sábado, 8 de novembro de 2025

Homens Perigosos

Título no Brasil: Homens Perigosos
Título Original: Hoodlum 
Ano de Lançamento: 1997 
País: Estados Unidos 
Estúdio: United Artists 
Direção: Bill Duke 
Roteiro: Chris Brancato 
Elenco: Laurence Fishburne, Tim Roth, Vanessa Williams, Andy Garcia, Cicely Tyson, Chi McBride 

Sinopse:
Nos anos 1930, Harlem vive sob disputa de poder entre gangues rivais que controlam jogos ilegais e apostas. Quando "Madame Queen" (Stephanie St. Clair) é presa, Ellsworth "Bumpy" Johnson retorna da prisão e se envolve numa guerra com o impiedoso chefe mafioso Dutch Schultz, que quer expandir seu domínio. No meio disso tudo, entra em cena Lucky Luciano, com suas próprias ambições, e uma luta de lealdade, sobrevivência e identidade se mostra cada vez mais sangrenta e complexa.

Comentários:
Nos anos 90 muitos bons filmes que nunca foram lançados nos cinemas poderiam ser encontrados nas locadoras de vídeo. Esse foi um deles. Assisti naqueles anos e fiquei satisfeito com o que vi. Filmes de Gangsters já eram raridade naqueles tempos. No enredo criminosos que dominam o bairro do Harlem precisam defender seu território da invasão de mafiosos italianos e judeus. A direção foi de Bill Duke, um cineasta praticamente desconhecido que conseguiu realizar um bom trabalho. O destaque ia mesmo para o elenco. Laurence Fishburne sempre convenceu muito interpretando personagens maus. Ele sempre foi um especialista em dar vida a gente ruim no cinema e nesse aspecto era completamente convincente. O mesmo vale para Tim Roth. Certa vez ele brincou em uma entrevista dizendo que tinha "cara de rato, de um desses bandidinhos perigosos que vivem nos esgotos das grandes cidades!". Pois é, concordo plenamente com essa auto análise de sua imagem. É algo que foi devidamente comprovado nesse filme que ainda hoje vale a pena ser conhecido. 

Pablo Aluísio.

O Homem Que Sabia de Menos

Título no Brasil: O Homem Que Sabia de Menos
Título Original: The Man Who Knew Too Little 
Ano de Lançamento: 1997 
País: Estados Unidos / Alemanha 
Estúdio: Regency Enterprises 
Direção: Jon Amiel 
Roteiro: Robert Farrar, Howard Franklin 
Elenco: Bill Murray, Peter Gallagher, Joanne Whalley, Alfred Molina, Richard Wilson, John Standing 

Sinopse:
Wallace Ritchie, um americano despretensioso, vai a Londres para visitar seu irmão. Para entretê-lo, ele acaba participando do “Teatro da Vida”, um espetáculo interativo em que espectadores têm seus “papéis” em cenas dramatizadas nas ruas. Porém, ao atender um telefonema que não era para ele, Wallace é confundido com um agente secreto num plano real de conspiração envolvendo espionagem internacional. Ele acredita que tudo seja parte da peça teatral, enquanto está no centro de uma trama perigosa!

Comentários: 
Eu sempre gostei do Bill Murray, mas convenhamos que essa comédia que satiriza velhos filmes de espionagem era bem fraquinha. Na história ele interpretava um cara comum que era confundido com um espião, um assassino profissional internacional! E para piorar ele deveria parar uma grande conspiração envolvendo os interesses de seu próprio país! Lançado em 1997 fez pouco sucesso, até mesmo no Brasil, indo parar diretamente nas prateleiras de fitas VHS. O título do filme fazia uma sátira com "O Homem que Sabia Demais" do mestre Alfred Hitchcock! Não poderia haver filmes tão diferentes entre si. O clássico é, até os dias de hoje, considerado uma obra-prima assinada pelo mestre do suspense. Esse aqui, por outro lado, era apenas uma comédia descartável. O Bill Murray, pelo talento, poderia fazer bem melhor. Enfim, um filme bem dispensável mesmo! Com muita boa vontade dá para dar umas risadinhas, mas é só, é isso é absolutamente tudo! 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Perto de Você

Título no Brasil: Perto de Você
Título Original: Close to You
Ano de Lançamento: 2023 
País: Reino Unido / Canadá / Estados Unidos 
Estúdio: Good Question Media 
Direção: Dominic Savage 
Roteiro: Dominic Savage, Elliot Page 
Elenco: Elliot Page (Ellen Page), Hillary Baack, Wendy Crewson, Peter Outerbridge, Janet Porter, Alex Paxton-Beesley 

Sinopse:
Elliot Page (Ellen Page) interpreta uma garota que muda de sexo. Agora ele se identifica como Sam. Após quatro anos afastado de sua família decide aceitar o convite para visitar seus pais, seus irmãos e irmãs. O reencontro não será isento de traumas e muitos problemas familiares decorrentes de sua decisão. A situação, assim, não demora muito a ficar bem pesada. 

Comentários:
Filme bem interessante que tem tudo a ver com Elliot Page (antiga Ellen Page). Assim como a protagonista (ou o protagonista) da história do filme, a atriz Ellen Page também decidiu mudar de sexo. Uma decisão dessas, obviamente, nem sempre é bem aceita por familiares, antigas amigas, etc. O céu passa a ficar meio cinzento em relação às pessoas de seu passado e o clima de hostilidade, principalmente dentro do seio familiar, logo se instala. O enredo do filme mostra justamente isso, quando uma garota, que agora é um garoto, decide voltar para reencontrar seus familiares. Pode ser sim uma decisão traumática. Assim que ela (ou ele) chega em seu antigo lar, sentimos o clima pesar. Muitos querem falar sobre isso, mas poucos se arriscam e quando o fazem, a briga se instala imediatamente. O clime do filme é bem introspectivo e nem o breve romance dele com uma antiga amiga da escola ameniza essa situação. Uma película de que gostei bastante, mostrando o outro lado da luta do movimento LGBT, principalmente dentro de suas famílias. Não, não é fácil para ninguém mesmo. 

Pablo Aluísio. 

Os Pervertidos

Título no Brasil: Os Pervertidos
Título Original: This World, Then the Fireworks 
Ano de Lançamento: 1997 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Largo Entertainment 
Direção: Michael Oblowitz 
Roteiro: Jim Thompson, Larry Gross
Elenco: Billy Zane, Gina Gershon, Sheryl Lee, Rue McClanahan, Seymour Cassel, Will Patton 

Sinopse:
Ambientado na Califórnia dos anos 1950, o filme acompanha Marty e Carol Lakewood, irmãos que testemunharam um ato de violência na infância que marcou suas vidas. Crescendo sob esse trauma, Marty torna-se jornalista, Carol vive prostituída, e os dois mantêm uma relação ambígua e perturbadora. Quando Marty volta para sua cidade natal para lidar com a mãe doente, ele se envolve em manipulações, seduções e crimes, enquanto a mãe começa a suspeitar da natureza da relação entre os filhos.

Comentários: 
Quando eu olho para o passado, para alguns filmes dos anos 90, eu chegou na conclusão que a massa de filmes que era produzida naquela época era até bem melhor e mais ousada do que vemos hoje em dia. E não havia essa paranóia puritana que existe por aí tão fortemente como hoje em dia. O cinema, de maneira em geral, era mais corajoso, mais sensual. Esse filme mistura sensualidade, com erotismo, tudo se passando nos anos 50. Ficou bem interessante o resultado final. De fraco mesmo apenas a presença sem graça do Billy Zane. De qualquer forma tudo isso era compensado pela beleza maravilhosa da Sheryl Lee! Era tão linda que compensava qualquer filme B em que estivesse no elenco!

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

A Teia

Título no Brasil: A Teia
Título Original: Sleeping Dogs 
Ano de Lançamento: 2024 
País: Estados Unidos / Austrália 
Estúdio: Gramercy Park Media 
Direção: Adam Cooper 
Roteiro: Adam Cooper, Bill Collage 
Elenco: Russell Crowe, Karen Gillan, Marton Csokas, Tommy Flanagan, Harry Greenwood, Thomas M. Wright 

Sinopse:
Um detetive, já afastado do departamento de polícia e sofrendo os primeiros sinais do Mal de Alzheimer decide investigar, por conta própria, um antigo caso de assassinato. O suposto criminoso que foi apontado como autor do crime está no corredor da morte esperando sua execução. Correndo contra o tempo, o velho investigador então segue pistas que foram deixadas pelo meio do caminho, revelando algo que vai surpreender todos os envolvidos nesse caso mal resolvido do passado. 

Comentários:
O ator Russell Crowe já está naquela fase de ex-astro de Hollywood, prestes de ir para a aposentadoria de forma definitiva. Isso porém não o impede de fazer bons filmes. Vivendo na Austrália (ele diz detestar os Estados Unidos de hoje) ele raramente saí de seu país do coração. Assim o filme foi rodado todo na Austrália, embora com história sendo passada nos EUA. O resultado me agradou, sem dúvida é um bom filme. O seu grande triunfo nos momentos finais é um plot twist que me lembrou muito de "Coração Satânico", mas devo dizer que isso é coisa de cinéfilo velho, como esse que escreve essas linhas. Para as novas gerações a coisa toda vai soar quase como genial! Aliás o título original do filme "Sleeping Dogs" tem tudo a ver com o momento do ator. Deixem os cães velhos dormirem em paz ou então terá muitos problemas pela frente! É bem isso, velhos cães nem sempre perdem seu farejo, pelo contrário, os anos os tornam mais sagazes! 

Pablo Aluísio. 

Risco Total

Risco Total
Não se sabe bem qual foi a razão mas em determinado momento de sua carreira, após grandes sucessos de bilheteria, Sylvester Stallone resolveu que queria ser um comediante. Ninguém entendeu direito mas como ele vinha de vários sucessos ninguém ousou contestar o ator. O resultado dessa má ideia foi a realização de dois péssimos filmes, “Oscar – Minha Filha Quer Casar” e “Pare, Senão Mamãe Atira!”. Desnecessário dizer que ambos os filmes foram enormes fracassos de público e crítica. Essa por sua vez se sentiu gratificada, após bater em Stallone por anos seguidos agora tinha o público ao seu lado, finalmente. De fato não há como negar que essas comédias são realmente horrendas. Enredos sem graça e Stallone tentando fazer rir de forma constrangedora. Recentemente o ator reconheceu o erro em uma entrevista explicando que seu ego o tinha cegado à realidade. De qualquer modo passada a repercussão negativa de ambos os filmes, Stallone resolveu voltar para sua zona de conforto, a dos filmes de ação e aventura. A solução foi se reunir ao cineasta Renny Harlin, na época em ótimo momento na carreira, para estrelar esse filme que usava e abusava de ótima fotografia, com tomadas maravilhosas de alpinismo e aventura. Era uma volta triunfal ao gênero que sempre o havia consagrado.

As filmagens foram complicadas mas Stallone estava disposto a voltar ao topo (da carreira, não das montanhas onde o filme foi realizado). A produção ficou a cargo da Carolco, a mesma que havia realizado os filmes da série Rambo. Stallone quis realizar ele próprio várias das cenas mas foi convencido a não ir em frente pois nenhuma seguradora do mundo bancaria o filme assim. Ao custo de 65 milhões de dólares as filmagens tiveram início nos famosos estúdios Cinecittà em Roma. Já as cenas externas, onde foram capturadas as melhores sequências de alpinismo, foram realizadas nas Montanhas Rochosas no Colorado e em Dolomites na Itália. O resultado foi muito bom, tanto em termos de bilheteria como de crítica. O filme rendeu mais de 250 milhões apenas no mercado externo e os jornais especializados pouparam Stallone de mais um massacre, elogiando a boa fotografia do filme e o fato dele ser um produto diferente, que fugia dos costumeiros Rambos e Rockys. Em suma, um bom momento na carreira de Sly, que recuperou assim seu prestígio e seu sucesso nos cinemas.

Risco Total (Cliffhanger, EUA, 1993) Direção: Renny Harlin / Roteiro: John Long, Michael France / Elenco: Sylvester Stallone, John Lithgow, Michael Rooker / Sinopse: Um famoso alpinista, Gabe Walker (Sylvester Stallone) é contratado para levar uma equipe de resgate que parte em busca de um grupo desaparecido nas montanhas. Durante a jornada porém Gabe acaba descobrindo que nada é o que aparentava ser.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Premonição 6

Título no Brasil: Premonição 6
Título Original: Final Destination: Bloodlines 
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: New Line Cinema 
Direção: Zach Lipovsky e Adam B. Stein 
Roteiro: Guy Busick e Lori Evans Taylor 
Elenco: Kaitlyn Santa Juana, Teo Briones, Richard Harmon, Owen Patrick Joyner, Anna Lore, Brec Bassinger 

Sinopse:
A estudante universitária Stefani Reyes herda de sua avó moribunda visões terríveis de um desastre em 1968 numa torre que quase desabou — e descobre que a Morte está seguindo sua linhagem familiar, determinado a reclamar aquilo que escapou. Agora ela vai lutar para salvar a todos da morte, pois essa pode estar presente em qualquer lugar, a qualquer momento. 

Comentários:
A melhor coisa dessa franquia que chega ao seu sexto filme é a forma como a principal protagonista é retratada. E não estou falando das personagens que vão morrendo ao longo dos filmes. Estou me referindo à morte mesmo! Ela é, não se engane sobre isso, a principal personagem de todos os filmes, mas nunca está visivelmente presente, o roteiro não a personifica, a morte é apenas uma entidade oculta que vai ceifando vida por vida, tal como acontece no mundo real. Em relação a esse filme eu gostei bastante da parte inicial, toda se passando nos anos 60. Até me empolguei pensando que o filme iria se passar todo naquela década tão mágica, com ótima trilha sonora. Pena que tudo é apenas uma introdução para os fatos que irão acontecer no futuro (e no nosso presente, obviamente!). Eu teria ficado lá mesmo nos anos 60, se assinasse o roteiro desse filme, pois fica claro que quando se saí daquela década perde-se muito charme. E para piorar os personagens do presente são pouco carismáticos, ao contrário do casalzinho jovem e apaixonado do começo do filme. Assim ficamos sem nos importar muito com o destino deles, seja morrendo em máquinas de ultrassonografia, seja em caçambas de caminhões de lixo! Enfim, é a vida (ou a morte) dependendo do ponto de vista...

Pablo Aluísio. 

Arquivo 81

Título no Brasil: Arquivo 81
Título Original: Archive 81
Ano de Lançamento: 2022
País: Estados Unidos
Estúdio: Atomic Monster Productions
Direção: Rebecca Thomas
Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Paul Harris Boardman
Elenco: Mamoudou Athie, Dina Shihabi, Evan Jonigkeit, Martin Donovan, Julia Chan, Ariana Neal

Sinopse:
Dan Turner, um arquivista especializado em restaurar fitas de vídeo danificadas, aceita um trabalho misterioso para reconstruir uma coleção de gravações de 1994. À medida que restaura o material, ele descobre a história de uma documentarista que investigava um culto perigoso — e acaba se envolvendo em um enigma que conecta passado e presente, realidade e sobrenatural.

Comentários:
Achei mais esquisito do que qualquer outra coisa e isso não é um elogio. Um rapaz negro é contratado para tomar conta de uma velha estação onde existem várias fitas magnéticas antigas. Através delas ele toma contato com o passado, mas não apenas em sentido figurado. Ele chega a interagir com o passado, se envolvendo com uma mulher que teve um destino trágico. Só que agora ele pretende mudar o rumo dos acontecimentos. No quadro geral não gostei muito. A série, muitas vezes, cai no marasmo, no mais cansativo tédio. Eu cheguei no final para ver onde tudo aquilo iria dar, mas pra falar a verdade poderia ter largado no meio do caminho. Não perderia grande coisa! No meio do tédio reinante nem todas as boas ideias iniciais são devidamente aproveitadas. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Colt 45

Colt 45
Mais um bom faroeste estrelado por Randolph Scott. No filme ele interpreta Steve Farrell, um vendedor de armas da fábrica Colt que é roubado em pleno escritório do xerife por um bandido perigoso chamado Jason Brett (Zachary Scott). Em posse dessas armas roubadas, o criminoso forma um bando que fica conhecido como a "Quadrilha do Colt" e começa a assaltar diligências, bancos e moradores da região. O que ninguém poderia desconfiar é que Steve Farrell não era apenas um vendedor de armas no velho oeste, mas também um ás do gatilho, que está disposto a recuperar todos os armamentos que lhe afinal de contas lhe pertence. Esse western foi produzido pela companhia cinematográfica Warner Bros. O filme foi estrelado por Randolph Scott em pleno auge de sua popularidade. O filme é o que se pode chamar de Western B, pois o roteiro realmente foca na ação e nos tiroteios, na pura diversão das matinês, sem se preocupar muito em se tornar uma obra prima ou algo parecido. A fita é curtinha (72 minutos) e foi feita assim visando aumentar as exibições nas sessões dos cinemas dos anos 50. O roteiro é bem simples e vai direto ao ponto, sem firulas.

O elenco de Colt .45 chama atenção por causa da presença de Lloyde Bridges (o pai de Beau e Jeff Bridges). Seu papel é um tanto secundário, mas ele se esforça para ser notado. Como sua esposa a estrelinha Ruth Roman, amiga pessoal de Randolph Scott que apesar da extensa filmografia (mais de cem filmes!) nunca conseguiu se tornar uma estrela de primeira grandeza. O diretor Edwin L. Marin era muito produtivo, mas morreu pouco tempo depois da realização desse filme. Era um diretor de estúdio e fazia o que lhe era pedido pelos produtores. Realizador competente, conseguiu bons resultados mesmo em produções B como essa. Já Randolph Scott mais uma vez assina a produção, já que ele percebeu que ganharia muito mais produzindo seus próprios filmes do que trabalhando para outros produtores. Acabou ficando muito rico com essa ideia, até porque na época nenhum gênero cinematográfico era mais popular e lucrativo do que o faroeste. Enfim, temos aqui um western bem no estilo bangue-bangue. É uma fita muito boa, eficiente e divertida. Vale a pena assistir. Para os nostálgicos então, é programa praticamente obrigatório.

Colt .45 (Colt .45, Estados Unidos, 1950) Estúdio: Warner Bros / Direção: Edwin L. Marin / Roteiro: Thomas W. Blackburn / Elenco: Randolph Scott, Ruth Roman, Lloyde Bridges, Zachary Scott, Alan Hale, Ian MacDonald / Sinopse: Vendedor de armas da marca Colt é assaltado no escritório de um xerife do velho oeste. Agora ele vai precisar recuperar todas as armas, mesmo que para isso tenha que enfrentar uma perigosa quadrilha de bandidos.

Pablo Aluísio. 

 

O Rei do Laço

O Rei do Laço 
Comédia com dupla Jerry Lewis e Dean Martin, só que dessa vez passada no velho oeste. Como na década de 1950 o western estava na moda, com centenas de filmes sendo produzidos todos os anos, era mesmo de se esperar que mais cedo ou mais tarde fosse criada uma sátira em torno dos clichês do gênero. Esse “O Rei do Laço” não é tão mordaz com o faroeste como era de se supor. Ao invés disso prefere brincar com o estilo de forma muito mais pueril, diria até mesmo inocente. Na história Jerry Lewis faz um filhinho de mamãe que sonha um dia ir para o velho oeste tal como seu pai, morto há muitos anos, defendendo suas terras contra bandidos mascarados. O problema é que sua mãe não quer que ele tome contato com a região e por isso o proíbe de ir. Para piorar ainda mais, quer que ele se case com uma moça escolhida por ela – sem direito a reclamação! Disposto a ir para o Oeste Selvagem, Jerry se alia então a Dean Martin e juntos vão para a antiga fazenda onde seu pai viveu. Atrapalhado e cheio de maneirismos, ele acaba caindo nas graças do povo da cidade que acaba o elegendo, imaginem só, o xerife da região!

“O Rei do Laço” foi o penúltimo filme da dupla Martin / Lewis. Na Na época das filmagens dessa produção já havia muita tensão entre a dupla que tanto sucesso havia feito no cinema com seus filmes anteriores. Dean Martin sentia-se muito subestimado dentro dos scripts dos filmes que fazia ao lado de Lewis. No fundo os personagens que interpretava não passavam de mera escada para Jerry desfilar seu repertório de palhaçadas. Entre uma cena e outra ele cantava alguma canção. O curioso é que Dean Martin era um sujeito tranquilo e cool, mas que infelizmente sucumbiu às opiniões (equivocadas ao meu ver) de sua esposa na época. Ela colocou na cabeça de Martin que ele não estava tendo o destaque merecido! Uma bobagem. De fato Dean Martin não tinha do que reclamar. Sempre havia espaço para sua música nos filmes e ele sem muito esforço se tornou um homem muito rico em sua parceria com Jerry Lewis (que o adorava e ficou muito deprimido após Martin romper com ele).

Um exemplo do que digo pode ser conferido aqui mesmo em “O Rei do Laço”. Dean Martin tem a oportunidade de cantar não um, nem duas músicas, mas cinco canções ao longo do filme!!! Acredito que mais espaço do que isso seria impossível. Infelizmente, apesar de ser um dos melhores cantores dos Estados Unidos, aqui Dean Martin não contava com bom material, pois as músicas não eram tão boas e nem marcantes – apelando mais para uma linha bem infantil e descartável. Na equipe técnica desse filme temos duas curiosidades interessantes: a presença na direção de Norman Taurog (que faria uma série de filmes ao lado de Elvis Presley) e a participação no roteiro do famoso escritor Sidney Sheldon (que só se consagraria mesmo anos depois). Enfim é isso. Uma pena que Jerry Lewis e Dean Martin tenham rompido tão cedo pois seus filmes, apesar de não serem obras primas do cinema, divertiam bastante o público em geral (pra falar a verdade ainda hoje divertem).

O Rei do Laço (Pardners, Estados Unidos, 1956) Direção: Norman Taurog / Roteiro: Sidney Sheldon, Jerry Davis / Elenco: Dean Martin, Jerry Lewis, Lori Nelson / Sinopse: Filhinho de mamãe (Lewis) resolve ir para o Oeste Selvagem em busca de emoções. Lá se torna xerife de uma cidadezinha aterrorizada por um grupo de bandidos mascarados.

Pablo Aluísio.