quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O Sequestro do Ônibus 657

Título no Brasil: O Sequestro do Ônibus 657
Título Original: Heist
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Tri Vision Pictures
Direção: Scott Mann
Roteiro: Stephen C. Sepher
Elenco: Jeffrey Dean Morgan, Robert De Niro, Gina Carano, Dave Bautista, Kate Bosworth, Mark-Paul Gosselaar
  
Sinopse:
Desesperado por não ter como pagar o tratamento de sua filha que está com câncer, o empregado de cassinos Vaughn (Jeffrey Dean Morgan) decide roubar o seu próprio patrão. O problema é que ele é um mafioso e gangster conhecido apenas como o "Papa" (Robert De Niro), um sujeito violento que não admite ser roubado dessa forma. Assim ele manda seus homens irem atrás de Vaughn para recuperar o dinheiro e matá-lo, mas na fuga esse acaba sequestrando um ônibus urbano, criando um verdadeiro caos na cidade.

Comentários:
É sempre bom ver o ator Robert De Niro interpretando um mafioso. A associação é imediata pois nos lembramos de filmes como "Os Bons Companheiros" e "Cassino", isso sem esquecer de "O Poderoso Chefão II". Esse tipo de lembrança é bem-vinda, mas obviamente nenhuma dessas obras primas do cinema podem servir de comparação com essa fita bem mais modesta em suas pretensões. "O Sequestro do Ônibus 657" é um filme ágil, rápido e em seu objetivo até mesmo eficiente. O roteiro explora um enredo bem simples, nenhum dos personagens é muito desenvolvido e o que importa é as cenas de tensão e ação. Basicamente tudo se resume em uma caçada humana promovida por Papa (De Niro) para recuperar seu dinheiro que foi roubado de seu cassino por um de seus próprios empregados, um sujeito que precisa do dinheiro roubado para pagar o tratamento da filha. Um dos problemas que vi nesse roteiro é que ele busca o tempo todo justificar os crimes do protagonista. Ora, o sujeito além de ladrão se torna um sequestrador de várias pessoas inocentes quando toma de assalto um ônibus! Como simpatizar com um personagem assim? Em que valor moral ridículo esse argumento se apoia para tentar amenizar os erros e crimes do personagem principal? Então está valendo tudo? No mundo real o sujeito seria condenado à pena de prisão perpétua nos Estados Unidos, já no filme o roteiro passa a mão em sua cabeça o tempo todo, culminando em um final absurdo do ponto de vista legal e moral. Pior é o que acontece com Papa, o mafioso interpretado de De Niro, que demonstra que não se fazem mais mobsters como antigamente. Tudo bem, o filme até é uma boa diversão, mas moralmente tem inúmeros problemas. Para gostar da produção você terá que engolir esse tipo de absurdo, aceitando as justificativas moralmente condenáveis de um roteiro até certo ponto muito simplista e sem maior profundidade.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.4

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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