sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Negócio das Arábias

Título no Brasil: Negócio das Arábias
Título Original: A Hologram for the King
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Playtone Pictures
Direção: Tom Tykwer
Roteiro: Tom Tykwer, baseado no livro de Dave Eggers
Elenco: Tom Hanks, Alexander Black, Sarita Choudhury, Sidse Babett Knudsen, Tracey Fairaway, Ben Whishaw
  
Sinopse:
Alan Clay (Tom Hanks) sempre trabalhou em vendas. Agora ele enfrenta um novo desafio em sua carreira: vender para o Rei da Arábia Saudita um inovador programa de telecomunicações baseada em hologramas. Inicialmente ele pretende resolver tudo em, no máximo uma semana, mas ao chegar naquele distante país do Oriente Médio descobre que as coisas não serão bem assim. Os sauditas possuem seu próprio ritmo de vida e negócios e definitivamente não parecem muito empenhados em resolver os problemas de Clay e sua empresa.

Comentários:
Tom Hanks começou a carreira como comediante galhofeiro, depois ganhou status de bom ator (chegando ao ponto de vencer duas vezes na categoria no Oscar) e agora inicia uma fase de filmes inofensivos, sem muita importância. Esse é o caso desse "A Hologram for the King", uma comédia leve que usa as diferenças culturais existentes entre o Ocidente e um país árabe para tirar algum humor de suas situações. O personagem de Hanks não tem muita graça. Ele é apenas um americano que vai para a Arábia Saudita vender um novo produto para o Rei, mas chegando lá descobre que a ineficiência, o descaso e a falta de objetividade pontua os negócios naquele país situado no meio do deserto. Nada parece ir em frente e sua apresentação ao Rei, que deveria ser realizada em no máximo uma semana, passa a demorar dias e mais dias, sem qualquer sinal de resolução pela frente. Assim ele acaba fazendo amizade com um motorista e uma médica que o atende. Esse roteiro poderia ser muito divertido e até mesmo ousado, mas o humor é tão inofensivo, tão politicamente correto, que estraga praticamente todo o seu potencial. A questão do terrorismo só surge muito sutilmente e a aversão que os árabes em geral nutrem pelos americano passa ao largo. O pior acontece já no finalzinho quando o roteiro dá uma guinada para virar uma estória de amor na fase mais madura do personagem. Diante disso temos realmente um filme sem muita coragem de explorar as diferenças entre americanos e sauditas. Por ser fraco em seu humor e politicamente correto demais (além da conta) esse "A Hologram for the King" se torna apenas um passatempo muito leve, sem relevância e completamente descartável, só indicado para os fãs mais fiéis a Tom Hanks e seu estilo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

3 comentários:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.0

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. O Tom Hanks é um cara simpático e um ator que, depois que se começamos a ver seus filmes, nos prende pelo carisma impressionante dele. Dito isso, por um outro lado, eu não tenho vontade de ver seus filmes quando são lançados. Depois, quando vejo, quase sempre gosto muito. Naquele filme em que ele contracena com a bola Wilson, por exemplo, andaram dizendo que a bola era tinha mais presença de cena que ele, mas eu acho o contrario: acho que o Tom tem tanto talento que consegue dar vida e presença de cena a uma bola esportiva. Tom Hanks é isso aí; meio morno, mas sempre competente.

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  3. Para quem gosta de cinema e acompanha, o Tom Hanks é aquele velho conhecido, um sujeito bacana que não dá para ficar com raiva nem quando lança filmes fraquinhos. Acredito que ele pensa que já fez o melhor que podia r por essa razão agora tem feito filmes bem leves, sem stress.

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