Título Original: Dernier amour
Ano de Lançamento: 2019
País: França
Estúdio: Les Films du Lendemain
Direção: Benoît Jacquot
Roteiro: Benoît Jacquot, Jérôme Beaujour
Elenco: Vincent Lindon, Stacy Martin, Valeria Golino, Clotilde Mollet, Lolita Chammah, Julia Roy
Sinopse:
Exilado em Londres após fugir de Veneza, Giacomo Casanova, agora envelhecido e consciente do declínio de seu poder de sedução, vive atormentado pela nostalgia de sua juventude libertina. Ao conhecer Marianne de Charpillon, uma jovem cortesã independente e imprevisível, Casanova se vê dominado por uma paixão avassaladora. Diferente das mulheres que conquistou ao longo da vida, Marianne resiste aos seus jogos de sedução, transformando o lendário amante em prisioneiro do próprio desejo. O encontro marca o que pode ser seu último e mais doloroso amor.
Comentários:
Esperava por algo melhor. E isso é algo a se lamentar pois o roteiro foi inspirado na própria obra autobiográfica de Casanova que, em sua velhice, decidiu contar sua história de próprio punho. Aqui o foco vai para a estadia que Casanova teve na Inglaterra, sendo mais preciso, em Londres. Ele não gostava dos ingleses de um modo em geral, mas isso não significava que deixaria de se envolver com belas mulheres que fosse encontrando por onde passava. Acaba se apaixonando por Marianne de Charpillon, mas essa vai ser mais uma daquelas histórias de amor que parecem nunca dar certo, seja por sua própria culpa, seja por desvios de seu objeto de desejo. De qualquer maneira ela representava, já naqueles tempos, um tipo de mulher que procurava por sua própria independência e autonomia. Em uma época tão remota não deixava de ser algo a se elogiar.
Pablo Aluísio.
Em Cartaz: O Último Amor de Casanova
O drama histórico O Último Amor de Casanova (Casanova, Last Love, Dernier amour no título original) foi lançado em 2019, dirigido pelo cineasta francês Benoît Jacquot e estrelado por Vincent Lindon no papel de Giacomo Casanova, com Stacy Martin como sua grande paixão, Marianne de Charpillon. O filme foca em uma das fases tardias da vida do lendário sedutor veneziano, quando ele vive exilado em Londres e, segundo sua própria narrativa, encontra pela primeira vez um amor que desafia sua vida boêmia de conquistas. A produção teve lançamento em festivais e circulação em cinemas europeus, destacando-se por um olhar íntimo e menos espetacular sobre a figura histórica.
Em termos de bilheteria, O Último Amor de Casanova não se destacou comercialmente. Os dados públicos indicam que o filme arrecadou cerca de US$ 558 717 em todo o mundo, com apenas uma parcela mínima nos Estados Unidos (aproximadamente US$ 10 924), refletindo uma distribuição limitada e um apelo restrito ao público em geral. Esse desempenho modesto é típico de dramas artísticos independentes que não contam com grandes campanhas de marketing, apesar do envolvimento de nomes reconhecidos no cinema europeu.
A reação da crítica especializada foi mista a negativa. No agregador Rotten Tomatoes, o filme obteve apenas 42 % no Tomatometer, sinalizando críticas divididas e muitas vezes desfavoráveis. Diversos críticos destacaram a falta de profundidade emocional e de paixão na narrativa, mesmo diante de cenários e figurinos historicamente ricos — observações que ressaltaram o contraste entre a promessa romântica do título e a execução cinematográfica.
Algumas das frases publicadas por críticos na época traduzem bem essa recepção: um comentário do Los Angeles Times descreveu _“Casanova, Last Love,” que examina a infatuation do sedutor do século XVIII, como “um retrato monótono e pouco envolvente que, apesar de cenários e figurinos sumptuosos, nunca decola” — descrevendo um sentimento geral de desapontamento com a falta de envolvimento emocional da obra. Outra crítica observou que, apesar da intenção de “questionar nossas suposições sobre figuras como Casanova,” o filme muitas vezes “deixa o espectador sem entender exatamente o que se pretende dizer com tudo isso”.
Por fim, embora não tenha alcançado sucesso comercial ou aclamação crítica expressiva, O Último Amor de Casanova tem sido visto como uma abordagem diferente sobre um personagem histórico já muito representado no cinema e na literatura — privilegiando o drama íntimo sobre as aventuras externas. A obra atraiu atenção em circuitos de cinema europeu e festivais, sobretudo pela performance de Lindon e pela tentativa de explorar um casanova mais vulnerável, ainda que muitos críticos considerassem essa visão cinematográfica menos impactante do que a lenda que inspirou o filme.

Drama & Romance
ResponderExcluirPablo Aluísio.
Bom Pablo:
ResponderExcluirO Casanova exegerou bastante nas suas proezas sexuais. Me lembra o Martinho da Vila na música Mulheres: "ja tive mulheres de todas as cores, de todos lugares de todos..."
Ah Martinho da Vila, com essa lutaria,?Duvido muito.
"Quem escreve um conto, geralmente mente um tanto", como já dizia o velho ditado popular. O Casanova provavelmente foi mais bem sucedido em suas conquistas amorosas que o Martinho da Vila! Só que é a tal coisa, como se diz no morro: "Malandro é malandro, e Mané é Mané". Então o Martinho está perdoado! rsrs
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