quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Steven Spielberg e o Dia D


O Resgate do Soldado Ryan
O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan) foi lançado em 24 de julho de 1998 e dirigido por Steven Spielberg, reunindo um elenco liderado por Tom Hanks, Matt Damon, Tom Sizemore, Edward Burns e Barry Pepper. Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, o filme se inicia no contexto da invasão aliada à Normandia, colocando o espectador diante da brutalidade do conflito desde seus primeiros minutos. A história acompanha um grupo de soldados americanos encarregados de atravessar território inimigo para localizar um paraquedista cuja família já sofreu perdas irreparáveis na guerra. A missão, aparentemente simples no papel, rapidamente se revela moralmente complexa e emocionalmente extenuante, colocando os personagens diante de dilemas éticos profundos. A partir desse ponto de partida, o filme constrói uma reflexão intensa sobre sacrifício, dever, liderança e o valor da vida humana em meio ao caos da guerra, sem jamais antecipar o desfecho da jornada.

No momento de seu lançamento, O Resgate do Soldado Ryan foi recebido com entusiasmo imediato pela crítica americana, sendo rapidamente reconhecido como um marco do cinema de guerra. O The New York Times descreveu o filme como “assustadoramente realista e emocionalmente devastador”, destacando a maneira como Spielberg recriou o campo de batalha com um grau de autenticidade raramente visto até então. O jornal ressaltou ainda a atuação de Tom Hanks, elogiando sua interpretação como “contida, humana e profundamente comovente”. Já o Los Angeles Times afirmou que o filme redefinia o gênero ao abandonar o heroísmo estilizado e apresentar a guerra como uma experiência caótica, confusa e aterradora.

A revista Variety classificou o longa como “um feito técnico e narrativo extraordinário”, elogiando especialmente a sequência inicial do desembarque na Normandia, considerada instantaneamente histórica. O The New Yorker observou que o filme possuía “uma honestidade brutal”, recusando qualquer romantização do combate e obrigando o espectador a encarar o custo humano da guerra. Embora alguns críticos tenham apontado o sentimentalismo presente em certos momentos, o consenso geral foi amplamente positivo, com a maioria reconhecendo o filme como uma obra-prima contemporânea. A recepção crítica consolidou rapidamente o longa como referência definitiva do gênero bélico moderno.

No aspecto comercial, O Resgate do Soldado Ryan foi um enorme sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 70 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 216 milhões apenas nos Estados Unidos. No mercado internacional, o desempenho foi igualmente expressivo, elevando a arrecadação mundial para cerca de US$ 482 milhões. Esses números colocaram o filme entre os maiores sucessos comerciais de 1998 e demonstraram que um drama de guerra intenso, adulto e sem concessões poderia alcançar grande público. O sucesso financeiro foi reforçado por sua forte presença em premiações e por uma longa permanência em cartaz.

Com o passar dos anos, O Resgate do Soldado Ryan consolidou-se como um dos filmes mais respeitados da história recente do cinema. Atualmente, é amplamente considerado um dos maiores filmes de guerra já realizados, sendo citado como referência tanto por críticos quanto por cineastas. A influência do filme é visível em produções posteriores que buscaram maior realismo na representação do combate. A obra venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Diretor para Steven Spielberg, e segue sendo elogiada por veteranos de guerra e historiadores por sua representação crua e impactante do conflito. Hoje, o filme é visto como um clássico moderno e um marco definitivo na filmografia de Spielberg.

O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, Estados Unidos, 1998) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Robert Rodat / Elenco: Tom Hanks, Matt Damon, Tom Sizemore, Edward Burns, Barry Pepper, Giovanni Ribisi / Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados atravessa território inimigo em uma missão arriscada que coloca em questão o valor da vida, do dever e do sacrifício em meio ao horror da guerra.

Erick Steve. 

Um comentário: