar um enorme escândalo caso a imprensa venha a descobrir isso. Por essa razão Rusty começa a apagar os indícios que o ligam até Carolyn, algo que depois lhe causará inúmeros problemas.

Comentários:
Existe um filme com o mesmo nome lançado em 2009 com Michael Douglas. Obviamente não é sobre ele que estamos tratando aqui, mas sim esse bom thriller de suspense, estrelado por Harrison Ford, com roteiro baseado no best seller escrito pelo autor Scott Turow. De certa maneira esse enredo sempre me lembrou de "Sem Saída" um filme dos anos 80 com Kevin Costner onde ele tinha que liderar uma investigação em que ele acabava virando o principal suspeito. Harrison Ford aqui surge com um personagem semelhante, o que garante o interesse até o fim. Ele aliás ainda estava na crista da onda, no auge de sua popularidade, colecionando sucessos de bilheteria em série. Afinal de contas ele tinha acabado de atuar no blockbuster "Indiana Jones e a Última Cruzada", o que acabou garantindo uma bilheteria muito boa para esse filme que o sucedeu no circuito comercial. O veterano Alan J. Pakula já havia dirigido coisas bem melhores como as obras primas "Todos os Homens do Presidente" e "A Escolha de Sofia", mas mesmo assim mantém um bom nível. No saldo final é uma de suas obras menores, mas que ainda merece a indicação.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Justa Causa

Título no Brasil: Justa Causa
Título Original: Just Cause
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Arne Glimcher
Roteiro: Jeb Stuart 
Elenco: Sean Connery, Laurence Fishburne, Kate Capshaw, Blair Underwood, Ed Harris, Scarlett Johansson, Ned Beatty 

Sinopse:
Bobby Earl (Underwood) é um condenado prestes a ser executado no corredor da morte quando, em desespero, pede ajuda a um conceituado professor de direito de Harvard, Paul Armstrong (Sean Connery). Após estudar o processo e todo o procedimento jurídico que levou Earl rumo em direção à cadeira elétrica, Armstrong descobre que pistas importantes foram ignoradas e provas afastadas, tudo com o objetivo de condenar e usar Earl como um conveniente bode expiatório da polícia e da justiça.

Comentários:
Baseado na obra de John Katzenbach, esse é outro interessante filme da carreira de Sean Connery que anda meio esquecido. Traz um bom roteiro que é particularmente indicado para estudantes de direito em geral. Segundo o autor, o livro que deu origem ao filme foi parcialmente inspirado em fatos reais mas ele, por motivos legais, mudou o nome dos principais personagens. O professor de Harvard inclusive é um famoso legalista no meio jurídico dos Estados Unidos. Interessante notar que a Warner apostou no inexpressivo cineasta Arne Glimcher para dirigir esse filme que prometia bastante. Diretor de apenas três outros filmes (a grande maioria bobagens como "Os Reis do Mambo" e "Prenda-me se Puder!") fica complicado entender porque um filme com Sean Connery no elenco não contou com alguém mais experiente na direção. Isso infelizmente se reflete no desenvolvimento da trama que perde o pique inúmeras vezes, causando um certo tédio e desconforto no espectador. "Just Cause" só não se torna um filme ruim por causa da sempre carismática presença de Sean Connery e da boa trama que se desenrola em seu enredo, porque se fosse depender exclusivamente de seu diretor era certo que naufragaria completamente em seus méritos cinematográficos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Sol Nascente

Título no Brasil: Sol Nascente
Título Original: Rising Sun
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Philip Kaufman
Roteiro: Philip Kaufman
Elenco: Sean Connery, Wesley Snipes, Harvey Keitel

Sinopse:
Nos escritórios de uma empresa japonesa, durante uma festa, uma mulher, que é, evidentemente, uma amante profissional, é encontrada morta, aparentemente depois de algum tipo de ritual violento. Um detetive da polícia, Web Smith (Snipes), é chamado para investigar, mas antes de chegar lá, recebe um telefonema de seu superior que lhe instrui para ir acompanhado de John Connor (Connery), um ex-capitão da polícia e especialista em assuntos japoneses. Quando chegam ao lugar do crime, Web e Connor descobrem que há algo terrível por trás daquele assassinato.

Comentários:
Nos anos 1990 os japoneses desembarcaram em Hollywood com a intenção de adquirir as ações dos grandes grupos de entretenimento da costa oeste. Conseguiram mesmo tomar a direção de vários deles, alguns praticamente falidos, e fundaram a poderosa Sony Pictures, que até hoje desempenha papel de ponta dentro do circuito comercial americano de cinema. Essa verdadeira "invasão" despertou o brio patriótico de certos grupos e a consequência disso foi o lançamento de vários filmes em que os japoneses desempenhavam o papel de vilões sem alma. "Rising Sun" veio nessa onda ufanista. Baseado no livro de sucesso do autor de best sellers Michael Crichton, o filme era mais uma tentativa branca de vilanizar os habitantes da terra do sol nascente. O que mais me admirou nessa fita porém nem foi isso, mas sim o fato de ter sido dirigida pelo cineasta cult Philip Kaufman. Para quem dirigiu filmes "cabeça" como "A Insustentável Leveza do Ser" e "Henry & June - Delírios Eróticos", assinar algo assim, tão comercial, soava quase como uma heresia.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

The Beach Boys - Surfin' Safari

O primeiro single da carreira dos Beach Boys foi "Surfin' / Luau" lançado em novembro de 1961. Na verdade muitos consideram quase uma demo, gravado de forma praticamente amadora e lançado pelo pequeno selo X Records. Nada, mas nada relevante. O bom foi que o disquinho acabou caindo nas mãos de um executivo da poderosa Capitol Records, Murry Wilson, que viu potencial naquele som.

Afinal o Surf era uma moda entre os jovens e aquele som ideal para rolar nas praias estava vendendo como nunca. As gravadoras porém queriam grupos de surf music em que houvesse belos vocais pois o gênero sobrevivia praticamente apenas de músicas instrumentais. Aquele som daqueles jovens desconhecidos poderia suprir esse vazio que o mercado queria ocupar. Os garotos do Beach Boys não faziam média, não queriam criar nenhuma obra prima musical, só desejavam mesmo cantar sobre praias, garotas e surf! Claro que a indústria há muito tempo procurava por algo assim. Foi mesmo uma excelente parceria que renderia ótimos frutos comerciais. Contratados, o grupo se reuniu no ótimo World Pacific Studios e deu origem propriamente em sua carreira profissional. O resultado foi melhor do que esperado.

Apesar de ter sido apenas o primeiro single nacional dos Beach Boys "Surfin' Safari" imediatamente caiu no gosto de seu público alvo, os jovens californianos, que passavam o dia na praia pegando onda, namorando e vendo o sol se por. A incrível vocalização alcançada pelo grupo, aliado a um delicioso acompanhamento instrumental acertou em cheio nas paradas. Para uma banda jovem que era completamente desconhecida, o décimo quarto lugar alcançado na primeira semana de lançamento na prestigiada Billboard Hot 100 representou uma vitória e tanto para os rapazes.

A Capitol tinha grandes planos para os Beach Boys, principalmente a gravação de um álbum e esse single serviu como um termômetro do mercado, para sentir até onde aquele som poderia ir. Os meses que viriam demonstrariam a força comercial dos Beach Boys. Aliás quando ocorreu a invasão britânica nas paradas americanas com a chegada dos Beatles foram eles, os Beach Boys, a única esperança do rock americano em combater os ingleses, luta essa em que eles se apresentaram muito bem, mostrando que o bravo rock Made in USA ainda sobrevivia e era forte o suficiente para bater com os quatros cabeludos de Liverpool de frente! E pensar que no começo os Beach Boys só queriam mesmo um lugar ao sol...

Pablo Aluísio e Erick Steve.
 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Acerto de Contas

Título no Brasil: Acerto de Contas
Título Original: The Big Easy
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Jim McBride
Roteiro: Daniel Petrie Jr.
Elenco: Dennis Quaid, Ellen Barkin, Ned Beatty

Sinopse:
O detetive do departamento de homicídio de New Orleans, Remy McSwain (Dennis Quaid), precisa desvendar uma série de assassinatos violentos supostamente cometidos por uma gangue de criminosos, ao mesmo tempo em que tem que lidar com a bela, sensual mas perigosa Anne Osborne (Ellen Barkin), que trabalha na procuradoria do estado, sempre em busca de tiras corruptos da corporação.

Comentários:
Já que estamos falando do Dennis Quaid essa é uma boa oportunidade para lembrar desse filme policial estrelado pelo ator nos anos 80. Essa é a típica fitinha que fazia sucesso em locadoras de vídeo VHS. Bem realizada, com trama inteligente e esperta e muito clima ao estilo 80´s, cheio de jogo de sombras e linguagem de videoclip. Curiosamente com os anos o filme foi ganhando um imprevisto status cult que se preserva até os dias atuais. Também pudera, Dennis Quaid nunca esteve melhor do que aqui, na pele do detetive Remy McSwain! E o que falar de Ellen Barkin no auge da beleza e sensualidade? Sinceramente em seus bons tempos a Barkin foi uma das mulheres mais sensuais do cinema americano, colocando literalmente fogo nos filmes em que atuava. Ela nunca foi um símbolo de beleza perfeita, mas tinha um olhar de arrasar! A boa direção ficou com o cineasta Jim McBride, que muita gente pensa ser da Irlanda mas que nasceu mesmo em Nova Iorque. Ele voltaria a trabalhar com Quaid logo após em "A Fera do Rock", aquela cinebiografia em ritmo de histórias em quadrinhos sobre o roqueiro veterano Jerry Lee Lewis. Então é isso, o filme já não é tão fácil de achar hoje em dia, mas merece o garimpo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Tubarão 2

Título no Brasil: Tubarão 2
Título Original: Jaws 2
Ano de Produção: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Jeannot Szwarc
Roteiro: Peter Benchley, Carl Gottlieb,
Elenco: Roy Scheider, Lorraine Gary, Murray Hamilton

Sinopse:
A pequena cidade turística da ilha de Amity está tentando se recuperar dos problemas financeiros que sofreu depois de se tornar conhecida como o local de ataques de um sanguinário tubarão, quatro anos antes. Há inclusive a inauguração de um luxuoso resort nas belas praias da região. O que todos temiam porém acontece. Um novo tubarão surge nas águas das praias do local. O chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider) tenta alertar sobre o perigo mas é pressionado para não o fazer, mesmo após a morte de dois mergulhadores.

Comentários:
Depois do enorme sucesso de "Tubarão", dirigido por Steven Spielberg, era previsível que a Universal procurasse lançar uma continuação. O próprio Spielberg não aceitou o convite de dirigir o segundo filme e assim o estúdio acabou escalando o francês Jeannot Szwarc que tinha se destacado na TV dirigindo episódios das populares séries "Columbo", "O Homem de Seis Milhões de Dólares" e "Kojak". O resultado porém se mostrou muito morno e saturado (e olha que estamos falando apenas do segundo filme da franquia, já que outros viriam em seu rastro). Spielberg foi inteligente ao declinar dessa direção pois o primeiro filme já era perfeito e se fechava de maneira completa. Apenas a ganância de faturar mais alguns trocados é que justificava essa sequência. De bom apenas a volta do ator Roy Scheider. De resto nada de muito marcante nesse verdadeiro caça-níqueis da Universal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

O Vôo da Fênix

Título no Brasil: O Vôo da Fênix
Título Original: Flight of the Phoenix
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: John Moore
Roteiro: Lukas Heller, Scott Frank
Elenco: Dennis Quaid, Miranda Otto, Giovanni Ribisi

Sinopse:
Um avião sofre uma pane sob o deserto da Mongólia, deixando seus tripulantes completamente isolados e sem possibilidade de serem resgatados. Para sobreviver eles precisam consertar a aeronave, algo que não será muito fácil por causa dos danos sofridos. Some-se a isso a presença de perigosos mercenários na região e você terá uma fórmula explosiva que pode levar tudo para os ares em questão de minutos.

Comentários:
Remake do clássico "The Flight of the Phoenix" de 1965 com James Stewart, Richard Attenborough e Peter Finch sob direção de Robert Aldrich. Se o primeiro filme foi muito celebrado (levando duas indicações ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante - Ian Bannen - e Melhor Edição) esse aqui, como todo remake, não tem muita razão de ser. O roteiro é praticamente o mesmo, sem maiores novidades, e tudo se resume em tentar trazer aquele bom enredo sob uma verniz moderna. Não funciona muito bem pelo simples fato de que filmes assim eram ideais para uma determinada época do cinema americano, onde os valores eram outros. De qualquer maneira se você nunca assistiu ao filme original e esteja em busca de algo diferente para ver em sua programação da tv a cabo pode ser uma boa opção. O clima de aventura aliada ao bom trabalho de fotografia de Brendan Galvin (o mesmo de "Atrás das Linhas Inimigas" e "Imortais") consegue manter o mínimo de interesse do espectador.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Arquivo X - Eu Quero Acreditar

Título no Brasil: Arquivo X - Eu Quero Acreditar
Título Original: The X Files - I Want to Believe
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Chris Carter
Roteiro: Frank Spotnitz, Chris Carter
Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Billy Connolly

Sinopse:
Muitos anos depois do encerramento da divisão Arquivo X do FBI uma série de estranhas mortes começam a ocorrer numa região rural e isolada da Virgínia. Mulheres desaparecem e depois seus corpos são encontrados mutilados ao longo de uma rodovia. Para solucionar o caso novamente são chamados os ex-agentes Fox Mulder e Dra. Dana Scully, que não parecem muito empolgados de reviver seu passado.

Comentários:
A série "The X-Files" foi um marco da TV americana. Em seu auge alguns episódios eram bem melhores do que muitos filmes em cartaz. Além do excelente nível técnico havia o carisma dos dois protagonistas e temas de realismo fantástico que caíram imediatamente no gosto do público americano. Obviamente que em seu final a série foi perdendo qualidade gradualmente, mas antes que isso acontecesse tentaram levar os agentes mais famosos do FBI para as telas de cinema em "Arquivo X: O Filme" (1998). O resultado não foi o esperado embora o filme seja considerado interessante. Dez anos depois, já com a série cancelada, tentaram novamente com esse "Arquivo X - Eu Quero Acreditar". Embora tenha sido dirigido pelo criador da série, Chris Carter, não achei um filme digno de levar a marca "Arquivo X". Há problemas no roteiro, que não consegue tomar um rumo satisfatório, e o elenco também surge pouco compromissado. David Duchovny, que largou a série para tentar uma carreira no cinema (em vão), não parece muito empolgado em voltar para seu personagem Fox Mulder. Assim no final das contas essa produção só serviu mesmo para deixar saudades nos fãs da série, que era de fato excepcional (principalmente nas três primeiras temporadas).

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Elvis Presley - Tomando conta dos negócios

Elvis Presley - Tomando conta dos negócios
800 mil dólares em joias - Durante esse mesmo ano ou talvez no seguinte, Elvis estava dando um concerto numa cidadezinha da Carolina do Norte. Ele detestava trabalhar nesses lugares. Porém como estava muito deteriorado pelo abuso de drogas e sendo selvagemente criticado pela imprensa, o coronel Parker achou melhor levar sua "propriedade" para se apresentar cada vez mais longe dos grandes centros urbanos. Embora Elvis fosse recebido como um messias, santo ou pastor religioso nessas cidades interioranas, havia ocasiões em que a platéia não gostava muito do que via. Mas, em vez de dar duro e conquistar o público, Elvis simplesmente o comprava. Afinal de contas ele era o Rei, e reis não precisam pedir nada às audiências - aliás, um rei concede audiências! Então, nessa noite em particular, vendo que não estava recebendo a devida atenção da platéia, Elvis de repente interrompeu o show. Enquanto todos no palco o olhavam incrédulos, o Rei chamou o seu ourives real, um joalheiro de Memphis chamado Lowell Hays e que, como todos ao redor de Elvis, também havia tirado a sorte grande. Hays acompanhava Elvis em todas as apresentações, sempre carregando consigo uma caixa cheia das mais caras jóias femininas, para Elvis presentear suas favoritas do momento ou qualquer outra que aparecesse, contanto que lhe desse vontade. Desse modo, em pouco tempo, Hays vendeu ao Rei do Rock mais de 800 mil dólares em jóias.

Assim que o joalheiro entrou no palco, Elvis ordenou que a caixa fosse aberta. Então ele retirou um anel de seu interior e, como se fosse um desses animadores de TV que distribuem prêmios, Elvis mostrou a jóia ao público e perguntou: "Lowell, o que é isso que eu tenho na mão?" "Isso é um anel de ouro branco com uma estrela de safira incrustada, Elvis" - responde Hays. "Quanto custa, Lowell?". "Custa três mil e quinhentos dólares, Elvis". Com isso, Elvis se dirigiu a uma velhinha que estava sentada na primeira fila do teatro. "Vovó, quero que aceite isso porque você me recorda muita a minha velha avó Dodger, que está lá em Memphis!" E enfiou o anel no dedo da velha senhora. O auditório explodiu em gritos, suspiros e lágrimas! Pronto, agora Elvis tinha todos sob seu domínio. Mas acha que ele parou por aí? Que nada! Elvis não se contentava em dar apenas um presente espetacular e foi em frente até esvaziar por completo a caixa de jóias! No final, 35 mil dólares em anéis, brincos, pulseiras e colares foram distribuídos entre as duas primeiras filas do auditório, antes que Elvis desse prosseguimento ao seu show.

Pobre Vernon! Ele quase teve um ataque cardíaco nos bastidores, ao ver o filho jogar dinheiro fora desse jeito tão tolo e infantil. Elvis por sua vez se divertiu como nunca, presenteando seus fãs, distribuindo beijos e abraços para todos! Esse seu comportamento extravagante Elvis justificava insistindo que poderia ganhar imensas somas em dinheiro na hora que quisesse, simplesmente se apresentando em um palco! E isso era a pura verdade como ele bem demonstrou nos anos 70. Em 1974 por exemplo Elvis deu 152 shows e ganhou uma incrível quantia de dinheiro. Nada mal hein? Mas isso não foi suficiente e no final do ano ele foi obrigado a sacar grande parcela dessa soma para poder pagar suas contas! Para onde foi essa grana toda? Para o mesmo lugar de sempre: altos custos operacionais, incluindo 1.7 milhão de dólares pelos serviços de seu empresário Tom Parker, 2.3 milhões de dólares para cobrir os custos de seus shows e banda, 1.8 milhão de dólares em impostos e mais de 1.5 milhão de dólares apenas com suas despesas pessoais.

No final de tudo sobrava pouco mais de 700 mil dólares ao ano para Elvis de lucro, mesmo assim dava para muito bem para se virar com essa grana, mas não Elvis, que tinha entrado numas de comprar aviões! Quanto aos seus negócios com o Coronel Parker tudo o que Elvis sabia era que, toda semana, chegava uma nota de pagamento do escritório do coronel, relatando quanto ele havia ganho através de sua inúmeras firmas, bem como a dedução de 25% (às vezes até 50%) pelos serviços do empresário. Esse dinheiro ia para sua conta bancária e o banco se encarregava de deduzir os impostos. Só isso Elvis sabia a respeito de seus negócios! Resumindo: todo esse sistema era uma perfeita demonstração de como "não tomar conta dos negócios"!