quarta-feira, 12 de abril de 2006
Cine Western - Brad Pitt
Cine Western - Randolph Scott
Cine Western - John Wayne
Cine Western - Os Imperdoáveis: Clint Eastwood
Os Imperdoáveis
Momentos registrados durante as filmagens do clássico do western "Os Imperdoáveis". Na foto 1 Clint Eastwood surge na pele do seu personagem Bill Munny. A chuva é torrencial e a bandeira dos Estados Unidos surge com forte simbolismo às suas costas. Na foto 2 Clint Eastwood verifica na câmera como ficará a nova tomada do filme. Finalmente na última foto vemos o astro em grande forma, durante uma das cenas viscerais desse clássico do cinema. (Pablo Aluísio).
terça-feira, 11 de abril de 2006
Clint Eastwood - Cry Macho
Dono de sua própria companhia cinematográfica, a Malpaso, que fundou nos anos 1970, Clint se dá o luxo de bancar a produção de seus próprios filmes e de dirigi-los sempre que tem vontade. "Para fazer um filme eu conto apenas comigo mesmo. Eu faço a produção e dirijo se for necessário. Não preciso da aprovação de absolutamente ninguém nesse processo". E qual é o tema de seu novo filme "Cry Macho"? Clint interpreta um velho cowboy de rodeios que acaba encontrando em um jovem a chance de lhe ensinar grandes lições de vida. O rapaz vem de uma família cheia de problemas, com pai entregue ao alcoolismo e a mãe perdida em seus próprios problemas pessoais. Assim o velho cavaleiro de rodeios decide se tornar o mestre daquele que pode também se tornar um campeão dos rodeios e da vida. Agora é só esperar pelo lançamento de Cry Macho em nossos cinemas.
Pablo Aluísio.
Cine Western - John Wayne e James Stewart
segunda-feira, 10 de abril de 2006
Cine Western - 10 Curiosidades sobre John Wayne Que Você Deveria Saber...
1. John Wayne adorava jogar xadrez
Wayne adorava jogar xadrez e após muitos anos se tornou um bom jogador. Quando estava à toa nos sets de filmagens esperando sua vez de entrar em cena, ele sempre levava seu tabuleiro de xadrez para jogar com outros atores, membros da equipe técnica, diretores ou quem quer que estivesse por perto. Certa vez fez o veterano cineasta Josef von Sternberg ficar furioso ao perder 400 dólares em uma aposta numa partida contra ele! Sobre o ator Rock Hudson chegou a declarar, brincando: "O que importa se ele é gay? Ele joga xadrez muito bem!". Já o ator Robert Mitchum confessou certa vez que Wayne, que tinha mãos enormes, às vezes trapaceava quando seu oponente ficava distraído!
2. John Wayne amava literatura
Embora posasse na tela como um cowboy durão - e muitas vezes iletrado, o ator John Wayne era bem diferente de seus personagens pois adorava ler livros. Seu autor preferido era Arthur Conan Doyle e sua autora, Agatha Christie. Wayne tinha dois livros de cabeceira, "A Companhia Branca" (1891) e "Sir Nigel" (1906). Era particularmente admirador de Charles Dickens e sempre se interessava por obras que enfocassem a Guerra dos Cem anos.
3. Wayne não gostava de seu nome de batismo
Wayne nasceu Marion Robert Morrison (em 26 de maio de 1907). Ainda jovem ganhou o apelido de Duke, por causa do cachorrinho de estimação da família que se chamava Big Duke. Seus amigos o chamavam de Little Duke e depois, com o tempo, ficou apenas Duke. Ele não se importava de ser chamado de Duke mas... Marion não era de seu agrado pois era um nome dúbio, que quase sempre era confundido com o nome de uma mulher. Mesmo assim Wayne não repelia com raiva quem lhe chamava por Marion, apenas dizia que preferia ser chamado de John, Wayne ou Duke mesmo.
4. John Wayne e John Ford estavam sempre brigando!
John Ford foi um dos maiores gênios do cinema americano mas também era um sujeito durão. Vencedor de vários prêmios apostou naquele ator grandão e meio fora de forma, John Wayne, para estrelar algumas de suas maiores obras cinematográficas. Juntos realizaram vários filmes mas a amizade parecia ser fundada numa amigável eterna provocação entre ambos. Ford estava sempre desafiando Wayne a dar o melhor de si. Certa vez estourou com ele bem em frente à equipe dizendo: "Você não sabe nem andar direito?! Pelo amor de Deus... É tão desajeitado como um hipopótamo! E o que diabos está dizendo quando abre a boca? Tem um ovo cozido dentro dela?". Wayne, muito espirituoso, sempre dava risadas de Ford nessas ocasiões. Era aquele tipo de amizade tão sincera que dava margem a esse tipo de provocação destemperada!
5. John Wayne quase se tornou um jornalista esportivo!
John Wayne nasceu no Iowa e foi estudar no Glendale Union High School, na Califórnia, onde se tornou um jogador de futebol americano muito promissor. Além de jogar bem ele também se mostrou um aluno academicamente esforçado. Procurava tirar boas notas e logo entrou na equipe de debate do ensino médio. Não demorou muito e entrou no jornal escolar como redator - e se saiu muito bem cobrindo os jogos da equipe esportiva local. Foi justamente nessa época que Wayne pensou em se tornar jornalista, especializado na área esportiva, um sonho que nutriu por muitos anos. Era fã de esportes e nunca deixou de acompanhar os campeonatos nacionais de futebol americano, mesmo quando estava distante filmando algum western no meio do deserto.
6. John Wayne era um conservador na política
Politicamente o ator nunca escondeu suas preferências. Era conservador e membro do Partido Republicano. Isso porém não o impediu de ser grande amigo de atores liberais como Paul Newman, com quem sempre estava implicando. Já com Jane Fonda a coisa foi mais séria. Após a atriz defender a saída dos Estados Unidos do Vietnã, Wayne lhe passou um sermão publicamente dizendo que ela não era uma boa americana e nem patriótica. O pior aconteceu quando Fonda declarou que esperava que os americanos perdessem a guerra. John Wayne ficou furioso e foi aos jornais para xingá-la de "traidora comunista". Pois é, o velho Duke não estava para brincadeiras.
7. John Wayne era um homem profundamente supersticioso
Ele tinha várias manias. Queria ver o Duke sair do sério? Deixasse seu chapéu sob sua cama! Isso era imperdoável, pois para Wayne isso trazia uma tremenda má sorte - além de indiretamente significar a próprio morte do dono do chapéu! Essa era uma velha superstição mexicana que Wayne levava muito a sério! Também evitava sapatos de camurça azul, que em sua opinião lhe traziam presságios ruins. Se visse um ator em algum de seus filmes usando um sapato desses pedia que ele gentilmente fosse até o camarim para trocá-los.
8. John Wayne era um fumante inveterado!
Wayne fumava cinco maços de cigarro ao dia. Ele própria se assumia e falava que era um fumante inveterado. Chegou inclusive a fazer comerciais de cigarro na TV americana. Seu tabagismo seria sua ruína quando anos depois foi diagnosticado com um câncer no pulmão esquerdo. Um duro golpe no veterano cowboy que o levaria à morte em 1979.
9. John Wayne era um sujeito espirituoso
Apesar de sua fama de durão do velho oeste o ator era uma pessoa muito simpática no trato social. Gostava de uma boa prosa e estava sempre contando piadas aos amigos mais próximos. Quando foi premiado com o Oscar de melhor ator depois de muitos anos trabalhando em Hollywood resolveu brincar dizendo que aquele prêmio era acima de tudo fruto de uma maravilhosa "sorte de principiante"!
10. John Wayne era bom de copo!
O ator bebeu bastante durante toda a sua vida. Ao longo dos anos acabou criando uma resistência muito forte à bebida, a ponto de sempre ficar sóbrio enquanto seus companheiros de mesa caíam de bêbados ao redor. Wayne era admirador de um bom whisky que na sua opinião deveria ser servido na temperatura natural, sem nada de gelo! Para ele um homem de verdade nunca colocava gelo em sua bebida pois isso era coisa de maricas! Mesmo quando estava filmando no deserto Wayne sempre tinha uma garrafa do mais puro whisky escocês por perto para aguentar a dureza da região. No final do dia, após as filmagens, todos iam beber no bar local, por mais precário e desarrumado que fosse! Em Hollywood dizia-se que Wayne era o único ator paréo para derrubar Richard Burton (outro famoso beberrão) em uma mesa de bar. Quando se juntavam para beber o dia todo Burton geralmente terminava o dia caindo pelo chão, enquanto Wayne ainda se mostrava firme o suficiente para um partida de dardos! O Duke era duro na queda mesmo!
Pablo Aluísio.
Cine Western - Rio Vermelho
Essa produção, um clássico do western, registrou momentos marcante sda história do cinema americano, onde duas grandes gerações de atores se encontram nas telas. Montgomery Clift e John Wayne dividiram o mesmo set no imortal "Red River" (Rio Vermelho, no Brasil). No enredo o choque de dois modos de pensar, viver e amar, tudo se passando no velho oeste dos Estados Unidos.
O interessante é que Montgomery Clift relutou muito em aceitar o convite para atuar nesse filme. Ele se considerava acima de tudo um ator de teatro, no rico universo teatral de Nova Iorque. Na verdade não tinha muito interesse em migar para o cinema. Não gostava de Los Angeles e nem no esquema industrial de se fazer filmes na costa oeste.
Embora tivesse respeito por John Wayne, também não considerava esse astro do cinema um bom ator. Para Clift, Wayne era apenas um tipo que fazia sucesso de bilheteria, mas não um ator de amplos recursos dramáticos. Quem acabou convencendo Clift a aceitar o papel nesse faroeste foi o diretor Elia Kazan, que disse para o jovem ator que aquela era uma oportunidade única de atuar em um filme realmente muito bom, com excelente roteiro.
E assim, depois de semanas sem dizer sim e nem não, finalmente Montgomery Clift aceitou fazer o primeiro faroeste de sua carreira. O resto é história. Esse é considerado um dos melhores filmes de western de todos os tempos, sempre presente em listas que elegem os melhores nesse gênero cinematográfico. E acabou igualmente se tornando um dos filmes preferidos do próprio Clift que aprendeu que o cinema nem sempre era um veículo menor para grandes atores.
Pablo Aluísio.
domingo, 9 de abril de 2006
Cine Western - Tom Mix
Tom Mix foi o mais popular ator de filmes de western durante a era do cinema mudo. Hoje em dia ele é pouco conhecido pelos mais jovens porque o passar do tempo cobra seu preço. Porém, em seu tempo, ele era tão conhecido quanto Charles Chaplin. Enquanto Carlitos era o rei da comédia, Tom Mix era o rei do faroeste. E sua imagem era extremamente conhecida nos Estados Unidos a ponto de seus filmes chegaram ao Brasil, isso em um tempo muito remoto e primitivo da indústria cinematográfica em nosso país.
Realizando fitas para serem exibidas nas matinês, Tom Mix virou ídolo das crianças e jovens das décadas de 1910 e 1920. Ao todo estrelou incríveis 285 filmes, sendo que muitos deles se perderam no tempo infelizmente. A película dessas produções não sobreviveu ao tempo e muitas dessas fitas foram também queimadas em um grande incêndio do acervo de velhos filmes da RKO, estúdio em que Mix trabalhou em diversos faroestes. Em termos históricos foi realmente uma grande perda da história do cinema.
Tom Mix nasceu em 6 de janeiro de 1880, na pequena cidade de Mix Run, na Pennsylvania. Ele vinha de origens humildes. Seu pai era lenhador e ganhava a vida com muitas dificuldades. Sem estudo e sem maiores esperanças para o futuro, Tom Mix entrou para o exército aos 18 anos de idade. Acabou lutando numa guerra real, entre os anos de 1898 a 1901 nas Filipinas. Escapou por pouco da morte.
Após seu falecimento em 1940, aos 60 anos de idade, um autor descobriu que ele na verdade havia deserdado do exército, algo que poderia ter levado esse ex-soldado da infantaria a uma corte marcial. Porém ele conseguiu escapar disso e as autoridades militares nunca o pegaram. Ao invés disso Mix foi para Hollywood e na ensolarada Califórnia conseguiu se destacar, por saber montar bem e fazer boas cenas de ação. Acabou tendo uma carreira de sucesso, que o transformou em astro. Ele morreu feliz e rico em sua mansão, de um belo rancho localizado nos arredores da cidade de Florence, Arizona. Provavelmente rindo por ter passado a perna nos militares americanos.
Pablo Aluísio.
Cine Western - Giuliano Gemma
Foi justamente nesses lugares que astros como Giuliano Gemma reinavam. Seus filmes baratos e de forte apelo popular levaram multidões aos cinemas brasileiros. Filmes como "O Dólar Furado", "Adeus Gringo", 'Sela de Prata", "Califórnia Adeus" e "Ringo Não Discute... Mata" se tornaram grandes campeões de bilheteria por aqui. Seu público no Brasil era formado pelo fã de faroeste europeu (em especial do cinema italiano), que desejava apenas se divertir por duas horas em um cinema de bairro da sua cidade. Assim quanto mais bala voasse pelas telas, melhor era considerado o filme. Desse modo Giuliano Gemma acabou formando sua própria massa de fãs em nosso país.
Em sua época de grande sucesso popular Giuliano Gemma era tão ou mais popular do que seu "rival" Franco Nero (o Django). Estrelando uma série de filmes de "Ringos", "Gringos" e mais uma infinidade de cowboys e pistoleiros do velho oeste ao estilo italiano de se fazer cinema, ele se tornou um chamariz e tanto de público. As produções eram geralmente rodadas na Espanha, com produção de companhias cinematográficas da Itália, pois as locações eram muito parecidas com o oeste americano. Nem precisa dizer que os filmes de baixo orçamento eram extremamente lucrativos e fizeram a fortuna de muitas produtoras da terra do Papa. Era o advento do chamado western spaghetti, um estilo que marcou época.
O curioso é que o western spaghetti, apesar de imitar o western americano, considerado o original e "legitimo", acabou atravessando fronteiras, influenciando inclusive as fitas americanas que abraçaram o realismo, os roteiros crus e as cenas de ação mais exageradas e absurdas. De repente os imitados estavam imitando os imitadores! Giuliano Gemma foi um dos grandes ídolos desse movimento. Ao todo o ator participou de 102 filmes em cinco décadas de muito trabalho. Seu visual parecido com um americano lhe rendeu participação em muitos faroestes spaghetti, até o ponto em que ele virou de fato um astro. Assim fica aqui nossa homenagem ao Giuliano Gemma que tanta diversão trouxe para o público de nosso país. Ainda falaremos muito dele por aqui, afinal os seus filmes, que não foram poucos, ainda são apreciados por fãs de faroeste. É o seu legado para a história do cinema."
Pablo Aluísio.














