quinta-feira, 16 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira

O espírito que move esse filme é o mesmo das antigas produções de matinê que eram exibidas em um tempo distante no passado. Tudo é diversão e aventura. Tanto isso é uma verdade que os técnicos em efeitos especiais resolveram homenagear o design da criatura do clássico de 1933. Ao se olhar para o King Kong desse novo filme é impossível ignorar suas semelhanças com o gorila do primeiro filme. Os braços robustos e até mesmo suas feições faciais são extremamente semelhantes. Os cinéfilos mais tradicionais vão gostar dessa homenagem.

O roteiro também visa única e exclusivamente a pura diversão. Os personagens não são desenvolvidos em nenhum aspecto pois o filme se propõe mesmo a ser um velho filme de monstros de matinê. Sempre que o desenrolar vai ficando um pouquinho mais chato surge no horizonte alguma criatura monstruosa, seja ela um inseto gigante, seja um polvo pré-histórico. As crianças vão adorar.

A trama, ao contrário dos filmes anteriores, se passa totalmente na Ilha da Caveira. Isso é bem curioso porque nas produções do passado a Ilha da Caveira só servia mesmo como um ponto de partida, onde King Kong era capturado e levado para a civilização. Depois disso ele serviria basicamente como atração circense. Aqui não, Kong está em seu habitat natural, lutando não apenas contra os seres humanos como também contra a macrofauna existente no lugar. Em relação a esses bichos monstruosos e gigantes só me senti um pouco decepcionado com os lagartos gigantes que são os maiores inimigos de King Kong. Não achei o design deles tão bem feito ou inovador. Para falar a verdade seria melhor ver o gigante lutando contra um dinossauro, como no filme de 1933.

A direção é eficiente. Como não se está em busca de uma obra prima, nem nada do gênero, acabou se realizando um bom filme de aventuras e monstros pré-históricos. Por isso também todos os personagens humanos são caricatos. Samuel L. Jackson é um soldado caricato tirado das selvas da guerra do Vietnã. John Goodman é um caricato líder da expedição, cujos motivos esconde de todos, como é de praxe nesse tipo de roteiro, e por aí vai. Até mesmo a mocinha, uma fotógrafa que parece ter saído de um documentário sobre os anos 70, também é uma construção caricata. Nada disso porém importa no final das contas. Não é Shakespeare, é apenas um filme de monstros gigantes brigando entre si. Se você estiver em busca de algo assim nos cinemas certamente vai gostar - e se divertir. Não espere por nada muito além disso. Esse é o espírito.

Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, Estados Unidos, 2017) Direção: Jordan Vogt-Roberts / Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein / Elenco: Samuel L. Jackson, John Goodman, John C. Reilly, Tom Hiddleston, Brie Larson / Sinopse: Expedição é enviada até uma distante e isolada ilha no Pacífico Sul. Encoberta por uma perene tempestade, a Ilha da Caveria é um mistério completo e guarda uma fauna intocada pelo tempo, incluindo um imenso gorila do tamanho de um arranha-céu, o Rei Kong.

Pablo Aluísio.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.3

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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