terça-feira, 28 de outubro de 2025

O Último Tiro

O Último Tiro
No mesmo ano em que Henry Fonda estrelou o clássico “Era uma Vez no Oeste”, ele realizou ao lado do amigo James Stewart esse “Firecreek” (No Brasil o filme recebeu o título de "O Último Tiro". Esse é um de seus melhores filmes de western. Infelizmente não é de seus trabalhos mais conhecidos hoje em dia, o que é uma injustiça. Muito subestimada, a fita tem um excelente roteiro, um argumento excepcional e é muito bem produzida. Na estória acompanhamos a chegada do bando de Bob Larkin (Henry Fonda) na pequenina cidadela de Firecreek. Essa é uma comunidade extremamente pacífica cuja população é formada basicamente por humildes comerciantes e pequenos proprietários rurais, entre eles Johnny Cobb (James Stewart), cuja esposa está em trabalho de parto em seu rancho. Ao visitar a cidade para comprar mantimentos acaba encontrando Larkin e seus facínoras no local. O problema maior para Cobb é que apesar de não ter treinamento e nem experiência com armas, responde pela segurança da cidade, servindo no posto de xerife interino enquanto não é nomeado um oficial da lei pelo Estado. Obviamente Larkin e sua quadrilha não deixarão os moradores em paz após descobrir que o homem responsável pela lei no lugar não é páreo para eles, pistoleiros profissionais. Assim são colocados em lados extremos o pistoleiro rápido no gatilho, com várias mortes nas costas e um simples e pacato cidadão que apenas quer que a lei e a ordem continue reinando na cidadezinha. É a antiga metáfora do cordeiro contra o lobo, que se sacrificará se for necessário para proteger os que lhe são queridos e caros.

Assistir um filme com Henry Fonda e James Stewart no mesmo elenco já é um prazer para qualquer cinéfilo, agora imaginem ver esses dois grandes astros duelando pelo que é certo e justo numa cidade perdida do velho oeste americano! Não existe melhor representatividade da mitologia do velho oeste do que essa. Henry Fonda era um ator extremamente expressivo que conseguia transmitir tudo apenas com um olhar. Seu personagem Bob Larkin é um envelhecido pistoleiro tentando manter a autoridade entre seu grupo de bandidos. Já James Stewart explora muito bem sua imagem de homem trabalhador, ético, honesto, devotado à sua família e íntegro, algo que aliás era parte de sua personalidade real e não apenas um jogo de imagem ou marketing dos estúdios de cinema.

Esse é o melhor filme do diretor Vincent McEveety um veterano da TV que dirigiu entre outros os grandes ícones televisivos, como a série clássica "Jornada nas Estrelas". Também dirigiu episódios de séries policiais populares da época como "Os Intocáveis" e "Columbo". Sua direção aqui é segura e centrada, tudo resultando em um faroeste realmente excepcional, bem acima da média. Em conclusão podemos classificar “O Último Tiro” como um belo momento do cinema western, resultado de mais uma feliz união profissional entre James Stewart e Henry Fonda. É um filme de faroeste puro sangue que agradará em cheio os fãs e puristas admiradores desse gênero cinematográfico.

O Último Tiro (Firecreek, Estados Unidos, 1968) Direção: Vincent McEveety / Roteiro: Calvin Clement Sr / Elenco: James Stewart, Henry Fonda, Inger Stevens, Gary Lockwood, Dean Jagger, Ed Begley / Sinopse: Após participar de um tiroteiro, Bob Larkin (Henry Fonda) procura por abrigo na pequena cidade de Firecreek com seu bando de pistoleiros. No local acaba entrando em confronto com Johnny Cobb (James Stewart) um simples rancheiro nomeado xerife honorário do local.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Os Filmes de Marilyn Monroe - Parte 3

O Segredo das Joias
Mais um clássico, muito bem dirigido, pelo mestre John Huston. Na história uma quadrilha de criminosos é recrutada para um plano ousado, um roubo de joias em um banco. O cofre é bem guardado, mas o plano do roubo é muito bem arquitetado por um homem que acabou de sair da prisão. Ele é conhecido no meio criminal como "O Doutor". De certo modo é um gênio do crime. Só que para realizar seu plano ele precisa de um financiador. Um advogado ouve sobre o roubo e decide bancar a empreitada criminosa. Só que ele esconde o fato de que na realidade está falido e não tem como comprar as joias depois que elas forem roubadas. 

É um autêntico filme de crime, produzido no começo dos anos 50. Curiosamente dentro do bom elenco quem iria se tornar mesmo uma estrela era a ainda jovem Marilyn Monroe. Ela interpreta a jovem amante do advogado que está envolvido no roubo das joias. Chamada de Angela, a personagem de Marilyn não passa de uma Sugar Baby bem ingênua que em um primeiro momento mente para salvar seu amante mais velho das garras da polícia. E isso poderia inclusive lhe trazer muitos problemas. Marilyn Monroe já estava nesse filme com o visual que a consagraria no cinema, com cabelos platinados. Ainda bem magra e jovem ela estava linda em cena! Só não tinham ainda lhe dado a chance para brilhar, o que iria acontecer em breve na sua carreira. 

O Segredo das Joias (The Asphalt Jungle, Estados Unidos, 1950) Direção: John Huston / Roteiro: Ben Maddow, John Huston, W.R. Burnett / Elenco: Sterling Hayden, Louis Calhern, Jean Hagen, Sam Jaffe, Marilyn Monroe / Sinopse: Quadrilha é formada para realizar um bem planejado roubo de joias. Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor direção, melhor roteiro, melhor ator coadjuvante (Sam Jaffe) e melhor direção de fotografia (Harold Rosson). 

Por um Amor
Depois da consagração do filme anterior, o clássico "O Segredo das Jioias", Marilyn Monroe esperava por algo melhor. Ainda trabalhando no estúdio Metro-Goldwyn-Mayer sob contrato, ela estava ansiosa por seu próximo papel. Só que suas esperanças foram por água abaixo. Nesse filme ele iria interpretar mais uma personagem bem secundária, a ponto de seu nome não constar nem no cartaz do filme e nem nos letreiros iniciais de apresentação da película. Ela interpretava uma garota chamada Dusky Ledoux. Sem qualquer destaque na história ela ficou muito decepcionada, mas guardou as mágoas para si mesma. Não tinha como reclamar pois ainda era uma atriz de baixo escalão dentro do estúdio. 

O filme em si era um drama esportivo cuja história se passava no mundo do boxe. O ator Ricardo Montalban interpretava um boxeador decadente que lutava por uma última grande chance na carreira. Só que fisicamente ele estava mesmo com os dias contados. Nesse espiral de fracassos ele parecia apenas contar com o apoio de uma mulher que no fundo era perdidamente apaixonada por ele, em papel interpretado pela atriz June Allyson. Eu até considero um bom filme, mas para Marilyn Monroe, naqueles tempos, foi sem dúvida uma oportunidade perdida. Ela definitivamente ficou bem decepcionada com o papel sem importância que teve que interpretar. 

Por um Amor (Right Cross, Estados Unidos, 1950) Direção: John Sturges / Roteiro: Charles Schnee / Elenco: June Allyson, Dick Powell, Ricardo Montalban, Marilyn Monroe / Sinopse: Um boxeador decadente tenta, pela última vez, emplacar vitórias em sua fracassada carreira no esporte. 

O Faísca
Mais um filme sem importância para Marilyn Monroe na época. O contrato dela com a Metro estava acabando e ela estava aliviada sobre isso. A verdade é que a Metro nunca lhe deu uma grande oportunidade e ela sabia que ali não iria para lugar nenhum. Queria voltar para a Fox, onde sem dúvida teria maiores oportunidades. De qualquer forma pelo menos nesse filme a atriz se divertiu. Ela interpretava uma jovem chamada Polly que se apaixonava pelo protagonista do filme, aqui interpretado pelo baixinho Mickey Rooney que era bem popular naquela época. Marilyn acabou se dando muito bem com ele, a ponto de se tornarem amigos fora das telas. 

A história era feita para o público juvenil e aproveitava a moda do Rollerbal, uma espécie de corridas com patins. Marilyn não sabia andar de patins, mas teve que aprender na marra! Depois de alguns tombos foi pegando jeito e acabou se divertindo muito nas filmagens. Ela estava na verdade, sem saber, se despedindo dessa primeira fase de filmes em sua carreira. Em breve novas e melhores oportunidades iriam surgir em sua vida artística. 

O Faísca (The Fireball, Estados Unidos, 1950) Direção: Tay Garnett / Roteiro:Tay Garnett, Horace McCoy / Elenco: Mickey Rooney, Pat O'Brien, Beverly Tyler, Marilyn Monroe / Sinopse: Filme juvenil que conta a história de um grupo de jovens que entra na onda das corridas de patins! 

A Malvada
Esse filme é considerado o melhor da carreira de Bette Davis por muitos críticos de cinema. Ela fez tantos filmes maravilhosos que, em minha opinião, é complicado afirmar qual seria realmente o seu melhor filme. Mas de qualquer modo, esse é seguramente um dos mais consagradores de sua atuação. Essa foi uma atriz realmente diferenciada, que enchia os olhos do público com seu talento espetacular. O roteiro do filme trata de questões extremamente relevantes, como o ressentimento, a ambição, a ganância e até mesmo a inveja que impera nos meios artísticos. A personagem Eve surge extremamente complexa no roteiro. Ela age como cortadinha, uma mulher boazinha, mas que no fundo esconde a alma de uma mulher ambiciosa que apenas quer subir na vida de qualquer jeito. Ótima interpretação da atriz Anne Baxter. 

Em termos de elenco, outro destaque vem com a presença de uma jovem Marilyn Monroe, interpretando uma bela loira platinada que serve de troféu para um figurão do meio teatral durante uma festa. Ela tem apenas duas cenas no filme, mas chama bastante atenção por causa de seu figurino elegante e de sua exuberante beleza. Eu considero esse um roteiro tecnicamente perfeito, sem nuances negativas. Entretanto, é bom chamar a atenção para um certo moralismo que não tem mais sentido nos dias de hoje. Em determinado momento, a personagem Eve é condenada por relacionamentos de seu passado, por ter se relacionado com um homem casado. Isso não seria um crime. De qualquer forma o filme é excelente, acima de qualquer crítica mais mordaz. Merece nota máxima em termos de sétima arte!

A Malvada (All About Eve, Estados Unidos, 1950) Direção: Joseph L. Mankiewicz / Roteiro: Joseph L. Mankiewicz / Elenco: Bette Davis, Anne Baxter, Marilyn Monroe, George Sanders, Celeste Holm, Hugh Marlowe / Estúdio: Twentieth Century Fox / Sinopse: Margo (Bette Davis), uma veterana atriz de teatro, com a chegada da idade, começa a se sentir prejudicada. Além disso, ela precisa enfrentar a acirrada concorrência de atrizes mais jovens, entre elas um ambiciosa mulher que trabalha como sua assistente pessoal. Filme vencedor de 6 Oscars entre eles o de melhor filme, melhor direção e melhor roteiro.

Em cada Lar, um Romance
Pois é, Marilyn Monroe não se tornou estrela de cinema do dia para a noite. Foram muitos altos e baixos na carreira. Ela fazia um bom filme, se destacava, pensava que agora sua carreira iria decolar, para tudo se perder no filme seguinte onde ela voltava para os velhos papéis insignificantes. É o caso desse filme feito logo após o sucesso de "A Malvada". Marilyn pensou de forma equivocada que agora a coisa ia melhorar, mas a Fox meio que lavou as mãos, a emprestou novamente para a Metro-Goldwyn-Mayer que a escalou para mais uma personagem secundária. 

A história desse filme explorava a força da imprensa nas eleições. Um candidato derrotado volta para sua cidade natal para trabalhar novamente como jornalista. Só então ele entende que o jornal onde trabalha era na verdade uma força potencial na captação de votos dos eleitores. Marilyn não teve muito espaço nesse filme, mas pelo menos estava deslumbrante em cena, com um suéter muito sexy. Com seios pontudos, ela roubou todas as cenas em que participou. Nunca subestime a força do apelo sexual de uma jovem e bonita mulher, meu caro! 

Em cada Lar, um Romance (Home Town Story, Estados Unidos, 1951) Direção: Arthur Pierson / Roteiro: Arthur Pierson / Elenco: Jeffrey Lynn, Donald Crisp, Marjorie Reynolds, Marilyn Monroe / Sinopse: Jornalista tenta reerguer sua carreira política usando para isso o jornal onde trabalha. Ela passa a usar a imprensa como ferramenta de conquista de votos dos eleitores. 

Pablo Aluísio.

domingo, 26 de outubro de 2025

Lilo & Stitch

Título no Brasil: Lilo & Stitch
Título Original: Lilo & Stitch
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Walt Disney 
Direção: Dean Fleischer Camp 
Roteiro: Chris Kekaniokalani e Mike Van Waes 
Elenco: Maia Kealoha, Sydney Elizebeth Agudong, Billy Magnussen, Tia Carrere, Hannah Waddingham, Courtney B. Vance, Zach Galifianakis.

Sinopse:
Lilo é uma garotinha havaiana adorável. Apesar disso sua vida passa longe de ser apenas de flores. Ela tem uma família fora dos padrões, vivendo apenas com sua irmã mais velha que tenta segurar as pontas da casa, ao mesmo tempo em que precisa convencer a assistência social que pode criar a irmãzinha. Uma noite, Lilo, solitária e triste, pede para ter um verdadeiro amigo e eis que surge, vindo do céu, o endiabrado alien Stitch! Agora, a diversão (e a confusão) estarão completas! 

Comentários: 
A Disney tinha muitas esperanças que essa nova versão do desenho tradicional lançado anos atrás fosse bem nas bilheterias. Para surpresa dos executivos do estúdio Disney a versão Live Action de "Lilo & Stitch" explodiu, se tornando um fenômeno de bilheteria, ultrapassando mais de 1 bilhão de dólares de faturamento nos cinemas! Só para se ter uma ideia do sucesso ao redor do mundo, basta dizer que só no Brasil quase 3 milhões de pessoas foram aos cinemas assistir ao filme! Assim essa nova versão acabou se tornando a maior bilheteria de 2025! Nem o mais otimista especialista em cinema conseguiu prever esse enorme sucesso comercial. E é bom que seja assim. Essa nova versão, com atores e criaturinhas digitais, é bem cativante. É praticamente um remake da animação original, se diferenciando apenas por algumas pequenas mudanças em detalhes na história. Stitch é fofinho, ao mesmo tempo em que se comporta feito um diabinho. As crianças, claro, adoram ele. E assim a Disney vai vendendo todos os tipos de produtos com o bichinho vindo do espaço. É uma mina de ouro de vendas! E com tanto sucesso não foi nenhuma surpresa ao ver o estúdio correndo para confirmar mais uma continuação para muito em breve! Afinal, negócios são negócios! 

Pablo Aluísio. 

sábado, 25 de outubro de 2025

Monstro – A História de Ed Gein

Título no Brasil: Monstro – A História de Ed Gein
Título Original: Monster: The Ed Gein Story 
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Netflix 
Direção: Ian Brennan, Ryan Murphy
Roteiro: Ian Brennan
Elenco: Charlie Hunnam, Laurie Metcalf, Suzanna Son, Tom Hollander, Vicky Krieps

Sinopse:
A série retrata a vida de Ed Gein, o assassino em série e violador de tumbas da década de 1950 nos EUA, cuja reputação macabra inspirou clássicos do terror como Psicose e O Massacre da Serra Elétrica. A narrativa explora sua infância marcada pelo fanatismo religioso da mãe, sua crescente insanidade, os crimes que chocaram o país e o impacto cultural de sua história. 

Comentários: 
Uma série da Netflix que está chocando o público e fazendo grande sucesso. Fruto mais uma vez da mente de Ryan Murphy que rapidamente se tornou um nome de grife dentro do universo de séries americanas. Houve muitas críticas sobre a forma como se contou essa história macabra e bizarra. A mais recorrente afirmava que Murphy estava, de alguma forma, glorificando esse assassino. Não concordo muito com essa visão. Penso que a história do Ed Gein já nasceu controversa. Uma mente doentia que escandalizou os Estados Unidos na época e que segue sendo chocante, mesmo 70 anos depois dos acontecimentos. No fundo é uma história que mostra como a doença mental pode ser algo devastador para um ser humano e para a comunidade onde ele vive. O Ed Gein era esquizofrênico em grau severo. Quando sua mãe morreu, ele ficou sozinho morando naquela fazenda isolada. De certa maneira era algo que era até esperado de acontecer. Doentes mentais como ele precisam ser monitorados pelo Estado, caso contrário acontece aquele tipo de horror que vemos na série. É uma história triste, acima de tudo. 

Pablo Aluísio. 

Sandman - Segunda Temporada

Título no Brasil: The Sandman – 2ª Temporada
Título Original: The Sandman Season 2
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Netflix
Direção: Allan Heinberg
Roteiro: Neil Gaiman
Elenco: Tom Sturridge, Jenna Coleman, Kirby Howell Baptiste, Gwendoline Christie, Adrian Lester, Barry Sloane 

Sinopse:
Nesta segunda e última temporada, Morpheus (Tom Sturridge), o senhor dos sonhos, enfrenta as consequências de seus atos e busca restaurar seu reino, enquanto viaja por múltiplos mundos — mitológicos, históricos e de fantasia. E dentro dessa jornada encontra finalmente seu destino ao qual não pode evitar!

Comentários:
Neil Gaiman, o criador desse universo, se envolveu em problemas legais bem graves. Foi acusado por diversas mulheres de crimes sexuais. Com isso a Netflix ficou em uma encruzilhada. Ou cancelava logo a série ou tentava salvar a segunda temporada, afinal os trabalhos já estavam bem adiantados. Para não perder milhões gastos na produção, as filmagens foram aceleradas, muitos dos roteiros foram reescritos para encerrar tudo por aqui, de uma vez por todas. Pois é, há males que vem para o bem. Ao decidir terminar a série logo nessa segunda temporada não houve mais tempo para enrolação. A história assim caminhou logo para o final e isso foi muito bom, tanto que considero essa segunda temporada bem melhor do que a primeira. O arco de histórias também é melhor, com mais ritmo, embora Sandman jamais tenha perdido aquele clima e aquela cadência mais sombria e de leve tédio. Faz parte da obra principal. Enfim, ficou tudo muito satisfatório. Fechou muito bem essa adaptação de Sandman para as telas. Não poderia ficar melhor para dizer a verdade. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Megalópolis

Título no Brasil: Megalópolis
Título Original: Megalopolis 
Ano de Lançamento: 2024 
País: Estados Unidos 
Estúdio: American Zoetrope / Caesar Film
Direção: Francis Ford Coppola 
Roteiro: Francis Ford Coppola 
Elenco: Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Laurence Fishburne 

Sinopse:
Em um mundo futurista distópico se ergue uma imponente cidade chamada Nova Roma. Nela vive um arquiteto que sonha em aumentar ainda mais a grandeza daquela grande cidade, mas que encontra ferrenha oposição no prefeito, um sujeito corrupto que apenas deseja se dar bem com os lucros que seu cargo pode lhe trazer. 

Comentários: 
Eu sempre terei Francis Ford Coppola no meu altar de grandes cineastas da história. Ele tem todo o meu respeito pelo que já fez em sua maravilhosa carreira no passado. Isso porém não me faz elogiar esse filme. Lamento, mestre, mas esse novo filme é péssimo, horrível, ruim demais! É um daqueles filmes tão ruins, mas tão ruins, que você precisa dar um tempo para tentar chegar até o final. Tem que parar, deixar para ver outras partes no dia seguinte, ir nesse ritmo lento. Imagino a tortura de quem estava no cinema, não podendo fazer isso, tomar um pouco de ar fresco no meio de tanta ruindade! O pior é saber que foi o próprio Francis Ford Coppola que escreveu esse roteiro! É uma daquelas histórias sem pé, nem cabeça, que só fazem torrar nossa paciência de cinéfilos. É tudo mal costurado, mal enquadrado dentro de um contexto que é mais do que confuso. E para piorar o que já era muito ruim, o diretor resolveu abusar dos falsos cenários, construídos em computação gráfica. Aquele dourado fake me deu vontade de desistir do filme com menos de 30 minutos. Se ao menos o enredo fosse bom, ainda teria deixado isso passar, mas como já escrevi, a história é ainda pior do que a direção de arte. Enfim, em minha opinião, temos aqui o pior filme da filmografia de um mestre da sétima arte. Era melhor ele ter se aposentado, sinceramente...

Pablo Aluísio. 

Conflitos no Inverno

Título no Brasil: Conflitos no Inverno
Título Original: Winter People
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Ted Kotcheff
Roteiro: (não encontrado nos dados disponíveis)
Elenco: Kurt Russell, Kelly McGillis, Lloyd Bridges, Mitch Ryan, Jeffrey Meek, Don Michael Paul

Sinopse:
Nos anos 1930, durante a Grande Depressão, um relojoeiro chega à região montanhosa da Carolina do Norte e se apaixona por uma mãe solteira. No entanto, o romance deles é dificultado pelo pai da criança e por uma antiga contenda entre famílias.

Comentários:
Na década de 1930, nos Apalaches, um relojoeiro viúvo se apaixona por uma mãe solteira e se vê no meio de uma longa disputa entre dois clãs. Intitulado originalmente de "Winter People" esse filme procurava unir aspectos bem característicos de filmes românticos, mas também com algumas pitadas de aventura e ação, afinal a história se passava em uma região selvagem, onde a sobrevivência era uma questão de saber lidar com aquele meio ambiente. Apesar dos nomes envolvidos no elenco, todos bem conhecidos na década de 1980, o filme foi pouco conhecido, não fazendo sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos. E no Brasil as coisas foram ainda piores pois não tenho nenhuma lembrança se um dia chegou a ser lançado nos cinemas brasileiros. Kelly McGillis já vinha de um blockbuster de sucesso ao lado de Tom Cruise no filme "Top Gun - Ases Indomáveis" e Kurt Russell, bem, os anos 80 foram os anos de seu grande sucesso popular em uma série de filmes de ótimas bilheterias ao redor do mundo. De qualquer forma é um bom filme que vale a recomendação, apesar de hoje em dia ser bem complicado de achar para assistir. 
 
Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Missão Titã

Título no Brasil: Missão Titã
Título Original: Slingshot 
Ano de Lançamento: 2024 
País: Estados Unidos, Hungria, Indonésia
Estúdio: Bluestone Entertainment 
Direção: Mikael Håfström 
Roteiro: R. Scott Adams, Nathan Parker 
Elenco: Casey Affleck, Laurence Fishburne, Emily Beecham, Tomer Capone, David Morrissey, Charlotta Lövgren 

Sinopse:
Uma nave espacial chamada Odyssey 1 é enviada para uma distante Lua de Saturno. Em Titã essa missão deve extrair metais e gases raros e preciosos para trazer de volta ao Planeta Terra. O problema é que se trata de uma viagem espacial de longa duração e o astronauta John (Casey Affleck) começa a perder contato com a realidade. Em determinado momento ele não consegue mais separar os delírios de sua mente com o que realmente se passa ao seu redor. E essa situação pode ser fatal. 

Comentários: 
Esse filme é mais um que segue aquela linha mais psicológica que ultimamente temos visto bastante em novos filmes de ficção na linha de "Ad Astra" e "Gravidade". Eu particularmente gosto bastante dessa linha cinematográfica porque esses roteiros exploram muito bem o impacto que pode causar grandes e longas viagens espaciais na mente humana. O protagonista é mais um impactado por esse tipo de missão rumo a um mundo distante. Não podemos nos esquecer que existe mesmo, no mundo real, essa barreira que muito provavelmente jamais será superada pela humanidade. A própria fragilidade do ser humano como entidade biológica tornam essas viagens praticamente impossíveis de serem realizadas. No quadro geral, temos um bom filme, mas particularmente destaco seu final. Achei muito interessante, corajoso e coerente. Em determinado momento o personagem é colocado numa encruzilhada onde deve decidir em qual caminho deve seguir. Os rumos que o roteiro toma a partir desse momento foram justamente o que eu estava esperando. Nota 10 pela coerência com tudo o que se assiste nessa história. A coragem dos roteiristas sem dúvida é um grande ponto diferencial. Enfim, merecem todos os nossos elogios. 

Pablo Aluísio. 

Kursk

Kursk
Eu me recordo muito bem da história desse filme. Acompanhei pela imprensa. Em agosto de 2000 o submarino nuclear russo K-141 Kursk perdeu contato com sua frota no Mar de Barents. Era uma das máquinas de guerra mais importantes da frota do norte. Após algumas buscas descobriu-se que o submarino havia sofrido um acidente grave. Um dos torpedos explodiu dentro do Kursk. Nele havia uma tripulação de 118 homens. A maioria morreu na explosão. Apenas 20 sobreviventes tentaram pedir por socorro, batendo com martelos nas grossas camadas de aço do submarino.

O filme se concentra justamente nessa operação de salvamento. Inicialmente os russos tentaram salvar os tripulantes sobreviventes, porém como bem mostrado no filme, a frota do norte estava sucateada (um aspecto bem presente nas forças armadas russas atualmente). Feridos em seu orgulho patriótico, os comandantes da marinha russa hesitaram muito em pedir ajuda internacional. Até porque eles entendiam que isso seria uma espécie de humilhação pública perante o mundo. Enquanto decidiam o que fazer os marinheiros ficaram no fundo do oceano, esperando por um socorro que parecia nunca chegar.

Esse bom filme foi produzido pelo cineasta Luc Besson. Ele contratou pessoalmente dois excelentes atores para o elenco. O primeiro deles foi o grande Max von Sydow. Ele interpreta esse velho homem do mar, um almirante russo cheio de orgulho que não quer a ajuda dos ingleses no resgate. Já Colin Firth é o oficial inglês, que oferece os meios mais modernos para resgatar os marinheiros russos. O filme captou muito bem toda a atmosfera da tragédia do Kursk, não esquecendo de também desenvolver a vida dos marujos, de suas famílias e as perdas que sofreram. Sob o ponto de vista cinematográfico é uma bela obra. Na ótica histórica também não deixa nada a desejar.

Kursk (Bélgica, França, Luxemburgo, 2018) Direção: Thomas Vinterberg / Roteiro: Robert Rodat, baseado no livro "A Time to Die" de Robert Moore / Elenco: Max von Sydow, Colin Firth, Matthias Schoenaerts, Léa Seydoux, Peter Simonischek / Sinopse: O filme resgata a história da tragédia que envolveu o submarino nuclear Kursk em agosto de 2000.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

As Loucas Aventuras de Elvira

Título no Brasil: As Loucas Aventuras de Elvira
Título Original: Elvira's Haunted Hills
Ano de Lançamento: 2001
País: Estados Unidos
Estúdio: New World Pictures
Direção: Sam Irvin
Roteiro: Cassandra Peterson
Elenco: Cassandra Peterson, Sam Irvin, Mary Scheer, Scott Atkinson, Heather Hooper, Mary Jo Smith

Sinopse:
Após mais uma turnê pela Europa Oriental, Elvira (Cassandra Peterson) segue viagem em direção a Paris onde pretende inaugurar um novo show de variedades. Só que as coisas vão de mal a pior e ela fica perdida no meio da estrada ao lado de seu fiel assistente. Por um lance de sorte acaba arranjando uma carona numa antiga carruagem, só que vai parar em um sinistro castelo que pertence a um nobre decadente, pra lá de esquisito! 

Comentários:
Os americanos adoram essa personagem da Elvira! Bom, tem gosto pra tudo nesse mundo. Na verdade a atriz Cassandra Peterson foi bem espertinha! Ela pegou o visual da Vampira, uma antiga atriz de filmes B dos anos 40 e 50 e a modernizou para esses filmes tolinhos que fez nos anos 80. Sem dúvida a moça se deu bem, pois foram vários filmes, cada um fazendo mais sucesso do que o outro, embora esse sucesso, devemos frisar, acontecia mais dentro de um certo nicho de mercado bem restrito, a dos fãs de filmes trash de terror. Os jovens dos anos 80 também gostavam porque afinal de contas a Cassandra Peterson tinha bem o biótipo das pornstars, com seios grandes e maquiagem exagerada. E ela não se poupava em nada para aproveitar esses, digamos, dotes pessoais. No final de tudo, temos esses filmes, com roteiros bem bobinhos, humor pastelão e a senhorita Elvira desfilando toda a sua exuberância sexy e kitsch em cada cena! Só recomendado mesmo para quem gosta!

Pablo Aluísio.