segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Profanação

Título no Brasil: Profanação
Título Original: Phaedra
Ano de Lançamento: 1962
País: Grécia, Estados Unidos
Estúdio: Lopert Pictures Corporation
Direção: Jules Dassin
Roteiro: Jules Dassin, Margarita Liberaki
Elenco: Melina Mercouri, Anthony Perkins, Raf Vallone, Waly Cox, Roberto Bisacco, Olympia Papadouka

Sinopse:
Inspirado na tragédia grega de Eurípides e na peça “Fedra” de Jean Racine, o filme conta a história de Fedra (Melina Mercouri), esposa de um rico armador grego, que se apaixona perdidamente por Alexis (Anthony Perkins), o filho de seu marido. O amor proibido entre os dois leva a um relacionamento destrutivo, marcado por culpa, ciúme e tragédia. Ambientado entre a Grécia e Paris, o filme mistura drama psicológico, paixão e moralidade dentro do contexto moderno da alta sociedade europeia dos anos 1960. 

Comentários: 
Esse filme clássico também é conhecido como "Fedra". É uma adaptação moderna para um clássico da literatura e da mitologia. Saem os monarcas do texto original e entra uma família de magnatas, todos corroídos pela luxúria, culpa e prazeres mórbidos. Para o Ator Anthony Perkins foi uma tentativa de se livrar do personagem de Norman Bates de "Psicose". Como todos sabemos ele jamais conseguiu isso, tendo a carreira prejudicada por causa de personagem ícone desse suspense no cinema. O filme foi todo filmado em locações na Grécia e na França. O público europeu, por essa razão, gostou do filme que fez boa bilheteria por lá. Já nos Estados Unidos o filme fracassou completamente. O público americano muito mais puritano não comprou a ideia central do filme. Apesar disso, a crítica americana, por outro lado, apreciou o resultado artístico do filme, tecendo elogios nos jornais e revistas da época. Até mesmo em relação a aspectos, digamos, secundários da produção, como a trilha sonora assinada por Mikis Theodorakis, que trouxe toda uma atmosfera sonora única para o filme como um todo. 

Pablo Aluísio. 

O Gigante de Maratona

Título no Brasil: O Gigante de Maratona
Título Original: La battaglia di Maratona
Ano de Lançamento: 1958 
País: Itália, França
Estúdio: Titanus Film
Direção: Jacques Tourneur e Bruno Vailati
Roteiro: Ennio De Concini, Bruno Vailati
Elenco: Steve Reeves, Mylène Demongeot, Daniela Rocca, Sergio Fantoni, Alberto Lupo, Daniele Varga

Sinopse:
Em 490 a.C., o herói grego Philippides, campeão olímpico e soldado ateniense, se vê envolvido em uma trama política e amorosa enquanto os persas ameaçam invadir a Grécia. Quando a cidade de Atenas é traída internamente, Philippides lidera os soldados atenienses contra o poderoso exército persa na histórica Batalha de Maratona. Entre combates, intrigas e um amor dividido entre dever e paixão, ele se torna o símbolo da coragem grega na defesa da liberdade.

Comentários: 
Clássico do estilo sandálias e espadas estrelado pelo "Hércules" Steve Reeves, com direção de uma trinca de diretores: Jacques Tourneur, Bruno Vailati e Mario Bava. Na época foi um dos filmes mais caros produzidos na Itália, com um orçamento que rivalizava com os grandes épicos de Hollywood! Grande parte desses recursos foram usados nas grandes cenas de batalha marítima e terrestre. A Titanus investiu pesado para competir com os épicos de Hollywood e não media recursos para atingir esse objetivo. O ator Steve Reeves dispensou os dublês na maioria das cenas, decidindo fazer, por sua conta e risco, as cenas mais perigosas, fato amplamente divulgado pela imprensa italiana na época de lançamento do filme. Ele queria passar credibilidade ao seu público que fosse ao cinema conferir suas novas aventuras e foi bastante elogiado pela coragem e ousadia. O roteiro, por sua vez, tentava mostrar as origens do que hoje conhecemos como corridas de maratona, algo que se originou na Grécia antiga, em relatos e contos que misturavam histórias reais com mitologia desses povos do passado. 

Pablo Aluísio.

domingo, 2 de novembro de 2025

Gilmore Girls

Título no Brasil: Tal Mãe, Tal Filha
Título Original: Gilmore Girls
Ano de Lançamento: 2000 
País: Estados Unidos
Estúdio / Produção: Warner Bros
Criação / Direção: Amy Sherman-Palladino
Roteiro: Amy Sherman-Palladino, Daniel Palladino
Elenco: Lauren Graham, Alexis Bledel, Scott Patterson, Kelly Bishop, Edward Herrmann, Melissa McCarthy

Sinopse
Ambientada na charmosa cidade fictícia de Stars Hollow, Connecticut, Gilmore Girls acompanha a vida de Lorelai Gilmore, uma mãe solteira espirituosa e independente, e de sua filha adolescente Rory, com quem mantém uma relação mais de amizade do que qualquer outra coisa. A série explora o vínculo entre as duas, seus conflitos familiares com os ricos pais de Lorelai, Emily e Richard, e os desafios de Rory em busca de sucesso acadêmico e pessoal.

Comentários: 
Outra serie que também gostava muito nos anos 2000. Outra série do canal Warner em seus bons tempos. Assisti muito, praticamente todas os episódios! E isso antes de ter TV a cabo em minha casa. Se as minhas lembranças não me enganam essa série muito boa era exibida nas manhãs de sábado pelo SBT. Eu estava sempre em busca de fugir da mediocridade da TV aberta então essas séries que passavam nesse horário ganhavam minha audiência. E Gilmore Girls por ser uma série dramática romântica ganhou meu gosto pessoal. A história de mãe e filha, vivendo numa bela cidade do interior, era tudo de bom. Eu sempre terei lembranças ternas e nostálgicas dessa época em minha vida. Boas recordações de um tempo em que as séries tinham realmente muita qualidade, rivalizando até mesmo com os filmes de cinema!

Pablo Aluísio. 

Everwood

Título no Brasil: Everwood - Uma Segunda Chance 
Título Original: Everwood 
Ano de Lançamento: 2002
País: Estados Unidos 
Estúdio / Produção: Warner Bros
Direção / Criador: Greg Berlanti 
Roteiro: Greg Berlanti, Michael Green 
Elenco: Treat Williams (Dr. Andy Brown), Gregory Smith (Ephram Brown), Vivien Cardone (Delia Brown), Emily VanCamp (Amy Abbott), Tom Amandes (Dr. Harold Abbott), Chris Pratt (Bright Abbott) 

Sinopse
Dr. Andy Brown, um renomado neurocirurgião de Nova York, fica viúvo e decide recomeçar sua vida mudando-se com os filhos Ephram e Delia para a pequena e pitoresca cidade de Everwood, no Colorado, conforme o desejo de sua esposa falecida. Lá, ele abre uma clínica comunitária e tenta se reconectar com os filhos enquanto lida com os desafios de adaptação, rivalidades médicas locais, amores adolescentes, perda e cura emocional

Comentários:
Quando finalmente instalamos TV a cabo em nossa casa passamos a acompahar de perto essa série que era exibida pelo Warner Channel. Uma série muito boa! O elenco era ótimo, com o Treat Williams, a linda loira Emily VanCamp como a adolescente encantadora e o Gregory Smith como o carinha meio apaixonado por ela. Essa série que eu acompanhei bem, durou de 2002 a 2006! Gente como o tempo passou rápido nessa minha vida, fica até complicado de acreditar que faz tanto tempo! Eu até hoje tenho saudades de séries como essa! Além disso fico abismado de como o canal da Warner virou essa porcaria hoje em dia - sem nada para assistir! É realmente uma pena pois era um dos melhores canais a cabo para ver séries dramáticas. Hoje em dia não sobrou nada! 

Pablo Aluísio.

sábado, 1 de novembro de 2025

Apocalipse nos Trópicos

Título no Brasil: Apocalipse nos Trópicos
Título Original: Apocalypse in the Tropics 
Ano de Lançamento: 2024 
País: Brasil
Estúdio: Busca Vida Filmes 
Direção: Petra Costa 
Roteiro: Petra Costa, Alessandra Orofino 
Elenco: Petra Costa, Jair Messias Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Silas Malafaia (em arquivos de imagens). 

Sinopse:
Uma investigação em forma de documentário da diretora Petra Costa sobre como o movimento evangélico ganhou força na política brasileira nas últimas décadas, explorando o papel de líderes religiosos e políticos no processo de transformação da democracia, com acesso a figuras como Lula, Bolsonaro e Silas Malafaia.

Comentários:
O Brasil foi assolado por um delírio coletivo após as últimas eleições presidenciais. Uma turba de fanáticos ignorantes enlouquecidos decidiu destruir tudo por onde passavam, fazendo vandalismo nos prédios que representam os três poderes constitucionais em nossa nação. Como foi possível uma loucura insana dessas acontecer? A violência que se viu ficou marcado dentro da memória nacional. Pessoas foram presas e pegaram penas pesadas por seus atos (de forma bem merecida, aliás). Esse documentário procura entender as origens de toda essa insanidade violenta. O resultado que se vê nas telas é muito bom e desfaz mais uma mentira, a de que os baderneiros violentos e fanáticos eram velhinhas com bíblias na mão. Pura cascata! Se quiser entender de vez o que de fato aconteceu não deixe de ver esse documentário que foi muito falado e premiado no exterior em diversos festivais de cinema mundo afora. 

Pablo Aluísio. 

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura

Título no Brasil: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura
Título Original: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura
Ano de Lançamento: 1968
País: Brasil
Estúdio: Herbert Richers
Direção: Roberto Farias
Roteiro: Roberto Farias, Bráulio Pedroso
Elenco: Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Reginaldo Faria, José Lewgoy, José Carlos de Andrade

Sinopse:
Roberto Carlos interpreta a si mesmo em uma aventura repleta de ação, música e humor. Perseguido por uma quadrilha de criminosos interessados em explorá-lo comercialmente, o cantor tenta escapar com a ajuda dos amigos Erasmo Carlos e Wanderléa. Entre perseguições, belas paisagens e canções marcantes, o filme celebra a Jovem Guarda e o carisma do "Rei" em uma mistura de comédia, romance e musical.

Comentários: 
Esse filme foi produzido nos anos 60. O Roberto Carlos já era um dos cantores mais populares do Brasil, então ir para o cinema parecia ser um caminho natural a seguir. Roberto, que nunca se considerou um ator, pediu que o filme fosse algo na linha dos filmes dos Beatles, ou seja, muita música, muita diversão, mas sem essa de trazer um roteiro pretensioso ou algo do tipo. E esse filme foi bem nessa linha mesmo. A história não faz muito sentido, sendo apenas uma desculpa para o Roberto Carlos sair cantando cada uma das músicas da trilha sonora (sendo algumas delas clássicas do repertório do cantor, é bom frisar). Enfim, se você é fã do artista não deixe de ver, agora se essa não for sua praia, bicho, procure por alguma outra coisa para ver. É uma brasa, mora! 

Pablo Aluísio. 

Minha Vida de Cinéfilo - Texto I

Minha Vida de Cinéfilo - Texto I
Eu sempre gostei de assistir a filmes, mas nos anos 70 eu era apenas uma criança que via os filmes do Jerry Lewis e do Elvis Presley na Sessão da Tarde. Não tenho muitas lembranças desse tempo, mas eu tenho recordações vivas de ter assistido a alguns filmes como "A Fantástica Fábrica de Chocolates" e de ter amado esse filme. Até hoje a trilha sonora quase me faz chorar!

Também tenho vagas recordações de Superman I e algum filme dos Trapalhões. Não me lembro se vi no cinema mesmo! Provavelmente fui ao cinema nessa idade, bem jovem, ainda morando no interior de SP, mas o tempo apagou essa recordação. Sequer tenho lembranças das salas de cinema na cidade onde nasci! Eu não tenho lembranças, nos anos 70, de nenhum outro filme mais marcante ou de ter conhecido algum ator americano de cinema pelo nome. A minha paixão por cinema só iria surgir mesmo nos anos 80. 

Eu saí da infância provavelmente por volta de 1985. Mesma época em que começou a explodir a febre do videocassete no Brasil! A primeiro locadora que entrei ficava no centro da minha cidade. Era uma produtora de vídeo que também alugava filmes. Na época eu nem entendia direito como esse novo comércio iria funcionar. Havia fichas técnicas na parede da locadora. Daí você puxava a fichinha e lia o nome dos atores, do diretor e do elenco, além da sinopse claro. Acho que essa locadora se chamava Comvideo. 

Eu fui ter videocassete bem mais tarde. Acho que no ano de 1986. Não era um VHS, mas um Betamax! A alegria de ter um videocassete em casa ficou meio na metade, porque só havia uma locadora Betamax na minha cidade. De VHS havia dezenas de locadoras. Então eu sempre ia na locadora e saía de lá sem nada, porque os bons filmes já tinham sido alugados. Era meio complicado. Só que eu não desistia, ia quase todo dia na locadora com a farda do colégio Marista e a bolsa no ombro! 

Só que havia uma questão que eu só fui descobrir depois. O Betamax como tecnologia era melhor do que o VHS. A fita era menor, mais portátil e tinha muita qualidade. O problema é que a Sony monopolizou o Beta, então todas as outras fabricantes foram para o VHS. O egoísmo da Sony meio que destruiu seu próprio formato! 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Emilia Pérez

Título no Brasil: Emilia Pérez 
Título Original: Emilia Pérez 
Ano de Lançamento: 2024 
País: França 
Estúdio: Pathé / Page 114 
Direção: Jacques Audiard 
Roteiro: Jacques Audiard 
Elenco: Karla Sofía Gascón, Zoe Saldaña, Selena Gomez, Adriana Paz, Édgar Ramírez 

Sinopse:
Um violento e sanguinário traficante de drogas, líder de um poderoso cartel mexicano, decide mudar tudo em sua vida. Há muitos anos ele tem esse sonho de mudar de sexo. Então contrata uma jovem advogada para lhe ajudar nesse seu objetivo pessoal. Ao mudar de sexo, muda também de identidade, mas não consegue romper todos os laços com o passado, principalmente em relação aos seus filhos menores de idade. Agora, como Emilia Pérez, tenta se reaproximar dos seus filhos, ao mesmo tempo em que não pode se revelar a eles como seu antigo pai. 

Comentários: 
Esse filme tem uma mistura de gêneros cinematográficos bem interessante. Ao mesmo tempo em que conta uma história que poderíamos qualificar como barra pesada, adota o estilo dos musicais! Poucas vezes, em minha longa vida de cinéfilo, vi algo parecido. E o mais interessante de tudo é que no final essa mescla de estilos até que funciona muito bem! No Brasil as lentes de uma avaliação isenta sobre o filme foram ofuscadas por causa do Oscar. "Emilia Pérez" foi o grande rival de "Ainda Estou Aqui" na premiação. Os brasileiros, por essa razão, assumiram uma atitude de clubismo contra o filme, o boicotando, o destruindo nas redes sociais. Tudo bobagem! Até porque a atriz Karla Sofía Gascón falou tanta besteira em suas redes sociais durante a fase preparativa do Oscar, que ela mesma boicotou o seu filme, mesmo que de forma involuntária. Esqueça tudo isso. Aprecie o filme por seus méritos cinematográficos e não se engane sobre isso, estão todos lá. É sem dúvida um bom filme. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Ladrões

Título no Brasil: Ladrões 
Título Original: Caught Stealing 
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Darren Aronofsky 
Roteiro: Charlie Huston 
Elenco: Austin Butler, Vincent D’Onofrio, Zoë Kravitz, Matt Smith, Regina King, Liev Schreiber

Sinopse:
Hank Thompson (Austin Butler) é um cara comum que mora em Nova Iorque e trabalha como barman num pequeno bar nos becos da cidade. No passado ele teve sua promissora carreira no beisebol destruída após um grave acidente de carro. Agora, precisa sobreviver. Só que o pior acontece quando ele se envolve, de forma completamente involuntária, em um acerto de contas entre criminosos. 

Comentários: 
Pelo fato do diretor ser o Darren Aronofsky, muita gente que entende de cinema pode vir a pensar que se trata de um drama pesado, com teses sociológicas e tudo mais. Esqueça! Esse filme é puro entretenimento e funciona muito bem assim! Aliás é tão bom que me prendeu do começo ao final, sem piscar os olhos. O ator Austin Butler segue sua jornada de bons filmes após o sucesso de "Elvis". Ele novamente está muito bem em seu papel. Esse tem sorte e bom faro para escolher os roteiros certos. Está indo muito bem na carreira. Agora, em termos de atuação, quem rouba o filme, em minha opinião, é o Vincent D’Onofrio. Aliás ele está em seu modo habitual na carreira que é o de ladrão de filmes alheios. Sempre fez isso desde o hoje distante "Nascido Para Matar". Aqui ele tem um personagem impecável em mãos, um judeu ortodoxo, que apesar da religião e dos preceitos éticos restritos de sua religião, além da vestimenta cafona, no fundo não está nem aí com nada, agindo como um bandidão da pesada mesmo, onde em seu vocabulário sequer existe a palavra compaixão. Então é isso. Quer curtir um bom filme de ação com roteiro muito redondinho? Deixo a dica especialmente para você, caro leitor!

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Possuídos

Título no Brasil: Possuídos
Título Original: Fallen
Ano de Lançamento: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Gregory Hoblit
Roteiro: Nicholas Kazan
Elenco: Denzel Washington, John Goodman, Donald Sutherland, Embeth Davidtz, Elias Koteas, James Gandolfini

Sinopse:
O detetive John Hobbes (Denzel Washington) acredita ter encerrado um terrível caso ao capturar e testemunhar a execução de um serial killer. Mas logo estranhos assassinatos começam a acontecer seguindo o mesmo padrão, e Hobbes descobre que algo sobrenatural está por trás — uma entidade demoníaca chamada Azazel, capaz de saltar de corpo em corpo, levando o mal adiante e desafiando a lógica e a fé do detetive.

Comentários:
Esse filme não funcionou! Não foi apenas por causa da fraca bilheteria em seu lançamento original, mas também por causa dessa mistura de filmes de ação com elementos sobrenaturais que praticamente nunca deu certo no cinema, que o diga Arnold Schwarzenegger e seu filme "Fim dos Dias" que igualmente fracassou nas bilheterias. Há uma cena em "Possuídos" que resume bem esse aspecto. O demônio, conhecido como Azazel (um carneirinho citado no velho testamento) sai pulando de corpo em corpo no meio de uma multidão colocando o personagem principal em apuros! Ora, meus caros, essa coisa de possessão demoníaca (que é uma tremenda cascata!) só funciona bem em cenas com muito clima, com sombras sinistras, nevoas, escuridão... tudo bem preparado para o psicológico do público, como vimos no clássico "O Exorcista". Feito de outro modo vira logo uma coisa pra lá de ridícula, como vemos na cena desse filme que deixou muito a desejar. Enfim, não recomendo. Nem para quem curte filmes de terror e tampouco para quem é fã de filmes de ação. Não tem jeito, essa é uma mistura indigesta que definitivamente não dá certo! 

Pablo Aluísio.