quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Thomas Crown - A Arte do Crime / Psicose

Thomas Crown - A Arte do Crime
Em 1968 o ator Steve McQueen estrelou um dos maiores sucessos de sua carreira, "Crown, o Magnífico" (The Thomas Crown Affair). O estilo mais refinado, a preocupação em ter uma trama mais bem elaborada e pequenos detalhes da produção, como uma elegante trilha sonora, fizeram com que a produção se destacasse entre os demais filmes de ação daquela década. Trinta anos depois foi realizado esse remake, ou quase isso, já que várias inovações foram acrescentadas no roteiro. Pierce Brosnan interpreta Thomas Crown. Ele é um sujeito rico, refinado e charmoso que mantém um aspecto obscuro em sua vida que para muitos parece perfeita. Na sombras, Crown parece estar envolvido com roubo de obras de arte. Quando um famoso quadro de Monet, avaliado em mais de cem milhões de dólares, é roubado da galeria onde estava exposto, ele acaba caindo na mira da investigadora Catherine Banning (Rene Russo) que é contratada justamente para recuperar a valiosa pintura. Começa assim um jogo de sedução e traição entre os dois personagens, tudo valorizado por uma produção bem requintada, com ótima fotografia e direção de arte. A direção dessa refilmagem moderna foi entregue ao especialista em filmes de ação John McTiernan (de "Caçada ao Outubro Vermelho", "O Predador" e "Duro de Matar"). Talvez por não ser exatamente sua especialidade o filme apresente uma dualidade bem nítida, funcionando bem nas cenas de ação, o que era de se esperar, mas apresentando pequenas falhas na parte mais sofisticada de seu roteiro (já que isso nunca foi o forte do cineasta). No geral não é ruim, longe disso, mas tampouco pode ser comparado à versão de McQueen, hoje reconhecida como clássica. Definitivamente alguns filmes jamais deveriam sofrer uma revisão como essa. O original já estava de bom tamanho. / Thomas Crown - A Arte do Crime (The Thomas Crown Affair, EUA, 1999) Direção: John McTiernan / Roteiro: Alan Trustman, Leslie Dixon / Elenco: Pierce Brosnan, Rene Russo, Denis Leary, Ben Gazzara.

Psicose
Já que estamos falando de remakes desnecessários, o que dizer desse novo "Psicose"? Eu já tive várias oportunidades de reconhecer o talento de Gus Van Sant. Aliás vou mais além, em minha opinião ele sempre foi um dos mais brilhantes cineastas da geração surgida na década de 1980. São vários os filmes dele que considero verdadeiras obras primas (como "Garotos de Programa", "Drugstore Cowboy" e "Gênio Indomável", entre outros). O problema é que nem sempre de ideias brilhantes vivem os grandes diretores. Visando homenagear o mestre Alfred Hitchcock, um dos maiores diretores de todos os tempos, Van Sant resolveu refilmar o clássico Psicose de 1960 da maneira mais fiel possível. Praticamente recriando quadro a quadro, cena a cena, diálogo a diálogo, um dos grandes suspenses da história do cinema. Nesse ponto chegamos na pergunta essencial: Com que finalidade? Para que serve um remake como esse? A versão definitiva já foi realizada, assinada pelo mestre do suspense e é considerada uma obra prima absoluta da sétima arte. Para que tentar refazer a perfeição? Obviamente que aquele que se arrisca a algo assim já teve estar preparado para fracassar. E foi justamente isso que aconteceu com essa nova versão. A crítica odiou e o público não pagou para ver, deixando as salas de cinema vazias. Pior ainda foi a escalação do elenco. Quem conseguiria levar à sério o comediante Vince Vaughn como o sinistro e perturbado Norman Bates? Absolutamente ninguém! A única que escapa é a atriz Julianne Moore que consegue mesmo sobreviver a qualquer coisa! Enfim, se teve o desprazer de assistir, é bem melhor esquecer e se nunca viu, não se preocupe, você não perdeu absolutamente nada! / Psicose (Psicose, EUA, 1998) Direção: Gus Van Sant / Roteiro: Robert Bloch, Joseph Stefano / Elenco: Vince Vaughn, Anne Heche, Julianne Moore, Viggo Mortensen, William H. Macy.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Thomas Crown - A Arte do Crime ★★★
    Psicose ★

    ResponderExcluir