Sinceramente falando não consegui gostar da proposta desse filme "Casanova". Como o próprio título já deixa claro, o roteiro mostra aspectos da vida do famoso conquistador Giacomo Casanova (1725 - 1798), lendário amante italiano que se tornou imortal por causa da extensa bibliografia que foi escrita sobre sua vida ao longo de anos e anos. O problema básico dessa nova versão foi a sempre lamentável tentativa de se mudar um homem que viveu no século XVIII para os valores atuais. Essa modernização acabou descaracterizando todo o personagem. Não que o ator Heath Ledger não fosse talentoso, muito longe disso, apenas não era o papel adequado a ele naquele momento de sua carreira. Ledger não se adaptou bem, não demonstrando ter qualquer tipo de ligação com os modos e a forma de ser de uma pessoa que viveu naquela época.
Ao invés disso passa a sensação constrangedora de que é apenas um australiano do século XX vestindo roupas de época, como se fossem meras fantasias, enquanto tenta criar algum processo de identificação com sua pífia atuação. Pior é o uso inadequado de uma direção de arte bonita, mas imprópria para os objetivos do filme. Assim acabaram matando o próprio legado de Casanova, um sujeito amoral e dado a conquistas vazias, tudo para satisfazer seu ego faminto. Nesse roteiro o lado mau caráter de Giacomo foi varrido para debaixo do tapete, surgindo no lugar um dândi romântico bonzinho, tipicamente de romances do século XIX, algo que o verdadeiro Casanova jamais foi. Erraram tudo por um século de diferença! Em suma, misturaram escolas literárias e épocas diversas, confundindo a essência de personagens de obras da literatura bem diferentes entre si. Diante de tantos erros o filme realmente não teve salvação.
Casanova (Casanova, Estados Unidos, 2005) Direção: Lasse Hallström / Roteiro: Jeffrey Hatcher, Kimberly Simi / Elenco: Heath Ledger, Sienna Miller, Jeremy Irons, Lena Olin / Sinopse: O filme conta a história do conquistador Casanova, mas sob um viés moderno e progressista.
Pablo Aluísio.
Ao invés disso passa a sensação constrangedora de que é apenas um australiano do século XX vestindo roupas de época, como se fossem meras fantasias, enquanto tenta criar algum processo de identificação com sua pífia atuação. Pior é o uso inadequado de uma direção de arte bonita, mas imprópria para os objetivos do filme. Assim acabaram matando o próprio legado de Casanova, um sujeito amoral e dado a conquistas vazias, tudo para satisfazer seu ego faminto. Nesse roteiro o lado mau caráter de Giacomo foi varrido para debaixo do tapete, surgindo no lugar um dândi romântico bonzinho, tipicamente de romances do século XIX, algo que o verdadeiro Casanova jamais foi. Erraram tudo por um século de diferença! Em suma, misturaram escolas literárias e épocas diversas, confundindo a essência de personagens de obras da literatura bem diferentes entre si. Diante de tantos erros o filme realmente não teve salvação.
Casanova (Casanova, Estados Unidos, 2005) Direção: Lasse Hallström / Roteiro: Jeffrey Hatcher, Kimberly Simi / Elenco: Heath Ledger, Sienna Miller, Jeremy Irons, Lena Olin / Sinopse: O filme conta a história do conquistador Casanova, mas sob um viés moderno e progressista.
Pablo Aluísio.
Em Cartaz: Casanova (2005)
O filme Casanova estreou nos cinemas em dezembro de 2005, dirigido por Lasse Hallström e estrelado por Heath Ledger no papel do lendário sedutor veneziano Giacomo Casanova. Produzido como uma comédia romântica de época, o longa apostou em um tom leve e fantasioso, distanciando-se das versões mais sombrias ou historicamente rigorosas do personagem. Ambientado em uma Veneza idealizada do século XVIII, o filme apresentava Casanova como um amante irreverente que, pela primeira vez, se vê emocionalmente desarmado ao se apaixonar por uma mulher que desafia sua fama e seus métodos.
Em termos de bilheteria, Casanova teve um desempenho modesto, aquém das expectativas iniciais. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 50 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 37 milhões mundialmente, sendo pouco mais de US$ 11 milhões nos Estados Unidos. O resultado foi considerado decepcionante para um projeto de grande estúdio e elenco conhecido, indicando que o público não respondeu com entusiasmo à mistura de romance clássico e comédia moderna proposta pelo diretor.
A recepção crítica na época do lançamento foi predominantemente negativa ou morna. Muitos críticos apontaram o tom excessivamente leve e a falta de profundidade dramática como fragilidades do filme. O jornal The New York Times observou que o longa era “bonito de se olhar, mas dramaticamente vazio”, acrescentando que a narrativa parecia mais preocupada em ser charmosa do que em desenvolver seus personagens de forma consistente. Já o The Guardian descreveu o filme como “uma fantasia romântica polida demais para ser provocante”, sugerindo que o espírito transgressor de Casanova havia sido domesticado para agradar ao grande público.
Outros críticos foram ainda mais diretos. Roger Ebert, escrevendo no Chicago Sun-Times, afirmou que “o filme trata Casanova como uma marca, não como um personagem”, destacando que a performance de Heath Ledger, embora carismática, era limitada por um roteiro previsível. Em diversos jornais americanos, surgiram comentários semelhantes, classificando o longa como “agradável, porém esquecível”, e ressaltando que a obra parecia indecisa entre uma sátira romântica e um drama histórico, sem se comprometer totalmente com nenhum dos dois caminhos.
Com o passar dos anos, Casanova (2005) passou a ser lembrado mais como uma curiosidade na filmografia de Heath Ledger do que como uma adaptação definitiva do personagem histórico. Apesar das críticas e do desempenho fraco nas bilheterias, alguns espectadores passaram a apreciar o filme por seu visual elegante, figurinos elaborados e trilha sonora delicada. Ainda assim, as reações da imprensa no ano de seu lançamento deixaram claro que, para muitos críticos, o filme oferecia charme superficial, mas carecia da ousadia e complexidade que tornaram Casanova uma figura lendária na história e na literatura.


Drama e Romance
ResponderExcluirPablo Aluísio.
Essa estória do Casanova só tem graca no original, com tudo dentro da epoca respectiva em que ele viveu.
ResponderExcluirEssa forma anacronica de modos que utilizaram nessa versão de 2005 nos tira da imersão.
Exatamente. Aqui tentaram criar um "Casanova Bonzinho" com rosto de jovem rapaz! Não dá, distorceram demais o personagem em questão!
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