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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Em Cartaz: Vivo Ou Morto: Um Mistério Knives Out

O thriller Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery estreou em 2025 como mais um longa da popular franquia de mistério criada pelo cineasta Rian Johnson e protagonizada pelo detetive particular Benoit Blanc, interpretado por Daniel Craig. O filme foi apresentado inicialmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto em setembro de 2025 e, posteriormente, teve lançamento em salas de cinema selecionadas em 26 de novembro de 2025, antes de chegar globalmente ao serviço de streaming Netflix em 12 de dezembro de 2025.

Com um orçamento estimado em cerca de US$ 151,7 milhões, Wake Up Dead Man representou uma das maiores produções de mistério já feitas para a plataforma, reunindo um elenco estelar que inclui, além de Craig, Josh O’Connor, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott e outros nomes de destaque. A Netflix também destacou o título como um lançamento importante para a temporada de fim de ano, com uma combinação de estratégia de lançamento nos cinemas e streaming projetada para capturar tanto público cinéfilo quanto assinantes regulares.

Em termos de reação pública por streaming, o filme estreou na liderança da plataforma, registrando mais de 20 milhões de visualizações nos primeiros três dias de exibição, consolidando-se como um dos títulos em inglês mais assistidos da semana na Netflix após sua chegada ao serviço. Isso demonstra que, mesmo sem um lançamento tradicional amplo, o título encontrou um público amplo e engajado — especialmente entre fãs de suspense e famílias que acompanham a franquia.

A recepção da crítica especializada também foi muito positiva. No agregador Rotten Tomatoes, o filme alcançou 92 % de críticas favoráveis, com consenso geral afirmando que “com Benoit Blanc em ação, o filme oferece um mistério digno, com sua genuína e comovente fixação na fé e uma atuação memorável de Josh O’Connor”. A crítica elogiou a forma como Rian Johnson manteve a tradição dos mistérios “whodunit” ao mesmo tempo em que incorporou temas mais introspectivos e — em alguns trechos — filosóficos à narrativa.

Entre os pontos mais comentados pelos críticos e jornalistas está justamente a combinação de tom sombrio e humor perspicaz, além da energia de seu elenco coral. A imprensa destacou que, mesmo sendo o terceiro filme da série, Wake Up Dead Man inova ao colocar Blanc diante de uma trama que envolve religião, impossibilidades investigativas e conflitos humanos profundos, diferenciando-o de seus antecessores e mantendo o frescor do gênero de mistério.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Ripley

Título no Brasil: Ripley
Título Original: Ripley
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos, Itália
Estúdio: Netflix
Direção: Steven Zaillian
Roteiro: Steven Zaillian, Patricia Highsmith
Elenco: Andrew Scott, Dakota Fanning, Johnny Flynn, Margherita Buy, Eliot Sumner, Maurizio Lombardi

Sinopse:
Milionário americano contrata um homem chamado Ripley para encontrar seu filho que mora na Itália e que nunca mais entrou em contato com a família. O sujeito pensa que Ripley seria um grande amigo de seu filho. Ledo engano. Só que Ripley também não vai perder essa oportunidade de ganhar muito dinheiro com toda aquela situação sui generis. 

Comentários:
Eu gostei muito dessa série "Ripley" e isso me surpreendeu bastante. Eu não havia gostado muito do filme original. Só que essa nova versão em forma de minissérie está realmente um primor! E são muitas as decisões acertadas. A começar pela fotografia em preto e branco que ficou belíssima. As cidades italianas e sua arquitetura poucas vezes ficaram tão bonitas na tela! O fato de se ter optado por transpor todo a história para a época certa - seguindo o livro original - foi outro ponto positivo. E o elenco está muito bem dirigido. Destaco o ator Andrew Scott como Ripley. Ele tem aquele olhar que tenta transparecer amizade e empatia com os outros, mas que na verdade esconde uma personalidade fria, manipuladora e calculista. Um verdadeiro camaleão, como todo psicopata que se preze. Um aspecto que vai incomodar a muitos talvez seja o final. Ora, penso diferente. Para uma história tão sórdida, o desfecho da história combina perfeitamente. Até porque, vamos ser sinceros, nem sempre o bem vence o mal. Principalmente no mundo real em que vivemos. Assim deixo minhas melhores impressões sobre essa minissérie. Item obrigatório para espectadores de fino bom gosto. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Victor Frankenstein

Mais uma versão cinematográfica do famoso livro escrito por Mary Shelley em 1818 (a obra, como se pode perceber, está prestes a celebrar 200 anos de sua edição original). Pois bem, depois de tantos filmes é de se perguntar se ainda há algo de novo a explorar dentro desse universo literário. Para fugir do lugar comum os roteiristas inovaram em dois aspectos básicos. No primeiro procuraram valorizar a figura do personagem Igor. Para quem não se lembra ele era o assistente corcunda do Dr. Frankenstein, sempre se arrastando pelas sombras de seu laboratório sinistro. Na grande maioria das versões sua importância era bem secundária. Aqui ele ganha quase o foco principal, até porque é interpretado pelo ator Daniel Radcliffe (o eterno Harry Potter). O outro ponto que merece destaque é a batalha intelectual e de fé que se trava entre o Dr. Victor Frankenstein (James McAvoy) e o inspetor da Scotland Yard, Turpin (Andrew Scott). O primeiro não acredita em Deus e está plenamente convencido de que irá criar vida a partir de restos de corpos de pessoas mortas. Seu ateísmo vibra com essa possibilidade, pois seria o triunfo da ciência sobre a religião. O segundo é um policial com bastante religiosidade, que acredita sinceramente que o Dr. Frankenstein está infringindo as leis de Deus, criando por suas próprias mãos a vida humana.

A produção é excelente, com maravilhosa direção de arte. É importante chamar a atenção para o fato de que tentou-se recriar todos os cenários e reconstituições históricas dos filmes clássicos da Universal (inclusive no que diz respeito ao design da criatura). Assim Londres surge mais vitoriana (e sombria) do que nunca. De forma em geral gostei do filme. Reconheço que há exageros, principalmente nas cenas de maior movimentação e ação, claramente para satisfazer o gosto do público mais jovem que frequenta os cinemas atualmente, mas nem esse pequeno deslize desmerece o filme como um todo. O fato de Igor ter tanta visibilidade também não me aborreceu em absolutamente nada. Acredito que velhas estórias de terror como essa (e até mesmo Drácula) merecem passar por remodelações de vez em quando, desde que a essência principal do enredo original seja preservada. Foi o que aconteceu nessa produção. Manteve-se todo o background histórico com algumas pontuais modificações (como por exemplo o passado dramático e traumático do Dr. Frankenstein e a morte precoce de seu irmão, Henry). Releve tudo isso. O importante é que se trata de uma boa versão, com eventuais pequenas falhas que não atrapalham em nada. Vale o ingresso.

Victor Frankenstein (Victor Frankenstein, Estados Unidos, 2015) Direção: Paul McGuigan / Roteiro: Max Landis, baseado na obra de Mary Shelley / Elenco: Daniel Radcliffe, James McAvoy, Jessica Brown Findlay, Andrew Scott / Sinopse: Victor Frankenstein (McAvoy) é o filho de um renomado médico britânico. Estudante de medicina, ele resolve fazer experiências com pedaços de corpos de animais, tentando trazê-los de volta à vida com o uso de eletricidade. Depois de uma experiência bem sucedida envolvendo um macaco ele parte para a maior criação de sua carreira: a criação de vida humana através de corpos de pessoas mortas.

Pablo Aluísio.