domingo, 17 de janeiro de 2010

Duna: Parte Dois

Título no Brasil: Duna: Parte Dois
Título Original: Dune: Part Two
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts
Elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Austin Butler, Florence Pugh

Sinopse:
Dando continuidade direta aos eventos do primeiro filme, a história acompanha Paul Atreides enquanto ele se integra ao povo Fremen no planeta Arrakis. Ao lado de Chani, ele aprende os costumes do deserto e passa a liderar uma crescente revolta contra a Casa Harkonnen e o Imperador, responsáveis pela destruição de sua família. À medida que sua influência cresce, Paul enfrenta visões de um futuro devastador causado por uma guerra santa em seu nome. Dividido entre o amor, o dever e o destino, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para conquistar justiça e assumir seu papel como figura messiânica.

Comentários:
Lançado em 2024, Dune: Part Two foi amplamente aclamado pela crítica, sendo considerado por muitos veículos como The New York Times e Variety superior ao primeiro filme. A direção de Denis Villeneuve foi elogiada pela escala épica e pela habilidade em equilibrar ação grandiosa com desenvolvimento de personagens. As atuações de Timothée Chalamet e Zendaya receberam destaque, enquanto Austin Butler chamou atenção por sua interpretação intensa do vilão Feyd-Rautha. Nas bilheterias, o filme foi um grande sucesso, arrecadando mais de 700 milhões de dólares mundialmente e consolidando a franquia como uma das mais importantes da ficção científica contemporânea. O longa também recebeu diversas indicações a prêmios importantes e venceu categorias técnicas, reforçando seu prestígio. Hoje, Duna: Parte Dois é visto como um marco moderno do gênero, frequentemente comparado a grandes épicos do cinema, e como a consagração da adaptação da obra de Frank Herbert nas telas.

Erick Steve. 

Duna: Parte Um

Título no Brasil: Duna: Parte Um
Título Original: Dune
Ano de Lançamento: 2021
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Zendaya, Stellan Skarsgård

Sinopse:
Ambientado em um futuro distante, o filme acompanha Paul Atreides, herdeiro de uma poderosa casa nobre encarregada de governar o desértico planeta Arrakis. Esse mundo hostil é a única fonte da especiaria mais valiosa do universo, substância essencial para viagens interestelares e para o equilíbrio político entre as grandes casas. Ao chegar em Arrakis, a família Atreides se vê envolvida em uma traição que desencadeia uma guerra brutal. Forçado a fugir para o deserto, Paul encontra o povo Fremen e começa a descobrir habilidades extraordinárias que podem mudar o destino de todo o universo. A narrativa mistura política, religião e ecologia em uma épica jornada de sobrevivência e autodescoberta.

Comentários:
Quando foi lançado em 2021, Dune recebeu aclamação da crítica. O jornal The New York Times elogiou a grandiosidade visual e a ambição da adaptação, enquanto a revista Variety destacou a direção de Denis Villeneuve e o cuidado em traduzir o complexo universo criado por Frank Herbert para o cinema. A trilha sonora de Hans Zimmer e os efeitos visuais também foram amplamente elogiados, contribuindo para a imersão no mundo de Arrakis. O filme foi um sucesso comercial, especialmente considerando o contexto de lançamento simultâneo nos cinemas e no streaming. Arrecadou mais de 400 milhões de dólares mundialmente e venceu 6 Oscars, incluindo Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais. Com o tempo, Duna: Parte Um passou a ser considerado uma das grandes obras de ficção científica do cinema moderno, sendo frequentemente comparado a clássicos do gênero. Seu sucesso garantiu a continuação da história em Dune: Part Two (2024), consolidando a adaptação como uma das mais importantes franquias contemporâneas de ficção científica.

Erick Steve. 

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Silêncio da Vingança

Título no Brasil: O Silêncio da Vingança
Título Original: Silent Night
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: John Woo
Roteiro: Robert Archer Lynn
Elenco: Joel Kinnaman, Kid Cudi, Harold Torres, Catalina Sandino Moreno, Vinny O'Brien, Valeria Santaella

Sinopse:
A história acompanha Brian Godlock, um homem comum que vive uma tragédia devastadora quando seu filho pequeno é morto por uma bala perdida durante um confronto entre gangues na véspera de Natal. No mesmo incidente, Brian também sofre um ferimento grave que o deixa incapaz de falar. Consumido pela dor e pela sede de justiça, ele decide dedicar sua vida a encontrar os responsáveis pela morte do filho. Durante um ano inteiro, Brian passa por um intenso treinamento físico e aprende a usar armas para se preparar para sua vingança. Quando chega o próximo Natal, ele inicia uma caçada implacável contra os criminosos que destruíram sua família, desencadeando uma sequência brutal de confrontos em busca de justiça.

Comentários:
O filme marcou o retorno do renomado diretor de ação John Woo ao cinema americano após muitos anos trabalhando em produções asiáticas. A crítica destacou a ousadia do conceito do filme, que praticamente não possui diálogos, explorando a narrativa visual e a ação para contar a história. O jornal The Guardian observou que o filme resgata elementos clássicos do estilo de Woo, como coreografias elaboradas de tiroteios e uma forte carga emocional ligada à vingança. Já a revista Variety apontou que o longa aposta mais na ação estilizada do que na profundidade dramática, o que gerou opiniões divididas entre os críticos. Entre o público, O Silêncio da Vingança teve uma recepção moderada nas bilheterias, mas chamou atenção pela proposta incomum e pelo estilo visual intenso. Com o passar do tempo, o filme tem sido discutido principalmente como um experimento interessante dentro do gênero de ação, destacando-se pelo quase total silêncio dos personagens e pela tentativa de contar uma história de vingança através da linguagem visual. Hoje ele é visto como uma obra curiosa dentro da filmografia de John Woo e como um exemplo moderno de cinema de ação que busca experimentar com a forma narrativa tradicional.

Erick Steve. 

Harley Davidson e Marlboro Man – Caçada Sem Trégua

Título no Brasil: Harley Davidson e Marlboro Man – Caçada Sem Trégua
Título Original: Harley Davidson and the Marlboro Man
Ano de Lançamento: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Simon Wincer
Roteiro: Don Michael Paul
Elenco: Mickey Rourke, Don Johnson, Chelsea Field, Daniel Baldwin, Giancarlo Esposito, Tom Sizemore

Sinopse:
Ambientado em um futuro próximo — o ano de 1996 — o filme acompanha dois velhos amigos conhecidos apenas pelos apelidos Harley Davidson e Marlboro Man. Ambos são motociclistas durões que vivem à margem da lei, mas possuem um forte senso de lealdade e justiça. Quando descobrem que o bar de um amigo está prestes a ser tomado por um poderoso banco corrupto, os dois decidem realizar um assalto para conseguir o dinheiro necessário para salvá-lo. No entanto, o plano dá errado quando eles descobrem que o carregamento roubado não contém dinheiro, mas sim uma nova e poderosa droga sintética pertencente a uma grande corporação criminosa. A partir daí, a dupla se torna alvo de assassinos profissionais e precisa lutar para sobreviver enquanto enfrenta uma poderosa organização que domina a cidade.

Comentários:
Quando foi lançado em 1991, o filme recebeu críticas geralmente negativas. O jornal The New York Times considerou que a produção tentava criar um estilo de faroeste moderno, mas não conseguia desenvolver plenamente seus personagens ou sua narrativa. A revista Variety destacou o visual estilizado do filme e a química entre Mickey Rourke e Don Johnson, embora tenha observado que o roteiro era relativamente simples e previsível. Nas bilheterias, Harley Davidson and the Marlboro Man teve desempenho decepcionante e não conseguiu recuperar seu orçamento durante sua exibição inicial nos cinemas. Apesar disso, ao longo dos anos o filme ganhou status de cult entre fãs de filmes de ação dos anos 1990, especialmente por seu estilo exagerado, pela estética de motociclistas fora-da-lei e pelas atuações carismáticas de Rourke e Johnson. Hoje ele é frequentemente lembrado como um exemplo curioso do cinema de ação da época, combinando elementos de western moderno, filme de estrada e thriller urbano.

Erick Steve.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Francesco

Título no Brasil: Francesco
Título Original: Francesco
Ano de Lançamento: 1989
País: Itália, Alemanha Ocidental
Estúdio: RAI Radiotelevisione Italiana
Direção: Liliana Cavani
Roteiro: Liliana Cavani, Tullio Pinelli
Elenco: Mickey Rourke, Helena Bonham Carter, Andréa Ferréol, Paolo Bonacelli, Michael Wincott, Mario Adorf

Sinopse:
O filme narra a vida de Francisco de Assis, jovem filho de um rico comerciante italiano que vive na cidade de Assis durante o início do século XIII. Após participar de conflitos militares e experimentar o sofrimento da guerra e da prisão, Francesco passa por uma profunda transformação espiritual. Ele decide abandonar sua vida de riqueza e conforto para dedicar-se à pobreza, à caridade e à fé cristã. Enfrentando incompreensão da família e das autoridades religiosas, Francesco começa a reunir seguidores e a formar uma nova ordem religiosa baseada na simplicidade e no amor ao próximo. O filme acompanha os momentos decisivos dessa jornada espiritual, mostrando sua relação com a Igreja, seus discípulos e a sociedade da época.

Comentários:
Quando foi lançado em 1989, Francesco recebeu críticas variadas, mas muitos elogios foram dirigidos à atuação intensa de Mickey Rourke, que interpretou o santo medieval com um estilo emocional e pouco convencional. O jornal The New York Times destacou a abordagem humanizada do personagem, enquanto a revista Variety comentou que a diretora Liliana Cavani buscou apresentar uma visão mais realista e menos idealizada da vida de São Francisco. O filme também chamou atenção por seu elenco internacional, incluindo uma jovem Helena Bonham Carter em um dos primeiros papéis importantes de sua carreira. Comercialmente, o longa teve desempenho moderado, sendo exibido principalmente em circuitos de cinema europeu e festivais. Com o passar dos anos, Francesco passou a ser visto como uma das representações cinematográficas mais sérias e introspectivas da vida de São Francisco de Assis, destacando-se por seu tom contemplativo e pela tentativa de explorar o lado humano e espiritual da figura histórica. Hoje o filme permanece como uma obra respeitada dentro do cinema religioso e histórico europeu. 

Erick Steve.

Orquídea Selvagem

Título no Brasil: Orquídea Selvagem
Título Original: Wild Orchid
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Vision International
Direção: Zalman King
Roteiro: Zalman King, Patricia Louisianna Knop
Elenco: Mickey Rourke, Carré Otis, Jacqueline Bisset, Bruce Greenwood, Assumpta Serna, Oleg Vidov

Sinopse:
A história acompanha Emily Reed, uma jovem advogada americana que viaja ao Brasil para acompanhar sua chefe em uma negociação envolvendo um grande empreendimento imobiliário. Durante a viagem, Emily conhece o misterioso e sedutor empresário James Wheeler, um homem rico e enigmático que vive cercado por luxo, festas e relacionamentos intensos. Fascinada pelo estilo de vida dele, Emily se envolve em um jogo de sedução e descoberta sexual que desafia suas próprias inseguranças e valores. Ao longo da narrativa, o relacionamento entre os dois se desenvolve de forma provocativa e ambígua, explorando temas como desejo, fantasia e poder emocional.

Comentários:
Quando foi lançado em 1989, Wild Orchid gerou grande controvérsia por causa de seu conteúdo sensual e de rumores sobre cenas de sexo não simuladas entre Mickey Rourke e a então modelo Carré Otis, que mais tarde se tornaria esposa do ator. A revista Variety comentou que o filme seguia a tradição das produções eróticas estilizadas do diretor Zalman King, enquanto alguns críticos consideraram que o longa priorizava a atmosfera sensual em detrimento da profundidade narrativa. Nas bilheterias, o filme teve desempenho moderado, mas acabou se tornando bastante popular no mercado de vídeo doméstico durante os anos 1990. Com o passar do tempo, Orquídea Selvagem ganhou status de cult entre fãs de dramas eróticos e permanece associado ao estilo visual luxuoso e provocativo característico das produções de Zalman King. Hoje o filme também é lembrado por marcar o início do relacionamento entre Mickey Rourke e Carré Otis e por representar uma fase peculiar do cinema erótico mainstream do final dos anos 1980

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Comando Para Matar

Título no Brasil: Comando Para Matar
Título Original: Commando
Ano de Lançamento: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Mark L. Lester
Roteiro: Steven E. de Souza, Jeph Loeb
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Rae Dawn Chong, Dan Hedaya, Vernon Wells, Alyssa Milano, James Olson

Sinopse:
O filme acompanha John Matrix, um coronel aposentado das forças especiais que vive isolado nas montanhas com sua filha Jenny, tentando levar uma vida tranquila longe da violência de seu passado militar. No entanto, sua paz é interrompida quando um grupo de mercenários invade sua casa e sequestra sua filha. O líder da operação exige que Matrix assassine um presidente latino-americano para permitir um golpe de Estado em seu país. Fingindo aceitar a missão, Matrix na verdade inicia uma guerra particular contra os criminosos para resgatar Jenny. Durante sua jornada, ele conta com a ajuda inesperada de uma jovem aeromoça chamada Cindy, enquanto enfrenta um ex-companheiro de guerra que agora trabalha para os vilões. O resultado é uma explosiva sequência de perseguições, tiroteios e confrontos que culmina em um ataque devastador à base dos inimigos.

Comentários:
Quando foi lançado em 1985, Commando recebeu críticas variadas, mas foi amplamente elogiado como um entretenimento de ação direto e extremamente energético. A revista Variety destacou o carisma de Arnold Schwarzenegger e a intensidade das cenas de ação, enquanto o jornal The New York Times observou que o filme representava perfeitamente o estilo exagerado dos filmes de ação da década de 1980. Embora alguns críticos tenham apontado o roteiro simples e o tom quase cartunesco da violência, muitos reconheceram a eficiência do filme em entregar espetáculo e adrenalina ao público. Nas bilheterias, o filme foi um sucesso sólido e ajudou a consolidar ainda mais Schwarzenegger como uma das maiores estrelas do cinema de ação da época, após o impacto de The Terminator. Com o passar do tempo, Comando Para Matar tornou-se um clássico cult do cinema de ação dos anos 1980. Hoje ele é lembrado por suas frases marcantes, seu ritmo acelerado e suas cenas icônicas de combate, sendo frequentemente citado como um dos filmes que definiram o estilo explosivo e exagerado do gênero naquela década.

Pablo Aluísio. 

Stallone Cobra

Título no Brasil: Stallone Cobra
Título Original: Cobra
Ano de Lançamento: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: George P. Cosmatos
Roteiro: Sylvester Stallone, Paula Gosling
Elenco: Sylvester Stallone, Brigitte Nielsen, Reni Santoni, Brian Thompson, Andrew Robinson, Lee Garlington

Sinopse:
A história acompanha o tenente Marion “Cobra” Cobretti, um policial durão de Los Angeles que trabalha em um esquadrão especial responsável por lidar com os casos mais violentos e perigosos da cidade. Quando uma série de assassinatos brutais começa a aterrorizar a população, a polícia descobre que os crimes fazem parte das ações de uma seita violenta conhecida como “Nova Ordem”, composta por fanáticos que acreditam na destruição da sociedade atual para criar um novo mundo dominado pela força. Cobra é designado para proteger Ingrid Knudsen, uma modelo que testemunhou um dos crimes e se tornou alvo do grupo. Enquanto tenta manter a testemunha viva, o policial enfrenta perseguições, emboscadas e uma guerra aberta contra os assassinos, culminando em um confronto final brutal contra o líder da organização criminosa.

Comentários:
No momento de seu lançamento, Cobra recebeu críticas geralmente negativas da imprensa, embora alguns críticos tenham reconhecido sua eficiência como filme de ação. O jornal The New York Times criticou o excesso de violência e o tom exagerado da narrativa, enquanto a revista Variety destacou o estilo visual estilizado e a presença carismática de Sylvester Stallone, que já era uma das maiores estrelas de Hollywood graças a sucessos como Rocky e Rambo: First Blood Part II. Apesar da recepção crítica desfavorável, o filme teve bom desempenho nas bilheterias internacionais e encontrou grande popularidade entre os fãs de filmes de ação da década de 1980. Com o passar dos anos, Stallone Cobra conquistou status de cult, sendo lembrado por seu estilo sombrio, suas frases marcantes e pela representação extrema do policial implacável típica do cinema de ação daquele período. Hoje o filme é frequentemente revisitado como um exemplo emblemático do exagero e da estética dos filmes policiais de ação dos anos 80, mantendo uma base fiel de admiradores.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um Dia de Cão

Título no Brasil: Um Dia de Cão
Título Original: Dog Day Afternoon
Ano de Lançamento: 1975
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Sidney Lumet
Roteiro: Frank Pierson, P. F. Kluge
Elenco: Al Pacino, John Cazale, Charles Durning, Chris Sarandon, Penelope Allen, Carol Kane

Sinopse:
Baseado em fatos reais ocorridos em Nova York em 1972, o filme acompanha Sonny Wortzik, um homem desesperado que decide assaltar um banco no Brooklyn ao lado de seu amigo Sal. O que deveria ser um roubo rápido se transforma em um longo e tenso cerco policial quando tudo começa a dar errado. Cercados pela polícia, pela mídia e por uma multidão de curiosos, Sonny tenta negociar a saída enquanto a situação se torna cada vez mais caótica e imprevisível. Durante as horas de impasse, a história revela motivações pessoais complexas por trás do crime, incluindo o desejo de Sonny de ajudar financeiramente seu parceiro sentimental. O filme mistura suspense, drama e crítica social ao retratar a tensão entre criminosos, autoridades e a opinião pública.

Comentários:
O filme foi amplamente elogiado pela crítica na época de seu lançamento. O jornal The New York Times, por exemplo, destacou a direção precisa de Sidney Lumet e a atuação intensa de Al Pacino, considerada uma das melhores de sua carreira. A revista Variety também elogiou o roteiro e o tom realista da narrativa, ressaltando a forma como o filme retrata a mídia, a polícia e a sociedade urbana da década de 1970. Chris Sarandon recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Frank Pierson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Entre o público, o filme também foi um sucesso comercial, arrecadando várias vezes seu orçamento e consolidando ainda mais o prestígio de Pacino após seu trabalho em grandes produções da década. Com o passar dos anos, Um Dia de Cão passou a ser considerado um clássico do cinema americano dos anos 1970, frequentemente citado como um dos melhores filmes de assalto já feitos. Seu estilo realista, suas atuações memoráveis e sua abordagem de temas sociais — incluindo mídia sensacionalista e questões de identidade — fazem com que o filme continue sendo estudado, revisto e celebrado como uma obra fundamental da chamada “Nova Hollywood”

Pablo Aluísio. 

Os Viciados

Título no Brasil: Os Viciados
Título Original: The Panic in Needle Park
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Jerry Schatzberg
Roteiro: Joan Didion, John Gregory Dunne
Elenco: Al Pacino, Kitty Winn, Alan Vint, Richard Bright, Angie Ortega, Raul Julia

Sinopse:
Ambientado nos bairros marginalizados de Nova York no final dos anos 1960, o filme acompanha Bobby (Al Pacino), um jovem viciado em heroína que vive de pequenos golpes, e Helen (Kitty Winn), uma garota ingênua que se apaixona por ele. Aos poucos, Helen é arrastada para o submundo das drogas, da dependência e da degradação emocional. A relação dos dois se torna cada vez mais destrutiva, revelando um retrato cru e realista do vício, da alienação e da falta de perspectivas.

Comentários:
O filme é baseado no romance “The Panic in Needle Park”, de James Mills, inspirado em fatos reais. Al Pacino chamou atenção da crítica com sua atuação intensa, sendo este um dos papéis que ajudaram a impulsionar sua carreira antes de O Poderoso Chefão (1972). Kitty Winn venceu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, por sua performance impactante. A obra é conhecida por sua abordagem extremamente realista e sem glamour do vício em drogas. Muitas cenas foram filmadas em locações reais de Nova York, contribuindo para o tom quase documental. O filme é considerado um marco do cinema independente americano e um retrato honesto da juventude perdida da época.

Erick Steve.