quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Assalto em Dose Dupla

Patrick Dempsey surgiu no cinema na década de 80 como ídolo teen. Fazia filmes bem fraquinhos mesmo na época. Seu maior sucesso foi "Namorada de Aluguel", fime muito bobinho que cansou de passar na Sessão da Tarde. Depois disso sua carreira que já não era lá essas coisas afundou de vez e ele passou uns bons anos sumido. Só veio a ressurgir para a popularidade quando mudou de meio e foi para a TV. Lá acabou estrelando o sucesso "Grey´s Anatomy" que em sua oitava temporada não mostra sinais de queda de popularidade e nem de audiência. Renovado o ator desde então tem tentado emplacar no cinema novamente. Bom, não foi dessa vez. "Assalto em Dose Dupla" é muito fraquinho, com cara de produção de filmes lançados diretamente no mercado de venda direta ao consumidor. Uma vez li que um filme de assalto tinha que ser muito ruim para não agradar uma vez que esse subgênero dos filmes policiais eram à prova de falhas. Pois bem, como toda regra há exceção... "Assalto em Dose Dupla" cai bem nesse sentido.

O roteiro é mais do mesmo. Os personagens são fracos, frouxos e o espectador vai aos poucos perdendo o interesse. Tudo se resume em saber quem seria o autor intelectual do tal assalto a banco. Sabe-se lá o porquê o fato é que ele é uma das pessoas que estão dentro da agência bancária que está sendo assaltada. Pode ser um dos bandidos mas também pode ser um dos reféns. Eu me lembrei do velho jogo de tabuleiro chamado Detetive onde ganhava quem descobrisse quem era o assassino. Aqui sucede a mesma coisa, mas sem diversão, sem consistência. Eu pessoalmente achei a caracterização do Dempsey bizarra pois ele interpreta um personagem que toma drogas prescritas contra transtornos psicológicos. Ao invés de lidar isso com elegância o ator simplesmente parte para a caricatura e o exagero. Patrick, meu amigo, volte para as séries médicas por favor!

Assalto em Dose Dupla (Flypaper, Estados Unidos, 2011) Diretor: Rob Minkoff / Elenco: Patrick Dempsey, Ashley Judd, Tim Blake Nelson, Octavia Spencer, Beau Brasseaux, Jeffrey Tambor, Mekhi Phifer, Pruitt Taylor Vince / Sinopse: Duas gangues diferentes aparecem para roubar o mesmo banco. Durante o assalto um cliente tenta proteger a gerente em meio ao tiroteio.

Pablo Aluísio.

Sucker Punch

Garota chamada Baby Doll (Emily Browning) é internada em um hospício por seu padastro. Uma vez lá dentro ela começa a perder a noção do mundo ao seu redor, se envolvendo em fantasias e alucinações onde não consegue mais separar a realidade do surrealismo. Esse "Sucker Punch" é aquele tipo de filme que ou você embarca na proposta do roteiro ou vai odiar. Eu achei a estrutura do argumento bem curiosa. No fundo há três mundos paralelos: o primeiro seria a realidade onde Baby Doll é levada a uma instituição psiquiátrica para se submeter a uma lobotomia. O segundo seria seu universo de fantasia onde ela alucina pensando estar em uma boate com shows de Vaudeville e por fim a terceira realidade surreal: quando dança ela se transporta para uma dimensão de guerras e lutas onde convivem samurais gigantes, batalhas da I Guerra Mundial e lutas em ritmo de videogame. Claro que muitas pessoas vão acabar se perdendo nessas "dimensões dentro de outras dimensões dentro de outras dimensões".

Eu devo confessar que embarquei no filme. Curti o visual ultra exagerado, beirando o kitsch e todos os excessos que acompanhamos na produção. O fato é que as garotas são carismáticas e não há como não se solidarizar com a triste situação em que vivem. Em minha opinião o Zack Snyder literalmente chutou o balde com esse filme. Sem as amarras de uma obra conhecida, como aconteceu em "Watchmen", ele literalmente deu asas à sua própria imaginação (e coloca imaginação nisso!). O filme é uma overdose de efeitos digitais, lutas inverossímeis e tudo mais o que essa geração criada a videogame e internet tem direito. Arrisque, não garanto que todos vão gostar, mas pelo menos a experiência vai valer a pena.

Sucker Punch (Sucker Punch, Estados Unidos, 2011) Direção: Zack Snyder / Roteiro: Zack Snyder e Steve Shibuya / Elenco: Emily Browning, Vanessa Hudgens, Jena Malone, Carla Gugino / Sinopse: Babydoll (Emily Browning) foi internada em um sanatório pelo padrasto, de olho na fortuna da mãe. Para sobreviver ao tormento e escapar de uma provável lavagem cerebral, ela descobre que pode se refugiar dentro da própria mente, criando um universo paralelo.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Red Scorpion

Título no Brasil: Red Scorpion
Título Original: Red Scorpion
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Abramoff Production
Direção: Joseph Zito
Roteiro: Jack Abramoff, Robert Abramoff
Elenco: Dolph Lundgren, M. Emmet Walsh, Al White

Sinopse:
Nikolai (Dolph Lundgren) é um agente soviético da KGB enviado para se infiltrar e esmagar um levante rebelde Africano. Uma vez lá acaba atraído pela causa dos guerrilheiros, uma traição que enfurece seus superiores russos. Agora ele se tornará o alvo do serviço secreto comunista. Fugindo através do deserto inóspito, na companhia de um jornalista americano contraditório (M. Emmet Walsh), Nikolai alia-se com uma tribo de bosquímanos rebeldes, e ganha o codinome de "Red Scorpion" por causa de sua extrema coragem em combate.

Comentários:
Quando não está tirando algum doutorado em Engenharia Elétrica em seu país de origem, a Suécia, o fortão Dolph Lundgren vai tentando consolidar sua carreira no cinema. Pode-se até duvidar de seus talentos dramáticos, mas não se pode chamar o ator de pouco trabalhador pois até o momento ele já atuou em nada mais, nada menos do que quase sessenta filmes, uma marca e tanto para ele, que na realidade nunca conseguiu virar um genuíno astro de filmes de ação. Esse "Red Scorpion" foi uma clara tentativa de faturar em cima da imagem construída por Dolph Lundgren em "Rocky IV". Assim como lá ele aqui interpreta um russo na era da guerra fria. Essa é uma daquelas produções feitas para um público específico, que corre atrás de muita pancadaria, cenas de ação e pouco papo furado (entenda-se roteiros mais bem trabalhados). Assim Lundgren desce a porrada em quem ousa cruzar seu caminho atrapalhando seus planos. Simples não? Mas também bem divertido.

Pablo Aluísio.

O Legionário

Título no Brasil: O Legionário
Título Original: Legionnaire
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Edward R. Pressman Film, Long Road Productions
Direção: Peter MacDonald
Roteiro: Sheldon Lettich, Jean-Claude Van Damme
Elenco: Jean-Claude Van Damme, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Steven Berkoff

Sinopse:
Um boxeador chamado Alain Lefevre (Jean-Claude Van Damme) engana um perigoso mafioso e para se manter vivo se alista na famosa Legião Francesa. Enviado até os confins do deserto ele começa a entender como é dura e brava a vida de todos aqueles legionários.

Comentários:
Era de se esperar mesmo que mais cedo ou mais tarde o belga Jean-Claude Van Damme viesse a interpretar um legionário no cinema. Afinal de contas a legião francesa até hoje exerce um grande fascínio entre os europeus de uma forma em geral. Conhecidos por sua bravura e determinação, esses soldados povoam o imaginário popular há décadas. Curiosamente a estória foi escrita pelo próprio Jean-Claude Van Damme que tinha esse velho sonho de infância. Ele acreditou tanto nessa sua ideia que bancou a produção desse filme. "O Legionário" não é lá grande coisa mas dentro do padrão dos filmes que ele realizou ao longo da carreira até que fica um pouco acima da média do que seus fãs costumavam ver. Claro que por estar em um contexto diferente, cujo enredo se passa na década de 1920, há até uma melhor produção, com figurinos de época e reconstituição histórica mais caprichada, o que talvez justifique o fato de "O Legionário" ter sido elogiado em seu lançamento por causa da bela fotografia e da bem colocada trilha sonora.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Contrabando

Irmão mais jovem de antigo contrabandista que tenta se redimir (Mark Wahlberg) se complica ao jogar fora carregamento de drogas que levava em um navio mercante que acabou sendo alvo da Alfândega americana. Devendo a traficantes sua última saída é ao lado do irmão tentar levar ao território americano um carregamento de notas falsas fabricadas no Panamá. "Contrabando" é um eficiente thriller policial e de ação que a despeito de ter alguns clichês em seu roteiro consegue entreter e divertir. Um dos pontos mais positivos do roteiro é a constante tensão vivida pelos personagens. Todos de uma forma ou outra fazem parte de uma grande teia de contrabandistas, traficantes e meliantes de toda ordem. Uma das situações mais curiosas reveladas pelo filme é o modus operandi que muitos contrabandistas usam para levar carga ilegal para dentro dos EUA. Engajados como marinheiros em grandes navios de carga logo usam de todos os artifícios para burlarem a fiscalização (alguns muito bem bolados e inteligentes). O argumento mostra de certa forma que é simplesmente impossível um país ter uma sistema de rastreamento de contrabando 100% eficiente. Mesmo com todas as ferramentas e equipamentos sempre existe a possibilidade de adentrar o território fiscal sem pagamento de impostos ou taxas (isso quando a carga por si própria já não é totalmente ilegal como drogas ou dinheiro falso).

O elenco de "Contrabando" é muito bom. Mark Wahlberg continua o mesmo, nada de muito relevante na questão atuação mas também não compromete o resultado final. O grande destaque aqui é novamente a presença do ator Ben Foster. Eu já tive a oportunidade de elogiar ele várias vezes, inclusive por suas ótimas atuações em filmes como "Alpha Dog" e "Os Indomáveis". Aqui Foster repete mais uma boa performance. Já Kate Beckinsale não tem muito o que fazer a não ser desfilar com sua natural beleza. Em conclusão recomendo "Contrabando" como um bom filme de entretenimento. Não é nenhuma obra prima mas dentro de suas propostas cumpre bem suas promessas.

Contrabando (Contraband, Estados Unidos, 2012) Diretor: Baltasar Kormákur / Elenco: Mark Wahlberg, Kate Beckinsale, Ben Foster, Giovanni Ribisi, J.K. Simmons / Sinopse: Mark Wahlberg vive Chris Farraday, um contrabandista que larga a vida do crime para cuidar de sua família. No entanto, quando seu jovem cunhado Andy estraga uma importante operação de drogas, Chris se vê obrigado a voltar ao seu antigo trabalho para tentar salvar sua esposa e o jovem inconsequente.

Pablo Aluísio.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Duna: Parte Dois

Título no Brasil: Duna: Parte Dois
Título Original: Dune: Part Two
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts
Elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Austin Butler, Florence Pugh

Sinopse:
Dando continuidade direta aos eventos do primeiro filme, a história acompanha Paul Atreides enquanto ele se integra ao povo Fremen no planeta Arrakis. Ao lado de Chani, ele aprende os costumes do deserto e passa a liderar uma crescente revolta contra a Casa Harkonnen e o Imperador, responsáveis pela destruição de sua família. À medida que sua influência cresce, Paul enfrenta visões de um futuro devastador causado por uma guerra santa em seu nome. Dividido entre o amor, o dever e o destino, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para conquistar justiça e assumir seu papel como figura messiânica.

Comentários:
Lançado em 2024, Dune: Part Two foi amplamente aclamado pela crítica, sendo considerado por muitos veículos como The New York Times e Variety superior ao primeiro filme. A direção de Denis Villeneuve foi elogiada pela escala épica e pela habilidade em equilibrar ação grandiosa com desenvolvimento de personagens. As atuações de Timothée Chalamet e Zendaya receberam destaque, enquanto Austin Butler chamou atenção por sua interpretação intensa do vilão Feyd-Rautha. Nas bilheterias, o filme foi um grande sucesso, arrecadando mais de 700 milhões de dólares mundialmente e consolidando a franquia como uma das mais importantes da ficção científica contemporânea. O longa também recebeu diversas indicações a prêmios importantes e venceu categorias técnicas, reforçando seu prestígio. Hoje, Duna: Parte Dois é visto como um marco moderno do gênero, frequentemente comparado a grandes épicos do cinema, e como a consagração da adaptação da obra de Frank Herbert nas telas.

Erick Steve. 

Duna: Parte Um

Título no Brasil: Duna: Parte Um
Título Original: Dune
Ano de Lançamento: 2021
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Denis Villeneuve, Jon Spaihts
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Zendaya, Stellan Skarsgård

Sinopse:
Ambientado em um futuro distante, o filme acompanha Paul Atreides, herdeiro de uma poderosa casa nobre encarregada de governar o desértico planeta Arrakis. Esse mundo hostil é a única fonte da especiaria mais valiosa do universo, substância essencial para viagens interestelares e para o equilíbrio político entre as grandes casas. Ao chegar em Arrakis, a família Atreides se vê envolvida em uma traição que desencadeia uma guerra brutal. Forçado a fugir para o deserto, Paul encontra o povo Fremen e começa a descobrir habilidades extraordinárias que podem mudar o destino de todo o universo. A narrativa mistura política, religião e ecologia em uma épica jornada de sobrevivência e autodescoberta.

Comentários:
Quando foi lançado em 2021, Dune recebeu aclamação da crítica. O jornal The New York Times elogiou a grandiosidade visual e a ambição da adaptação, enquanto a revista Variety destacou a direção de Denis Villeneuve e o cuidado em traduzir o complexo universo criado por Frank Herbert para o cinema. A trilha sonora de Hans Zimmer e os efeitos visuais também foram amplamente elogiados, contribuindo para a imersão no mundo de Arrakis. O filme foi um sucesso comercial, especialmente considerando o contexto de lançamento simultâneo nos cinemas e no streaming. Arrecadou mais de 400 milhões de dólares mundialmente e venceu 6 Oscars, incluindo Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais. Com o tempo, Duna: Parte Um passou a ser considerado uma das grandes obras de ficção científica do cinema moderno, sendo frequentemente comparado a clássicos do gênero. Seu sucesso garantiu a continuação da história em Dune: Part Two (2024), consolidando a adaptação como uma das mais importantes franquias contemporâneas de ficção científica.

Erick Steve. 

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Silêncio da Vingança

Título no Brasil: O Silêncio da Vingança
Título Original: Silent Night
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: John Woo
Roteiro: Robert Archer Lynn
Elenco: Joel Kinnaman, Kid Cudi, Harold Torres, Catalina Sandino Moreno, Vinny O'Brien, Valeria Santaella

Sinopse:
A história acompanha Brian Godlock, um homem comum que vive uma tragédia devastadora quando seu filho pequeno é morto por uma bala perdida durante um confronto entre gangues na véspera de Natal. No mesmo incidente, Brian também sofre um ferimento grave que o deixa incapaz de falar. Consumido pela dor e pela sede de justiça, ele decide dedicar sua vida a encontrar os responsáveis pela morte do filho. Durante um ano inteiro, Brian passa por um intenso treinamento físico e aprende a usar armas para se preparar para sua vingança. Quando chega o próximo Natal, ele inicia uma caçada implacável contra os criminosos que destruíram sua família, desencadeando uma sequência brutal de confrontos em busca de justiça.

Comentários:
O filme marcou o retorno do renomado diretor de ação John Woo ao cinema americano após muitos anos trabalhando em produções asiáticas. A crítica destacou a ousadia do conceito do filme, que praticamente não possui diálogos, explorando a narrativa visual e a ação para contar a história. O jornal The Guardian observou que o filme resgata elementos clássicos do estilo de Woo, como coreografias elaboradas de tiroteios e uma forte carga emocional ligada à vingança. Já a revista Variety apontou que o longa aposta mais na ação estilizada do que na profundidade dramática, o que gerou opiniões divididas entre os críticos. Entre o público, O Silêncio da Vingança teve uma recepção moderada nas bilheterias, mas chamou atenção pela proposta incomum e pelo estilo visual intenso. Com o passar do tempo, o filme tem sido discutido principalmente como um experimento interessante dentro do gênero de ação, destacando-se pelo quase total silêncio dos personagens e pela tentativa de contar uma história de vingança através da linguagem visual. Hoje ele é visto como uma obra curiosa dentro da filmografia de John Woo e como um exemplo moderno de cinema de ação que busca experimentar com a forma narrativa tradicional.

Erick Steve. 

Harley Davidson e Marlboro Man – Caçada Sem Trégua

Título no Brasil: Harley Davidson e Marlboro Man – Caçada Sem Trégua
Título Original: Harley Davidson and the Marlboro Man
Ano de Lançamento: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Simon Wincer
Roteiro: Don Michael Paul
Elenco: Mickey Rourke, Don Johnson, Chelsea Field, Daniel Baldwin, Giancarlo Esposito, Tom Sizemore

Sinopse:
Ambientado em um futuro próximo — o ano de 1996 — o filme acompanha dois velhos amigos conhecidos apenas pelos apelidos Harley Davidson e Marlboro Man. Ambos são motociclistas durões que vivem à margem da lei, mas possuem um forte senso de lealdade e justiça. Quando descobrem que o bar de um amigo está prestes a ser tomado por um poderoso banco corrupto, os dois decidem realizar um assalto para conseguir o dinheiro necessário para salvá-lo. No entanto, o plano dá errado quando eles descobrem que o carregamento roubado não contém dinheiro, mas sim uma nova e poderosa droga sintética pertencente a uma grande corporação criminosa. A partir daí, a dupla se torna alvo de assassinos profissionais e precisa lutar para sobreviver enquanto enfrenta uma poderosa organização que domina a cidade.

Comentários:
Quando foi lançado em 1991, o filme recebeu críticas geralmente negativas. O jornal The New York Times considerou que a produção tentava criar um estilo de faroeste moderno, mas não conseguia desenvolver plenamente seus personagens ou sua narrativa. A revista Variety destacou o visual estilizado do filme e a química entre Mickey Rourke e Don Johnson, embora tenha observado que o roteiro era relativamente simples e previsível. Nas bilheterias, Harley Davidson and the Marlboro Man teve desempenho decepcionante e não conseguiu recuperar seu orçamento durante sua exibição inicial nos cinemas. Apesar disso, ao longo dos anos o filme ganhou status de cult entre fãs de filmes de ação dos anos 1990, especialmente por seu estilo exagerado, pela estética de motociclistas fora-da-lei e pelas atuações carismáticas de Rourke e Johnson. Hoje ele é frequentemente lembrado como um exemplo curioso do cinema de ação da época, combinando elementos de western moderno, filme de estrada e thriller urbano.

Erick Steve.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Francesco

Título no Brasil: Francesco
Título Original: Francesco
Ano de Lançamento: 1989
País: Itália, Alemanha Ocidental
Estúdio: RAI Radiotelevisione Italiana
Direção: Liliana Cavani
Roteiro: Liliana Cavani, Tullio Pinelli
Elenco: Mickey Rourke, Helena Bonham Carter, Andréa Ferréol, Paolo Bonacelli, Michael Wincott, Mario Adorf

Sinopse:
O filme narra a vida de Francisco de Assis, jovem filho de um rico comerciante italiano que vive na cidade de Assis durante o início do século XIII. Após participar de conflitos militares e experimentar o sofrimento da guerra e da prisão, Francesco passa por uma profunda transformação espiritual. Ele decide abandonar sua vida de riqueza e conforto para dedicar-se à pobreza, à caridade e à fé cristã. Enfrentando incompreensão da família e das autoridades religiosas, Francesco começa a reunir seguidores e a formar uma nova ordem religiosa baseada na simplicidade e no amor ao próximo. O filme acompanha os momentos decisivos dessa jornada espiritual, mostrando sua relação com a Igreja, seus discípulos e a sociedade da época.

Comentários:
Quando foi lançado em 1989, Francesco recebeu críticas variadas, mas muitos elogios foram dirigidos à atuação intensa de Mickey Rourke, que interpretou o santo medieval com um estilo emocional e pouco convencional. O jornal The New York Times destacou a abordagem humanizada do personagem, enquanto a revista Variety comentou que a diretora Liliana Cavani buscou apresentar uma visão mais realista e menos idealizada da vida de São Francisco. O filme também chamou atenção por seu elenco internacional, incluindo uma jovem Helena Bonham Carter em um dos primeiros papéis importantes de sua carreira. Comercialmente, o longa teve desempenho moderado, sendo exibido principalmente em circuitos de cinema europeu e festivais. Com o passar dos anos, Francesco passou a ser visto como uma das representações cinematográficas mais sérias e introspectivas da vida de São Francisco de Assis, destacando-se por seu tom contemplativo e pela tentativa de explorar o lado humano e espiritual da figura histórica. Hoje o filme permanece como uma obra respeitada dentro do cinema religioso e histórico europeu. 

Erick Steve.