sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

10 Erros Sobre a Guerra Civil Americana

1. A Guerra foi causada pelo fim da escravidão
Muitas pessoas pensam que a Guerra Civil foi causada pelo fim da escravidão. Os estados do Sul não aceitaram a abolição e por isso entraram em guerra. Na verdade a abolição se deu no transcorrer da guerra. Lincoln até mesmo sugeriu que os estados sulistas mantivessem seus escravos e caso fossem libertos a União pagaria aos fazendeiros por seu prejuízo.

2. Lincoln acreditava na igualdade entre brancos e negros
Em um discurso o presidente Lincoln falou com todas as palavras que negros eram inferiores a brancos e que por isso não podiam votar, nem exercer cargos públicos ocupados por homens brancos. Só quando a guerra civil chegou ao seu auge, com radicalismo de posições foi que o presidente americano finalmente cedeu e mudou de opinião.

3. A União tinha melhores generais que a Confederação
Basta consultar os números. Em geral morriam mais soldados da União do que confederados nas batalhas. No geral a União venceu realmente a guerra por ter mais poderio econômico e mais homens, armamentos e indústrias de armas.

4. Robert Lee acreditava piamente na causa confederada
Na verdade o General Lee sabia que os confederados perderiam a guerra desde o começo. Ele só foi para as fileiras do exército rebelde em nome de seu amor por seu estado natal. Chegando no sul encontrou um exército com muitos problemas em termos de equipamentos e material humano. Ele jamais chamou os ianques de inimigos, pois os considerava irmãos e compatriotas. Lee costumava se referir ao exército da União como "aquela gente".

5. O General Grant era um gênio militar
De todos os generais da União, Ulysses Grant foi o mais celebrado após o fim da guerra civil. Considerado um medíocre em West Point, a academia militar onde se formou, ele acabou se destacando durante o conflito por ser ousado e procurar pelo confronto direto. Lincoln se irritava geralmente com seus outros generais pois eles eram vacilantes e lentos. Grant ia para o campo aberto. Certa vez o presidente se referiu a ele da seguinte maneira: "Não posso me desfazer desse homem! Ele luta!". Depois da guerra Grant seria eleito presidente dos Estados Unidos.

6. Todos os sulistas queriam a guerra
Um erro geralmente repetido afirma que todo o povo do Sul queria a separação da União. Uma mentira. Muitos setores importantes dentro dos estados sulistas queriam continuar dentro da União. A decisão de se separar do norte foi tomada pelas casas legislativas de cada estado, sem maior participação popular.

7. Os ianques se comportaram como heróis
Na verdade as tropas da União muitas vezes agiram com extrema brutalidade contra a população civil. O general Sherman era particularmente conhecido por seus atos abusivos. Em determinado momento determinou aos seus homens que agissem em relação às mulheres do sul como se estivessem na presença de prostitutas. Nem é preciso dizer que isso causou um número alarmante de estupros nas cidades conquistadas pelos ianques do norte.

8. A Inglaterra queria a vitória da Confederação
Outro fato não verdadeiro que ganhou a chancela de muitos historiadores. Na verdade a Inglaterra procurou se manter neutra na maior parte do tempo. A confederação tentou o reconhecimento da Inglaterra em prol de sua causa, reconhecendo internacionalmente as novas nações rebeldes, mas isso jamais ocorreu de fato.

9. Os sulistas lutaram por ideologia na guerra
Um fato pouco comentado é que o governo confederado impôs por decreto o alistamento militar obrigatório para todos os homens do sul dos 17 aos 60 anos. Assim muitos soldados confederados lutaram não por acreditarem na causa, mas simplesmente porque eram obrigados pela lei.

10. Lincoln foi assassinado por um complô do governo confederado
Nada foi provado até hoje. Na realidade, assim como aconteceu com JFK, a morte desse presidente parece ter sido causada por um ato isolado de poucos indivíduos, fanáticos sulistas que quiseram se vingar da derrota na guerra, matando o presidente enquanto ele assistia a uma peça de teatro.

Pablo Aluísio.

Um comentário:

  1. Publicado originalmente no blog História & Literatura
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