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terça-feira, 26 de março de 2013

O Gangster (1947)

O Gangster (1947)
O filme O Gangster (The Gangster), dirigido por Gordon Wiles, foi lançado em 1947 nos cinemas dos Estados Unidos como uma obra do film noir baseada no romance Low Company, de Daniel Fuchs. Estrelando Barry Sullivan no papel de Shubunka, um racketeer (cafetão/criminoso de pequeno porte) que domina um território à beira-mar em Nova Jersey, o longa explora as tensões e traições dentro do submundo do crime organizado logo após a Segunda Guerra Mundial. Desde seu lançamento, a produção chamou atenção por se dedicar mais ao tom psicológico e estilizado do que à ação típica de filmes de máfia da época.

Do ponto de vista comercial, O Gangster não foi um grande fenômeno de bilheteria, ao contrário de clássicos maiores do gênero daquela década; ele foi produzido por um estúdio menor — King Brothers Productions — e distribuído pela Allied Artists Pictures, com alcance limitado em comparação aos grandes filmes de crime de Hollywood. Não há registros amplamente divulgados de números específicos de faturamento da época, o que indica que o filme cumpriu um papel modesto nas bilheterias, talvez recuperando seu orçamento, mas sem atingir estrondoso sucesso popular.

A recepção da crítica em 1947 foi variada, com alguns jornalistas reconhecendo a intenção artística de Wiles, enquanto outros questionavam sua eficácia como obra de crime convencional. Um crítico do The New York Times da época observou que atores como Akim Tamiroff entregavam performances que nem sempre elevavam o filme — chegando a ser citado que Tamiroff dava “talvez a pior atuação de sua carreira”, num comentário crítico mais mordaz — o que demonstra o tom crítico misto entre os veículos de imprensa daquele ano.

Outros jornais e publicações destacaram a proposta do filme como algo “psicológico e fora dos padrões tradicionais do gênero”, elogiando sua atmosfera mais sombria e introspectiva. Por ser um exemplar típico do film noir, muitos críticos notaram que O Gangster se afastava da narrativa linear de ascensão e queda de um criminoso, preferindo criar um clima emocional e sombrio sobre as consequências sociais do crime — abordagem elogiada por analistas mesmo décadas depois como uma das facetas mais intrigantes do cinema noir de baixo orçamento.

Com o passar dos anos, O Gangster consolidou-se como um título cult dentro do gênero noir, mais estudado por cineastas e historiadores do que lembrado pelo público amplo. As primeiras críticas de 1947 — entre elogios à atmosfera e ressalvas ao estilo dramatizado — já apontavam que o filme não seguia a estrutura convencional de filmes de gângster mais populares, mas oferecia uma visão artística e psicológica do submundo do crime, o que o tornou objeto de interesse para estudos sobre cinema noir e crime na era clássica de Hollywood.