sábado, 3 de setembro de 2016

Star Trek: Sem Fronteiras

Achei um tanto decepcionante esse novo filme da velha franquia "Star Trek". Como sabemos a antiga tripulação (ou melhor dizendo, o elenco original) foi substituído por novos atores. Isso aconteceu em 2009 e de lá para cá já tivemos três filmes. Esse aqui, o terceiro, é o mais fraco de todos eles. De certa forma mantém uma tradição que diz que todos os filmes ímpares da série costumam ser ruins - foi assim na velha geração e parece se confirmar aqui também.

O problema de "Star Trek: Sem Fronteiras" é parecido até com o que está acontecendo com os novos filmes de James Bond. Na tentativa de modernizar algo antigo os produtores andam esquecendo a essência dos filmes originais. Ao invés de apelar para um roteiro inteligente (que vamos reconhecer, sempre foi o forte de Star Trek tanto na TV como no cinema) se priorizou apenas as cenas de ação, uma atrás da outra, todas visualmente espetaculares, mas que deixam o gostinho de vácuo no gosto do fã das antigas aventuras que tinham enredos e argumentos extremamente interessantes e inteligentes. Infelizmente nesse novo filme não há nada parecido com o passado.

A própria estória é fraca. A Enterprise é mandada para uma missão em uma nebulosa distante. Eles estão atendendo o pedido de socorro de uma jovem tripulante de uma nave alienígena que parece estar passando por sérias dificuldades naquele ponto distante da galáxia. É uma missão de resgate aparentemente. O que ninguém poderia supor é que dentro da nebulosa se encontra um comandante de origem desconhecida que lidera uma nova raça que deseja destruir a Federação dos Planetas. Atendendo pelo nome de Krall ele quer varrer a humanidade do universo, para implantar seu reinado de terror. Liderando uma incrível frota de naves que seguem uma lógica de enxame de abelhas, ela começa a destruir tudo o que encontra pela frente, inclusive a própria nave Enterprise.

Basicamente só tem isso. Não há nenhum desenvolvimento melhor dos personagens e nem Spock que faz uma pequena homenagem ao ator falecido Leonard Nimoy, consegue se salvar da falta de conteúdo. Tudo é extremamente superficial e nada é muito bem escrito. A própria trama deixa a desejar. O roteiro, para ser sincero, é bem pífio. Não há absolutamente nada de novo nesse filme, nem em termos de efeitos visuais e nem em termos de roteiro (o que é mais grave). Para encher metragem há muitas cenas clichês, como a do engenheiro Scotty pendurado no penhasco (sinceramente quantas vezes você já não viu algo assim antes? Puro clichê e falta de imaginação!). Assim esse novo "Star Trek" acabou mesmo sendo esmagado pela herança da força do nome que ostenta. É um filme fraco demais que acaba não indo para nenhum lugar, nem muito menos para o espaço, para a tal fronteira final.

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, Estados Unidos, 2016) Direção: Justin Lin / Roteiro: Simon Pegg, Doug Jung / Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Idris Elba / Sinopse: A nave interestelar Enterprise é enviada para uma nebulosa distante onde acaba encontrando um líder alienígena enlouquecido chamado Krall (Idris Elba) que deseja destruir toda a Federação de Planetas. Filme indicado ao Teen Choice Awards nas categorias de Melhor Ator (Chris Pine) e Melhor Atriz (Zoe Saldana).

Pablo Aluísio.

8 comentários:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★★
    Roteiro: ★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.0

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. Bom Pablo, pra começar: lembra do que falei do tal Justin Li nos primeiros quatro episódios de True Detctive segunda temporada? Já viu né?

    Uma coisa que eu nunca achei certa nesta Star Trek nova foi a escolha dos atores que fazem o Scotch e o McCoy. Os atores estão invertidos, pois o engenheiro é um homem forte e o médico é franzino, tanto que o apelido do médico é Bones (ossos) e na tradução brasileira Magro. o Simon Pegg deveria ser o médico e Karl Urban o engenheiro, não o contrario com é.

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  3. Corrigindo: Scotty.

    Estou bebendo uísque demais.

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  4. Para quem está acompanhando apenas agora esses filmes isso não fica tão evidente e claro, porém para que sempre assistiu à série de TV clássica e suas adaptações para o cinema (a franquia original) a coisa fica ainda mais evidente.

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  5. Pablo, assista à Narcos, segunda temporada, no link que te envio abaixo em que estão disponíveis os dez episódios de uma vez. Só o show do Wagner Moura como Pablo Escobar já valeria o esforço, mas a série é espetacular. Eu assisti os dez numa pegada.

    http://www.seuseriado.com/narcos-2a-temporada-online/

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  6. Obrigado pela dica. Em termos de séries estou completamente enrolado, no meio de dezenas delas, sem finalizar nenhuma ainda. Por enquanto ainda não vi Narcos, mas está na lista das que quero assistir.

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  7. Pablo, se mantenha afastado de uma bomba chamado Drácula Reborn (2016), que apesar de respeitar o livro original, foi atualizado para os dias de hoje e destruído pela incompetência de atores, diretor e assemelhados. Literalmente perdi uma hora e quarenta minutos da minha vida.

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  8. Conforme o tempo vai passando e vamos ficando mais velhos perdemos a paciência com porcarias como essa. Obrigado pelo aviso, passarei longe, bem longe desse filme...

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