segunda-feira, 14 de abril de 2025

Os Gays de Hollywood - Texto V

Os Gays de Hollywood 
Cary Grant era gay! Durante muitos anos ele teve que viver no armário pois se isso viesse ao conhecimento do grande público seria sua ruína como galã! O curioso é que tirando essa questão da imagem pública, Grant era completamente à vontade, na vida privada, com sua orientação sexual. E como gostava de humor chegava a debochar da questão em seus filmes, sugerindo cenas ousadas para os roteiristas de suas produções. Certa vez surgiu em cena vestido de mulher! Flagrado pela mãe de seu personagem assim, ele declamava um diálogo que era pura explosão, dizendo: "Não se preocupe mãe, é que hoje acordei me sentindo muito gay!". Na época a palavra gay ainda não era tão conhecida mundo afora como sinônimo de homossexual, mas em Hollywood todo mundo entendeu a piada! Grant dava grandes risadas quando lembrava desse filme e dessa cena! Foi um de seus clássicos!

Cary Grant teve vários relacionamentos gays ao longo de sua vida, inclusive com um figurão, um executivo da MGM, mas nada poderia se comparar à sua "amizade" com Randolph Scott. Em plenos anos 1930 eles resolveram alugar uma mansão nas colinas de Hollywood e foram morar juntos. Para atiçar ainda mais as fofocas eles fizeram uma célebre sessão de fotos plenamente à vontade na nova casa. Nelas vemos um casal, nadando na piscina, correndo seminus, até trocando olhares de flerte com o sol ao fundo! Eles riram muito das fofocas que surgiram na época, mas pressionados pelos estúdios de cinema, acabaram se afastando. Tanto Grant como Scott tiveram que se casar, para abafar os fuxicos! Eram casamentos falsos, mas que pelo menos rendeu uma filha que Grant realmente adorava. Já Scott resolveu adotar um filho. Dizia-se que sua esposa era lésbica, uma velha conhecida de muitos anos, e para ambos esse acordo viria bem a calhar. 

Montgomery Clift não teve a mesma sorte. Ele também era um gay no armário e relutou durante muitos anos em ir para Hollywood, justamente para evitar que sua vida privada fosse devastada. Depois de um momento embaraçoso em Nova Iorque, onde se apresentava na Broadway, finalmente decidiu ir embora daquela cidade, aceitando finalmente o convite de Hollywood. Ele havia sido flagrado com alguns homens em uma situação de homossexualidade em um club da cidade. Acabou sendo preso! Uma coluna de fofocas publicou que o jovem ator da Broadway havia sido preso ao lado de alguns "boys" (garotos), o que criou uma confusão enorme, pois Clift foi acusado até mesmo de ser um pederasta. Mas na verdade eram homens adultos, apenas a palavra foi usada de forma equivocada, segundo as melhores biografias sobre o ator. 

Em Hollywood foi parar em um filme de western com John Wayne! Republicano, conservador e homofóbico, o ídolo máximo do faroeste não deixou barato para Clift. Logo entendeu que seu novo parceiro de filme era gay. Numa tarde, durante um intervalo, virou-se para Monty, com um cigarro pendente na boca e disparou: "Porque você não toma vergonha na cara?". Clift ficou tão chocado que disse ao seu agente que nunca mais iria fazer outro filme com Wayne na sua carreira, promessa que aliás cumpriu. Já Marilyn Monroe foi mais sincera. Certa vez foi perguntada sobre Monty ela respondeu: "Ele foi a única pessoa que conheci na minha vida que tinha mais problemas emocionais do que eu!".

Montgomery Clift fez parte da trindade sagrada dos rebeldes de Hollywood ao lado de Marlon Brando e James Dean, mas no fundo nunca gostou deles. Chegou a dizer que Dean pessoalmente cheirava mal e que Brando era um egocêntrico incurável. Depois de uma acidente de carro, ao sair tarde da noite da casa de Elizabeth Taylor, sua carreira entrou em declínio. Seu rosto passou por uma terrível cirurgia plástica e ele perdeu a beleza de seus primeiros anos. Morreu bebendo muito e usando drogas em Hollywood. Dizia que o homem que vivia ao seu lado era seu enfermeiro, mas vários relatos que vieram após sua morte mostraram a verdade que aquele era na verdade seu companheiro de muitos anos. Não houve outra alternativa. Clift ficou no armário mesmo até seus últimos dias. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 13 de abril de 2025

Jack, o Estripador

Ele foi certamente o mais infame serial killer da história, notabilizado não apenas pelos crimes bárbaros que cometeu, mas também pelo fato de que sua identidade ficou submersa por uma nuvem de mistérios. Ao longo da história mais de 20 suspeitos foram apontados como Jack, indo desde nobres com ligações à realeza, pintores, escritores e até médicos famosos. Apenas a ciência conseguiu responder a uma pergunta que já durava séculos. Usando os mais modernos métodos forenses de investigação conseguiu-se finalmente revelar a verdadeira face de Jack. Para tanto se utilizou de um xale de uma das prostitutas que foram mortas por ele naqueles distantes dias de puro terror.

A mulher identificada como Catherine Eddowes foi brutalizada por Jack, morta a punhaladas e golpes de faca, sendo que depois o assassino, seguindo seu modus operandi ou ritual, retirou seus órgãos internos. Uma pesquisa de DNA no xale conseguiu localizar traços de sêmen do matador. A partir daí vários parentes de suspeitos do crime doaram voluntariamente suas amostras genéticas para comparação. O DNA bateu com familiares de Aaron Kosminski, um velho conhecido da polícia de Londres que inclusive foi detido e ouvido na época dos crimes. Como não havia provas ele foi liberado. Hoje sabe-se que ele foi o real Jack.

Aaron Kosminski tinha um passado de traumas. Imigrante judeu, presenciou cenas chocantes de perseguição, violência e morte contra pessoas de sua família. Essa teve que fugir das perseguições, indo morar em Londres. Aaron não conseguiu ter boa sorte na grande cidade. Miserável, sem emprego e vivendo de bicos, presume-se que tenha contraído sífilis com prostitutas baratas, as mesmas que mataria depois nos crimes violentos e selvagens de Jack, o Estripador. Ao que tudo indica Aaron estava em sua mente se vingando daquelas mulheres que haviam lhe passado uma doença incurável na época. A loucura dos crimes também condiz com esse quadro já que a sífilis acaba destruindo a mente da pessoa infectada, a levando gradualmente à loucura.

Kosminski escapou da polícia, porém não teve um final feliz. Ele foi enlouquecendo com o passar do tempo e virou praticamente um mendigo de rua com problemas mentais. Os últimos registros dão conta que ele foi recolhido pelo departamento de saúde mental da capital inglesa e internado numa instituição para doentes mentais onde veio a falecer com a idade provável de 53 anos. Os crimes de Jack foram cometidos quando ele tinha entre 25 a 30 anos de idade, não se sabe ao certo. A sífilis destruiu sua mente, porém antes disso ele supostamente matou entre 11 a 25 mulheres, prostitutas que viviam pelas ruas. O mais infame serial killer da história morreu livre, porém de uma forma ou outra acabou pagando pelos seus crimes assustadores.

Pablo Aluísio.

sábado, 12 de abril de 2025

The Beatles - Rubber Soul - Parte 2

Rubber Soul - Parte 2
A música "In My Life" é certamente um dos maiores clássicos dos Beatles nesse álbum. Uma letra nostálgica em que John Lennon procurava relembrar as amizades e amores do passado. Uma letra autoral que de certa forma antecipava o que os Beatles iriam escrever em músicas como "Strawberry Fields Forever" e "Penny Lane", onde o passado surgia como tema principal. Nessa canção o produtor George Martin também colaborou bastante, ajudando ativamente nos belos arranjos finais que ouvimos na gravação oficial que saiu no mercado e que em pouco tempo virou um grande hit nas rádios. 

Se John Lennon apostava na nostalgia, Paul se apoiava em sua própria imaginação. Ele era mestre em criar personagens para suas músicas. Assim para esse disco Paul McCartney criou "Michelle". A música foi composta por Paul quando ele estava em Paris. Inspirado pelas belas melodias francesas que ouviu, ele decidiu seguir naquela mesma linha. Também decidiu incluir na letra alguns versos em francês. Como não sabia falar a língua dos franceses pediu uma ajudinha a um amigo, que lhe trouxe esses pequenos versos. Acho uma balada maravilhosa, simples, mas bem linda. E olha que Rubber Soul foi um disco dos Beatles em que só havia grandes baladas! 

Pouca gente sabia, mas "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" era sobre um caso de infidelidade de John Lennon com uma garota escandinava que ele conheceu. O detalhe é que o Beatle já era casado na época, então teve que usar aquele tipo de letra enigmática, que poucos entenderiam, mas que ele saberia muito bem do que se tratava. Anos depois, John Lennon confidenciaria tudo numa entrevista. Era mesmo sobre essa noite em que ele pulou a cerca com essa loira, enquanto sua esposa Cynthia cuidava do filho Julian. Não era algo para se orgulhar, mas John falou que a mulher era mesmo um monumento, uma loira de parar o trânsito. Quem poderia julgar o Beatle por esse fugaz caso de infidelidade conjugal?

Se as duas músicas anteriores foram clássicos de John Lennon, músicas para se orgulhar até o fim de sua vida, a faixa "Run for Your Life" foi rejeitada por ele alguns anos depois. John chegou até mesmo a dizer que "sempre a detestou" e que a havia criado às pressas, para completar o disco. A letra hoje em dia seria considerada abominável, pois basicamente afirmava, sem nenhuma classe, para uma garota, que ela deveria correr por sua vida... O que sugeria? Que iria bater nela ou até mesmo matá-la? E isso composto por John Lennon, que iria virar um símbolo da paz e amor dos anos que viriam? Realmente não é complicado entender porque John a renegou completamente alguns anos depois. Era uma letra embaraçosa para ele, de puro machismo sem noção.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Indústria Americana

Indústria Americana
Documentário extremamente relevante para os nossos dias. Mostra a implantação de uma fábrica chinesa na cidade de Dayton, nos Estados Unidos. Ela foi levantada no mesmo lugar onde no passado funcionou uma fábrica de automóveis da GM na cidade. Muitos dos empregados já tinham trabalhado na GM, mas agora esses trabalhadores americanos iriam ter que lidar com uma nova realidade. Seus chefes seriam todos chineses. A fábrica funcionaria a partir de agora de acordo com a cultura do grande país asiático. Então, como era de se esperar, se opera um grande choque cultural entre um empregador chinês tentando colocar ordem numa fábrica onde a maioria dos empregados era formada por americanos. Os chineses e os americanos logo entram em choque e tudo é capturado pelo documentário. 

Os chineses acabam achando que os americanos são gordos demais, preguiçosos e sem nenhuma disciplina para o trabalho duro. Na visão da diretoria chinesa a mão de obra americana era pouco produtiva! Os americanos, por sua vez, começam a achar os chineses bem esquisitos, com sua cultura de quase escravidão ao trabalho obsessivo, trabalhando em longas jornadas, sem feriados, sem fins de semana. Quase uma escravidão moderna! O documentário mostra acima de tudo que há uma grande ilusão nessa expectativa toda de estrangeiros se instalando dentro da América, de que alguma fábrica asiática vai dar inteiramente certa se instalada dentro do território dos Estados Unidos. As diferenças culturais entre nações tão diferentes logo se faz sentir, desde os primeiros dias. É algo inclusive que o atual presidente americano tem planejado fazer. É melhor ele rever seus conceitos! 

Indústria Americana (American Factory, Estados Unidos, 2019) Direção: Steven Bognar, Julia Reichert / Roteiro: Steven Bognar, Julia Reichert / Elenco: Junming 'Jimmy' Wang, Sherrod Brown / Sinopse: Documentário da Netflix que mostra a instalação de uma fábrica chinesa nos Estados Unidos. Logo surge um grande choque cultural entre a direção e os empregados, além de problemas financeiros e sociais dentro da indústria. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Galactica: Astronave de Combate

Galactica: Astronave de Combate
Eu realmente não me lembrava mais se tinha assistido esse filme no passado. Claro, conhecia muito de nome, mas reconheço que não me lembrava se havia assistido ou não. Pois bem, em tempos de streaming finalmente fui conferir nessa semana. Gente, que filme ruim! É uma imitação muito barata de "Guerra nas Estrelas" de 1977. Lançado um ano depois do grande sucesso de George Lucas, o filme cheira a picaretagem do começo ao fim. Chega a ser constrangedor de tanto que tenta copiar o filme original. Tudo é ruim, o elenco não convence em nada e a direção é pífia. O enredo não vai para lugar nenhum. Os elementos básicos são todos copiados de Star Wars, sem tirar nem colocar muita coisa de diferente. Chega a aborrecer do tamanho da cara de pau de seus realizadores! 

Basicamente temos apenas um grupo de naves, com seres humanos, que é atacada por uma raça de robôs chamada Cyclons (ou qualquer coisa parecida a isso). Esses "centuriões" robôticos me fez lembrar do filme em certos momentos. São aquelas latas de sardinha que possuem uma luzinha vermelha no visor.  A luz vermelha vai de um lado pro outro do capacete! Nada muito interessante, mas a criançada da época curtiu pelo que me recordo. Pensou que parava por aí a tosqueira? Que nada, tem também um cachorrinho robótico muito mal feito que faz o filme ficar ainda mais ridículo do que já é. Um bichinho muito feio que não servia nem pra vender brinquedos! Enfim, apesar da fama, pois o filme certamente é conhecido por quem gosta de cinema, o fato é que "Galactica - Astronave do Combate" é uma das maiores porcarias já produzidas no universo! 

Galactica: Astronave de Combate (Battlestar Galactica, Estados Unidos, 1978) Direção: Richard A. Colla, Alan J. Levi / Roteiro: Glen A. Larson / Elenco: Richard Hatch, Dirk Benedict, Lorne Greene / Sinopse: Uma caravana de espaçonaves com objetivos de diplomacia é atacada. Estavam em missão de paz. Apenas uma espaçonave escapa da destruição, Galactica. Agora seus tripulantes precisam encontrar um planeta amigo, enquanto tentam descobrir o rumo em direção ao Planeta Terra. 

Pablo Aluísio. 

Deathstalker - O Guerreiro Invencível

Título no Brasil: Deathstalker - O Guerreiro Invencível
Título Original: Deathstalker
Ano de Lançamento: 1983
País: Estados Unidos, Argentina
Estúdio: Palo Alto
Direção: James Sbardellati
Roteiro: Howard R. Cohen
Elenco: Rick Hill, Barbi Benton, Richard Brooker

Sinopse:
O guerreiro Deathstalker é enviado por uma bruxa em uma busca para encontrar um cálice, um amuleto e uma espada, dois dos quais estão nas mãos do feiticeiro malvado Munkar.

Comentários:
Nem preciso dizer que atualmente esse filme ficou mais do que datado. Algumas vezes as pessoas assistem a um filme na infância, acham muito legal, mas com os anos, depois que voltam a ver aquele mesmo filme, descobrem que ele não passa de uma bomba! É o caso aqui. O filme é todo mal feito, rodado na Argentina, com um protagonista interpretado por um péssimo ator. Em meu caso sempre achei essa produção uma cópia mal feita e cara de pau de Conan. Mas é a tal coisa, como teve gente que assistiu quando era moleque ainda vai defender. Freud explica! De resto, posso dizer, pouca coisa se salva além da lembrança afetiva. O filme é ruim demais mesmo. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

O Intermediário do Diabo

O Intermediário do Diabo 
O ator George C. Scott teve uma ótima carreira no cinema. Os cinéfilos mais superficiais lembram dele por causa de Patton, mas essa é uma visão bem rasa. Ele fez muitos filmes bons, alguns clássicos absolutos da história do cinema. Só que o tempo passou, o ator ficou com mais idade, então chegou o momento de aceitar o que estava sendo oferecido. Não digo isso como reprovação, nada disso, apenas como constatação. Assim, já idoso, o bom e velho Scott enveredou pela linha dos filmes de terror. Digo que gosto de praticamente todos os filmes que ele fez nesse gênero, com destaque para o muito bom "O Exorcista III", um terror psicológico muito acima da média. 

"O Intermediário do Diabo" (também conhecido como "A Troca") foi outro filme de terror da carreira de Scott. Deixa eu falar algo com sinceridade: esse é um filme muito bom de casas assombradas! Filme com estilo, com elegância, nada das porcarias que vemos hoje em dia. Na história Scott interpreta um compositor de música clássica. Quando sua esposa e filha morrem em um acidente na estrada, ele decide mudar de cidade, tentar uma nova vida em Seattle. Vai trabalhar na grande cidade da costa oeste, onde pretende progredir como compositor. É também uma tentativa meio desesperada de superar a depressão pela morte de sua família. 

Para isso aluga uma velha casa que estava sob os cuidados do patrimônio histórico da cidade. Uma casa muito bonita, grande, mas meio mal tratada pelo tempo que ficou abandonada. No passado havia pertencido a uma médico com uma história familiar trágica! Uma vez lá, ele começa a perceber estranhos fenômenos, incluindo a manifestação espiritual de um garotinho que morreu na casa no começo do século XX. Falar mais, tecendo maiores comentários, seria estragar as surpresas do roteiro. O que tenho a dizer é que o filme é realmente muito bom. Eu gostei das atuações, da ambientação sombria (essencial para esse tipo de filme) e até mesmo do desfecho da história. Um bom filme de terror com George C. Scott. Realmente não teria do que reclamar. 

O Intermediário do Diabo (The Changeling, Estados Unidos, 1980) Direção: Peter Medak / Roteiro: Russell Hunter, William Gray, Diana Maddox / Elenco: George C. Scott, Trish Van Devere, Melvyn Douglas / Sinopse: Após a morte da esposa e filha, veterano compositor de música clássica aluga uma velha mansão para compor novas músicas e acaba descobrindo que há várias manifestações sobrenaturais naquele lugar. 

Pablo Aluísio. 

Grito de Horror III

Título no Brasil: Grito de Horror III
Título Original: Howling III
Ano de Lançamento: 1987
País: Austrália
Estúdio: Bacanora Entertainment
Direção: Philippe Mora
Roteiro: Gary Brandner, Philippe Mora
Elenco: Barry Otto, Max Fairchild, Imogen Annesley

Sinopse:
Uma jovem tenta uma carreira como atriz em filmes B de terror. O que ninguém desconfia é que ela é na verdade uma ancestral de uma tribo de seres mutantes, metade homens, metade lobos! E ela está prestes a dar a luz pois ficou grávida de um ser humano normal, seu colega no elenco desse filme trash!

Comentários:
Esse deve ser o pior filme de lobisomem já feito na história! Que filme péssimo! Nada funciona, tudo é ruim demais! O elenco é formado por atores e atrizes sem o menor talento. A maquiagem dos monstros é de fazer rir qualquer um! O roteiro é uma desgraça, envolvendo lobisomens que são mutações de marsupiais (que porcaria de ideia tosca foi essa minha gente?). Esse diretor só podia estar de sacanagem quando rodou essa bomba H cinematográfica! O filme é tão ruim, mas tão ruim, que eu não consegui chegar ao seu final! E olha que sou um daqueles cinéfilos guerreiros, que vão até o fim quase sempre! Só quando a ruindade é insuportável é que fico no meio do caminho. Foi justamente o caso dessa produção Z! Enfim, um horror, no mal sentido, claro! Fuja para as montanhas sem pensar duas vezes! 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 8 de abril de 2025

Homens que são Feras

Título no Brasil: Homens que são Feras 
Título Original: Rage at Dawn
Ano de Lançamento: 1955
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: Tim Whelan
Roteiro: Horace McCoy, Frank Gruber
Elenco: Randolph Scott, Forrest Tucker, Mala Powers, J. Carrol Naish, Edgar Buchanan, Howard Petrie

Sinopse:
Uma quadrilha formada por irmãos, os Reno, espalha terror pelo velho oeste, assaltando bancos, trens e praticando todos os tipos de crimes. Associados a um xerife corrupto e a um prefeito de índole criminosa, nada parece deter os bandidos. Até que uma agência de detetives de Chicago decide organizar um plano para finalmente colocar esses criminosos atrás das grades. 

Comentários:
Nessa altura de minha vida de cinéfilo posso dizer sem receios que qualquer faroeste com Randolph Scott vale a pena! Esse filme dos anos 50 não é dos mais conhecidos da carreira do ator, mas vale muito a pena assistir. Esses irmãos Reno, que aparecem na história como vilões, realmente existiram. E também houve uma agência de detetives que foi atrás deles. Agora, fora isso, realmente não espere por nada muito fiel aos acontecimentos históricos. Não é bem assim que esses roteiros eram escritos naquela época. Sabemos que havia muita romantização nesse tipo de filme de western. Um exemplo acontece quando o agente disfarçado interpretado por Scott passa a cortejar a irmã mais jovem dos irmãos criminosos. Ele a seduz, obviamente com o objetivo de entrar naquela família, para assim pegar os criminosos em flagrante delito. Agora, complicado para o Randolph Scott foi mesmo fazer as cenas em que ele, disfarçado de bandido, rouba um banco. Como ele mesmo gostava de dizer, não queria interpretar vilões. Nem que fossem disfarçados como nesse filme. Não combinava bem com sua personalidade cinematográfica! 

Pablo Aluísio.

Gatilhos da Violência

Título no Brasil: Gatilhos da Violência
Título Original: A Time for Dying
Ano de Produção: 1969
País: Estados Unidos
Estúdio: Corinth Films
Direção: Budd Boetticher
Roteiro: Budd Boetticher
Elenco: Richard Lapp, Anne Randall, Audie Murphy

Sinopse:
Cass Bunning (Richard Lapp) é um cowboy bom de mira e rápido no gatilho que chega na pequena cidade de Silver City. Assim que coloca os pés por lá, resolve salvar uma jovem chamada Nellie Winters (Anne Randall) de se tornar a nova prostituta do bordel local. Depois se casa com ela em uma cerimônia presidida pelo famoso juiz Roy Bean (Victor Jory). Agora, com as novas responsabilidades de um homem casado resolve se tornar caçador de recompensas, o que lhe fará encontrar com bandidos famosos e perigosos como Jesse James (Audie Murphy).

Comentários:
Último filme da carreira de Audie Murphy (aqui atuando ainda como produtor) e também último western assinado pelo cineasta Budd Boetticher. Só esses fatos já levariam o filme a ser considerado essencial pelos fãs de faroestes. O problema é que apesar de ser o adeus de dois grandes nomes do gênero, "Gatilhos da Violência" não consegue impressionar, muito pelo contrário, pois logo se torna uma decepção completa. O roteiro é completamente sem foco, disperso e mal escrito. Há uma tentativa de inserir humor em certos momentos, mas o tiro sai pela culatra pois todas as cenas cômicas são constrangedores de tão sem graça. Audie Murphy surge tão rapidamente como desaparece. Ele só tem uma cena no filme inteiro quando encontra o tal caçador de recompensas no meio do deserto. Fala duas linhas de diálogo e some, dando adeus ao cinema para sempre. Melhor se sai o ator Victor Jory que interpreta o juiz Roy Bean (aquele mesmo do filme com Paul Newman). Atuando muito bem, salva o filme de ser uma bomba completa. Já Richard Lapp que interpreta o cowboy protagonista é um desastre completo. Canastrão, não consegue convencer. Provavelmente só foi escolhido por ter uma semelhança incrível com Audie Murphy quando ele era bem mais jovem. No geral, infelizmente, é isso, não há outra conclusão, o filme é bem ruim mesmo. Uma despedida melancólica de Murphy e Boetticher do velho oeste.

Pablo Aluísio.