quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Reação em Cadeia
Título Original: Chain Reaction
Ano de Produção: 1996
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Andrew Davis
Roteiro: Arne Schmidt, Rick Seaman
Elenco: Keanu Reeves, Morgan Freeman, Fred Ward, Rachel Weisz
Sinopse:
Pesquisas acabam descobrindo um excelente combustível, que não polui o meio ambiente e nem desgasta a natureza. Além disso pode ser retirado sem maiores custos e nem danos ambientais. Claro que algo assim logo desperta a atenção de grandes industriais, pois tal invenção pode tornar completamente obsoletos seus negócios milionários. Nesse jogo de interesses dois jovens pesquisadores acabam virando alvo de grupos criminosos.
Comentários:
Nos anos 1990 a tecnologia digital entrou de uma vez no cinema americana. De repente os estúdios entenderam que não havia mais limites para recriar nas telas qualquer tipo de situação ou universo próprio. Antes muitos roteiros eram arquivados por não haver tecnologia suficiente para tornar as situações concretas na tela. Com medo de ficarem ridículos os grandes estúdios simplesmente desistiam desses enredos. Isso porém mudou e muitos scripts foram desenterrados, como esse, que foi escrito ainda na época da guerra fria. Claro que foi necessário uma repaginada e atualização naquela velha estória, mas isso não era problema, o grande empecilho para sua realização era mesmo tornar as cenas verossímeis ao espectador. Assim que isso foi possível o filme foi realizado. Assistindo chegamos na conclusão que era melhor ele ter permanecido na gaveta mesmo. O enredo é quase surreal, meio sem pé e nem cabeça. Curiosamente contou com um bom elenco (O que diabos Morgan Freeman estava fazendo aqui mesmo?). Pena que no fritar dos ovos nada se salva, até porque é um projeto que só existe mesmo para explorar efeitos especiais digitais e nada mais. E nem precisa falar do inexpressivo canastrão Keanu Reeves, afinal de contas ele também está lá, só que não faz a menor diferença. Completamente obtuso.
Pablo Aluísio
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Murder in the First
Título no Brasil: Murder in the First
Título Original: Murder in the First
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: TNT
Direção: Jesse Bochco, Allison Anders
Roteiro: Steven Bochco, Alison Cross
Elenco: Taye Diggs, Kathleen Robertson, Richard Schiff
Sinopse:
Uma dupla de policiais do departamento de homicídios de San Francisco começa a investigar uma morte de um ex-detento. No começo as pistas parecem levar a um crime comum, mas logo descobrem que a vítima é pai de um famoso executivo do Vale do Silício, centro da indústria de tecnologia dos Estados Unidos.
Comentários:
A priori pensei que iria encontrar algo mais interessante pela frente. As séries policiais andam surpreendendo, inclusive "The Bridge" mas essa nova série do canal TNT passa muito longe disso. Achei convencional demais, quadradinha ao limite. Esse roteiro também me pareceu muito parecido com a última temporada de "Damages". Mas como eu já escrevi, esqueça comparações com esses seriados de ponta, "Murder in the First" não é nada original, instigante ou surpreendente. É aquele tipo de programa que se rende logo a todos os clichês que você possa imaginar. Para piorar o elenco é fraquinho. Kathleen Robertson, por exemplo, é uma velha conhecida dos fãs de séries. Uma boneca que até se destacou nos seriados juvenis dos anos 90 como "Barrados no Baile". Naquela época ela ainda soava como novidade, uma garota bonita com cara de modelo. Hoje em dia no papel de tira veterana simplesmente não cola, não dá. Infelizmente é isso, "Murder in the First" é outro prato requentado da programação televisiva americana. Melhor rever alguma outra excelente série do passado do que ver essa nova, sem novidade alguma.
Pablo Aluísio.
Murder In The First 1.02 - The City of Sisterly Love
Como eu já tinha comentado sobre o episódio piloto, a série Murder In
The First ainda soa muito quadradinha para se destacar dentro do
universo televisivo americano. Está muito próxima daquela definição
pouco elogiosa que se usa no Brasil, o de "enlatado americano". Mesmo
assim ainda tem espasmos de talento para que se siga em frente
acompanhando toda semana um novo episódio. Em "The City of Sisterly
Love" continua a investigação sobre a morte da comissária de bordo do
jatinho de um daqueles jovens imbecis que fazem fortuna com a indústria
da informática.
A detetive Hildy Mulligan (Kathleen Robertson) quer
provar que o garoto riquinho é o verdadeiro assassino pois está
comprovado que ele tinha um caso amoroso com ela (obviamente tudo
impulsionado por mero interesse pois uma loira linda daquelas jamais se
apaixonaria por um idiota daquele naipe). A vontade de solucionar o
assassinato é tanto que Mulligan decide até mesmo fingir um interesse no
suspeito, saindo com ele para um jantar romântico, que no final se
revela apenas uma manobra para conseguir seu DNA em um beijo! (pois é,
acredite). Por enquanto o que ainda me mantém assistindo a essa séria é a
beleza e carisma da atriz Kathleen Robertson, uma veterana da telinha
desde os tempos em que interpretava a jovem Clare Arnold em "Barrados no
Baile" lá nos agora distantes anos 1990. Foi sem dúvida a namoradinha
platônica de muita gente boa que hoje está na casa dos seus trinta e
tantos anos. Ela própria já é uma quarentona, vejam só como o tempo
passa rápido. / Murder In The First - The City of Sisterly Love (EUA,
2014) Direção: Jesse Bochco / Roteiro: Steven Bochco, Eric Lodal /
Elenco: Taye Diggs, Kathleen Robertson, James Cromwell.
Pablo Aluísio,
O Melhor Pai do Mundo
Título Original: World's Greatest Dad
Ano de Produção: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: Magnolia Pictures
Direção: Bobcat Goldthwait
Roteiro: Bobcat Goldthwait
Elenco: Robin Williams, Daryl Sabara, Morgan Murphy
Sinopse:
Lance (Robin Williams) é um professor de meia idade que precisa lidar com seu filho, um adolescente muito problemático, grosseiro e vulgar. Viciado em pornografia alemã, ele acaba morrendo de forma acidental em seu quarto, durante uma estranha sessão de masturbação. Envergonhado pela morte do filho, Lance decide forjar um suicídio, mudando a cena de sua morte e escrevendo um bilhete de despedida que acaba comovendo as pessoas. Em pouco tempo o filho falecido começa a se tornar um ídolo dos jovens, apesar de tudo ser uma farsa montada por seu pai.
Comentários:
Esse filme voltou a ser bastante comentado após o suicídio de Robin Williams, isso porque o tema do roteiro gira exatamente em torno do suposto suícidio de um jovem que acaba se enforcando de forma acidental. No roteiro tudo se torna uma grande farsa orquestrado por seu pai, justamente o papel interpretado por Williams. É uma daquelas películas que nunca conseguem cumprir seu potencial. Não é um drama pesado pois o diretor optou por realizar um filme mais leve que não fosse muito profundo. Também não pode ser considerado uma comédia, nem de humor negro. O personagem de Robin Williams é um professor de poesia (curiosamente a mesma profissão de um de seus personagens mais famosos do filme "Sociedade dos Poetas Mortos"). Ao contrário daquele porém, o professor Lance desse filme é um sujeito frustrado por ser um escritor rejeitado por todas as editoras do país. Quando seu filho morre de forma acidental ele resolve mudar isso e escreve um bilhete de suicídio para o filho e impressionado com o sucesso do texto acaba escrevendo todo um diário de seu falecido garoto que acaba virando best seller de vendas. No final a única coisa marcante do filme mesmo são dois pensamentos do personagem de Robin Williams que estão sendo disseminados nas redes sociais. Num desses pensamentos (na verdade uma linha retirada dos diálogos do filme) ele diz: "Eu pensava que a pior coisa que poderia acontecer a uma pessoa era morrer sozinho mas hoje entendi que a pior coisa mesmo é morrer acompanhado de pessoas que lhe fazem sentir sozinho". A outra é uma conclusão final do professor interpretado por Williams que diz: "O suicídio é uma solução permanente para problemas provisórios". Pena que o próprio Williams não seguiu esse interessante pensamento, que aliás é plenamente verdadeiro.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Gênio Indomável
Título Original: Good Will Hunting
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax Films
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Matt Damon, Ben Affleck
Elenco: Robin Williams, Matt Damon, Ben Affleck, Minnie Driver
Sinopse:
Will Hunting (Matt Damon) é um jovem cuja vida não lhe deu muitas oportunidades. Dotado de um Q.I. fora do normal ele leva sua vida entre um emprego medíocre e problemas com a lei. Apenas sua inteligência fora do normal poderá lhe tirar desse círculo vicioso sem maiores perspectivas. Sua visão de mundo porém mudará completamente ao conhecer Sean Maguire (Robin Williams), um sujeito com um raro talento para ajudar pessoas como ele. Filme vencedor dos Oscars de Melhor Ator Coadjuvante (Robin Williams) e Melhor Roteiro Original. Filme vencedor do Globo de Ouro na categoria Melhor Roteiro Original. Também premiado na categoria Melhor Ator Coadjuvante (Robin Williams) no Screen Actors Guild Awards.
Comentários:
Ontem o mundo se surpreendeu com a notícia da morte do ator Robin Williams. O mais chocante de tudo foi a forma como isso se deu. Seu aparente suicídio parece confirmar o mito do "palhaço triste", uma imagem que persiste, a de que todos aqueles que fazem do riso uma profissão no fundo escondem uma alma entristecida. O jeito extrovertido de ser seria apenas uma forma de esconder isso. Teorias à parte, o fato é que Williams não era apenas um comediante de mão cheia, mas também um ator dramático de muitos recursos, fruto de sua formação na prestigiada escola de arte Juilliard em Nova Iorque, onde estudou ao lado de Christopher Reeve, outro excelente ator. Um dos filmes em que ele teve mais espaço para demonstrar esse seu lado mais dramático foi justamente aqui nesse "Good Will Hunting". Nessa época ele já era um ator com muitos sucessos de bilheteria, mas mesmo assim resolveu apostar nesse projeto de dois garotos na indústria (Matt Damon e Ben Affleck) que ninguém conhecia e que queriam vender seu roteiro a algum produtor que estivesse disposto a bancar a ideia. Foi justamente a presença de Williams que tornou viável a produção dessa película, com orçamento bem modesto (meros 10 milhões de dólares). No fundo foi uma excelente aposta da Miramax que procurava focar em um público mais selecionado, cult. O resultado pelos prêmios e pela ótima bilheteria conquistada comprovam que de fato é um ótimo drama, apoiado em excelentes atuações. Assim deixamos nossa homenagem a Robin Williams, pois nada é mais reconfortante do que falar sobre aquilo que é justamente seu legado mais importante, sua obra cinematográfica.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Uma Luz na Escuridão
Título Original: Shining Through
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: David Seltzer
Roteiro: Susan Isaacs, David Seltzer
Elenco: Michael Douglas, Melanie Griffith, Liam Neeson
Sinopse:
O ano é o de 1940, em plena segunda guerra mundial. Enquanto a Europa ferve no calor das bombas e dos tiros, Linda Voss (Melanie Griffith) se envolve em uma complexa rede de espionagens em Nova York, nas vésperas da entrada dos Estados Unidos na guerra. Filme indicado ao Framboesa de Ouro nas categorias de Pior Atriz (Melanie Griffith), Pior Ator (Michael Douglas), Pior Roteiro, Direção e Filme.
Comentários:
Um bom elenco que não consegue salvar um filme fora de época. Essa definição aliás é bem adequada já que "Shining Through" nada mais é do que uma tentativa de se fazer um filme com o sabor dos antigos clássicos de espionagem e guerra do passado, como os filmes realizados na década de 1940, apoiados fortemente em uma linguagem noir, com tramas complexas (e até confusas) em um mundo habitado por detetives de personalidade dúbia e mulheres fatais, que apenas aparentam fragilidade mas que na verdade são o começo da perdição de cada um que se envolva com elas. A tentativa de fazer algo ao velho estilo porém não funciona. Michael Douglas passa longe de ser seu pai Kirk Douglas, esse sim um símbolo daqueles anos. O pior acontece com Melanie Griffith que passa o filme inteiro em uma vã tentativa de imitar divas como Ava Gardner mas que no final só consegue ser matuta e sem classe, com aquela voz irritante e talento quase zero. Uma caricatura grotesca. Aliás "Uma Luz na Escuridão" é bem isso, uma película fake sem o charme dos antigos clássicos da era de ouro de Hollywood. Dispense com luvas de pelica.
Pablo Aluísio.
Os 12 Macacos
Título Original: Twelve Monkeys
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Terry Gilliam
Roteiro: Chris Marker, David Webb Peoples
Elenco: Bruce Willis, Madeleine Stowe, Brad Pitt
Sinopse:
O ano é 2035. A Terra está devastada por um vírus que matou grande parte da humanidade. Para tentar entender o que se passou um explorador, James Cole (Bruce Willis), é enviado ao passado para tentar conter a proliferação da epidemia que se transformaria na danação da raça humana. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt) e Melhor Figurino. Filme vencedor do Globo de Ouro na categoria Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt). Filme vencedor do prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Figurino e Melhor Filme de Ficção.
Comentários:
Quem acompanha cinema há bastante tempo já sabe que, em se tratando do diretor Terry Gilliam, não há espaços para banalidades ou lugares comuns em sua obra. Terry Gilliam é aquele tipo de cineasta empenhado em dar cor e sabor muito peculiares em tudo que dirige. Seus filmes fogem do comum, a direção de arte é praticamente barroca e os roteiros não se rendem a clichês baratos. Nesse aspecto "Twelve Monkeys" é uma de suas películas mais curiosas e interessantes. Tudo bem que se trata de um remake americano para o filme "La Jetée", e isso poderia comprometer sua originalidade. Gilliam porém passa por cima desse rótulo e consegue criar com suas ferramentas cinematográficas algo próprio, quase autoral. O roteiro é inteligente e intrigante e por isso muitos não vão conseguir captar todas as nuances de uma trama surreal e complexa. O elenco, cheio de estrelas, acaba surpreendendo também, principalmente Brad Pitt que joga fora sua imagem de galã e se transforma, inclusive fisicamente, para dar corpo ao seu personagem esquisito, bizarro e transtornado. "Os 12 Macacos" é de fato uma das últimas ficções realmente inteligentes do cinema americano.
Pablo Aluísio.
sábado, 9 de agosto de 2014
Leviathan
Título Original: Leviathan
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: George P. Cosmatos
Roteiro: David Webb Peoples
Elenco: Peter Weller, Richard Crenna, Amanda Pays, Daniel Stern, Meg Foster
Sinopse:
Um grupo de mineradores das profundezas acaba encontrando por mero acaso uma antiga embarcação soviética naufragada. Ao resgatar parte de sua carga descobrem que algo muito sinistro se esconde no meio daquelas caixas, um tipo de ser orgânico desconhecido, que mais se parece uma manifestação de outro planeta. Filme vencedor do Festival de Avoriaz na categoria Melhores Efeitos Especiais.
Comentários:
Filme de ficção que chegou a ser lançado nos cinemas brasileiros na época, mas que depois foi quase que praticamente esquecido. O enredo lembra muito outro filme com temática praticamente igual, "O Abismo do Terror", de Sean S. Cunningham. Ambos lidavam com seres desconhecidos que eram descobertos por acaso e que voltavam à vida, exterminando quem passasse pela frente. Os efeitos especiais obviamente envelheceram pela passagem do tempo mas "Leviathan" ainda consegue se tornar interessante por causa da linguagem bem anos 80 de se contar essa história. E por falar naquela década o filme foi dirigido pelo cineasta George P. Cosmatos, o mesmo de "Rambo II - A Missão", um dos filmes símbolos daqueles anos. E como isso não bastasse no elenco temos Peter Weller (o ator que interpretou "Robocop" na franquia original) e Richard Crenna (sim, o Coronel de Rambo). Com tantas reverências não é de admirar que "Leviathan" tenha se tornado após todos esse anos um verdadeiro exercício de nostalgia.
Pablo Aluísio.
Uma Longa Queda
Título Original: A Long Way Down
Ano de Produção: 2014
País: Inglaterra, Alemanha
Estúdio: BBC Films
Direção: Pascal Chaumeil
Roteiro: Nick Hornby, Jack Thorne
Elenco: Pierce Brosnan, Toni Collette, Aaron Paul, Sam Neill, Imogen Poots
Sinopse:
Martin (Pierce Brosnan) é um ex-apresentador de TV que viu tudo desmoronar após se envolver com uma garota menor de idade. Com a vida pessoal e profissional despedaçada resolve acabar com sua vida, subindo em um dos maiores prédios da cidade para se suicidar. Para sua surpresa porém acaba encontrando com três outros potenciais suicidas no mesmo lugar. O encontro incomum acabará mudando os rumos de sua própria vida.
Comentários:
Convenhamos que um filme sobre um quarteto suicida não vai animar muita gente. Mesmo assim, com um pé atrás, vale até a pena encarar esse drama inglês sobre pessoas que perderam as esperanças na vida e decidiram tomar a mais radical de todas as decisões. Cada um deles tem um motivo para pular do prédio, Martin (Brosnan) não consegue mais encarar o vexame público após se envolver em um escândalo sexual. Maureen (Toni Collette) é uma mãe solteira que cuida de um filho com problemas mentais sérios. J.J. (Aaron Paul, o Jesse Pinkman de "Breaking Bad") é um músico fracassado que alega estar sofrendo de um câncer cerebral e por fim temos Jess (Imogen Poots), uma jovem garota com muitos problemas emocionais, filha de um político influente que se sente completamente vazia e perdida em sua vida. De antemão é importante salientar que não se trata de um drama pesadão, apesar do tema. O roteiro tenta amenizar um pouco a situação, criando situações ora divertidas, ora mais animadoras, até porque o texto teria que optar mesmo por apostar na esperança recuperadora de todos aqueles personagens. Não é um grande filme, talvez por se render a clichês desse tipo, mas que até satisfaz o espectador, caso ele não esteja em busca de alguma obra prima. No final das contas vela principalmente pelo bom elenco e pelas boas intenções.
Pablo Aluísio.
Vingança por Jolly!
Título Original: Revenge for Jolly!
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos
Estúdio: Atlas Independent
Direção: Chadd Harbold
Roteiro: Brian Petsos
Elenco: Brian Petsos, Adam Brody, Kristen Wiig, Elijah Wood, Ryan Phillippe
Sinopse:
Harry (Brian Petsos), como ele próprio reconhece, é um sujeito estranho. Não gosta de gente, é antissocial e vive isolado. Para sobreviver faz pequenos serviços para a baixa criminalidade de sua cidade. O que ele gosta mesmo de fazer é ficar ao lado de sua cachorrinha de estimação Jolly, montando quebra-cabeças. Quando essa aparece morta de forma violenta, Harry perde a cabeça! Tomado por um sentimento de raiva insana ele resolve ir atrás dos responsáveis, dando origem a um verdadeiro banho de sangue por onde passa.
Comentários:
Um filme de complicada definição. Não é bem uma comédia, embora o humor negro esteja presente o tempo todo. Não é uma fita de ação, apesar dos personagens principais estarem fortemente armados. Um lugar ideal para catalogar esse "Revenge for Jolly!" seria mesmo o gênero terror, embora seja na verdade um horror sui generis, diferente de quase tudo que você já assistiu. Os dois personagens principais são visivelmente perturbados, fora de realidade. Harry, por exemplo, é um psicopata que mata a esmo, tentando se vingar da morte de sua cadelinha. Seu primo não é muito melhor do que isso. Um sujeito tosco e fora da realidade que passa fogo nos demais sem pensar duas vezes. Esse é o tipo de filme que só seria possível mesmo dentro do cinema independente americano pois é violento e maluco ao extremo! Onde mais você iria presenciar um verdadeiro banho de sangue em uma festa de casamento? Por fim um alerta para os que irão atrás dessa produção esperando pela presença dos atores Elijah Wood e Ryan Phillippe (os nomes mais conhecidos do elenco). Eles estão lá, mas em apenas uma cena. Wood é um barman que logo sai de cena de forma ultra violenta. Ryan está na cena final, em um clímax aberto que fará muita gente coçar a cabeça para desvendar o que de fato aconteceu. Enfim, um filme para deixar os protetores dos direitos dos animais de cabelos em pé!
Pablo Aluísio.
Acerto de Contas
Título Original: Blood of Redemption
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: VMI Worldwide, High Five Films
Direção: Giorgio Serafini, Shawn Sourgose
Roteiro: Rey Reyes, Giorgio Serafini
Elenco: Dolph Lundgren, Billy Zane, Vinnie Jones, Gianni Capaldi
Sinopse:
Axel (Dolph Lundgren) é o chefe de segurança de uma poderosa familia mafiosa, os Grimaldis. Quando o líder do grupo é assassinado, Axel precisa descobrir quem teria mandado cometer o crime. A sua lista de suspeitas porém não é pequena e envolve desde um mafioso rival, um senador da república, um falsificador de dinheiro e até mesmo um dos filhos do magnata do mundo do crime. Quem afinal de contas teria matado seu chefe?
Comentários:
Mais um filme de ação com Dolph Lundgren. A trama agora se passa no mundo da máfia italiana nos Estados Unidos. O personagem de Lundgren é um capanga que vai atrás dos assassinos de seu chefe. Nada muito além do que já estamos acostumados a ver nesse tipo de filme. Como novidade temos apenas um verdadeiro jogo de xadrez onde existem muitos suspeitos, mas poucas provas concretas. Billy Zane interpreta o filho do mafioso morto que pode estar envolvido no crime. Ele é só mais um lista de um grupo enorme de prováveis mandantes do crime. No meio de tantos inimigos o personagem de Dolph Lundgren precisa dar uma de Sherlock Holmes para descobrir a quem deve ser dirigida sua vingança. Para que tudo não fique muito complicado o roteiro colocou Lundgren o tempo todo narrando em off, para situar melhor o espectador. Se fosse um pouquinho mais bem produzido seria bem interessante, pena que com orçamento restrito algumas partes deixem a desejar. Para finalizar vale a citação de uma cena no mínimo inusitada! O grandalhão Dolph Lundgren leva uma verdadeira surra de uma stripper! Quem diria que algo assim seria visto algum dia nas telas? Depois dessa ele já pode se aposentar...
Pablo Aluísio.