segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Seu Último Refúgio

Título no Brasil: Seu Último Refúgio
Título Original: High Sierra
Ano de Lançamento: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: John Huston, W. R. Burnett
Elenco: Humphrey Bogart, Ida Lupino, Arthur Kennedy, Joan Leslie, Henry Travers, Jerome Cowan

Sinopse:
O criminoso veterano Roy Earle é libertado da prisão para participar de um último grande assalto organizado por uma poderosa quadrilha. Durante a preparação e a execução do crime, Roy se envolve emocionalmente com pessoas que representam caminhos opostos para sua vida: a jovem ingênua por quem se apaixona e a mulher experiente que realmente o compreende. Após o assalto dar errado, ele se torna um fugitivo nas montanhas da High Sierra, enfrentando seu destino em um desfecho trágico e memorável.

Comentários: 
Esse foi o filme que mudou a carreira de Humphrey Bogart. Até então ele vinha atuando apenas em papéis secundários, geralmente interpretando gângsters ou detetives ao estilo "Dirty Cop" (policiais corruptos). O filme é muito bom, considerado um clássico de transição. Possui muitos elementos do cinema noir, mas ao mesmo tempo investe no lado psicológico dos personagens, além de trazer um roteiro que poderia ser enquadrado tranquilamente no tipo mais tradicional de filmes de gângsters da década anterior. Curiosamente o roteiro ganharia um remake anos depois, mas dessa vez no gênero cinematográfico do western. Estou me referindo ao faroeste Colorado Territory. Por fim e não menos relevante vale a pena lembrar que esse roteiro foi escrito pelo mestre John Huston que iria firmar uma ótima parceria com Bogart dando origem a outros grandes clássicos do cinema americano como Relíquia Macabra e O Tesouro de Sierra Madre. Interessante que Huston não assinou a direção desse filme, cedendo seu lugar para outro grande cineasta, Raoul Walsh, Enfim, grande filme! Uma produção para ser ter na coleção.

Pablo Aluísio. 

O Homem que Se Vendeu

Título no Brasil: O Homem que Se Vendeu
Título Original: The Great McGinty
Ano de Lançamento: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Preston Sturges
Roteiro: Preston Sturges
Elenco: Brian Donlevy, Akim Tamiroff, Muriel Angelus, Lynn Overman, William Demarest, Betty Field

Sinopse:
A história acompanha Dan McGinty, um andarilho sem rumo que, por acaso, é recrutado por um corrupto chefe político. Usando sua força bruta para fraudes eleitorais, McGinty sobe rapidamente na hierarquia política, passando de simples capanga a governador. No entanto, conforme alcança poder e prestígio, ele começa a questionar o sistema corrupto que o levou ao topo, enfrentando um conflito moral que ameaça destruir tudo o que conquistou.

Comentários:
O filme, apesar de ter sido produzido em 1940, me pareceu mais atual do que nunca! Isso se deve ao fato de que, não importa a época e nem o país, a classe política sempre é vista com total desconfiança pelo povo - e isso é mais do que justificado! Nesse filme temos um protagonista que é basicamente um vagabundo que acaba subindo com a ajuda de um bando de políticos corruptos que desejam usá-lo apenas como fantoche em suas jogadas de desvio de dinheiro público. Provavelmente você perceberá as semelhanças com histórias de políticos aí bem perto de você! Este foi o filme de estreia de Preston Sturges como diretor, após sucesso como roteirista em Hollywood. O roteiro venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original, tornando Sturges o primeiro cineasta a ganhar o prêmio por um filme que também dirigiu. O filme é desse modo uma sátira afiada sobre corrupção política, ainda considerada surpreendentemente atual. E um filme dirigido por um roteirista de longa data, não tem jeito, sempre será muito bem escrito e dirigido. E o tempo só lhe fez bem, pois hoje em dia essa crônica cinematográfica é reconhecida como um clássico da comédia política americana e peça fundamental do cinema da década de 1940.

Pablo Aluísio. 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Crônicas do Velho Oeste

Crônicas do Velho Oeste
Uma seleção especial trazendo os melhores filmes de Faroeste, em textos com muitas informações. E não é só. Essa edição ainda traz histórias de western, todas se passando no velho oeste americano. Uma coletânea de contos de faroeste. São 200 páginas com muito faroeste para o leitor!

Pablo Aluísio. 

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James Dean!

James Dean 
James Dean foi um dos grandes mitos da Hollywood em sua era de ouro. Representou como ninguém toda a rebeldia e juventude de uma geração. Só que sua vida e carreira foram breves, como um carro em alta velocidade. Nesse livro resgatamos a história de James Dean, com sua biografia e análise detalhada de todos os seus filmes. E como se isso não fosse o suficiente, ainda trazemos em suas páginas outro grande ator dessa mesma era. Estamos falando de Montgomery Clift, um jovem e talentoso ator que abalou as estruturas de Hollywood com sua técnica de atuação revolucionária para aqueles tempos de grandiosidade cinematográfica. São mais de 200 páginas com dois dos grandes ídolos do cinema norte-americano. 

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sábado, 31 de janeiro de 2026

Disco de Vinil: Elvis Presley - Elvis as Recorded at Madison Square Garden

O álbum “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” foi lançado oficialmente em 18 de junho de 1972, pela RCA Victor, em um momento decisivo da carreira de Elvis Presley. O disco reúne gravações ao vivo realizadas nos dias 9 e 10 de junho de 1972, durante quatro apresentações históricas no Madison Square Garden, em Nova York, um dos palcos mais emblemáticos do mundo. O contexto dessas gravações é marcado pelo auge do chamado “Elvis da fase Las Vegas”, quando o cantor já havia retornado triunfalmente aos palcos após os anos dedicados ao cinema. Registrar Elvis no Madison Square Garden tinha um peso simbólico enorme, pois representava sua consagração definitiva também no circuito cultural mais exigente dos Estados Unidos. Para Elvis, o álbum reafirmava sua relevância artística nos anos 1970 e demonstrava que ele ainda era capaz de mobilizar multidões. O projeto também serviu como resposta às críticas que afirmavam que Elvis já não tinha a mesma força vocal de outrora. Assim, o disco se tornou um marco de prestígio e afirmação em sua trajetória.

A recepção crítica inicial foi amplamente positiva, com destaque para o impacto cultural do evento e a potência do desempenho de Elvis. O The New York Times descreveu os concertos como “um espetáculo de pura presença de palco, no qual Elvis demonstra controle absoluto da plateia”, ressaltando o carisma quase mítico do artista. Já o Los Angeles Times enfatizou a força vocal do cantor, afirmando que “mesmo distante do rock cru dos anos 1950, Elvis ainda canta com uma autoridade que poucos intérpretes de sua geração conseguem igualar”. A crítica também apontou a diversidade do repertório como um ponto forte, misturando rock, country, soul e música popular americana. Revistas especializadas destacaram a qualidade técnica da gravação, considerada superior à maioria dos discos ao vivo da época. O consenso geral era de que o álbum não era apenas um souvenir de shows históricos, mas um registro artístico sólido. Isso contribuiu para elevar ainda mais o status do lançamento.

No Variety, a análise foi igualmente favorável, descrevendo o álbum como “um documento essencial da fase madura de Elvis Presley”, destacando a reação entusiasmada do público nova-iorquino. A revista Billboard elogiou o disco pela capacidade de traduzir a energia do palco para o vinil, afirmando que “Elvis prova que continua sendo um artista de massas, capaz de dominar uma arena lendária como o Madison Square Garden”. A The New Yorker, conhecida por sua postura mais crítica, reconheceu que, embora o espetáculo tivesse elementos grandiosos, Elvis ainda mantinha uma conexão genuína com a música e com o público. Segundo a revista, “há momentos de emoção sincera que transcendem o espetáculo e revelam o intérprete por trás do ícone”. Essas análises ajudaram a consolidar o álbum como um dos registros ao vivo mais respeitados da carreira do cantor. Mesmo críticos mais céticos admitiram a importância histórica do lançamento.

Do ponto de vista comercial, “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” foi um grande sucesso. O álbum alcançou rapidamente o Top 20 da Billboard 200, chegando ao 13º lugar, um feito expressivo para um disco ao vivo naquele período. Estima-se que o álbum tenha vendido mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo, recebendo certificações de ouro e platina em diversos países. Na Europa, o disco também teve bom desempenho, figurando nas paradas do Reino Unido e da Alemanha. O público respondeu de forma extremamente positiva, especialmente os fãs que viam no álbum uma oportunidade de “participar” de um evento histórico. As gravações capturam aplausos intensos e reações emocionadas da plateia, o que reforçou a sensação de autenticidade. Comercialmente, o álbum provou que Elvis ainda era uma força dominante na indústria fonográfica. Esse sucesso ajudou a manter sua relevância no competitivo mercado musical dos anos 1970.

O legado do álbum é significativo e duradouro. Atualmente, “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” é visto como um dos registros ao vivo mais importantes da carreira de Elvis Presley. Fãs e críticos o consideram um retrato fiel de sua fase madura, marcada por performances poderosas e um repertório diversificado. O disco também é frequentemente citado como um exemplo de como um artista pode se reinventar sem perder sua identidade. No contexto da história da música, o álbum reforça a ideia de Elvis como um artista capaz de atravessar gerações e estilos. Muitos músicos e estudiosos destacam esse trabalho como prova de sua habilidade vocal e de sua presença de palco incomparável. O álbum continua sendo reeditado em vinil e formatos digitais, mantendo-se relevante décadas após seu lançamento. Seu impacto permanece vivo tanto na cultura pop quanto na memória coletiva dos fãs.

Elvis Presley – Elvis as Recorded at Madison Square Garden (1972)
Also Sprach Zarathustra
That’s All Right
Proud Mary
Never Been to Spain
You Don’t Have to Say You Love Me
Polk Salad Annie
Love Me
All Shook Up
Heartbreak Hotel
Teddy Bear / Don’t Be Cruel
Love Me Tender
Blue Suede Shoes
Johnny B. Goode
Hound Dog
What Now My Love
Suspicious Minds
Introductions
I’ll Remember You
An American Trilogy
Funny How Time Slips Away
I Can’t Stop Loving You
Bridge Over Troubled Water
Can’t Help Falling in Love

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Respire

Título no Brasil: Respire
Título Original: Breathe
Ano de Lançamento: 2014 
País: França 
Estúdio / Produtoras: Gaumont Productions 
Direção: Mélanie Laurent 
Roteiro: Mélanie Laurent, Julien Lambroschini 
Elenco: Joséphine Japy, Lou de Laâge, Isabelle Carré, Claire Keim, Roxane Duran, Thomas Solivéres 

Sinopse
Charlie, uma adolescente de 17 anos, vive uma vida pacata até o dia em que chega na escola uma nova aluna chamada Sarah, carismática e sedutora. Charlie se sente imediatamente atraída por Sarah — ambas começam uma amizade intensa, cheia de intimidade, confidências e cumplicidade. Porém, aos poucos, a relação se torna tóxica: Sarah começa a exercer controle emocional, ciúmes e manipulação sobre Charlie, até transformar a amizade em uma relação de poder e violência psicológica. A tensão cresce e o vínculo entre elas se rompe de forma dramática, levando a consequências chocantes e colocando em xeque a própria realidade da protagonista. 

Comentários:
Aqui temos um filme ao velho estilo do cinema europeu, tudo o que há de melhor para se encontrar em um bom drama francês de qualidade cinematográfica irretocável. Respire foi baseado no romance homônimo da escritora francesa Anne-Sophie Brasme. E como era de esperar a crítica e público receberam muito bem o filme, o que resultou numa série de premiações em festivais de cinema de grande prestígio no meio cultural. A estreia mundial aconteceu na seção “Semana da Crítica” do Festival de Cannes de 2014. O filme também foi exibido no Toronto International Film Festival (TIFF) 2014, na seção Contemporary World Cinema. A fotografia, de Arnaud Potier, e a direção de arte criam uma atmosfera fria e melancólica, reforçando a intensidade emocional e psicológica da trama. A crítica elogiou especialmente as atuações de Joséphine Japy e Lou de Laâge — consideradas intensas e convincentes — e a forma realista com que o filme aborda a amizade, a obsessão e a manipulação entre adolescentes.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Título no Brasil: Quarteto Fantástico
Título Original: The Fantastic Four: First Steps
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Matt Shakman
Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson
Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, Ebon Moss-Bachrach, Julia Garner, Ralph Ineson

Sinopse:
Nesta nova adaptação do clássico grupo de super-heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico — Reed Richards (Sr. Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa) — enfrenta uma ameaça cósmica de proporções épicas no contexto de um mundo de estética retro-futurista inspirado nos anos 1960. Já consolidados como heróis após seus poderes, eles devem confrontar seres de imenso poder, entre eles Galactus, a entidade devoradora de mundos, e seu arauto Surfista Prateado, enquanto lutam para proteger o planeta e sua própria unidade como “família” de heróis.

Comentários:
Eu curti bastante esse novo filme do Quarteto Fantástico e isso me surpreendeu porque sinceramente pensei que seria bem cansativo, ainda mais depois de tantos filmes, sendo o último lançado, o pior deles. Só que escolheram uma direção de arte vintage, o que eu gosto de chamar de "Futuro do Passado", ou seja, como as pessoas dos anos 60 pensavam que seria o futuro! Ficou ótimo, um clima de Jetsons em cada cena. Até o uniforme dos primeiros quadrinhos foi resgatado, uma atitude ousada, uma vez que poderia passar como algo ultrapassado e até mesmo cafona! Felizmente, ao meu crivo, isso passou longe de acontecer. E o roteiro segue o itinerário de uma boa revista em quadrinhos bem velha, daqueles que você encontra por acaso no porão da casa do seu tio avô! Muita gente pode achar tudo empoeirado, mas penso diferente. Esses filmes com esse tipo de design de produção me soam muito atrativos. Afinal eu sempre fui um grande fã da estética retrô, vintage, em todos os seus menores aspectos e detalhes. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Avatar: Fogo e Cinzas

Avatar: Fogo e Cinzas
O filme Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash) foi lançado mundialmente em 19 de dezembro de 2025, com estreia no Brasil ocorrendo em 18 de dezembro de 2025. A direção ficou novamente a cargo de James Cameron, que também co-assinou o roteiro com Rick Jaffa e Amanda Silver, dando continuidade à saga iniciada com Avatar (2009) e Avatar: O Caminho da Água (2022). O elenco inclui Sam Worthington como Jake Sully, Zoe Saldaña como Neytiri, além de Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis e Kate Winslet, entre outros nomes que ampliam o universo de Pandora. A história parte logo após os eventos de O Caminho da Água, com Jake, Neytiri e sua família enfrentando as consequências de perdas profundas e uma nova ameaça representada pelo violento Povo das Cinzas, uma tribo Na’vi forjada por tragédias naturais e raiva acumulada, estabelecendo um conflito épico e emocional para o destino final dos personagens ou da própria Pandora.

Logo após sua estreia, Avatar: Fogo e Cinzas recebeu uma reação crítica mista a majoritariamente positiva, com comentários recorrentes sobre sua grandiosidade visual e ambição técnica. A imprensa destacou que o filme representa um dos maiores espetáculos cinematográficos do ano, impulsionado pelos efeitos visuais e imersão sensorial que se tornaram a marca registrada da franquia. Muitos críticos elogiaram a forma como Cameron expande o mundo de Pandora e desenvolve sequências de ação e confrontos tribais com grande escala e impacto. Há também reconhecimento do esforço narrativo em explorar temas como luto, trauma e divisão cultural entre espécies. Alguns textos ressaltaram que o longa eleva o padrão técnico do cinema blockbuster contemporâneo, sendo considerado por muitos críticos um exemplo de cinema épico visual de alto nível.

Por outro lado, nem todas as críticas foram entusiasmadas. Uma parcela da imprensa e dos críticos especializados apontou que Fogo e Cinzas peca por repetir elementos narrativos dos filmes anteriores, com alguns considerando o roteiro mais familiar e menos inovador do que se poderia esperar para um terceiro capítulo de uma saga tão ambiciosa. A pontuação em agregadores de crítica mostrou um nível sólido, mas inferior aos dos longas anteriores da série, refletindo um debate crítico mais dividido: enquanto a técnica é geralmente elogiada, a narrativa e o desenvolvimento de personagens receberam observações mais cautelosas. Esse mix resultou em uma recepção crítica que pode ser descrita como positiva, porém moderada em comparação com os predecessores.

No aspecto comercial, Avatar: Fogo e Cinzas foi um enorme sucesso. O filme superou a marca de US$ 1,08 bilhão em arrecadação global, consolidando-se como a terceira maior bilheteria de 2025 e um dos poucos lançamentos daquele ano a ultrapassar o marco de um bilhão de dólares mundialmente. Essas cifras, que incluem mais de US$ 300 milhões nos Estados Unidos e cerca de US$ 777 milhões no mercado internacional, reforçam a força contínua da franquia como fenômeno de público mesmo diante de debates críticos sobre sua narrativa. A performance comercial certamente influenciará os planos futuros da saga, com as sequências Avatar 4 e Avatar 5 já planejadas e em diferentes estágios de produção, dependendo da recepção contínua da trilogia nos próximos anos.

Atualmente, Avatar: Fogo e Cinzas é visto como um capítulo importante na franquia, ainda que com divisões entre críticos e público quanto ao seu impacto narrativo. Muitos espectadores destacam as batalhas épicas, o aprofundamento emocional dos protagonistas e a impressionante realização técnica como pontos fortes que merecem ser apreciados no cinema, especialmente em formatos como IMAX ou 3D. Em contrapartida, há críticas de que o filme não expande significativamente a mitologia da saga ou apresenta inovações narrativas profundas, o que gerou um debate mais amplo sobre o futuro criativo da franquia. No balanço geral, a obra é considerada um marco visual e um sucesso de público, mas sua posição no panteão dos melhores filmes da série ainda é objeto de discussão entre fãs e analistas cinematográficos.

Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash, Estados Unidos, 2025) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver (baseado em personagens criados por James Cameron) / Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldaña, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Oona Chaplin, Cliff Curtis / Sinopse: Após as devastadoras consequências dos conflitos anteriores, Jake Sully e Neytiri enfrentam uma nova e implacável ameaça emergente das tribos Na’vi de Pandora, envolvendo luto, guerra e alianças improváveis em uma jornada que testa coragem, identidade e sobrevivência.

Erick Steve.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Teatro do Medo

Título no Brasil: Teatro do Medo
Título Original: Theatre of Death
Ano de Lançamento: 1961
País: Reino Unido
Estúdio: Anglo-Amalgamated
Direção: Samuel Gallu
Roteiro: Samuel Gallu, John Wooldridge
Elenco: Christopher Lee, Jenny Till, Joan Harvey, Julian Glover, Denis Gilmore, John Stuart

Sinopse:
Um misterioso ator, diretor e empresário teatral chega a uma pequena cidade britânica trazendo sua companhia itinerante. Logo após o início das apresentações, uma série de mortes inexplicáveis passa a ocorrer nos arredores do teatro. À medida que a polícia investiga os crimes, segredos sombrios vêm à tona, sugerindo que o espetáculo pode estar ligado a uma antiga maldição ou a um plano macabro cuidadosamente encenado.

Comentários:
Depois de ficar famoso com os filmes de Drácula, Christopher Lee tentou algo diferente, mas sem sair do gênero terror. O resultado foi esse filme muito interessante. Ele interpreta esse diretor de teatro que tem métodos pouco convencionais de exigir de suas atrizes o melhor no palco. O ator parece estar muito confiante e se esbalda nesse personagem ora sádico, ora com ares e lições de professor experiente. Além disso teve bons diálogos e cenas para mostrar seu talento como ator. Algo muito mais relevante do que seu próprio papel de Drácula, onde basicamente era apenas um monstro, um vampiro que pouco falava ou se expressava verbalmente. Aqui o Lee parece querer demonstrar que sim, era um bom ator e merecia ter maiores chances em sua carreira. Ele estava mais do que certo em ir por esse caminho. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Eu, Cláudio

Título no Brasil: Eu, Cláudio
Título Original: I, Claudius
Ano de Lançamento: 1976
País: Reino Unido
Estúdio: BBC
Direção: Herbert Wise
Roteiro: Jack Pulman
Elenco: Derek Jacobi, Siân Phillips, Brian Blessed, John Hurt, George Baker, Patrick Stewart

Sinopse:
Baseada nos romances históricos de Robert Graves, a série acompanha a vida de Cláudio, um homem visto como frágil, gago e intelectualmente limitado por sua própria família. Subestimado, ele sobrevive às intrigas mortais da dinastia júlio-claudiana enquanto observa assassinatos, conspirações e jogos de poder que marcam os reinados de Augusto, Tibério e Calígula. Contra todas as expectativas, Cláudio acaba se tornando imperador de Roma, revelando-se um governante mais lúcido do que seus predecessores.

Comentários:
Cláudio foi o mais improvável imperador de Roma. Ele era tão incapaz e considerado medíocre dentro de sua família que acabou sendo poupado de uma série de assassinatos em busca do poder. Primos, irmãos, tios, tias, todos se matando dentro de sua família. No final só sobrou Cláudio, que muitos consideravam retardado, aleijado de uma perna, manco, meio louco! Pois é, meus caros, dinastias e monarquias, quando não submetidas a qualquer tipo de controle constitucional, só dá nesse tipo de banho de sangue mesmo. Lançada como série na BBC inglesa foi bastante elogiada e aclamada na época. No Brasil ganhou mais um daqueles lançamentos cheios de cortes da época do VHS. Imagine concentrar toda uma minissérie em um corte de pouco mais de 90 minutos! Só poderia dar muito errado mesmo. Infelizmente era só o que tinha para ver naquele tempo. De qualquer forma é um bom produto, embora não explore todo o potencial da história desse imperador romano que a despeito de tudo e todos, subiu ao poder máximo em sua era.

Pablo Aluísio.