sexta-feira, 4 de abril de 2025

Melhor é Impossível

Título no Brasil: Melhor é Impossível 
Título Original: As Good as It Gets
Ano de Lançamento: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: James L. Brooks
Roteiro: Mark Andrus, James L. Brooks
Elenco: Jack Nicholson, Helen Hunt, Greg Kinnear, Cuba Gooding Jr, Skeet Ulrich, Shirley Knight

Sinopse:
Três pessoas completamente diferentes entre si, acabam se encontrando pelos caminhos sinuosos do destino e acabam interagindo, nascendo uma amizade até bem verdadeira, mesmo sendo um deles um escritor rabugento que nem esconde que odeia todo tipo de gente! Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor ator (Jack Nicholson) e melhor atriz (Helen Hunt). 

Comentários:
Esse é um filme muito leve da filmografia do Jack Nicholson. Quando o assisti, lá nos anos 1990, nem desconfiava que ele estava na verdade se despedindo aos poucos do cinema, geralmente em filmes bem leves, alguns bem direcionados para toda a família. Nem parecia o velho Jack, aquele mesmo que estava sempre pronto a aparecer no elenco de filmes transgressores e polêmicos. A rebeldia, pelo visto, havia ficado em um passado distante. E essa leveza acabou dando bem certo para ele pois assim, quase brincando, acabou levando o Oscar para casa! Uma premiação dada mais em respeito ao conjunto da obra de sua carreira do que propriamente por méritos em sua atuação nesse filme! Sim, ele está muito bem em seu papel, mas falando a verdade, não havia nada demais nesse seu trabalho. E a Helen Hunt, também premiada, estava na moda naquela época. Infelizmente ela não teria muitos anos de sucesso pela frente, se tornando mais uma atriz com o Oscar na mão, mas sem um futuro de sucesso pelo anos que viriam. Acontece nas melhores famílias! 

Pablo Aluísio.

Mundo Proibido

Mundo Proibido
Em 1992 Brad Pitt estrelou outro filme que era bem fora dos padrões chamado "Mundo Proibido". Essa produção misturava cenas com atores reais e desenhos animados. Era de certa forma uma nova versão mais pobre e sem os mesmos recursos do sucesso "Uma Cilada Para Roger Rabitt". A protagonista era uma versão animada da atriz Kim Basinger, que fazia de tudo para copiar a sensual Jessica Rabbit. O filme não deu certo, foi fracasso de público e crítica, justamente por não ser nada original. Nem o clima de fim noir, que o diretor tentou imprimir à direção de arte, ajudou. Hoje em dia é uma produção que poucos conhecem, sendo praticamente desconhecida.

De minha parte realmente tenho poucos elogios a tecer sobre essa animação. A Kim animada era bem mais bonita e sensual do que a Kim do mundo real. Os cartunistas não foram econômicos em lhes dar muitas curvas e sensualidade. O fato porém é que Kim Basinger, apesar de ser uma atriz popular na época, não tinha todo esse cacife para virar desenho animado de sucesso. Ela não era assim tão mundialmente conhecida. Dessa maneira o filme realmente não aconteceu e só circulou entre poucas pessoas, no mercado de vídeos VHS dos anos 90. 

Mundo Proibido (Cool World, Estados Unidos, 1992) Direção: Ralph Bakshi / Roteiro: Michael Grais, Mark Victor / Elenco: Gabriel Byrne, Kim Basinger, Brad Pitt, Janni Brenn / Sinopse: Uma personagem de história em quadrinhos quer viver no mundo real e para isso não mede esforços, chegando a seduzir seu próprio criador.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

O Nômade

O Nômade
Roteirista inventa cada história! Veja o caso desse filme. Na história um serial killer começa a atacar nas ruas escuras de Nova Iorque. Suas vítimas são sempre as mesmas: Padres! Pois é, os padres são atacados de forma violenta, com um martelo na cabeça! Não é algo bonito de se ver. E um desses assassinatos acaba sendo filmado pela câmera de uma jornalista investigativa! Então você poderia pensar que ela iria imediatamente às autoridades para denunciar o assassino, não é mesmo? Que nada! Ela usa as imagens para chantagear o psicopata! Ela quer que ele mate seu próprio pai, pois no passado ele cometeu abusos contra ela, quando ainda era uma criança!

Que rocambole! E ainda temos que lidar com o fato de que o assassino está matando padres porque... Sim, ele é um padre! Depois que se tornou ateu se revoltou e passou a matar membros do clero da Igreja Católica! Ela agora acha que perdeu sua juventude inteira estudando para ser padre, enquanto poderia estar por aí, namorando belas garotas, curtindo as festas, etc. E agora, sem Deus na sua vida, qual seria o sentido da vida? Assim, revoltado, mata padres com um martelo! Meu Deus! Pois é, eu disse que de cabeça de roteirista pode sair tudo. E olha que eu ainda não disse que o Padre descobriu que Deus não existe em um laboratório de ciências que provou que Deus realmente não existia! Não é piada! Enfim, Chega! Melhor eu parar por aqui... Assista ao filme por sua própria conta e risco... 

O Nômade (The Nomad, Estados Unidos, 2023) Direção: Daniel Diosdado / Roteiro: Daniel Diosdado / Elenco: Lauren Biazzo, Dietrich Teschner, Vanessa Calderón / Sinopse: Assassino em série começa a matar padres nas ruas escuras de Nova Iorque. Descoberto por uma jovem jornalista investigativa, ela decide chantagear o criminoso. Ele deverá matar uma pessoa, em troca ela não o entregará para os policiais que estão em sua procura. 

Pablo Aluísio. 

Lobos

Lobos 
O Homem é o Lobo do próprio Homem, já dizia o pensador Thomas Hobbes. E é mesmo! Não tenha dúvida disso! Se formos pensar bem, de modo reflexivo, apenas o ser humano é capaz de matar por puro prazer, cometendo atrocidades contra outros de sua própria espécie! E psicopatas matam desde cedo, ainda crianças e adolescentes. Seus alvos nessa fase da vida geralmente são pequenos animais. Basta ler a biografia de vários serial killers para entender bem esse aspecto. Na história desse filme temos uma boa amostra disso. Um homem meio estranho, um tanto antissocial e esquisito, levemente desonesto, acaba sendo demitido por roubar pequenas bijuterias de um caminhão baú onde faz mudanças. Seu patrão nem pensa duas vezes e o demite. Sem trabalho, ele acaba se interessando na história de animais que foram mortos nas redondezas onde mora. Então ele começa, por conta própria uma investigação. 

Nem preciso dizer que sua "caçada" ao assassino de animais o levará a bater de frente com um assassino em série muito real! Pois é, meus caros, ele termina na toca do lobo, literalmente. Nesse filme, apesar do título, você não encontrará lobos de verdade, apenas seres humanos que se comportam como as mais famintas e irracionais bestas assassinas das florestas. 

Lobos (Wolves, Canadá, 2022) Direção: Danny Dunlop / Roteiro: Danny Dunlop / Elenco: Mark Nocentl Jake Raymond, Allan Dobrescu / Sinopse: Jovem, sem rumo certo em sua vida, decide investigar, por conta própria, uma série de crimes cometidos contra animais. E acaba cruzando caminho com um perigoso serial killer. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

In Memoriam: Gene Hackman e Val Kilmer

In Memoriam: Gene Hackman e Val Kilmer
O tempo vai passando e as pessoas vão partindo. E isso também se reflete no mundo das artes. Artistas que acompanhamos ao longo de tantos anos se vão. Em termos de cinema tivemos duas perdas significativas nesses últimos tempos. O primeiro foi a despedida do grande Gene Hackman. Ele gostava de se definir como um operário do cinema. E de certa forma fez jus a isso, trabalhando em uma grande quantidade de filmes. Só que Hackman era muito humilde nesse aspecto porque ele foi de fato um grande ator! Basta lembrar de seus grandes momentos no cinema. "Operação França", "A Conversação", "Superman", "Os Imperdoáveis" e tantos outros filmes que ficaríamos aqui por horas relembrando. 

Hackman interpretava o homem comum. Curiosamente, pouco antes de sua morte, tive a oportunidade de assistir a um filme dele que havia me passado em branco por anos. Trata-se de "Espantalho", uma produção dos anos 70 em que ele trabalhou ao lado de Al Pacino. Nesse filme Gene interpretou mais um homem comum, só que com um diferencial. Como sua vida real era muito dura, ele se permitia sonhar com grandes projetos. Claro, nunca iria realizar nenhum deles, mas os sonhos o mantinha vivo e feliz. Sem querer e sem saber, esse drama acabou sendo minha despedida do Gene Hackman. Uma despedida em grande estilo. Fiquei feliz nesse aspecto. 

Outra perda recente foi a do ator Val Kilmer. Essa carreira acompanhei muito bem, desde os primeiros filmes. Eu me lembro muito bem de "Academia de Gênios", ainda nos anos 80. Nunca fez sucesso nos cinemas, mas era aquele tipo de filme ideal para as locadoras de vídeo. O mesmo se podia dizer da hilariante e brilhante comédia nonsense "Top Secret!". Depois disso ele foi o Ice Man de "Ases Indomáveis". Fica até complicado lembrar daquele jovem jogando voley na praia e se dar conta que ele morreu, já idoso, com muitos problemas de saúde, aos 65 anos de idade. O tempo passa rápido demais! 

Em minha opinião o filme definitivo de Kilmer, aquele que sempre me fará lembrar dele, é "The Doors" de Oliver Stone. Sua interpretação de Jim Morrison foi praticamente sobrenatural. Dizem inclusive que Kilmer passou por dificuldades depois para se livrar do personagem. Interpretações viscerais como aquela realmente causam problemas aos seus intérpretes. Em suma são muitos filmes, a maioria deles aqui devidamente comentados em nosso blog. Muitos lembraram também de  "Tombstone", "A Sombra e a Escuridão" e de "Batman Eternamente". Sim, bons filmes, estarão sempre nas lembranças de quem os assistiu. Então é isso. Somos todos mortais. Um dia todos partiremos. O legado desses artistas da atuação será sempre seus filmes e sua arte. Legado melhor eu não saberia citar. Descansem em paz! 

Pablo Aluísio. 

Nas Pegadas de Mengele

Título no Brasil: Nas Pegadas de Mengele
Título Original: Tras Las Hules
Ano de Lançamento: 2017
País: Argentina, Brasil
Estúdio: Canal Brasil, AF
Direção: Alejandro Venturini
Roteiro: Tomas de Leone
Elenco: Josef Mengele, Adolf Hitler, Winston Churchill (em imagens de arquivos)

Sinopse:
Documentário sobre as pesquisas e as buscas para identificar uma ossada que seria do carrasco nazista Josef Mengele. Ele foi um médico da SS que decidia quem iria viver e quem iria morrer no campo de Auschwitz. Com o fim da guerra fugiu para a Argentina, depois foi para o Brasil, onde supostamente teria morrido. 

Comentários:
Eu me recordo muito bem. Foi frenesi nos jornais televisivos da época. Todos queriam saber se uma ossada encontrada no interior de São Paulo era mesma de Josef Mengele, o terrível criminoso de guerra que teria fugido para o Brasil. Adotando o nome de "Seu Pedro" ele passou a viver numa casinha humilde de uma pequena e pacata cidade do interior. Tudo para despistar aqueles que queriam pegar esse infame nazista. Na época a PF brasileira havia determinado que sim, os ossos encontrados pertenciam a Mengele. Só que a tecnologia da época não era tão avançada. Por isso a dúvida durou anos e anos. Só mais recentemente, e isso é mostrado nesse documentário, se fez um teste definitivo de DNA na ossada. E o resultado deu positivo. Sim, Mengele morreu no Brasil e infelizmente nunca pagou por seus crimes, morrendo afogado numa praia de São Paulo após sofrer um AVC. Nesse caso seus crimes de fato ficaram impunes, para tristeza de todas as suas vítimas ainda sobreviventes. 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 1 de abril de 2025

O Estado Elétrico

O Estado Elétrico 
Os irmãos Russo nem queriam fazer esse filme. Existe um certo preconceito que separa cineastas que fazem filmes para serem exibidos no cinema e diretores de filmes para streaming. Para os Russo seria descer um degrau no status profissional fazer um filme para a Netflix. Até mesmo porque um filme feito para streaming não deixa de ser um telefilme! E isso remonta a muitos anos antes, onde esse tipo de mentalidade sempre existiu na classe dos diretores. Diretores que faziam telefilmes estavam abaixo de diretores de filmes para o cinema. Só que a Netflix hoje em dia é uma potência financeira e econômica nessa indústria. Diante da relutância dos irmãos Russo os executivos da empresa colocaram um caminhão de dinheiro na frente deles. E todo mundo tem seu preço. Assim os irmãos Russo deram o braço a torcer e acabaram aceitando fazer um filme para a Netflix. Justamente esse aqui. 

É uma ficção juvenil, mostrando um mundo distópico (pero no mucho) em que robôs e seres humanos tentam recomeçar após uma guerra mundial entre eles. Os robôs queriam seus direitos. Não queriam mais ser vistos como meros objetos, mas seres pensantes e tudo mais. Uma luta pela dignidade dos robóticos. A história se repete! Até aí tudo bem, nada que não tenhamos visto em dezenas de outros filmes. A novidade desse roteiro vem da existência de uma consciência humana que é transportada para um dos robôs. É a mente de um garoto que presumia sua irmã estar morto. Só que ele vive, de alguma forma, naquela máquina. Então ela sairá numa jornada do herói (ou heroína) para tentar trazer ele de volta à vida. 

Como se vê, muita coisa requentada, com uma pequena pitada de novidade. Eu até apreciei o filme. Ele não foi produzido para pessoas da minha idade. É um filme realmente direcionado para o público juvenil. O design dos robôs, a maioria deles bem na linha fofinhos, entrega isso. A despeito desse fato, é inegável que os irmãos Russo fizeram um bom filme, dentro de seus objetivos mais limitados. Claro que eles não se empenharam tanto quanto em seus filmes produzidos para o cinema, mas sem dúvida entregaram um produto redondinho, até bem realizado. A Netflix certamente não teve do que reclamar, assim como o espectador médio de sua plataforma de streaming. 

O Estado Elétrico (The Electric State, Estados Unidos, 2025) Direção: Anthony Russo, Joe Russo / Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely, Simon Stålenhag / Elenco: Chris Pratt, Millie Bobby Brown, Stanley Tucci, Woody Harrelson / Sinopse: Jovem garota, que acreditava que seu irmão estava morto, descobre que sua consciência vive em um robô antigo, baseado em uma velha série de TV. Agora ela vai precisar encontrar onde se encontra o rapaz, para tentar trazê-lo de volta à vida de seu coma induzido por uma poderosa indústria de inteligência artificial. 

Pablo Aluísio. 

O Conde de Monte Cristo

O Conde de Monte Cristo 
Dessa clássica história do livro de Dumas eu já assisti diversas versões cinematográficas. E nenhuma delas foi medíocre. Essa nova versão do cinema francês também não decepciona e de certa maneira traz um dos roteiros mais completos em termos de adaptação que já tive acesso, se dando ao luxo de desenvolver melhor os personagens, mostrando detalhes do enredo, do contexto político e tudo mais. A produção também é luxuosa, com figurinos perfeitos e reconstituição de época acima de críticas. 

Claro que ao se optar por trazer muito mais do que as demais versões, isso iria resultar numa maior metragem do filme. Prepare-se pois são quase 3 horas de duração! Só que isso seria cansativo apenas numa sala de cinema. Em tempos de streaming o próprio espectador pode decidir ver tudo como se fosse uma minissérie, resultando em 3 episódios de 1 hora cada um. Assim o filme se torna muito mais palatável e interessante. Por fim, como referencial, eu nem pensaria duas vezes em dizer que essa foi uma das melhores versões que assisti do livro do Dumas. Está tudo aqui. Realmente não falta nada nesse roteiro muito bem escrito! Por isso se quiser mesmo conhecer esse romance e está com falta de tempo para ler o livro, nenhum outro filme seria mais indicado. Assista sem maiores receios. 

O Conde de Monte Cristo (Le Comte de Monte-Cristo, França, 2024) Direção: Alexandre de La Patellière, Matthieu Delaporte / Roteiro: Alexandre de La Patellière, Matthieu Delaporte, baseados na obra de Alexandre Dumas / Elenco: Pierre Niney, Bastien Bouillon, Anaïs Demoustier / Sinopse: Um Jovem, de origem humilde, começa a subir na vida, se tornando capitão de um navio comercial. Só que seus planos de ascensão social são brutalmente interrompidos quando passa a ser acusado de fazer parte de um complô para trazer Napoleão Bonaparte de volta ao poder. Preso por anos, ele consegue fugir, jurando se vingar de todos os responsáveis por todos os males que aconteceram em sua vida. Usando o título de Conde de Monte Cristo ele está pronto para a vingança final! 

Pablo Aluísio. 

domingo, 30 de março de 2025

As Guerras Púnicas

As Guerras Púnicas
Nos dias atuais uma guerra como a da Rússia contra a Ucrânia choca a maioria da população mundial. Pelo menos a parte civilizada da humanidade. Só que se formos olhar para o passado veremos que a própria história humana está cheia de casos semelhantes a esse, que os historiadores chamam de guerras de conquista. E esse termo conquista deve ser usado da forma mais ampla possível pois se trata de conquista territorial, cultural, humana, religiosa, absolutamente tudo que envolva duas grandes nações em choque. 

Um dos casos mais clássicos de conquista aconteceu nas chamadas Guerras Púnicas. Esse pode ser considerado até mesmo um termo genérico, pois esse conflito entre Roma e Cartago durou quase mais de um século, de  264 a.C. a 146 a.C. Não foi um evento ou uma operação militar isolada, mas sim batalhas sangrentas que aconteceram em momentos históricos até distantes entre si. 

De um lado estava Roma, em pleno momento de expansão e conquistas. A outrora pequena Cidade-Estado já havia dominando toda a península itálica e vários territórios ao norte da Europa. E então voltou seus olhos para essa que era a outra grande cidade daquele período clássico, a bela e próspera Cartago. 

Cartago era localizada no norte da África. Tinha um dos portos mais ricos da bacia do Mediterrãnea e dominava toda a região ao redor, além da costa costeira onde estava situada. Roma queria colocar as mãos em toda aquela riqueza. Sob o nosso ponto de vista atual não podemos ter outra visão: era uma guerra de conquista mesmo. Os romanos agiam como ladrões e saqueadores, tal como aconteceria com os Vikings alguns séculos depois. 

Cartago, como a potência que era, resistiu muito bem por muitas décadas, mas os romanos eram muito persistentes e de certa forma pacientes. Eles implantaram um bloqueio comercial severo, adotaram até mesmo táticas de guerrilha náutica para ir destruindo a frota naval da cidade inimiga. Com o esgotamento do comércio e o constante assédio militar finalmente Cartago caiu em mãos romanas. O Mar Mediterrâneo caiu inteiramente em mãos romanas, o que os levou a chamá-lo em latim de Mare Nostrum (Nosso Mar). 

E depois de vencer, Roma foi especialmente impiedosa com os Cartaginenses. Praticamente escravizou todo o seu povo, pois em Roma imperava o modo de produção escravo, onde era imperioso sempre suprir o mercado da escravidão na cidade das sete colinas. Milhares daquele povo foram levados em correntes para o coração de Roma onde foram vendidos como escravos para a elite da cidade romana. Eles foram proibidos de falar sua língua nativa e passaram a cultuar a religião romana, sob ameaça de castigos físicos severos. 

A bela cidade de Cartago estava destruída após décadas de guerra. O que sobrou foi colocado abaixo pelo exército romano. E suas riquezas foram saqueadas, sendo levadas de barco para Roma. Dizem inclusive que os romanos espalharam toneladas de sal onde antes havia existido Cartago, para que assim nunca mais nada viesse a nascer ali. Um exemplo claro da maldade do ser humano, já em enorme evidência naqueles tempos antigos. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 29 de março de 2025

Elvis Presley - A Date With Elvis - Parte 1

Esse álbum "A Date With Elvis" seguia basicamente a mesma fórmula do "For LP Fans Only". São duas faces da mesma moeda, ou melhor dizendo, discos que se espelham um no outro. O mesmo tipo de conteúdo, a mesma "filosofia" na escolha das canções. Basicamente aqui os executivos da RCA Victor pincelaram músicas avulsas gravadas por Elvis, desde os tempos em que o cantor gravava na Sun Records, para a composição de uma coletânea de, vamos colocar nesses termos, músicas "Lado B". Boas músicas, algumas excelentes faixas, mas que até aquele momento não tinham chamado maior atenção dos fãs (estou em referindo ao final dos anos 1950).

Uma das belas canções que foram usadas nesse álbum foi a bonita balada "Is It So Strange". Aqui eu costumo dizer que temos um arranjo bem simbólico daquela primeira fase do rock americano. Percebam bem o estilo de tocar guitarra de Scotty Moore. Esse tipo de arranjo era algo muito característico nas músicas românticas dessa época. Como diria George Harrison anos depois a guitarra"chorava" em cada nota produzida pelo músico. Algo muito bonito, bem nostálgico daqueles tempos mais românticos e mais sentimentais. Gravada em 19 de janeiro de 1957, composta por Faron Young, essa linda música nunca ganhou o espaço merecido dentro da discografia de Elvis Presley.

Arthur Neal Gunter foi um músico negro americano que desde os primeiros passos na carreira no estado da Georgia onde nasceu, tentou fazer sucesso com sua música. Porém nunca alcançou os picos da glória. Ele circulou por uma série de pequenas gravadoras do sul dos Estados Unidos até ir parar em Nashville. Só que Gunter não era um artista country, mas sim de blues e gospel. Ele inclusive vinha de um grupo vocal chamado Gunter Brothers Quartet, onde ao lado de seus irmãos e primos tentava chamar alguma atenção das gravadoras da época.

Em novembro de 1954 ele assinou com o selo fonográfico Excello para a gravação de um pequeno compacto (single). No lado A desse disquinho gravou a sua música "Baby Let's Play House". O sucesso foi mediano, mas satisfatório, chegando até mesmo a se destacar dentro da parada Billboard. E não demorou muito a chamar a atenção de um jovem chamado Elvis Presley que decidiu gravar sua versão da música. Claro, Elvis erotizou bastante a letra e o jeito de interpretar a canção, ao ponto inclusive de ser taxado de perversão pelos reacionários de plantão. Não importa, na voz de Elvis essa música realmente se tornou imortal. Curiosamente alguns meses antes de morrer em 1976 Arthur Gunter disse em uma entrevista para uma revista americana de música que "nunca teve a oportunidade de conhecer Elvis pessoalmente, nem de apertar sua mão". Infelizmente eles nunca se conheceram pessoalmente. Teria sido um encontro muito interessante, sem dúvida.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Caos: Os Crimes de Manson

Caos: Os Crimes de Manson 
Mais um documentário sobre o Charles Manson, um dos mais infames criminosos da história dos Estados Unidos. Após passar praticamente toda a adolescência e juventude na prisão ele finalmente foi solto nos anos 60. Acabou parando nas ruas de San Francisco, em pleno auge do movimento hippie. Encontrou alguns jovens perdidos na vida e criou uma seita! Foram todos morar em um velho rancho que era usado para filmar antigos filmes de faroeste. Ele queria ser alguém no mundo da música, mas fracassou. Irado, mandou seus seguidores fanáticos matarem quem encontrasse no endereço de um produtor musical que o rejeitou. Para azar da atriz Sharon Tate e seus amigos, que tinham alugado aquela mesma casa. Foram vítimas de um crime que não era direcionado a eles. Morreram de graça em uma orgia de sangue sem sentido! 

O tema, como se pode perceber, é por demais interessante. Não apenas na questão criminológica, mas também social, pois é até hoje tudo é um mistério, ninguém entendeu como aqueles jovens seguiam cegamente as ordens de um demente homicida como Manson. Talvez fossem as drogas que tomavam, talvez fosse por problemas mentais, carência afetiva ou qualquer outra coisa, mas o que resultou disso tudo ainda choca a muitos, mesmo após a morte do próprio Charles Manson e de alguns de seus seguidores (a jovem assassina Susan Atkins, por exemplo, também já morreu na prisão tal como seu mestre). Um bom documentário, mas que peca por tentar levantar a bola de uma daquelas teorias da conspiração sem pé e nem cabeça que os americanos adoram. Meu conselho é ignorar essa bobagem e absorver apenas os dados históricos do crime. Aí sim o documentário vai funcionar direito. 

Caos: Os Crimes de Manson (Chaos: The Manson Murders, Estados Unidos, 2025) Direção: Errol Morris / Roteiro: Tom O'Neill, Dan Piepenbring / Elenco: Charles Manson, Sharon Tate, Roman Polansky (em imagens de arquivos) / Sinopse: Documentário da Netflix que resgata os terríveis crimes cometidos pela "família Manson", um grupo de hippies drogados liderados por um psicótico chamado Charles Manson. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de março de 2025

Adolescência

Título no Brasil: Adolescência
Título Original: Adolescence
Ano de Lançamento: 2025
País: Reino Unido
Estúdio: Netflix
Direção: Philip Barantini
Roteiro: Stephen Graham
Elenco: Stephen Graham, Owen Cooper, Christine Tremarco, Amelie Pease, Ashley Walters, Faye Marsay

Sinopse:
Um aluno é acusado de ter matado a própria colega de sua escola em um ataque de faca. O problema é que se trata de um garoto, com apenas 13 anos de idade. No começo seu pai é cético sobre sua autoria, mas os policiais possuem provas definitivas, inclusive um vídeo do momento do crime. E a partir daí sua família vai tentar lidar com essa situação simplesmente devastadora! 

Comentários:
Já fazia um certo tempo que a Netflix não emplacava uma série de sucesso como essa, do tipo em que as pessoas conversam sobre ela, em que vira tema quente em fóruns sobre séries e filmes, etc. Até artigos em grandes jornais estão sendo escritos. Uma série relevante, tal como havia sido "Bebê Rena". São apenas 4 episódios, formados por longos planos filmados em sequência, sem cortes, com duração de mais ou menos 1 hora! Imagine o trabalho que deu filmando essas cenas. Algumas delas tiveram que ser feitas novamente por mais de 14 vezes! Pois bem, o resultado realmente é muito bom! Eu gostei dos roteiros e das atuações, principalmente da atriz que interpreta a psicológa e do pai do garoto. Dito isso, a tão falada discussão em torno da questão Red Pill não é tão discutida na série como se pode pensar de suas análises feitas posteriormente. Em meu ponto de vista esse não foi o foco da história, mas sim a destruição de toda uma família por causa do Bullying cruel que acontece na maioria das escolas. Infelizmente o ser humano é isso mesmo, pode explodir quando colocado em situações de enorme pressão. E a sociedade que tente reerguer novamente os pedaços depois que uma tragédia como essa acontece. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Pinguim

Título no Brasil: Pinguim
Título Original: The Penguin
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: HBO
Direção: Craig Zobel, Kevin Bray
Roteiro: Bill Finger, Lauren LeFranc
Elenco: Colin Farrell, Cristin Milioti, Deirdre O'Connell, Clancy Brown, Theo Rossi, Rhenzy Feliz

Sinopse:
Oswald 'Oz' Cobb (Farrell), apelidado de Pinguim, é um capanga pé de chinelo de uma das famíias mafiosas mais poderosas de Gotham City. Quando explode uma guerra entre clãs mafiosos rivais, ele tenta subir na hierarquia do submundo do crime. Só que Sofia Falcone (Cristin Milioti), filha do poderoso chefão Falcone, está de volta, após passar alguns meses presa no asilo Arkham. E ela vai se revelar bem mais perigosa do que o próprio Pinguim. 

Comentários:
Essa é mais uma daquelas séries que se passam no universo do Batman, tem como protagonista um dos mais conhecidos vilões do Homem Morcego, mas que no final das contas não tem o próprio Batman. E isso, para falar a verdade, não faz muita diferença. Se eu fosse resumir essa minissérie em poucas palavras diria simplesmente é um bom programa sobre mafiosos. É isso, Pinguim é uma boa série de Máfia. O fato dele ser o Pinguim do Batman é um mero detalhe. O roteiro é muito bem desenvolvido e o elenco é um caso positivo à parte. Colin Farrell desapareceu dentro do personagem e isso não se deveu apenas á excelente maquiagem (que é assustadoramente natural). Ele está muito bem mesmo. Agora, nada se compara, em termos de atuação, ao trabalho desenvolvido pela atriz Cristin Milioti! Que grande trabalho ela desenvolveu aqui. Rouba todas as cenas e a série poderia muito bem se chamar Sofia Falcone! Essa moça merece aplausos de pé! Eu fiquei impressionado! Então é isso, uma minissérie muito boa. Nem precisou do Batman para ter o excelente nível que teve. Aliás acho que o Super-Herói iria acabar estragando tudo se resolvesse interferir na história! Ainda bem que ele só surge, muito timidamente, ao longe, na cena final. Melhor assim...

Pablo Aluísio.

terça-feira, 25 de março de 2025

Os Longos Dias da Vingança

Título no Brasil: Os Longos Dias da Vingança
Título Original: I lunghi giorni della vendetta
Ano de Produção: 1967
País: Itália
Estúdio: Produzioni Cinematografiche Mediterranee 
Direção: Florestano Vancini
Roteiro: Fernando Di Leo, Augusto Caminito
Elenco: Giuliano Gemma, Francisco Rabal, Gabriella Giorgelli, Conrado San Martín, Franco Cobianchi

Sinopse:
Após três longos anos de trabalhos forçados numa prisão de segurança máxima, o prisioneiro Ted Barnett (Giuliano Gemma) consegue fugir, ganhando a liberdade. Agora ele vai atrás dos responsáveis por sua condenação numa jornada de vingança sem fim. E ele sabe exatamente onde irá encontrar cada um deles, que por traição o colocaram na prisão anos atrás. 

Comentários:
Aqui o diretor Florestano Vancini decidiu assinar o filme como Stan Vance. Velho esquema publicitário muito usado nos filmes de faroeste produzidos na Itália. Os diretores e atores geralmente usavam pseudônimos americanizados para dar a impressão que o filme era importado dos Estados Unidos. Sob uma visão atual algo desnecessário já que o chamado Western Spaghetti abriu seu caminho, ganhou seu espaço, sem precisar ter que se parecer com o faroeste Made in USA. E o astro dessa festa cinematográfica de violência estilizada foi nada mais, nada menos, do que o ator Giuliano Gemma. Ele foi um dos atores de faroeste mais populares, inclusive no Brasil, onde seu nome no cartaz garantia boas bilheterias em nosso mercado. Gemma sabia portar um colt 45 e não errava a mira nas cenas de duelos nas ruas empoeiradas do velho oeste. E nesse aspecto esse filme não decepcionou seus velhos admiradores. Usando do tema da "vingança pessoal" conseguiu lucrar bem nos cinemas dos anos 60. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Cristina

Título no Brasil: Cristina
Título Original: Christine
Ano de Lançamento: 1958
País: Alemanha, França
Estúdio: Spéva Films
Direção: Pierre Gaspard-Huit
Roteiro: Arthur Schnitzler, Pierre Gaspard-Huit
Elenco: Romy Schneider, Alain Delon, Jean-Claude Brialy

Sinopse:
Viena, 1906: Frantz Lobheimer acaba de romper o discreto caso de amor que tinha com a baronesa Eggersdorf, agora que descobriu o amor verdadeiro com a jovem e terna Christine. E ao seguir seu coração acaba tendo que lidar com problemas dentro de sua própria família. 

Comentários:
Nesse filme a atriz Romy Schneider conheceu o galã francês Alain Delon. No começo não se deram muito bem, mas conforme as filmagens foram avançando ela acabou se apaixonando pela beleza de Delon. Quando o filme terminou ela jogou o juízo pela janela e foi embora com ele para Paris, para viver junto ao seu namorado. A imprensa e os fãs alemães não perdoaram. A atriz foi alvo de ataques e mais ataques por parte da imprensa, mas ela seguiu firme e acabou morando vários anos na França. Quando o filme finalmente chegou aos cinemas fez apenas um sucesso razoável na Alemanha e Áustria, demonstrando que seu antigo público havia ficado magoado com a atriz. O ressentimento acabou atrapalhando o resultado comercial da produção. Uma pena, pois se trata sim de um bom filme! 

Pablo Aluísio.

domingo, 23 de março de 2025

Novos Livros de Cinema: Brad Pitt e Leonardo DiCaprio

Novos Livros de Cinema: Brad Pitt e Leonardo DiCaprio
Dando prosseguimento em nossas publicações, colocamos à venda nesse mês de março mais dois títulos para nossa coleção de cinema. Os livros dessa vez detalham as carreiras e os filmes de Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. Edições caprichadas, com muitas informações. Segue abaixo os detalhes e os links para adquirir esses novos livros sobre cinema. 

Leonardo DiCaprio
Os filmes do ator ao longo de sua carreira. Dados e curiosidades sobre esse ícone do cinema mundial. Você é fã de Leonardo DiCaprio e gosta de seus filmes? Venha conhecer mais sobre ele no cinema, tanto como ator, mas também como produtor de uma lista de filmes interessantes. Compre o Livro clicando abaixo nos links!



Adquira já o seu exemplar!

Brad Pitt
Uma análise dos filmes e da carreira do ator Brad Pitt, com informações, resenhas, fichas técnicas dos filmes e principais informações. Além disso esse livro também traz informações sobre sua vida pessoal e amorosa. Gosta do Brad Pitt? Então esse é o seu livro!  Compre o Livro clicando abaixo nos links!



Adquira já o seu exemplar!

Pablo Aluísio. 

sábado, 22 de março de 2025

Elvis: Ao Longo dos Anos

Título no Brasil: Elvis: Ao Longo dos Anos
Título Original: Elvis: The Years
Ano de Lançamento: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Looke
Direção: David. D. Martin
Roteiro: David. D. Martin
Elenco: Elvis Presley, Priscilla Presley, Red West (em arquivos de imagens). 

Sinopse:
Documentário que faz um panorama amplo e geral da carreira de Elvis ultrapassando as décadas de 1950, 1960 e 1970. Material compilado de materiais de divulgação de seus filmes e pequenos trechos de jornais televisivos e cinejornais dos cinemas. 

Comentários:
Os realizadores desse documentário não tinham dinheiro suficiente para comprar os direitos autorais de certas músicas de Elvis. Então o que fizeram? Um documentário sem músicas do maior cantor de seu tempo! Além disso encheram o filme de pedaços de cenas tiradas de cinejornais que eram exibidos nos cinemas, trailers dos filmes de Elvis, pequenos trechos, flashes na verdade, das apresentações de Elvis na TV nos anos 50 e algumas fotos avulsas. Pedaços e trechos de pequenas entrevistas que Elvis deu para emissoras de TV e rádio na época também foram reaproveitadas. Esteticamente o documentário ficou uma droga, mas ainda assim é algo interessante para fãs de Elvis do tipo mais raiz. Isso porque tem momentos que você não verá em nenhum outro lugar. Por exemplo, a pequenina entrevista, muito casual, que Elvis deu no Havaí quando viajou até lá para filmar "Girls, Girls, Girls". Ele comenta inclusive sobre a trilha sonora do filme! Algumas perguntas respondidas para jornalistas durante a divulgação de "Aloha From Hawaii" e por aí vai. Não é um produto bem feito ou bem realizado, mas até que tem alguns materiais que me chamaram a atenção. Não me arrependi de ter assistido. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Lobisomem

Lobisomem 
Antes de mais nada me desagra muito o título desse filme! Ora, esse é o título original do filme clássico e depois de seu remake, aquele bom filme com Anthony Hopkins. Então ter esse filme mais uma vez com o mesmo título, aliás bem genérico, me soa como mero oportunismo comercial. Dito isso, vamos ao filme. Na história temos um protagonista que no passado precisou enfrentar uma situação perigosa ao lado do pai numa floresta. Eles foram cercados e quase atacados por uma misteriosa criatura. Um lobisomem. Os anos passam e aquele garotinho agora é um homem, casado, pai de uma filhinha adorável. Quando seu velho pai é dado como desaparecido e morto, ele então retorna para sua antiga casa paterna para tomar posse de sua herança. Algo que vai se revelar a pior decisão de sua vida. 

A mesma casa, isolada no meio da floresta, causa medo. E não é para menos. Naqueles bosques ao redor há mesmo uma criatura, um lobisomem à solta. Quando essa ataca a família do protagonista ele a defende do monstro. Na luta é ferido, mordido. Bom, se você já assistiu a algum filme de lobisomem na vida já sabe o que isso significa. Ele está condenado a também virar esse tipo de besta, meio homem, meio lobo. Agora é sua família que corre enorme risco e não por uma ameaça externa, mas por sua própria presença dentro da casa. As cartas estão na mesa.

Em geral temos um bom filme aqui. Não é excepcional em nenhum momento, mas conta bem sua história de terror. O visual dos lobisomens vai decepcionar parte do público. Após décadas de filmes com esses monstros, explorando os mais diversos tipos de maquiagem e design, os desse filme vão mesmo soar meio genéricos, até comuns. Uma deformação aqui, outra acolá. Apenas um homem deformado com grandes dentes. Nada mais. Inovador mesmo apenas a visão do Lobisomem, visto de um ponto de vista subjetivo do monstro. Essa parte ficou bem legal! De qualquer forma o saldo final é positivo. Eu gostei do que assisti e recomendo aos fãs de terror cinematográfico. 

Lobisomem (Wolf Man, Estados Unidos, 2025) Direção: Leigh Whannell / Roteiro: Leigh Whannell, Corbett Tuck / Elenco: Christopher Abbott, Julia Garner, Matilda Firth / Sinopse: Homem tenta salvar sua família do ataque de uma criatura monstruosa no meio da floresta, mas acaba se ferindo. Em pouco tempo ele próprio começa a se transformar no mestmo tipo de monstro, colocando em perigo a vida de sua esposa e sua pequena filha. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 20 de março de 2025

Wicked

Wicked
Quando decidiram fazer um novo filme do Mágico de Oz pintou um certo clima de receios na Disney. Afinal fazer um remake de um clássico dessa magnitude não seria algo fácil de fazer. Os mais tradicionais iriam reclamar e o filme certamente levaria pancadaria por parte da crítica. Certos filmes são sagrados, não se devem mexer com eles! Assim decidiram fazer algo igual, mas diferente. Que tal contar a história da bruxa? O problema é que ela é uma vilã no inconsciente coletivo de quem alguma vez na vida ficou encantado com essa história. Então deram uma volta no original e criaram todo um passado para ela, que no fundo seria uma boa pessoa, que teria virado bruxa por fatos alheios à sua vontade, afinal sempre sofreu por ser uma pessoa de cor (literalmente falando, já que ela é verde!). A bruxa era má porque foi vítima de uma sociedade cruel! 

Depois de toda essa reinvenção da personagem eis que surge esse filme. Minha opinião não poderia ser muito diferente. Esse é um daqueles filmes super produzidos, ultra coloridos, cheio de computação gráfica (agora contando também com a Inteligência artificial). Cada cena tem tanta informação visual que vai deixar o espectador médio com dor de cabeça! Apesar disso até que o filme ficou bom, mas ele é tão exagerado que em vários momentos me senti um pouco saturado. Além disso apresenta uma metragem longa demais para as crianças, com história inconclusiva. Vai ter muitos pais reclamando exatamente disso e não iria tirar a razão de nenhum deles. Imagine os problemas de se levar a criançada para o cinema, nos dias de hoje, onde elas não prestam atenção em muita coisa por muito tempo! Ficou um pouco exagerado para a criançada em geral. Um corte mais ágil e uma metragem mais enxuta iria cair muito melhor. E que venha o segundo filme agora... Haja paciência! 

Wicked (Wicked, Estados Unidos, 2024) Direção: Jon M. Chu / Roteiro: Winnie Holzman, Dana Fox, Gregory Maguire / Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jeff Goldblum / Sinopse: Fantasia musical que conta a verdadeira história da bruxa do universo de "O Mágico de Oz". Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor design de produção e melhor figurino. 

Pablo Aluísio. 

Rota Sem Saída

Título no Brasil: Rota Sem Saída 
Título Original: Desperation Road
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Elevated Films
Direção: Nadine Crocker
Roteiro: Michael Farris Smith
Elenco: Garrett Hedlund, Willa Fitzgerald, Mel Gibson, Ryan Hurst, Woody McClain, Pyper Braun

Sinopse:
Um homem, após passar vários anos na prisão, é finalmente libertado após cumprir sua pena. De volta ao mundo real e à liberdade ele tenta se esquivar de se envolver no mundo do crime, mas vai ser complicado, principalmente após salvar uma jovem mãe solteira e sua filha de um grupo de criminosos brutais!

Comentários:
A carreira do ator Mel Gibson me lembra muito os últimos momentos da carreira de Bruce Willis antes dele encerrar sua filmografia após ter um sério problema de saúde. Gibson não está bem. Os filmes que faz são produções B sem relevância nenhuma. Mal conseguem um espaço na programação de canais de streaming de segunda ou terceira categoria. Nem parece ser o mesmo ator que foi um astro nos anos 80 ganhando milhões de dólares em cada filme que aparecesse. Hoje em dia Gibson colocou seu nome para aluguel. Quem pagar seu cachê leva o direito de colocar seu nome nos créditos. Essa produção é outra nessa linha, muito embora (e eu devo ser justo aqui sobre isso) seja bem melhor do que outras bombas que ele vem atuando. Esse tem até um roteiro aceitável e linhas de espiritualidade que conseguem lhe salvar do lixo cinematográfico em que Mel Gibson vem afundando ultimamente. 

Pablo Aluísio.