quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Guia de Episódios - The Fall

The Fall 1.01 - Dark Descent
Episódio piloto dessa nova série policial. A trama é estrelada pela atriz Gillian Anderson (a agente Dana Scully da famosa série "Arquivo X", que dizem retornará em breve). Pois bem, ela é uma investigadora inglesa que é enviada para a Irlanda para ajudar nas investigações da morte de várias mulheres que, ao que tudo indica, estão sendo brutalmente assassinadas por um novo serial killer em atividade. O sujeito aparenta ter queda pelo mesmo tipo de vítima, jovens bem sucedidas, independentes e promissoras na carreira. Logo no primeiro episódio o espectador é apresentado ao assassino, um jovem calado e introspectivo, pai de família, com dois filhos pequenos e uma bela esposa. Aparentemente um homem normal, acima de qualquer suspeita. Um retrato bem realizado do poder de camuflagem desse tipo de criminoso. De fato, se você parar para ler sobre a história de muitos dos mais infames assassinos em série da história perceberá que na maioria dos casos eles realmente levavam uma vida acima de qualquer suspeita dentro da sociedade. Muitos eram conceituados em suas comunidades, considerados bons maridos e pais, alguns até exemplos de vida cristã em suas denominações religiosas. Por baixo de toda a fachada porém se encontravam predadores e assassinos frios. Ponto positivo para o roteiro que explora muito bem esse aspecto desse tipo de criminoso. No mais ainda é cedo para avaliar melhor. A personagem interpretada por Gillian Anderson parece ser fria, calculista e objetiva, infelizmente também pouco carismática. Possa ser que venha a melhorar nos episódios seguintes, só nos restando acompanhar para ver no que isso tudo vai dar. De qualquer maneira deixo a recomendação, pois a série realmente promete. / The Fall 1.01 - Dark Descent (Inglaterra, 2013) Direção: Jakob Verbruggen / Roteiro:  Allan Cubitt / Elenco: Gillian Anderson, Jamie Dornan, Laura Donnelly.

The Fall 1.02 - Darkness Visible
No primeiro episódio um serial killer volta a matar. Dessa vez a vítima é uma jovem que vive sozinha. O psicopata tem seu próprio ritual, asfixiando sua presa, para depois pintar suas unhas, a colocando em posições sensuais em sua própria cama. Tudo com o objetivo de tirar fotos... Pois é, a mente desses assassinos realmente pode ser um lugar bem estranho! Nesse segundo episódio ela é encontrada morta por sua irmã. Imediatamente o departamento de polícia é chamado e Stella Gibson (Gillian Anderson) vê que está no caminho certo em sua tese criminal. Ela defende a teoria de que há realmente um assassino em série à solta, matando mulheres com o mesmo perfil. Seu superior não quer que esse tipo de coisa vaze para a imprensa, pois colocaria em má situação o chefe de polícia. Interesses corporativos acabam atrapalhando a busca pelo assassino. De uma maneira ou outra, Stella, depois de muito jogo de cintura, acaba sendo nomeada a chefe das investigações, o que lhe trará maior controle sobre tudo, desde as cenas dos crimes até os desdobramentos das apurações. E como também ficou claro no primeiro episódio o assassino é um pai da família aparentemente normal, com esposa e filhos. O que começa a perturbar sua fachada de suposta normalidade é que sua filha pequena, uma garotinha de pouco mais de sete anos, começa a desenhar figuras sinistras nos trabalhos da escola, obviamente revelando indiretamente um reflexo da personalidade doentia de seu próprio pai. Sigo assistindo a série. Ela me lembra muito até uma outra série americana com temática bem parecida, com o mesmo clima soturno, "The Killing". Se você gosta daquela série policial então recomendo essa aqui também, pois são em certos aspectos bem semelhantes. / The Fall 1.02 - Darkness Visible (EUA - Inglaterra, 2013) Direção: Jakob Verbruggen / Roteiro:  Allan Cubitt, Allan Cubitt/ Elenco: Gillian Anderson, Ben Peel, Michael McElhatton.

The Fall 1.03 - Insolence & Wine
A base dessa série é a busca por um serial killer de mulheres. Após a morte de várias delas o departamento de polícia começa a contar com a preciosa ajuda da investigadora especializada em assassinos em série, Stella Gibson (Gillian Anderson). Como quase sempre acontece nesse tipo de situação o criminoso, no caso o psicopata, cria uma verdadeira camuflagem em torno de si mesmo para surgir perante a sociedade como um sujeito acima de qualquer suspeita. O assassino dessa série é considerado um bom homem por sua vizinhança, com vida familiar estabelecida, filhos e uma esposa maravilhosa. O tipo de carapuça ideal para muitos psicopatas assassinos da vida real. O que muitas vezes pode levar tudo a perder é exatamente a perda do controle sobre seus instintos mais básicos e violentos. É justamente o que ocorre aqui nesse episódio. Depois de matar mais uma de suas vítimas, em um ritual bizarro onde após matar as mulheres ele as embeleza, dá banho, corta seus cabelos e pinta suas unhas, o criminoso resolve ficar algum tempo fora de vista, longe de garotas que despertem sua insana vontade de matar! O problema é quando a vítima em potencial vai até sua própria casa, faz um jogo de sedução e o provoca. Como resistir? No caso, sem saber de absolutamente nada, uma adolescente resolve seduzir o próprio assassino, pensando que ele não passa de um pai de família quadradão e meio boboca! Muitas pessoas realmente não sabem reconhecer o perigo iminente quando ele surge em sua frente! / The Fall 1.03 - Insolence & Wine (Inglaterra, 2013) Direção: Jakob Verbruggen / Roteiro:  Allan Cubitt / Elenco: Gillian Anderson, Sarah Beattie, Jamie Dornan, Nick Lee.

The Fall 1.04 - My Adventurous Song
A série "The Fall" gira em torno de uma investigação liderada pela especialista em serial killers Stella Gibson (Gillian Anderson). Ela tenta descobrir a identidade do assassino em série, um criminoso que sempre mata garotas jovens que possuem um mesmo biotipo: cabelos negros e curtinhos e pele branca. O mais curioso é que o assassino na realidade é um psicoterapeuta, respeitado cidadão, pais de família, que de dia realiza sessões de acompanhamento com mulheres que sofrem abusos de seus namorados e maridos e de noite vira um matador frio e desalmado em busca de jovenzinhas. Nem Freud explica. Antes de matar as meninas ele cria todo um ritual, pintando suas unhas, a colocando em determinadas posições na cama, ouvindo música clássica, como aliás é de praxe no modus operandi desse tipo de psicopata. Nesse episódio o assassino não resiste o longo período que ficou sem matar (por causa do cerco policial ele resolveu dar um tempo) e resolve fazer mais uma vítima. O problema é que tudo acaba dando errado. Quando a vítima entra em seu apartamento o serial killer descobre que ela está acompanhado de um outro jovem como ela. Algo que nunca havia acontecido antes. Mesmo assim ele resolve atacar a ambos. Com extrema violência ele tenta neutralizar o sujeito, mas a briga se torna brutal. Ele definitivamente não esperava por isso. Ao perceber que está perdendo o controle da situação resolve fugir pulando a grade do lado de fora, mas acaba tendo outro azar ao se deparar com um grupo de jovens no meio da rua. Sob o ponto de vista do criminoso aquele certamente foi um dos piores ataques que já fez. Para completar o cerco Stella consegue localizar uma mulher que no passado teria conseguido escapar das garras desse mesmo assassino. Claro que esse depoimento acabará trazendo inúmeras pistas valiosas para o caso. Mais um bom episódio de "The Fall". Com em média 50 minutos ou mais de duração para cada programa essa série vale bastante a pena, ainda mais se você gosta do tema, investigações envolvendo assassinos seriais de jovens adolescentes. / The Fall 1.04 - My Adventurous Song (Inglaterra, 2013) Direção: Jakob Verbruggen / Roteiro: Allan Cubitt / Elenco: Gillian Anderson, John Lynch, Michael McElhatton.

The Fall 1.05 - The Vast Abyss
O texto a seguir contém spoiler. Assim se você ainda não assistiu ao episódio não continue com a leitura. Enquanto a nova versão de "Arquivo x" não chega na TV uma boa dica é acompanhar pelo menos a primeira temporada dessa série "The Fall" estrelada pela atriz Gillian Anderson. Esse é o episódio final da primeira temporada (que sim, é bem curtinha, com apenas cinco episódios no total). O enredo, conforme já escrevi antes, gira em torno da caçada de um serial killer de jovens garotas. Aqui temos o desfecho de tudo. O assassino, como é praxe nesses casos, é um cidadão acima de todas as suspeitas, pai de família, bem casado, etc. Geralmente psicopatas são ótimos em se disfarçar dentro da sociedade. Pois bem, em seu último assassinato tudo deu errado. A garota que ele seguiu até seu apartamento estava acompanhada do irmão, houve uma luta violenta entre eles (algo que ele não previa) e para piorar tudo ao sair do local ele acabou sendo visto por um grupo de jovens que passavam pela rua. Isso acaba levando a polícia até sua casa. Após ser convocado para um depoimento no distrito policial ele faz o que se esperaria de um assassino serial como ele, mente, inventando uma história qualquer. Afirma que estava ao lado da esposa na noite do crime (e essa assustada acaba confirmando tudo para os policiais). Um álibi quase perfeito se não fosse pelo fato da esposa o colocar contra a parede para dizer a verdade dos fatos. O melhor momento do episódio acontece quando Stella Gibson (Gillian Anderson) o desafia a entrar em contato com ela, por telefone. A chamada e o diálogo entre a policial e o assassino se torna seguramente a melhor cena da série até o momento. Apesar de "The Fall" ser uma boa pedida acredito que vou ficando por aqui. Os episódios são bem longos e na maioria das vezes ficamos com aquela sensação de que não há um bom ritmo. Espero rever Gillian Anderson agora apenas na nova temporada de "Arquivo x" (que tanto pode ser uma maravilha, como um abacaxi tremendo). Vamos aguardar. / The Fall 1.05 - The Vast Abyss (Inglaterra, Irlanda, 2013) Direção: Jakob Verbruggen / Roteiro: Allan Cubitt / Elenco: Gillian Anderson, Niamh McGrady, Jamie Dornan.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Preacher

Preacher 1.01 - Pilot
Finalmente assisti o primeiro episódio dessa nova série chamada Preacher. É uma adaptação para a TV da cult graphic novel dos quadrinhos criada por Garth Ennis e Steve Dillon. Em um universo onde céu, inferno e o nosso mundo se cruzam, o padre Jesse Custer (Dominic Cooper) tenta sobreviver a uma grave crise de fé. Ele nunca foi um excelente sacerdote, na verdade não consegue sequer fazer um bom sermão aos domingos e agora pensa seriamente em abandonar tudo. Titular de uma pequena paróquia no fim do mundo (na verdade uma cidadezinha do Texas) ele tem poucos fiéis e uma rotina que engloba problemas com seus seguidores, brigas de bar com valentões locais e um conflito pessoal envolvendo bebidas. Passa longe de ser um pregador modelo. Tudo muda quando, durante uma noite solitária, ele é confrontado, dentro de sua própria igreja, com algo incompreensível, uma força sobrenatural que não consegue explicar.

Pela sinopse deu para ver que a premissa é das melhores. Provavelmente Preacher seria bem legal se não houvesse certos exageros que vão surgindo no meio do episódio, coisas que são bem típicas do mundo dos quadrinhos e quem nem sempre dão muito certo quando adaptadas para filmes ou séries. Uma delas é esse estilo mais cartunesco e exagerado. A personagem Tulip O'Hare, por exemplo, é apresentada numa sequência muito nonsense onde ela acaba até mesmo derrubando um helicóptero militar. Quando religiosos do mundo inteiro são atacados por essa estranha força sobrenatural (que nos gibis seria o gênesis, um monstro do além), tudo soa muito desproporcional, com seus corpos literalmente explodindo, espalhando sangue e tripas para todos os lados. Vai parecer bem estranho para quem não é ligado nos gibis. Mesmo assim, como não sou especialista no universo de Preacher nos quadrinhos, tenho no mínimo a curiosidade para acompanhar a série daqui para frente. Vamos ver se a série vai prender a minha atenção de alguma forma. /  Preacher 1.01 - Pilot (Estados Unidos, 2016) Direção: Evan Goldberg, Seth Rogen / Roteiro: Evan Goldberg, Seth Rogen / Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga

Preacher 1.02 - See
Jesse Custer (Dominic Cooper) tenta ser um homem de Deus de todas as formas, de todo o coração, porém nem sempre isso é muito fácil. Ainda mais quando um pedófilo vem se confessar, dizendo que quase não está mais se controlando ao ver uma linda garotinha brincando no pátio da escola. Depois de ouvir isso o Padre Jesse acaba perdendo um pouco a linha, dando um corretivo na banheira do próprio sujeito. Se não vai pelo bem, que vá pelo mal mesmo. Nesse episódio também ocorre algo mais do que sangrento, quando uma dupla desconhecida resolve entrar na Igreja de Jesse. Portando motos serras (e não serras elétricas, como muitos pensam) eles estão decididos a fazer o pregador em pedacinhos, colocando seus restos na mala. isso até Cassidy (Joseph Gilgun) resolver acabar com tudo, com sua habitual violência. Nesse segundo episódio é interessante chamar a atenção para o fato de que os roteiristas não estão se saindo muito bem em apresentar os personagens principais. Esse é um erro, já que nem todo espectador da série tem familiaridade com os quadrinhos. Espero que esse problema seja corrigido nos próximo episódios. / Preacher 1.02 - See (Estados Unidos, 2016) Direção: Evan Goldberg, Seth Rogen / Roteiro: Sam Catlin, Seth Rogen / Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga.

Preacher 1.03 - The Possibilities
O padre Jesse Custer (Dominic Cooper) descobre que adquiriu um estranho dom ou poder que o faz controlar os atos e vontades de todas as pessoas ao seu redor! Nada mal! Quando o insano Donnie o encurrala em uma banheiro de posto de gasolina, colocando uma arma em sua cabeça, Jesse resolve testar no limite se aquilo que ele pensa possuir é realmente um poder verdadeiro. Ele manda Donnie abaixar as mãos, depois colocar o próprio cano da arma em sua boca - e fica a segundos de mandar ele apertar o gatilho para estourar seus miolos. Só não o faz porque recupera a consciência e manda o sujeito ir embora. E agora, o que fará com esse tipo de poder absoluto e estranho que carrega? Enquanto não decide é procurado por Tulipa. Ela quer que o padre deixe as besteiras de lado e parta ao seu lado para matar um antigo desafeto, Marcus, dos velhos tempos quando Jesse nem era sequer sacerdote, mas sim um bandido comum, membro de quadrilha. Por fim Cassidy recebe dois estranhos na igreja de Jesse enquanto ele está fora. Os dois querem recuperar os poderes do padre! Tudo bem, pensa Cassidy, mas de onde eles vêm? Sâo da CIA, do FBI, do quê exatamente? A resposta da dupla? Eles são do céu! Pois é... coisas de Preacher! / Preacher 1.03 - The Possibilities (Estados Unidos, 2016) Direção: Scott Winant / Roteiro:  Sam Catlin, Seth Rogen/ Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga.

Preacher 1.05 - South Will Rise Again
Ainda não consegui gostar muito dessa série, embora já esteja no quinto episódio da primeira temporada. Como nunca acompanhei os quadrinhos (embora conhecesse de nome) fica um pouco cansativo juntar todos as pontas, descobrindo a posição de cada personagem na trama central. Esse episódio tem uma longa introdução que se passa no velho oeste. Um cowboy chega numa velha cidadezinha em busca de um remédio para a esposa e seu filho doente. O sujeito foi um matador impiedoso durante a guerra civil, lutando pelos confederados, mas agora está velho e debilitado. Depois dessas cenas iniciais o roteiro traz o espectador de volta ao presente, na cidade empoeirada do Texas onde o padre Jesse Custer (Dominic Cooper) prega a palavra de Deus. Desde o episódio anterior ele tomou posse de um estranho poder, que faz com que ele determine os atos de qualquer pessoa. Ele obviamente procura usar esse dom para o bem, porém dois enviados chegam lá para tomar posse de novo desse estranho fenômeno! Os personagens que habitam esse universo (que foi adaptado dos quadrinhos cult) são bem estranhos - alguns até bizarros. Aliás a bizarrice talvez seja o único bom motivo para que eu siga acompanhando a série. Quero ver onde tudo isso vai parar. / Preacher 1.05 - South Will Rise Again (Estados Unidos, 2016) Direção: Michael Slovis / Roteiro:  Sam Catlin, Seth Rogen / Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga.

Preacher 1.06 - Sundowner  
Outra série que sigo acompanhando é Preacher. Essa série é uma adaptação dos quadrinhos, então é normal que o espectador leve um tempo para se familiarizar com os estranhos personagens. Como nunca havia lido o material original levei um tempo para me acostumar com o estranho mundo do Padre Jesse Custer (Dominic Cooper). Ele tem uma pequena e pobre paróquia no meio do nada, em pleno deserto do Texas. Da noite para o dia ele recebe um poder especial, um dom, que lhe dá a capacidade de mudar a vontade dos moradores. Claro que um poder tão grande desperta a ira de Deus. Anjos são enviados para a Terra para recuperar esse poder e a confusão começa. Os responsáveis pela guarda desse poder, chamados de guardiões, chegam, assim como Serafins - encarnados numa jovem loira, baixinha e marrenta. O tal Gênesis é perigoso demais para ficar nas mãos de meros mortais. Esse episódio em particular, o sexto da primeira temporada, chamado de Sundowner, é dos mais violentos. Como os anjos são quase indestrutíveis (eles são mortos, mas voltam logo depois em um novo corpo novinho em folha), a pilha de cadáveres só tende a aumentar. Enfim, Preacher não é para todos os públicos. Provavelmente só vai agradar completamente aos leitores dos gibis, o que não é o meu caso. Mesmo assim vou seguir em frente para ver onde tudo isso vai dar. / Preacher 1.06 - Sundowner (Estados Unidos, 2016) Direção: Guillermo Navarro / Roteiro: Sam Catlin, Seth Rogen / Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga.

Preacher 1.07 - He Gone  
Depois de uma discussão o padre Jesse Custer (Dominic Cooper) mandou o garoto conhecido como "cara de cu" literalmente para o inferno! Cassidy (Joseph Gilgun) viu tudo, testemunhou tudo e ficou irado com o que presenciou. Jesse porém parece inebriado com seu próprio poder! Para reforçar seu ponto de vista Cassidy então decide ir para o sol e o resultado todos sabemos: ele pega fogo bem em frente à igreja. Pois bem, para o padre Jesse nada disso importa, o que importa pra valer é trazer o povo de volta para seus sermões. Ele continua péssimo na oratória, mas isso não importa, todos estão de volta por causa de seu poder de origem desconhecida que faz com que as pessoas nem tenham mais vontade própria! O detetive porém começa a desconfiar do sumiço do rapaz e vai até a igreja perguntar a Jesse se ele sabe de alguma coisa. Ele nega tudo, obviamente. Pois é, "Preacher" talvez seja mais indicado ao público dos quadrinhos. Sigo acompanhando, mas tudo na base da curiosidade. Do ponto de vista puramente da série em si ela ainda não me convenceu. Parece faltar algo mais consistente. / Preacher 1.07 - He Gone  (Estados Unidos, ) Direção: Michael Morris / Roteiro: Sam Catlin, Seth Rogen / Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - True Detective - Segunda Temporada

True Detective 2.01 - The Western Book of the Dead
Primeiro episódio da segunda temporada da premiada série "True Detective". Saem todos os personagens da temporada anterior e surgem novos, tentando se manter a mesma estrutura narrativa e de roteiro. Se na primeira temporada tínhamos basicamente dois personagens centrais, aqui temos um mosaico maior de protagonistas. Logo nesse episódio podemos notar muito bem isso. Há um velho detetive cansado, com problemas de bebida, chamado Ray Velcoro (Colin Farrell). Ele quer ser um pai melhor, porém tudo o que consegue é espancar o pai de um garotinho que está fazendo bullying com seu filho na escola. A detetive Ani Bezzerides (Rachel McAdams) tem uma irmã vivendo de pornografia e um pai que se apresenta como uma espécie de guru da nova era. Ela parece ser a única pessoa normal de sua família (porém, não muito!). Paul Woodrugh (Taylor Kitsch, o Tim Riggins de "Friday Night Lights") é um patrulheiro rodoviário com problemas na corregedoria após parar uma celebridade numa rodovia de Los Angeles. Ela alega que ele a assediou sexualmente. Por fim Frank Semyon (Vince Vaughn) é um gerente de cassinos que frequenta as altas esferas de poder, sempre com o olho em faturar bastante com corrupção envolvendo grandes obras públicas. Basicamente são esses os quatro personagens pilares da nova temporada. Todos parecem estar unidos por uma morte, um sujeito que é encontrado morto numa estrada. Já deu para perceber que os roteiristas vão investir em cultos macabros, tal como aconteceu na temporada anterior (uma imagem de Santa Muerte parece sugerir isso). Ainda é cedo para julgar, mas certamente promete. Vamos acompanhar. / True Detective 2.01 - The Western Book of the Dead (EUA, 2015) Direção: Justin Lin / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch, Vince Vaughn.

True Detective 2.02 - Night Finds You
A primeira temporada de "True Detective" foi realmente ótima! Já essa aqui... bem, está se revelando apenas ok, quase decepcionante. Em minha opinião o roteiro já não é tão bom, com subtramas desinteressantes (talvez porque nós, brasileiros, já estarmos um pouco fartos de ler e ver sobre corrupção nos jornais todos os dias). Os policiais também não chegam nem perto de ser tão bem escritos como os da primeira temporada. O detetive Ray Velcoro (Colin Farrell) tem problemas familiares, com a ex-esposa, mas isso é algo até bem comum nos dias de hoje. Passa longe de ser interessante por isso. Ele não tem a complexidade psicológica do detetive Rust Cohle (Matthew McConaughey) da temporada anterior. Aliás por falar em Matthew McConaughey ele é agora o produtor executivo da série. Deveria ter tido mais cuidado em termos de roteiristas, pois esse novo time é fraco. Já a detetive Ani Bezzerides (Rachel McAdams) é fruto da criação de um daqueles bichos grilos que eram bem comuns na Califórnia durante a década de 60. Seu pai, um líder religioso de um grupo da nova era, que nunca foi o que poderíamos dizer um sujeito equilibrado. Assim sobrou essa pesada herança psicológica para a filha, sempre com problemas de relacionamento com os outros, inclusive fazendo com que ela adote um comportamento masculinizado e durão. Bom para a atriz Rachel McAdams desenvolver seus dotes dramáticos. Spoiler: o que mais choca nesse episódio é a cena final. Ao entrar numa casa para investigar a morte de um homem que foi encontrado morto com sinais de tortura, o detetive Ray é encurralado e cai ao chão, baleado! Mal começou a temporada e o personagem de Colin Farrell já bateu as botas? Pode isso, produção? Veremos no próximo episódio. / True Detective 2.02 - Night Finds You (EUA, 2015) Direção: Justin Lin / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch, Vince Vaughn.

True Detective 2.07 - Black Maps and Motel Rooms
Esse episódio é vital para quem acompanhou a segunda temporada pois a trama em grande parte é finalmente revelada. No episódio anterior a detetive Ani Bezzerides (McAdams) participou de uma festa disfarçada de prostituta. Ao tomar uma droga durante a noite acabou ficando completamente grogue. Agora ela se encontra em um quarto de motel barato ao lado de Velcoro (Farrell). Conversa vai e conversa vem e ambos acabam na cama. A tensão sexual que existia entre eles finalmente é resolvida debaixo dos lençóis. Na outra linha narrativa Frank (Vaughn) finalmente descobre toda a armação que foi tecida ao seu redor. Seu cassino, fruto de um esforço de décadas acaba indo parar nas mãos da máfia russa. Como ele nunca foi um homem de deixar as coisas baratas resolve jogar tudo literalmente para os ares. Abre os tubos de gás do restaurante e toca fogo em tudo. Política de terra arrasada. Por fim nesse episódio temos o fim trágico do policial Paul Woodrugh (Kitsch). Ele vinha sendo chantageado por algumas fotos gays que não queria que vazassem. Ao se encontrar com o seu chantageador as coisas acabaram saindo do controle e ele é covardemente alvejado pelas costas. Fim. Pois é, essa segunda temporada da série não pode ser comparada com a primeira - que foi excelente - mas isso não significa que não tenha seus méritos. Esse foi o penúltimo episódio, em breve iremos conferir o desfecho da série. / Black Maps and Motel Rooms (EUA, 2015) Direção: Daniel Attias / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch. Vince Vaughn.

True Detective 2.08 - Omega Station
Último episódio da segunda temporada. Antes de qualquer coisa é bom avisar que esse texto terá spoiler. Pois bem, no episódio anterior Frank (Vince Vaughn) resolveu colocar fogo em suas boates. Nada de deixar qualquer coisa para os russos. Nesse episódio final ele se une com Ray Velcoro (Collin Farrell) para o acerto de contas final. Tudo termina, como era de se esperar com extrema violência. Eles matam seus inimigos e fogem com o dinheiro deles. Péssima ideia. A grande pertencia à máfia russa que sai no encalço dos dois. Frank é encurralado, levado para o deserto logo tenta comprar seus sequestradores, mas nada dá muito certo. Ele acaba sendo esfaqueado no meio do nada, deixado para morrer nas areias escaldantes. Essa cena é ótima, com Frank encontrando as pessoas que assassinou enquanto caminha para a morte certa. Já Frank é alvejado numa bela floresta cheia de pinheiros. Quem o liquida é a própria banda podre da polícia, envolvida até o pescoço com corrupção. A única que consegue escapar desse massacre é a detetive Bezzerides (Rachel McAdams) que consegue escapar para a Venezuela ao lado da mulher de Frank Esse episódio final tem uma duração maior (1 hora e 20 minutos de duração) e só não se torna muito cansativo por causa das mortes de Frank e Ray. No geral essa segunda temporada deixou um pouco a desejar, não chegando nem perto da obra prima que foi a primeira. Espero que a série continue e que melhorem em uma eventual terceira temporada. Não me arrependi de assistir e espero que as coisas voltem a funcionar daqui para frente. É esperar para ver. / True Detective 2.08 - Omega Station (EUA, 2015) Direção: John Crowley / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Vince Vaughn.

Pablo Aluísio.

Marlon Brando - A História de um Mito - Parte 6

Da geração de talentosos atores jovens surgidos na década de 1950, três se destacaram, tanto em termos de público como de crítica: Marlon Brando, James Dean e Montgomery Clift. Assim que surgiram logo chamaram a atenção. Era considerado o trio rebelde máximo do cinema americano. Brando não tinha muita consideração para com James Dean. Em certos aspectos apenas o considerava como um imitador. Quando se encontraram pessoalmente Brando deixou isso bem claro a Dean, dizendo: "Pare de me imitar! Encontre seu próprio caminho!". Apesar de magoado, James Dean parece ter seguido seu conselho, começando a partir daí a criar um estilo pessoal que não mais apenas seguisse o jeito de ser de seu ídolo na época, Marlon Brando.

Com o tempo James Dean foi se distanciando da enorme influência que Brando havia exercido sobre o seu jeito de atuar. O próprio Brando reconheceu isso em seu livro de memórias. Ele escreveu: "James Dean queria minha aprovação. Queria que eu convalidasse o que ele estava fazendo. No começo me pareceu apenas que ele queria me imitar. Depois começou a seguir uma linha própria. Ele acabou se tornando um bom ator. Infelizmente morreu cedo demais para desenvolver todo o seu talento!". Ao longo daqueles anos ambos se encontraram casualmente em festas em Hollywood. Brando não se sentia à vontade na presença de James Dean, o considerando um sujeito instável, nervoso e ansioso demais para se estar ao lado. De certa forma Marlon Brando não admirava Dean e nem tampouco o queria por perto.

Em relação a Montgomery Clift as suas impressões eram bem diferentes. Brando sabia que Clift era um ator maravilhoso, cheio de recursos dramáticos que ele próprio queria ter. Ao longo do tempo ambos sempre eram comparados pela imprensa americana. Isso foi criando uma rivalidade dentro da mente de Brando. Ele sempre queria superar Clift, seja qual fosse o filme em que atuasse. Além disso ficou muito envaidecido quando Clift declarou a um jornal de Los Angeles: "Marlon Brando é um dos maiores atores vivos. Ele consegue grandes interpretações, mesmo quando atua em filmes que não estão à sua altura. Ele faz muito, geralmente com material de segunda!". Ou seja, Clift disse que mesmo quando o filme era ruim a presença de Brando compensava tudo.

O curioso é que eles tinham os mesmos agentes, tanto em Nova Iorque como em Los Angeles, mas pouco se conheciam pessoalmente, se encontrando apenas em raras ocasiões. Quando Brando e Clift foram contratados para atuar no mesmo filme, "Os Deuses Vencidos", finalmente se encontraram face a face em um hotel de Paris. Ao se sentar com Clift à mesa durante o jantar, Brando deixou de lado seu estilo mais egocêntrico para confessar o que sentia em relação a ele e seu trabalho. Acabou dizendo para Monty o que havia guardado por anos ao dizer: "Eu adoro seu trabalho. Você é o único ator que procuro superar em Hollywood. Você é a minha pedra angular, aquele que tento me espelhar e superar! Sua atuação em "Um Lugar ao Sol" foi maravilhosa, a melhor que vi em muitos anos! Clift você é genial!". Os elogios foram tão diretos que deixaram Montgomery Clift sem jeito. "Brando, como poderia agradecer essas palavras?" - disse o ator. Curiosamente Brando acabou ficando extremamente entristecido ao perceber também que aquele grande ator estava aos poucos se auto destruindo com drogas e bebidas. Em pouco tempo Montgomery Clift morreria o que deixaria Brando desolado. "Ele foi um dos grandes que conheci em minha vida" - chegou Brando a confessar após a morte do colega que tanto admirava.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Jekyll & Hyde

Jekyll & Hyde 1.01 - The Harbinger
Apenas mediana essa nova série sobre o famoso clássico da literatura "Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde" escrito por Robert Louis Stevenson em 1886. Na verdade usaram o enredo do livro original apenas como ponto de partida. O personagem principal não é o Dr. Jekyll de Stevenson, mas sim seu filho, Robert Jekyll (Tom Bateman). A ação se passa na década de 1930 na colônia britânica da Índia. É lá que vive o jovem que foi criado por um casal de indianos. Ele herdou os problemas do pai, ou seja, quando submetido a tensão ou stress muda de personalidade, assumindo um modo de ser agressivo, ofensivo e brigão, surgindo dentro de si o infame Mr. Hyde. A obra clássica original está completamente descaracterizada nessa nova série, até porque fica claro desde o começo que esse novo programa visa conquistar o público mais jovem. Por essa razão surgem monstros (muito bem feitos por sinal) inexistentes no livro, como uma criatura chamada de Arauto, metade homem, metade cão, que profetiza a chegada de um mestre que irá destruir toda a Inglaterra. Os roteiristas criaram também um setor de inteligência do governo inglês especializado em fenômenos sobrenaturais (como se fossem Homens de Preto do século XIX). A produção é muito boa, com cenários e figurinos luxuosos. Pena que não optaram por contar ou adaptar o clássico da literatura de terror. Aqui surge algo mais desfigurado, tentando alcançar um público mais jovem e moderno, o que acabou descaracterizando praticamente tudo. Vou tentar seguir acompanhando, mesmo com um pé atrás. Possa até ser que melhore com o passar do tempo, muito embora não tenha gostado da premissa inicial. Por enquanto o que posso antecipar é que esse episódio piloto deixa um pouco a desejar. Porém como há um certo potencial vou dar o benefício da dúvida. / Jekyll & Hyde 1.01 - The Harbinger (Inglaterra, 2015) Direção: Colin Teague / Roteiro: Charlie Higson / Elenco: Tom Bateman, Donald Sumpter, Natalie Gumede.

Jekyll & Hyde 1.02 - Mr Hyde
No episódio anterior o Dr. Robert Jekyll (Tom Bateman) acaba sendo esfaqueado após uma intensa briga numa taverna. Agora ele está de volta à consciência. Para sua surpresa descobre que o ferimento cicatrizou completamente, sem lhe deixar quaisquer danos físicos. Em meio a lembranças ele se recorda que fora ajudado pelo barman, Garson (Donald Sumpter), que no passado trabalhou para a família Jekyll como assistente pessoal. Robert retorna ao bar em busca de maiores informações e consegue convencer Garson a ir com ele de volta à velha mansão de seu avô. Lá Garson resolveu revelar tudo, levando inclusive Robert e seu advogado até o antigo laboratório de seu avô, onde tudo teria começado. O velho acreditava que o ser humano na realidade trazia duas personalidades distintas em um só corpo. Tentando separá-las ele acabou criando uma poção que acabou por revelar seu pior lado, o Mr Hyde, um sujeito brigão, mal caráter, egoísta, egocêntrico e portador de todos os piores defeitos que um ser humano pode carregar consigo. Assim Robert acaba descobrindo de onde teria vindo essa sua outra personalidade que se manifesta nas horas mais impróprias. E ele também precisa ficar mais atento pois surge um estranho perseguidor em sua vida, o Capitão Dance (Enzo Cilenti). Bom episódio que vai revelando cada mais da trama. Por enquanto "Jekyll & Hyde" ainda vai demonstrando seguir uma linha mais juvenil, com monstros, etc, porém acredito que tem potencial para melhorar. Vou seguir acompanhando. Só espero que não derrape vertiginosamente em sua qualidade. / Jekyll & Hyde 1.02 - Mr Hyde (EUA, 2015) Direção: Colin Teague / Roteiro: Charlie Higson / Elenco: Tom Bateman, Donald Sumpter, Enzo Cilenti, Mohamed Adamaly, Nadika Aluwihare, Michael Ballard.

Jekyll & Hyde 1.03 - The Cutter
Essa série "Jekyll & Hyde" tem boa produção, bom elenco e uma reconstituição histórica de primeira linha. Além disso material não lhe falta já que o conhecido enredo que lhe deu origem é um dos mais celebrados do mundo Sci-fi. O que anda tão errado então? Na minha forma de ver a tentativa dos produtores em transformar a série em um produto mais comercial, voltado principalmente para o público mais adolescente, pode vir a colocar tudo a perder. Há uma série de monstros que vão surgindo do nada, bem apelativos e já não tão bem feitos, que tiram parte de graça ou do suspense que poderia vir a cada episódio. E isso tudo já vai ficando claro aqui no terceiro episódio da primeira temporada (cedo demais para esse tipo de coisa acontecer). Nessa linha de séries de terror "Jekyll & Hyde" já anda comendo poeira de programas bem melhores como "Salem" e até mesmo "The Frankenstein Chronicles". Nem vou comparar com "Penny Dreadful" porque aí já seria covardia demais. Ainda darei mais chances para melhorar, mas se continuar com esses momentos bem tolinhos realmente deixarei para trás, sem arrependimentos. / Jekyll & Hyde 1.03 - The Cutter (EUA, 2015) Direção: Colin Teague / Roteiro: Charlie Higson / Elenco:  Mohamed Adamaly, Nadika Aluwihare, Tom Bateman.

Jekyll & Hyde 1.04 - The Calyx
Sim, ainda estou insistindo em "Jekyll & Hyde". Um dos motivos - além de gostar da estória original - é sua direção de arte. Tudo é tão caprichado em termos de visual, figurinos, design, cenários, etc, que me faz seguir em frente mesmo sabendo que os roteiros não são lá grande coisa e nem que tudo esteja sendo desenvolvido muito bem. Na verdade ficou óbvio desde o começo que a produtora ITV quis criar um produto vinculado ao público mais jovem, adolescente. Não há nada de errado nisso, desde que venham a melhorar em termos de roteiro que muitas vezes são fracos demais. Nesse episódio aqui há um elemento novo na trama, um cálice que conteria o coração de um ser demoníaco do passado. O problema estaria em abrir tal artefato. Apenas uma pessoa com uma força descomunal poderia fazê-lo. Por essa razão os vilões vão atrás de Hyde. Capturam Robert Jekyll (Tom Bateman) e fazem de tudo para que ele finalmente se transforme em Hyde, passando para o seu lado, abrindo o tal cálice contendo o coração de Lord Trashy. Aqui nesse episódio há a destruição de um dos principais vilões da série, o Capitão Dance (Enzo Cilenti), o que me deixou surpreso pois pensei que ele seria o principal antagonista de Jekyll e Hyde. Enfim, temos que reconhecer que ainda falta muito para Jekyll & Hyde ser tão bom como material que lhe deu origem, mas pelo sim e pelo não vamos continuar acompanhando. / Jekyll & Hyde 1.04 - The Calyx (Inglaterra, 2015) Direção: Joss Agnew / Roteiro: Charlie Higson / Elenco: Tom Bateman, Ruby Bentall, Amy Bowden, Enzo Cilenti.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Chicago Fire

Chicago Fire 1.16 - Viral
"Chicago Fire" acabou sendo superado por seu próprio Spin Off, "Chicago P.D.", mas ainda continua bem interessante. Nesse episódio como sempre temos o desenvolvimento da vida pessoal de alguns dos membros do corpo de bombeiros da cidade. Na espinha dorsal principal do episódio o sargento Mouch (Christian Stolte) pede ao tenente Casey (Jesse Spencer) que tome uma providência contra Joe Cruz (Joe Minoso) que colocou em risco toda a equipe em um incêndio que deveria ter sido uma operação de rotina. Em outra subtrama a paramédica Leslie Shay (Lauren German) tem problemas a enfrentar com sua antiga namorada que luta contra o ex-marido pela guarda de seu pequeno filho. Como se isso não bastasse ela ainda tem que passar pela tensão de saber se está ou não infectada por alguma doença séria após se espetar com uma injeção com sangue de um sem teto. Por fim os três bombeiros que compraram um bar nos arredores de Chicago acabam se deparando com um cofre misterioso escondido na parede do estabelecimento. A questão passa a ser: abrir ou não abrir aquilo? Um bom episódio, levemente rotineiro, mas bem satisfatório.

Chicago Fire 1.19 - A Coffin That Small
Soube recentemente que a série Chicago Fire recebeu o título no Brasil de "Heróis Contra o Fogo". Confesso que não gostei muito, mas de qualquer maneira fica a informação para quem está acompanhando pela TV aberta. No geral tenho gostado muito mais de seu Spin-off "Chicago PD", por ter personagens mais cativantes. De qualquer forma sigo acompanhando as aventuras e dramas desses bombeiros. O episódio começa com um terrível acidente que infelizmente é bem comum em certos prédios de apartamentos. Um garoto negro vai brincar no tubo de lavanderia de seu andar e acaba caindo de uma altura enorme, causando uma séria lesão na coluna. Algo realmente bem triste. Ele havia dito para a mãe que gostaria de ser bombeiro quando crescesse. Infelizmente isso se torna um sonho que ele nunca vai realizar pois acaba morrendo em decorrência das lesões sofridas. No enterro os bombeiros do departamento resolvem lhe prestar uma singela homenagem, usando fardas de gala, batendo continência para a passagem de seu carro fúnebre. Uma cena muito bonita e tocante. Na outra linha narrativa a paramédica Leslie Shay (Lauren German) pede um pequeno "favorzinho" para Kelly Severide (Taylor Kinney), o bonitão do quartel. Como se sabe ela é lésbica, mas deseja ter um filho. Para isso precisa de um doador de sêmen para que possa realizar a inseminação artificial. Nem precisa explicar que o constrangimento se torna geral entre eles, mas Severide acaba concordando em passar pelos procedimentos - para depois sugerir que seria melhor (e mais barato) se eles seguissem o jeito tradicional de fazer filhos, indo para a cama sem maiores traumas! A situação ainda dará muito o que falar na série... / Chicago Fire 1.19 - A Coffin That Small (EUA, 2013) Direção: Darnell Martin / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jesse Spencer, Taylor Kinney, Monica Raymund.

Chicago Fire 1.20 - Ambition
Muitas vezes as mais doces e inofensivas pessoas podem ser justamente as mais perigosas. É o que aprende o bombeiro Kelly Severide (Taylor Kinney). Quem acompanha a série sabe que ele representa o galã da brigada, então quando a novata Tara Little (Brooke Nevin) se joga para cima dele ninguém estranha muito, afinal o sujeito é realmente o pegador da área. O problema é que por trás da suposta inocência da garota se esconde uma verdadeira víbora, pronta para lhe colocar em uma armadilha que lhe trará inúmeros problemas pessoais e profissionais. Nunca confie plenamente em um doce sorriso - pode ser fatal! No outro arco narrativo se instaura um clima de tensão e rivalidade entre o tenente Matthew Casey (Jesse Spencer) e o cadete Peter Mills (Charlie Barnett) que tem ambições de entrar no esquadrão. Para Casey, Mills não tem todos os pressupostos necessários para isso, mas obviamente Mills pensa diferente pois acredita que há algo mais na má vontade do tenente em sua opinião, afinal Mills está saindo com sua ex, Gabriela Dawson (Monica Raymund). Os roteiristas de forma muito esperta deixam tudo na surdina, sem deixar claro ao espectador quem tem mesmo razão nessa disputa de egos feridos e histórias mal contadas. Para quem gosta de cenas de ação dos bombeiros há uma boa sequência quando uma plantação de maconha pega fogo dentro de uma casa aparentemente normal em um bairro residencial de Chicago. Pelo visto plantam a Marijuana até mesmo dentro de casa, tamanha a demanda pela droga! / Chicago Fire 1.20 - Ambition (EUA, 2013) Direção: Arthur W. Forney / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas  / Elenco: Jesse Spencer, Taylor Kinney, Monica Raymund.

Chicago Fire 1.22 - Leaders Lead
Chicago Fire é aquele tipo de série muito boa para você assistir durante um domingão sonolento. Seguindo o mais básico da TV aberta americana os episódios podem ser assistidos sem muita preocupação com uma linha narrativa central (embora ela obviamente exista). Nesse episódio os bombeiros de Chicago precisam cuidar de um grupo de alunos que ficam seriamente feridos após o desabamento de uma escola de madeira. Enquanto isso o galã da série, Kelly Severide (Taylor Kinney), precisa lidar com uma ex-colega que está lhe acusando de assédio sexual e estupro! Algo que de fato não aconteceu já que ela o seduziu e teve um caso amoroso com ele. Intrigado Severide resolve vasculhar o passado da moça e descobre que essa não teria sido a primeira vez dela, pois em outra ocasião ela também havia feito queixas semelhantes em outro posto de trabalho. Na verdade a mulher usa esse tipo de vitimismo para subir na carreira pois geralmente após cada caso ela era devidamente premiada com uma promoção em suas funções! Embora Severide esteja em apuros com essa louca, nada se compara com o que o tenente Matthew Casey (Jesse Spencer) precisa enfrentar. Apaixonado ele vê sua própria namorada morrer em um terrível incêndio na clínica onde trabalhava, algo devastador que o atinge profundamente! Uma perda que nem mesmo um herói do dia a dia como ele consegue superar sem antes mergulhar em uma profunda dor. / Chicago Fire 1.22 - Leaders Lead (EUA, 2013) Direção: Michael Slovis / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas/ Elenco: Jesse Spencer, Taylor Kinney, Monica Raymund.

Chicago Fire 1.24 - A Hell of a Ride
Outra série da TV aberta americana que não chega a ser grande coisa, mas que diverte e ajuda a passar o tempo. Esse é o último episódio da primeira temporada, que aliás foi bem longa, com 24 episódios! O enredo se passa todo dentro de uma penitenciaria de segurança máxima após uma violenta rebelião de prisioneiros. Como é de praxe nesse tipo de situação, camas, objetos e colchões são queimados para ajudar na implantação do caos. O problema para os bombeiros de Chicago é que eles entram no lugar sem a devida proteção e um deles acaba se tornado refém de um criminoso condenado. Para piorar o seu filho está nascendo em um hospital naquele exato momento (coisas que só roteiristas de TV conseguem armar!). Na outra linha narrativa Kelly Severide (Taylor Kinney) continua lutando para provar sua inocência após ser acusado de assediar e violentar uma colega de trabalho. Após sondar a vida pregressa da garota ele descobre que isso já havia acontecido antes. Ela na verdade usa todo o vitimismo que nasce desse tipo de situação simplesmente para angariar simpatia e apoio nos lugares em que trabalha, o que a leva a ganhar bem-vindas promoções em sua carreira! Por fim o alívio cômico do episódio vem na figura divertida do bombeiro Otis (Yuri Sardarov). Ele, que mais parece uma versão em carne e osso do Mario dos games, se decepciona ao descobrir que vão abrir um bar de primeira linha, bem em frente ao seu modesto boteco! Um velho sonho que vai rapidamente se desfazendo no ar! / Chicago Fire 1.24 - A Hell of a Ride (EUA, 2013) Direção: Alex Chapple / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jesse Spencer, Taylor Kinney, Monica Raymund, Yuri Sardarov.

Chicago Fire 2.01 - A Problem House
Primeiro episódio da segunda temporada. Tempos de crise. O estado de Illinois resolve cortar custos, fundindo batalhões diferentes, demitindo bombeiros, etc. Vários novatos assim são transferidos para o batalhão 51. Para piorar tudo há um incendiário à solta e o mais intrigante é que ele parece ter um alvo em especial, justamente o bombeiro Kelly Severide (Taylor Kinney). O criminoso vai deixando pistas nos incêndios que provoca. Em um deles escreve o número do distintivo de Severide na parede. No outro cria uma verdadeira armadilha para que ele morra queimado no meio das chamas. Para deixar bem claro suas intenções se torna cada vez mais ousado, chegando ao ponto de tocar fogo no próprio carro do bombeiro, estacionado bem em frente ao quartel onde ele trabalha. Em um desses incêndios criminosos surge a melhor cena: as paramédicas Gabriela e Lesley ficam presas em uma das casa atingidas pelo fogo. Apenas uma escada estendida entre duas janelas consegue salvá-las. E como não poderia deixar de ser esse episódio também tem seu alívio cômico. Como se viu nos episódios anteriores os bombeiros resolvem abrir um pequeno bar nas redondezas, mas para azar deles um outro estabelecimento, muito maior e mais badalado, é aberto na esquina. Pois é, efeitos colaterais de um dos pilares do capitalismo, a livre concorrência! / Chicago Fire 2.01 - A Problem House (EUA, 2013) Direção: Joe Chappelle / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jesse Spencer, Taylor Kinney, Monica Raymund.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Madame Bovary

Esse é um drama baseado no famoso livro escrito por Gustave Flaubert em 1857. No mundo da literatura esse romance é considerado o primeiro na nova estética realista que em pouco tempo iria dar origem a toda uma nova escola literária (até mesmo o nosso consagrado autor Machado de Assis seguiria por essa nova vertente). O romance era de fato revolucionário por trazer uma protagonista que rompia com o estereótipo da jovem apaixonada, doce e ingênua, retratada em livros românticos da época. A personagem Emma parecia ser muito mais humana do que as mocinhas idealizadas do passado. Ela tinha muitos defeitos e não se encaixava no velho padrão, o que significava realmente uma ruptura com os antigos autores.

Nesse filme o diretor Sophie Barthes procurou não adaptar todo o enredo do livro original, mas apenas parte dele, o núcleo principal de sua estória. Assim personagens secundários foram eliminados (como a sogra e a filha de Emma na literatura), se concentrando apenas na personalidade sui generis da principal personagem. Emma, aqui interpretada pela atriz Mia Wasikowska (uma de minhas atrizes preferidas dessa nova geração), tem seu passado mostrado em rápidas cenas iniciais. Ela foi órfã, criada em um convento católico. Inicialmente ela pensa se tornar freira, mas depois, com a chegada da juventude, quando atinge a idade de se casar, acaba sendo prometida em casamento a um jovem médico do interior, Charles (Henry Lloyd-Hughes).

O começo de seu casamento é até promissor. O marido é um bom homem, trabalhador e responsável. Infelizmente ele também é completamente destituído de carisma pessoal, um sujeito enfadonho e chato. No fundo Emma não o ama. O casamento foi apenas uma questão de conveniência em sua vida. O tédio que a vida de Emma vai se transformando acaba mudando até mesmo seu jeito de ser. De origem humilde, calada e tímida, ela começa a desenvolver gosto pelo luxo e pela ostentação. Começa a gastar furiosamente, comprando vestidos caros, da moda. Em pouco tempo resolve remodelar toda a sua casa, comprando móveis, tapetes e utensílios vultuosos, algo que seu marido, mesmo sendo um médico, não consegue mais pagar. Pior do que isso, ela começa a flertar com outros homens interessantes da região, como um Marquês que acaba acendendo nela finalmente a chama da paixão em seu coração.

A partir daí começa o desastre. As coisas vão perdendo o rumo e Emma vai se tornando uma pária social, por causa de seu comportamento transgressor. O filme (e obviamente o livro que lhe deu origem) procura sutilmente mostrar as mudanças de comportamento que foram surgindo ao longo do século XIX, quando as mulheres passaram a ter uma postura e uma atitude mais ativas, seguindo seus próprios instintos, não se conformando em ser apenas aquele tipo de dona de casa apagada, vivendo eternamente à sombra do marido ou de um casamento infeliz. Com ótima produção, perfeita reconstituição histórica, excelente trilha sonora incidental (toda ao piano, em peças clássicas), o filme é aquele tipo de produção que vai satisfazer até mesmo os gostos mais sofisticados e exigentes.

Madame Bovary (Madame Bovary, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, 2014) Direção: Sophie Barthes / Roteiro: Felipe Marino (assinando como Rose Barreneche), baseado na obra de Gustave Flaubert / Elenco: Mia Wasikowska, Henry Lloyd-Hughes, Logan Marshall-Green, Paul Giamatti, Laura Carmichael / Sinopse: Emma (Mia Wasikowska) é uma jovem órfã e pobre que após se casar com um médico do interior começa a adquirir o gosto pelo luxo - e pela luxúria, colocando em polvorosa uma pequena cidade de hábitos conservadores do século XIX.

Pablo Aluísio.

Guia de Episódios - Hannibal

Hannibal 1.07 - Sorbet
Jantar de alto nível é isso aí. Belas iguarias servidas à mesa pelo sofisticado e elegante Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen). Com uma lista classe A de convidados ele capricha bem no menu. Receitas da mais fina cozinha gourmet. O que todos ignoram é que a carne servida é de... órgãos de seres humanos! Pois é, segue a série de um dos psicopatas mais famosos do cinema na TV. Devo confessar que comecei a acompanhar "Hannibal" com uma certa resistência, afinal o personagem já havia sido imortalizado em uma franquia de filmes realmente maravilhosos no cinema. Haveria espaço para ele no mundo das séries? O fato porém é que essa série televisiva conseguiu criar identidade própria e a cada novo episódio surpreende cada vez mais. Nesse em particular o inspetor Jack Crawford (Laurence Fishburne) quebra a cabeça para colocar as mãos no estripador que anda aterrorizando sua cidade. Quando um jovem é encontrado em uma banheira cheia de sangue, com ferimentos profundos e sinais de brutalização em seu corpo, ele logo associa aos crimes cometidos pelo psicopata que anda perseguindo (que a imprensa batizou de "Estripador de Chesapeake"). Essa porém não é a opinião de Will Graham (Hugh Dancy), pois em sua visão se trata de outro criminoso, com estilo diferenciado. Enquanto eles não chegam em uma conclusão o  Dr. Hannibal Lecter segue preparando seus pratos finos. Fígado cortado em fatias elegantes, baço no liquidificador e coração ao molho! Estão servidos? Ah, antes que me esqueça, nesse episódio temos a participação muito especial da atriz Gillian Anderson (de "Arquivo X"), interpretando a Dr. Bedelia Du Maurier, psiquiatra do próprio Hannibal! Quem diria... / Hannibal 1.07 - Sorbet (EUA, 2013) Direção: James Foley / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris  / Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Laurence Fishburne, Gillian Anderson, Caroline Dhavernas.

Hannibal 1.08 - Fromage
Não é raro um tipo de psicopatia gerar algum tipo de interesse em outra. É basicamente isso que temos explorado nesse episódio da série "Hannibal". Perceba que o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) fica particularmente interessado nos métodos de Tobias Budge (Demore Barnes). E quem é ele? Um psicopata que usa as vísceras de suas vítimas para confeccionar delicadas cordas de instrumentos musicais clássicos como violoncelos e violinos. Tobias usa o intestino das pessoas que mata para criar finas e precisas cordas que acabam caindo no gosto dos mais exigentes músicos das principais filarmônicas dos Estados Unidos. O próprio Tobias é um sujeito refinado, extremamente culto e educado, que nas horas vagas se propõe a dar vazão a estranhas experiências, como por exemplo, tentar tocar in natura as cordas vocais de uma pessoa assassinada! Algo que logo chama a atenção de Hannibal que em determinado momento fica em dúvida se deve matar ele ou se tornar seu amigo, embora como saibamos é complicado para um psicopata ter amizade com quem quer que seja, já que a empatia não é algo presente na personalidade desses indivíduos. Outro fato curioso é que nesse episódio vemos que psicanálise demais também pode não fazer muito bem a uma pessoa! Acompanhe a razão: O assassino psicopata Tobias é paciente de um psiquiatra que por sua vez faz análise com Hannibal que por sua vez também é paciente da Dra Bedelia Du Maurier (Gillian Anderson, maravilhosamente fria no papel). E qual é o resultado desse ciclo nada evolutivo? Mais mortes e mortes em cada episódio para seu divertimento! / Hannibal 1.08 - Fromage (EUA, 2013) Direção: Tim Hunter / Roteiro:  Bryan Fuller, Thomas Harris / Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Caroline Dhavernas.

Hannibal 1.09 - Trou Normand
Abigail Hobbs (Kacey Rohl) deixa mais ou menos claro para o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) que sabia do que acontecia ao seu redor, de todas as mortes e assassinatos das jovens e até mesmo ajudava nos crimes de forma indireta. Isso era algo que Hannibal já desconfiava por causa de sua experiência profissional com assassinos em série. Afinal de contas a insanidade completa também pode ser genética e a mente humana realmente guarda recintos completamente obscuros e sinistros. Enquanto isso Will Graham (Hugh Dancy) começa a perceber que ele próprio está perdendo sua sanidade, sofrendo lapsos mentais, surgindo em lugares sem nem saber como foi parar lá! Claro que ele nunca foi o que podemos chamar de um sujeito normal, mas agora os ataques parecem tomar um rumo totalmente diferente do passado! Para piorar ainda mais o que já anda bem ruim o assassino que ele persegue resolve fazer uma obra de "arte" surreal, uma espécie de totem composto de corpos humanos expostos em uma praia deserta, algo completamente bizarro e assustador. Pelo visto ele deseja não apenas ser descoberto como também reconhecido por seus inúmeros crimes, uma velha obsessão que persegue certos serial killers, sempre dispostos a ganhar alguns minutos de infâmia. O grande atrativo desse episódio em particular vem da presença do ótimo ator Lance Henriksen. Conhecido de tantos filmes e séries, ele aqui surge em um personagem completamente sombrio, um homem atormentado por seu passado. Sem freios morais e éticos, ele acaba cometendo um erro fatal ao eliminar uma pessoa sem saber que ele próprio tinha laços de sangue com ela. Nesse processo acaba descobrindo que sua próxima parada é realmente o inferno. / Hannibal 1.09 - Trou Normand (EUA, 2013) Direção: Guillermo Navarro / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris, baseados no livro "Red Dragon" / Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Lance Henriksen, Caroline Dhavernas.

Hannibal 1.10 - Buffet Froid
Uma garota morando sozinha percebe, pouco antes de pegar no sono, estranhos sons vindos da casa. Para piorar pingos de água começam a cair vindos do sótão. Sem outra alternativa, ainda sonolenta, ela sobe as escadas para ver o que está acontecendo. Há um buraco no teto e ela nem desconfia que também há um invasor dentro de sua residência que entrou lá justamente por aquele buraco em seu telhado. Depois de tentar consertar, ela finalmente volta para seu quarto apenas para ser surpreendida pelo assassino que a espera na escuridão. A morte brutal da jovem se torna mais um caso para Will Graham (Hugh Dancy) sondar, com seus poderes sensitivos, o que teria de fato acontecido na cena do crime. Dessa vez porém ele nota algo estranho. Ele não apenas consegue ver o que aconteceu, como também sentir-se na pele do próprio assassino, algo que o assusta e o deixa desnorteado pois nunca havia acontecido antes. Para o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) tudo aquilo soa clinicamente muito interessante e ele resolve fazer novos exames em Will. Descobre-se, entre outras coisas, que Will sofre de encefalite, o que acabaria alterando sua percepção da realidade, justificando assim em parte suas estranhas visões. Hannibal porém decide preservar essa informação só para si, como algo valioso que poderá ser usado em um futuro próximo. Em relação às investigações, o modo em que a vítima é encontrada leva o Dr. Hannibal a levantar teses sobre a doença mental que estaria por trás das mortes. Pelo que deduz o assassino seria um portador de uma raro distúrbio mental chamado de Síndrome de Carton. Essa alteraria o modo de funcionamento do cérebro, fazendo com que o doente se convencesse de que na verdade já estaria morto! Além disso impediria ao paciente de reconhecer rostos humanos, o tornando violento e irracional. A brutalidade dos crimes seria assim apenas um efeito desse estado mental. Mais um bom episódio da série Hannibal, aqui valorizado por duas novidades: pela primeira vez o espectador verá Lecter brutalizando uma de suas vítimas e Will finalmente passa a ser encarado como um doente e não apenas como um "escolhido" com visões paranormais especiais. / Hannibal 1.10 - Buffet Froid (EUA, 2013) Direção: John Dahl / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris, baseados nos personagens criados no livro "Red Dragon" / Elenco: Mads Mikkelsen, Caroline Dhavernas, Hugh Dancy, Laurence Fishburne.

Hannibal 1.11 - Rôti 
O episódio começa quando o Dr. Abel Gideon, um assassino serial, é enviado para seu julgamento. Ele matou todas as pessoas de sua família. Em sua defesa ele alega que após passar por vários psiquiatras e psicoterapeutas acabou sendo induzido a acreditar que ele seria na verdade o próprio estripador de Chesapeake. Cirurgião respeitado, viu sua carreira e sua vida ruir após os crimes. Durante o transporte da cadeia para o tribunal ele consegue escapar. De volta às ruas começa uma insana jornada de vingança contra todos os psiquiatras que ele considera culpados por sua situação. Enquanto o matador psicopata sai cometendo seus assassinatos, Will Graham (Hugh Dancy) começa a perder o controle de suas visões, ficando aos poucos sem saber distinguir os delírios da realidade ao seu redor. Algo que intriga o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), Bom episódio de Hannibal. Esse roteiro explora um aspecto bem curioso, a do paciente que acaba ficando mais insano do que nunca após passar por terapias que deveriam lhe curar. A mente humana certamente pode ser um lugar bem misterioso. / Hannibal 1.11 - Rôti (EUA, 2013) Direção: Guillermo Navarro / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris / Elenco: Mads Mikkelsen, Hugh Dancy, Caroline Dhavernas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Rookie Blue

Rookie Blue 4.04 - The Kids Are Not Alright
Eu até hoje fico surpreso ao perceber como "Rookie Blue" chegou tão longe! Essa série que explora a história de um grupo de novatos recém saídos da Academia de Polícia de Seattle tinha tudo para ficar por ali na primeira ou segunda temporada, no máximo. A questão porém foi que acabou caindo no gosto do público e agora caminha para sua quinta temporada. Eu atribuo esse sucesso ao elenco, pois são atores carismáticos, jovens e talentosos, que mesmo não contando com grandes roteiros, conseguem se sobressair no concorrido mundo televisivo dos Estados Unidos. Nesse episódio temos um enredo interessante. Um adolescente é encontrado em um porta malas de um carro durante uma blitz realizada pela polícia. Depois de tentar entender o que aconteceu os policiais finalmente descobrem que "ele" na verdade é "ela", uma jovem adolescente lésbica que estava sofrendo um crime de ódio por causa de sua opção sexual. E o autor do crime era o irmão mais velho de sua namorada! Na outra linha narrativa a morte de um jovem de apenas 16 anos abre uma investigação sobre a  luta interna que se trava numa das maiores gangues da cidade. Seu primo, um rapaz que decidiu abandonar as ruas para trilhar um novo caminho na vida, acaba descobrindo que o crime teve nuances ainda mais sórdidas do que ele pensava. Por fim fechando tudo temos, como não poderia ser diferente, um triângulo amoroso se formando entre os jovens tiras. / Rookie Blue 4.04 - The Kids Are Not Alright (EUA, 2014) Direção: Peter Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 4.05 - Poison Pill
Pior do que os efeitos danosos da heroína seria termos heroína misturada com Antraz! É justamente isso que acontece nesse episódio. Os tiras novatos do departamento de polícia de Seattle precisam lidar com essa mistura mortal após uma jovem ser internada em estado grave. Ela supostamente teria consumido heroína que estava também contaminada com Antraz. Esposa de um veterinário ela teria tido contato com a droga através de seu amante, um rapaz dono de uma galeria de arte. Aos poucos os policiais começam a investigar, tentando chegar na fonte do fornecimento do carregamento de droga contaminado com a perigosa substância. Ela tem a marca "Midnight" em suas embalagens e isso pode ser uma pista valiosa a seguir. Pior para Andy McNally (Missy Peregrym) que acaba sendo contaminada pelo produto durante uma batida policial. Curiosamente descobrem que nem tudo é o que aparentava ser. Na outra linha narrativa Dov Epstein (Gregory Smith) e Chloe Price (Priscilla Faia) se vêem numa situação de puro constrangimento. Apesar de estarem quase namorando a descoberta de uma pílula usada no tratamento de bipolaridade pode colocar tudo a perder já que Dov pensa que a droga é de Chloe, e ela por ter um comportamento fora dos padrões seria bipolar, embora obviamente escondesse a verdade da polícia com receios de perder seu emprego! Mas seria isso mesmo que está acontecendo ou na verdade se trata de um tremendo engano, um mal entendido criado por falsas aparências? Assista para descobrir! / Rookie Blue 4.05 - Poison Pill (EUA, 2013) Direção: Peter Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 4.07 - Friday the 13th
"Rookie Blue" foi até longe demais, a ponto inclusive da turma de policiais que retrata deixar de ser novato (rookie) já há muito tempo. Mesmo assim, pelo carisma do elenco, ainda se consegue manter o interesse do espectador. A quinta temporada inclusive já está a todo vapor. É tradição nas séries americanas o uso de episódios especiais, para datas celebrativas, como o Halloween. É justamente isso que temos por aqui. O enredo então começa quando uma mulher, que se auto intitula "bruxa", chega no departamento de polícia para informar um roubo, algo que havia sido roubado de sua coleção de artefatos de bruxaria! (sim, é sério mesmo!). Ela é, vejam só, especialista em feitiços que tragam amores do passado ou maridos rebeldes! Ao indicar uma poção para banho acaba descobrindo que sua cliente acabou bebendo o tal líquido, indo obviamente parar no hospital por envenenamento! Crentices e bruxarias, pelo visto, ainda seguem sendo utilizados pelas pessoas menos informadas! Coisa de louco! Bom episódio, levemente divertido, que melhora todas as vezes que a atriz loira (e linda) Charlotte Sullivan está em cena! Para quem não se lembra ela interpretou a diva Marilyn Monroe na série "The Kennedys" em 2011. Com ela na frente das câmeras não há muito o que reclamar. / Rookie Blue 4.07 - Friday the 13th (EUA, 2013) Direção: David Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 4.09 - What I Lost
A filha de um policial do departamento é sequestrado, em plena luz do dia, em uma parque de Seattle. O desaparecimento da criança coloca todos os tiras em alerta e depois de algumas suspeitas se descobre que dois irmãos, que foram acusados de pedofilia no passado, são proprietários de um loja de doces nas redondezas. Um disfarce perfeito para ficar o mais próximo possível de suas eventuais e potenciais vítimas. Obviamente que algo desse tipo despertaria todas as suspeitas da polícia, mas nem sempre a solução de um mistério como esse envolveria algo assim tão óbvio. Além do mais os suspeitos acabam dando sólidos álibis para os investigadores, algo que inviabilizaria qualquer acusação contra eles em um tribunal. Em pouco tempo as investigações voltam ao ponto inicial, até que uma pista definitiva surge no ar, mostrando que o verdadeiro criminoso estaria mais perto do que se poderia imaginar. Bom episódio de "Rookie Blue" que investe nas complicadas relações sociais envolvendo ex-namoradas, amores do passado e mentiras. De repente descobre-se que alguém não é o verdadeiro pai de uma criança, que todo um relacionamento é fundado em mentiras e que nada parece ser o que realmente é. Um castelo de cartas emocional prestes a ruir a qualquer momento. / Rookie Blue 4.09 - What I Lost (EUA, 2013) Direção: Paul Fox / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 4.10 - You Are Here
A ocasião faz o ladrão, já dizia o velho ditado. Se não existem muitos lugares ao ar livre para se manter uma plantação de maconha na cidade grande então que se crie algo para cultivar a planta. O que tem acontecido muito nos Estados Unidos é o cultivo da maconha dentro de casas e apartamentos, em grandes estufas planejadas justamente para isso. Sem querer a oficial Andy McNally (Missy Peregrym) ao bater na porta de uma casa aparentemente normal, acaba descobrindo uma grande estufa dessas no porão do lugar. Até aí nada demais, já que seria apenas mais um caso de rotina para o departamento de narcóticos. As coisas se complicam mesmo quando ela também descobre um corpo, dentro de um barril, naquilo que poderia ser um laboratório de refinamento de drogas. Desse ponto em diante as coisas vão ficando cada vez mais complicadas. Um rapaz é preso no lugar, mas se defende dizendo que é apenas um consumidor que estava ali para comprar erva. As investigações vão acabar revelando algo bem mais perturbador, envolvendo inclusive acerto de contas de gangues internacionais, inclusive uma formada por imigrantes portugueses (que em determinado momento do episódio começam a falar em nossa língua, de forma não muito convincente!). Em suma, mais um bom episódio que aproveita ainda para explorar a tensão existente entre McNally e Gail Peck (Charlotte Sullivan) por causa da quebra daquele velho código não escrito de ética entre garotas que afirma não ser possível uma amiga roubar o namorado da outra. Quando isso acontece a amizade chega definitivamente ao final. / Rookie Blue 4.10 - You Are Here (EUA, 2013) Direção: Teresa Hannigan / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 4.11 - Deception
Rookie Blue mostra o cotidiano de um grupo de policiais jovens de Seattle. Tudo bem que mais parecem modelos do que policiais de verdade, mas isso é apenas um pequeno detalhe a se ignorar. Nesse episódio o detetive Sam Swarek (Ben Bass) decide ajudar uma colega que sofre de bipolaridade. Ela acaba ficando obcecada por um sujeito que teria cumprido pena por pedofilia no passado. Ele se diz recuperado, mas ela não se convence muito disso. Cada vez mais obcecada ela resolve infringir determinados procedimentos legais, chegando ao ponto de invadir a casa do ex-criminoso, algo que se descoberto justificaria sua expulsão da corporação. Sam então resolve esconder alguns rastros para evitar que ela seja acusada de algo mais sério. Para isso pede ajuda para a policial Andy McNally (Missy Peregrym) que não fica muito contente em se envolver em um acobertamento como esse. Afinal ela não quer se prejudicar com algo comprometedor em sua ficha. Nesse ínterim a detetive Traci Nash (Enuka Okuma) precisa dar conta pela primeira vez de uma tocaia que visa prender perigosos traficantes do centro da cidade. Ela definitivamente não tem experiência para uma operação assim, por isso hesita bastante no desenrolar dos acontecimentos, embora no final, para seu alívio, tudo acabe saindo bem, de acordo com o planejado. / Rookie Blue 4.11 - Deception (EUA, 2013) Direção: / Roteiro: / Elenco: Ben Bass, Enuka Okuma, Missy Peregrym, Gregory Smith, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue 4.12 - Under Fire
Há um matador de policiais à solta. Atirador de elite, o criminoso procura prédios altos que lhe proporcionem uma excelente visão do panorama geral de seus alvos, geralmente tiras que são chamados para falsos pedidos de socorro. Uma vez que fiquem no alvo, o tiroteio começa. Uma das baleadas é a simpática policial Chloe Price (Priscilla Faia). Enquanto investiga um homem caído no meio de uma praça ela é atingida em cheio no pescoço, pelo sniper. Andy McNally (Missy Peregrym), que a estava acompanhado na batida policial, acaba também sendo atingida, mas em uma região menos perigosa do corpo humano. E os ataques não param por aí. Outra viatura é atingida quando atendia a um chamado numa velha casa abandonada. O elo de ligação que liga todos os eventos é um fato ocorrido no passado, um sujeito que colocou na cabeça que precisa eliminar todos os policiais da cidade em uma insana cruzada própria de acertamento de contas. Além das boas cenas de ação esse episódio também traz uma surpresa e tanto para os fãs da série. Numa das últimas cenas a oficial Gail Peck (Charlotte Sullivan) se revela bissexual ao dar uma beijo ardente numa colega de distrito! Quem diria, logo ela, que vinha em uma depressão profunda após o fim de um longo relacionamento hetero! Pois é, um sinal dos tempos. / Rookie Blue 4.12 - Under Fire (EUA, 2013) Direção: Gregory Smith / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Priscilla Faia, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue - Quinta Temporada: 

Rookie Blue 5.01 - Blink
Primeiro episódio da quinta temporada. Os policiais Sam Swarek (Ben Bass) e Chloe Price (Priscilla Faia) foram baleados e estão hospitalizados. Depois de passar a madrugada ao lado da namorada, Dov Epstein (Gregory Smith) resolve ir em companhia de Andy McNally (Missy Peregrym) a uma lanchonete próxima. Eles estão à paisana e fora do serviço e são surpreendidos quando um casal de jovens namorados se revelam assaltantes. Eles querem o dinheiro do caixa, mas são no fundo apenas amadores - o que duplica o perigo de vida de todos os clientes da lanchonete que logo viram reféns. O roteiro não chega a explicar porque estão tão desesperados em busca de dinheiro, mas o desenvolvimento dos acontecimentos é dos melhores, com muita tensão. Do outro lado da cidade Gail Peck (Charlotte Sullivan) está em crise. Meio hesitante ela resolve assumir seu namoro lésbico com uma colega e resolve contar ao próprio irmão. Claro que depois pensa melhor e fica em completo desespero. Completamente surtada resolve passar a tesoura em seus lindos cabelos loiros, o que convenhamos é uma enorme pena! "Rookie Blue" é aquele tipo de série que funciona muito bem como entretenimento. O elenco é carismático e os roteiros, apesar de não serem em nenhum momento maravilhosos, conseguem funcionar muito bem como passatempo. Para assistir em noites sem nada melhor para ver. / Rookie Blue 5.01 - Blink (EUA, 2014) Direção: David Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 5.02 - All by Her Selfie
"Rookie Blue" é uma típica série do canal ABC. Os personagens não são muito bem desenvolvidos e nem sequer há roteiros brilhantes ou inovadores no meio do caminho. Mesmo assim você vai acompanhando, acompanhando e quando se dá por si já está na quinta temporada! O grande trunfo dessa série policial são os atores que formam o elenco, quase todos eles bem carismáticos. Esse tipo de coisa acaba, queira ou não, cultivando o espectador. Nesse episódio a oficial Andy McNally (Missy Peregrym) se torna oficial de treinamento de um jovem recém saído da academia. Um recruta novato (rookie) como ela própria há pouco tempo atrás. O grande diferencial é que o rapaz é o enteado do próprio comissário de polícia da cidade, algo que McNally nem desconfia. A dupla acaba se envolvendo em um caso complicado onde a inexperiência do jovem acabará pesando muito no desfecho da situação. Eles recebem a chamada para investigar um caso simples de arrombamento de uma loja de penhores. Lá dentro encontram um sem-teto com problemas de alcoolismo. Nada demais, apenas um pobre homem querendo fugir do frio das ruas. Dispensado, eles acabam descobrindo que cometeram um erro de procedimento, já que no porão do estabelecimento acabam encontrando o dono, assassinado. A partir daí as investigações vão revelar uma trama complicada, envolvendo outras pessoas que eles sequer imaginavam. Enquanto isso a personagem Gail Peck (interpretada pela linda atriz Charlotte Sullivan) passa por uma crise existencial e de identidade ao descobrir que está tendo um relacionamento lésbico. Surtada, acaba cortando seus longos cabelos loiros o que não deu muito certo dentro da proposta do roteiro porque afinal de contas ela acabou ficando ainda mais bonita, nada condizente com alguém que supostamente estaria passando por uma crise. Enfim, coisas de séries americanas estreladas por um elenco cheio de beldades que se parecem com tudo, menos com policiais de patrulha. Divertido, acima de tudo. / Rookie Blue 5.02 - All by Her Selfie (EUA, 2014) Direção: David Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue 5.03 - Heart Breakers, Money Makers
Nesse episódio os policiais de "Rookie Blue" são designados para um tipo de serviço que nenhum deles gostaria realmente de fazer. Ir nas casas de criminosos condenados para recolher bens que foram adquiridos através de ganhos provenientes de atividades ilícitas. No começo pode até parecer um trabalho enfadonho, mas com direito a muitas surpresas pelo meio do caminho. Em uma casa de um ex-traficante e estelionatário a policial Andy McNally (Missy Peregrym) acaba descobrindo o fio da meada de algo bem maior, uma grande rede criminosa. O sujeito é casado com uma mulher desequilibrada, dada a promover barracos e ataques de escândalo. Um típico casamento realizado apenas por interesse financeiro - algo que com o tempo acaba se tornando um verdadeiro inferno doméstico entre o casal. Esse episódio também segue explorando o affair lésbico de Gail Peck (Charlotte Sullivan, ainda mais linda com cabelos curtos). Algo que até então jamais se mostrou muito convincente (parecendo mesmo uma tremenda forçada de barra dos roteiristas para ganhar a simpatia das organizações de defesa de minorias). Pois bem, Peck é finalmente apresentada para as amigas de sua namorada, algo que não dá muito certo. Elas são todas universitárias de instituições da Ivy League e acabam esnobando Peck pelo simples fato dela ser uma policial de rua. Nem preciso dizer que a saia justa acaba jogando um balde de água fria no romance. Bom episódio, novamente apoiado no grande carisma de todo o elenco. / Rookie Blue 5.03 - Heart Breakers, Money Makers (EUA, 2014) Direção: Gregory Smith / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue 5.04 - Wanting
Três pessoas são mortas em uma guerra de gangues em Seattle. Um dos chefões de um grupo chamado Jameson também é assassinado. A polícia não tem muita noção do que anda acontecendo e nem que a morte do líder da quadrilha foi encomendada por outro membro da mesma gangue. Essas quadrilhas formadas basicamente por jovens latinos se espalharam muito dentro das principais cidades americanas. Nesse episódio os roteiristas criaram uma espécie de modelo desse tipo de organização criminosa e lhes deram o nome de Las Viboras (o que veio bem a calhar). No fundo tudo não passa de um ciclo que geralmente se repete muito no mundo do crime, onde testemunhas são mortas para que crimes anteriores fiquem impunes. E é justamente durante uma investigação desse caso que a policial Andy McNally (Missy Peregrym) descobre que o novato que está em treinamento com ela definitivamente não serve para o serviço. Quando ela fica encurralada em um apartamento, cercado por membros da gangue, o seu parceiro simplesmente amarela e não consegue arranjar coragem para ir em seu socorro! Nem todos estão preparados para exercerem a função de policiais em grandes e violentas metrópoles. Por fim Gail Peck (Charlotte Sullivan) entra em choque após encontrar uma garotinha ao lado do corpo de sua mãe que acaba de ser assassinada por criminosos. Um episódio de rotina dentro da série, mas que terá consequências futuramente dentro da trama de "Rookie Blue", por isso não deixe de conferir. / Rookie Blue 5.04 - Wanting (EUA, Canadá, 2014) Direção: Peter Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 5.05 - Going Under
Já a série "Rookie Blue", apesar de já estar na sua quinta temporada, não demonstra ainda sinais de esgotamento. O motivo é simples também de explicar: séries policiais com grandes elencos demoram para saturar pois sempre há possibilidades dos roteiristas explorarem um ou outro personagem em cada episódio. Nesse episódio aqui abriram espaço para o policial Chris Diaz (Travis Milne). Ele leva uma vida dupla. De dia, com uniforme, combate os traficantes de drogas pelas ruas de Seattle. De noite, após largar o serviço, vai atrás desses mesmos traficantes para comprar drogas. É um tira viciado, imagine você! As coisas se complicam quando a polícia prende o seu traficante. O criminoso ameaça revelar tudo aos detetives caso Diaz não arranje um jeito qualquer de o livrar da cadeia. Na outra ponta narrativa Andy McNally (Missy Peregrym) precisa descobrir o desaparecimento de um homem que nunca mais foi visto pelos próprios familiares. Teria sido vítima de um crime ou simplesmente foi embora para sempre, por livre e espontânea vontade? Por fim o que anda bem chatinho mesmo é o desenvolvimento da eterna fossa de Gail Peck (interpretada por Charlotte Sullivan, a atriz mais bonita da série) onde ela já não sabe se é realmente lésbica ou não, se é apaixonada por um homem ou por uma mulher... enfim, enrolaram muito o meio de campo dessa personagem. / Rookie Blue 5.05 - Going Under (EUA, 2014) Direção:  T.W. Peacocke / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco:  Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Travis Milne, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue 5.06 - Two Truths and a Lie
O título do episódio vem de uma brincadeira entre Andy McNally (Missy Peregrym) e Sam Swarek (Ben Bass) durante uma patrulha na cidade. Eles são apaixonados um pelo outro, mas estão sempre medindo forças, naquele tipo de joguinho que conhecemos tão bem. Nesse episódio Sam baixa um pouco a guarda ao revelar um aspecto ruim de seu passado envolvendo seu pai, atualmente cumprindo pena em uma penitenciária de segurança máxima. McNally participa de tudo e fica também sabendo alguns segredos de Sam que ele preferia deixar nas sombras. Eles vão até a prisão em busca de informações pois um rapaz de Seattle é encontrado morto no porta malas de um carro e o crime parece ter ligações com um ex-condenado (agora nas ruas) que o pai de Sam conhece muito bem. Nada poderia ser mais constrangedor para um tira do que ter um pai no presídio cumprindo pena por assassinato. Coisas da vida. Conforme as investigações avançam todos os detetives vão chegando a conclusão de que há algo maior por trás, muito provavelmente um crime passional. Bom episódio, valorizado justamente pela reaproximação de McNally e Sam. "Rookie Blue" é bem quadradinha, sem novidades, mas como puro entretenimento funciona muito bem, não há como negar. Por essa razão, sigo acompanhando. / Rookie Blue 5.06 - Two Truths and a Lie (EUA, 2014) Direção: Peter Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Ben Bass.

Rookie Blue 5.07 - Deal with the Devil
Tudo começa com um dedo humano encontrado numa lata de lixo de um restaurante italiano em Seattle. Tudo leva a crer que é apenas parte de um crime maior. A região é controlada pela máfia da cidade, sempre envolvendo acerto de contas entre criminosos rivais. O dono de uma cantina na vizinhança também parece ter ligação com tudo o que aconteceu. Na outra linha narrativa a patrulheira Gail Peck (Charlotte Sullivan) tenta se acertar novamente com sua ex-namorada que trabalha como legista no departamento. Pode parecer estranho, mas entre corpos passando por autópsias elas vão tentando entender porque seu relacionamento não deu certo! Por fim, para encerrar o caso do jovem policial que foi reprovado nos testes por Andy McNally (Missy Peregrym) é finalmente marcada uma audiência administrativa da corporação para esclarecer realmente todos os fatos. Em um episódio anterior vimos que o jovem em treinamento simplesmente amarelou durante uma batida policial, deixando McNally sozinha para enfrentar um criminoso fortemente armado. Por ter sido considerado um covarde ele obviamente foi reprovado por ela. Só que o tal sujeito é também parente do comissário de polícia, então todos os pauzinhos são movidos para ele não ser demitido. Achou que apenas no Brasil havia corrupção e tráfico de influência em órgãos públicos? Pois é, no grande irmão do norte também acontece a mesma coisa. / Rookie Blue 5.07 - Deal with the Devil (EUA, 2014) Direção: David Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue 5.08 - Exit Strategy
Se "Outsiders" tenta ser ao menos diferente, "Rookie Blue" só almeja ser mais um enlatado policial americano. Isso não é algo necessariamente ruim, dependendo do que você anda procurando em termos de séries para assistir. Assim o que acaba segurando as pontas da série é o seu elenco, bem carismático. Nesse episódio aqui o policial Dov Epstein (Gregory Smith) finalmente descobre que seu velho parceiro, desde os tempos da academia de polícia, é um viciado em cocaína. Chris já vinha dando pistas disso, seja no olhar vidrado, seja no comportamento fora dos padrões. Pior do que um junkie é um junkie com armas e distintivo. Realmente uma situação mais do que delicada. O mote do episódio porém acontece quando os tiras encontram uma casa arrombada. A vizinhança os teria chamado após notar que o carro da família que lá morava estava há horas com as portas abertas em frente à casa. De fato, assim que os policiais entram no lugar encontram o caos, naquilo que parece ter sido um assalto convencional, mas que na verdade encobre algo mais, inclusive uma possível fraude envolvendo a falência da empresa familiar daquelas pessoas. Pois é, definitivamente não está fácil para ninguém... / Rookie Blue 5.08 - Exit Strategy (EUA, 2014) Direção: Jeff Woolnough / Roteiro: Tassie Cameron (created by), Morwyn Brebner / Elenco:  Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 5.09 - Moving Day
Dia de mudança ou melhor falando, dia de despejo. Os policiais de "Rookie Blue" precisam despejar um grupo de moradores pobres de apartamentos na periferia de Seattle. Algo que nenhum deles gosta de fazer pois o trabalho consiste basicamente em desalojar famílias pobres de suas casas. Quem gostaria de fazer um serviço desses? Mas enfim, ossos do ofício. Em um desses apartamentos eles descobrem dois jovens adolescentes morando sozinhos. São dois irmãos. A mãe foi embora, desapareceu, provavelmente por não ter mais como sustentar os próprios filhos. O garoto mais velho resolve então roubar bicicletas nas redondezas para ter dinheiro, caso contrário ficaria sem ter o que comer ao lado da irmã. Pois é, há muita pobreza também nos Estados Unidos, ao contrário do que muita gente pensa. Um drama social. Entre os desalojados são encontrados também brasileiros! Isso mesmo, imigrantes ilegais que foram para os Estados Unidos em busca de trabalho. Esse episódio se torna muito interessante justamente por essa razão. Os brasileiros falam um português de Portugal (acredita nisso?) e passam por apuros com a polícia da cidade. A personagem Chloe Price (interpretado pela atriz canadense de família brasileira Priscilla Faia) então começa a servir de intérprete pois ela fala nossa língua. O portunhol de Priscilla chega a ser hilário, mas temos que ao menos reconhecer seu esforço em passar um bom português na tela. Aliás os americanos em geral acham nossa língua mais parecida com o francês do que com o espanhol, bem ao contrário dos brasileiros que conseguem entender o que um espanhol fala, mas absolutamente nada do que um francês diz! Isso apesar de ser todas línguas latinas, mas enfim.... temos aqui um episódio muito bom e acima de tudo bem curioso para todos nós, brasileiros. / Rookie Blue 5.09 - Moving Day (EUA, 2014) Direção: Teresa Hannigan / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner/ Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Charlotte Sullivan.

Rookie Blue 5.10 - Fragments
Nesse episódio dois atentados a bomba acontecem nas ruas de Seattle. Terrorismo? Pelas investigações iniciais não seria esse o caso, mas sim uma disputa de território entre máfias formadas por imigrantes, uma de russos e outra de irlandeses. O clímax acontece quando o jovem tira Matt Murray (Duncan Moore) é amarrado na direção de um veículo com uma bomba relógio armada embaixo de seu acento. Essa cena me lembrou muito antigas séries dos anos 80 pois esse tipo de situação era bem comum naquela época nos roteiros. Dois fios, um pode explodir tudo, o outro serio o certo a se cortar. Provavelmente você já viu isso em centenas de filmes e seriados americanos. Sim, é uma situação até bem clichê. Quem banca o herói aqui é o cadete Nick Collins (Peter Mooney). Sem que haja tempo para a chegada do esquadrão antibombas ele precisa se virar, seguindo instruções pelo celular. Em dez minutos a bomba será detonada. Pois é, uma coisa antiga, mas que ainda funciona se você não for muito exigente e crítico. Na outra linha narrativa, focada mais na vida pessoal dos policiais, a gatinha Andy McNally (Missy Peregrym) recusa uma oferta do namorado Sam Swarek (Ben Bass). Ele quer dar a chave de seu apartamento para ela. Para McNally isso significa ir para um outro nível do relacionamento e ela definitivamente não quer nada sério pois é muito jovem e não quer afundar em um casamento precoce em sua vida. Garota esperta! / Rookie Blue 5.10 - Fragments (EUA, 2014) Direção: John Fawcett / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner/ Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 5.11 - Everlasting
Esse foi o último episódio da quinta temporada. Também é uma continuação do episódio anterior. Naquele havia um terrorista colocando bombas por toda a Seattle. O motivo? Seu filho havia morrido em um atentado no passado e ele queria se vingar da omissão da polícia que não havia conseguido prender o criminoso que havia feito aquele ato terrorista. Assim ele resolveu dar o troco com a mesma moeda. Um fato curioso nesse episódio é que ele traz a atriz Erin Karpluk como uma paquera do policial Nick Collins (Peter Mooney). Não lembra da Erin? Ela foi a protagonista da boa série canadense "Being Erica". Não se sabe se ela ainda se tornará fixa no elenco, mas de qualquer modo é sempre curioso ver sua presença nessa série policial. Outro destaque vem da explosão de uma bomba no setor de evidências do departamento de polícia, justamente quando Andy McNally (Missy Peregrym) estava por lá, o que leva Sam Swarek (Ben Bass) ao completo desespero! Será que uma das principais protagonistas morre, justamente no último episódio da temporada? Assista para conferir. / Rookie Blue 5.11 - Everlasting (EUA, 2014) Direção: David Wellington / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Ben Bass, Peter Mooney, Erin Karpluk.

Rookie Blue - Sexta Temporada:

Rookie Blue 6.02 - Perfect Family
Uma garota, adolescente, some de casa. Os pais imediatamente procuram a polícia. Depois de algumas buscas ela é encontrada. Estava escondida na casa do namorado. A questão é que a família dela tem uma educação extremamente tirana, proibindo a jovem de ir em bailes, de frequentar o cinema, de namorar, enfim de fazer coisas típicas das meninas de sua idade. O pai é um sujeito conservador, religioso e um tanto maluco. O próprio título do episódio dá a pista, pois ele procura ter uma família perfeita. O problema é que para isso acaba exagerando na dose da disciplina. Esse foi um episódio interessante, mas também maniqueísta. O pai da família tradicional é retratado praticamente como um lunático. Não era necessário fazer um estigma desses. Já no lado emocional dos policiais temos a tentativa por parte de Andy McNally em superar o fato de que Sam Swarek engravidou sua ex-namorada. Coisas da vida. / Rookie Blue 6.02 - Perfect Family (EUA, 2015) Direção: Eleanor Lindo / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 6.03 - Uprising
Até parecia uma missão banal. Levar duas prisioneiras para novos presídios, mas tudo acaba mal. Explode uma rebelião justamente quando os policiais estavam lá para pegar as detentas. Uma delas coloca uma faca no pescoço de Juliet Ward (Erin Karpluk) e tudo vira um caos completo! Amena apenas fica a situação de Gail Peck que acaba conhecendo uma prisioneira veterana, uma mãe que foi presa após matar o marido. O sujeito havia ficado embriagado, o cigarro caiu e a casa pegou fogo. Todos os filhos morreram no incêndio. Para se vingar a velha senhora resolveu matar o próprio marido, pegando prisão perpétua por isso. Por fim Sam descobre que sua filha, que ainda está para nascer, pode ter um problema em sua coluna, algo que pode se tornar perigoso. Bom episódio, embora as cenas na prisão não me tenham soado muito verídicas. As prisioneiras são bonitas demais para convencer como condenadas. Mesmo assim está valendo, principalmente na última cena quando a personagem de Erin Karpluk se revela finalmente como uma infiltrada dentro do departamento. Na verdade ela tem contatos com traficantes perigosos. / Rookie Blue 6.03 - Uprising (Estados Unidos, 2015) Direção: Gregory Smith / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 6.04 - Letting Go
Um lutador de MMA, preso por porte de drogas (anabolizantes, para ser mais preciso) foge da cadeia. Ele é levado para o hospital para tratar de um câncer no fígado e vê uma oportunidade de fuga de lá. Ele agride o médico, pega um bisturi e ganha as ruas. Inicialmente o departamento de polícia de Seattle pensa que ele está voltando para o apartamento de sua esposa (uma jovem que se correspondeu com ele enquanto estava preso e se casou com ele!), mas os tiras acabam descobrindo que há uma outra mulher em sua vida. Caberá a Dov Epstein e seu parceiro colocar o fugitivo de novo atrás das grades. Enquanto isso o oficial Nick Collins descobre o paradeiro do homem que anos atrás causou um acidente fatal que matou seus pais e deixou seu irmão mais velho paralítico em uma cadeira de rodas. Nick então arma uma armadilha para se vingar do tal sujeito que mesmo após todos aqueles anos ainda é um bêbado desgraçado. Quem acaba evitando que Nick cometa um grande erro em sua vida é sua parceira, a policial Juliet Ward, interpretada pela cada vez mais gata Erin Karpluk, sim ela mesma, da série Being Erica onde ela interpretava a protagonista. Para matar as saudades dessa série é claro. Por fim o comandante Oliver Shaw (Matt Gordon) fica numa saia justa ao saber que sua própria filha Izzy foi presa doidona com ecstasy numa festa de arromba. A garota não quer saber de ir para a universidade, causando todos os tipos de embaraços com o velho Oliver. Pois é, ser pai não é nada fácil. / Rookie Blue 6.04 - Letting Go (Estados Unidos, 2015) Direção: Steve DiMarco / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, Matt Gordon, Erin Karpluk.

Rookie Blue 6.05 - A Real Gentleman
Um real cavalheiro? Será mesmo? Pois é justamente um stalker que cruza o caminho da investigadora Traci Nash. Ele faz uma falsa chamada para a detetive, dizendo ser um funcionário da escola onde seu filho estuda e simplesmente a sequestra no pátio escolar. Ninguém percebe na hora! O sujeito é mentalmente perturbado e leva a policial para o seu porão, onde começa um insano jogo psicológico. Para azar de Nash sua falta demorará a ser sentida por seus colegas, o que acaba colocando em risco sua vida. Na outra linha narrativa Chris Diaz se vê em apuros quando se torna alvo da esposa do próprio comissário! Uma situação no mínimo delicada. E os hormônios parece estar em alta dentro do distrito policial, uma vez que a novata na área Juliet Ward (Erin Karpluk) não resiste aos encantos de seu colega de farda e cai em cima, dando uns amassos em pleno estacionamento! Quem diria... Aqui temos um bom episódio, quase todo focado no sequestro de Nash. Por isso todas as demais subtramas são apenas sutilmente desenvolvidas. Mesmo assim pela tensão acaba valendo a pena. / Rookie Blue 6.05 - A Real Gentleman (Estados Unidos, 2015) Direção: Paul Fox / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner/ Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 6.06 - Home Run
Nossa! Nunca pensei que iria chegar tão longe em se tratando de "Rookie Blue", mas cá estou eu, chegando ao fim da sexta temporada (a última, exibida em 2015). Pois é, de forma em geral confesso gostar desse tipo de seriado policial americano enlatado. Esse episódio começa com os tiras do departamento organizando um amigável jogo de beisebol numa região barra pesada de Seattle, dominada por gangues de traficantes de drogas. É uma forma de ganhar a confiança dos moradores em geral. O que começa bem, com boas intenções, termina muito mal quando um sujeito chega atirando a esmo de dentro de um carro. Todas as suspeitas levam a pensar que o autor dos tiros foi um conhecido líder de gangue do bairro, mas será mesmo? Outra revelação vem do fato de que a tira Juliet Ward (Erin Karpluk) não é uma policial corrupta, como todos inicialmente pensavam, mas sim alguém infiltrado dentro do departamento pela corregedoria para investigar denúncias de corrupção policial dentro do distrito! E ela está de olho, quem diria, no Sargento Shaw! Por fim para as espectadoras românticas da série acontece finalmente o pedido de casamento de Sam Swarek (Ben Bass). Ele se ajoelha perante sua amada, a oficial Andy McNally (Missy Peregrym) e seguindo as regras a pede em casamento! Tudo bem bonitinho! / Rookie Blue 6.06 - Home Run (Estados Unidos, 2015) Direção: Gregory Smith / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner  / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, entre outros.

Rookie Blue 6.07 - Best Man
Mesmo bem atrasado, pois a série foi cancelada em 2015, sigo em frente para o final dessa sexta temporada. Incrível pensar que assisti a seis temporadas de "Rookie Blue". Pois bem, vamos ao episódio. Aqui temos casos de crianças desaparecidas. Em determinado momento fiquei realmente pasmo ao ver como todo um departamento de polícia se concentra apenas na localização de crianças desaparecidos. Penso que tanto nos Estados Unidos como no Brasil não seria bem esse o caso, uma vez que as grandes cidades estão repletas de crimes de todos os tipos, assassinatos, tráficos de drogas, etc e seria meio impensável parar tudo para localizar apenas uma adolescente, que no final das contas pode simplesmente ter fugido de casa! Não me soou como algo muito real. No mais a subtrama envolvendo casos de corrupção do sargento Oliver Shaw (Matt Gordon) avança. O que deixa todos admirados (espectadores e demais personagens da série) é o fato de que Oliver sempre foi o sujeito mais boa praça do mundo, amigo dos companheiros de farda, bom pai, um cara muito legal! Como então alguém poderia acreditar que ele no fundo, debaixo de toda essa fachada, não passa de um tira corrupto? Um cara que usa sua farda e autoridade para ganhar dinheiro de forma ilegal? Pois é, o roteiro traz algumas surpresas sobre isso, principalmente em relação ao verdadeiro criminoso que atua dentro do distrito. Por fim há o romance água com açúcar envolvendo Andy McNally e Sam Swarek! Como a série é cheia de atores e atrizes bonitas, isso era mesmo de se esperar! Nesse episódio McNally perde seu anel de noivado, tentando esconder tudo do carcamano Sam! Coisas da vida... Enfim, esse é um episódio apenas OK. Nada demais, mostrando que a série andava mesmo esgotada em seus momentos finais. / Rookie Blue 6.07 - Best Man (Estados Unidos, 2015) Direção: Charles Officer / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 6.08 - Integrity Test
E corrupção policial parece ter se disseminado dentro da corporação. O próprio comissário de polícia está envolvendo até o pescoço da lama, tentando acobertar tudo, afinal ele seria incriminado por ter montado uma verdadeira organização criminosa dentro do departamento. Assim oferece um acordo com o sargento Shaw, com medo de tudo se espalhar sem controle. Os "rookies" (os novatos) então resolvem se unir para juntar provas contra o chefe corrupto. O detetive Steve Peck (Adam MacDonald) é um dos mais envolvidos para decepçaõ de sua namorada, Traci Nash (Enuka Okuma) que definitivamente dormia ao lado do inimigo, inocente, sem saber! Definitivamente ela não parece ter bom gosto para se relacionar com os homens certos!/ Rookie Blue 6.08 - Integrity Test (Estados Unidos, 2015) Direção: James Genn / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 6.09 - Ninety Degrees
O que poderia ser mais lucrativo do que vender drogas em um abrigo de recuperação para drogados? É esse o mote desse episódio. Um viciado em recuperação é encontrado morto no banheiro da instituição. Assim os policiais de "Rookie Blue" vão até lá investigar. O que encontram é uma ex-viciada, agora recuperada, que não quer nem saber - passa a vender drogas para seus ex-colegas de recuperação! Como se sabe o comércio de drogas é dos mais lucrativos e então vale tudo para faturar bem com os problemas dos outros. Na outra linha narrativa vão surgindo os primeiros problemas de relacionamento entre Andy e Sam Swarek. Ele engravidou outra policial e isso é mais do que um constrangimento para Andy que deseja se casar com ele. Pior, a policial grávida tem problemas e é justamente Andy que a ajuda! Saia justa azul marinho, da farda dos tiras de Seatlle. Pois é... / Rookie Blue 6.09 - Ninety Degrees (Estados Unidos, 2015) Direção: T.W. Peacocke / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Rookie Blue 6.10 - Breaking Up the Band
Até pensei que era o episódio final da série, mas não é, embora poderia ser! Aqui o roteiro explora um festival de música para onde são enviados Andy McNally e Dov Epstein para deter a venda de ingressos por cambistas, mas uma vez chegando lá eles descobrem que na realidade há muita drogas circulando entre os jovens (entre elas a mais comum nesse tipo de ambiente de festa tecno, a ecstasy). Assim uma jovenzinha loirinha desmaia e entra em coma. Depois falece em razão do consumo da droga que havia ingerido. Um aspecto curioso desse episódio é que ele mostra que os próprios organizadores montam um verdadeiro setor, com camas, para jovens drogados! Pois é, pelo visto o abuso de drogas é algo tão comum que eles nem se importam mais em esconder. Enfim, um bom episódio, embora já reflita toda a saturação que a série vinha passando. / Rookie Blue 6.10 - Breaking Up the Band (Estados Unidos, 2015) Direção: James Genn / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.