Título no Brasil: Orquídea Selvagem
Título Original: Wild Orchid
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Sony Pictures, Vision PDG
Direção: Zalman King
Roteiro: Zalman King, Patricia Louisianna Knop
Elenco: Mickey Rourke, Carré Otis, Jacqueline Bisset
Sinopse:
A advogada Emily Reed (Carré Otis) vem ao Brasil para cuidar de assuntos profissionais e se vê entrando cada vez mais numa rede de sensualidade e sedução, se envolvendo perigosamente com o misterioso (mas charmoso) milionário e excêntrico americano James Wheeler (Mickey Rourke). Filme indicado ao Framboesa de Ouro nas categorias Pior Ator (Mickey Rourke) e Pior Revelação Feminina (Carré Otis).
Comentários:
Tentativa muito mal sucedida de reprisar o sucesso de “Nove Semanas e Meia de Amor”. Aqui Rourke se une ao roteirista do filme de Adrian Lyne, Zalman King, para voltar ao velho argumento de erotismo do filme anterior, só que dessa vez usando da sensualidade tropical do Brasil. A produção foi rodada principalmente na Bahia e no Rio de Janeiro, onde Rourke criou todo tipo de atrito com a imprensa local. O ator não quis falar com jornalistas e esnobou convites para vários eventos sociais. Para piorar se envolveu em brigas com alguns membros da equipe. Mickey Rourke, ao que parece, havia passado por uma cirurgia plástica mal sucedida e estava particularmente mal humorado durante as filmagens. O calor e o assédio também não ajudaram em nada. O único lado bom foi que desfrutou bastante do país, andando de moto Harley-Davidson, aproveitando as praias e as belezas naturais das locações. Também procurou ser gentil com os brasileiros que encontrava pelo caminho (pelo visto sua aversão foi única e exclusivamente contra jornalistas e não o povo em geral). A atriz cult Jacqueline Bisset também estava no elenco mas longe das cenas mais sensuais. Sua personagem não tinha a menor importância dentro do fraco roteiro e sua atuação se mostrava negligente.
Diante de tantos problemas não é de se admirar que não tenha se tornado sucesso de bilheteria. De certa forma foi até mesmo ignorado no exterior, só alcançando um pouco de repercussão aqui mesmo no Brasil, onde fez bonito nas salas de cinema e depois no mercado de vídeo VHS. Mickey Rourke sempre conseguia bons números aqui no Brasil onde seus filmes sempre eram bem recebidos pelo público. Um exemplo era o próprio “Nove Semanas e Meia de Amor” que ficou em cartaz anos a fio em São Paulo, se transformando em um verdadeiro cult movie. Já “Orquídea Selvagem” teve resultados bons mas bem mais modestos. A verdade é que o filme em si também não ajuda. O roteiro é sem foco, disperso e cheio de furos. Não há uma boa estória e o personagem de Rourke é vazio e sem propósito. Nem a bonita presença de Jacquelne Bisset salva o filme de ser o primeiro grande abacaxi da carreira de Mickey Rourke. Esse pelo menos parece ter encontrado algo de bom nas filmagens pois se apaixonou por Carré Otis, a modelo que era sua partner nas cenas mais sensuais. Anos depois se casaria com ela mas o casamento não duraria pois se divorciaria no meio de um grande escândalo envolvendo inclusive acusações de agressão doméstica contra ele. Rourke foi preso e devidamente fichado pela Polícia de Los Angeles. Enfim, histórias sobre o filme não faltam, o que falta mesmo é qualidade cinematográfica dessa produção erótica de baixa carga sensual.
Pablo Aluísio.
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sexta-feira, 18 de abril de 2014
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Orquídea Selvagem
Título Original: Wild Orchid
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Vision International
Direção: Zalman King
Roteiro: Zalman King, Patricia Louisianna Knop
Elenco: Mickey Rourke, Carré Otis, Jacqueline Bisset, Bruce Greenwood, Assumpta Serna, Oleg Vidov
Sinopse:
A história acompanha Emily Reed, uma jovem advogada americana que viaja ao Brasil para acompanhar sua chefe em uma negociação envolvendo um grande empreendimento imobiliário. Durante a viagem, Emily conhece o misterioso e sedutor empresário James Wheeler, um homem rico e enigmático que vive cercado por luxo, festas e relacionamentos intensos. Fascinada pelo estilo de vida dele, Emily se envolve em um jogo de sedução e descoberta sexual que desafia suas próprias inseguranças e valores. Ao longo da narrativa, o relacionamento entre os dois se desenvolve de forma provocativa e ambígua, explorando temas como desejo, fantasia e poder emocional.
Comentários:
Quando foi lançado em 1989, Wild Orchid gerou grande controvérsia por causa de seu conteúdo sensual e de rumores sobre cenas de sexo não simuladas entre Mickey Rourke e a então modelo Carré Otis, que mais tarde se tornaria esposa do ator. A revista Variety comentou que o filme seguia a tradição das produções eróticas estilizadas do diretor Zalman King, enquanto alguns críticos consideraram que o longa priorizava a atmosfera sensual em detrimento da profundidade narrativa. Nas bilheterias, o filme teve desempenho moderado, mas acabou se tornando bastante popular no mercado de vídeo doméstico durante os anos 1990. Com o passar do tempo, Orquídea Selvagem ganhou status de cult entre fãs de dramas eróticos e permanece associado ao estilo visual luxuoso e provocativo característico das produções de Zalman King. Hoje o filme também é lembrado por marcar o início do relacionamento entre Mickey Rourke e Carré Otis e por representar uma fase peculiar do cinema erótico mainstream do final dos anos 1980
Pablo Aluísio.
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