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quarta-feira, 17 de abril de 2024

Anna Karenina

Título no Brasil: Anna Karenina
Título Original: Anna Karenina
Ano de Lançamento: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Bernard Rose
Roteiro: Bernard Rose
Elenco: Sophie Marceau, Alfred Molina, Sean Bean, James Fox, Mia Kirshner, Danny Huston

Sinopse:
Na aristocrática e luxuosa sociedade russa dos tempos dos czares, a jovem Anna Karenina (Sophie Marceau) se casa com um homem mais velho e rico e acaba se apaixonando mesmo por um conde de sua idade, o que a coloca em rota de colisão entre seus sentimentos e o comportamento moral que se espera de uma mulher de sua posição. 

Comentários:
Mais uma versão para o cinema para o eterno livro escrito por Liev Tolstói. Esse é, ao meu ver, um estudo literário sobre traição e as pequenas e grandes hipocrisias que existem na chamada classe alta, a elite da aristocracia, que tem dinheiro, status e poder, mas não tem princípios morais fortificados ou algo parecido com isso. Nessa versão eu destacaria a presença e o trabalho da bela atriz francesa Sophie Marceau. Sempre achei ela realmente ótima, além de ser linda, com aqueles olhos de oceano. E ela contou com um elenco de bons atores dando suporte para sua interpretação inspirada. A produção é novamente classe A. Não há como filmar essa história sem ter uma ótima produção por trás. Aliás recriar a sociedade russa de séculos no passado sempre exigiu muito em termos de produção, figurinos, cenários e direção de arte. Então sempre teremos filmes de fina elegância para assistir. Isso, por si só, já faz valer a pena qualquer versão desse romance para cinéfilos de bom gosto. 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 12 de março de 2024

Caçada Humana

Caçada Humana
Existe críticos que classificam esse filme como um western. Bom, eu não concordaria com esse tipo de visão. Não é um filme passado nos séculos XVIII e XIX e nem conta uma história sobre a colonização do Oeste Selvagem. Na realidade é um filme passado nos anos 60, mostrando a ebulição social que ocorria dentro da sociedade norte-americana naquele período histórico. Marlon Brando está excelente como um xerife de uma pequena cidade do sul. O ator que sempre foi um liberal e um progressista de carteirinha, usou esse papel para de certa forma denunciar o racismo, a corrupção e até mesmo a mentalidade fascista de homens da lei que imperavam naquele momento. Brando usa seu papel para mostrar o tipo mais asqueroso possível. E nesse processo certamente sentiu um grande prazer em denunciar no cinema esse tipo de facínora fardado. 

Jane Fonda era jovem e linda quando realizou esse filme. Realmente ela estava na sua melhor forma, ainda colhendo os frutos de sua juventude. Já era, mesmo naquela idade, uma boa atriz, mas vamos convir que não conseguia fazer frente ao talento de Brando. Quando eles contracenam no filme isso fica bem claro. Brando parece uma força da natureza em sua atuação, já ela parece estar meio assustada e isso não era bem uma característica de sua personagem. Há claramente um desnível de atuação entre eles dois. O resto do elenco é excelente, contando inclusive com jovens atores que iriam virar astros em Hollywood como o próprio Robert Redford! Enfim, esse pode ser considerado um dos bons filmes de Brando naquela fase em que sua carreira estava em baixa em termos de bilheteria. Não fez o sucesso esperado e nem conseguiu dar um alívio para Brando no aspecto puramente comercial, mas é sem dúvida um grande filme de sua carreira. 

Caçada Humana (The Chase, Estados Unidos, 1966) Direção: Arthur Penn / Roteiro: Arthur Penn, Horton Foote / Elenco: Marlon Brando, Jane Fonda, Robert Redford, Angie Dickinson, Robert Duvall, James Fox, Jocelyn Brando / Sinopse: Numa pequena cidade sulista dos Estados Unidos, um xerife violento e brutal caça um fugitivo da justiça. E essa caçada se torna a maior de suas obsessões pessoais. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Passagem para a Índia

Título no Brasil: Passagem para a Índia
Título Original: A Passage to India
Ano de Lançamento: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: EMI Films
Direção: David Lean
Roteiro: David Lean
Elenco: Alec Guinness, James Fox, Judy Davis, Peggy Ashcroft, Victor Banerjee, Nigel Havers

Sinopse:
Na era colonial, onde a Índia não passava de uma colônia do império britânico, um evento e um suposto crime abalam as estruturas daquela sociedade, colocando em polos opostos figuras importantes, tanto do lado inglês, como do lado indiano. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor atriz coadjuvante (Peggy Ashcroft) e melhor trilha sonora original (Maurice Jarre). 

Comentários:
David Lean não foi um diretor de cinema qualquer. Ele foi um dos grandes cineastas autorais da história da sétima arte. E esse, infelizmente, foi seu último filme. Nem preciso dizer que é outra obra-prima em uma filmografia realmente inigualável. Lean fazia cinema para quem amava cinema. Essa é uma das informações básicas que você precisa entender. E aqui seu grande cinema voltou a brilhar. Um filme que tem seu próprio ritmo e que de maneira sutil criticava a sociedade colonial inglesa, com todas as suas contradições, incoerências e também ambiguidades. Um retrato nada sutil daquela geração britânica que sustentou um sistema colonialista e exploratório que se estendia em praticamente todos os continentes do globo. E tudo isso emoldurado em uma boa e também trágica história para se  contar na tela grande. Enfim, uma despedida à altura daquele que pode ser considerado um dos grandes diretores de nossa época. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Mickey Olhos Azuis

Título no Brasil: Mickey Olhos Azuis
Título Original: Mickey Blue Eyes
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Kelly Makin
Roteiro: Adam Scheinman, Robert Kuhn
Elenco: Hugh Grant, James Caan, Jeanne Tripplehorn, Burt Young, James Fox, Gerry Becker
  
Sinopse:
Michael Felgate (Hugh Grant) é um pacato funcionário de uma loja de leilões que vê seu mundo ficar de ponta cabeça após se apaixonar por Gina Vitale (Jeanne Tripplehorn), a filha de um chefão da máfia italiana chamado Frank Vitale (James Caan). Agora ele terá que lidar com a delicada situação, lutando por aquela que ele pensa ser o amor de sua vida.

Comentários:
Comédia simpática que brinca com o mundo da máfia italiana. Obviamente o roteiro foi escrito especialmente para ser estrelado por Hugh Grant. Ao longo da carreira ele se especializou em interpretar ingleses tímidos e sofisticados que eram colocados em situações embaraçosas, constrangedoras. O roteiro desse filme segue essa mesma fórmula. De um lado o estilo mais refinado de Grant, aqui como um leiloeiro bem educado, que só lida em seu dia a dia com pessoas extremamente educadas e elegantes, do outro o modo de ser rude e muitas vezes violento do mafioso Frank Vitale (James Caan), um sujeito cujo caráter foi firmado nas ruas, na violência do cotidiano de uma grande cidade americana infestada de gangsters por todos os becos. E o filme é basicamente isso. Diverte e tem cenas até bem engraçadas, como a do restaurante chinês. Especialmente indicado para o fã clube de Hugh Grant, que hoje em dia anda bem sumido das telas de cinema (pois sua última aparição digna de nota foi em "O Agente da U.N.C.L.E.").

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Um Príncipe em Minha Vida

Título no Brasil: Um Príncipe em Minha Vida
Título Original: The Prince & Me
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Lions Gate Films
Direção: Martha Coolidge
Roteiro: Mark Amin, Katherine Fugate
Elenco: Julia Stiles, Luke Mably, Miranda Richardson, James Fox
  
Sinopse:
Edward (Luke Mably) é um príncipe da Dinamarca, herdeiro do trono, que vai até os Estados Unidos em busca de uma vida comum, normal. No novo país conhece e se apaixona por Paige Morgan (Julia Stiles), uma jovem americana comum. Ela sonha em um dia se tornar médica. Os dois começam a namorar, porém Edward não diz para sua nova namorada que ele é herdeiro do trono do reino da Dinamarca e que se um dia vierem a se casar ela será a futura rainha daquele país do norte europeu!

Comentários:
Quem diria que esse filme, tão despretensioso, iria dar origem a três sequências, todas feitas para a TV? Virou uma espécie de novelinha para adolescentes, mostrando o romance, namoro e depois casamento de um nobre europeu e uma americana comum - ou seja, o roteiro brinca com o velho sonho de todas as mulheres em um dia encontrar o verdadeiro príncipe encantado de suas vidas! É um romance ao velho estilo, porém com uma edição mais esperta, para agradar às garotas dos dias de hoje. O elenco é bonitinho, esforçado, mas sem nenhum grande talento dramático em cena. Luke Mably mais parece um manequim de exposição de lojas de departamentos, sem qualquer sinal de vida ou carisma. Um pouquinho melhor se sai Julia Stiles, que já naquela época mostrava ter mais futuro no cinema. Curiosamente o filme usou a República Tcheca como cenário para a Dinamarca - complicado entender a razão! Muito provavelmente foi mais barato para a produção fazer o filme por lá, por causa dos impostos. Pena, porque quem conhece a Europa mais a fundo vai logo perceber a diferença de cenários. Enfim, mais um romance adolescente feito especialmente para eles. Se for o seu caso, arrisque!

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Casa da Rússia

Alguns filmes são literalmente atropelados pela história. Um exemplo claro disso aconteceu com esse “A Casa da Rússia” que foi lançado no mesmo ano em que o Muro de Berlim caiu! Como adaptação de uma típica novela da Guerra Fria, com todos aqueles espiões russos retratados como vilões e malvados, o filme entrou em cartaz justamente no momento histórico em que tudo isso estava mudando de forma radical. A Perestroika e a Glasnost sob o comando do premier Mikhail Gorbachev simplesmente colocaram abaixo o antigo regime que era a essência do bloco soviético e do Pacto de Varsóvia. Assim a Rússia sempre vista como o “Império do Mal” deixou de ter essa conotação tão maniqueísta. Como conseqüência o filme também perdeu sua razão de existência, se tornando ultrapassado, anacrônico, fora de moda. E isso tudo aconteceu em questão de semanas. John Le Carré, o autor do livro no qual o filme foi baseado, que praticamente só escrevia sobre espiões da Guerra Fria, de repente se tornou um dinossauro ideológico. “A Casa da Rússia” hoje soa muito curioso pois capta todos aqueles valores que estavam na ordem do dia na época em que o mundo era basicamente dividido em dois grandes blocos, o dos países ocidentais capitalistas e o dos países comunistas orientais liderados pela temida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Claro que hoje em dia isso tudo ficou para trás e só existe nos livros de história, mas mesmo assim é muito interessante acompanhar a mentalidade que predominava naqueles anos de grande tensão entre as potências mundiais.

A trama gira em torno de uma série de dossiês cujos conteúdos revelam terríveis planos do governo comunista de Moscou em relação aos Estados Unidos. Os textos foram escritos por um renomado cientista soviético de codinome Dante (Klaus Maria Brandauer, amigo pessoal de Sean Connery e incluído no elenco atendendo a seu pedido pessoal). Katya (Michelle Pfeiffer) é uma amiga de Dante que é designado por esse para levar os dossiês até o Ocidente. Sua intenção é revelar os planos do governo russo para assim impedir que uma catástrofe mundial ocorra entre as nações. Katya assim tenta passar os documentos para um famoso editor britânico chamado Barley (Sean Connery). Convencido pelo serviço secreto inglês, Barley então é enviado até Moscou para colocar as mãos nos dossiês ao mesmo tempo em tentará descobrir quem realmente é Dante. De quebra deverá se certificar se os documentos são verdadeiros ou não, uma vez que táticas de contra espionagem eram muito comuns na época. Como se pode perceber “A Casa da Rússia” é um típico filme de espionagem da Guerra Fria. É muito curioso ver Sean Connery nesse tipo de filme, uma vez que ele tentava se afastar de seu personagem mais famoso, justamente o espião 007.  Apesar de seu personagem não ser um espião aos moldes do anterior a trama cheia de reviravoltas, planos e espionagem lembrava bastante os livros de Ian Fleming. Mais interessante ainda é saber que ele fez o filme logo após sua premiação de Melhor Ator por “Os Intocáveis” que de certa forma coroavam esses novos rumos trilhados em sua carreira, ao se distanciar da franquia que o tornou famoso. O filme acabou não dando certo nas bilheterias pelas razões já expostas. Um famoso crítico americano inclusive denominou a produção de “um fantasma da guerra fria”. Assim foi um dos últimos de uma grande série de películas que mostravam o eterno conflito entre União Soviética e Estados Unidos. O mundo definitivamente havia mudado e para melhor e não havia mais espaço para esse tipo de roteiro. Não havia outra conclusão, o filme “A Casa da Rússia” havia sido literalmente atropelado pela história.  

A Casa da Rússia (The Russia House, Estados Unidos, 1989) Direção: Fred Schepisi / Roteiro: Tom Stoppard baseado na obra de John Le Carré /  Elenco: Sean Connery, Michelle Pfeiffer, Roy Scheider, Klus Maria Brandauer, James Fox, John Mahoney, Michael Kitchen, J.T. Walsh, Ken Russell. / Sinopse: Uma série de arquivos contendo um complexo dossiê revela segredos do governo russo durante a Guerra Fria. Para tentar colocar as mãos neles o serviço secreto britânico envia um editor até Moscou onde ele acaba se vendo envolvido numa grande conspiração de espionagem.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sherlock Holmes

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr) e seu amigo John Watson (Jude Law) decidem entrar na luta contra o crime na Inglaterra durante a era vitoriana. Esse é o primeiro filme da nova franquia sobre Sherlock Holmes no cinema. O interessante é que recentemente assisti dois filmes sobre Sherlock Holmes em um curto espaço de tempo. Primeiro vi esse blockbuster e depois assisti "A Vida Intima de Sherlock Holmes" dirigido por Billy Wilder. A diferença é grande entre as produções. O Sherlock de Guy Ritchie, como todo blockbuster que se preze, valorizou muito mais a ação do que a inteligência e esse é seu grande erro. Convenhamos que Sherlock Holmes é um personagem de intelecto. Ele não resolve seus casos dando murros nos outros, o verdadeiro Sherlock resolve os mistérios usando da inteligência e dedução. O problema é vender um filme assim para os adolescentes que vão aos cinemas hoje em dia. Simplesmente não dá. Hoje impera a linguagem do videogame entre os mais jovens onde tudo é muito rápido e movimentado. Tramas elaboradas demais também podem confundir o público acostumado a filmes fast food.

Desse modo pouca coisa sobrou do verdadeiro Sherlock Holmes. Provavelmente apenas o nome do personagem, aqui utilizado como chamariz comercial. O charme, a elegância e a inteligência foram deixados de lado. Se você não exigir muito na fidelidade com o Sherlock original a produção pode até se tornar um entretenimento ligeiro. Sherlock é visualmente bem realizado e algumas pequenas passagens até que nos lembram, mesmo que vagamente, ser esse um filme do personagem de Conan Doyle. Agora, se formos comparar com o personagem da literatura, aí realmente o filme se torna bem sofrível. Acertou quem disse que no fundo apenas usaram a popularidade do nome Sherlock Holmes. Queriam criar uma nova franquia e usaram o nome do morador mais famoso de Baker Street para fins puramente comerciais. Os fãs dos livros certamente ficarão decepcionados, já os adolescente que vão ao cinema podem, quem sabe, se interessar pelo personagem, indo atrás para conhecer o verdadeiro Sherlock Holmes, aquele que está nas páginas escritas por Arthur Conan Doyle. Se isso acontecer então já valeu a existência dessa produção.

Sherlock Holmes (Sherlock Holmes, Estados Unidos, 2009) Direção: Guy Ritchie / Roteiro: Anthony Peckham, Michael Robert Johnson, Simon Kinberg, Lionel Wigram baseados na obra de Arthur Conan Doyle / Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Kelly Reilly, Eddie Marsann, James Fox, Hans Matheson / Sinopse: Sherlock Holmes (Robert Downey Jr) e seu amigo John Watson (Jude Law) decidem entrar na luta contra o crime na Inglaterra durante a era vitoriana.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lista de Filmes - Edição VII

O Último Batalhão
Drama de guerra baseado em fatos reais sobre um batalhão americano de mais de 500 homens que fica preso atrás das linhas inimigas na Floresta Argonne em outubro de 1918 na França, durante as semanas finais da Primeira Guerra Mundial. Bom filme de guerra. Curiosamente a I Guerra Mundial nunca teve o mesmo espaço no cinema do que a II Guerra Mundial, talvez por essa último ser mais próxima, historicamente, à nossa geração. Esse é um telefilme que no Brasil foi exibido pelo canal a cabo A&E Mundo. Nos Estados Unidos teve boa repercussão de público e crítica, tendo várias indicações ao Primetime Emmy Awards, o Oscar da TV americana. Para quem gosta do tema é uma boa pedida. Além disso o filme resgata o contexto histórico dessa guerra de trincheiras onde havia muitas doenças, armas químicas e sofrimento no front de batalha. A I Guerra Mundial foi seguramente um dos conflitos armados mais selvagens e sem regras que se teve notícia na humanidade. / O Último Batalhão (The Lost Battalion, Estados Unidos, 2001) Direção: Russell Mulcahy / Roteiro: James Carabatsos / Elenco: Ricky Schroder, Phil McKee, Jamie Harris.

Fuga de Colditz
Enquanto um oficial aliado da segunda guerra mundial é mantido prisioneiro no notório castelo e prisão de Colditz, na Alemanha, ele arma um plano de fuga com outros prisioneiros, tentando ganhar a liberdade de qualquer maneira. O roteiro desse filme foi baseado em fatos históricos reais, embora os produtores tenham optado por mudar o nome dos personagens no roteiro (questão envolvendo futuros processos judiciais). Curiosamente os alemães ainda mantiveram um certo respeito por prisioneiros militares na primeira fase da guerra. Eles eram aprisionados de acordo com os tratados internacionais. Porém conforme a guerra foi avançando os nazistas começaram a ignorar tudo isso, cometendo as atrocidades que todos conhecemos. Parte da trama desse filme se passa ainda em uma época mais, digamos, civilizada nos campos de prisioneiros da Alemanha nazista. Depois a coisa toda desandou para a pura barbárie. / Fuga de Colditz (Colditz, Estados Unidos, 2005) Direção: Stuart Orme / Roteiro: Richard Cottan, Peter Morgan / Elenco: Damian Lewis, Tom Hardy, James Fox, Jason Priestley.

Rudy
Rudy sempre ouviu que ele era muito baixo para jogar futebol americano na faculdade. Mas ele está determinado a superar as adversidades e realizar seu sonho de jogar pela Notre Dame. Filmes sobre futebol americano sempre encontraram terreno árido entre o público brasileiro. Em nosso país esse esporte é considerado complicado de entender, pouco interessante, muito violento. Nos Estados Unidos porém é uma instituição nacional, tão valorizado como o beisebol e o basquete. Esse bom drama, com excelente edição valorizando as partidas disputadas, não teve qualquer repercussão entre o público brasileiro. Já era esperado isso. Porém vale pelo bom elenco e pelas situações mais dramáticas. O resto, o esporte americano em si, se torna secundário. / Rudy (Rudy, Estados Unidos, 1993) Direção: David Anspaugh / Roteiro: Angelo Pizzo / Elenco: Sean Astin, Jon Favreau, Ned Beatty.

Regras da Atração
Os alunos incrivelmente mimados e super privilegiados do Camden College são o cenário de um triângulo amoroso incomum entre um traficante de drogas, uma virgem e um colega bissexual. Um bom filme colegial, assim eu poderia definir esse filme. O ator James Van Der Beek ficou famoso logo no começo da carreira, quando ainda era um jovem, por causa da série de TV de grande sucesso de audiência Dawson's Creek. Só que a série acabou se tornando uma maldição para ele pois nunca mais se livrou do personagem de Dawson Leery. Ficou marcado para sempre. Esse filme aqui foi lançado enquanto a série ainda fazia sucesso na televisão. Depois que ela acabou o Van Der Beek não conseguiu emplacar no cinema. Uma pena pois sempre o considerei um bom ator. No mais essa fita prova, mais uma vez, que o cinema americano é realmente ótimo na produção desse tipo de filme. Adolescentes, colégios, tudo funciona muito bem na tela. / Regras da Atração (The Rules of Attraction, Estados Unidos, 2002) Direção: Roger Avary / Roteiro: Bret Easton Ellis, Roger Avary / Elenco: James Van Der Beek, Ian Somerhalder, Shannyn Sossamon.

Assalto à 13ª DP
Uma parceria improvável entre um oficial de patrulha rodoviária, dois criminosos e um secretário de estação é formada para defender uma delegacia abandonada de Los Angeles contra o cerco de uma gangue de rua sanguinária. O gênero de filmes policiais teve um de seus auges durante a década de 1970. Os filmes desse estilo nessa década eram realistas, crus e viscerais. Algumas obras-primas surgiram durante esse período. Esse aqui é um bom filme, trazendo todas as características da época. E ainda por cima foi dirigido pelo ótimo diretor John Carpenter, que também escreveu o roteiro. Nenhum grande astro está no elenco, o que pode fazer muitos cinéfilos ignorarem o filme, mas o resultado final dessa fita policial é dos melhores. Gosta do cinema de Carpenter? Então não deixe passar em branco. / Assalto à 13ª DP (Assault on Precinct 13, Estados Unidos, 1976) Direção: John Carpenter / Roteiro:  John Carpenter / Elenco: Austin Stoker, Darwin Joston, Laurie Zimmer.

Pablo Aluísio.