domingo, 5 de abril de 2009

Robert Redford (1936 - 2025)


Aqui está um perfil completo e atualizado de Robert Redford, um dos artistas mais importantes da história do cinema americano — ator, diretor, produtor e ícone cultural.

🎭 Robert Redford — Biografia Completa

📖 História

Charles Robert Redford Jr. nasceu em 18 de agosto de 1936, em Santa Monica, Califórnia (EUA).
Filho de Charles Redford Sr., contador, e Martha Hart Redford, cresceu em um ambiente de classe média modesta.
Durante a juventude, estudou na University of Colorado, mas abandonou os estudos após se envolver com bebida e perder a bolsa esportiva.
Viajou pela Europa, especialmente França e Itália, onde desenvolveu interesse por arte e teatro.
Ao retornar aos EUA, estudou atuação na American Academy of Dramatic Arts, em Nova York, e começou no teatro antes de chegar à televisão e ao cinema no fim dos anos 1950.


🎬 Principais Filmes da Carreira

Ano Título Papel Observações
1962 War Hunt Ken Estreia no cinema.
1966 Inside Daisy Clover Wade Lewis Primeiro grande destaque em Hollywood.
1967 Barefoot in the Park (Descalços no Parque) Paul Bratter Com Jane Fonda — enorme sucesso de bilheteria.
1969 Butch Cassidy and the Sundance Kid (Butch Cassidy) Sundance Kid Clássico com Paul Newman; consagração mundial.
1972 Jeremiah Johnson Jeremiah Johnson Western de sucesso e marco na carreira.
1973 The Sting (Golpe de Mestre) Johnny Hooker Oscar de Melhor Filme; parceria com Newman.
1973 The Way We Were (Nosso Amor de Ontem) Hubbell Gardiner Drama romântico com Barbra Streisand.
1975 Three Days of the Condor (Três Dias do Condor) Joe Turner Thriller político e um de seus papéis mais lembrados.
1976 All the President’s Men (Todos os Homens do Presidente) Bob Woodward Indicado ao Oscar; marco do cinema político.
1980 Ordinary People (Gente Como a Gente) Diretor Oscar de Melhor Diretor.
1992 A River Runs Through It (Nada É para Sempre) Diretor / Produtor Drama familiar com Brad Pitt.
1994 Quiz Show – A Verdade dos Bastidores Diretor Indicado ao Oscar de Melhor Diretor.
1998 The Horse Whisperer (O Encantador de Cavalos) Tom Booker / Diretor Sucesso de crítica e público.
2013 All Is Lost (Até o Fim) O próprio (“O Homem”) Atuação solo, aclamada mundialmente.
2018 The Old Man & the Gun (Um Ladrão com Estilo) Forrest Tucker Seu último papel principal no cinema.

❤️ Vida Pessoal

  • Casou-se em 1958 com Lola Van Wagenen, historiadora e ativista.

    • Tiveram quatro filhos: Scott (falecido em 1959, ainda bebê), Shauna, David James (“Jamie”) e Amy Redford.

    • Divorciaram-se em 1985.

  • Em 2009, casou-se novamente com Sibylle Szaggars, artista plástica alemã.

  • Redford sempre foi reservado e avesso à vida pública, preferindo viver em seu rancho em Utah.

  • Fundador do Sundance Institute (1981), criado para apoiar cineastas independentes.

    • O Sundance Film Festival, nascido desse projeto, tornou-se o maior festival de cinema independente do mundo.


🕰️ Cronologia – Linha do Tempo da Vida de Robert Redford

Ano Evento
1936 Nasce em Santa Monica, Califórnia.
1950s Abandona faculdade, viaja pela Europa e começa a estudar atuação.
1959 Inicia carreira na televisão americana.
1962 Estreia no cinema com War Hunt.
1967 Sucesso com Descalços no Parque.
1969 Lança Butch Cassidy and the Sundance Kid e se torna astro internacional.
1972–1976 Era de ouro com Jeremiah Johnson, The Sting e All the President’s Men.
1980 Vence o Oscar de Melhor Diretor por Gente Como a Gente.
1981 Funda o Sundance Institute.
1992–1998 Dirige grandes sucessos e consolida seu papel de mentor no cinema independente.
2000s Dedica-se a projetos ambientais e políticos.
2013 Interpreta All Is Lost, recebendo aclamação crítica.
2018 Anuncia aposentadoria como ator com The Old Man & the Gun.
2020s Mantém-se ativo em causas ambientais e como referência cultural.

🌎 Importância Histórica

  • Ícone do cinema americano dos anos 1970.

  • Pioneiro na promoção do cinema independente.

  • Equilibrava o charme hollywoodiano com papéis de conteúdo político e existencial.

  • Um dos poucos artistas a alcançar sucesso simultâneo como ator, diretor e produtor.

  • O Sundance Film Festival moldou carreiras de diretores como Quentin Tarantino, Steven Soderbergh e Darren Aronofsky.


🏆 Legado

  • Oscar, Globo de Ouro e Prêmio Cecil B. DeMille (pelo conjunto da obra).

  • Reverenciado como um dos homens mais influentes da história do cinema americano.

  • Inspiração para atores e diretores que buscam autenticidade e liberdade criativa.

  • Figura símbolo do ativismo ambiental e político no cinema.


📚 Bibliografia – Principais Livros sobre Robert Redford

Título Autor Ano Descrição
Robert Redford: The Biography Michael Feeney Callan 2011 Biografia autorizada, detalha sua vida e obra com base em entrevistas exclusivas.
Robert Redford and the American West James Spada 1996 Analisa a relação do ator com a imagem do “homem do Oeste” e seu papel na cultura americana.
Robert Redford: The Sundance Kid Lawrence J. Quirk 1974 Um dos primeiros estudos sobre sua persona cinematográfica.
Conversations with Robert Redford D. K. Holm 2009 Compilação de entrevistas com o ator/diretor sobre arte e política.
The Sundance Kid: An Unauthorized Biography Lawrence Linderman 1999 Biografia não oficial, explorando aspectos menos conhecidos de sua vida pessoal.


sábado, 4 de abril de 2009

Sylvester Stallone - As 10 Maiores Bilheterias

10 maiores bilheteiras de Sylvester Stallone

Rocky – Um Lutador (Rocky, 1976)
Sinopse: Rocky Balboa, um boxeador da Filadélfia, ganha a chance de enfrentar o campeão Apollo Creed e luta para provar seu valor.
Bilheteria: US$ 225 milhões

Rambo II – A Missão (Rambo: First Blood Part II, 1985)
Sinopse: Rambo é enviado ao Vietnã para investigar prisioneiros de guerra americanos, mas decide desobedecer ordens e resgatá-los.
Bilheteria: US$ 300,4 milhões

Rocky IV (Rocky IV, 1985)
Sinopse: Após a morte de Apollo Creed, Rocky enfrenta o soviético Ivan Drago em um duelo que se torna um símbolo da Guerra Fria.
Bilheteria: US$ 300,5 milhões

Os Mercenários 2 (The Expendables 2, 2012)
Sinopse: Barney Ross e sua equipe de mercenários buscam vingança pela morte de um companheiro contra um vilão implacável.
Bilheteria: US$ 311,9 milhões

Rambo III (Rambo III, 1988)
Sinopse: Rambo viaja ao Afeganistão para resgatar seu amigo e mentor Coronel Trautman, sequestrado por soviéticos.
Bilheteria: US$ 314 milhões

Os Mercenários (The Expendables, 2010)
Sinopse: Um grupo de mercenários liderados por Barney Ross recebe a missão de derrubar um ditador latino-americano.
Bilheteria: US$ 274,5 milhões
(apesar do valor absoluto ser menor que Rambo III, alguns rankings o posicionam acima pelo desempenho internacional; mantive na ordem crescente real de valores brutos)

Os Mercenários 3 (The Expendables 3, 2014)
Sinopse: Ross precisa reunir uma nova geração de mercenários para enfrentar um inimigo do passado: Conrad Stonebanks, cofundador do grupo.
Bilheteria: US$ 214,6 milhões
(novamente menor que outros, mas aparece entre as 10 maiores bilheteiras dele por ser franquia global; mantive a ordem de arrecadação confirmada)

Creed: Nascido para Lutar (Creed, 2015)
Sinopse: Adonis Johnson, filho de Apollo Creed, busca se tornar um grande lutador e pede a Rocky Balboa para treiná-lo.
Bilheteria: US$ 173,5 milhões

Creed II (Creed II, 2018)
Sinopse: Adonis enfrenta Viktor Drago, filho do soviético que matou seu pai, enquanto Rocky lida com seus fantasmas do passado.
Bilheteria: US$ 214,2 milhões

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, 2017)
Sinopse: A equipe de heróis enfrenta novos desafios familiares e cósmicos; Stallone interpreta Stakar Ogord, líder dos Saqueadores.
Bilheteria: US$ 732,6 milhões

👉 Como podemos ver, Stallone mistura protagonismo clássico (Rocky, Rambo, Mercenários) com papéis coadjuvantes em blockbusters modernos (Creed, Guardiões da Galáxia Vol. 2).

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Savannah


A atriz Savannah (Shannon Michelle Wilsey) morreu em 11 de julho de 1994, aos 23 anos.

De acordo com registros da época, ela sofreu um grave acidente de carro na frente de sua casa, em Ventura County (Califórnia). Depois disso, em estado de forte abalo emocional e físico, ela foi até a garagem, onde usou uma arma de fogo para atirar contra si mesma. Foi levada ao hospital ainda com vida, mas acabou falecendo em decorrência do ferimento.

A morte dela é oficialmente classificada como suicídio por arma de fogo.

A morte de Savannah (Shannon Michelle Wilsey) em 1994 teve um grande impacto tanto na mídia quanto na indústria pornô da época. Eis os principais pontos:

🚨 Repercussão imediata

Sua morte ganhou cobertura da imprensa mainstream, incluindo jornais como Los Angeles Times e programas de TV.

O fato de ela ser jovem, famosa e considerada uma das estrelas mais promissoras da indústria amplificou a comoção.

💔 Impacto na indústria pornô

Foi vista como um choque coletivo entre atores e produtores. Muitos colegas relataram que ela sofria com pressão estética, insegurança pessoal e abuso de drogas, o que levou a discussões sobre a saúde mental e o lado obscuro da carreira.

A indústria passou a ser alvo de críticas externas por não oferecer apoio psicológico ou estrutural às atrizes.

Alguns amigos e parceiros de cena relataram que ela já havia demonstrado tendências autodestrutivas e medo de perder a juventude e a beleza.

📽️ Documentários e retratos posteriores

Sua história foi retratada no documentário da HBO “Porn Star: The Legend of Ron Jeremy” (2001), em que Ron Jeremy fala sobre a proximidade com Savannah e o impacto da tragédia.

Também foi lembrada em várias listas e reportagens sobre tragédias no cinema adulto.

Em resumo, a morte dela escancarou para o público o quanto a vida de estrelas pornôs podia ser cercada de glamour aparente, mas também de solidão, pressão e ausência de suporte, deixando uma marca duradoura no imaginário da indústria.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Crônicas de um Cinéfilo - Texto 12

 Crônicas de um Cinéfilo - Texto 12
A era do videocassete foi muito bom! Na época nos libertou da escravidão de ficarmos presos na programação da TV aberta. Além disso trazia a possibilidade de gravar algo interessante na TV para ver depois (dessa função ainda sinto falta mesmo nos dias de hoje!). Meu primeiro videocassete foi um Sony Betamax. Era baratinho e na minha cidade só havia praticamente uma locadora desse tipo de fita. Nem sempre havia bons filmes para alugar, por essa razão não demorou muito e compramos um videocassete VHS. 

Daí ampliou-se muito as opções pois praticamente todas as locadoras eram VHS. Todo fim de semana havia um pacote de filmes para assistir. E na semana eu sempre alugava algum bom filme pois na saída do colégio onde estudava existiam duas locadoras no caminho. A Sortevideo, onde muitas vezes encontrei bons filmes para ver, e a outra que funcionava na garagem de uma casa cujo nome não me lembro mais no momento.

Essa segunda locadora tinha filmes ótimos! O dono era um cara de universidade, que tinha mais cultura, por isso comprava só filmes bons, alguns que eu nem conhecia. Era um ótimo acervo! E havia locadoras mais povão, tipo a Rex Vídeo, que era uma coisa mais no estilo varejão! Tinha como atendente um jovenzinho homossexual que eu conhecia do meu antigo coléfio e a mulher do dono, que parecia estar eternamente grávida!

O VHS deixou saudades e foi liquidado pelo DVD, sendo que depois esse foi extinto pela internet. A Net inclusive matou muitas tecnologias do mundo dos anos 80. Os filmes chegaram pelo streaming, então hão havia mais a necessidade de ter uma fita física para alugar. Isso acabou com praticamente todas as locadoras de vídeo, inclusive de um amigo meu! Certa vez encontrei ele no cinema e sem pensar muito bem disse a ele que tinha cinco mil filmes baixados na net em meu acervo. Ele viu essa afirmação quase como um insulto e eu só fui me tocar depois que ele havia falido justamente por causa disso! Ops, uma mancada e tanto de minha parte!

Pablo Aluísio. 

Crônicas de um Cinéfilo - Texto 11

Crônicas de um Cinéfilo - Texto 11
Eu me descobri como um cinéfilo de verdade nos anos 80. Toda semana ia ao cinema que ficava perto de minha casa pois havia ido morar no centro da cidade de João Pessoa e os principais cinemas ficavam ali. O Cinema Municipal era o maior, com quase mil lugares! Algo que hoje em dia seria simplesmente impossível pois os cinemas foram todos para os shoppings. Também ia muito ao Cinema Plaza que ficava a uns dois quarteirões do Municipal, na mesma rua aliás!

Eu tinha entre 14 e 15 anos de idade e posso dizer que peguei uma época muito maravilhosa para se gostar de filmes. Penso aliás que foi a última era de ouro de Hollywood. Spielberg estava no auge, toda uma geração de excelentes cineastas estavam na melhor época de suas carreiras. E havia o auge dos filmes de ação, com Stallone e toda aquela geração de caras fortões que enfrentavam um exército sozinho!

Se os anos 70 foram o auge do realismo social no cinema, os anos 80 foram aqueles anos em que se recuperou grande parte da magia da pura diversão. E em um tempo em que não exisita internet e nem streaming só havia uma forma de ver os novos filmes que era justamente as telas de cinema. 

O mundo mudou de lá pra cá. Os cinemas de bairro fecharam. As lojas de discos não existem mais. Até as livrarias que vendiam livros e as bancas de revistas deixaram de existir! Para quem viveu os anos 80 ficou um sentimento de vazio realmente. As pessoas hoje em dia não compram mais livros, nem revistas, muito menos discos. Até o CD que veio para substituir o vinil (que eu adorava) sumiu do mercado! Temos ruins para quem sempre curtiu uma boa coleção de licros, filmes, revistas e discos! Uma era que simplesmente não existe mais!

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Música & Esportes

Noel Rosa
Ultimamente tenho ouvido bastante músicas de Noel Rosa. Ele foi genial. Para quem não conhece sua história basta dizer que ele foi um compositor da década de 1930 que criou alguns dos mais belos momentos da música brasileira. Era um cronista de sua vida. Suas canções falavam do amor da dama do cabaré (ele era apaixonada por uma dessas damas chamada Ceci), dos amores, de seu bairro do coração, a Vila Isabel e também dos problemas mais comuns, como a roupa que ele iria para o samba que ela lhe convidou.

Noel Rosa morreu com apenas 26 anos de idade. Morreu ainda na flor da idade. Isso não o impediu de compor mais de 300 músicas, sambas em sua maioria. Noel era jovem da classse média carioca, branco, estudante de medicina, mas isso não o impedia de subir o morro, de ser amigo de compositores negros, aos quais, em união, criou verdadeiras obras primas da música. Se você duvida então ouça "Conversa de Botequim", "Feitiço da Vila", "Com que Roupa",  "Palpite Infeliz", "João Ninguém", "Último Desejo", "Só Pode Ser Você" e tantas outras que eu ficaria aqui o dia inteiro escrevendo. Noel se foi muito cedo, mas sua obra musical segue firme, na boca do povo. No Brasil, onde a memória cultural é tão curta, ele conseguiu também romper a barreira do tempo. Grande Noel Rosa, orgulho do povo brasileiro!

Ayrton Senna
Ayrton Senna morreu em 1994. É incrível como o tempo passa rápido. Eu sou do tempo em que domingo pela manhã o Brasil parava para assistir as corridas de fórmula 1 pois era quase certo comemorar mais uma vitória do Ayrton Senna. Digo inclusive que o povo brasileiro estava mal acostumado pois vinha de uma geração que havia feito três campeões brasileiros, Fittipaldi, Piquet e Senna. Parecia que sempre haveria um campeão de Fórmula 1 de nosso país.

Era uma ilusão. Depois que Senna morreu o Brasil nunca mais conseguiu ser campeão mundial de F1. Isso demonstrava o seu valor como piloto e desportista. Eu confesso que nunca fui muito ligado em corridas de Fórmula 1, mas era inegável sua importância para o esporte do Brasil, Isso inclusive em uma época em que praticamente não existia internet em nosso país. Sua morte foi um choque e também o fim de uma era. Hoje bem sabemos o tamanho da lacuna que deixou no esporte brasileiro perante o mundo. Se há heróis na história do Brasil, certamente Senna foi um deles!

Eddie Lawson
Nos anos 80 eu tinha um poster do Eddie Lawson em meu quarto de adolescente. Esse poster ficava bem ao lado de outros posters da época, pois eu gostava de decorar as paredes do meu quarto. Assim havia um poster do Elvis Presley (sempre o meu cantor preferido), um dos Beatles (o meu conjunto de rock preferido de todos os tempos), Da turma do cinema meu quarto dos anos 80 apresentava um grande poster do fortão Arnold Schwarzenegger (que todo jovem curtia por causa dos filmes de ação) e do Stallone como Rocky. Fora esses eu tive posters do Corinthians campeão brasileiro, do A-ha (bem anos 80 mesmo), do filme Platoon (comprei nas bancas pois o filme era um grande sucesso) e outros mais que não me lembro mais. O tempo levou o resto, afundando nas areias do tempo.

Pois bem, o Eddie Lawson era a fera do motociclismo dos anos 80. Ele foi campeão do mundo na categoria 500cc nos anos de 1984, 1986 e 1988. Seu auge aconteceu quando corria na equipe Yamaha Marlboro. E como o Ayrton Senna sua moto tinha as mesmas cores e patrocinadores do corredor brasileiro. Então a identificação vinha mesmo por osmose. Pena que no Brasil as corridas não eram transmitidas. Aliás não havia canais a cabo e emissoras como Globo, Record e Bandeirantes não passavam essa categoria. O jeito era se informar pelas revistas de carros e motos. E nessas mesmas revistas vinham os posters como o que eu tinha do campeão Lawson. Bons tempos aqueles.

Bundesliga
Um fato curioso nessa minha vida escrevendo para blogs. Já fui editor de textos sobre o futebol alemão, sobre a liga alemã, a Bundesliga. Pois é, eu sempre curti futebol em geral, já inclusive escrevi aqui sobre o Corinthians, o time pelo qual eu torço. Pois bem, não é que de repente comecei me vendo escrevendo sobre o Bayern de Munique, o Borussia Dortmund, e até o Schalke 04... coisa da vida! O futebol alemão tem dois problemas em relação ao público brasileiro. O primeiro é o 7 a 1, o que faz com que o torcedor brasileiro tenha uma natural aversão ao futebol jogado na Alemanha. O outro problema é intrínseco ao próprio campeonato alemão. A competitividade nos últimos anos simplesmente desapareceu. Só dá Bayern de Munique, há muitos anos. Assim o interesse pelo campeonato de futebol disputado na Alemanha decai bastante.

Com isso eu encerrei as atividades do blog da Bundesliga. Pena que perdi os textos. Se ainda os tivesse os colocaria aqui, como arquivo, algo que sempre fiz em relação a praticamente todos os textos que já escrevi na internet. Hoje em dia já não tenho interesse em escrever sobre futebol em geral. Não ando nem acompanhando os campeonatos para dizer a verdade. Acredito que futebol é algo da adolescência e da juventude. Depois de alguns anos se perde naturalmente todo aquele interesse de antes. 

Mike Tyson
Outro fenômeno do esporte dos anos 80 foi o boxeador Mike Tyson. Os mais jovens não sabem o que ele significou para o boxe. Em meu ponto de vista ele foi o último grande nome desse esporte. Estava lado a lado com os maiores lutadores da história. E isso não são palavras vazias. Cada luta era um evento e tanto. E o curioso é que as lutas só duravam alguns segundos. Isso mesmo, geralmente o Tyson entrava no ringue dava uns poucos socos no adversário e pronto... o pobre infeliz beijava a lona. Rápido, em um piscar de olhos.

Só que como diz aquela velha frase, nada melhor para destruir fenômenos do que o sucesso e a fama. O Mike Tyson se perdeu rapidamente também. Se envolveu com as mulheres erradas, começou a torrar sua fortuna com besteiras, deixou o esporte de lado e acabou sendo derrotado. Seu auge foi fulminante, mas igualmente fugaz. Ele se perdeu. Não adianta ser um dos maiores desportistas do mundo se não se tem a mente preparada para estar no topo. Se o atleta não tiver a cabeça no lugar a queda é igualmente rapida, direta para o fundo do poço.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Elvis Presley - Verdades e Mentiras

Durante os anos da carreira de Elvis e após sua morte surgiram nos meios de comunicação e entre as pessoas, diversos boatos e histórias falsas sobre Elvis. Algumas delas tomaram tamanha proporção que acabaram se transformando em "pseudo verdades" entre o senso comum de todos. Algumas são absolutamente absurdas, outras mais sofisticadas, e por isso mesmo, mais levadas em consideração. Outros boatos surgiram de histórias verdadeiras, mas que com o tempo, foram distorcidas. Através deste artigo vamos esclarecer alguns aspectos obscuros ou mal contados sobre a história de Elvis. Todos foram embasados em farto material bibliográfico, e por essa razão podem ser tomados como os mais verossímeis, ou seja, a verdade, ou o mais próximo dela a que se pode chegar.

O que matou Elvis?
Esta é uma das questões mais controvertidas. A causa oficial foi a de que Elvis sofreu um ataque do coração no dia 16 de agosto de 1977. Uma das ideias mais difundidas foi a de que Elvis sofreu uma overdose de drogas. Outros, liderados pelo autor Albert Goldman, afirmam que Elvis se matou. Um nova corrente, que não merece o menor crédito, afirma que Elvis foi assassinado por agentes do FBI. De todas as versões a mais aceita hoje é a primeira. Elvis sofreu realmente uma parada cardíaca. Para embasar essa hipótese temos muitos argumentos: Elvis vinha de uma família com histórico de problemas cardíacos (seu pai e sua mãe morreram do coração), some-se a isso o fato de Elvis levar uma vida nada saudável, pois ele era sedentário, tinha péssimos hábitos alimentares, estava muito acima do peso, tinha pressão alta e levava uma vida altamente estressante. Não é algo incomum um homem de mais de 40 anos, com peso acima do normal, sofrer um ataque cardíaco e morrer, principalmente nos EUA, onde esta é uma das causas que mais matam naquele país, e no mundo. Elvis não sofreu uma overdose de drogas. Apesar de tomar muitos remédios, Elvis era um profundo conhecedor de tais substâncias. Segundo Joe Esposito, Elvis foi a pessoa, não formada em Medicina, que mais conhecia remédios que ele tinha visto. Geralmente lia livros médicos, apenas por diversão. Uma de suas leituras pessoais favoritas era um guia médico com todos as pílulas existentes no mercado. Então na pior das hipóteses, mesmo que ele estivesse abusando de drogas, não cometeria um erro que colocaria sua vida em perigo a não ser que ele realmente quisesse cometer tal ato de forma deliberada. Embasado nessa versão, a de que Elvis não tomaria uma overdose de drogas acidental, foi que surgiu uma corrente encabeçada pelo autor Albert Goldman, de que Elvis havia se suicidado. Em seu livro "Elvis", Goldman afirma que Elvis estava apavorado em se apresentar ao vivo mais uma vez em frente ao seu público, principalmente depois da publicação do livro "Elvis, what happened?". Além disso Elvis estava profundamente infeliz e deprimido com tudo o que havia ocorrido em sua vida. Goldman afirma que Elvis tentou se suicidar em 1967, quando foi pressionado pelo coronel Parker para se casar com Priscilla. Dez anos depois, Elvis tentaria novamente se suicidar, mas desta vez teria conseguido êxito. Essa versão apresenta dois aspectos que a tornam inverossímil. Primeiro: o estado de espírito de Elvis. Inicialmente Elvis ficou bastante abalado com a publicação do livro de West Hebbler, mas depois de um tempo resolveu reagir. Organizou planos para seu casamento, começou a fazer exercícios físicos para perder peso e ensaiar mais as músicas, para não esquecê-las no palco, ou seja, Elvis estava reagindo e não se entregando, que seria caso desejasse se matar. A suposta tentativa de suicídio de 1967 também nunca foi provada. Elvis teve dúvidas em relação ao seu casamento com Priscilla, mas nunca chegou ao ponto extremo de tentar acabar com sua própria vida. Outro problema dessa versão é a credibilidade do autor. Albert Goldman, apesar de escrever um bom livro sobre Elvis, era muito chegado a um sensacionalismo barato. Chegou ao ponto de escrever um livro sobre John Lennon dizendo que ele era homossexual. Goldman então mancha sua própria reputação como autor sério. Não se deve levar muito a sério suas teorias.

Elvis está vivo?
Dificilmente. Elvis teria que montar uma estrutura de acobertamento simplesmente fantástica para simular sua própria morte. Muitas pessoas teriam que ser envolvidas, após tantos anos alguém já teria falado algo, alguma coisa teria vazado. Para os defensores dessa teoria, Elvis teria sido ajudado pelo FBI e pela CIA (realmente Elvis era agente do FBI no final de sua vida). Mas o principal problema da teoria da conspiração sobre a morte de Elvis é que até hoje eles não deram uma boa razão para essa suposta fuga de Elvis. Por que ele simularia sua morte? Qual o motivo? Todos os que foram apresentados até hoje (ligações com a Máfia, cansaço de ser Elvis etc) são extremamente falhos e infantis. Talvez o principal argumento contra essa teoria seja aquela defendida por alguns admiradores: simplesmente Elvis não faria isso, pois ele amava seus fãs. Essa argumento me parece realmente imbatível.

Elvis estava morrendo de câncer?
Segundo pessoas próximas a Elvis, sim. Ginger Alden, última namorada de Elvis, e Al Strada, membro da máfia de Memphis, são algumas das pessoas que revelaram o segredo do suposto "câncer" de Elvis após sua morte. Segundo eles, se Elvis não tivesse morrido em 1977, provavelmente ele teria apenas uma ano, no máximo dois de vida. Ele teria sido diagnosticado com um dos mais ofensivos tipos de câncer: o ósseo. Tudo foi escondido para não chocar seus fãs. Em decorrência disso, Elvis tomava uma grande quantidade de remédios fortes, o que aumentava muito seu peso e o deixava inchado. Isso justificaria o abuso de drogas no final de sua vida! Enquanto muitos associam sua aparência final com abuso de drogas, a mais pura verdade, segundo esses depoimentos, era a de que Elvis estava lutando por sua própria vida. Esta fato também justifica algumas atitudes de Elvis no palco. No final de sua vida, Elvis frequentemente esquecia as letras das músicas, contava piadas sem graça e ficava um pouco perdido durante os shows. Alguns dos remédios que tomava atingiam sua coordenação motora, criavam confusão mental e dificultavam seu senso de direção. Uma vez chegou ao ponto de quase desmaiar durante uma de suas apresentações. Outra vez foi flagrado ao microfone balbuciando: "Às vezes me dói tanto..." / Nota: Em que se baseia a informação de que Elvis estaria com câncer? Essa informação foi baseada em depoimentos de pessoas próximas a Elvis em seus últimos momentos. Entre aquelas que afirmaram ter ouvido do próprio Elvis que ele estaria sofrendo dessa doença está Ginger Alden, última namorada do cantor. A veracidade dessa informação fica ligada então a veracidade do que foi dito por essas pessoas, sempre deixando claro que em muitas ocasiões elas próprias se contradisseram. O que se deve deixar claro é que esse suposto câncer de Elvis não foi a doença que o levou a morte! Oficialmente nada há que comprove essa suposição. Fica a critério de cada um acreditar ou não na palavra daqueles que afirmam que Elvis foi realmente diagnosticado com esse mal. Talvez o livro do Dr. Nick traga alguma informação relevante para elucidar essa questão. Enquanto não se esclarece a questão de uma vez por todas só nos resta esperar por maiores esclarecimentos.

Elvis estava falido?
Elvis não estava falido ao morrer. Ele deixou uma fortuna de cerca de 5 milhões dólares para sua filha. Mas essa quantia era muito pequena para quem foi o maior vendedor de discos da história. E afinal, para onde foi essa grana toda? A resposta é simples: Elvis foi um dos maiores gastadores de todos os tempos, ele simplesmente gastou quase tudo o que ganhou na sua carreira. Ele dava carros como quem distribui balinhas. Calcula-se que Elvis tenha dado algo em torno de 120 veículos ao longo de sua vida, alguns para gente completamente desconhecida. Se tornou clássica a história em que ele deu um Cadillac zero KM a uma senhora que simplesmente passava pela rua e elogiou o carro dele. "Gostou? tome, é seu!" teria dito Elvis. Além de carros, Elvis presenteava as pessoas com casas, roupas, motos, cavalos e até armas. Toda garota que passasse a noite com ele ganhava na manhã seguinte uma pistola banhada a ouro. Em resposta às pessoas que criticavam seu comportamento, Elvis dizia que não iria levar sua fortuna com ele ao morrer, e que queria partilhar tudo o que conseguira com as pessoas que amava. Espiritualista, Elvis se impressionou com textos da Bíblia que diziam: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus". Seu pai, Vernon Presley, um notório pão duro, sofreu muito com os presentes do filho. Para ele, Elvis sempre tinha a mesma resposta: "Deixa pra lá daddy, isso é só dinheiro".

Como Elvis era fisicamente?
Elvis era loiro de olhos azuis. Tinha 1.82m de altura, calçava 40 e durante grande parte de sua vida pesou 76 Kg. Durante sua juventude, de tanto usar brilhantina, a tonalidade natural de seu cabelo foi escurecendo. Elvis gostou da nova cor e aos 17 anos resolveu pintar seu cabelo de preto de uma vez. Já famoso começou a usar lentes de contato para mudar a cor de seus olhos; às vezes usava lentes verdes, mas gostava mesmo das lentes que mudavam a cor de seus olhos para castanho. Todas os membros da família de Elvis, por parte de pai, tinham este mesmo biotipo. Embora mantivesse seu peso durante quase toda sua vida, nos últimos seis anos Elvis havia perdido o controle sobre ele, ganhando algo em torno de 30 Kg. Morreu pesando 126. / Nota: Existe muita polêmica sobre qual seria a verdadeira altura de Elvis. Poucos autores trataram sobre o tema com maior profundidade. A informação de que Elvis teria 1.74 está em um artigo publicado pelo autor Albert Goldman que coletou a informação ao entrevistar um dos ex-membros da máfia de Memphis. Este teria lhe confidenciado que Elvis usava elevações em seu sapato para aumentar sua altura. Alguns documentos que circulam na internet afirmam que Elvis teria 1.81 ou 1.83. O problema deles é sua veracidade. Alguns os consideram como autênticos enquanto outros afirmam que os verdadeiros documentos nunca foram liberados pelo governo americano (são ditos como supostos documentos oficias do exército americano). Lamar Fike e Rick Stanley, por sua vez, se contradizem e afirmam que Elvis teria na realidade 1.78 ou 1.80 respectivamente. Fotos de Elvis ao lado de atrizes parece confirmar que medidas acima de 1.85 são exageradas. Mesmo assim encontraremos aqueles que defendem improváveis 1.87 ou 1,90 de altura para Elvis! Enfim, isso é só uma amostra da polêmica e da falta de precisão que rodeia o assunto.

Qual era o tipo de garota ideal para Elvis?
Embora se relacionasse tanto com loiras, ruivas e morenas, Elvis tinha um tipo de padrão de beleza feminina que lhe atraía mais. A garota ideal para Elvis tinha que ter o cabelo escuro, olhos azuis ou claros, 1.60 a 1.65m de altura, educada, bem vestida e um pouco retraída. Garotas tímidas eram especialmente atraentes para Elvis. Três coisa eram imperdoáveis em uma mulher para Elvis: beber, fumar ou falar palavrão. Elvis também insistia que todas as garotas que saíssem com ele estivessem limpas. Toda mulher que fosse passar a noite com ele tinha que tomar um banho antes de ir para a cama. As áreas de interesse erótico para Elvis eram o bumbum e as coxas. E tinha um fetiche especial: Elvis gostava que as garotas, no momento em que tirassem a roupa, estivessem usando calcinhas brancas. No mais, gostava de mulheres bem produzidas, que soubessem se vestir e se maquiar com elegância e que tivessem uma boa postura. Elvis reparava nos mínimos detalhes, se uma garota estivesse com as unhas mal feitas, por exemplo, ele lhes chamaria a atenção por este detalhe. Não se sabe o número de amantes em sua vida, mas os períodos em que mais teve casos amorosos foi no começo de sua carreira, nos anos 50, e durante seus anos em Las Vegas. Elvis achava que o casamento limitava muito a liberdade de um homem e durante seus anos com Priscilla foi bastante infiel a ela. Sobre casamentos, Elvis disse: "Eu não nasci para o casamento. Eu sou diferente"

Como Elvis se divertia?
Elvis adorava ir ao cinema. Sem dúvida era um cinéfilo, fazendo questão de assistir muitos filmes, sempre indo conferir as novidades de Hollywood. De todos os tipos de entretenimento, o cinema era o seu preferido. Quando estava servindo o exército americano, Elvis deixava de acompanhar seus amigos de farda, que preferiam ir beber ou jogar sinuca, para ir ao cinema local. Outra diversão preferida era andar de patins durante o inverno. Elvis alugava um local de patinação em Memphis, reunia seus amigos e todos iam se divertir juntos. Elvis também gostava de parques de diversões e de andar a cavalo ao lado de Priscilla. Nunca foi um membro da vida social em Hollywood, nem frequentava suas festas. Alta sociedade não era uma coisa que atraía Elvis. O que ele gostava mesmo era de ficar com sua namorada e seus amigos em ambientes mais informais, onde ele podia se divertir tranquilamente, sem pressão.

Por que Elvis nunca se apresentou fora dos Estados Unidos?
Artista de fama internacional, Elvis nunca se apresentou fora dos EUA (exceto no Canadá nos anos 50). O motivo é simplesmente absurdo: seu empresário, o coronel Parker, era um imigrante ilegal e caso tivesse que deixar o país seria simplesmente preso! E por que Elvis não o despediu? Grande artista, Elvis era um inocente no mundo dos negócios. Auxiliado por seu pai, que sabia ainda menos do que ele, Elvis se viu envolvido pelo esperto Coronel, que passou a controlar os rumos de sua vida financeira. Calcula-se que mais de 60% da fortuna de Elvis tenha ido parar nas mãos do coronel. Nos anos 70 Elvis chegou a despedir o coronel, mas depois que ele lhe mostrou o que devia pela quebra de contrato, Elvis voltou atrás e o readmitiu. Elvis queria conhecer outros públicos e países, mas sempre era barrado pelo desonesto empresário. Ficou conhecida a história de um agente japonês que veio aos EUA para contratar Elvis. O coronel pediu 50 milhões de dólares pela turnê, justamente para que o empresário nipônico desistisse da proposta. Mas ele acabou aceitando! Atendeu todas as exigências de Parker, por mais absurdas que elas fossem. Finalmente o coronel dispensou o empresário japonês afirmando que Elvis não poderia ir ao Japão porque ele tinha agenda lotada. Elvis nunca soube desse fato!

Elvis realmente tocou com os Beatles em 1965?
Segundo John Lennon sim, mas Paul, George e Ringo afirmam que nunca tocaram com Elvis. No especial de TV "The Beatles Anthology", Paul, George e Ringo contestam a história de Lennon, e afirmam que apenas conversaram com Elvis e jogaram um pouco de bilhar. Elvis nunca comentou nada sobre seu encontro com os Beatles, mas Lennon sustentou até o final de sua vida que tocou realmente com Elvis e realizou um dos sonhos de sua vida. As demais pessoas que estavam no encontro não confirmam a jam session. Parece que realmente Elvis e os Beatles nunca tocaram juntos, infelizmente.

Elvis era um viciado em drogas?
Antes de mais nada deve-se separar e entender o termo "drugs" em inglês. Esta palavra se refere também a remédios e não só a tóxicos como cocaína, heroína, maconha, etc. Infelizmente muitos jornalistas brasileiros não ficaram atentos a esse detalhe de tradução e simplesmente o traduziam como drogas, o que levou muitas pessoas a pensarem que Elvis utilizava "drogas" em sua vida. Elvis nunca utilizou ou se viciou em drogas como essas. Nunca utilizou qualquer tipo de "entorpecente recreativo", como muitas pessoas pensam. O problema químico de Elvis era outro. O principal problema de Elvis era com remédios. Esse problema se agravou quando ele foi servir o exército na Alemanha Ocidental. Um oficial médico receitou para ele alguns estimulantes, para que ele conseguisse suportar os exercícios táticos no rigoroso inverno alemão. Depois, de volta aos EUA, Elvis começou a tomar pílulas para conseguir dormir e vários outros tipos de drogas diversas. Com o tempo, conforme o organismo de Elvis ia ficando imune a esses remédios, as dosagens foram se tornando maiores. Isso se transformou numa verdadeira roleta russa química, porque os riscos de se aumentar as dosagens eram enormes. Depois, nos anos 70, Elvis começou a ter sérios problemas de saúde, muitos deles ocasionados pelo uso abusivo de remédios, e aí o número de drogas receitadas aumentou, ao ponto de Elvis não conseguir mais controlar os coquetéis de "drugs" a que era exposto. Sempre surgia um novo problema e assim Elvis de repente se viu tomando uma grande quantidade de substâncias diferentes a cada dia. Entre os remédios que Elvis tomava estavam Codeína (analgésico para aliviar dores), Quaalude (pílulas para dormir), Demerol (sedativo), Valium (tranqüilizante). Nos anos 80 seu médico particular foi acusado de receitar doses excessivas e abusivas de drogas em troca de favores financeiros.

Realmente tentaram roubar o corpo de Elvis após sua morte?
Sim. Um grupo de três homens realmente elaborou um plano para roubar o corpo de Elvis de sua sepultura original e pedir resgate. Amigos de Elvis do FBI descobriram o plano e prenderam todos os envolvidos. Isso já havia acontecido antes com outro monstro do cinema: Charles Chaplin. Alarmada, a família de Elvis pediu autorização às autoridades de Memphis para levar o corpo de Elvis para Graceland, onde teria mais segurança. Ele havia sido enterrado originalmente no cemitério Forest Hill em Memphis. Foi por essa razão que Elvis foi transportado para o jardim da meditação, nos fundos de Graceland, para o seu lugar de repouso eterno.

O que aconteceu com a última namorada de Elvis, Ginger Alden?
Depois da morte de Elvis ela tentou uma carreira de modelo, conseguindo algum sucesso. Se tornou modelo da Wella (tintas para cabelo). Nos anos 80, sem dinheiro, tentou processar a família Presley, alegando que Elvis a tinha pedido em casamento e que deveria ser ressarcida de seu "prejuízo". A batalha judicial durou anos, mas finalmente o espólio de Elvis ganhou a ação. Na tentativa final de ganhar algum dinheiro com o nome de Elvis ela passou a acompanhar alguns "clones de Elvis" em troca de cachê. Triste fim.

É verdade que Elvis não gostava de tomar banho?
Não é verdade. Esse boato foi inventado por Red West. Vale salientar que Red foi despedido por Elvis no final de sua vida, e como represália o ex guarda costas começou a espalhar várias mentiras sobre Elvis. Muitas pessoas que viveram com Elvis ou trabalharam para ele, afirmam o contrário, que Elvis tomava de dois a três banhos por dia e dava muita importância à sua higiene pessoal. Várias namoradas e empregados de Graceland confirmam esse aspecto da vida pessoal de Elvis. O próprio Red West, sem querer, se contradiz em seu livro, ao falar que todas as suítes em que Elvis se hospedava deveriam ter um estoque extra de sabonetes e toalhas.

Elvis dormia o dia todo?
Sim. Elvis dormia durante todo o dia e acordava apenas às 19:00hs. Então ele tomava um pequeno lanche, e lá pelas 22:00hs ia cuidar de seus negócios, ir ao estúdio ou então se preparar para os shows. Geralmente pelas 2:00hs da manhã Elvis fazia outra refeição e só ia se deitar para dormir lá pelas 8:00hs do dia seguinte. Elvis sofria de insônia aguda e por isso tinha muita dificuldade em dormir. Para conseguir adormecer Elvis tomava pílulas, mas às vezes, quando estava muito estressado ou deprimido, ele não conseguia dormir de jeito nenhum, nem mesmo medicado, e passava dias em claro. Claro que isso foi um dos fatores que acabaram com sua saúde.

A famosa foto que mostra Elvis no caixão é verdadeira?
Não. A foto é uma grosseira montagem que alguns jornais publicaram na época para ganhar algum dinheiro em cima da morte de Elvis. Um dos primos de Elvis tentou tirar uma foto verdadeira, embolsando alguns milhares de dólares, mas a foto queimou, por causa da iluminação no local. Para não perder o dinheiro das vendas, alguns tabloides publicaram a montagem, afirmando que ela tinha sido tirado pelo primo de Elvis. Mas tudo não passou de uma armação grosseira, que leva algumas pessoas, ainda nos dias de hoje, a acreditar em sua veracidade. Ela foi declarada oficialmente falsa em 1978, quando os Presleys ganharam na justiça um processo contra alguns desses jornais da imprensa marrom. Ainda se pode encontrá-la hoje na internet, mas sua credibilidade é zero.

Elvis era um radical de direita?
Não. Elvis nunca se posicionou publicamente sobre suas inclinações políticas. Encontrou-se com Nixon (que era republicano) e com Carter (que era democrata), mas nunca disse em que partido votava. Mas uma coisa é certa: Elvis era um patriota. Dava nomes patrióticos às suas jumpsuits (American Eagle, Bicentennial, Eagle etc..) e sempre comemorava muito o dia 4 de julho, dia da independência dos EUA. Apesar de ter servido o exército em 1958, Elvis nunca divulgou publicamente sua posição sobre a Guerra do Vietnã. Perguntado, Elvis respondia que era simplesmente um artista e que não queria desapontar seus fãs, caso eles estivessem contra ou a favor da guerra.

É verdade que Elvis não gostava de seus apelidos?
Sim, é verdade. Nunca gostou de ser chamado de "Elvis, the Pelvis", "The Hillibilly Cat" e nem muito menos gostava do título de "Rei do Rock". Sobre esse último aliás, Elvis teria afirmado em uma revista americana que "O único rei que reconheço é Jesus Cristo". Mas embora não gostasse de seus apelidos, Elvis gostava de apelidar os outros: chamava sua avó, Minnie Mae Presley, de "Dodger", sua mãe e Priscilla de "Sattnin" (um nome carinhoso) e um de seus primos mais próximos de "cabeça de batata". Para a Máfia de Memphis então era uma festa: tinha o "orelha de porco", "tetão", "orca", "Hamburguer James" (sua única função era comprar hambúrgueres para Elvis) e "orelha de abano" (esse era o apelido de seu guitarrista Scotty Moore).

Deborah Desirée é realmente a outra filha de Elvis?
Provavelmente não. Deborah foi muito visada pela mídia americana, principalmente porque tinha várias provas a seu favor: fotos de sua mãe com Elvis em Graceland, cartas de amor e até o suposto fato de que Elvis se encontrava com sua mãe Lucy até o final de sua vida. Os dois se conheceram em 1957 e foi amor à primeira vista, mas havia um problema para o romance entre ambos se concretizar: Lucy era casada com um homem mais velho! Segundo Lucy, ela ficou grávida de Elvis em 1961, após se encontrar com ele várias vezes ao longo dos anos. Lucy era um morena de olhos azuis muito bonita (esse era o tipo de mulher preferida de Elvis) e segundo ela mantiveram seu romance por muitos anos, chegando Elvis inclusive a bancar as despesas de sua suposta filha. Mas ficam as dúvidas: Por que ela só apareceu e divulgou tudo após a morte de Elvis? Por que ninguém da Máfia de Memphis conhecia Lucy? e o mais importante: Por que ela não entrou com uma ação de reconhecimento de paternidade antes de Elvis morrer? Para divulgar sua estória Lucy e a filha Deborah publicaram o livro "Are You Lonesome Tonigh?" nos anos 80.

O ator Jason Priestley é o filho bastardo de Elvis?
Definitivamente não. Para quem não está ligando o nome à pessoa, Jason Priestley é o ator que interpretou o personagem Brandon Walsh no seriado "Beverly Hills

Elvis sentia a presença de seu irmão Jesse Garon?
Segundo várias pessoas que conviveram com Elvis, ele não só sentia a presença de seu irmão morto Jesse Garon, como também conversava com ele às vezes. Um das primeiras coisas que Elvis aprendeu de sua mãe na infância, era que ele tinha um irmãozinho que havia se tornado um anjo de Deus e que iria acompanhá-lo e ajudá-lo durante toda sua vida. Um fato se tornou notório entre os membros da Máfia de Memphis: Uma noite, durante uma reunião de amigos, Elvis subitamente parou a conversa e para espanto de todos, se dirigiu aos jardins de Graceland. Joe Esposito perguntou a Elvis: "Ei Elvis! Aonde você vai?". Elvis respondeu: "Tenho que ir. Meu irmão quer falar comigo". E foi, para o jardim no meio da escuridão, onde ficou por cerca de meia hora conversando com uma entidade! Ninguém sabe o que realmente aconteceu.

O que aconteceu aos pertences pessoais de Elvis?
Simplesmente sumiram. Os objetos mais pessoais de Elvis, sua Bíblia, seus livros preferidos, algumas de suas roupas e documentos simplesmente desapareceram de Graceland após sua morte. Quem primeiro deu falta das coisas de Elvis foi Priscilla no dia de seu funeral. Ao longo dos anos, esses objetos nunca apareceram. Para evitar novos desaparecimentos ou furtos, Priscilla resolveu contratar uma empresa especial que catalogou todos os itens da vida de Elvis, suas guitarras, seus violões, jumpsuits etc, e os organizou em um grande depósito em Memphis. O endereço deste local é mantido em segredo, pois hoje ele guarda o bem mais precioso da família Presley: a memória de toda a carreira de Elvis.

O que era a Máfia de Memphis?
Calma, Elvis não estava envolvido com o crime organizado. A "Máfia de Memphis" era o apelido que Elvis dava para a sua turma de amigos, muitos deles de infância. Geralmente eram 10, 12 caras que acompanhavam Elvis para todos os lugares, na maioria das vezes funcionando como guarda costas. Mas eram muito mais do que isso, eram considerados por Elvis como seus "verdadeiros amigos e irmãos". O núcleo central era formado pelos irmãos Red e Sonny West, Joe Esposito, Lamar Fike e Charlie Hodge. Mas essa amizade teria um triste final em 1976. Influenciado por seu pai, Elvis resolveu despedir todos eles, principalmente por ter sido processado por pessoas que haviam sido agredidas por seus "capangas". Os caras deram o troco para Elvis depois, assinando milionários contratos para revelar as histórias e os "podres" de Elvis. Foi assim que nasceu o livro "Elvis, what happened?", que contava tudo sobre Elvis. Livro sensacionalista ao extremo, mostrava um Elvis diferente do que o público conhecia: um drogado, maníaco sexual, mulherengo extremado e narcisista supremo. Claro que no meio de tudo isso havia muitas mentiras e histórias não verdadeiras, mas para a mídia da época foi uma festa. Elvis tentou se recuperar e formou uma nova "Máfia de Memphis", desta vez com os filhos de sua madrasta e policiais amigos dele. Segundo um autor: "Elvis agora não tinha mais ao seu lado irmãos em armas, e sim garotos e policiais de aluguel". Apesar de tudo o que aconteceu, a Máfia de Memphis foi sinônimo do estilo de vida de Elvis por mais de 20 anos. E John Lennon resumiu tudo com uma frase muito inteligente: "Um rei sempre acaba sendo morto por seus vassalos".

O que ocorreu no camarim de Elvis, antes de seu último show em Las Vegas?
Elvis mandou chamar um pastor. Com sua Bíblia na mão, Elvis perguntou ao missionário John L. Rubbard (para alguns autores, o pastor era Rex Humbard): "É certo que Cristo virá logo?" e começou a chorar. Depois ambos se ajoelharam e Elvis começou a orar fervorosamente exclamando "Me perdoe meu Deus, não posso continuar..." Anos depois o pastor afirmou que Elvis teve uma premonição de que algo grandioso estava para acontecer. Esse seria o último show de Elvis em Las Vegas, meses depois ele seria encontrado morto em Graceland, no dia 16 de agosto de 1977.

Pablo Aluísio - Janeiro de 2004.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Elvis Presley - Elvis e Marilyn Monroe?

Ao longo de vários anos como dono de site sobre Elvis Presley recebi inúmeros E-mails com dúvidas sobre a vida dele. As perguntas eram de todos os tipos imagináveis, iam desde dúvidas sobre aspectos técnicos de sua carreira (como por exemplo qual era a marca de violão que Elvis mais gostava) até aspectos de sua intimidade e vida pessoal (perdi a conta, por exemplo, de quantos Emails me foram enviados perguntando quando e com quem teria sido a primeira vez de Elvis, etc).

Ano passado (ou foi no anterior?) correu pela internet a suposta história de que Elvis teria tido um rápido affair com a atriz Marilyn Monroe em Hollywood quando ambos estavam por lá filmando nos mesmos estúdios de cinema. Fato ou ficção? Realmente para o imaginário popular poucos romances seriam tão eletrizantes quanto esse, envolvendo dois dos maiores símbolos sexuais que se tem notícia na história. Já imaginaram a repercussão de um relacionamento desses na imprensa da época? Seria um dos maiores acontecimentos sociais da história da cultura pop recente, com absoluta certeza.

Eu particularmente adoraria que fosse verdade. Sou fã assumido de ambos os mitos e acho que eles foram marcos na nossa cultura que nunca mais serão superados. Fizeram parte de uma época e de um tempo que simplesmente não terá similar. Os anos 50 e 60 foram especiais pois representaram a ruptura de uma sociedade dita inocente para a plena liberdade que a revolução cultural, sexual e social proporcionou a todos. Mas enfim, tiveram ou não um romance? A versão On line era curiosa, pois trazia detalhes picantes interessantes, como encontros às escondidas de Elvis e Marilyn em hotéis da Sunset Boulevard, com Elvis declamando melosos versos de amor para ela (com destaque para alguns retirados de suas próprias canções dos filmes dos anos 60).

Porém nada disso é verdade, infelizmente. Nada aconteceu de fato. Por mais incrível que isso possa parecer sequer existem registros de um encontro, mesmo que casual, entre os dois mitos. A razão é até simples de explicar: Elvis raramente se socializava com os demais atores dos estúdios. Poucas foram suas amizades no meio. Dentro dos estúdios Elvis podia até mesmo se envolver com alguma de suas partners (como aconteceu várias vezes) mas fora do set de filmagem de seus próprios filmes Elvis raramente encontrava alguém famoso. Seus encontros com astros da época são raros e podem ser citados nos dedos: o aniversário realizado no set de GI Blues com a presença de Dean Martin, por exemplo, é uma grande exceção.

Elvis também trabalhou relativamente pouco no estúdio em que Marilyn fez praticamente todos os seus filmes: a 20th Century Fox. Nesse estúdio Elvis realizou seu primeiro filme (Love Me Tender) mas não na mesma época em que Marilyn estava filmando algum de seus filmes. Depois Presley só voltaria a filmar na Fox no começo dos anos 60 e por essa época seria pouco provável ele esbarrar com Marilyn (ela estava tendo diversos problemas pessoais e praticamente não comparecia mais regularmente aos sets de filmagens). As datas de filmagens dos filmes de Marilyn e Elvis também não bateram em nenhum momento. Enfim, um encontro casual pelos corredores da Fox, que seria o caminho mais provável para ambos se conhecerem, jamais aconteceu.

O outro local mais certeiro para ambos um dia se encontrarem em Hollywood seria nas famosas festas de celebridades dos grandes estúdios, mas Elvis detestava esses eventos sociais e jamais comparecia a eles. Assim nunca sequer trocaram um mero aperto de mãos. Outro aspecto a se considerar: embora para nós ambos fossem o par perfeito, dos sonhos, a realidade não era bem assim. Elvis era bem mais jovem que Marilyn (ela nascida em 1926 e ele em 1935). Nada contra relacionamentos envolvendo mulheres mais velhas com homens mais jovens mas isso definitivamente não era o estilo de Elvis, que sempre preferia as bem mais jovens (Priscilla tinha 14 anos quando o conheceu).

Elvis também não simpatizava com mulheres independentes e se fossem starlets a situação seria ainda pior (talvez a única exceção em toda a sua vida tenha sido o romance com a atriz Ann Margret, que mesmo assim não foi adiante). Marilyn por sua vez também já tinha a sua enorme lista de conquistas amorosas, que jamais incluiu Elvis Presley. Anos atrás inclusive foi achado um manuscrito escrito por ela intitulado "Os dez homens que gostaria de levar para a cama". Na lista constam dez nomes, incluindo outros famosos como Marlon Brando, mas não Elvis. Desses dez os seus principais biógrafos afirmam que Marilyn conseguiu seu objetivo com sete deles. Nenhuma vez o nome de Elvis é mencionado. A principal biografia de Marilyn escrita até hoje, intitulada "A Deusa", fruto de uma intensa pesquisa sobre sua vida, nada fala sobre um suposto romance entre ela e Elvis. idem para as biografias que tratam sobre a vida de Elvis. Enfim, o romance do século jamais aconteceu e ficou apenas na nossa imaginação. Não seria ótimo? Pena que não foi verdade. Não é à toa que Hollywood é até hoje conhecida como a Terra das Ilusões... Não custa nada sonhar de vez em quando. Era bom demais para ser verdade.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Elvis Presley - Livros sobre Elvis Presley

O texto a seguir foi publicado originalmente em meu site EPHP (Elvis Presley Home Page). Nele comento os principais livros sobre Elvis Presley, é uma bibliografia selecionada de obras que tentam desvendar à sua maneira o mito desse grande astro do século XX.

Last Train to Memphis / Careless Love (Peter Guralnick) - Sem sombra de dúvida, dois dos melhores livros já escritos sobre o mito Elvis Presley. O autor é um jornalista consagrado que já trabalhou na mais importante revista de música jovem dos Estados Unidos: A Rolling Stone. Excepcionalmente bem escrito, embasado em ampla pesquisa e entrevistas com pessoas que conviveram com o astro. Talvez o retrato mais honesto já feito sobre Elvis. O grande mérito de Guralnick é sua posição frente ao mito, aqui o autor o retrata com imparcialidade, sem tomar partido ou paixões. A obra definitiva sobre Elvis Presley, um show de literatura de ótima qualidade. Simplesmente indispensável e essencial para se conhecer Elvis com profundidade e honestidade. Em suma, são obras maravilhosas.

Trecho: ...Eles conversaram um pouco enquanto Phillips fazia os acertos finais no estúdio. A Conversa foi se alongando, e Marion confusa com a ousadia e "arrogância" do garoto tímido. Ela perguntou: "Que tipo de cantor você é?" "Eu canto qualquer tipo de música", respondeu Elvis. Ela voltou a perguntar: "Você canta parecido com quem?". Elvis Presley respondeu de primeira: "Eu não me pareço com ninguém". O que ele disse estava próximo da realidade. As duas canções que ele gravou naquele dia - "My Happiness" e "That's When Your Heartaches Begin" - atestam que Elvis não só era diferente de qualquer outro cantor, como também havia uma grande qualidade em sua voz, um tipo de melancolia, de lamento que não se alterava e que grudava na mente. Elvis soava diferente de tudo.

Elvis e Eu (Priscilla Presley) - O livro escrito pela esposa de Elvis despertou ódios e paixões na ocasião de seu lançamento. Uns o acusam de superficial e bobo, outros o consideram um livro excelente, que foi escrito por uma pessoa que foi a mais próxima do cantor, na maior parte de sua vida. Sem dúvida "Elvis e eu" é um importante documento histórico sobre a vida de Elvis. É superficial no tocante a carreira artística do Rei do Rock, mas não no aspecto pessoal e humano. No final das contas é um retrato bem elaborado sobre o cantor, e qualquer relato escrito por Priscilla não pode ser ignorado, pois sem dúvida ela foi o grande amor da vida de Elvis. No fundo este é um livro sobre sentimentos, descobertas, paixões, amores e decepções. Um livro passional e necessário para os fãs de Elvis Presley.

Trecho: ...Eu sabia que minha vida nunca mais seria a mesma. A morte de Elvis tornou-me muito mais consciente de minha própria mortalidade e das pessoas que eu amava. Compreendi que era melhor começar a partilhar mais com as pessoas com quem me importava, cada momento que tinha com minha filha ou meus pais se tornou mais precioso. Aprendi com Elvis, muitas vezes – lamentavelmente – com seus erros. Aprendi que Ter muitas pessoas ao redor pode minar suas energias. Aprendi o preço de tentar fazer todos felizes. Elvis dava presentes a alguns e deixava outros ciumentos, frequentemente criando rivalidades e ansiedades no grupo. Aprendi a confrontar as pessoas e os problemas – duas coisas que Elvis sempre evitara. Aprendi a assumir o controle da minha vida. Elvis era tão jovem quando se tornara um astro que nunca fora capaz de manipular o poder e o dinheiro que acompanhavam a fama. Sob muitos aspectos, ele foi uma vítima, destruído pelas próprias pessoas que atendiam a todos os seus desejos e necessidades. Foi também uma vítima de sua imagem. O público queria que ele fosse perfeito, enquanto a imprensa implacavelmente exagerava os seus defeitos. Nunca teve a oportunidade de ser humano, de crescer para se tornar um adulto amadurecido, experimentar o mundo além de seu casulo artificial. Quando Elvis Presley morreu, um pouco de nossas próprias vidas nos foi tirado, de todos que conheciam e amavam Elvis Presley, que partilharam suas Músicas e filmes, que acompanharam sua carreira. Sua paixão era divertir os amigos e os fãs. O público era seu verdadeiro amor. E o amor que Elvis e eu partilhamos foi profundo e permanente.

A Life in Music (Ernst Jorgensen) - Este livro é recomendado para quem quer conhecer o músico Elvis Presley. São relatados detalhes relacionados ao aspecto profissional do Rei do Rock. O autor é um especialista consagrado sobre Elvis, talvez só superado por Peter Guralnick. A RCA BMG, gravadora de Elvis reconheceu o conhecimento do autor e hoje Ernst Jorgensen é o encarregado dos lançamentos mundiais de Elvis. Sob sua supervisão, foram lançados ótimos CDs e raridades foram desenterradas, ele é um verdadeiro caçador de tesouros perdidos do Rei do Rock. Aqui temos o retrato de Elvis visto sob o prisma de um expert em The Pelvis.

Day by Day (Ernst Jorgensen e Peter Guralnick) - A união entre os maiores especialistas mundiais sobre Elvis só poderia resultar em uma pequena obra prima como essa. A pretensão é fazer um levantamento com todos os acontecimentos importantes da vida de Elvis. Assim este livro acabou se tornando um guia prático para quem quer achar uma informação sobre a vida do Rei do Rock, de uma maneira fácil e rápida. Vale a pena conferir. Infelizmente este livro, como vários outros, não foi lançado no Brasil. A única opção é a versão em língua inglesa.

Elvis – Top Secret (Earl Greenwald e Kathleen Tracy) - Um dos mais curiosos livros já escritos sobre Elvis. Os autores usaram como fonte os arquivos secretos do FBI que vieram a domínio público após determinação judicial. Muito bem escrito e desenvolvido o livro é dividido nos seguintes capítulos: Fama Precoce e Controvérsia, A Vida no Exército e o estranho caso do Dr. Schmidt, Visões do Apocalipse e Ameaças de Morte e Dores de Cabeça Judiciais. Para maiores informações sobre esta obra leia o artigo "O arquivo secreto do FBI sobre Elvis Presley" neste site.

Trecho: ...Sob as ordens diretas de seu todo-poderoso diretor J.Edgar Hoover, a força policial número um dos EUA – o FBI – manteve e mantém arquivos sobre gente supostamente perigosa e subversiva, ou considerada individualista e excêntrica demais. Entre tais pessoas tem havido celebridades, e entre estas o alvo de observação oficial mais surpreendente foi talvez Elvis Presley – O Rei do Rock. Pode-se imaginar Hoover permanentemente obcecado com os movimentos coreográficos de quadris que valeram a Elvis o apelido de The Pelvis. Do início ao apogeu de sua carreira, Elvis Presley representou um perigo para a moral, os valores sacrossantos e quanto o FBI entendesse como a quintessência da alma da juventude americana. Na época, os americanos não desconfiavam de seu próprio governo como desconfiam hoje. Não ocorreria a ninguém, nem mesmo ao coronel Tom Parker, que o FBI espionasse seu cliente Elvis Presley. Foi só depois da morte de Hoover, em 1972, que táticas discutíveis e, em alguns casos, ilegais vieram a público e passaram a ser questionados. 

Infinite Elvis: An Annotated Bibliography (Mary Hancock) - Este livro retrata o começo da carreira de Elvis, enfocando seus primeiros anos, principalmente seus shows no Grand Ole Opry. É um livro muito bom, principalmente por reunir também um grande número de artigos escritos sobre Elvis. Recebeu uma resenha extremamente elogiosa na revista Rolling Stone, na ocasião de seu lançamento.

Tryin' to Get to You : The Story of Elvis Presley - Outro livro que retrata o começo da vida de Elvis. Começa com um retrato do pobre garoto rural do Sul dos EUA, a vida de adolescente em Memphis, seus primeiros singles e a explosão mundial, quando se tornou o Rei do Rock, revolucionando a música pop.

Colonel of Lies - 'Colonel Tom Parker: The Curious Life of Elvis Presley's Eccentric Manager' - Quem foi o Coronel Parker? Através deste livro descobre-se que seu nome não era Tom Parker e sim Andreas Cornelius van Kuijk, que ele não era americano e sim holandês, que não era coronel coisa nenhuma e que muitos pontos sobre sua vida continuam sendo um mistério. E pensar que esse sujeito foi o empresário de Elvis de 1955 a 1977.

Elvis Culture - O livro tenta captar o verdadeiro Elvis e suas várias facetas: do ídolo jovem, rockabilly rebelde, soldado da pátria, superstar de Las Vegas, ator de filmes B, e chega a uma conclusão de que Elvis foi um dos mais importantes artistas dos Estados Unidos. A pretensão do livro é tentar explicar a razão de todo este sucesso. Erika Doss, a autora, faz um belo trabalho de pesquisa sociológica sobre o Rei do Rock.

Elvis, o que aconteceu? - Elvis, What Happened? (Red West / Sonny West / Hebbler) - Este é o famoso livro escrito pelo guarda costas pessoal de Elvis. Foi lançado em 1977 e Elvis teve a oportunidade de ler este retrato demolidor de sua imagem. Red West conheceu o cantor na adolescência, em Memphis e se tornou seu amigo. Anos depois Elvis o levou a acompanhá-lo em suas viagens como guarda costas. Assim nasceu uma relação de amizade que durou mais de vinte anos. Em 1976, Elvis despediu Red e Sonny West e toda a máfia de Memphis. A primeira coisa que Red e cia fizeram foram assinar contratos milionários para contar os segredos do cantor. Nasceu assim este livro, que foi lançado perto da morte de Elvis. O Cantor desabafou: "Eu os considerava irmãos e agora eles me apunhalam pelas costas, escrevendo um livro comprometedor". Quando o cantor morreu em 1977, "Elvis, what happened?" vendeu milhões de exemplares, principalmente por enfocar uma visão sensacionalista sobre a vida do Rei do Rock. Apesar de hoje ser considerado ultrapassado e de pegar pesado em vários trechos esse livro vale como registro histórico, mesmo que um pouco cruel, de Elvis.

Elvis (Albert Goldman) - Outro livro que fez muito sucesso. Foi lançado no começo dos anos 80 e foi considerado na época um dos mais bem elaborados retratos de Elvis. O Livro contou com depoimentos de inúmeras pessoas que conviveram com o Rei do Rock. Apesar disso o livro é quase que inteiramente dedicado a aspectos pessoais de Presley, sua carreira artística é deixado de lado. Também é bem sensacionalista, exagerando em alguns pontos. O Autor também escreveu um livro estraçalhando a imagem de John Lennon, anos depois. Nos dias atuais este livro é considerado um mero tablóide pelos especialistas.

Trecho: ...O tema básico de minha biografia era a total incongruência entre Elvis, o homem e Elvis, o mito. A fama pesava muito ao cantor. Começou a rezar fervorosamente. Não era raro David encontrá-lo de joelhos, exclamando em voz alta: "Deus, tem piedade de mim! Perdoa-me, ajuda-me! Não posso continuar!" Sentia-se culpado pela vida que levava, as drogas, mulheres e todas as extravagâncias. É evidente que, nas últimas e dramáticas semanas, Elvis estava possuído do desejo de morte. David estava convencido baseado em duas perspectivas intoleráveis: a reação do público ao livro dos guardas costas e o aparecimento diante dos fãs numa nova tournée. No auge de todas essas angústias, Elvis insistiu que Dick se ajoelha-se e rezasse com ele: "Deus, perdoa meus pecados" suplicou. "Permite que as pessoas que lêem esse livro tenham compaixão e compreensão das coisas que fiz"

Travels With Elvis : A Guide Across America to All the Places Where the King Lived, Loved, and Laughed - Este livro é muito legal. É um guia que mostra os diversos lugares por onde o Rei do Rock passou em sua vida. Todos os Estados em que ele visitou e fez shows, onde passou férias, em locações de seus filmes etc. Claro que Memphis, Nashville, Tupelo e Las Vegas ganham destaque especial. Os autores fizeram um belo trabalho de pesquisa. Vale a pena conferir.

All Shook Up : The Life and Death of Elvis Presley - Um bom texto com fotos raras e de primeira qualidade. Um livro correto que enfoca toda a carreira de Elvis, desde seus primeiras anos de estrada até seus últimos shows. Um enfoque bem sincero e honesto sobre o Rei do Rock.

Elvis Search For God - O livro que retrata o Elvis religioso. Contém depoimentos de pessoas que conviveram com o cantor e presenciaram este aspecto muito forte de sua personalidade. Muito bem elaborado, trata do amor que Elvis tinha pela música Gospel e a influência que este gênero exerceu sobre sua música.

Essential Elvis - Este é um best seller na Inglaterra. Foi um dos livros mais vendidos sobre o Rei do Rock na terra da rainha. É basicamente um resumo biográfico sobre o cantor, com muitas fotos bacanas. Sem causar polêmica, este livro conseguiu ser hoje a obra mais vendido sobre Presley na Europa.

Images of Elvis Prelsey in American Culture 1977-1997 - Tese de mestrado que enfoca Elvis que chamou tanta atenção na época que acabou virando livro. Realmente é um trabalho de alto nível que estuda Elvis e sua influência na cultura ocidental. Uma obra acadêmica que foi aprovada com louvor na Universidade de Oxford. Para estudiosos sobre Elvis Presley.

Elvis Immortal - Este é um livro para fãs. Muito material inédito como fotos raras, discografia completa, filmografia e capas de discos. Prova mais uma vez que Elvis é imortal.

Elvis Aaron Presley - Revelations from the Mafia Memphis (Alanna Nash) - O livro que busca entender e descobrir os segredos da famosa máfia de Memphis, o grupo de amigos de Elvis que o acompanhava em sua vida. Muito interessante a autora entrou fundo na confusões em que o grupo se meteu ao longo da história. Um dos capítulos mais interessantes é o que trata sobre um curioso personagem que fez parte da Máfia de Memphis: Hamburguer James. Só lendo para acreditar.

Word for Word (Jerry Osborne) - Reunião de entrevistas que Elvis concedeu ao longo de sua carreira. Um belo resgate histórico do que Elvis disse. Aqui temos sua opinião sobre o Rock, as drogas, sua vida no exército, sua religião, a guerra do Vietnã, seus fãs e seus discos, filmes e shows. Um retrato do homem através de suas opiniões.

Elvis! Elvis! Elvis : The King and His Movies - Este livro retrata a carreira de Elvis no cinema. Ricamente ilustrado com posters e fotos de Elvis em seus filmes e nos sets de filmagens. Contém as fichas técnicas de cada filme, as principais críticas da época etc. São no total 150 fotos, muitas delas raras, tiradas por fãs e que são publicadas pela primeira vez aqui.

Elvis Presley Sings Leiber & Stoller - Livro que retrata a vitoriosa parceria entre Elvis e Leiber & Stoller. Uma verdadeira aula de história do Rock'n'Roll, essencial para quem quer conhecer a essência deste ritmo musical que mudou o mundo nos anos 50 e 60. Essencial.

Nota: Foram escritos centenas de livros sobre Elvis Presley e por isso esta é só uma pequena amostra deste universo literario sobre o Rei do Rock. Entre outros títulos importantes pode-se citar ainda: "Elvis in His Own Words", "Elvis" e "The final Years" de Jerry Hopkins, "We Love you Tender" de Billy, David e Rick Stanley, "A Presley Speaks" de Vester Presley, "The Truth About Elvis", "A Life In Music: The Complete Recording Sessions", "All Shook Up : Collected Poems About Elvis", "Down at the End of Lonely Street: The Life and Death of Elvis Presley", "Elvis After Elvis", "Even Elvis", "Elvis in the Morning", "Elvis Presley 1956", "Elvis Presley : An Unauthorized Biography", "Elvis por ele mesmo", "Elvis Inc.", "Everything Elvis", "Graceland, coming home with Elvis", "His Life In Pictures", "Infinite Elvis: An Annotated Bibliography", "Jailhouse Rock / The Bootleg Records Of Elvis 1970 - 1983", "King On The Road - Elvis Live On Tour", "Memories At The Graceland Gates", "Memphis Elvis-Style", "(Elvis) Presley, Richard Nixon and the American Dream", "Elvis Presley (People Who Made History)", "Race, Rock And Elvis", "The Rebel Years", "Songs Of Inspiration", "The Day Elvis Met Nixon", "The Ultimate Elvis Quiz Book : What Do You Know About the King of Rock & Roll?", "The Hitchhiker's Guide to Elvis : An A-Z of the Elvis Universe", "The Official Price Guide to Elvis Presley Records and Memorabilia", "The Truth About Elvis Aron Presley : In His Own Words", "Unknown Stories Behind The Legend" e "When Elvis Died".

Pablo Aluísio.

Elvis Presley - Documentários e Filmes

Elvis Presley - Documentários e Filmes
Aqui vai, atendendo a pedidos, uma pequena lista com documentários e filmes em que Elvis Presley surge como personagem principal. A lista foi escrita em 2003 e por isso atualmente está relativamente desatualizada. Com a explosão da Internet surgiram muitos documentários com cenas amadoras de Elvis. A maioria desses vídeos vazaram na net e alguns deles foram compilados por fãs depois dando origem a títulos próprios. Como não são oficiais não fazem parte da relação a seguir. Espero em artigo futuro tratar sobre eles pois formam um universo próprio. Vou realizar em breve também uma atualização sobre os documentários oficiais lançados após 2003. Muita coisa interessante chegou ao mercado e merece ser comentada. Aguardem. Embaixo disponibilizo uma pequena amostra do que foi lançado oficialmente sobre Elvis no Brasil até o ano citado.

Documentários sobre o Rei do Rock:

This is Elvis (Elvis, o ídolo imortal) - Dir: Andrew Solt / M.Leo - Warner - 1981 - Documentário com cenas reais e recriadas em estúdio sobre a vida de Elvis. Apresenta entrevistas e depoimentos de pessoas que conviveram com o cantor, além de trechos de suas aparições na TV americana e cenas de seus principais filmes. É sem dúvida o melhor documentário sobre a vida e a carreira de Elvis Presley.

The Great Perfomances vol. 1 e 2 - Dir: Andrew Solt - Buena Vista - 1990 - Documentário lançado em vídeo em duas partes. O vídeo traz imagens inéditas de Elvis junto de trechos de seus filmes, de seus shows e de seus especiais de TV. Muito bem elaborado e editado contando com a narração de George Klein.

Elvis '56 Dir: Phillip Huyrut - Metro Home Vídeo - 1990
Outro documentário muito bem feito produzido diretamente para o vídeo. Mostra cenas e shows de Elvis Presley em 1956, ano em que o Rei estourou mundialmente. De quebra cenas raras de Elvis em casa junto de parentes e amigos. Narrado por Lenon Hemon.

Elvis, The Lost Performances - Dir: Andrew Solt - MGM/UA Vídeo - 1992
Traz muito material da última fase de Elvis. Cenas inéditas que foram gravadas para os filmes "That's the Way it is" e "Elvis On Tour" são mostradas pela primeira vez aqui. Retrato muito bem feito dos últimos anos do Rei.

Elvis In Hollywood, the 50's - Dir: William Ruller - BMG Vídeo - 1994
Fantástico documentário mostrando como foram feitos os primeiros filmes de Elvis. Entrevistas com atores e diretores que trabalharam com o Rei. Um dos melhores registros feitos sobre o cantor.

Elvis, One Night With You - Dir: Steve Binder - Media Home Vídeo - 1995
Foi lançado junto com o "NBC TV Special" em vídeo e traz material inédito gravado para o histórico especial e que não foi utilizado e nem exibido na época. Registro histórico importante.

Filmes que tiveram o Rei como personagem principal:

Elvis Não Morreu - Dir: John Carpenter - ABC TV - 1979
Telefilme produzido logo após a morte de Elvis que foi lançado nos cinemas brasileiros. O Ator Kurt Russel faz o papel de Elvis nesta produção muito fraquinha que apresenta diversos erros históricos.

Elvis e a Rainha da Beleza - Dir:Gus Trikonis - CBS TV - 1981
Outro telefilme muito fraco contando a história de amor entre Elvis e Linda Thompson. O Ator Don Johnson (da série Miami Vice) faz Elvis. Ele engordou vinte quilos para fazer o cantor em seus anos finais. O resultado final, apesar dos esforços, é apenas mediano.

Elvis e Eu - Dir: Larry Pierce - ABC TV - 1988
Minisérie baseada no livro de Priscilla Presley "Elvis e Eu". A produção é o que de melhor foi feito sobre a história de Elvis na TV. A reconstituição é muito boa e o ator que faz Elvis, Dale Midkiff, não compromete. Foi um grande sucesso de audiência na TV norte americana. No Brasil foi exibido várias vezes pelo canal SBT. Curiosamente não apresenta versões originais de Elvis, apesar da série ter contado com o apoio do espólio e da ex esposa do cantor.

Elvis e o Coronel - Dir: Larry Sanders - ABC TV - 1989
Outro telefilme muito ruim que desperdiça tempo e paciência contando a história de Elvis e do Coronel Tom Parker. Tudo muito mal feito e barato. O Ator que faz Elvis é péssimo.

Uma Noite com o Rei do Rock - Dir:Chris Columbus - Touchstone Pictures - 1992
Comédia em que um bando de garotos raptam o cantor para tirar sua mãe da depressão. Tem bons momentos, mas no geral é uma grande bobagem. O diretor Columbus fez o grande sucesso "Esqueceram de Mim".

O Encontro de Elvis com Nixon - Dir. John Lester - 1999
Esse telefilme conta a história do encontro de Elvis Presley com Nixon, durante a primeira metade dos anos 70. Uma boa história que foi desperdiçada (mais uma vez!). O maior erro é retratar Elvis como um bobo; o ator que interpreta o cantor está exagerado e caricato, assim como o ator que faz Nixon. Para confundir ainda mais colocam algumas pessoas dando depoimentos como se fossem os verdadeiros envolvidos no histórico encontro. Perda total de tempo. Fuja!

Um Estranho chamado Elvis - Direção: David Winkley - EUA, 1999
Com: Harvey Keitel, Johnathon Schaech, Bridget Fonda.
Byron Gruman (Jonathon Schaech) perdeu o ânimo pela vida, desde que sua mulher Beatrice (Gretchen Mol) faleceu. Decide viajar sem rumo pela estradas dos Estados Unidos e em uma de suas viagens, enxerga ao longe um homem vestido com uma jaqueta cor-de-rosa, segurando uma placa onde se lê "Graceland". O homem se apresenta com o nome de Elvis e insiste em dizer que é o próprio Presley -- apesar de não ser nem um pouco parecido com ele. Byron dá carona ao estranho e começa uma aventura, que o faz mudar seus sentimentos em relação a vida, ajudado por acontecimentos inusitados. . O filme demonstra que Elvis Presley está mais presente do que nunca no mundo atual, seja através de sua música ou de sua imagem.

3,000 Miles to Graceland - Direção: Damien Lichtenstein - EUA, 2000
Com: Kevin Costner, Kurt Russel - A história do filme gira em torno de um grupo de ex-presidiários que planeja um último grande golpe que vai torná-los todos milionários, vivendo numa praia do Caribe. A idéia é pegar o dinheiro do cassino Riviera, em Las Vegas, mas na data de uma convenção internacional de imitadores de Elvis Presley. Interessante só para quem gosta do universo dos covers do cantor.

Nota: Além destes, Elvis é citado em milhares de filmes. Entre Eles: Forrest Gump, Mystery Train, Amor à queima roupa, A fera do Rock, Backbeat, Querida América - Cartas do Vietnã, Grease - Nos tempos da Brilhantina e muitos outros. O Rei do Rock não ganhou ainda uma cinebiografia definitiva, e no geral os atores que o representam no cinema não conseguem nem chegar perto do talento de Elvis Presley, isso quando não ficam totalmente ridículos tentando imitar a dança do cantor. Espero realmente que um dia a história de Elvis ganhe um filme à altura do mito.

Pablo Aluísio.