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terça-feira, 17 de maio de 2022

Cabaret

Título no Brasil: Cabaret
Título Original: Cabaret
Ano de Produção: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: Allied Artists Pictures
Direção: Bob Fosse
Roteiro: Joe Masteroff
Elenco: Liza Minnelli, Michael York, Helmut Griem, Joel Grey, Fritz Wepper, Marisa Berenson

Sinopse:
Década de 1930. Berlim. A dançarina americana Sally Bowles (Liza Minnelli) começa a fazer muito sucesso nos clubes noturnos da cidade alemã. Ela se apaixona por dois homens, mas as coisas complicam quando o nazismo chega ao poder na Alemanha.

Comentários:
Esse filme é um marco na história de Hollywood. Em uma época em que o musical já tinha deixado seus dias de glória no passado, o filme se consagrava na noite do Oscar, sendo o grande premiado da noite, sendo vencedor em oito categorias, entre elas melhor atriz, para Liza Minnelli em seu filme definitivo e melhor direção, para o talentoso Bob Fosse. É interessante também notar que o filme chegou aos cinemas americanos em uma época dura, com o pais enfrentando diversos problemas com um governo conservador. Richard Nixon estava no poder, com inúmeras denúncias de corrupção. A analogia entre seu partido e o partido nazista, com perseguição a artistas e poetas, era um tanto quanto óbvia. Entretanto, mesmo com essa leitura política, em minha opinião o grande mérito desse filme é mesmo a música, os números musicais. Nesse aspecto o filme mereceu cada Oscar que recebeu. É uma obra-prima do cinema.

Pablo Aluísio.

sábado, 9 de maio de 2015

Lenny

Lenny Bruce (1925 -1966) foi um dos mais inteligentes e ácidos humoristas americanos da história. Seu humor nascia da critica áspera e corrosiva da sociedade. Em seus textos literalmente nada escapava, fosse política, religião ou relacionamentos pessoais, não importava, Lenny sempre tinha algo explosivo para falar. Seu estilo fora dos padrões (principalmente nas décadas de 50 e 60, tempos moralistas por si só) obviamente lhe causaram muitos problemas que esse filme tenta resgatar. Claro que por ser tão único Lenny divertiu multidões mas também colecionou inimigos ao longo da carreira. Some-se a isso uma vida atribulada, com muitos problemas pessoais. “Lenny” é a cinebiografia desse comediante diferente, que usava apenas o microfone como arma e instrumento de sua visão de mundo. Um filme bem diferente, inclusive em se tratando de Bob Fosse, que sempre pareceu bem mais inclinado para outros gêneros, em especial, grandes musicais baseados em peças famosas da Broadway.

No papel de Lenny surge o talentoso Dusfin Hoffman. Hoje em dia o ator é apenas uma sombra do que foi em seu auge. É realmente triste ver um trabalho desses, tão brilhante, e depois tomar consciência de que estamos na presença do mesmo Hoffman que agora dubla animações sem qualquer relevância para sua rica filmografia. Uma das melhores coisas desse Lenny é a fotografia inspirada. Geralmente o personagem é mostrado no palco em um brilhante jogo de sombras e luzes que realmente impacta ao espectador. Dustin Hoffman obviamente brilha, tanto na recriação dos textos de Lenny Bruce em suas apresentações como nas conturbadas passagens de sua vida pessoal. Um retrato de um homem perturbado por muitos conflitos internos que mesmo assim ainda conseguiu produzir um humor inteligente e sagaz como poucas vezes foi visto na história do show business americano.

Lenny (Idem, Estados Unidos, 1974) Direção: Bob Fosse / Roteiro: Julian Barry, baseado em sua própria peça teatral / Elenco: Dustin Hoffman, Valerie Perrine, Jan Miner / Sinopse: O filme narra a conturbada história de Lenny Bruce, famoso comediante americano que tinha muitos problemas pessoais em sua vida.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

All That Jazz

Esse musical que já virou ícone cultural é considerado hoje a obra prima definitiva do grande cineasta Bob Fosse. Como explicaria anos depois o roteiro era baseado em suas próprias experiências pessoais e biográficas. Era uma alegoria de seus muitos anos de experiência como dançarino, coreógrafo e diretor de musicais na Broadway. Assim que chegou aos cinemas "All That Jazz" ganhou o respeito do público e crítica. Os números musicais apresentados, as coreografias e a excelência técnica conquistaram realmente os especialistas, a ponto do filme ser aclamado alguns meses depois conquistando um prêmio praticamente inédito para o gênero musical ao vencer a Palma de Ouro em Cannes. Era o reconhecimento de uma carreira que até hoje é louvada nos Estados Unidos como uma das mais importantes da história dos números musicais da Broadway. Fosse é certamente um dos autores mais reverenciados no meio teatral americano.

O filme narra a vida caótica e ocupada de Joe Gideon (Roy Scheider), um grande diretor da Broadway. Muito requisitado ele tenta contrabalancear sua vida profissional entre a Broadway, onde pretende criar o musical definitivo da história e os bastidores do cinema, onde também trabalha em vários projetos, tudo de forma paralela e um pouco atribulada. Ao seu redor, na vida pessoal, circulam sua ex-esposa, sua namorada atual e sua filha, todas com problemas pessoais que direta ou indiretamente afetam a sua vida. Para piorar ainda mais Gideon tem sérios problemas com drogas, o que torna sua existência ainda mais alucinada! Mas não se preocupe muito com isso, afinal "All That Jazz" não é propriamente um drama mas sim um musical ao velho estilo, com muitas danças, números musicais e coreografias mais do que inspiradas. Um filme obrigatória para quem admira o gênero.

All That Jazz - O Show Deve Continuar (All That Jazz, Estados Unidos,1979) Direção: Bob Fosse / Roteiro: Robert Alan Aurthur, Bob Fosse / Elenco: Roy Scheider, Jessica Lange, Leland Palmer / Sinopse: No meio de vários números musicais o filme narra a vida estressada e caótica de um grande diretor da Broadway. Vencedor dos Oscars de Melhor Trilha Musical, Montagem, Figurino e Direção de Arte.

Pablo Aluísio.