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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

A Dança das Paixões

A Dança das Paixões
Drama dos anos 90 que havia me escapado na época, mas que agora assisti pela primeira vez em streaming. Um daqueles filmes bem humanos, valorizado pelas ótimas atuações, principalmente do elenco feminino, aqui liderado pela sempre ótima Meryl Streep. Ela é a irmã mais velha de um grupo de mulheres que já poderiam ser chamadas de balzaquianas. Todas vivem numa pequena propriedade rural no interior da Irlanda. Não é uma vida fácil, ainda mais quando não se tem um marido dentro daquela sociedade altamente patriarcal e machista. Elas porém não desistem de viver e seguir em frente, cada uma em busca de seus sonhos. 

Há toda aquela repressão moral que bem estamos acostumados e ver em sociedades dominadas pela religião católica, sempre estigmatizando principalmente as mulheres e sua vida sexual. As mais reprimidas ficam ainda mais contidas, as mais jovens não querem seguir os passos de suas irmãs mais velhas. Querem namorar, dançar, se casar, se possível. E assim, dentro do microcosmo que se desenvolve dentro daquela casa a história do filme se desenvolve. Tudo muito humano, bem escrito, bem atuado. Gostei muito desse drama do cinema europeu. Um filme para se redescobrir nos dias atuais. 

A Dança das Paixões (Dancing at Lughnasa, Reino Unido, Irlanda, 1998) Direção: Pat O'Connor / Roteiro: Frank McGuinness, Brian Friel / Elenco: Meryl Streep, Michael Gambon, Gerard McSorley / Sinopse: Na década de 1930 um grupo de mulheres irlandesas levam a vida no meio rural daquele país. Sua história é recontada através das lembranças de um garoto, que viveu aqueles tempos no passado hoje distante. 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 12 de março de 2018

Doce Novembro

Não sei exatamente qual é o problema do Keanu Reeves, mas percebo que ele quase sempre soa apático nesse tipo de filme romântico. Já deu para perceber depois de todos esses anos que ele sempre funcionou melhor em filmes de ação ou ficção. Quando o roteiro exige demonstrar calor humano ou paixão, em filmes de amor, sua atuação deixa muito a desejar. É foi justamente isso o que aconteceu nesse "Doce Novembro". O filme conta a história de um protagonista desiludido com a vida amorosa. Faz tanto tempo que ele se apaixonou pela última vez que já entrou na fase de não ligar mais para relacionamentos.

As coisas mudam quando conhece Sara (Charlize Theron). Ela propõe que eles fiquem juntos durante um mês, para ver se darão certo como casal. Bom, se um homem continua apático com um mulherão como Charlize Theron de lado, realmente a coisa anda bem complicada. O roteiro assim vai mostrando o casal se curtindo até que acontece algo inesperado (e que obviamente não irei revelar por aqui para não dar spoiler). Só digo que o filme tenta uma meia volta para o drama, porém sem muito êxito. De qualquer forma, mesmo sem uma química adequada para a dupla central de atores, ainda há boas coisas a conferir nesse romance cinematográfico sem muita paixão. Uma delas é a bonita fotografia providenciada por Edward Lachman. Pelo menos nisso se acertou pois o filme ficou com um visual realmente bem bonito.

Doce Novembro (Sweet November, Estados Unidos, 2001) Direção: Pat O'Connor / Roteiro: Herman Raucher, baseado no romance escrito por Paul Yurick / Elenco: Keanu Reeves, Charlize Theron, Jason Isaacs / Sinopse: Nelson Moss (Keanu Reeves) é um homem frustrado na vida amorosa. Quando ele conhece Sara Deever (Charlize Theron) resolve tentar novamente. Dar uma nova chance ao amor. Eles decidem namorar por um mês para ver se darão certo como casal. Tudo corre bem até um acontecimento inesperado muda os rumos do relacionamento. 

Pablo Aluísio.