quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Os Gays de Hollywood - Parte II

Os Gays de Hollywood - Parte II
Muitos astros de Hollywood eram gays. A maioria dos galãs da era de ouro realmente eram da comunidade LGBT. Com tantos gays circulando e fazendo pose de machões, não seria de surpreender que acabassem casando com algumas, digamos, desavisadas! Uma das mais conhecidas era Judy Garland. Ele não se casou apenas com um homem gay, mas bateu todos os recordes se casando quatro vezes com gays! Elizabeth Taylor compareceu a um desses casamentos e lamentou dizendo: "Pobrezinha, vai ter outra decepção!". Liz era uma das maiores conhecedoras do armário em Hollywood, sabendo exatamente quais atores eram gays e quais realmente gostavam de mulheres. 

Em Hollywood isso acabou virando uma espécie de piada dentro da comunidade. Certa vez um cronista anônimo perguntou: "Qual será o próximo marido gay com quem a Judy Garland vai se casar?" A coisa era tão caótica nesse sentido na vida de Judy que um de seus casamentos acabou quando ela pegou seu marido na cama com o marido de sua própria filha! Pois é, Liza Minnelli herdou esse lado estranho da mãe e também só se apaixonava por caras gays! Aliás Liza era filha de um dos maridos gays de Judy, o diretor Vincent Minnelli! 

Um dos agentes mais famosos de Hollywood nos anos 50 era Henry Wilson. Ele era muito bem sucedido, um agente especializado em galãs. Sua agência tinha muitos famosos em seus quadros, entre eles Rock Hudson, Tab Hunter e Montgomery Clift. O que Wilson nunca dizia para a imprensa, mas gostava de dizer nas festas privadas de Hollywood, é que ele só contratava atores gays! "Apenas os gays, homens bonitos e elegantes, funcionam nas telas como galãs! Você tem que ser gay para ficar tão bem em um filme" - costumava dizer aos amigos mais próximos. 

Um dos contratados de Wilson era o ator Anthony Perkins. Ele era gay, mas vivia no armário. Quando sua carreira começou a fazer muito sucesso várias atrizes tentaram ter casos amorosos com ele. Tudo em vão! A mais insistente foi Shirley MacLaine! Ela ficou obcecada pelo ator após fazer um filme com ele! Depois que o filme acabou a atriz continuou a assediar Perkins! Ele obviamente não queria nada com ela e chegou a dizer que iria na delegacia de polícia de Beverly Hills para dar uma queixa contra Shirley pois ela estava passando dos limites. Praticamente tinha virado uma stalker na vida do ator! Foi preciso Wilson abrir o jogo para ela parar com aquilo. Quando a encontrou nos corredores da Warner ele disse: "Shirley, minha querida, deixe o Tony em paz! Ele é gay!". A atriz ficou chocada com a revelação! 

Lana Turner chegou a ser considerada a atriz mais popular de sua época. Só que na verdade ele era bissexual e o estúdio precisou ter muito trabalho para esconder isso das revistas de fofocas! Embora também se envolvesse com outros homens, alguns deles casados (ela curtia esse tipo de "aventura"), Lana também levava para a cama várias mulheres. Ela teve um caso quente com Ava Gardner, outra atriz muito famosa. Nesse caso o estúdio teve trabalho em dobro para esconder tudo, pois a fofoca logo se tornou muito conhecida dentro dos estúdios, a ponto de Frank Sinatra, que era loucamente apaixonado por Ava, explodir na frente da equipe de filmagem quando pegou as duas conversando no escuro, falando baixinho, obviamente em pleno flerte homossexual. Ele gritou: "Saiam daí, suas lésbicas!!! São todas lésbicas nessa porcaria de cidade!". Depois desse vexame, saiu enfurecido do estúdio! 

E havia também os casamentos falsos para esconder a verdade da vida desses astros e estrelas. Geralmente um ator gay se casava com uma atriz lésbica para acabar com os rumores. Katharine Hepburn e Spencer Tracy era o casal mais famoso nesse tipo de acordo. Kathy era uma lésbica bem resolvida e que teve muitas amantes ao longo de sua vida. Já Tracy não parecia bem com sua orientação sexual. Ele era muito católico e sua fé batia de frente com o fato de gostar sexualmente de homens. Por isso acabou afundando no alcoolismo com os anos. São muitas histórias envolvendo esses grandes nomes da velha Hollywood. Histórias picantes até hoje relembradas em livros e filmes. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

O Tesouro do Bandoleiro

Título no Brasil: O Tesouro do Bandoleiro
Título Original: The Nevadan
Ano de Produção: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Gordon Douglas
Roteiro: George W. George, George F. Slavin
Elenco: Randolph Scott, Dorothy Malone, Forrest Tucker

Sinopse:
Nas longas planícies do deserto de Nevada surge um cowboy misterioso que começa a seguir os passos de um criminoso foragido, um assaltante de bancos que está lutando por sua vida e liberdade. Em seu encalço também está um fazendeiro ganancioso e seu grupo de capangas, todos atrás do dinheiro roubado, uma pequena fortuna.

Comentários:
Mais um filme para os admiradores do trabalho do eterno cowboy Randolph Scott. Foi o último que o astro fez na Columbia depois de cumprir um longo contrato que ele havia assinado sete anos antes. Assim dali em diante o próprio Scott iria produzir suas fitas, trabalhando sem as amarras de um contrato que lhe deixasse preso a nenhum estúdio de Hollywood. Nesse filme aconteceu um fato curioso, durante uma tomada de cena em Alabama Hills, onde a produção estava sendo rodada, o ator caiu de um pequeno desfiladeiro com seu cavalo (que não era o famoso Stardust). Randolph Scott era um excelente cavaleiro mas seu próprio cavalo tropeçou nas pedras e a queda foi inevitável. Socorrido a tempo, Randolph foi levado a Los Angeles onde se constatou que ele havia quebrado sua perna esquerda. Isso levou o filme a ficar parado por algumas semanas, o que de certa forma é perceptível ao assisti-lo pois o ator perdeu peso no hospital e como o filme não era gravado na sequência cronológica das cenas podemos perceber que ora ele surge magro, ora mais cheio ao longo do filme. Deixando essa pequena curiosidade de lado o que temos aqui é mais um belo western com Scott, que mantinha sempre um excelente padrão de qualidade em todos os filmes em que participou. Não é de se admirar que tenha sido um dos mais populares atores do gênero western na história do cinema americano.

Pablo Aluísio.

Quem Foi Jesse James

Título no Brasil: Quem Foi Jesse James
Título Original: The True Story of Jesse James
Ano de Produção: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Nicholas Ray
Roteiro: Walter Newman, Nunnally Johnson
Elenco: Robert Wagner, Jeffrey Hunter, Hope Lange, John Carradine

Sinopse:
O filme narra os últimos anos do infame pistoleiro do velho oeste Jesse James (Wagner). Após realizar uma série de roubos a bancos e ferrovias, alguns realizados com extrema ousadia, James começa a ser caçado por homens da lei e caçadores de recompensas. Suas façanhas o coloca na lista dos mais procurados do oeste selvagem. Agora ele terá que sobreviver ao mesmo tempo em que tenta realizar o maior assalto de sua vida criminosa.

Comentários:
O famoso pistoleiro, assassino, ladrão de bancos e trens Jesse James (1847 - 1882) sempre teve sua vida explorada pelo cinema americano. Provavelmente apenas Billy The Kid tenha sido mais retratado nas telas do que Jesse James. Nesse filme dos anos 1950 temos mais um retrato do bandoleiro. Antes de mais nada é importante salientar que o filme não é historicamente preciso (poucos são dessa época) mas o interesse do cinéfilo estará garantido por causa de sua ficha técnica. "The True Story of Jesse James" foi dirigido pelo mestre Nicholas Ray, o mesmo cineasta que assinou obras como "Juventude Transviada" (com o mito James Dean), "O Rei dos Reis" (uma ótima cinebiografia sobre Jesus Cristo) e o clássico noir "No Silêncio da Noite" com Humphrey Bogart. Como se isso não bastasse ainda temos o roteiro escrito pelo genial Nunnally Johnson, considerado um dos maiores escritores de Hollywood durante sua fase de ouro. Talvez o único ponto fraco de "Quem Foi Jesse James" tenha sido a escalação do ator Robert Wagner no papel de Jesse James. Ele não tem a crueza e a rudeza que o papel exige. Em certos momentos ele soa delicado demais para um personagem histórico tão durão. Quem acaba se saindo melhor é Jeffrey Hunter no papel de Frank James, seu irmão. De uma forma ou outra não há como negar que seja um dos westerns mais interessantes do período.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Avanti! Amantes à Italiana

Avanti! Amantes à Italiana 
Os anos passam e eu não mudo minha opinião sobre Billy Wilder. Considero um dos diretores e roteiristas mais criativos e inteligentes da história de Hollywood. Mesmo quando fazia filmes menores as coisas eram bem acima da média do que se produzia na época em termos de humor. Esse filme aqui, por exemplo, é um de seus momentos menores. Um filme agradável de se assistir, com bom enredo, mas nada destacável em sua excelente filmografia. Jack Lemmon interpreta o filho de um milionário americano que morreu na Itália. Ao chegar lá para os preparativos visando levar seu corpo de volta aos Estados Unidos ele se depara com alguns "probleminhas". A burocracia italiana é infernal, cheio de detalhes irritantes. Tudo é lento, nada sai do lugar. É uma infinidade de carimbos para se colocar nos documentos de liberação do corpo! Os funcionários públicos são preguiçosos, sempre saindo para a hora do almoço! Nada parece funcionar direito em uma montanha de papeladas que não fazem o menor sentido! São certidões que dão origem a outras certidões de cores diferentes e por aí vai. 

Como se isso não fosse o bastante, o personagem de Lemmon descobre que seu pai, um idoso com mais de 80 anos de idade, tinha uma amante. E que morreu ao seu lado em um acidente de carro. E essa amante tinha uma filha, que repetindo os erros de seu pai ele também começa a se sentir atraído (sendo que ele também é casado!). Então assim desenvolve-se a história com Lemmon tendo que administrar um monte de problemas que vão surgindo à sua frente, em um país distante, cuja língua ele não domina nada, etc. E o amor, quem diria, também estaria no ar, na música, nas poesias, nos monumentos históricos... Enfim temos aqui um bom e divertido filme. Apreciei. Afinal é um autêntico Billy Wilder, embora não seja (e devo admitir isso) nenhuma obra-prima de sua carreira. 

Avanti! Amantes à Italiana (Avanti!, Estados Unidos, 1972) Direção: Billy Wilder / Roteiro: Samuel A. Taylor, Billy Wilder / Elenco: Jack Lemmon, Juliet Mills, Clive Revill / Sinopse: Um norte-americano vai até a Itália para trazer de volta o corpo de seu pai, que morreu em um acidente de carro naquele país. E logo ele vai descobrir que isso não será nada fácil de fazer. 

Pablo Aluísio.

Simbad e a Princesa

Simbad e a Princesa
Quando eu era criança e adolescente esses filmes do Simbad passavam com regularidade na Sessão da Tarde. Eu assistia a todos eles e gostava! Eram outros tempos. Recentemente resolvi rever um deles, esse "Simbad e a Princesa". Pois é, não dá mais! Atualmente vejo como esses roteiros eram mal feitos, como o elenco era formado por atores e atrizes pra lá de canastrões e como as produções, de uma maneira em geral, deixavam muito a desejar. 

A única coisa que se manteve bem nostálgica e à prova do tempo, por ter muito charme, era o conjunto de criaturas feitas pelo mestre Ray Harryhausen! Nesse filme temos o gigante Cíclope, a caveira espadachim, entre outros. Tudo feito com a técnica do Stop-Motion, do quadro a quadro, onde esses bonecos eram filmados lentamente, para depois ganharem vida na sequência dos fotogramas! Muito legal! Para Harryhausen, e só para ele, deixo meus elogios. 
 
Simbad e a Princesa (7th Voyage of Sinbad, Estados Unidos, 1958) Direção: Nathan Juran / Roteiro: Ken Kolb, Ray Harryhausen / Elenco: Kerwin Mathews, Kathryn Grant, Richard Eyer / Sinopse: Um feiticeiro, tentando regatar a lâmpada do gênio mágico, lança um feitiço em cima da noiva amada de Simbad. Agora, para reverter essa situação, ele terá que ir para uma ilha distante, enfrentar monstros e seres mitológicos em busca do tal artefato de grandes poderes. 

Pablo Aluísio.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln

Ele foi o 16.º Presidente dos Estados Unidos, de 1861 a 1865. Sempre lembrado pelos historiadores como um dos maiores presidentes da história daquele país. Teve origem humilde, tendo nascido em uma pequena cabana de madeira do interior do país. Seu destino era ser um lenhador, tal como havia sido seu pai, mas o jovem Lincoln tinha outros planos. Autodidata, aprendeu a ler sozinho e começou a comprar livros, sua grande paixão na juventude. Tinha ótima oratória e mais tarde se tornou advogado. Todas essas vitórias vieram de méritos pessoais próprios. Ele nunca desistiu de procurar por uma vida e um futuro melhor. 

Eleito presidente dos Estados Unidos, pelo Partido Republicano, ainda em suas origens, enfrentou uma das maiores crises da história americana: a Guerra Civil. De um lado os estados do Sul, agrários e rurais, atrasados, com economia baseada na mão de obra escrava. Esses estados sulistas queriam continuar com o sistema desumano da escravidão. Do outro lado estavam os estados do Norte, industrializados e cosmopolitas, com economia moderna, que achavam a escravidão uma mancha na nação. O confronto entre essas duas posições políticas deu origem a uma guerra sangrenta que levaria á morte mais de 600 mil homens nos campos de batalha por todo o país. 

E a morte também visitou a família de Lincoln. Seu jovem filho Willie de 11 anos morreu de tifo. A primeira-dama Mary Todd ficou completamente desolada. E assim como havia acontecido com a esposa do presidente Franklin Pierce, ela também começou a fazer sessões de espiritismo na Casa Branca para entrar em contato com o filho que havia falecido. Lincoln não acreditava em tais coisas e mandou investigar o tal médium. Mais tarde se descobriu ligações desse verdadeiro charlatão chamado Nettie Colburn com um grupo de sulistas que conspiravam sobre a morte do presidente. 

Só que o presidente tinha questões mais sérias a resolver. A Guerra Civil se prolongou por muitos anos, com um custo econômico, social e de vidas humanas enorme! Lincoln, com a ajuda do Exército da União e de grandes generais como Grant, venceu a guerra. Só que o preço foi bastante alto. Os estados do Sul ficaram devastados. As grandes fazendas de algodão foram consumidas em chamas. As grandes cidades viraram escombros. A economia sulista estava destruída completamente. O exército confederado havia lutado bravamente e a vitória da guerra foi alcançada após muitas batalhas sangrentas. 

O ressentimento confederado jamais foi superado, culminando na morte do presidente no Teatro Ford na capital da nação. Um ator chamado John Wilkes Booth era um radical extremista das causas do Sul. Ele conseguiu entrar no teatro por ser ator. Ninguém jamais desconfiaria dele. Então Booth conseguiu entrar, sem muitos problemas, no camarim presidencial, enquanto o presidente assistia a uma peça. Ele foi entrando sorrateiramente e deu um tiro por trás, na traição, na nuca de Lincoln. O presidente não morreu de forma imediata, agonizando por horas na Casa Branca. Após muita perda de sangue não resistiu e faleceu. Seu assassinato chocou os Estados Unidos e o mundo. Lincoln era bastante admirado. 

Em um primeiro momento o assassino conseguiu fugir, mas foi cercado, dias depois, em uma fazenda. Quando atirou em Lincoln ele havia pulado do camarim do presidente em direção ao palco. Nesse processo acabou quebrando sua perna, mas seguiu em frente, montando em um cavalo, sumindo noite adentro. Vários dias depois foi finalmente encontrado. Ele estava escondido dentro de um celeiro que foi incendiado pelos policiais. Quando saiu para fugir das chamas acabou sendo baleado. Os policiais afirmaram que ele resistiu à prisão e havia saído do celeiro com arma na mão, atirando para todos os lados, em direção aos homens da lei. Não houve como sobreviver pois a reação foi imediata. Ali mesmo caiu morto, após ser atingido por vários tiros. 

A morte de Lincoln marcou o fim de uma era. Foi o momento em que os Estados Unidos finalmente deram um basta na escravidão. O preconceito racial e a sociedade separada entre brancos e negros ainda resistiria por muitas décadas, principalmente nos estados do sul, mas as correntes da escravidão estavam rompidas para sempre. E coube a Lincoln essa grande tarefa. Foi sem dúvida o seu maior legado. E é justamente por essa razão que ainda hoje seu nome é celebrado nos livros de história. 

Pablo Aluísio. 

O Gladiador de Roma

O Gladiador de Roma
Os Gladiadores surgiram em uma época bem remota da história de Roma. Inicialmente a luta de gladiadores foi uma evolução natural dos rituais fúnebres de guerreiros romanos. Após o corpo ser devorado pelas chamas de uma enorme pira funerária, os presentes lutavam entre si, numa última homenagem ao falecido. Depois, com o passar dos séculos, essas lutas passaram a atrair a atenção do povo romano e o "esporte" violento que conhecemos ganhou suas características finais. 

Alguns conceitos que vemos em filmes épicos sobre Roma não são inteiramente verdadeiros. Nem todas as lutas eram de vida ou morte. Aliás essas eram exceções à regra. Treinar e formar um grande campeão da arena levava anos e não seria possível que esse tipo de lutador morresse na primeira oportunidade que pisasse na areia das grandes arenas de lutas. Bons gladiadores duravam anos e anos e eram bem tratados por seus senhores, afinal esses ganhavam fortunas com eles. Eles eram famosos, tinham fãs e seus nomes eram louvados em grafites nos muros das cidades. Eram tão populares quanto os jogadores de futebol dos dias atuais. Um atleta como esse não poderia morrer da noite para o dia. 

Sim, os gladiadores eram escravos. A maioria deles eram tirados dos exércitos que lutavam contra Roma. Os guerreiros mais altos e fortes, aqueles que tinham provado sua coragem nos campos de batalhas eram poupados pelos romanos. Escravizados, eram levados para escolas de gladiadores que geralmente pertenciam a homens muito ricos da alta elite, como senadores e até mesmo imperadores. Ironicamente, com o passar dos séculos, eles também foram recrutados para lutar no exército romano, como aconteceu com o Imperador Marco Aurélio, que levou milhares de gladiadores para lutar ao seu lado nas florestas da Germânia. 

Embora fosse uma forma de diversão bem antiga para as massas, foi Júlio César quem primeiro usou as lutas de gladiadores como propaganda política. Ele patrocinava lutas para as massas e assim ganhava grande popularidade entre o povo. Esse sistema foi copiado por praticamente todos os imperadores romanos que vieram após sua era. E houve igualmente casos bizarros, como o de Cómodo, o imperador que amava tanto essas lutas que decidiu que queria ser ele também um grande gladiador! 

Os gladiadores seguiam certos modelos que tinham sido copiados dos inimigos de Roma. Por exemplo, havia o Trácio, baseado nos guerreiros desses povos. Eles se caracterizavam por seus tipos específicos de armas, elmos e armaduras. Uns usavam redes, outros longas espadas orientais, havia ainda os que tinham elmos extremamente bem trabalhados. Cada tipo de gladiador lutava com um rival semelhante em armas, mas no final, na decisão do grande campeonato de lutas, havia confrontos entre tipos diferentes de gladiadores. O povo romano adorava esses eventos, ora teatrais, ora esportivos, ora sangrentos e sádicos. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Os Hunos

Os Hunos
Quem eram os Hunos? Povo proveniente do Leste da Europa, na região que hoje pertence ao moderno país da Hungria. Os Hunos eram bárbaros e ficaram muito conhecidos na História por causa de seu líder, Átila, Rei dos Hunos, que chegou a ficar conhecido em sua época de conquistas como "O Flagelo de Deus". Nome bem apropriado pois por onde passavam os Hunos destruíam e saqueavam tudo. Matavam os homens, os idosos e muitas vezes cometiam crimes sexuais contra as mulheres, promovendo estupros em série. Um verdadeiro horror. 

As falanges dos Hunos varreram a Europa há mais ou menos 1600 anos. Eram grupos nômades, montados, formados por guerreiros bem armados. Eles viviam em movimento, não parando em lugar nenhum. Viviam indo de cidade em cidade, de vila em vila, promovendo saques, roubos e matanças. Não tinham lugar fixo, por isso era tão complicado lutar contra eles. 

Só que no caminho dos Hunos havia o Império Romano. Esse já estava em fase de franca decadência, mas ainda tinha força suficiente para combater e derrotar bárbaros guerreiros como os Hunos. Depois de uma série de derrotas os romanos passaram a conhecer melhor as táticas de guerra dos Hunos. Eles se organizaram e a vitória romana não tardou a acontecer. 

Átila foi derrotado e retirou-se do territória romano com sua tropas. Ele morreu, provavelmente envenenado pela própria mulher com quem havia se casado. Na manhã seguinte de seu casamento seu corpo morto foi encontrado por seus generais. Até hoje não se sabe onde foi enterrado. Alguns historiadores afirmam que seu corpo foi jogado no rio Danúbio, outros que ele foi queimado numa pira funerária, como era costume entre seus inimigos, os romanos. Na Hungria ele ainda hoje é reverenciado como um dos heróis nacionais da história daquele povo europeu. 

Pablo Aluísio. 

O Primeiro Rei da Inglaterra

Quem foi o primeiro Rei da Inglaterra? Embora a monarquia seja duas vezes milenar nas ilhas britânicas, algo que remonta desde a retirada dos romanos da ilha, os historiadores concordam que o primeiro Rei da Inglaterra teria que ser o primeiro monarca que realmente unificou politicamente sobre seu comando o território que hoje os ingleses conhecem como sua nação.

Assim o título de primeiro Rei da Inglaterra vai para o monarca Anglo-Saxão Etelstano. Por centenas de anos a ilha foi disputada por Anglo-Saxões e Normandos, além de outros grupos bárbaros de menor expressão. De guerra em guerra subiram ao trono Reis anglo-Saxões e Reis normandos. O chamado Rei Etelstano, Anglo-Saxão, foi aquele que expulsou os últimos grupos invasores da Grã-Bretanha, consolidando o seu poder sob uma extensa área territorial que nos dias de hoje é conhecida como Inglaterra.

Além de expulsar os últimos bárbaros de seu Reino, ele também dominou o País de Gales (o que hoje recebe essa denominação), além de invadir a Escócia, consolidando seu poder real de forma absoluta. Esse Rei é considerado o fundador da Dinastia de Wessex que é considerada a primeira casa real da história da Inglaterra. Ele reinou até 939 e morreu sem deixar descendência. O resgate histórico desse Rei inglês é complicado porque ele reinou há mais de mil anos, cujos registros em sua maioria não sobreviveram ao tempo.

Sua dinastia foi breve, durando até 1016. No total foram Sete Reis (Edmundo I, Edredo, Eduíno, Edgar, Eduardo, o Mártir e Etelredo), que conseguiram pelo menos manter a Inglaterra unida sob uma mesma autoridade. Por fim como curiosidade alguns historiadores afirmam que é provável que o Rei Etelstano da Inglaterra tenha sido homossexual. Ao falecer com 44 anos de idade não havia se casado e nem deixado herdeiros diretos. Além disso ainda se discute bastante como teria sido sua morte. Segundo a versão mais conhecida o Rei teria sido morto no campo de batalha. Ao cair de seu cavalo durante o calor do combate um soldado das tropas inimigas teria lhe cravado uma grande espada em suas costas, colocando fim em sua vida e em seu reinado.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Iris

Título no Brasil: Iris 
Título Original: Iris
Ano de Lançamento: 2001
País: Reino Unido
Estúdio: BBC Films
Direção: Richard Eyre
Roteiro: John Bayley, Richard Eyre
Elenco: Judi Dench, Jim Broadbent, Kate Winslet

Sinopse:
O filme conta a história real da escritora Iris Murdoch. No passado, uma jovem inteligente, cheia de vida, com muitas esperanças de um futuro brilhante. No presente, um idosa enfrentando os problemas do Mal de Alzheimer. Filme vencedor do Oscar na categoria de melhor ator coadjuvante (Jim Broadbent). 

Comentários:
É um filme com uma história bem triste, mas que é importante. Ainda mais se tivermos a consciência de que essa é uma doença que atinge milhões de idosos pelo mundo afora. Estou me referindo ao Mal de Alzheimer. Uma doença realmente terrível que faz com que o paciente vá perdendo suas referências do mundo ao seu redor, pior do que isso, ele vai perdendo os alicerces de sua própria identidade pessoal. Começa a desconhecer todos os seus parentes mais próximos, então vai se esquecendo de amigos a familiares mais distantes. Depois vem o esquecimento de si mesmo! Algo bem triste. No filme temos a história da protagonista em dois momentos de sua vida. Na juventude ela é uma escritora de grande personalidade. Uma mulher inteligente e que deseja viver o máximo que a vida pode lhe proporcionar. Na velhice tudo vai se apagando. Ela está casada com seu amor dos tempos de universidade, mas agora, com ele igualmente idoso, o mundo vai perdendo sua cor, seu brilho. Todas as memórias vão se apagando. Ela se anula como ser humano que um dia foi. Em termos de atuação esse é um grande filme. Deixo todos os meus aplausos para as duas atrizes que interpretam o mesmo papel, a dela na juventude e na velhice. Judi Dench e Kate Winslet foram indicadas ao Oscar por esse trabalho e deveriam ter sido premiadas. Um show de atuação! Não é um filme com final feliz, não poderia ser, mas a despeito disso é um filme para acima de tudo se refletir sobre o que realmente importa na vida!

Pablo Aluísio.