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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Simone

Título no Brasil: Simone
Título Original: S1m0ne
Ano de Produção: 2002
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Andrew Niccol
Roteiro: Andrew Niccol
Elenco: Al Pacino, Catherine Keener, Winona Ryder, Evan Rachel Wood, Rachel Roberts, Jeffrey Pierce

Sinopse:
Nesse filme o ator Al Pacino interpreta o agente Viktor Taransky. Quando a atriz de seu novo filme decide abandonar a produção no meio das filmagens, ele toma uma decisão incomum, fora dos padrões, decidindo radicalizar. Assim é criada uma atriz totalmente digital. Só que isso não é informado ao público, levando todos a pensarem que ela é uma pessoa real.

Comentários:
Al Pacino foi um dos grandes atores da década de 1970, só que ele foi perdendo o rumo no decorrer dos anos. Não que nesse período ele não tenha feito filmes bons. Certamente o fez. Porém ele se empenhou em cada projeto ruim que vou te contar... Esse "S1m0ne" é um de suas filmes mais equivocados. Provavelmente deslumbrados com os avanços da tecnologia, os produtores decidiram fazer esse filme muito fraco e sem graça. Al Pacino passa o enredo inteiro tentando esconder de todos que sua grande estrela de cinema, aquela que despertou paixões e criou uma legião de fãs, não é de carne e osso. É apenas a criação de um programa de computador. E o mais complicado dessa produção é que a tal "Simone" não engana ninguém, pois não era muito convincente. E isso foi percebido e dito na época de lançamento do filme. O curioso é que hoje em dia já se cogita fazer filmes com atores mortos há anos. Um projeto promete trazer James Dean de volta, mesmo que ele esteja  morto desde a década de 1950. Querem recriar o ator, agora totalmente digital, para ele estrelar um filme! Algo próximo do enredo desse filme aqui. Quem poderia imaginar algo assim? Pois é. Pena que Simone não tenha resultado em um filme bom.  Se minha memória não me engana assisti esse filme no cinema e olha, foi uma tremenda decepção. Al Pacino poderia passar sem essa.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

À Procura do Amor

Título no Brasil: À Procura do Amor
Título Original: Enough Said
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Fox Searchlight Pictures
Direção: Nicole Holofcener
Roteiro: Nicole Holofcener
Elenco: Julia Louis-Dreyfus, James Gandolfini, Catherine Keener, Toni Collette

Sinopse:
Eva (Julia Louis-Dreyfus) está divorciada há mais de dez anos. Ela tem uma filha adolescente e ganha a vida fazendo massagens terapêuticas. Sua vida passa longe de ser fácil, já que ela passa o dia todo atendendo clientes, levando sua pesada mesa de massagem para cima e para baixo. Um certo dia conhece casualmente Albert (James Gandolfini), um sujeito também divorciado como ela, já cinquentão, que deseja reconstruir sua vida amorosa. Mesmo sendo aparentemente tão diferentes começam a ter um relacionamento que não será isento de problemas. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Julia Louis-Dreyfus). Também indicado ao Screen Actors Guild Awards na categoria de Melhor Ator (James Gandolfini).

Comentários:
Esse foi um dos últimos trabalhos da carreira do ator James Gandolfini, falecido em 2013. É um filme romântico que explora um tipo diferente de relacionamento envolvendo duas pessoas já cinquentonas, divorciadas, com filhos adolescentes prestes a irem embora fazer faculdade. Com a síndrome do ninho vazio batendo às portas elas resolvem então se dar uma segunda chance, para quem sabe superar os traumas do passado revivendo um novo amor em suas vidas. Julia Louis-Dreyfus (a Elaine Benes da série "Seinfeld") interpreta essa mãe divorciada, mas bastante trabalhadora, que vai vivendo um dia de cada vez na criação de sua filha. As coisas não são fáceis, mas ela vai superando os desafios. Curiosamente acaba tendo como cliente justamente a ex-esposa de seu atual namorado, Albert. Em conversas amigáveis vai descobrindo os podres dele com a antiga esposa, criando uma situação constrangedora, mas também divertida e reveladora da alma humana. O roteiro apresenta ótimos diálogos, em um enredo que nunca chega a cansar o espectador, pelo contrário, apesar de ser despretensioso em si, o filme acaba prendendo a atenção do começo ao fim. Depois dessa produção James Gandolfini realizou apenas mais um filme, "The Drop", que permanece inédito no Brasil. Uma pena que tenha partido tão cedo sendo dono de um grande talento. Aqui mostra mais uma vez que conseguia se sair tão bem em filmes românticos como em séries mais viscerais como "Os Sopranos". Um bela amostra de seu excelente timing dramático.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Solista

Nathaniel Ayers (Jamie Foxx) tinha tudo para ter um futuro brilhante. Ainda bastante jovem conseguiu ser aceito em uma das escolas de música mais prestigiadas e concorridas dos Estados Unidos, a Juilliard de Nova Iorque. Músico talentoso tinha realmente um caminho excepcional para trilhar nos anos que viriam. O problema é que em seu segundo ano estudando na Juilliard ele acabou desenvolvendo uma das mais devastadoras doenças mentais, a esquizofrenia. Sem condições psiquiátricas para seguir em frente teve que abandonar praticamente tudo. Sem meio de vida ou apoio de quem quer que seja, acabou nas ruas de Los Angeles, virando mais um dos milhares de sem teto que vagam pelas grandes metrópoles dos Estados Unidos. Certamente uma história bem triste e melancólica que acabou sendo descoberta meio que ao acaso pelo jornalista Steve Lopez do jornal Los Angeles Times. Sua reportagem sobre Nathaniel tocou fundo no público americano que se impressionou com a descida aos infernos do músico que vagava pelas ruas da grande cidade. Foi justamente em cima dessa série de matérias que o roteiro de “O Solista” foi escrito. Para interpretar o pobre músico esquizofrênico o estúdio escalou Jamie Foxx, que tão bem já havia interpretado outro grande músico, Ray Charles, em “Ray”. Para o papel do jornalista do Times surge Robert Downey Jr, dando um tempo em seus personagens de blockbusters como “Homem de Ferro” e “Sherlock Holmes”.

Como se vê tudo parece se encaixar em “O Solista” – trama edificante, assunto importante e temática mais do que humana. Infelizmente o filme não consegue decolar. Não há dúvidas que o cineasta  Joe Wright é talentoso. O problema é que particularmente nessa produção ele surge com a mão pesada demais. O filme não tem sutileza e nem ameniza o tema para o público em geral. O excesso de crueza e melancolia acaba tornando a obra cinematográfica um exercício muito enfadonho e complicado de acompanhar. A música que poderia ser a salvação da película surge muito tímida e em segundo plano. Além disso o excesso de exploração em torno da doença mental do protagonista deixa aquela sensação ruim de que estão forçando a barra para sensibilizar os membros da Academia para quem sabe depois concorrer a algum Oscar. Não é por aí. Temas difíceis como esse exigem uma certa sensibilidade e sutileza que certamente faltam em “O Solista”. Foxx até está bem mas não empolga e nem consegue transformar seu personagem em alguém carismático que cative o espectador. Robert Downey Jr também não ajuda muito, repetindo à exaustão todos os seus maneirismos que já conhecemos tão bem. No saldo final “O Solista” promete mais do que cumpre. A sensação de desapontamento no final da sessão resume bem o resultado final do filme.

O Solista (The Soloist, Estados Unidos, 2008) Direção: Joe Wright / Roteiro: Susannah Grant / Elenco: Jamie Foxx, Robert Downey Jr., Catherine Keener, Rachael Harris / Sinopse: Após estudar por dois anos na prestigiada escola de música Juilliard em Nova Iorque um músico negro começa a desenvolver sintomas de esquizofrenia. Diagnosticada e abandonado à própria sorte ele tenta sobreviver da melhor forma possível pelas ruas de Los Angeles até sua história ser resgatada por um famoso jornalista de um dos grandes jornais dos EUA, o Los Angeles Times.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Na Natureza Selvagem

Eu achei esse filme genial e não foi tanto por questões técnicas ou da direção de Sean Penn. Achei genial por causa de seu argumento baseado numa história real incrível de um jovem que resolveu sair pelos EUA afora, conhecendo outros lugares, cidades, pessoas, tudo por livre e espontânea vontade. Quem nunca quis jogar tudo para o alto e sair em uma aventura dessas na vida? Acho que todos nós. O filme é basicamente sobre isso, sobre liberdade, sobre se libertar das coisas que nos aprisionam como dinheiro, bens materiais, responsabilidades, pressões, para simplesmente viver, sair por aí, sem planos, só a vontade de ser feliz e livre. Talvez um dos poucos filmes que realmente daria nota máxima nos últimos anos pois a maioria do que se produz atualmente é bem comercial e medíocre e não nos faz refletir sobre nada na vida. Esse faz. É o tipo de filme que fica conosco por muito tempo após o assistir.

Como eu já citei o filme é baseado numa história real. O jovem  Chris McCandless (Emile Hirsch) resolve, após se formar no High School, tomar uma decisão crucial em sua vida. Enquanto seus amigos pensam em ir para a faculdade para se formarem e depois arranjarem um belo emprego, Chris não almeja nada disso. O que ele realmente deseja no fundo de sua alma é viver sua liberdade em plenitude, ganhar o mundo, sair por aí em busca de aventuras, conhecer novos lugares, novas pessoas. Indo de um lugar ao outro de carona, vivendo de pequenos empregos por onde passa, Chris sai atravessando os EUA praticamente de costa a costa. Aos que vai conhecendo pelo meio do caminho diz que seu objetivo final é ir para o Alaska, viver nas montanhas, isolado do mundo e de todos, voltando ao estado natural do ser humano. Afinal ele era jovem, desimpedido, descompromissado e dono de seu próprio destino. O filme é lindamente conduzido. Como Chris está sempre em movimento vamos conhecendo a América ao seu lado. Uma rica fotografia tenta capturar a essência daquele país continental. Sua ousadia e audácia fizeram de Chris um ídolo para muitos jovens que até hoje cultuam sua memória pela net. Infelizmente não temos aqui um final feliz. Não ousaria contar nada mas os momentos finais são realmente marcantes. Muitos vão de forma hipócrita afirmar que ele foi apenas um sonhador ingênuo. Bom, isso não é bem uma ofensa já que as maiores conquistas da humanidade nasceram de pessoas como Chris, que tiveram a coragem de serem diferentes, de fugir do convencional. Eu acredito que sua vida é uma bela lição para todos nós. Uma produção que marca realmente. Uma Obra prima.

Na Natureza Selvagem (Into the wild, Estados Unidos, 2007) Direção: Sean Penn / Roteiro: Sean Penn baseado no livro de  Jon Krakauer / Elenco: Emile Hirsch, Vince Vaughn, Catherine Keener,  William Hurt,  Kristen Stewart / Sinopse: Jovem recém formado no colegial decide jogar tudo para o alto para cair na estrada. Ele deseja partir em uma aventura inesquecível, atravessando os EUA de carona, almejando ir para o distante e isolado Alaska onde deseja começar uma nova vida, baseada na simplicidade e longe do materialismo da sociedade atual. Vencedor do prêmio Globo de Ouro na categoria "Melhor Canção" (Guaranteed).

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Capote

"Capote" traz a melhor atuação do talentoso Philip Seymour Hoffman no cinema. Levando-se em conta que o ator fez excelentes trabalhos ao longo de toda sua carreira, isso definitivamente não é pouca coisa. O personagem enfocado é dos mais controvertidos. Durante décadas Truman Capote (1924 - 1984) foi um dos mais influentes jornalistas e escritores americanos. Dono de um estilo único e visceral, Capote foi um dos melhores cronistas de seu país. Sob uma vertente nua e crua ele expôs como poucos as vísceras de uma América que passava muito longe daquela idealizada pelos pais da nação. Na escrita de Capote veio à tona o país das mazelas, das discriminações, da marginalidade e da futilidade também. Tudo em doses excessivas, sem meio termo. Sua obra prima, "A Sangue Frio" é um daqueles livros simplesmente obrigatórios para todos que prezam uma boa e inteligente leitura. O autor se destacou por fazer um jornalismo diferente, que tangenciava não apenas o aspecto informativo mas também literário. Foi assim um dos verdadeiros pioneiros do que ficaria conhecido anos depois como jornalismo literário.

Trazer à tona em uma única cinebiografia uma pessoa com obra tão importante como essa não seria fácil. Capote tinha uma personalidade muito diferenciada, única e transpor aquele jeito de ser poderia desbancar facilmente para a mera caricatura. Felizmente para o espectador temos aqui em cena um dos melhores atores da nova geração. Philip Seymour Hoffman incorpora Capote com sutileza e bom gosto. Nunca cai no grotesco e nem faz qualquer tipo de concessão. De fato sua atuação é seguramente uma das mais brilhantes dos últimos dez anos dentro da indústria do cinema americano. Assim quando seu nome foi anunciado na noite do Oscar ninguém realmente se surpreendeu. Nenhum concorrente conseguia chegar à altura de sua atuação - o prêmio foi considerado uma barbada e mais do que merecido. Outra decisão acertada foi focar a trama do filme em um evento específico da vida de Capote. Assim evitou-se aquele tipo de trama sem foco, disperso como aconteceu recentemente em "A Dama de Ferro". O resultado final é brilhante em um filme que funciona em todos os aspectos. "Capote" é uma obra cinematográfica extremamente digna e à altura do grande talento de Truman Capote. Imperdível.

Capote (Capote, Estados Unidos, 2005) Direção: Bennett Miller / Roteiro: Dan Futterman / Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper, Bruce Greenwood / Sinopse: Cinebiografia do escritor e jornalista americano Truman Capote. Autor de obras primas como "A Sangue Frio" seu estilo visceral marcou o jornalismo e a literatura americana do século XX.

Pablo Aluísio.