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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Matar por Dever

Título no Brasil: Matar por Dever
Título Original: Seven Ways from Sundown
Ano de Lançamento: 1960
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Harry Keller
Roteiro: Clair Huffaker
Elenco: Audie Murphy, Barry Sullivan, Venetia Stevenson

Sinopse:
Seven Jones (Audie Murphy) é um jovem Texas Ranger que é designado para caçar no deserto um bandido há muito procurado. Só que o criminoso conhecido como Jim Flood (Barry Sullivan) não é um tipo comum. Com roupas elegantes, personalidade carismática e muita lábia, ele coleciona amizades e problemas com a lei por todas as pequenas cidades do velho oeste por onde passa. 

Comentários:
Um aspecto curioso sobre Audie Murphy é que ele nunca perdeu aquela imagem jovial. Mesmo quando já tinha passado da idade certa para certos personagens ele ainda conseguia convencer na pele de um "garoto", geralmente tipos inexperientes e ainda novatos em seu serviço. É o caso desse faroeste onde ele interpreta esse jovem Texas Ranger. Ninguém o leva muito à sério, mas como alguém precisa fazer o serviço da lei ele logo é designado para ir prender um bandido bom de conversa, tipo galã, que sempre tem uma lábia interessante para passar a perna no primeiro que cruzar seu caminho. E depois de pegar o bandido procurado vivo ou morto, o próprio Ranger começa a simpatizar com seu prisioneiro, que se coloca na posição de seu amigo e tudo mais. Só que baixar a guarda nesses casos costuma ser um erro fatal. Gostei bastante desse Western. Embora eu tenha, ao longo da vida, assistido muitos filmes do sempre bom Audie Murphy, esse filme aqui havia passado em branco. Recentemente finalmente o assisti e gostei bastante do que vi. Está recomendado. 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Pagaram com o Próprio Sangue

Título no Brasil: Pagaram com o Próprio Sangue
Título Original: Dragoon Wells Massacre
Ano de Produção: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Allied Artists Pictures
Direção: Harold D. Schuster
Roteiro: Warren Douglas, Oliver Drake
Elenco: Barry Sullivan, Dennis O'Keefe, Mona Freeman

Sinopse:
A sexta cavalaria do exército americano é emboscada por guerreiros nativos selvagens em um despenhadeiro no meio do deserto do Arizona. Acuados, os soldados lutam pela própria sobrevivência mas apenas o Capitão Matt Riordan (Dennis O'Keefe) consegue escapar da chacina. Depois de recuperado é enviado novamente para a mesma região só que com uma missão muito mais perigosa: atravessar o território Apache escoltando um grupo de prisioneiros perigosos formado por assassinos e pistoleiros.

Comentários:
Costumo dizer que filmes sobre cavalaria sempre são no mínimo bons! E se foram realizados nos anos 1950 a coisa só tende a melhorar. Esse "Dragoon Wells Massacre" é de fato um dos mais realistas já feitos. Na época chegou a ser acusado de ser forte e violento demais. Revisto hoje em dia se mostra muito bem realizado e até mesmo atual. É brutal? Sim, mas aquela época era de brutalidade extrema! Os soldados da cavalaria não se apresentam como galãs com cabelos impecáveis mas ao contrário, surgem sujos, maltrapilhos e no limite de sua tolerância com tudo o que acontece ao redor. Os Apaches também se revelam como assassinos sem nenhum senso de misericórdia - uma visão que se apresenta muito mais adequada aos fatos históricos, fugindo da armadilha da imagem do "bom selvagem" que iria imperar no cinema americano nos anos que viriam. Os Apaches desse faroeste roubam, matam e estupram suas vítimas. Depois promovem rituais de sangue, tirando seus escalpos. Uma verdadeira barbaridade! E como na época da colonização rumo ao oeste americano não havia outra maneira de lidar com esses guerreiros os soldados da cavalaria nem pensam duas vezes e passam chumbo quente em quem aparecer com pele vermelha pela frente! O resultado é um western com muitas cenas de batalhas e conflitos no meio de um deserto empoeirado e hostil. Um programão para os fãs de faroeste, sem dúvida.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O Último Malfeitor

Título no Brasil: O Último Malfeitor
Título Original: Bad Men of Tombstone
Ano de Produção: 1949
País: Estados Unidos
Estúdio: King Brothers Productions
Direção: Kurt Neumann
Roteiro: Philip Yordan, Arthur Strawn
Elenco: Barry Sullivan, Marjorie Reynolds, Broderick Crawford, Fortunio Bonanova, Guinn 'Big Boy' Williams

Sinopse:
Durante a corrida do ouro, no velho oeste americano, um cowboy chamado Tom Horn (Barry Sullivan) chega em Tombstone. Durante um assalto ele é confundido com um dos bandoleiros e é preso. Alegando ser inocente das acusações, ele tenta provar sua inocência, mas só conseguirá isso se sair da prisão. Para sua fuga conta com seus companheiros que o salvam de ser enforcado injustamente.

Comentários:
Antigo western, lançado originalmente na década de 1940, que recentemente chegou nas lojas americanas em uma edição especial da Warner Bros. Infelizmente não temos nenhuma notícia sobre o lançamento desse DVD no Brasil. De qualquer forma esse faroeste B sempre é bastante lembrado no círculo de colecionadores. O filme fez tanto sucesso em sua época que virou até mesmo revista em quadrinhos. Como sabemos havia muitas adaptações de personagens do cinema para o mundo dos comics (a nona arte) e isso se refletiu também no Brasil onde uma revistinha mensal explorou essa mesma adaptação. Em termos de roteiro, como era de se esperar, existe a sempre presente dualidade dos personagens, entre os mocinhos e os bandidos. O curioso de "Bad Men of Tombstone" é que isso não é assim tão transparente. Parece existir uma intenção nesse roteiro de confundir mesmo o espectador, o que não deixa de ser algo muito positivo para um filme dos anos 40. Já naquela época os escritores procuravam fugir um pouco do lugar comum.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 26 de março de 2013

O Gangster (1947)

O Gangster (1947)
O filme O Gangster (The Gangster), dirigido por Gordon Wiles, foi lançado em 1947 nos cinemas dos Estados Unidos como uma obra do film noir baseada no romance Low Company, de Daniel Fuchs. Estrelando Barry Sullivan no papel de Shubunka, um racketeer (cafetão/criminoso de pequeno porte) que domina um território à beira-mar em Nova Jersey, o longa explora as tensões e traições dentro do submundo do crime organizado logo após a Segunda Guerra Mundial. Desde seu lançamento, a produção chamou atenção por se dedicar mais ao tom psicológico e estilizado do que à ação típica de filmes de máfia da época.

Do ponto de vista comercial, O Gangster não foi um grande fenômeno de bilheteria, ao contrário de clássicos maiores do gênero daquela década; ele foi produzido por um estúdio menor — King Brothers Productions — e distribuído pela Allied Artists Pictures, com alcance limitado em comparação aos grandes filmes de crime de Hollywood. Não há registros amplamente divulgados de números específicos de faturamento da época, o que indica que o filme cumpriu um papel modesto nas bilheterias, talvez recuperando seu orçamento, mas sem atingir estrondoso sucesso popular.

A recepção da crítica em 1947 foi variada, com alguns jornalistas reconhecendo a intenção artística de Wiles, enquanto outros questionavam sua eficácia como obra de crime convencional. Um crítico do The New York Times da época observou que atores como Akim Tamiroff entregavam performances que nem sempre elevavam o filme — chegando a ser citado que Tamiroff dava “talvez a pior atuação de sua carreira”, num comentário crítico mais mordaz — o que demonstra o tom crítico misto entre os veículos de imprensa daquele ano.

Outros jornais e publicações destacaram a proposta do filme como algo “psicológico e fora dos padrões tradicionais do gênero”, elogiando sua atmosfera mais sombria e introspectiva. Por ser um exemplar típico do film noir, muitos críticos notaram que O Gangster se afastava da narrativa linear de ascensão e queda de um criminoso, preferindo criar um clima emocional e sombrio sobre as consequências sociais do crime — abordagem elogiada por analistas mesmo décadas depois como uma das facetas mais intrigantes do cinema noir de baixo orçamento.

Com o passar dos anos, O Gangster consolidou-se como um título cult dentro do gênero noir, mais estudado por cineastas e historiadores do que lembrado pelo público amplo. As primeiras críticas de 1947 — entre elogios à atmosfera e ressalvas ao estilo dramatizado — já apontavam que o filme não seguia a estrutura convencional de filmes de gângster mais populares, mas oferecia uma visão artística e psicológica do submundo do crime, o que o tornou objeto de interesse para estudos sobre cinema noir e crime na era clássica de Hollywood.