quinta-feira, 18 de maio de 2006

Os Tambores Rufam ao Amanhecer

Título no Brasil: Os Tambores Rufam ao Amanhecer
Título Original: Drums in the Deep South
Ano de Produção: 1951
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Pictures
Direção: William Cameron Menzies
Roteiro: Philip Yordan, Sidney Harmon
Elenco: Guy Madison, Barbara Payton, James Craig, Barton MacLane, Robert Osterloh, Tom Fadden

Sinopse:
Atlanta, 1861. Nas vésperas da eclosão da guerra civil americana dois amigos acabam entrando em lados opostos do conflito. Clay Clayburn (James Craig) entra para as forças confederadas, onde se torna major. Já Will Denning (Guy Madison) se alista nas forças da união. Ambos disputavam a mão da mesma mulher antes da guerra e acabam se encontrando novamente no campo de batalha quando Clay e seus homens tomam o cume da montanha do diabo, de onde promovem ataques de canhões sobre uma importante ferrovia das tropas do general Sherman da União.

Comentários:
Interessante western que mais uma vez explora a guerra civil americana, uma das mais sangrentas da história dos Estados Unidos. Curiosamente o roteiro toma partido dos confederados, dos sulistas, os elegendo como os heróis do filme. Os vilões ficam com os casacos azuis, os ianques da União. Só esqueceram de avisar aos espectadores que os confederados lutavam por, entre outras coisas, a manutenção da escravidão nas fazendas de algodão do sul. E por falar nessas grandes fazendas toda a trama se passa dentro das terras de uma. Do alto da chamada montanha do diabo os membros do pequeno batalhão confederado do major Clay bombardeia dia e noite as ferrovias unionistas. O galã Guy Madison  (1922 - 1996) estrela o filme mas quem rouba as atenções é James Craig. Já a jovem starlet Barbara Payton, que interpreta a mocinha Kathy Summers, era tão bonita quanto canastrona. Cheia de caras e bocas não consegue convencer em nenhuma cena em que aparece - e olha que ela tem vários momentos importantes dentro da estória. No geral temos uma produção modesta mas digna, em um filme que diverte acima de tudo apesar dos erros de ideologia em que toma partido.

Pablo Aluísio.

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