Eu amo a internet. Não me interprete mal, mas sinto falta de muitas coisas que ela destruiu. Eu nem vou falar dos discos de vinil e depois dos CDs que também foram mortos pelo dragão da vida digital, mas sim de um hábito que tive durante praticamente toda a minha juventude.
Estou falando do prazer em ir numa banca de revistas comprar um novo número daquela revista de cinema que eu colecionava. Era tão bom! Revistas como a Set, Cinemin, Cinevídeo, Fotogramas e Vídeo e tantas outras que deixaram muitas saudades! Outro dia levei um choque ao saber que a maior banca da minha cidade havia fechado suas portas! Gente, que coisa terrível! Como isso foi acontecer?
A própria editora Abril, de tantas revistas importantes e populares, também foi à falência. A imprensa impressa morreu! Sobrou apenas o nicho dos quadrinhos e alguns poucos jornais como Folha de São Paulo e Estadão! Eu acho isso tudo uma grande tragédia para a cultura brasileira. Aliás mundial, porque aconteceu a mesma coisa nos Estados Unidos! Nem livros mais se compram nas livrarias!
Hoje não vou mais na banca de jornais comprar minha revista de cinema. Não tem mais banca de jornais! Não tem mais revistas para comprar! Acho tudo isso tão trágico. As pessoas deveriam ter continuado com o hábito de continuar a ler textos em papel. É uma parte importante da nossa história cultural que deixou de existir!
Disso sinto falta! Sinto falta de ir numa banca de revistas comprar uma nova edição da minha revista mensal de cinema. Eu sei que a Internet acabou com esse mundo. Na verdade acabou com praticamente toda a imprensa de papel, mas sinceramente falando, não precisava ser assim.
Quando eu era mais jovem, todo mês, ia comprar uma nova edição da revista Set. Colecionava esporadicamente também outras revistas como a Cinemin, a Fotogramas & Vídeo, a Cinevídeo, a Video News... Uma pena que tudo tenha desaparecido!
Aquele tipo de jornalista que era especializado em escrever textos para esse tipo de publicação perdeu seu espaço de trabalho. Até mesmo títulos que vendiam muito, como a Playboy, a Veja, tudo desapareceu! E olha que eu fui parte de uma juventude que colecionava essas publicações. E que pena que esse mundo, que fez parte da minha vida, simplesmente tenha deixado de existir. Isso eu lamento realmente!
Pablo Aluísio.


Textos Avulsos -
ResponderExcluirdição XVIII