sábado, 1 de novembro de 2014

Segunda Guerra Mundial: A Batalha da Inglaterra!

O sonho de Hitler era invadir a Inglaterra logo após a queda da França e demais países do leste europeu. Afinal de contas ele estava mesmo em seu auge de conquista. A tática alemã de guerra relâmpago (Blitzkrieg) havia colhido excelentes frutos. A rendição do exército francês pegou todos de surpresa, uma vez que o país era um potência militar desde os tempos de Napoleão Bonaparte. O que Hitler não levou em conta foi o fato de que os ingleses não iriam se render de forma tão fácil, pelo contrário, iriam lutar até o último homem. Em discurso pelo rádio o primeiro ministro Winston Churchill garantiu que o povo inglês jamais se entregaria ao nazismo. Em uma frase que ficou famosa ele declarou: "Não prometo nada, apenas sangue, suor e lágrimas". E assim foi.

O plano de Hitler tinha dois objetivos bem claros, duas etapas. O primeiro seria destruir as forças armadas inglesas com bombardeios diários nas principais cidades inglesas e seus centros industriais. Depois quando o complexo militar britânico estivesse de joelhos começaria a invasão pela costa sul da ilha. Mais uma vez Hitler e seus generais não levaram em conta a força de resistência do império britânico. De fato os alemães jamais colocariam as botas em solo inglês. A tão falada operação aérea se revelou logo um desastre.

Apesar de ter grande poderio a Luftwaffe, força aérea nazista, não foi páreo para a RAF (A força real inglesa), que foi para o confronto direto usando caças mais ágeis, facéis de manobrar e com mais poder de fogo. Os aviões alemães eram de fato muito bons, porém se mostraram pesados no ar, com pouca versatilidade e autonomia. A tecnologia de ponta do caça Spitfire, proporcionando grande poder de manobra dos aviões ingleses foi decisivo para sua vitória no espaço aéreo. Com baixas de elevado número não houve como completar a segunda fase da invasão da Inglaterra, uma vez que os ingleses se mostraram fortes o suficiente para destruir os planos de Hitler nos ares da Grã-Bretanha.
RAF Spitfires e Hurricanes
A defesa da pátria durante a Batalha da Grã-Bretanha foi dominado pela parceria entre os aviões RAF Spitfires e Hurricanes, monoplanos, com assento único e quatro pares de metralhadoras Browning. Os dois aviões de combate entraram em serviço com apenas poucos meses de diferença. O Hurricane era uma aeronave robusta, com uma plataforma de arma estável, capaz de absorver uma enorme quantidade de danos durante a batalha, um poder de resistência bem maior do que o Spitfire ou o seu adversário alemão Bf-109.

Ele foi projetado por Sir Sydney Camm e foi o último de uma longa linha de aeronaves Hawker, todos caracterizados pela sua construção robusta, primorosa. Ao longo da guerra estima-se que o Hurricane tenha abatidos 656 combatentes inimigos e bombardeiros, contra 529 aviões destruídos pelos Spitfires. Por sua vez, era uma aeronave extremamente avançada - um metal especialmente desenvolvido, originando um monoplano com trem de pouso retrátil, cockpit fechado e oito armamentos pesados de combate. Os primeiros Hurricanes entraram em serviço em dezembro de 1937. Foi um avião essencial na derrota da batalha da Inglaterra.
O Spitfire, foi projetado e construído por Reginald Mitchell J. Logo se tornou a última palavra em tecnologia de uma longa linha de desenvolvimento da indústria bélica inglesa. 

O grande diferencial foi a abordagem de um projeto diferente, inovador. Sua asa elíptica clássica foi o resultado de provas de velocidade realizadas na década de 30. O design acabou vencendo o Troféu Schneider de inovações de guerra. 
Durante os testes, ligas leves foram projetadas para reduzir o peso, dando ao caça qualidades aerodinâmicas perfeitas. A potência do motor também exigiu a criação de combustíveis especiais. O resultado de tudo isso foi um salto de qualidade no desenvolvimento de projeto de aeronaves monoplano. com grandes avanços na tecnologia de motor que foi compartilhada por ambas as aeronaves.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Um comentário:

  1. Publicado originalmente no blog História & Literatura
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