quinta-feira, 4 de março de 2010

Elvis Presley - As Lembranças de Ann-Margret

Em pessoa, você não pode chamá-la de Sra. Ann-Margret mas apenas Ann-Margret. Ela não gosta de ser chamada de senhora, pois lhe dá uma sensação de respeito, só dado a pessoas mais velhas, em sua opinião. E ela não quer esse tipo de tratamento. E mesmo agora, aos 70 anos, ela quer ser apenas a boa menina do passado.

"Não é interessante como nós definimos esses padrões impossíveis para nós mesmos?" ela pergunta servindo o chá na sua sala de estar em sua casa localizada no Benedict Canyon, com a voz um tanto sussurrada. "Eu sempre tentei ser a menina perfeita. Sempre tentei ter boas maneiras, ser educada até nos menores detalhes. Nunca quis desagradar meus pais." Ela ri um pouco quando diz isso.

Então, com os olhos azuis de tonalidade lavanda, olhando diretamente através de você, ela acrescenta: "Quero dizer, você está crescendo mas quer manter sua boa imagem de quando era jovem e inocente"

Ann-Margret teve sua cota de dificuldades, começando com sua estréia no cinema em 1961 em "Dama por Um Dia", em que ela sobreviveu ao contracenar com a exigente Bette Davis até o dia em que finalmente conheceu o reconhecimento da crítica em "Ânsia de Amar", em 1971. Nesse meio termo desenvolveu um sério problema de dependência de pílulas prescritas e álcool, algo que segundo suas próprias palavras a impedia de "separar a fantasia da realidade". Só conseguiu superar esse drama após se recuperar de um grave acidente que sofreu em Lake Tahoe quando ao esquiar caiu de uma altura considerável, quebrando praticamente todos os ossos de seu rosto. Após isso resolveu retomar os rumos de sua vida. Nada mais de bebidas ou drogas.

Com a publicação de seu livro de memórias, "Ann-Margret: My Story" ela pretende reavaliar fatos de sua vida, inclusive suas decepções amorosas como o complicado romance que manteve com Elvis Presley, um relacionamento que durou 14 anos segundo ela, só terminando definitivamente com a morte do cantor em 1977.

Elvis (ou EP, como ela gosta de chamar) sempre enviava a ela arranjos de flores em forma de guitarra, sempre que a sueca estava estreando algum show, programa ou filme. Essas gentilezas de Elvis prosseguiram com os anos, mesmo após ela se casar com o ator Roger Smith. Eles se conheceram e se apaixonaram enquanto estavam filmando "Amor à Toda Velocidade" em Las Vegas. Elvis lhe deu uma cama toda cor-de-rosa, tamanho king-size. Anos depois Ann levou o presente para seu apartamento em Beverly Hills, onde está até hoje. "Elvis gostava de brincar de se esconder de seus seguranças, então ia para minha casa onde se divertia muito ao saber que todos estavam atrás dele". Então eu dizia: "Ligue para eles ao menos" - e Elvis me respondia: "Não, deixem que fiquem loucos, chamem a polícia, nesse dia eu vou me divertir como nunca. Estou muito bem aqui mesmo!" - Ann ri muito quando se lembra disso. "Meu marido sabia que a cama havia sido um presente de Elvis mas eu sempre deixei claro que nunca iria vendê-la". E assim foi.

Sobre a biografia Ann explica: "Eu não queria escrever sobre essas coisas mas depois pensei que seria muito bom reavaliar toda a minha vida". O acordo foi mais do que satisfatório e ela recebeu um bom cachê para revelar seus segredos mais íntimos, cem mil dólares. "Antes de escrever o livro falei com meu marido, minha mãe e outras pessoas próximas, para saber se não haveria problemas. Todos disseram que estava tudo bem".

Ann-Margret não faz revelações escandalosas em seu livro. Seus atos mais ousados são considerados pueris para os padrões atuais. Margret acha que andar de moto a alta velocidade pelas ruelas de Los Angeles é algo revelador de sua rebeldia. Será mesmo? O livro é tímido se formos comparar com a história de outras celebridades.

Talvez o maior interesse venha de suas lembranças com Elvis. De certa forma ambos pareciam reflexos de uma mesma pessoa no espelho. "Assim que me encontrei com Elvis senti algo muito forte, uma eletricidade, algo fora do comum. Éramos jovens, estávamos no cinema e tínhamos gostos parecidos. Mas ele era também uma força que ninguém poderia controlar. Ele nunca mencionou Priscilla enquanto estávamos juntos nas filmagens. Só depois que ouvi alguns rumores que ele tinha uma namorada em Memphis, uma garota que ele conheceu na Alemanha mas eu não sabia de nada, nem seu nome!"

Ann continua: "O que importava era que ele estava aqui. Foi paixão à primeira vista. Ele gostava de estar em um set de filmagem. Achava tudo maravilhoso, a equipe técnica, as filmagens. Seu maior sonho era ser ator de cinema, ele me disse isso muitas vezes. Eu estava apaixonada mas conforme o filme foi chegando ao fim também fui percebendo que ele foi ficando mais distante. Soube anos depois que sua namorada, a Priscilla, tinha ficado sabendo de nosso namoro e que havia jogado um vaso de flores na parede quando soube de tudo! Ela tinha uma personalidade muito forte. Ele ficou com receios de perder ela e depois de um tempo se decidiu por ficar com Priscilla! Elvis nunca chegou para mim e disse que estava acabado ou que teríamos que dar um tempo, ele simplesmente sumiu sem dar maiores explicações. Depois de tempos em tempos me enviava flores como eu disse. Mas nunca mais passou disso".

Apesar de tudo Ann-Margret parece satisfeita com tudo. Ela é educada, com modos de uma senhora fina e elegante. Gosta de sempre se vestir de rosa, sua cor preferida. O dia está quente mas ela não abre mão de estar muito bem trajada. Ela também usa um anel de diamantes que chama a atenção. Brincos de ouro branco também formam um belo quadro. Seu perfume é marcante e seu batom segue a tonalidade de suas roupas, também rosa. O efeito de tudo isso é muito interessante, elegância e charme em um mesmo conjunto.

Sentada em um sofá floral ela vai relembrando os anos passados. Recebe muito bem as pessoas em sua casa, mandando a empregada servir chá em xícaras de porcelana de aros dourados. Sua sala de estar é mobiliada com um piano de cauda branco (teria alguma ligação com Elvis?) e o visitante tem uma bela vista de toda Los Angeles logo abaixo. Há um belo lustre de cristal sobre nós e flores de seda por todo o ambiente. Na mesa do café há peças de cristal suficientes para ela abrir sua própria franquia Lalique. Ela adora gatos de cristal, que estão em toda parte pela sala.

Ela parece descontente. Percebe que anoto tudo o que vejo. De repente diz: "Há muitas coisas sobre a mesa", e em seguida, remove as taças de cristal e gatinhos e os leva para outra sala. Ela se senta novamente, mas depois decide que a iluminação no meio da tarde não é muito boa para a decoração. Seus saltos clatter fazem barulho contra o piso de madeira, e ela brinca com o painel de luz do corredor.

Sua casa também tem muitos quadros bonitos. Em uma das paredes da sala, há um enorme do casamento de seus pais, Gustav e Anna Olsson. Ela também mandou emoldurar todas as capas de revistas em que apareceu durante todos esses anos. Curiosamente não há nenhuma foto de Elvis por perto. O único quadro de um rei a surgir em sua casa é a do Rei e da Rainha da Suécia. Nada da majestade Elvis Presley!

Artigo publicado no jornal L.A.T.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Elvis Presley - Biografia, 1956 - Parte 1

8 de janeiro - Elvis celebra seu aniversário de 21 anos de idade ao lado de sua mãe Gladys. Ele havia acabado de assinar com a gravadora RCA Victor que tinha grandes planos para o jovem artista. Com o dinheiro do novo contrato Elvis planejava comprar uma nova casa para a família.

10 e 11 de janeiro - Elvis viaja até Nashville para suas primeiras gravações na nova gravadora. Seu produtor passa a ser Steve Sholes. Nessa primeira sessão na RCA Elvis grava as seguintes músicas: I Got a Woman, Heartbreak Hotel, Money Honey, I'm Counting on You e I Was The One.

20 de janeiro - A RCA Victor não perde tempo e lança o primeiro single (compacto simples) de Elvis Presley no mercado. É o primeiro disco do cantor com o selo da nova gravadora. O single vem com as canções Heartbreak Hotel e I Was The One (no lado B) e se torna um grande sucesso de vendas, chegando ao primeiro lugar nas paradas, em especial da Billboard, a mais importante dos Estados Unidos. É o primeiro sucesso nacional de Elvis que assina a composição, embora não a tenha composto de fato. Uma letra estranha, um desabafo de um homem solitário, inspirada em um bilhete de um suicida. Apesar do tema sombrio acabou virando um grande hit. Como parte da promoção da nova canção a RCA escala Elvis para aparecer em programas de TV.

30 e 31 de janeiro - A RCA Victor tem planos de colocar no mercado um álbum (LP) de Elvis Presley, mas não tem músicas suficientes para tanto. Assim Elvis viaja até Nova Iorque para a gravações de novas faixas. Nessa sessão em NYC ele grava as seguintes músicas: Blue Suede Shoes, My Baby Left Me, One-Sided Love Affair, So Glad You're Mine, I'm Gonna Sit Right Down and Cry e Tutti Frutti. Nessa mesma ocasião Elvis participa de programas de TV de grande sucesso de audiência, o que eleva e muito sua popularidade por todo o país.

3 de fevereiro - A RCA quer mais músicas gravadas por Elvis em estúdio. Assim ele participa de mais uma sessão em Nova Iorque onde grava apenas duas músicas: Lawdy Miss Clawdy e Shake Rattle and Roll. Essas duas músicas, ótimas por sinal, deveriam fazer parte do primeiro álbum de Elvis pela RCA que seria lançado no mês seguinte, mas curiosamente foram arquivadas pela gravadora, só chegando no mercado anos depois no disco "For LP Fans Only".

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Máquina Mortífera

Revi recentemente esse primeiro exemplar da franquia. Interessante é que de certa forma o filme não envelheceu tanto quanto eu esperava. O fato é que a fórmula foi tão imitada (e continua a ser imitada até hoje) que até pensamos se tratar de um filme atual. Eu coloco "Máquina Mortífera" e "Duro de Matar" como os filmes responsáveis pela mudança de estrutura dos policiais de ação. Basta assistir a um filme policial das décadas de 60 ou 70 para notar a diferença. Nos anos 70 filmes como "Serpico" ou "Um Dia de Cão" tinham toda uma preocupação em desvendar aspectos sociais, econômicos e políticos envolvendo temas de segurança pública. A ação, quando existia, era mera decorrência dos conflitos internos expostos. Já nos anos 80 a coisa muda de figura, os filmes policiais são filmes de ação em si, sem qualquer preocupação ou profundidade sociais envolvidas.

"Máquina Mortífera" é o maior exemplo disso. A dupla central traz personagens opostos. Um é o policial negro, com estrutura familiar definida e com a chamada estabilidade emocional. O outro é branco, destruído internamente pela morte da esposa e sem um pingo de juízo na cabeça, um suicida em potencial. O filme é baseado justamente nessa oposição entre eles, onde as diferenças não atrapalham sua amizade pois o que importa aqui são as boas cenas de ação, que justificam a existência do filme como um todo. Os vilões são cartunescos e a trama fácil de digerir. Isso é óbvio já que esse é o tipo de produto feito para as massas, para gerar grandes bilheterias. Depois de filmes assim o gênero policial foi ficando cada vez mais raso e vazio (as próprias continuações de Máquina Mortífera demonstram bem isso). De qualquer forma não há como negar que foi um ótimo negócio para a indústria que ganhou milhões, já para os cinéfilos mais conscientes esse tipo de filme não acrescentou muito.

Máquina Mortífera (Lethal Weapon, EUA, 1987) Direção: Richard Donner / Roteiro: Shane Black / Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Gary Busey, Mitch Ryan e Tom Atkins / Sinopse: Dois policiais tentam desmantelar uma perigosa quadrilha de tráfico de drogas que atua em sua cidade. O filme "Máquina Mortífera" foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Som (Les Fresholtz, Rick Alexander, Vern Poore e Bill Nelson).

Pablo Aluísio.

Dragão: A História de Bruce Lee

Título no Brasil: Dragão - A História de Bruce Lee
Título Original: Dragon - The Bruce Lee Story
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Rob Cohen
Roteiro: Robert Clouse, Linda Lee Cadwell
Elenco: Jason Scott Lee, Lauren Holly, Robert Wagner

Sinopse:
Cinebiografia do ator e lutador de artes marciais Bruce Lee (1940 - 1973). Aclamado como campeão nos ringues ele procura levar para o cinema suas técnicas de luta. Bem sucedido inicialmente numa série de filmes B de baixo orçamento ele acaba morrendo de uma forma até hoje pouco explicada. Seu filho, o também ator Brandon Lee, tentaria seguir os passos do pai muitos anos depois.

Comentários:
Filme baseado no livro escrito por Linda Lee Cadwell, esposa do ator Bruce Lee. É interessante porque procura mostrar o lado mais pessoal do ídolo. Como se sabe Bruce Lee morreu muito jovem ainda, em circunstâncias nebulosas, o que ajudou a aumentar ainda mais seu mito. Cinematograficamente falando seus filmes são pouco relevantes, produções B cheias de artes marciais, clichês e pouco roteiro. Mesmo assim fizeram muito sucesso nos cinemas, até porque trouxe aos ocidentais uma nova forma de fazer cinema que até então era pouco explorada. "Dragon" por sua vez é um filme correto, bem realizado, mas também um pouco burocrático em certos momentos. Embora bem produzido a impressão de se estar assistindo a um telefilme nunca deixa o espectador. Jason Scott Lee é bem parecido com o Bruce Lee mas teve que ser "dublado" nas cenas de artes marciais pois obviamente não tinha a técnica do Lee da vida real. No geral é uma produção curiosa e interessante, embora não surpreendente em nenhum momento. Vale para conhecer melhor a história do mito Bruce Lee. Filme indicado aos prêmios Chicago Film Critics Association Awards e MTV Movie Awards. Vencedor do prêmio da Political Film Society. 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Grito de Horror

Seguramente um dos piores filmes sobre lobisomens que já vi - e olha que já vi muita porcaria com esse monstro clássico. De fato, ultimamente tem saído muitos filmes trash sobre Lobisomens, a maioria deles indo parar direto para o mercado de DVD. São filmes bem ruinzinhos, mal feitos, com roteiros nem um pouco brilhantes. Eu pensei de forma equivocada que esse aqui seria uma exceção. Ledo engano. O filme é oportunista até no título. Usando do nome de um filme famoso sobre o tema que surgiu nos anos 80, dirigido por Joe Dante, essa produção de quinta categoria tenta pegar os desavisados. É complicado até mesmo começar a criticar tamanha a falta de qualidade. O elenco é todo formado por jovens inexpressivos, o tal de London Liboiron é um Daniel Radclife com sérias restrições orçamentárias. Sem muito talento faz caras e bocas constrangedoras. A mocinha, bem, dessa nem vou falar. A mãe loba é uma loira até bonita mas sem nada de marcante.

A produção do filme é horrível. Sinceramente tem algo de muito errado num filme de terror de lobisomens em que eles mal aparecem. Quando surgem em cena as câmeras não focam direito neles, obviamente com o objetivo de esconder a pobreza dos efeitos especiais. Os monstros não são digitais, ao invés disso temos literalmente os atores usando máscaras e macacões ao estilo daquelas séries japonesas com Jaspion e Jiraya. Um horror! O "roteiro" (desculpem usar essa palavra) tenta de todas as formas copiar "Crepúsculo" que aliás é infinitamente superior a esse abacaxi, o que dá uma ideia do que é o filme, um horror (no mal sentido). Fujam, corram para as colinas e não percam seu tempo com esse oportunismo descarado!

Grito de Horror (The Howling: Reborn, EUA, 2011) Direção de Joe Nimziki / Roteiro Joe Nimziki, James Robert Johnston / Elenco: London Liboiron, Lindsay Shaw e Jesse Rath / Sinopse: Sinopse: Na trama, um adolescente saindo do colegial finalmente consegue a garota que ele queria há anos, mas, para seu azar, descobre que está amaldiçoado e se transformará em um lobisomem.

Pablo Aluísio.

Anaconda 2

Título no Brasil: Anaconda 2
Título Original: Anacondas
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Dwight H. Little
Roteiro: Hans Bauer, Jim Cash
Elenco: Morris Chestnut, KaDee Strickland, Eugene Byrd, Johnny Messner, Matthew Marsden, Nicholas Gonzalez

Sinopse:
Uma expedição americana chega na Floresta Amazônica para estudar a fauna e a flora da região, dando especial destaque para a localização e a identificação de uma rara espécie de Orquídea Sangrenta. Só que cobras gigantes atacam os membros da equipe, causando terror e pânico.

Comentários:
Não se engane pelo título exagerado de "Anaconda 2: A Caçada pela Orquídea Sangrenta" (do original "Anacondas: The Hunt for the Blood Orchid"). Na verdade o filme é um trash movie com mais orçamento, com mais dólares envolvidos. Só que nem a produção mais bem feitinha esconde o fato de que é um filme de cobras gigantes que atacam gringos em nossa floresta. O primeiro filme, por mais incrível que possa parecer, fez sucesso. Então era natural que houvesse uma continuação. Só que os atores do primeiro filme caíram fora por causa das montanhas de críticas negativas. Entrou no lugar um grupo de atores e atrizes mais desconhecidos. Qual é o problema? Quem assiste esses filmes querem ver mesmo as tais Anacondas, que nada mais são do que o nome que os americanos dão para as cobras que aqui no Brasil são conhecidas como Sucuris. Melhor ver um documentário do Animal Planet.  

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Manobras Radicais

Título no Brasil: Manobras Radicais
Título Original: Grind
Ano de Produção: 2003
País: Estadps Unidos
Estúdio: 900 Films
Direção: Casey La Scala
Roteiro: Ralph Sall
Elenco: Adam Brody, Joey Kern, Mike Vogel

Sinopse:
Quatro jovens sonham em se tornarem ídolos do mundo do Skate. Para isso eles passam a seguir um campeão da categoria. O sonho é se tornar como ele, esportista patrocinado, profissional do sk8, que viaja para as competições ao redor do mundo.

Comentários:
É algo até raro termos um filme sobre skate. Essa modalidade esportiva que hoje faz parte até mesmo dos jogos olímpicos sofreu todo tipo de preconceito ao longo dos anos. Os mais velhos e preconceituosos diziam que era coisa de vagabundo! Que bobagem. Era um esporte jovem, nascido entre a galera mais descolada, que usava as ruas e instrumentos da via urbana como sua pista pessoal. Esse filme é legalzinho, nada demais, porém para quem gosta do skate haverá bastante cenas com manobras radicais para apreciar. Assim deixo a dica desse filme ainda hoje pouco conhecido.

Pablo Aluísio.

Churchill - Detonando a História

Título no Brasil: Churchill - Detonando a História
Título Original: Churchill - The Hollywood Years
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Little Bird Productions
Direção: Peter Richardson
Roteiro: Peter Richardson
Elenco: Christian Slater, Neve Campbell, Miranda Richardson, Antony Sher

Sinopse:
Nesta paródia irreverente, a corte britânica e o governo de guerra consistem principalmente de idiotas e/ou traidores. Hitler se muda para o palácio de Buckingham e planeja se casar com os Windsor, além de outras situações absurdas.

Comentários:
Uma comédia como essa me faz ter saudades dos tempos em que as parodias tinham realmente graça. Me vem à mente o clássico dos anos 80 "Top Secret". Aquilo sim era engraçado e divertido. E era uma comédia que se passava na II Grande Guerra Mundial. Esse filme aqui é um tanto chato. Você vai precisar ter muita boa vontade para gostar do resultado final do filme. O péssimo título nacional também não ajuda muito, sendo apelativo e idiota. Por fim tem o Christian Slater no elenco. Será que isso ainda significa alguma coisa? Ele já trabalhou em tanto filme ruim ao longo de sua carreira que penso que seu presença no elenco realmente não faz diferença alguma. Enfim, esqueça e se assistir, jogue fora.

Pablo Aluísio.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Agenda Secreta do Meu Namorado

Título no Brasil: A Agenda Secreta do Meu Namorado
Título Original:  Little Black Book
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Revolution Studios
Direção: Nick Hurran
Roteiro: Melissa Carter, Elisa Bel
Elenco: Brittany Murphy, Ron Livingston, Holly Hunter, Julianne Nicholson, Josie Maran, Jason Antoon

Sinopse:
A jovem Stacy (Brittany Murphy) acredita que tem o melhor namorado do mundo, que está no relacionamento perfeito, de seus sonhos, mas tudo acaba em segundos, quando ela descobre que seu namorado mantém uma agenda com o telefone de contato de centenas de garotas! E agora, o que fazer?

Comentários:
Temos aqui uma comédia romântica tipicamente da filmografia da atriz Brittany Murphy. Não há maiores surpresas nesse roteiro feito para adolescentes apaixonadas. O que entristece mesmo ao assistir a um filme como esse é rever a própria Brittany Murphy em cena. Ela morreu muito jovem, em circunstâncias até hoje mal resolvidas. Oficialmente teria tomado uma overdose acidental de drogas prescritas, mas para alguns houve até margem para suspeitas de homícidio, visando sua fortuna pessoal. Qual seria a verdade? Bom, de uma coisa podemos concluir, a vida real da Brittany Murphy ficava bem distante das comediazinhas românticas bem bobinhas que fazia no cinema. Estava mais para cinema noir com doses de mistério e suspense. No mais só podemos lamentar que ela tenha tido uma vida tão curta. São armadilhas do destino que temos que lidar.

Pablo Aluísio. 

Tiro e Queda

Título no Brasil: Tiro e Queda
Título Original: The Big Hit
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Kirk Wong
Roteiro: Ben Ramsey
Elenco: Mark Wahlberg, Lou Diamond Phillips, Christina Applegate, Avery Brooks, China Chow, Elliott Gould

Sinopse:
Um grupo de criminosos decide planejar um grande roubo, que vai dar origem a um grande golpe que lhes renderá uma fortuna. Porém todo esse planejamento não adiantará muito quando um deles se apaixonar por uma das potenciais vítimas.

Comentários:
Mark Wahlberg sempre preferiu atuar em filmes policiais ou de ação, só que aqui tudo isso foi combinado com um roteiro cheio de toques de humor.  O elenco é eclético e reúne gente diferente, tão diferente como o "La Bamba" Lou Diamond Phillips e a patricinha brega artificial Christina Applegate. Para quem não lembra dela, foi a adolescente que ficou famosa com aquelas comédias ligeiras da TV americana, aquele formato que conhecemos como "Sitcom" (comédias de situação). No mais o roteiro só peca mesmo por repetir uma fórmula que já vimos em centenas e centenas de filmes antes, aquela coisa de grande roubo, equipe de criminosos, cada um especializado em uma área, problemas durante a execução co roubo, cerco policial e fuga desenfreada. É filme que classificaria como diversão ligeira, passatempo assistível, muito embora também bastante descartável. Assistiu, passou o tempo, esqueceu.

Pablo Aluísio.