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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Jovens Bruxas

Título no Brasil: Jovens Bruxas
Título Original: The Craft
Ano de Lançamento: 1996
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Andrew Fleming
Roteiro: Peter Filardi, Andrew Fleming
Elenco: Fairuza Balk, Neve Campbell, Robin Tunney

Sinopse:
Uma jovem garota de Los Angeles se muda e vai parar em uma nova escola. Para seu azar é uma daquelas escolas católicas mais rígidas, só que para sua surpresa ela descobre que lá também estudam garotas como ela, que adora uma magia antiga. 

Comentários:
Pois é, nos anos 90 surgiu essa modinha no cinema trazendo filmes de bruxas, mas calma aí que não é bem o que você está pensando. Não era mais aquela figura clássica das bruxas dos velhos filmes com mulheres idosas voando em suas vassouras. Nada disso. As bruxinhas agora eram todas gatas, adolescentes, jovens estudantes do ensino médio. Claro que tudo não passava de uma tremenda bobagem, mas que fazia sucesso a ponto de ter dado origem não apenas a filmes como esse, mas também a séries que também fariam sucesso naqueles anos. Numa era pré-Harry Potter parecia que tudo estava sendo preparado para a chegada dos bruxinho mais famoso da história do cinema, mas claro sem comparar os filmes pois produções como essa eram muito mais modestas! 

Pablo Aluísio.

sábado, 18 de agosto de 2018

Ruas Selvagens

Título no Brasil: Ruas Selvagens
Título Original: Deuces Wild
Ano de Produção: 2002
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Scott Kalvert
Roteiro: Paul Kimatian, Christopher Gambale
Elenco: Stephen Dorff, Brad Renfro, Fairuza Balk, Norman Reedus, Max Perlich, Drea de Matteo

Sinopse:
Dois irmãos se envolvem com gangues pelos bairos mais violentos de Nova Iorque. Um deles sucumbe ao vício, tendo uma overdose fatal. O outro que sobrevive decide então lutar contra o tráfico de drogas no bairro onde mora, causando com isso uma verdadeira guerra nas ruas.

Comentários:
Assisti a esse filme principalmente pela presença do ator Stephen Dorff. Gosto de seu trabalho desde a primeira vez que assisti "Os Cinco Rapazes de liverpool" onde interpretava o "quinto Beatle", Stuart Stutcliff. A partir daí ele fez uma série de filmes menores, nenhum deles de grande repercussão nas bilheterias. Esse "Ruas Selvagens" é até bem realizado, mas parte de uma premissa meio furada. Um membro de gangue que quer varrer as drogas de Nova Iorque! Quem já ouviu falar numa coisa dessas? Membros de gangues são criminosos e como tais usam o tráfico como principal fonte de renda. Bandido é bandido! Não tem sentido tentar colocar valores morais em um personagem criminoso. O resto do elenco é todo jovem, mas sem muita expressão. Acredito que seja apenas um filme passageiro, desses que você assiste na TV a cabo sem maiores compromissos.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Outra História Americana

O Nazismo não morreu. Essa frase dita assim certamente causa impacto e arrepios na maioria das pessoas mas não há como negar que isso é um fato. A ideologia que levou Hitler ao poder absoluto sobrevive, encontrando terreno fértil entre os mais jovens, geralmente brancos pobres sem muitas perspectivas de vida. O nacionalismo exarcebado, o ódio contra as minorias e a intolerância são em essência  as principais características dessa ideologia. Na Europa onde cresce o desemprego e a falta de oportunidade para os mais jovens os grupos neo nazistas ganham cada vez mais adeptos. Até no Brasil existem grupos organizados que seguem esse estilo de vida. "A Outra História Americana" foi um dos filmes mais corajosos a mostrar essa realidade social. Através da estória de dois irmãos o filme disseca de forma excepcional as razões que levam alguém a aumentar as fileiras dessa nova forma de nazismo que teima em crescer nas grandes cidades pelo mundo afora. Essa é uma produção que gosto de classificar como visceral. Isso porque o que é mostrado na tela choca e conscientiza ao mesmo tempo. O tema forte não abre concessões e o espectador não é poupado de nada, nem das cenas mais violentas. Entre elas a que mais marcou foi aquela em que o personagem de Edward Norton coloca a cabeça de um desafeto no meio fio da rua e... nem vale a pena narrar, é algo realmente terrível, só vendo o filme  para entender o impacto.

Por falar no ator temos aqui mais uma ótima interpretação de Edward Norton. Ele está perfeito na pele de um rapaz que finalmente consegue entender o abismo em que se meteu. Tentando salvar seu irmão mais jovem do mesmo destino ele tenta de todas as formas afastá-lo daquele ambiente. Confesso que o filme me deixou surpreso pois sempre havia associado o neo nazismo a grupos de jovens europeus. Em minha ótica seria completamente contraditório um jovem americano se tornar seguidor do nazismo uma vez que os EUA venceram a II Guerra Mundial contra o Terceiro Reich. De fato não dá muito para entender como a nova geração do país vencedor da guerra consegue  criar laços ideológicos com o sistema que foi vencido no mesmo conflito. Uma ironia da história? Certamente. Por mais sem sentido que isso possa parecer o fato é que realmente a figura de Hitler tem ganho cada vez mais espaço entre a parcela da juventude americana mais desiludida com o sistema em que vivem. Nesse sentido "A Outra História Americana" se torna muito didático e conscientizador. Como já foi provado pela história, nenhum regime absoluto ou ditadorial consegue dominar por longo tempo uma sociedade. A liberdade é inerente ao ser humano e nesses regimes não há espaço para as liberdades individuais. Por isso sempre naufragam. Além disso conceitos como raça superior, arianismo e outros pilares do pensamento Hitlerista já foram desmistificados pela ciência. O Darwinismo Social é completamente desacreditado atualmente. De qualquer modo fica o alerta. Já aconteceu uma vez e ninguém pode duvidar que venha acontecer de novo. Assim o melhor caminho é a conscientização sobre a importância da nossa liberdade. Só assim o mundo se verá completamente livre de ideologias como essa, que tantos males causou para a humanidade.

A Outra História Americana (American History X, Estados Unidos, 1998) Direção: Tony Kaye / Roteiro: David McKenna / Elenco: Edward Norton, Edward Furlong, Fairuza Balk, Beverly D´Angelo. / Sinopse: "A Outra História Americana" conta a estória de dois irmãos envolvidos no movimento neo nazista (skinheads). O mais velho deles, Derek Vinyard (Edward Norton), acaba sendo preso e passa longos anos na cadeia onde acaba criando uma nova mentalidade sobre aquilo que acreditava. Depois de finalmente ganhar a liberdade ele tenta de todas as formas afastar seu irmão mais jovem do mesmo movimento. Em busca de redenção procura livrar seu irmão daquele meio onde imperam o ódio racial e a violência contra as minorias.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vício Frenético

Não é novidade para ninguém que a filmografia de Nicolas Cage nos últimos tempos já saiu da fase de ser apenas ruim para virar anedota entre cinéfilos de tão ruins que são as produções. De fato Cage já virou piada nas rodinhas de pessoas que gostam do dito bom cinema. No meio de tantos filmes obtusos e constrangedores eis que finalmente surgiu uma pérola no meio do lamaçal. Sim, "Vício Frenético" é essa jóia. O filme se comparado com outros recentes do Cage é bem superior. Não é um grande filme, tem problemas de ritmo, roteiro e interpretação mas mesmo com tudo isso é salvo no final pelo fino humor negro que permeia toda a estória. Aqui Cage interpreta um oficial da policia de uma New Orleans devastada. Longe de ser um exemplo o tira é corrupto, viciado em drogas, em jogos e prostituição e tudo o mais de pior que se pode pensar para um policial. Um sujeito totalmente fora de controle e completamente fora da linha. O irônico é que mesmo assim, com todos esses desvios de conduta, sempre acaba sendo promovido (uma crítica óbvia à força policial das grandes cidades americanas). Não gostei muito da interpretação do Cage. De olhos esbugalhados, olhar vidrado, todo torto e muitas caretas o ator apresenta um esilo caricato de representar. No começo chega a ser até estranho ver Cage tão afetado mas depois que se acostuma com o tipo, fica até divertido. Ainda bem que ele foi salvo pelo bom argumento. 

O roteiro até consegue sobreviver no meio de um amontoado de eventos que vão se sucedendo no transcorrer da produção. Talvez isso se deva ao fato do filme ser na realidade um remake de um antigo policial dirigido por Abel Ferrara. Como se sabe esse diretor sempre foi bem pouco convencional. A estrutura de seus filmes sempre foi inovadora e nada parecida com o que vemos no cinemão comercial americano. No saldo final o que realmente salva mesmo "Vício Frenético" é a ironia, o cinismo e o humor negro que utiliza para satirizar o sistema. Nesse ponto o filme realmente acerta. Em suma, aqui temos um filme policial que a despeito dos exageros do Cage em cena pode realmente agradar no final das contas. 

Vício Frenético (The Bad Lieutenant: Port of Call - New Orleans, Estados Unidos, 2009) Direção: Werner Herzog / Roteiro: William M. Finkelstein, Victor Argo, Paul Calderon, Abel Ferrara, Zoë Lund / Elenco: Nicolas Cage, Eva Mendes, Val Kilmer, Fairuza Balk / Sinopse: Aqui Nicolas Cage interpreta o Terence McDonagh, um oficial da policia de uma New Orleans devastada. Longe de ser um exemplo o tira é corrupto, viciado em drogas, em jogos e prostituição e tudo o mais de pior se pode pensar para um policial. Um sujeito totalmente fora de controle e completamente fora da linha.  

Pablo Aluísio.