segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Capone, o Gângster

Título no Brasil: Capone, o Gângster
Título Original: Capone
Ano de Produção: 1975
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Studios
Direção: Steve Carver
Roteiro: Howard Browne
Elenco: Ben Gazzara, Susan Blakely, Harry Guardino, Sylvester Stallone, John Cassavetes, Frank Campanella

Sinopse:
Na era de ouro do gangsterismo, por volta dos anos 1930 e 1940, o crime organizado de Chicago passa a ser comandado pelo violento Al Capone (Ben Gazzara) que ao lado dos membros de sua quadrilha impõem medo e terror por toda a cidade. História baseada em fatos reais.

Comentários:
Alphonse Gabriel "Al" Capone matou, roubou, cometeu praticamente todos os crimes do código penal, mas só acabou sendo preso por sonegação de impostos. Uma ironia da história. Nesse filme procurou-se contar um pouco da biografia desse que muito provavelmente foi o maior gângster da máfia italiana em atividade nos Estados Unidos. Ele teve um final pouco digno, com problemas mentais causados pela sífilis que corroía sua mente. Antes porém disso fez o que quis em uma Chicago infestada de corrupção em todos os níveis. Capone, como contrabandista de bebidas durante a Lei Seca construiu uma fortuna pessoal. Além disso ganhou muito dinheiro com jogos ilegais e prostituição. Esse filme é bem interessante, muito embora fique longe do melhor filme já feito sobre Capone, o excelente "Os Intocáveis". Nessa produção dos anos 70 o que mais temos de valor é o bom elenco que conta com o veterano Ben Gazzara como Al Capone e um jovem Sylvester Stallone como um mafioso chamado Frank Nitti. A presença deles já garantiria ao menos uma conferida. No mais o roteiro é correto e bem estruturado. Um filme enfim que vale a pena assistir.

Pablo Aluísio.

Jogo Sujo

Título no Brasil: Jogo Sujo
Título Original: The Stone Killer
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos, Itália
Estúdio: Dino de Laurentiis Studios
Direção: Michael Winner
Roteiro: Gerald Wilson, John Gardner
Elenco:  Charles Bronson, Martin Balsam, Jack Colvin, Paul Koslo, Norman Fell, David Sheiner

Sinopse:
Quadrilhas de criminosos começam a recrutar veteranos da guerra do Vietnã para cometer os crimes pelas ruas de Los Angeles. O policial Lou Torrey (Charles Bronson) é então designado para limpar as ruas dos bandidos. Apenas a força de uma arma fumegante, cheia de balas, iria colocar ordem naquele caos urbano.

Comentários:
Na época o filme foi mal recebido pela crítica americana. Isso tudo porque foi considerado extremamente violento. Um jornalista de Nova Iorque chegou ao ponto de escrever que o novo filme de Charles Bronson era "estupidamente brutal, violento e em alguns casos até mesmo sádico". Ora, era justamente isso que os fãs do veterano ator queriam ver nas telas de cinema. Curiosamente é uma produção ítalo americana, pois parte da produção foi bancada pelo famoso produtor italiano Dino de Laurentiis. Dessa forma o filme ganhou uma bela carreira na Europa onde obteve uma excelente bilheteria. Do meu ponto de vista o roteiro é muito parecido com os da série "Dirty Harry" de Clint Eastwood. A temática é praticamente igual e o protagonista, um policial que resolve tudo na base da justiça pelas próprias mãos, poderia ser o próprio Dirty Harry que ninguém iria notar a diferença. No saldo final o filme ainda se mantém interessante por causa da estética mais realista e crua que imperava nos filmes policiais dos anos 1970. Ali não havia espaço para superficialidades do politicamente correto. Era mesmo um jogo sujo pelas ruas violentas de Los Angeles.

Pablo Aluísio.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Faraó Seti I

Faraó Seti I
Esse faraó era filho de Ramsés I e pai de Ramsés II, considerado o grande faraó da era de ouro da história do Egito Antigo. Seti herdou o nome da divindade do caos e do submundo, o que não deixou de ser algo que até hoje intriga os historiadores do mundo antigo. A teoria mais aceita é que ele nasceu em uma região do Delta do Nilo onde se venerava esse antigo Deus do Egito e por essa razão recebeu esse nome. Apesar de ser um Deus "do mal" o povo do Egito cultuava tanto os deuses bons, como por exemplo Osíris, como os maus, pois eram as duas faces de uma mesma moeda em sua mitologia religiosa. 

Seti, ao lado de seu pai Ramsés I, é considerado um dos fundadores da décima nona Dinastia. Foi um período complicado da história daquela civilização pois a nação ainda estava se recuperando de uma reforma religiosa que não deu certo. O Faraó Akhenaton havia tentado mudar a religião do Egito antigo, introduzindo a Monolatria, o monoteísmo, ou seja, apenas o Deus Sol seria adorado, sendo todos os demais deuses do panteão expulsos dos templos. Não deu certo e esse Faraó foi riscado do mapa, provavelmente sendo assassinado pela classe sacerdotal.  

Ramsés I havia ordenado que todas as imagens e estátuas de Akhenaton fossem destruídas e que as crenças nos antigos deuses voltassem aos templos do Egito. O nome de Akhenaton deveria ser apagado e os templos feitos por ele, destruídos. Seti seguiu nessa linha, mas não conseguiu destruir todas as imagens e obras do Faraó herege. Por essa razão o nome de Akhenaton e muitas de suas imagens chegaram até os nossos dias. Ele inclusive até hoje é considerado um dos faraós mais interessantes do antigo Egito.  

Seti I reinou por aproximadamente 20 anos e morreu provavelmente de causas naturais, sendo sucedido por Ramsés II, o grande. Curiosamente o famoso filho Faraó preferiu muitas vezes homenagear sua mãe, a bondosa Rainha consorte Tuia, do que seu pai morto. Pode ser um sinal que pai e filho não se davam muito bem, talvez por Seti ser um homem rigoroso demais que exigiu muito de seu filho, que um dia iria se tornar também Faraó. 

Seti I morreu e foi enterrado no Vale dos Reis. No começo do século XX sua tumba real foi descoberta e catalogada como KV17. Nada foi encontrado dentro dela, apenas a arte milenar em suas paredes. Pelo visto ela foi saqueada ainda na antiguidade, sendo seu tesouro roubado por saqueadores de tumbas reais. Já sua múmia foi encontrada em uma caverna, junto da múmia de outros reis. Pelo menos ela sobreviveu ao roubo e se encontra em exposição no Museu do Cairo. 

Pablo Aluísio. 

Imperador Romano Heliogábalo

Foi certamente um dos imperadores romanos mais depravados e dementes da história. E também um dos mais jovens. Ele subiu ao poder após os problemas de sucessão do violento Caracala. Naquele período da Roma imperial já havia uma certa anarquia na escolha dos imperadores. Acabava subindo ao trono quem tinha apoio do exército e da guarda pretoriana. No meio do caos a sucessão acabou indo parar nas mãos desse jovem. E os romanos iriam se arrepender amargamente de terem escolhido essa figura trágica e lamentável como o novo imperador.

Seu nome real era Vário Avito Bassiano e seu nome imperial de Heliogábalo veio da fixação que tinha por essa divindade oriental. Ele acreditava que Heliogábalo era o único Deus. Diante disso implantou uma violenta persequição religiosa contra cristãos e até mesmo pagãos, seguidores dos deuses romanos tradicionais. Vestindo trajes de pura seda, espalhafatosos e com jeito afeminado de ser, podia ser tão violento como qualquer outro gladiador das arenas romanas. Ele se deliciava ao ver o sofrimento das pessoas. Sua personalidade tinha traços claros de psicopatia. Ao acordar já ia perguntando aos seus auxiliares mais próximos: "Quem vamos matar hoje? Quero me divertir!"

Pedófilo, adorava a parte de sua divindade que exigia sacrifícios humanos de jovens rapazes. Ele violentava esses adolescentes romanos indefesos e depois oferecia suas vidas para o estranho Deus Sírio. Em pouco tempo todos estavam sabendo que o novo imperador era um pederasta violento e atroz.Também chocou a todos quando tomou como amante um escravo forte que havia sido gladiador. O imperador não escondia de ninguém que ele era seu amante. Publicamente trocavam gestos de carinhos e perversão. As famílias romanas ficaram horrorizadas com aquele espetáculo grotesco.

Também era sádico. Mandou matar todo romano que pudesse representar uma ameaça ao seu poder. Com o ímpeto da juventude mandou matar senadores e transformou suas esposas em prostituas. Fazia encenações grotescas, colocando mulheres nuas em desfiles de bigas de cavalos, chocando as famílias romanas mais tradicionais. Promovia orgias, como nos tempos de Calígula e depois de satisfazer suas maiores perversões sexuais mandava que feras selvagens como leões e tigres fossem soltos em cima de seus convidados. Não tinha o menor respeito pela vida humana e promovia massacres em populações que demonstrassem a menor reação contra seu governo.

Começou rapidamente a ser odiado pelo povo. Heliogábalo também tinha problemas ao seu lado. Seu irmão Alexandre Severo era bem mais admirado pelos militares. O jovem imperador assim tentou seguir os passos de Caracala, tentando matar o próprio irmão, mas sem sucesso. Conforme o tempo foi passando e todos perceberam que era um maníaco inútil, conspirações começaram a surgir de todos os lados. Acabou sendo encurralado por soldados no palácio. Sua mãe tentou defendê-lo, mas acabou tendo o mesmo destino do filho. Ambos foram decapitados. Depois seus corpos nus foram arrastados pelas ruas de Roma, com aplausos da plebe. Os patrícios também celebraram a morte daquele louco violento. Depois de serem trucidados pelas ruas, seus restos mortais foram jogados no Rio Tibre.

Com sua morte, Alexandre Severo foi celebrado e finalmente levado ao poder máximo. As estátuas de Heliogábalo foram então derrubadas e destruídas pelo povo. Foi um dos mais odiados imperadores da história de Roma. As pessoas queriam apagar sua memória. Foi considerado o pior imperador da dinastia Severo, que estava com seus dias contados. No total ficou apenas 4 anos no poder. Seu nome foi devidamente jogado na lata de lixo da história pelos romanos.

Pablo Aluísio.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Elvis Presley - Kissin' Cousins / It Hurts Me

Kissin' Cousins / It Hurts Me
Esse foi o único single lançado da trilha sonora do filme "Com Caipira Não se Brinca". O lado A do single não trazia nenhuma grande novidade pois era a mesma versão que o fã de Elvis poderiam ouvir no LP original da trilha sonora. A novidade mesmo para os fãs da época que eram antenados na discografia de Elvis, vinha com a música do Lado B chamada "It Hurts Me". Era uma bela balada, inédita, com Elvis realmente empenhado em cantar bem. Ela foi levada a Elvis em Nashville pela editora Hill and Range. Elvis ouviu a demo e gostou, resolvendo gravar. Sua versão ficou ótima realmente. Embora não tenha sido um grande hit os elogios vieram de todas as partes. Era uma boa música numa caprichada gravação por parte de Elvis e seus músicos! 

Um fato curioso é que essa música foi creditada a Joy Byers. Quem gosta mesmo de Elvis e prestou atenção em sua discografia conhece esse nome muito bem. Só que na verdade a pessoa Joy Byers não escreveu nada. Era praticamente um pseudônimo usado pelo compositor Bob Johnston. Ele usava o nome da esposa por questões contratuais e até mesmo para fugir do imposto de renda! E as coisas iam além. Geralmente Bob Johnston não fazia essas músicas sozinho. No caso dessa música ele a compôs com Charlie Daniels que inclusive teve a ideia original.

Então imaginem a confusão jurídica que isso deu depois. O nome constante nos discos não havia feito a música. Essa foi composto por uma dupla de compositores sendo que um deles sequer foi creditado! Então depois de anos a confusão inclusive jurídica foi armada. Até porque se Elvis gravava uma música ela geralmente rendia muito dinheiro para todos os envolvidos! 

De uma maneira ou outra essa "It Hurts Me" era um sopro de ar fresco numa época em que Elvis estava muito preso com companhias cinematográficas de Hollywood. Quatro anos depois a RCA Victor a colocou no álbum "Elvis Gold Records Vol. 4", embora, como eu já tenha dito, essa balada romântica não tenha de fato sido um grande hit. E para muitos fãs brasileiros, só com esse álbum é que eles finalmente conheceram a música. O compacto original passou em brancas nuvens aqui em nosso país. 

Pablo Aluísio. 

Queen - Queen (1973)

Queen - Queen (1973)
Esse foi o primeiro disco do Queen. Completou 50 anos de seu lançamento original nesse meio de ano de 2023. O tempo passa voando mesmo, meus caros! Ouvir esse disco é também ouvir um grupo iniciante tentando encontrar um caminho a seguir. A metade das faixas foram compostas pelo próprio Freddie Mercury. Inclusive ele resolveu adotar esse sobrenome artístico por causa de uma das músicas do LP que evocava uma senhora, a mãe do Mercury. Não era necessariamente sobre sua mãe, mas uma personagem de ficção. O Freddie havia criado esse mundo imaginário, esse reino da fantasia, onde a maioria de suas canções se passava. Sem dúvida era um artista com muita imaginação e criatividade. 

Não há maiores hits nesse primeiro disco. Quem é marinheiro de primeira viagem na sonoridade do Queen vai passar por todo o álbum, da primeira à última faixa, sem reconhecer nenhuma canção. Normal, pois o sucesso deles nessa época foi mesmo limitado à Inglaterra. Só muitos anos depois, após a consagração mundial do grupo é que finalmente esse álbum seria premiado com disco de ouro nos Estados Unidos, por exemplo. Enfim, embora ainda um tanto crus e inexperientes no estúdio, os membros da banda já mostravam muito potencial nesse primeiro trabalho. O caminho do sucesso já estava começando a ficar bem pavimentado por aqui, nessa estreia. 

Queen - Queen (1973)
Keep Yourself Alive
Doing All Right
Great King Rat
My Fairy King
Liar
The Night Comes Down
Modern Times Rock 'n' Roll
Son and Daughter
Jesus
Seven Seas of Rhye

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Super/Man: A História de Christopher Reeve

Super/Man: A História de Christopher Reeve
Essa história eu acompanhei! Não foi por livro, nem por filme, mas sim no noticiário diário. Uma história bem triste para falar a verdade. O ator Christopher Reeve sempre será lembrado pelos quatro filmes que fez interpretando o Superman. Os dois primeiros são clássicos modernos da sétima arte. Filmes maravilhosos! Depois ele foi curtir uma carreira com poucos (e bons) filmes e uma aposentadoria tranquila. Isso até o dia em que seu cavalo, em uma competição de hipismo, resolveu parar bruscamente bem em frente a um obstáculo. Reeve não parou... foi arremessado pela frente pelo principio da inércia. Seu pescoço girou, houve ferimentos gravíssimos na coluna e ele ficou tetraplégico pelo resto de seus dias! 

Imagine como foi o drama desse ator, um sujeito alto e bonitão, que interpretou o maior dos super-heróis, tendo que viver assim, com necessidades especiais. Nesse momento de sua vida ele de fato mostrou grandiosidade. Não desistiu, lutou até o final de seus dias, teve esperanças. Um verdadeiro herói do mundo real. Bom, essa não é uma história com final feliz, mas é uma história que engrandece a alma humana. Nesse aspecto Christopher Reeve também jamais será esquecido! 

Super / Man - A História de Christopher Reeve (Super/Man: The Christopher Reeve Story. Estados Unidos, 2024) Direção: Ian Bonhôte, Peter Ettedgui / Roteiro: Ian Bonhôte, Otto Burnham / Elenco: Christopher Reeve, Dana Reeve, Robin Williams, Susan Sarandon, Glenn Close / Sinopse: Esse documentário conta a história do ator Christopher Reeve e o drama que viveu após um acidente envolvendo um cavalo em uma competição de hipismo. Ele perdeu os movimentos e tentou se reerguer de uma tragédia sem precedentes em sua vida. O documentário também mostra sua amizade com o ator Robin Williams e a força que sua esposa e sua família tiveram nesse momento terrível de sua vida. Filme premiado pelo BAFTA Awards na categoria de Melhor Documentário. 

Pablo Aluísio. 

A Dança das Paixões

A Dança das Paixões
Drama dos anos 90 que havia me escapado na época, mas que agora assisti pela primeira vez em streaming. Um daqueles filmes bem humanos, valorizado pelas ótimas atuações, principalmente do elenco feminino, aqui liderado pela sempre ótima Meryl Streep. Ela é a irmã mais velha de um grupo de mulheres que já poderiam ser chamadas de balzaquianas. Todas vivem numa pequena propriedade rural no interior da Irlanda. Não é uma vida fácil, ainda mais quando não se tem um marido dentro daquela sociedade altamente patriarcal e machista. Elas porém não desistem de viver e seguir em frente, cada uma em busca de seus sonhos. 

Há toda aquela repressão moral que bem estamos acostumados e ver em sociedades dominadas pela religião católica, sempre estigmatizando principalmente as mulheres e sua vida sexual. As mais reprimidas ficam ainda mais contidas, as mais jovens não querem seguir os passos de suas irmãs mais velhas. Querem namorar, dançar, se casar, se possível. E assim, dentro do microcosmo que se desenvolve dentro daquela casa a história do filme se desenvolve. Tudo muito humano, bem escrito, bem atuado. Gostei muito desse drama do cinema europeu. Um filme para se redescobrir nos dias atuais. 

A Dança das Paixões (Dancing at Lughnasa, Reino Unido, Irlanda, 1998) Direção: Pat O'Connor / Roteiro: Frank McGuinness, Brian Friel / Elenco: Meryl Streep, Michael Gambon, Gerard McSorley / Sinopse: Na década de 1930 um grupo de mulheres irlandesas levam a vida no meio rural daquele país. Sua história é recontada através das lembranças de um garoto, que viveu aqueles tempos no passado hoje distante. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Venom 3: A Última Rodada

Venom 3: A Última Rodada 
Lamento dizer, mas essa franquia virou puro besteirol! Não tem outro ponto de vista. É uma daquelas comédias bem sem graça. Eu não sei qual é o problema desses roteiristas, mas o fato inegável é que eles enchem esses filmes de super-heróis (ou super vilões, dependendo do observador) com um monte de piadinhas pra lá de chatas! Esse Venom não tem muito prestígio entre nerds que curtem quadrinhos e talvez por isso ninguém leve seus filmes muito à sério. Tudo bem, quer fazer piadinhas, fique à vontade, mas não exagerem como vemos aqui. 

Afinal se alguém quiser assistir uma comédia vai atrás de uma de verdade e não de um filme que usa o universo dos quadrinhos para ficar desfilando aquele tipo de humor que só dá origem a sorrisinhos amarelos e constrangedores. O personagem do Vernom (que pertence ao universo do Homem-Aranha) pode não ser grande coisa, mas bem que poderiam fazer algo melhor com ele no cinema. Do jeito que está, ficou ruim! Enfim, chega de palhaçada, pessoal da Marvel! 

Venom 3: A Última Rodada (Venom: The Last Dance. Estados Unidos, 2024) Direção: Kelly Marcel / Roteiro: Kelly Marcel / Elenco: Tom Hardy, Chiwetel Ejiofor, Juno Temple / Sinopse: Uma força maligna e de origem extraterrestre está atrás de Venom pois esse tem a chave para sua destruição cósmica completa. E ele vai precisar agora sobreviver a um ataque mortal vindo do espaço sideral. 

Pablo Aluísio. 

Code 8: Renegados - Parte II

Code 8: Renegados - Parte II
Não assisti ao primeiro filme. Por isso peguei a história já se desenrolando. Só que não fique receoso se também não viu a Parte I. Pouca gente viu na verdade. Dá para acompanhar esse filme sem problemas. O que você precisa saber é que Los Angeles vive uma realidade distópica, no futuro. Os policiais estão abrindo espaço para robôs. E nessa história do segundo filme somos apresentados a cães policiais robôs! Eles não fariam mal a nenhum ser humano caso ele levantasse seus braços, em gesto simbólico que tão bem conhecemos. 

Só que nesse tipo de filme as coisas não funcionam assim! Há tiras corruptos nas ruas e não demora nada para eles utilizarem esses caninos de lata e software em seus próprios interesses. Achei o filme, digamos, bacaninha. Nada demais, nenhuma grande novidade, mas com um pouco de boa vontade dá para assistir numa boa, um daqueles prazeres sem culpas que recheiam canais de streaming como a Netflix! É uma obra Sci-Fi sem maiores pretensões. Só quer divertir e não fazer sociologia. Não é Blade Runner, longe disso. Vale uma espiada se não houver mais nada para assistir na plataforma. 

Code 8: Renegados - Parte II (Code 8: Part II. Estados Unidos, 2024) Direção: Jeff Chan / Roteiro: Jeff Chan / Elenco: Robbie Amell, Stephen Amell, Alex Mallari Jr. / Sinopse: Em um futuro caótico e violento, as forças policiais apresentam para a sociedade sua nova linha de robôs, prontos para combater o crime. O que as pessoas não sabem é que esses mesmos mecanismos vão ser usados por tiras corruptos para facilitar suas operações criminosas. 

Pablo Aluísio.