Durante os anos da Segunda Guerra Mundial o ator Gary Cooper não parou de trabalhar. Ele conseguiu manter seu foco no esforço de guerra, trazendo diversão para as tropas, ao mesmo tempo em que trabalhava em seus novos filmes em Hollywood. No total, de 1940 a 1945, Cooper não parou de trabalhar, atuando em nada mais, nada menos, do que nove filmes! Mesmo para a época era uma quantidade considerável de novas produções sendo lançadas todos os anos. Além de emplacar o grande sucesso de "Sargento York" ele ainda estrelou aquele que para muitos foi seu maior filme na carreira.
Era o clássico "Por Quem os Sinos Dobram". O enredo era marcante. Ambientado durante a Guerra Civil Espanhola, Cooper interpretava um especialista em explosivos, cuja principal missão seria explodir uma ponte, vital para o avanço inimigo. Não era de estranhar o fato de termos um americano envolvido nesse conflito. Durante essa guerra muitos se voluntariaram para lutar ao lado dos rebeldes, inclusive o próprio autor do livro original que o roteiro era baseado, ele mesmo, o aclamado escritor Ernest Hemingway.
O filme porém não era apenas explosões em uma guerra na Europa. Era também um romance dramático, daqueles que o público adorava naqueles tempos de conflitos internacionais. Ao lado de Cooper no filme, interpretando a mulher pela qual ele ficaria perdidamente apaixonado, estava a bela e talentosa atriz Ingrid Bergman. Desde que os primeiros posters promocionais do filme surgiram nos cinemas, o estúdio sabia que tinha um grande sucesso em mãos. Aquele era o casal perfeito, ideal para o público romântico. Os casais da época suspiravam diante daquela imagem do casal protagonista.
Sempre que uma grande produção como essa era filmada surgiam boatos (muitas vezes fabricados pelos próprios estúdios) nas revistas de cinema da época. Então não houve grandes surpresas quando começaram a surgir boatos de que Cooper e Bergman estavam tendo um caso real durante as filmagens. Quando as fofocas chegaram em Cooper ele nem pensou duas vezes em desmentir todas elas. Afirmou que Ingrid era acima de tudo uma grande amiga com quem estava trabalhando. Disse que ela era extremamente talentosa e tinha grande prazer em contracenar com ela. Cooper tinha que correr para negar tudo mesmo. Ele era um homem casado (com Veronica Balfe, conhecida carinhosamente como "Rocky") e não queria problemas para seu lado. Se era verdade ou não, até hoje há dúvidas, mas diante de sua força moral e integridade pessoal logo os boatos sumiram das colunas de mexericos.
Pablo Aluísio.

Cinema Clássico
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