quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O Último Amor de Casanova

Título no Brasil: O Último Amor de Casanova
Título Original: Dernier amour 
Ano de Lançamento: 2019
País: França
Estúdio: Les Films du Lendemain
Direção: Benoît Jacquot
Roteiro: Benoît Jacquot, Jérôme Beaujour
Elenco: Vincent Lindon, Stacy Martin, Valeria Golino, Clotilde Mollet, Lolita Chammah, Julia Roy

Sinopse:
Exilado em Londres após fugir de Veneza, Giacomo Casanova, agora envelhecido e consciente do declínio de seu poder de sedução, vive atormentado pela nostalgia de sua juventude libertina. Ao conhecer Marianne de Charpillon, uma jovem cortesã independente e imprevisível, Casanova se vê dominado por uma paixão avassaladora. Diferente das mulheres que conquistou ao longo da vida, Marianne resiste aos seus jogos de sedução, transformando o lendário amante em prisioneiro do próprio desejo. O encontro marca o que pode ser seu último e mais doloroso amor.

Comentários: 
Esperava por algo melhor. E isso é algo a se lamentar pois o roteiro foi inspirado na própria obra autobiográfica de Casanova que, em sua velhice, decidiu contar sua história de próprio punho. Aqui o foco vai para a estadia que Casanova teve na Inglaterra, sendo mais preciso, em Londres. Ele não gostava dos ingleses de um modo em geral, mas isso não significava que deixaria de se envolver com belas mulheres que fosse encontrando por onde passava. Acaba se apaixonando por Marianne de Charpillon, mas essa vai ser mais uma daquelas histórias de amor que parecem nunca dar certo, seja por sua própria culpa, seja por desvios de seu objeto de desejo. De qualquer maneira ela representava, já naqueles tempos, um tipo de mulher que procurava por sua própria independência e autonomia. Em uma época tão remota não deixava de ser algo a se elogiar. 

Pablo Aluísio. 

Casanova

Casanova
Sinceramente falando não consegui gostar da proposta desse filme "Casanova". Como o próprio título já deixa claro, o roteiro mostra aspectos da vida do famoso conquistador Giacomo Casanova (1725 - 1798), lendário amante italiano que se tornou imortal por causa da extensa bibliografia que foi escrita sobre sua vida ao longo de anos e anos. O problema básico dessa nova versão foi a sempre lamentável tentativa de se mudar um homem que viveu no século XVIII para os valores atuais. Essa modernização acabou descaracterizando todo o personagem. Não que o ator Heath Ledger não fosse talentoso, muito longe disso, apenas não era o papel adequado a ele naquele momento de sua carreira. Ledger não se adaptou bem, não demonstrando ter qualquer tipo de ligação com os modos e a forma de ser de uma pessoa que viveu naquela época.

Ao invés disso passa a sensação constrangedora de que é apenas um australiano do século XX vestindo roupas de época, como se fossem meras fantasias, enquanto tenta criar algum processo de identificação com sua pífia atuação. Pior é o uso inadequado de uma direção de arte bonita, mas imprópria para os objetivos do filme. Assim acabaram matando o próprio legado de Casanova, um sujeito amoral e dado a conquistas vazias, tudo para satisfazer seu ego faminto. Nesse roteiro o lado mau caráter de Giacomo foi varrido para debaixo do tapete, surgindo no lugar um dândi romântico bonzinho, tipicamente de romances do século XIX, algo que o verdadeiro Casanova jamais foi. Erraram tudo por um século de diferença! Em suma, misturaram escolas literárias e épocas diversas, confundindo a essência de personagens de obras da literatura bem diferentes entre si. Diante de tantos erros o filme realmente não teve salvação.

Casanova (Casanova, Estados Unidos, 2005) Direção: Lasse Hallström / Roteiro: Jeffrey Hatcher, Kimberly Simi / Elenco: Heath Ledger, Sienna Miller, Jeremy Irons, Lena Olin / Sinopse: O filme conta a história do conquistador Casanova, mas sob um viés moderno e progressista.

Pablo Aluísio.