quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
A Mosca da Cabeça Branca
Título Original: The Fly
Ano de Produção: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Kurt Neumann
Roteiro: George Langelaan, James Clavell
Elenco: Vincent Price, Patricia Owens, Herbert Marshall, Kathleen Freeman, Betty Lou Gerson, Charles Herbert
Sinopse:
Por anos um cientista tenta sem sucesso transportar matéria pelo espaço, indo de um lugar ao outro. A invenção poderia ser revolucionária para o futuro da humanidade. A tentativa se baseia na reconstrução molecular entre câmeras de transporte. Durante uma dessas tentativas porém uma mosca adentra o recipiente de transposição, fundindo o DNA do inseto com o DNA humano, criando nesse processo um ser simplesmente monstruoso!
Comentários:
Esse filme ganhou um selo de cult movie com o passar dos anos. É fato que se trata mesmo de um grande clássico do cinema fantástico do passado. O roteiro e sua direção de arte só ganharam com o passar do tempo e o filme não ficou ridículo após todos esses anos, o que é um feito e tanto! Aliás muito pelo contrário. O que vemos é Hollywood tentando captar o clima original em vários remakes, inclusive o de 1986 que também é uma pequena obra prima. A Mosca da Cabeça Branca tem todos os ingredientes dos filmes fantásticos dos anos 1950. Existe a desconfiança natural com os rumos da ciência, o cientista que não consegue frear seus impulsos, passando por cima da ética e os efeitos nefastos de seus experimentos - em filmes assim isso era representado justamente pelo surgimento de aberrações, monstros sanguinários. Uma maravilha! Não existe nada mais charmoso hoje em dia em termos de cinema do que os antigos - e muito bem bolados - filmes de Sci-fi dos anos 50 e 60. Em última análise essas produções continuam tão influentes hoje em dia como eram na época de seu lançamento! Nesse aspecto chega mesmo a ser genial. Outro aspecto digno de nota é que o filme não abusa dos efeitos especiais e nem da maquiagem. Sempre os esconde, nas sombras, por exemplo, justamente para manter o clima de suspense. Com isso o filme não foi atingido pelo tempo, uma vez que tudo é sutilmente escondido. Caso os efeitos datados fossem colocados mais em evidência o filme perderia e muito. Porém o roteiro foi inteligente o bastante para ser apenas sutil, sugerir na maior parte do tempo, sem apelar para o vulgar. Em suma, é um clássico sem dúvida. Um dos melhores de sua linhagem.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Drácula
O diretor Tod Browning fez um bom trabalho, principalmente na questão envolvendo a direção de arte do filme, como também nos cenários, figurinos, etc. Ele deu um visual ao vampiro que seria imitado por décadas e décadas. Algumas cenas, como a do grande salão do castelo de Drácula, até hoje impressionam pela beleza gótica. E pensar que essa primeira versão foi realizada com pouco dinheiro e com um diretor que não conseguiu terminar o filme porque o prazo estourou e ele teve que ir para outro lugar, para começar um outro filme pelo qual tinha assinado contrato. Quem terminou as filmagens foi Karl Freund, que também ajudou na sala de edição, criando assim um corte final rápido e sem excessos, trazendo muita agilidade para o filme de uma maneira em geral.
Em relação à teatralidade de certos momentos, principalmente nos gestos bem teatrais de Bela Lugosi, isso obviamente foi fruto de suas origens, pois ele na época era um ator de teatro. Seu visual estranho, seu sotaque húngaro, tudo se encaixou perfeitamente com a proposta de interpretar esse estranho conde. Outro aspecto digno de nota é que os produtores cortaram todas as cenas que pudessem ser consideradas violentas demais. Por isso o filme traz uma curiosa característica. O Drácula de Lugosi morde suas vítimas, mas isso nunca é mostrado no filme. Tudo fica apenas na sugestão e na imaginação do espectador. Também não se vê presas de vampiro. Para os executivos da Universal da época isso seria de muito mau gosto. Mal sabiam que o estava por vir nas décadas seguintes. Enfim, esse Drácula pioneiro do cinema é item obrigatório para quem se interessa pela história do cinema. O filme captou o nascimento nas telas de um dos personagens mais marcantes da sétima arte.
Drácula (Dracula, Estados Unidos, 1931) Direção: Tod Browning, Karl Freund / Roteiro: Hamilton Deane, baseado na obra escrita por Bram Stoker / Elenco: Bela Lugosi, Edward Van Sloan, Helen Chandler, David Manners / Sinopse: Um estranho nobre chamado Conde Drácula (Lugosi) viaja até Londres e acaba se interessando pela jovem Mina. Desconfiado de sua verdadeira natureza, o professor Van Helsing (Van Sloan) decide confrontar aquela estranha criatura que ele acredita ser um vampiro.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Deixa Ela Entrar
Essa pequena obra prima é uma das gratas surpresas do ano nas telas de
cinema do Brasil. "Deixa Ela Entrar" tem todo os ingredientes que vão
agradar aos fãs de terror, além dos que gostam de bom cinema de uma
forma em geral. Baseado em um livro de sucesso do escritor John
Lindqvist o filme tem um desenvolvimento único e cativante, que prende a
atenção do espectador desde o primeiro momento. Como o filme é sueco
ficamos salvos dos velhos clichês que imperam nos filmes de vampiro
provenientes de Hollywood. Não há profusão de sangue e nem de efeitos
especiais, tudo é realizado e mostrado de forma sutil e delicada, com
cadência, o que exalta ainda mais as virtudes do roteiro inteligente e
bem escrito.
O argumento em si é simples. Logo no começo do filme somos
apresentados à tediosa rotina de vida do garotinho Oskar (Kare
Hedebrant). Ele vive em um conjunto habitacional de prédios em sua
cidade na Suécia. De dia frequenta o colégio, onde logo vira alvo de
bullying de alguns garotos de sua classe. Solitário e sem amigos uma
noite ele encontra uma garotinha de 12 anos chamada Eli (Lina
Leandersson) no pátio em frente ao local onde mora. Logo nasce uma bela
amizade entre os dois. Ao mesmo tempo a pequena cidade onde vive vira
inexplicavelmente palco de inúmeras mortes de moradores locais, embora
isso pareça ter pouca importância para Oskar nos divertidos momentos em
que passa ao lado de sua amiguinha. O que ele provavelmente nem
desconfie é que ambas as situações tem ligação entre si.
O filme tem um roteiro extremamente impactante. Em tempos de moda, o
vampirismo ganha uma nova conotação e um novo enfoque, completamente
originais. Curiosamente os produtores suavizaram um pouco o teor do
livro original que é bem mais pesado e mais enigmático. Flashbacks que
explicam a história de Eli foram completamente omitidos em prol de uma
maior leveza no desenvolvimento da trama. Outro aspecto que foi mudado
foi o próprio sexo de Eli. No original se tratava de um garoto,
andrógino ao extremo, que acaba se envolvendo com Oskar, mas a direção
do filme resolveu dar características femininas ao personagem principal
para não chocar o público.
Além disso o homem que auxilia Eli no filme
não tem sua origem explicada. Já no livro o papel desse companheiro é
bem claro: se trata de um pedófilo que havia tentado violentar Eli no
passado e que agora lhe serve como escravo. Nenhuma dessas mudanças
porém comprometem em absoluto as qualidades desse filme. "Deixa ela
entrar" é inovador, original e traz um sopro de qualidade ao tão batido
tema dos filmes de vampiros. Em tempos de Crepúsculo e outras bobagens
é sempre bom assistir um filme que respeite a longa tradição dos
sugadores de sangue da noite, mesmo que no final, temos que admitir,
essa herança tenha sido salva justamente por uma garotinha pré
adolescente. Em tempo: já está acertado o remake do filme em Hollywood.
Só nos resta rezar para que tudo não seja destruído nas mãos dos
produtores americanos.
Deixa Ela Entrar (Låt den rätte
komma in, Suécia, 2008) Direção: Tomas Alfredson / Roteiro: John
Ajvide Lindqvist, John Ajvide Lindqvist / Elenco: Kåre Hedebrant, Lina
Leandersson, Per Ragnar / Sinopse: Garotinho de nome Oskar (Kåre
Hedebrant) sofre bullying escolar mas encontra apoio em sua nova
vizinha, a garota Eli (Lina Leandersson)
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 14 de março de 2024
Mergulho Noturno
quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
Feriado Sangrento
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
Boogeyman: Seu Medo é Real
A Fúria do Drácula
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Sorria
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
Lore
Lore
Não conhecia essa série de terror, até que me foi recomendada por um amigo. Na opinião dele era uma das melhores coisas produzidas no gênero nos últimos anos. Depois de assistir ao primeiro episódio devo concordar. Realmente temos aqui um produto de excelente qualidade. A intenção é mesclar a linguagem dos documentários com a estética dos filmes de terror mais tradicionais. Assim vemos dramatizações, com atores, de histórias reais. Depois descobrimos a ligação dessas histórias com o surgimento dentro da cultura pop de personagens lendários, como Drácula, vampirismo, etc. A primeira temporada contou com apenas seis episódios. A razão? Eles são bem produzidos, usando inclusive de trechos com animação. Isso custa dinheiro e leva tempo para ficar pronto. O resultado não poderia ficar melhor. Aqui nessa postagem irei comentar todos os episódios da temporada, conforme for assistindo a eles. Segue abaixo reviews de cada um deles.
Lore 1.01 - They Made a Tonic
Esse primeiro episódio conta a história real da família Brown. Eles viveram no século XVIII, nos Estados Unidos. O pai era um homem bom, honesto e trabalhador. Só que nada disso fez diferença quando sua esposa morreu, vitimada pela tuberculose. Depois sua filha, também contaminada, faleceu do mesmo mal. Por fim o filho mais novo, que acabara de se casar e ter o primeiro filho também morreu da mesma doença. O patriarca assim viu todos os seus parentes morrerem em um curto espaço de tempo. Sem esperanças com a medicina tradicional ele acaba sendo convencido por um pastor de que sua família estaria amaldiçoada por um demônio e para dar fim a essa maldição satânica deveria exumar os corpos de todos os seus familiares para cravar uma estaca em seus corações. Caso contrário eles voltariam nas noites para sugar o sangue de pessoas indefesas. O coração também deveria ser arrancado e queimado. Das cinzas surgiria um chá que iria curar as pessoas doentes. Pensou na figura mitológica dos vampiros? É isso mesmo. O mais incrível é que toda a história narrada nesse primeiro episódio aconteceu mesmo, é história verídica. Uma tragédia causada pela ignorância. Esse mesmo caso acabaria inspirando o escritor Bram Stoker quando ele estava escrevendo seu livro "Drácula". Bom, não precisa dizer mais nada não é mesmo? Muito interessante e muito curioso tudo o que é contado aqui. Se você gosta de terror e quer conhecer de onde todas essas histórias e personagens surgiram, então não há recomendação mais certeira. Não deixe de conhecer essa série "Lore". / Lore 1.01 - They Made a Tonic (Estados Unidos, 2017) Direção: Darnell Martin / Roteiro: Jeff Eckerle, Marilyn Osborn / Elenco: Aaron Mahnke, Campbell Scott, Jason Davis.
Lore 1.02 - Echoes
Esse episódio conta uma história real que no fundo é muito triste. Na década de 1940 um médico americano chamado Dr. Walter Freeman afirmou ter encontrado a cura para a loucura e diversos outros tipos de doenças mentais. Era um método cruel chamado Lobotomia. Um instrumento era enfiado entre os olhos para perfurar um osso craniano. Com algumas batidas e eletrochoques o paciente deixava de apresentar comportamentos depressivos ou violentos. No fundo isso não curava nada, apenas destruía a cognição dos que eram submetidos a esse tratamento violento. Uma das páginas mais lamentáveis da história da medicina moderna. Quando o episódio começou me lembrei imediatamente do caso envolvendo Rosemary Kennedy que passou por esse procedimento e teve sua vida destruída. E esse caso, um dos mais famosos envolvendo lobotomia, está no episódio. Enfim, é um daqueles momentos trágicos da medicina. A cena final, com o garotinho subindo na maca do Dr Freeman. é de cortar o coração do espectador. / Lore 1.02 - Echoes (Estados Unidos, 2017) Direção: Thomas J. Wright / Roteiro: Glen Morgan, Aaron Mahnke / Elenco: Aaron Mahnke, Colm Feore, Kristen Cloke.
Lore 1.03 - Black Stockings
O foco desse episódio é em cima de uma estranha superstição que era popular na Irlanda em seus velhos tempos. Acreditava-se que fadas e seres conhecidos como metamorfos tomavam conta dos corpos de certas pessoas, se fazendo passar por elas a partir dessa "possessão". Muito, muito estranho. E no roteiro vemos um caso absurdo que realmente aconteceu, envolvendo a morte de uma mulher que foi assassinada pelo próprio marido que acreditava que um metamorfo havia dominado o corpo dela. Absurdo, loucura, escolha a palavra que você quiser. No meu caso esse episódio demonstrou como uma crença pode se tornar perigosa... e fatal! / Lore 1.03 - Black Stockings (Estados Unidos, 2017) Direção: Thomas J. Wright / Roteiro: David Chiu, Patrick Wall / Elenco: Aaron Mahnke, Holland Roden, Cathal Pendred.
Lore 1.04 - Passing Notes
O tema desse episódio é o espiritismo. Na história um reverendo, homem respeitado, fica desesperado após a morte de sua esposa e decide tentar entrar em contato com ela através de sessões de espiritismo, onde evocaria a alma de sua esposa falecida. Como o próprio roteiro afirma, certas portas ficam trancadas por um motivo. E as coisas só pioram, a casa dele fica atormentada com batidas, estranhos acontecimentos. O pastor tenta entrar em contato com essa entidade espiritual, pensando ser uma bruxa enforcada no século 17, mas descobre que não se trata disso, mas sim de uma "alma condenada". Bom episódio que dá uma geral no contexto histórico do surgimento do espiritismo, com destaque para algumas pessoas que se envolveram nisso, como o criador do Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle e o mágico Houdini. / (Estados Unidos, 2017) Direção: Nick Copus / Roteiro: Glen Morgan, Aaron Mahnke / Elenco: Aaron Mahnke, Robert Patrick, Bethany Anne Lind.
Lore 1.05 - The Beast Within
Lobisomem existe? Esse episódio vai fundo nas origens dessa lenda do terror. O roteiro mostra que uma das histórias mais antigas sobre um homem que virava lobo tem mais de 2000 anos! E o mais incrível é que ela se parece demais com o conto infantil da Chapeuzinho Vermelho. Depois o episódio usa como linha narrativa principal um caso histórico real, envolvendo a aparição de um suposto lobisomem numa cidadezinha na Alemanha. Na verdade era um serial killer. E os psicopatas acabam sendo ligados diretamente a esse mito. Afinal mortes animalescas em série realmente fizeram parte da história de assassino em série ao longo da história. Muito bom esse episódio, com direito a contar uma lenda envolvendo São Patrício e uma aldeia de lobisomens. Arrepiante! / Lore 1.05 - The Beast Within (Estados Unidos, 2017) Direção: Darnell Martin / Roteiro: David Coggeshall, Aaron Mahnke / Elenco: Aaron Mahnke, Adam Goldberg, Clark Moore.
Lore 1.06 - Unboxed
Fora da caixa! Esse último episódio da primeira temporada trata dos bonecos. Isso mesmo, usando como base a história de Robert, the doll, um boneco amaldiçoado, esse episódio vai mostrando algumas histórias assustadoras envolvendo esses brinquedos. Há a história do mexicano que vivia sozinho em uma ilha. Um dia ele achou o corpo de uma menina. Depois disso ele se convenceu que estava sendo assombrado pela alma da criança. Por isso encheu sua ilha de bonecas penduradas nas árvores. O local hoje é conhecido como "a ilha das bonecas". Outra história assombrosa envolveu um russo que levava corpos de crianças mortas para casa e as vestia com roupas de bonecas. Enfim, bom episódio para fechar a primeira temporada dessa excelente série de terror e suspense. / Lore 1.06 - Unboxed (Estados Unidos, 2017) Direção: Michael E. Satrazemis / Roteiro: Tyler Hisel, Aaron Mahnke / Elenco: Aaron Mahnke, Kristin Bauer van Straten, Joe Knezevich.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Os Mortos Não Morrem
Título Original: The Dead Don't Die
Ano de Produção: 2019
País: Estados Unidos
Estúdio: Animal Kingdom
Direção: Jim Jarmusch
Roteiro: Jim Jarmusch
Elenco: Bill Murray, Adam Driver, Tom Waits, Danny Glover, Chloë Sevigny, Tilda Swinton, Steve Buscemi
Sinopse:
Quando o eixo do planeta Terra muda misteriosamente de posição, coisas bem estranhas começam a acontecer em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, entre elas o fato dos mortos se levantarem de suas tumbas para aterrorizar os moradores da região.
Comentários:
Até hoje não entendi completamente essa fixação do cinema americano com zumbis. OK, são monstros clássicos dos filmes de George Romero, mas será que é necessário fazer tantos filmes sobre esses mortos-vivos? Penso que a fórmula se esgotou há muitos anos. Aqui temos mais um filme a explorar esse filão cinematográfico mais do que desgastado. O elenco é muito bom, fruto do prestígio que o cineasta Jim Jarmusch desfruta em Hollywood. Porém tirando esse aspecto há pouco a se elogiar em relação a esse filme. A tentativa de fazer humor negro logo perde gás, sobrando apenas mais um filme banal de zumbis para o espectador assistir. Quem ainda aguenta ver todos aqueles figurantes perambulando pelas ruas em busca de cérebros humanos? Eu mesmo já esgotei minha paciência com esse tipo de roteiro. Espero que roteiros melhores sejam aproveitados daqui pra frente. Enfim, esse filme é somente cansativo e sem nenhuma ideia original. Mais do mesmo.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 1 de abril de 2021
O Mal Nunca Morre
Título Original: Evil Never Dies
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: Coote Hayes Productions
Direção: Uli Edel
Roteiro: Star Price, Max Enscoe
Elenco: Thomas Gibson, Katherine Heigl, Simon Bossell, John Waters, Christopher Kirby, Steven Grives
Sinopse:
Depois que sua esposa é brutalmente assassinada, um policial é transferido para patrulhar uma faculdade, apenas para descobrir que o assassino agora executado pode ser trazido de volta à vida como parte do experimento de um professor.
Comentários:
Fitinha B de terror sem maiores consequências. O gênero de filmes de terror sempre se aproveitou, desde os seus primórdios, dessa coisa de utilizar vítimas jovens e bonitas para causar maior impacto no público. Então ambientar um filme de horror dentro de uma universidade é mais do que adequado dentro dessa (desgastada) fórmula cinematográfica. Em especial se tiver um elenco extra de garotas universitárias bonitas no elenco. E para fechar a fórmula que tal um assassino serial, um serial killer, que retorna do mundo dos mortos? Geralmente esse tipo de filme não é grande coisa. Esse aqui pelo menos diverte um pouquinho. PS: A atriz Katherine Heigl tentou fazer uma transição das séries de TV para o cinema, mas sem muito resultado. Após algumas comédias românticas de sucesso ela viu sua carreira no cinema praticamente desaparecer.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 12 de março de 2021
A Ilha da Fantasia
Título Original: Fantasy Island
Ano de Produção: 2020
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures, Blumhouse Productions
Direção: Jeff Wadlow
Roteiro: Jeff Wadlow, Christopher Roach
Elenco: Michael Peña, Maggie Q, Lucy Hale, Austin Stowell, Jimmy O. Yang, Portia Doubleday
Sinopse:
Um grupo de turistas chega em um point turístico conhecido como "A Ilha da Fantasia". Além do cenário de paraíso, o dono do hotel local, Mr. Roarke (Michael Peña), promete aos seus visitantes a realização de todos os seus sonhos e desejos. O problema é que nem sempre a realização de uma fantasia pode ser uma coisa boa.
Comentários:
Os mais jovens não lembram, mas a série "A Ilha da Fantasia" foi um grande sucesso na TV, inclusive no Brasil. Agora temos esse remake para o cinema, porem com mudanças. A principal delas é que tudo se passa agora em um clima de filme de terror. E aqui temos o primeiro grande problema desse filme. Embora tente seguir as premissas básicas da série, não há como realizar um bom filme de terror em uma ilha ao estilo paradisíaco, com muito sol, praias e cenários deslumbrantes. O clima se perde completamente. Além disso vamos convir que o ator Michael Peña como o senhor Roarke não convence. Fiquei com saudades de Ricardo Montalbán. E onde foi parar o anão Tattoo? Na série ele era interpretado pelo ator Hervé Villechaize, que se matou. Dizem que os produtores não queriam essa vibe negativa no novo filme, por isso o roteiro traz uma pequena linha na cena final como uma mera desculpa a quem sentiu sua falta. Muito pouco. Em termos de destaque de elenco nesse novo filme apenas a jovem atriz Lucy Hale da série "Pretty Little Liars" vai chamar alguma atenção. Com os cabelos pintados de loiro, ela se tornou a grande vilã dessa história. Quem diria... Enfim, um filme de mediano para fraco, demonstrando acima de tudo que não se faz bons filmes de terror com sol, praia e lugares bonitos.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 11 de março de 2021
O Pacto
Título Original: El Pacto
Ano de Produção: 2018
País: Espanha
Estúdio: 4 Cats Pictures, Ikiru Films
Direção: David Victori
Roteiro: Jordi Vallejo, David Victori
Elenco: Belén Rueda, Darío Grandinetti, Mireia Oriol, Antonio Durán 'Morris', Jordi Recasens, Carlus Fàbrega
Sinopse:
Após a filha ficar em coma, sua mãe, uma defensora pública, fica desesperada. Ele então decide se encontrar com uma estranha figura. Esse lhe promete que sua filha vai sobreviver, voltará ao normal, mas que para isso ela precisa firmar um pacto. E só depois ele lhe dirá o que ela precisará fazer para pagar sua parte nesse sinistro acordo.
Comentários:
O cinema espanhol já se firmou como um dos grandes centros produtores de filmes de terror no mundo. E são bons filmes de terror, tanto que muitos deles acabam virando remakes nos Estados Unidos. Algo que também acontece no Japão, outro pólo cinematográfico muito conhecido pelos filmes de terror que são produzidos todos os anos. Pois bem, aqui temos uma nova versão sobre uma velha história. Na cultura judaico-cristã é muito conhecido essa coisa toda de pactos com o Diabo. É uma premissa religiosa até bem conhecida. E é justamente esse aspecto que o roteiro explora, porém numa levada mais psicológica, sem apelar para criaturas de efeitos digitais e nem em seguidores de Lúcifer com chifres. Tudo é desenvolvido mais em um tipo de realismo nada fantástico. O próprio Diabo pode surgir como um homem comum, que está ao seu lado nas ruas, na vida cotidiana. Sob esse aspecto até que o filme se mostra bem interessante. Um pouco arrastado, bem no estilo do cinema europeu, esse filme não vai agradar a todos, mas tem suas boas ideias em um roteiro que até mesmo surpreende em alguns momentos.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 3 de março de 2021
O Exorcista III
O filme conta a história de uma investigação policial a cargo do detetive Kinderman (George C. Scott). Várias pessoas são encontradas mortas, decapitadas e com sinais de que foram realizados rituais religiosos durante os assassinatos. Entre os mortos estão dois padres e um adolescente. Conforme as investigações avançam o velho policial vai encontrando semelhanças com o modo de agir de um antigo serial killer. O problema é que ele está morto há anos. E um louco insano, internado em um hospício, parece ter as respostas que o velho policial tanto procura.
"O Exorcista III" aposta com muito sucesso em um terror psicológico de primeira linha. Há uma longa cena, dentro de um quarto de manicômio, entre os atores Brad Dourif e George C. Scott, que verdadeiramente me impressionou. Tudo construído apenas no talento dos atores e na força de diálogos mais do que afiados. Um show de interpretação! O interessante é que após as filmagens o estúdio decidiu que um novo final seria filmado e nem isso prejudicou o filme, pelo contrário, lhe trouxe mais consistência cinematográfica. Hoje em dia as duas versões, a do diretor e a do estúdio, estão disponíveis em DVD. Enfim, posso dizer que esse filme merece ser mais reconhecido nos dias de hoje. Com roteiro inteligente (o mais complexo da franquia, para dizer a verdade) e um elenco de grandes atores em cena, "O Exorcista III" é uma pequena obra prima do gênero terror. Merece lugar de destaque em sua coleção.
O Exorcista III (The Exorcist III, Estados Unidos, 1990) Direção: William Peter Blatty / Roteiro: William Peter Blatty / Elenco: George C. Scott, Ed Flanders, Brad Dourif, Nicol Williamson, Scott Wilson, Nancy Fish / Sinopse: Um veterano policial precisa investigar uma série de assassinatos com aparente motivação religiosa. E para sua surpresa, todas as respostas parecem estar com um louco insano aprisionado em um manicômio judiciário. Filme premiado na categoria de melhor roteiro pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films.
Pablo Aluísio.
Halloween 4
O filme "Halloween 3" foi um verdadeiro desastre. Fracasso de público e crítica, irritou principalmente os fãs dessa franquia de filmes de terror. Por essa razão os produtores decidiram voltar ao básico. A primeira decisão foi trazer de volta o psicopata Michael Myers. Assim o assassino acabava fugindo de uma ambulância que o levava de um hospício para o outro. De volta às ruas, livre e desimpedido, ele voltava a fazer o que sempre fazia nos filmes anteriores: matar pessoas na noite de Halloween, E seu principal alvo agora era uma garotinha de apenas 10 anos, sua sobrinha, que nem era nascida quando ele matou pela primeira vez.
"Halloween 4" foi lançado em 1988 para celebrar os 10 anos de lançamento do primeiro filme. Inegavelmente é um filme bem melhor do que o terceiro. Tem enredo redondinho e traz aquilo que os fãs esperavam encontrar nas telas de cinema. Também tem um roteiro bem melhor que procura desenvolver, mesmo que de forma mínima, todos os personagens do filme, sendo a maioria deles um bando de jovens com os hormônios em alta.
Claro, Mike Myers continuou a ser um vilão básico de filmes de terror dos anos 80. Com faca na mão e máscara no rosto, com zero em termos de diálogo, ele se tornava mais genérico do que nunca. Mas o roteiro funcionava criando boas situações. Imagine tentar capturar um criminoso desses na noite de Halloween com centenas de jovens usando sua mesma máscara. Assim "Halloween 4", apesar de não ser um grande filme, muito longe disso, traz o exatamente aquilo que todos esperavam da franquia. Tem boa produção, um roteiro de acordo com o que se via nos filmes do passado e um grupo de belas jovens para, mais cedo ou mais tarde, caírem nas mãos do assassino insano. Para um filme que foi produzido e lançado nos anos 80 já estava de bom tamanho.
Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (Halloween 4: The Return of Michael Myers, Estados Unidos, 1988) Direção: Dwight H. Little / Roteiro: Dhani Lipsius, Larry Rattner / Elenco: Donald Pleasence, Ellie Cornell, Danielle Harris / Sinopse: Após ficar anos internado em manicômios para criminosos loucos, o assassino Mike Myers consegue fugir. E na noite de Halloween ele retorna para sua cidade natal com o plano de matar sua sobrinha, uma garotinha com apenas 10 anos de idade.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
O Mensageiro do Último Dia
Título Original: The Empty Man
Ano de Produção: 2020
País: Estados Unidos
Estúdio: Boom! Studios
Direção: David Prior
Roteiro: David Prior
Elenco: James Badge Dale, Marin Ireland, Sasha Frolova, Samantha Logan, Evan Jonigkeit, Virginia Kull
Sinopse:
James Lasombra (James Badge Dale) é um ex-policial que decide ajudar sua vizinha pois sua filha desapareceu sem deixar rastros. Ao seguir os últimos passos da jovem ele descobre que ela estaria envolvida numa estranha seita que cultua há anos uma entidade do budismo tibetano, um ente sobrenatural sinistro e pouco conhecido.
Comentários:
Até que gostei desse filme de terror que foi lançado em plena pandemia nos cinemas brasileiros. O roteiro foca nessa entidade sobrenatural conhecida apenas como "O Homem Vazio". Ele retorna ao nosso mundo após um grupo de jovens subirem nas montanhas do Himalaia. Pois é, um ser das trevas que tem ligações com o budismo tibetano. Há algumas bobagens na história, como aquela coisa de invocar esse ente usando garrafas vazias, mas no geral o enredo é bem contado. O uso do suspense é bem adequado. Além disso o fato de tudo ser conduzido por um ex-tira de St. Louis cria um bom desenvolvimento para o filme, ainda mais para quem curte filmes que tragam mistérios a desvendar. Não há gore envolvido e nem sangues e tripas. A coisa toda se desenvolve mesmo em um nível mais intelectual, inclusive com diálogos bem cabeça quando surgem aqueles jovens seguidores da tal seita que aparece no filme. Enfim, gostei mesmo do resultado. É um filme de terror que tenta ser inteligente, coisa rara nos dias atuais.
Pablo Aluísio.
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Terror no Hotel Cecil
Título Original: Horror at the Cecil Hotel
Ano de Produção: 2017
País: Estados Unidos
Estúdio: Stephen David Entertainment
Direção: Leland Krane
Roteiro: Patrick Rogers, Lorraine DiRienzo
Elenco: Sal LaBarbera, William Jousset, Gil Carrillo, William Ryder, Vivian Lam, Roger Wayne
Sinopse:
Casos misteriosos envolvendo crimes nesse velho hotel da cidade de Los Angeles, despertam a curiosidade dos espectadores. Usando como base de seus roteiros as próprias investigações oficiais da Polícia, todos os crimes são recriados para que se tente chegar em uma solução.
Comentários:
O Hotel Cecil foi construído na década de 1920. Quando abriu suas portas pela primeira vez era considerado um hotel de luxo na cidade dos anjos. Só que o tempo passou, a vizinhança ficou cheia de viciados em drogas e o hotel decaiu completamente, se tornando atualmente uma velha espelunca, frequentada por criminosos, fugitivos da polícia, dependentes químicos, etc. E no meio desse tipo de situação o surgimento de crimes, dos mais diversos, se tornou uma rotina macabra nesse velho hotel decadente. Como se pode perceber material não falta. Esse " Terror no Hotel Cecil" tem sido exibido no canal Discovery ID, especializado em crimes e violência. É interessante, porém recomendado apenas aos aficcionados nesse tipo de tema. O destaque vai para o caso daquela jovem asiática que se hospedou no Cecil e ficou desaparecida por vários dias, sem deixar rastros. Depois de muita investigação seu corpo acabou sendo encontrado na caixa d'água localizada no teto do hotel. O que teria acontecido? Assista para decifrar... ou não!
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Halloween 3
Título Original: Halloween III - Season of the Witch
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Tommy Lee Wallace
Roteiro: Tommy Lee Wallace
Elenco: Tom Atkins, Stacey Nelkin, Dan O'Herlihy, Michael Currie, Brad Schacter, Nancy Kyes
Sinopse:
Um médico decide investigar uma estranha morte ligada a uma fábrica de máscaras de Halloween. Após uma série de investigações, descobre que o dono dessa fábrica planejou um plano mortal envolvendo a morte de milhares de crianças na noite de Halloween. E agora apenas ele poderá impedir esse massacre infantil.
Comentários:
Esse terceiro filme da franquia dos populares filmes de terror "Halloween" sempre foi considerado um dos piores. E a razão para isso é até simples de explicar. Acontece que esse terceiro filme não traz o psicopata Michael Myers! Imagine um filme da série "Sexta-Feira 13" sem o Jason. É justamente o caso aqui. E sem Michael Myers o que sobra nesse filme ruim? Um enredo muito esquisito envolvendo uma fábrica de máscaras de terror e uma estória sem pé e nem cabeça para contar. O John Carpenter até assinou parte da produção, mas ele deveria ter vergonha de colocar seu nome nesse filmeco. Tem uma musiquinha de um comercial de TV das máscaras que passa o tempo todo durante o filme, martelando a cabeça dos espectadores. E o pior de tudo é que o negócio gruda na mente. Para se livrar disso depois é uma chatice. Enfim, errado do começo ao fim, esse "Halloween III" é ruim de doer! Passe longe, mesmo se você gostar dos filmes dessa série cinematográfica.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
O Chamado do Mal
Um casal se muda para uma nova cidade. O marido é professor universitário de matemática e vai começar um novo trabalho na universidade daquela região. A esposa está grávida do primeiro filho deles. A chegada nesse novo local parece ser mais uma benção. Ele foi contratado para ensinar em uma boa universidade e ela tem muitos planos para sua maternidade. Só que aquilo que parecia ser um sonho logo se torna um pesadelo. E as coisas começam a ficar ruins por causa de um simples objeto, uma pequena caixa que no passado pertenceu a um ritual de aprisionamento de entidades do mal. Não deixa de ser curioso o roteiro desse filme porque não faz muito tempo assisti a um documentário no Discovery mostrando uma antiga crença da religião judaica onde rabinos aprisionavam espíritos do mal em pequenas caixas de madeira. É uma antiga crença, anterior até mesmo ao nascimento de Jesus. Não sei se ainda hoje esse tipo de ritual é praticado pelos judeus, mas de uma forma ou outra o roteiro desse filme se vale principalmente dessa antigas crenças para apoiar o argumento do filme.
E ficou bom, eu gostei desse filme. Há bons sustos e uma interessante galeria de criaturas do além. Claro, velhos clichês ainda desfilam pela tela, mas há igualmente bom uso de personagens interessantes como o veterano professor da universidade que decidiu se dedicar ao estudo do sobrenatural e do ocultismo depois que perdeu a sua visão. E o uso de crianças, até mesmo bebês, como entidades sobrenaturais dão também uma boa dose de sustos aos espectadores. Enfim, como gostei do resultado final desse filme de terror deixo a recomendação para quem gosta do estilo. Você nunca mais verá a maternidade da mesma forma depois de assistir a essa produção.
O Chamado do Mal (Malicious, Estados Unidos, 2018) Direção: Michael Winnick / Roteiro: Michael Winnick / Elenco: Josh Stewart, Bojana Novakovic, Delroy Lindo, Melissa Bolona / Sinopse: Casal passa a ser aterrorizado por entidades do sobrenatural e do além depois que se mudam para uma nova casa perto da universidade onde o marido irá trabalhar como professor de matemática.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
A Hora do Pesadelo 5
Título Original: A Nightmare on Elm Street - The Dream Child
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Wes Craven, John Skipp
Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox, Kelly Jo Minter, Danny Hassel, Erika Anderson, Nicholas Mele
Sinopse:
A jovem grávida Alice encontra Freddy Krueger golpeando a mente adormecida de seu filho ainda não nascido, na esperança de renascer no mundo real. Quinto filme da franquia oficial do personagem Freddy Krueger a chegar nos cinemas.
Comentários:
Apenas um ano depois do lançamento do filme anterior, a New Line se apressou em lançar esse "A Hora do Pesadelo 5". E aqui se confirma a máxima que diz, no melhor estilo sabedoria popular, que a pressa é inimiga da perfeição. Ao contrário do volume 4, que considero até muito bom, esse aqui se perde em ideias ruins e roteiro mal escrito. Quiseram também misturar "O Bebê de Rosemary" com "A Hora do Pesadelo" e tudo ficou bem estranho (e ruim). O diretor Stephen Hopkins era praticamente um novato quando entrou no set de filmagens dessa produção. Sua falta de experiência se revela na tela. Ele, anos depois, iria dirigir filmes bem melhores, com destaque para "O Predador 2: A Caçada Continua" que rodaria apenas um ano depois desse quinto filme com Freddy Krueger. Porém aqui, nesse filme, ele deixou muito a desejar. Filmes da franquia "A Hora do Pesadelo" podem se perder na linha que separa sonhos de realidade. E esse foi justamente o maior problema desse filme. Com roteiro tão confuso, o público simplesmente deixou de se importar. Com isso o filme não foi bem nas bilheterias, rendendo menos da metade do filme anterior. A franquia começava a demonstrar que estava saturada, já na década de 1980.
Pablo Aluísio.



















