sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Santo (1997)

Título no Brasil: O Santo
Título Original: The Saint
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Leslie Charteris, Jonathan Hensleigh
Elenco: Val Kilmer, Elisabeth Shue, Rade Serbedzija
  
Sinopse:
Simon Templar (Val Kilmer) é um ladrão internacional de jóias que acaba sendo contratado por um misterioso russo chamado Ivan Tretiak (Rede Serbedzija). Ele quer que Simon roube uma fórmula secreta desenvolvida pela cientista britânica Emma Russell (Elisabeth Shue). Essa fórmula permite a dominação de um processo de fusão a frio, algo que Ivan deseja usar em seus planos de dominação. Simon realiza com sucesso sua missão, mas no meio do caminho acaba se apaixonando pela doutora Emma, algo que lhe trará muitos problemas.

Comentários:
Não deu muito certo essa adaptação para o cinema do personagem conhecido como "O Santo". Na verdade o que temos aqui é uma adaptação muito tardia de uma série de espionagem que foi muito popular nos anos 60. Estrelado por Roger Moore (que iria se tornar o futuro James Bond após a saída de Sean Connery), o programa ficou seis temporadas no ar, entre os anos de 1964 e 1969. Tipicamente um produto da época, em plena guerra fria envolvendo americanos e soviéticos (russos), a série fez muito sucesso, alcançando o topo da audiência em seus anos de auge. O problema é que nos anos 90 poucos ainda se lembravam do programa original. O público jovem na verdade não sabia do que se tratava. Val Kilmer, já naquela época em condição de "ex-astro", já não conseguia atrair bilheteria. Mal lançado nos cinemas, com o marketing errado, a produção acabou afundando, se tornando um grande fracasso, o que não deixa de ser uma pena pois sendo bem sensato o filme ainda tinha como mérito aquele charme vintage, nostálgico, de um personagem dos tempos psicodélicos. De uma forma ou outra não se torna uma perda de tempo completo. Sim, tem lá suas qualidades, embora em seu lançamento original tenha sido solenemente ignorado por público e crítica.

Pablo Aluísio.

5 comentários:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.4

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. Pablo, Pablo: a serie original The Saint nos salvou. Eu não sei se você sabe mas o ator preferido dos produtores para viver o 007 no cinema era o Roger Moore que só não ficou com o papel porque estava preso por contrato nesta serie.
    Aí é história: a mulher do Ian Flemming sugeriu o Sean Connery, que era grosso como um lenhador, com disse na época o Flemming, mas que foi treinado em ser classudo pelo Albert Broccoli e assim nos deu o melhor James Bond da série, se tornando uma paradigma do papel. Graças a Deus, porque depois, mesmo com o padrão estabelecido, o tal do Roger Moore transformaria o James Bond em um bobalhão como ele. Imagine se o Moore fosse o primeiro?

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  3. Rsrsrsrs

    Um ótimo ponto de vista...

    O James Bond na pele do Roger Moore virou quase um pastelão. Nos primeiros filmes ainda foi mantida uma certa seriedade, mas conforme os anos foram passando virou uma bagunça. O Roger Moore também não parece muito à vontade com seus antigos filmes como 007. Numa entrevista no Jô Soares ele ficou visivelmente constrangido quando o Jô lhe fez perguntas sobre Bond... Eu fiquei surpreso completamente com a reação dele...

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  4. O Roger Moore, em uma entrevista, num especial sobre James Bond, a respeito daquela cena de Live And Let Die em que o 007 anda sobre a cabeça dos crocodilos para escapar de uma ilhota e que, parece ser a maior marmelada em uma série cheio delas, mas que, por incrível que pareça, é verdadeira e é feita pelo treinador de animais Kananga, que não fez a cena uma só vez, mas cinco vezes e numa destas vezes o crocodilo pega a perna do Kananga e o Roger Moore nesta entrevista vendo a cena diz como se fosse uma bicha "nossa, que horror, eu teria morrido se isso fosse comigo!"; coisa de fresco mesmo. O sujeito não é só bobo, é, também, meio boiola.

    PS. O vilão do filme chamado Kananga recebeu esse nome em homenagem ao extraordinário treinador dos crocodilos.

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  5. Nunca ouvi falar que Roger Moore fosse gay. Também não procurei saber muito. Não oonheço a biografia do Moore. De qualquer forma é possível que seja gay...

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